Past Dreams

5 Capítulo Bônus - Since We’ve Met


Notas iniciais
Temos um bônus! O capítulo anterior tem uma continuação, e ela vai ser postada na terça-feira. Não queiram me matar, é só porque a Rô quem escreveu os dois capítulos, e eu planejava escrever esse bônus desde antes do primeiro capítulo. Não queiram me matar. Espero que vocês gostem.

POV Caroline

Hoje foi o primeiro dia de aula na nova escola. Lá, conheci minha nova melhor amiga, a Elena, e outras crianças. Ah, também conheci Stefan. Ele é um garotinho tão lindo. Seus cabelos são loirinhos, mas não como os meus, e seus olhos, verdes.

Ficamos amigos logo de cara. Corremos no parquinho na hora da merenda e sentamos juntos para desenhar e pintar depois. Brincamos até nossos pais chegarem. Nos divertimos tanto juntos que não queríamos ir embora. Nossas mães se viram e, conversando, descobriram que quando eram crianças, estudaram juntas. Combinamos de brincar no fim de semana.

A casa dele era linda. Tinha uma piscina enorme. Passamos a tarde brincando na piscina. A Lena morava lá também e tinha o Damon, irmão do Stefan, que não queria ficar conosco porque era mais velho.

Nossa amizade ficava cada dia mais forte. Quando tínhamos treze anos, descobrimos uma coisa diferente. Quando não estávamos juntos, ligávamos um pro outro, mandávamos mensagem no celular. Sempre nos comunicando. Quando estávamos juntos, nunca passávamos mais de cinco minutos longe. Lena dizia que estávamos namorando e que éramos fofos. Ela implicava comigo, sempre repetindo ‘Vocês se amam, vocês se amam...’

Um dia, ainda quando tínhamos treze anos, estávamos vendo um filme de amor, e o mocinho beijou a mocinha. Stefan olhou pra mim e sorriu. Foi se aproximando do meu rosto devagarzinho. Sentia-me tão nervosa por não saber o que fazer, que acabei ficando parada onde estava e fechei os olhos. Pude sentir quando seus lábios tocaram os meus. Foi incrível como me senti naquele momento. Era diferente, mas de um jeito bom.

Depois daquele dia, os beijos começaram a acontecer mais vezes. Era cada vez melhor, e aos catorze anos, foi nosso primeiro beijo de verdade.

Ninguém nunca soube do que estava acontecendo entre nós dois. Aproveitávamos ao máximo todas as oportunidades que tínhamos para ficarmos juntos. Cada momento era único. Perdi as contas de quantas vezes cheguei em casa e encontrei um buquê de tulipas amarelas, minhas favoritas, sobre minha escrivaninha com um cartão escrito à mão por Stefan.

Nas férias anteriores ao início do ensino médio, os Salvatore decidiram dar ao Stefan a viajem que ele sempre quis pra estudar num colégio muito famoso da Inglaterra. Quando ele veio me dar essa notícia, fiquei muito abalada. E ele, dividido.

–Não precisa se preocupar, meu amor. Eu vou ficar triste com a distância, mas não vou te impedir de ir. É seu sonho desde pequeno. Nunca o faria escolher entre eu ou seu sonho.

–Tudo bem, não precisa pensar nisso agora. Ainda temos dois meses de férias para ficarmos juntos.

E assim foi. A cada semana, Stefan encontrava uma maneira diferente de me surpreender. Foram encontros incríveis. Entre eles, dois se destacam.

Em uma noite fria, Stefan e eu pegamos um táxi e fomos até uma cabana que os pais dele têm na floresta. Ele acendeu a lareira e arrumou uma cama para que nos deitássemos diante do fogo. Ficamos conversando, divagando sobre o futuro. Preparamos fondue e bebemos chocolate quente. Dormimos abraçados e na manhã seguinte fomos embora.

O outro encontro foi o mais especial de todos. Como os Salvatore são uma família bem afortunada, os filhos recebem uma boa quantidade de dinheiro todo mês para comprarem o que quiserem. Damon era do tipo que gastava o que quisesse na hora que quisesse. Já Stefan, era do tipo que comprava o necessário e guardava o restante do dinheiro para emergências. Certo dia ele resolveu gastar o dinheiro com algo especial. Naquele dia, Stefan me liga e pede que eu me arrume, pois vai me levar pra jantar num dos melhores restaurantes da cidade de Atlanta. À noite, quando ele foi me buscar, notei que o evento era realmente importante, apesar dele não ter dito o que era. Talvez fosse uma despedida oficial, já que em duas noites ele viajaria para a Inglaterra. Porém, quando o maître nos levou até a mesa, concluí que era uma despedida oficial sim. Mas apenas para nós dois. Pedimos nossos pratos e Stefan passou o tempo dizendo coisas lindas para mim. Diversas declarações de amor, como a dos filmes. Então a comida chegou. Estava deliciosa e não demoramos muito para terminar. Pedimos a sobremesa. Crème brûlée. Estava simplesmente divino.

