Past Dreams
17 Capítulo 15 - Afternoon shopping and confusions
Notas iniciais
Elena
Por fim acabamos para as compras eu, Mila, Caroline, Izzy, Clary, Anna e Carmélia. Minha amiga alegou que precisávamos de opiniões a respeito do vestido, sem contar que o carro extra seria muito útil.
Acabei indo em um carro com Car, minha filha e minha cunhada, enquanto as outras três foram no outro veículo.
– Ainda bem acredito que estamos indo mandar fazer os vestidos da madrinha do meu casamento – minha amiga comentou sem tirar os olhos da estrada nenhum segundo – É como um sonho realizado.
– Você planeja esse casamento há tanto tempo que eu me espanto de você ainda não ter os vestidos prontos – comentei.
– Como você é engraçadinha, Lena – fez uma careta – Eu só não tenho os vestidos prontos porque precisava tirar as medidas das madrinhas, é claro.
– Sabia! — revirei os olhos.
– Mamãe, por que você ainda não começou a planejar o seu casamento com o papai? — minha filha estava sentada no banco de trás, presa ao cinto de segurança.
– Essa é uma excelente pergunta, Mila! — Car a olhou pelo espelho retrovisor – Quem olha de fora pensa que a sua mãe não quer se casar.
Se olhar matasse Caroline Forbes teria caído dura nesse momento. É claro que eu ainda tinha dúvidas a respeito do meu casamento com Jace e ela sabia muito bem disso, mas isso não quer dizer que eu não queira me casar, só estou adiando os preparativos o máximo possível.
– A Miranda fala a mesma coisa para ela – ótimo, agora Anna decidiu entrar na conversa – Já vi as duas discutindo sobre isso uma vez, lá em casa.
– Será que as três podem parar de discutir a minha vida como se eu não estivesse presente? — pedi – Eu e Jace só vamos nos casar quando os dois estiverem formados e com empregos estabilizados, tenho bastante tempo para fazer os preparativos. Agora vamos nos concentrar no casamento da Caroline e do Stefan.
– Nunca é cedo demais para planejar um casamento – ela lembrou – Como você mesma acabou de lembrar, eu tenho planejado o meu há anos. Lembra quando eu decidi que meu casamento seria em maio e ao ar livre?
– Como é que eu poderia me esquecer disso – não pude deixar de sorrir – Nós tínhamos dez anos, mas você sabia exatamente o que queria.
*Flash Back*
Não pude deixar de revirar os olhos. Só a minha melhor amiga mesmo para chorar em um filme de comédia romântica. Era a cena final em que a Júlia Roberts dança com o amigo gay, durante a festa de casamento.
– Car, esse tipo de filme é para gente rir e não chorar – a olhei e ela estava enxugando as lágrimas com um lenço de papel.
– Mas é uma história tão linda – disse – Ela faz de tudo para ter o amor da vida dela de vota e no final acaba se conformando de não tê-lo.
– O sentido da história é que ela percebe que ele pode ser feliz ao lado da mulher que escolheu – continuei – Então decidi deixá-lo seguir a vida como tinha planejado.
– Eu faria um final diferente para o filme – deu de ombros – Colocaria os dois juntos no final, tenho certeza de que todo mundo iria gostar.
– Claro, ela faz plano maquiavélicos para separar o casal e ainda se dá bem no final – fiz uma careta – Uma bela lição a respeito da moral e dos bons costumes.
– Não é um filme para dar lição e sim para se divertir, como você disse – minhas próprias palavras usadas contra mim – E seria um final surpreendente e mais correto na intenção do filme.
Terminei de tomar o resto do refrigerante enquanto ela retirava o DVD do aparelho e o guardava dentro da caixa.
– Já disse o quanto eu amo as nossas festas do pijama? — comentou – Queria que você morasse aqui em casa.
– Tenho certeza de que a senhora Salvatore não ia achar ruim – dou de ombros – Pelo menos teria mais um quarto vago na casa, até hoje ela não se conforma do Stef ter me convidado para ficar morando na casa principal.
