Past Dreams
6 Capítulo 4 - First Time
Notas iniciais
Damon
Confesso que fiquei totalmente curioso para saber o que o tal Heroína, ou sei lá o que, queria conversar com a minha Elena, mas como não queria dar uma de namorado ciumento, não a impedi de ir junto com ele. Quando os dois passaram pelo portão do colégio, liguei o carro e me dirigi para as ruas de Atlanta.
Parei em um sinal e não pude deixar de dar um sorriso bobo. Achei que nunca fosse conseguir ficar com a garota, mas eu a conquistei. Muitas pessoas podiam achar que eu era um completo idiota por namorar uma garota bem mais nova do que eu, já que teríamos certeza limitações no nosso relacionamento, mas não estou nem ai, espero por ela o tempo que for preciso.
Cheguei a empresa da família e parei na vaga reservada para mim. Assim que o elevador parou no último andar do prédio, dei de cara com a mesa da secretária do meu pai.
– Bom dia, Rose – disse, dando um um enorme sorriso.
– Bom dia, senhor Salvatore – ela retribuiu o meu cumprimento – O senhor parece de bom humor hoje.
– Pode ter certeza de que eu estou – afirmei – Se precisar de mim, estarei na sala do meu pai. E, só mais uma coisa, Rose, será que você pode me arranjar o telefone de uma floricultura? Tem que ser muito boa.
– Mas é claro, senhor Salvatore – pegou um papel e começou a escrever um número antes de me entregar – Essa daqui é a floricultura para onde o seu pai sempre liga quando quer mandar flores para a sua mãe.
– Obrigado, Rose – agradeci – E se pudesse não comentar isso com ninguém, principalmente com o meu pai, agradeceria.
– Pode ficar tranquilo – garantiu – Ninguém vai saber de nada por mim.
Meus pais sempre trataram os Gilbert muito bem e inclusive deixam Elena dormir no quarto extra que tínhamos em casa, mas eles sempre foram um tanto quanto preconceituosos. Lembro o quanto implicavam com a amizade entre Lena e Stefan quando eram pequenos, pois tinham medo de que pudesse se tornar algo mais sério futuramente. Não sei qual seria a reação deles ao saber que sou eu quem está com ela, por isso prefiro contar tudo com bastante calma.
Fechei a porta da sala e retirei o telefone do gancho, discando o número que Rose tinha acabado de me dar. Três toques depois, alguém atendeu.
– Floricultura, bom dia – o homem falou do outro lado da linha.
– Bom dia! — disse em seguida – Eu queria encomendar um buquê com doze margaridas – primeiramente pensei em pedir rosas, mas margaridas eram as flores favoritas de Elena, com certeza ela iria amar.
– O senhor está com sorte, acabamos de receber um grande carregamento de margaridas – avisou – Qual o endereço de entrega?
Passei o endereço da minha casa para ele e pedi que fosse entregue por volta das quatro horas da tarde, que seria, mais ou menos, a hora que Lena estaria chegando do colégio. Como eu iria buscá-la, poderia ver pessoalmente a sua reação.
– Está tudo anotado, senhor – completou depois de alguns minutos – Gostaria de mandar um cartão juntamente com as flores?
– Sim, por favor – respondi – Escreva, apenas: Do homem da sua vida. Assinado, Damon Salvatore.
– E qual a forma de pagamento? – perguntou, mais uma vez.
– Vou pagar com cartão de credito – avisei enquanto retirava a carteira do bolso interno do paletó – Por favor, anote o número.
Depois que passei todas as informações, desliguei o telefone. Tinha certeza de que Elena iria gostar surpresa. Peguei meu celular e fiquei olhando a foto de fundo, eu a tirei durante o nosso jantar de sexta-feira enquanto ela estava distraída. Não sei como era possível, mas estava ainda mais linda.
– Lena! — sussurrei – Eu prometo que ainda vou te fazer a mulher mais feliz desse mundo.
O barulho da porta abrindo me fez despertar dos meus pensamentos. Meu pai estava ali parado na entrada da sala, parecendo tão surpreso quanto eu.
– Damon? — disse, por fim – O que você está fazendo aqui?
– Como você e a mamãe estavam viajando decidi ficar na sua sala – expliquei – É bem mais confortável que a minha.
– Certo – revirou os olhos – Estava falando com alguém? — apontou para o celular, que ainda estava na minha mão.
– Eu só estava procurando um número aqui – coloquei o aparelho em cima da mesa – Mas depois eu faço isso.
– Pensei ter ouvido você antes de abrir também – continuou.