Pagamos a conta e fomos para o carro. Lá, ele venda meus olhos e diz que tem uma surpresa. O motorista liga o carro e começa a dirigir. Durante todo o caminho, Stefan conversa comigo sobre assuntos aleatórios, a fim de me distrair do caminho que tomávamos. Funcionou, já que eu não fazia ideia de onde estávamos.

O carro para e ele pede que eu espere um pouco. Demora alguns minutos, até que ele abre a porta e me faz sair do carro. Guia-me por um caminho de cascalhos até que para e ouço som de chaves. Suas mãos vão até a venda e a tiram.

Quando abro os olhos, estamos frente a uma belíssima cabana.

–Stefan, é linda!

–A noite está bonita. Essa casa é apenas para mais tarde. Agora temos uma piscina aquecida lá atrás pra aproveitar.

Apesar de termos apenas quinze anos, nossos pais nunca foram muito de ficar todo o tempo em cima da gente, o que permitia que fôssemos pra onde quiséssemos sem precisar avisar toda hora. E isso era um dos fatores que mais ajudavam o nosso namoro.

Ficamos algum tempo na piscina. Stefan havia levado algumas roupas minhas que ficavam na casa dele, então não tive problemas pra entrar na água. Só precisei trocar de roupa.

Quando nossa pele começou a ficar enrugada, Stefan sugeriu que fôssemos tomar um banho. Cada um teve a sua vez. Ele pediu pra ir primeiro e eu concordei. Quando chegou minha vez, subi e tomei um banho quente bem relaxante. Ao voltar para a sala, no primeiro andar, encontro Stefan no sofá, com um balde de pipoca e o dvd do meu filme favorito.

–Esses dois dias vão ser os melhores da sua vida, senhorita Forbes.

–Que promessa de peso, senhor Salvatore.

Sentei-me ao seu lado e começamos a assistir ao filme. Quando terminou, eu estava com os olhos cheios de lágrimas, mas quase fechando, devido ao sono. Meu namorado me pegou no colo e me levou para cama, onde nos aconchegamos e dormimos até a manhã seguinte.

Acordei com um cheiro maravilhoso de café-da-manhã me atiçando. Sentei-me na cama e encontrei Stefan parado no batente da porta com uma bandeja na mão.

–Bom dia, meu amor.

–Bom dia, Stef.

Ele se aproximou e pôs a bandeja na minha frente. Estava muito bem arrumada. Havia nela uma tigela com meu cereal favorito, uma jarra de suco, café com leite, torradas, frutas e até mesmo um guardanapo dobrado fazendo um tipo de cone. Ele se senta na minha frente com um sorriso que poderia iluminar uma cidade inteira.

–Por que um sorriso tão grande? Estou ficando com medo de o seu rosto partir em dois. Não é como se estivéssemos comemorando um aniversário de namoro ou coisa do tipo, estamos fazendo uma despendida, Stefan! – dei uma risada pra não pesar o clima, mas seu sorriso não ficou nem um pouco abalado.

–Apenas coma, Car. Temos a vida para comemorar, não é suficiente?

Sorri para ele e peguei o cereal para comer. Stefan puxa assunto.

–Sei que você está comendo, mas o silêncio está me incomodando. Dormiu bem?

–Uhum. – estava com a boca cheia. – E você?

–Ao seu lado, impossível dormir melhor. Não podemos ficar por muito tempo. Marquei de sair com Damon hoje à tarde. Mas não tenha pressa. Nada nem ninguém é mais importante do que você, meu amor.

Stefan estava muito romântico. Continuei comendo enquanto conversávamos. Provei um pouco de cada: comi o cereal da tigela, já que sem ele fico de mal-humor o dia todo, duas torradas com manteiga, tomei o café com leite e beberiquei o suco. Ao sentir-me satisfeita, pego o guardanapo e descubro o motivo dele ter sido arrumado da forma como estava.

Agora, no lugar onde há segundos estava o guardanapo, estava uma pequena caixinha vermelha de veludo com letras douradas na tampa que indicavam ser de uma famosa joalheria aqui de Atlanta. Imediatamente virei uma pilha de nervos. Não sabia o que dizer ou como reagir. Stefan sorriu mais ainda, se é que era possível.

–O que foi, Car? Você está pálida.

–I-isso é o que eu acho que é?

–Estamos juntos há quase três anos, eu estou indo para Inglaterra, você vai continuar sendo a minha garota e nós nos amamos. Venho planejando esse dia desde que descobri que realmente iria para a Inglaterra. Não posso levar você comigo porque sua vida é aqui. E só vou ficar lá por três anos. Depois volto para fazer faculdade. Então, Caroline Marie Forbes, você me daria a honra de ser seu marido?