– Então está resolvido, venha morar aqui – concluiu -Vou falar com a minha mãe e sei que ela não vai achar ruim.
– Mas duvido que a minha concorde – lembrei – Ela vai morrer de saudades de mim se eu sair de casa para morar aqui.
– Por que ela e o seu pai não vem trabalhar aqui? — sugeriu, mas uma vez – Garanto que meus pais são bem mais legais que os Salvatores.
– Caroline, não viaja – concluí.
Ela se jogou atravessada na cama e ficou olhando a parte de trás da caixa do DVD, aonde tinha a sinopse e algumas fotos do filme.
– Acho tão lindo casamentos ao ar livre – disse, de repente – Dá um ar chique na cerimônia.
– Casamento ao ar livre?- a olhei em dúvida – Não tenho certeza se essa é mesmo uma boa ideia. O vento destrói toda a roupa e o cabelo dos convidados, pode ter insetos, sem contar que pode chover.
– Quanto a chuva, é só colocar um tenda – respondeu – E sobre o resto, para de estragar a minha fantasia.
– Certo! — levantei as duas mãos em sinal de rendição.
– Quando eu me casar quero que a cerimônia e a festa sejam ao ar livre – concluiu – E, é claro, tem que ser em maio.
– Por que em maio? — quis saber.
– Por que maio é o mês das noivas – revirou os olhos, como se eu tivesse perguntando um absurdo – Acho que toda a mulher tem o sonho secreto de se casar em maio.
– Eu não – disse na mesma hora – Não faço questão disso, qualquer mês que eu casar está bom.
– Sem graça – mostrou a língua em um gesto bem infantil – Pois eu vou me casar em maio e ao ar livre, pode escrever o que estou dizendo – deitou-se na cama e ficou encarando o teto.
*Fim do Flash Back*
– E eu consegui, vou mesmo me casar em maio ao ar livre – estava com um enorme sorriso no rosto – Sabe, Lena, quando você decidir sobre o seu casamento com o Jace, deveria escolher uma data em maio, tenho certeza de que você vai achar um máximo se fizer isso.
– Tudo bem, vou pensar no caso – foi tudo que eu disse.
Para o meu alívio não demoramos muito para chegar ao ateliê, chegamos quase que ao mesmo tempo que as outras. Era um ligar luxuoso e deu para reparar isso logo na entrada, não demorou muito para a recepcionista ir na nossa direção.
– Bom dia! — Car disse – Meu nome é Caroline Forbes e eu estou aqui para tirar as medidas dos vestidos das minhas madrinhas de casamento.
– Oh sim, aqui está o horário está mesmo agendado – confirmou, dando uma olhada no tablet – A senhorita Belcourt já vem atendê-las, enquanto isso, aceitem o nosso champagne de cortesia.
Eu, pessoalmente, achava que estava cedo demais para beber, mas champagne de cortesia era sempre algo chique e totalmente irrecusável. A mulher encheu seis taças e entregou para cada uma de nós.
– Não entendi por que eu não posso beber também? — Mila ficou totalmente emburrada.
– Porque você só tem cinco anos e é muito nova para beber – respondi.
– Temos refrigerante – a recepcionista disse – Vou buscar um copo para a senhorita. Espere só um minuto.
Ela caminhou em direção a uma porta e voltou poucos minutos depois, trazendo um copo de refrigerante.
– Estávamos falando sobre o casamento da Elena e do Jace – Anna lembrou – Mas a Carmélia também está para se casar com o irmão do Stefan, não é mesmo?
– Não é exatamente – ela ficou extremamente vermelha nesse momento e não acho que tenha alguma coisa a ver com a bebida – Estamos juntos há três anos, mas não pretendemos nos casar, pelo menos não agora.
– Mas vocês moram juntos, não é mesmo? — balançou a cabeça afirmativamente – Isso é só um passo para se casar.
– Acho que se dependesse da senhora Salvatore, nós já estaríamos casados – continuou – Só que não temos a menor pressa para isso.