– Gosto de falar sozinho – apenas dei de ombros, como se fosse a coisa mais natural do mundo – Mas não vou mais atrapalhar o seu trabalho, vou voltar para a minha sala.
– Espera, Damon – me pediu, fazendo com que eu parasse de andar – Já que você está aqui, gostaria de pedir para você ir almoçar com os empresários japoneses. Sabe que estamos trabalhando com a renovação de contrato entre as duas empresas.
Nós tínhamos contrato com essa empresa japonesa há bastante tempo e renovávamos o acordo a cada dois anos, sempre que estava perto dessa época eles vinham até Atlanta para discutirmos os termos. Já tinha ido ao último almoço e saímos do restaurante quase quatro horas depois de chegarmos lá, esses japoneses tem o dom de falar muito.
– Eu vou ter que ir? — reclamei – Estava com planos para hoje à tarde e vou precisar desmarcar para ir a esse almoço – Elena sai do colégio três e meia, tenho certeza de que não vou conseguir chegar lá a tempo.
– Então desmarque – avisou – Seja lá o que for, não é mais importante que o contrato com os japoneses. Essa empresa será sua e do seu irmão daqui a alguns anos, quero que vocês cuidem dela.
– Tudo bem – concordei por fim – Vou desmarcar o meu outro compromisso.
Peguei o elevador para ir até a minha sala, que ficava dois andares abaixo. Assim que cheguei, comecei a digitar uma mensagem no meu celular
Lena,
Tive um problema aqui na empresa e não vou poder te buscar na escola hoje na hora da saída, espero que você me entenda. Nos vemos em casa mais tarde.
Beijos,
Damon.
Apertei enviar e fiquei encarando o teto, Elena é bem compreensível e tenho certeza de que não vai ficar com raiva de mim. Poucos minutos depois, o celular tocou com uma resposta.
Damon,
É claro que eu entendo, queria passar mais tempo com você, mas entendo que você precisa trabalhar, ainda mais com o seu pai fora da cidade. Vou perguntar para a Car se ela pode me dar carona e se ela não pude, eu e Jer podemos voltar de ônibus.
Beijos,
Elena.
De certa forma fiquei mais aliviado ao ler a resposta dela. Tenho certeza de que Caroline daria essa carona a ela, as duas são amigas há anos e tenho certeza de que uma nunca negaria um pedido da outra. É bom saber que Elena chegaria em casa sã e salva.
Elena
– Aqui estamos! — Car desligou o carro assim que paramos em frente a casa dos Salvatore – Em casa e seguros, do jeito que o Damon, provavelmente, iria querer.
– Até agora não entendi porque o Damon levou a gente para o colégio hoje de manhã e ia nos buscar também – meu irmão comentou, ainda sentado no banco de trás – O que está acontecendo, Lena?
– Não está acontecendo nada, Jer – tentei parecer calma – O Damon só está sendo simpático, ele sabe que como o Stefan agora está na Inglaterra, teríamos que começar a ir de ônibus para a escola e quis ser gentil, só isso.
– Sei... — ele não parecia ter acreditado muito na minha história – Eu já vou entrando, imagino que vocês duas vão querer conversar – abriu a porta e correu em direção à casa dos nossos pais.
– Essa não – encostei a cabeça no estofado do banco do motorista – Espero que ele não tenha desconfiado de nada.
– Ele, com certeza, desconfiou de alguma coisa – minha amiga comentou – Mas se foi que você e o Damon estão namorando escondidos, aí eu não posso ter certeza.
– Espero que ele não esteja desconfiando, isso não seria nada bom – admiti.
– Não entendi porque o seu irmão não pode saber – ela me olhou, desconfiada – Afinal, a sua mãe sabe, não é mesmo?
– Minha mãe é tranquila, não tem problema ela saber – expliquei – Agora se o Jer descobrir sei que vai correndo contar para o meu pai e ele, com certeza, não vai gostar nem um pouco disso.
– Entendi! — continuou – Acho que meu pai também surtaria se eu começasse a namorar.
Caroline sempre foi uma das garotas mais bonitas da nossa turma e sei que vários caras gostariam de sair com ela, mas a verdade é que nunca vi a minha amiga nem mesmo com um ficante.
– Aquele é o carro do Damon? — ela perguntou quando nós duas saímos de dentro do veículo.
– É sim – me virei na direção da casa dos Salvatore e lá estava o carro de Damon – Ele me disse que teve um imprevisto na empresa e por isso não pôde me buscar, isso é estranho.
– Com certeza! — Car concordou – É melhor você ir lá falar com ele. Tchau, Lena, até amanhã, qualquer coisa você me liga.