–Mas... Nossos pais vão nos matar, Stefan!

–Car, tenha calma. Não vamos nos casar amanhã. Estou pedindo você em casamento, mas será um segredo só nosso. Vamos nos casar quando terminarmos a faculdade. Não precisa se preocupar. Ninguém além de nós dois vai saber disso.

–Nem a Lena?

–Nem a Lena.

–Mas ela é a nossa melhor amiga!

–E esse é um segredo só nosso. Vai ser melhor assim, Car. Por mais que eu queira contar ao mundo todo que tenho a melhor namorada, e espero que noiva, do mundo, sei que não posso. Ainda temos quinze anos, estamos prestes a começar o ensino médio, ainda tem a faculdade, e toda a comoção que essa notícia geraria. Precisamos esperar, pelo menos, até a faculdade pra anunciar nosso casamento.

Fiquei calada por alguns segundos pensando. Era um pedido tentador. Nada me deixaria mais feliz do que saber que pertencemos exclusivamente um ao outro. E que não importa a distância, continuaremos juntos, compromissados, nos amando. Mas Stefan tem razão. Esse noivado tem de ser um segredo nosso. Teríamos muitos problemas contando tão repentinamente essa decisão para nossas famílias.

–Car, diz alguma coisa. Esperei tanto por isso e você quieta desse jeito só me deixa mais nervoso.

–Mas que coisa, Stef. É claro que aceito casar com você. Sinto-me a garota mais sortuda desse mundo.

Ele pega a bandeja e põe sobre a mesa que há no canto do quarto. Quando volta para a cama, começa a me beijar de modo intenso. O clima no quarto esquenta cada vez mais, e, como não ofereço resistência, Stefan entende isso como uma permissão para que ele siga em frente. Suas mãos começam a traçar novos caminhos pelo meu corpo, que vai esquentando mais e mais a cada toque. Já havíamos conversado a respeito de tudo sobre o nosso namoro, inclusive sobre sexo. E tínhamos concluído que seria um momento especial para ambos e ninguém apressaria nada. Não vai haver momento mais especial que esse, quando ele está prestes a ir embora e acabou de me pedir em casamento.

Stefan afasta sua boca da minha e vai em direção ao meu pescoço, onde distribui vários beijos. Conforme a excitação cresce, as peças de roupa de nós dois vão sendo arrancadas e jogadas no chão. Nenhum de nós dois tem experiência alguma no assunto, então agimos por instinto. Meu noivo vai trilhando cada vez mais para baixo em meu corpo, até que chega à minha intimidade. E para. Solto um gemido de frustração. Até que, repentinamente, Stefan beija minha intimidade. Estremeço de prazer.

Seus movimentos, apesar de inexperientes, dão-me extrema sensação de deleite. Beija-me novamente a boca, e estende a mão para a gaveta do criado-mudo. Nela, pega um pacotinho laminado. Abre o pacotinho, pega o preservativo e protege-se. E então é a hora. Nossos olhos estão fixos um no outro. Nenhum movimento além do necessário até que ele finalmente está em mim.

–Agora pertenço completamente a você. Já tinha minha alma, agora tem meu corpo.

–Eu amo você, senhorita Forbes.

–Também amo você, Stefan.

Seus movimentos são lentos, delicados e me enlouquecem. Gradualmente vai aumentando a velocidade, o que intensifica, pouco a pouco, o prazer que sentimos. Nossos gemidos ecoam pelo quarto, cada vez mais altos, até que, juntos, chegamos ao clímax.

No dia da viagem, estamos todos nós no aeroporto: Damon, Lena, eu, os Salvatore e até a família Gilbert. Fazemos uma bagunça controlada no terminal de embarque. Assim que o perdemos de vista, agarro Elena e juntas, nos debulhamos em lágrimas. Como o avião ainda não fechou as portas, ligamos para ele.

–Já estamos com saudades! – dissemos eu e Elena juntas assim que ele atendeu.

–Eu também, acreditem. Lena, cuide da Car pra mim. E Car, você cuide da Lena também. Amo vocês. Preciso desligar, estão fechando as portas.

–Ligue quando chegar! – e desliga.

Acordo num sobressalto. Minha pulsação está disparada e meu corpo, banhado de suor. Assim que me situo em minha cama, começo a chorar desesperadamente. Foi apenas um sonho. Um sonho muito bom.

Flashes dos sonhos ainda estão na minha mente quando ouço meu telefone tocar. Como ainda estou um pouco grogue de sono, atendo sem ver quem é.

–Alô?

–Espero que não a tenha acordado. Queria ouvir sua voz. Estou com saudades.

Notas finais
Até qualquer hora, pessoal. E desculpem-me o atraso, mas eu avisei que meu cronograma ia ficar regular depois que eu terminasse minha outra fic. E essa semana foi meio enrolada. Semana que vem deve acertar, ok?