Senti um arrepio na espinha nesse momento. Sei que eu mesma estou noiva do Jace, mas não consigo imaginar Damon se casando com outra, pode parecer egoísmo da minha parte, mas é um alívio saber que eles não tem planos de mudar o estado civil.
– Ela tem razão em não ter pressa – comentei – Afinal, eu e o Jace também moramos juntos e não estamos casados.
– Mas vocês vão se casar – continuou – De qualquer maneira, serão dois lindos casamentos, quando acontecerem.
Para a minha sorte a dona do atelier não demorou muito para chegar. Ela era uma mulher alta, loira e muito elegante.
– Olá, Caroline, querida, é muito bom revê-la – a cumprimentou, deixando bem claro que as duas já se conheciam – Sou Camille Belcourt – disse para o resto de nós, seu sotaque deixava bem claro que ela era francesa – Todas elas serão madrinhas?
– Não, só elas três – apontou para mim, Izzy e Clary – E a Mila vai ser minha daminha, quero que ela tire as medidas para o vestido também.
– Tem algum modelo específico para os vestidos – Camille estava segurando um tablet – Temos alguns modelos lidos para madrinhas e damas de honra, se quiserem dar uma olhada.
– Não tenho um modelo pré-determinado, mas quero escolher as cores – Car continuou, isso não era novidade, minha amiga sempre disse que queria que os vestidos de suas damas de honra fossem, um de cada cor – O da Elena será rosa, o da Izzy azul e o da Clary verde, vão ficar lindos. E é claro, os padrinhos terão gravatas da mesma cor do vestido dos seus pares, mas isso é um problema dos meninos.
Estava imaginando eles chegarem para ver os ternos e descobrindo quais seriam as cores de suas gravatas, não sei se vão ficar muito felizes com isso.
– Então podem escolher os modelos que preferem – avisou – Depois vamos começar a tirar as medidas.
– E eu? — Mila quis saber.
– Você também vai escolher o seu vestido – Car avisou – Você vai ser a dama de honra mais linda que já existiu.
Eu e Clary optamos por um vestido tomara que cai com sair longas e rodadas, embora o dele tivesse um pouco mais de brilho que o meu; já o de Isabele tinha uma alça que amarrava no pescoço e a saia era mais simples. O de Mila seria branco e bem simples, o único detalhe que o destacava era um laço amarrado na cintura.
Depois de tirarmos todas as medidas, saímos do ateliê. Decidimos ir ao shopping almoçar e quando terminamos de comer fomos dar uma volta e ver algumas vitrines.
Aquele tinha sido um dia muito divertido entre amigas, espero que os “garotos” estejam se dando bem da mesma maneira.
Damon
Sempre detestei comprar roupa, só ia mesmo por obrigação e quando precisava de alguma coisa urgentemente. Agora eu estou aqui usando experimentando vários ternos para usar no casamento, minha cunhadinha quer garantir que esteja tudo “lindo e padronizado”, por isso faz questão que os padrinhos façam a roupa no mesmo lugar.
E aqui estão as gravatas de vocês – meu irmão entrego uma para cada um de nós, elas tinham cores diferentes.
– Sério mesmo que eu vou ter que usar isso? — o Heroína estava segurando uma gravata rosa, ainda não estava aceitando a ideia de que ele também era padrinho e teria que aturá-lo pelos próximos meses, mas isso me deixava um pouco mais aliviado – Você só pode estar me brincadeira comigo, Stefan.
– Ah, Jace, você vai ficar ótimo com essa gravata – Alec brincou e ele deu um tapa de leve no seu ombros.
– Caroline fez questão de que os padrinhos usem as gravatas da mesma cor dos vestidos dos seus pares – explicou – E ela mesma escolheu.
– Ainda bem que o meu é verde – comentei enquanto dava um nó em frente ao espelho.
– Pior sou eu que vou precisar usar uma gravata branca – meu irmão continuou – Nem vai dar para ver na blusa.
– Tenho certeza de que vocês vão estar ótimos assim – Jeremy também tinha ido conosco, mas por que não tinha nada para fazer do que para dar opinião, já que ele não tinha muito o que falar – Mas ainda bem que eu não sou padrinho e posso usar a roupa que eu quiser.
Por sorte a única coisa que tínhamos que fazer era ajeitar a barra da calça e verificar o comprimento do paletó. As roupas iriam ficar lá para os ajustes e duas semanas poderíamos buscá-las.
– Não sei quanto a vocês, mas eu estou com fome – meu ex-cunhado comentou quando saímos de dentro da loja – O que acha de irmos até alguma lanchonete?
– É uma excelente ideia, Jer – respondi – Tem um McDonald's aqui perto, vamos até lá?
– Excelente ideia, irmão – Stefan abriu a porta do carro – Jeremy, por que você não vai com o Damon? O Jace e o Alec vem comigo.
– Claro – concordou com a cabeça.
No caminho de casa até aqui eu tinha vindo sozinho e era bom ter companhia agora, mesmo sendo um trecho mais curto. Jeremy não sabe do que aconteceu entre mim e a Elena e não sabe que eu sou o verdadeiro para de Mila, deve ser uma das poucas pessoas aqui que não me odeia.
– E então, Jeremy, conte-me como estão as coisas seja lá aonde vocês estejam morando? — perguntei quando estávamos a caminho do McDonald's – Você já está na faculdade, não é mesmo?
– Sim eu estou! — afirmou – Estou no primeiro ano ainda, mas estou gostando muito do curso.
– Que legal! — continuei – Sabe, até hoje eu não entendi por que você e seus pais foram embora atrás da Elena e do Heroína – quem sabe ele não acabava me contando aonde eles estão morando.
– O sobrenome do Jace é Herondale, Damon, não Heroína – me corrigiu – E não adianta, eu não vou contar nada, tem um motivo para você saber para onde nós fomos.
– E eu não entendo que motivo é esse – me fingi de o mais inocente possível.
– Ora, Damon, por favor, eu sei de toda a história entre você e a minha irmã – revirou os olhos – E sei que você é o pai biológico da Mila, não o Jace.
Essa me pegou totalmente de surpresa. Até aonde eu tinha ficado sabendo a única pessoa da família de Elena que sabia a verdade era a mãe dela, tanto o pai quanto Jeremy acham que ela e o Heroína estavam saindo escondidos há alguns meses e ela acabou engravidando, pelo menos foi o que Caroline me disse.
– Sua irmã te contou? — quis saber, não parecia algo que Elena faria.
– Na verdade eu descobri sozinho e ela não teve omo mentir mais – deu de ombros – Olha, Damon, não sei o que você fez para a Elena para ela deixar o Jace assumir a filha de vocês e sumir de Atlanta com ela, e você não precisa me contar se não quiser, mas imagino que foi grave.
– E foi mesmo – concordei – Mas eu quero que você saiba que eu amo a Elena e tudo que eu queria era uma oportunidade de reparar o meu erro e fazê-la feliz e a Mila também, é claro. Só que ela é teimosa demais.
– Eu sei – revirou os olhos – Se serve de consolo, eu acho que você combina muito mais com ela do que o Jace, qualquer um que olha os dois vê que ela não o ama.
– Bem que você podia me ajudar com ela então – sugeri.
– Talvez, isso depende do quanto você realmente ama a minha irmã – continuou – Você precisa ganhar a confiança dela outra vez e vai ter bastante tempo para isso nesses meses que vamos ficar aqui.
Aquela conversa com o Jeremy me deixou bem mais tranquilo, saber que ele estava do meu lado. Quando estacionei o carro, os outros já estavam esperando por nós na entrada do McDonald's.
– Finalmente vocês chegaram – meu irmão reclamou – Estávamos quase entrando sem vocês dois.
– Deixa de drama, Stef – reclamei – Agora vamos até lá.
– Espero que a Mila não saiba que viemos aqui, ela adora o McDonald's – o Heroína comentou — Ela vai querer ter vindo conosco, tenho certeza de que elas devem ter ido até um restaurante para comer “comida descente” como a Elena costuma chamar.
Aquilo foi dito de uma maneira totalmente casual, mas eu não aguentei, ele tinha acabado de mexer com o meu psicológico.
– Escuta aqui, Heroína – o puxei pela manga da camisa – Eu até tento entender o fato de você estar com a minha Lena e com a Mila, mas não admito que você esfregue isso na minha cara.
– O que é isso Damon – Stefan começou a puxar enquanto Alec segurava o Heroína – Essa não é a solução.
– Tudo bem, ele não aguenta saber que a Elena preferiu ficar comigo e não com ele – provocou – Já que ele não foi homem o suficiente para assumir o que fez.
– Agora chega! — consegui me soltar do meu irmão e parti para cima dele mais uma vez – Você não sabe o que aconteceu, então cala a boca!
– Claro, tudo que eu sei é que você abandou a Elena grávida e preferiu ficar com a sua preciosa herança – gritou, algumas pessoas tinha parado para ouvir aquela briga – E eu estava lá para apoiar a Elena e dar para a Mila o amor que o pai dela nunca deu.
– Que história é essa, Jace? — Alec estava totalmente confuso, principalmente pelo fato de que nem Stefan, nem Jeremy ficaram surpresos com essa revelação – Você está dizendo que a Mila não é sua filha? Como eu nunca soube disso.
– Pois é exatamente isso – fui eu quem respondi – Ela está simplesmente cuidando de uma família que não é a dele.
– Estou, simplesmente, ajudando a mulher que eu amo, a minha melhor amiga – continuou – Me certificando de que ela vai ficar bem, coisa que você não fez.
Dessa vez eu não consegui aguentar, dei um soco tão forte que o Heroína ficou segurando queixo.
– Você não aguenta a verdade... — riu – Continua o mesmo covarde de seis anos atrás.
– Pois saiba que a Lena não te ama – falei – Ontem a noite eu a beijei na biblioteca e ela gostou, muito. Não vai demorar muito para ela voltar correndo para mim.
Dessa vez foi a vez do Heroína me dar ao soco. Como ele tinha feito ontem, eu sorri.
– Parece que meu trabalho acaba aqui – dizendo – Vejo vocês depois.
Voltei para o meu quarto. Pelo menos eu tinha falado umas boas verdades para aquele cara e isso me tinha feito ganhar o dia.
Stefan
Meu irmão tinha conseguido estragar o restante da nossa tarde. Depois do almoço voltamos diretamente a casa dos meus pais, Caroline e as outras ainda não tinham chegado, o que foi um alívio, já que não queria explicar sobre a briga para a Elena.
Rosa me disse que Damon tinha chegado em casa há pouco mais de meio hora e se trancou no quarto. Decidi, então, ir até lá, estava mais do que na hora de eu ter uma conversa séria com ele.
– Não quero falar com ninguém – Damon gritou quando eu dei uma batida na porta.
– Mas você vai falar comigo – avisei enquanto entrava no local – Que briga foi aquela com o Jace na frente da lanchonete?
– Desculpa, Stef, eu sei que ele é seu convidado e eu não devia ter me excedido, mas eu não aguentei – sentou-se na cama e passou a mão pelo cabelo – Precisava calar a boca daquele Heroína babaca.
– Você ama mesmo a Elena, não é mesmo? — perguntei.
– Mas do que a minha própria vida – afirmou – E a Mila também, é claro, se eu pudesse falaria para o mundo que ela é minha filha.
Damon já me deu muitas provas de que não poderia confiar nele, mas estava falando com tanta sinceridade que era impossível não acreditar.
– Olha, Damon, eu não devia fazer isso, mas eu vou te ajudar – falei dando um longo suspiro – Jace é um bom amigo para a Elena, só que ela não o ama e não tem como ser feliz desse jeito. Caroline comentou isso comigo várias vezes e eu mesmo já tinha percebido.
– Acha que eu não sei disso – deu de ombros – Ela tem que voltar para mim e assim criarmos a nossa filha juntos.
– Mas espera, Damon, a coisa não é assim tão fácil – interrompi – Você precisa estar disposto a abrir de algumas coisas. Sabe que a mamãe e o papai não vão aprovar esse relacionamento como fizeram no passado e se eles quiserem te tirar a herança, vai que dar uma resposta diferente dessa vez.
E ai está a grande questão, a decisão da qual eu me arrependo até hoje, ter escolhido minha herança ao invés da Elena e do bebê, se eu tivesse a oportunidade de escolher novamente, faria tudo diferente. É claro que a situação agora é outra, eu trabalho junto com o Matt, tenho o Haras e ganho o meu próprio dinheiro, não dependo mais dos meus pais, é muito mais fácil escolhê-la agora.
– E eu estou disposto a fazer isso – afirmou.
– De qualquer maneira não é assim se atirando para cima da Elena, você se vai assustá-la assim – garanti – Você precisa reconquistá-la e eu vou te ensinar a fazer isso.
– Você vai me ensinar a reconquistar a Elena – começou a rir – Desculpa, irmãozinho, mas o que você entende de mulher?
– Talvez não entenda tanto assim de mulheres – expliquei – Mas acho que sei mais do que você. Caso tenha se esquecido eu tenho uma noiva que amo muito e estou prestes a me casar com ela; enquanto você tem um namoro de fachada e não consegue chegar perto da sua filha nem da mulher que ama.
Toda essa história de reconquista me fez lembrar de quando estava decidindo pedir a Caroline em casamento, um pouco antes de eu ir para Londres estudar.
*Flash Back*
Caminhava pelo shopping sabendo exatamente o rumo que tomar, a joalheria, que era uma das mais caras e importantes de Atlanta.
Em exatamente três dias estarei dentro de um avião rumo a Londres. Nem todos tem oportunidade de fazer o Ensino Médio na Europa e tenho que admitir que estou muito animado com a ideia, mas deixar Caroline já não é tão bom assim. Já faz dois anos que namoramos escondidos e essa vai ser a primeira vez que ficamos separados desde que nos conhecemos quando éramos crianças.
Por esse motivo nessas últimas semanas fiz várias surpresas para ela e hoje será a nossa grande despedida, ou melhor, nosso grande até logo. Já fiz as reservas no melhor restaurante da cidade e depois do jantar já combinei com Grayson, nosso motorista, de nos levar para uma cabana que eu aluguei fora da cidade, essa será uma noite mais do que especial, para nós dois.
– Boa tarde, posso ajudá-lo? — a mulher perguntou no momento em que eu entrei na joalheria.
– Sim, eu gostaria de ver algumas alianças – respondi.
– Oh sim, claro – abriu a vitrine que estava na sua frente – Temos várias alianças de compromisso aqui.
– Não quero alianças de compromisso – corrigi – Quero ver alianças de noivado mesmo.
Há duas semanas eu decidi que ia pedir Car em casamento. Queria ir para Londres tendo um compromisso sério com ela e poderíamos começar a pensar em oficializar quando eu voltar para cá e fizer faculdade.
– Certo! — ficou um pouco em dúvida, provavelmente achando que eu era muito novo para pedir alguém em casamento – Temos várias opções também.
Fiquei mais de vinte minutos olhando todas as alianças que tinham no local, optei por uma de ouro branco e cheia de brilhantes em volta, era bem delicada e cara de Caroline.
– Aqui está! — a mulher me entregou a sacola depois que paguei – E boa sorte no seu pedido de casamento.
– Obrigado – sorri antes de sair da joalheria.
*Fim do Flash Back*
– Tudo bem, Stefan, acho que você me convenceu – disse, por fim – Você pode me ajudar a reconquistar a Elena.
– Perfeito, prometo que você não vai se arrepender – garanti.
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