Me despedi dela, dando um beijo no seu rosto, enquanto eu caminhava em direção a entrada. Como sempre, minha mãe estava lá lavando louça.
– Oi, minha querida – sorriu quando me viu – A Caroline deu carona para vocês?
– Sim! E o Jer já foi para casa – expliquei – O Damon está ai? Eu vi que o carro dele está parado na garagem.
– Ele chegou há uns vinte minutos – respondeu – Acho que está na piscina agora, vai lá falar com ele?
– Eu vou! — avisei – Depois eu venho aqui te ajudar com o jantar.
– Não precisa, querida – garantiu – Imagino que você deva ter muitos deveres de casa para fazer e não quero atrapalhar os seus estudos.
– Se você diz – dei de ombros antes de sair da cozinha.
Quando cheguei a área da piscina Damon estava saindo de dentro da água. Sorriu assim que me viu e foi caminhando na minha direção.
– Oi, minha linda – deu um beijo na minha bochecha molhando o meu rosto, já que ele não tinha se secado – Como foi a aula?
– Foi boa – respondi o mais seca possível – Você disse que tinha uma emergência do trabalho e por isso não podia me buscar, mas você está aqui.
– E eu tive mesmo, fui almoçar com um grupo de japoneses que eu sei que sempre enrolam nas reuniões – explicou – Mas acabou antes do que eu estava planejando, não te liguei para avisar pois você ainda estava na aula, então vim direto para casa.
– Entendo! — dei um sorriso bobo – Que bom que você está em casa, estava triste porque só ia te ver na hora do jantar.
– Também estou feliz por estar aqui – colocou um mexa do meu cabelo para trás da orelha – Eu te abraçaria agora, mas não quero te molhar.
– Não me importo de me molhar – foi tudo que eu respondi.
– Damon, querido, que surpresa maravilhosa! — a voz da mãe de Damon fez com que nos separássemos, nem sabia que os Salvatore já tinham chegado de viagem – Não estava esperando por isso, é sério.
Ela estava segurando um buquê de margaridas, que é a minha flor favorita e Damon sabe muito bem disso. Quando olhei para ele, estava tão surpreso quanto eu.
– E amei o cartão, você é mesmo o homem da minha vida – deu um abraço no filho sem se importar que ele estivesse molhado – Só não gostei de você ter comprado margaridas. Você sabe que eu detesto margaridas, são tão sem graças e tão comuns, não servem para enfeitar a casa.
– Quando liguei para a floricultura era a única flor que tinha lá – deu de ombros – Queria tanto te fazer uma surpresa, então teve que ser margarida mesmo – me olhou, rapidamente, com a visão periférica.
– Acho que a intenção é a que vale – acho que foi nesse momento que a senhora Salvatore notou a minha presença – Oi, Elena, querida, o que está fazendo aqui?
– Vim pedir ajuda para o Damon com um dever de matemática do colégio – menti – Ele sempre foi muito bom com números. E então, Damon, você me ajuda?
– Claro, Elena – garantiu – Mas pode ser mais tarde?
– Tudo bem, o dever não é para amanhã mesmo – dei de ombros – Agora, com licença, tenho outros deveres para fazer.
Corri em direção ao meu quarto e assim que fechei a porta, me joguei na cama e comecei a chorar. Damon tinha comprado aquelas flores para mim, mas não podia contar a verdade pois tinha vergonha de estar namorando a filha da empregada e nunca vai ter coragem de me assumir para os pais, acho que nunca me senti tão humilhada em toda a minha vida.
De repente a conversa que tive com Jace me veio a cabeça, ele disse que isso podia acontecer. Meu amigo estava certo, mas eu não queria que estivesse, isso dói muito.
Não sei quanto tempo passou que eu fiquei chorando, só sei que quando percebi alguém estava batendo na porta do meu quarto. Quando abri vi que era a minha mãe.
– Filha, o jantar já está pronto – avisou, foi quando ela reparou no meu rosto, que devia estar totalmente vermelho – Você andou chorando, Elena?
– Não foi nada – tentei disfarçar, mas tudo que consegui foi chorar ainda mais.
– Isso é por causa do Damon? — neguei, não queria que ela soubesse o que tinha acontecido de verdade – Foi alguma coisa no colégio, então?
– Eu tive uma briga com o Jace – menti – Ele não está aceitando muito bem o meu namoro com o Damon – isso não era totalmente mentira.
– Entendi! — colocou a mão nas minhas costas e entrou no quarto junto comigo – Eu imaginei que isso pudesse acontecer. Você e o Jace são amigos há anos, viviam grudados para cima e para baixo desde os sete anos de idade, é normal ele sentir ciúmes agora que você está namorando.
– A Caroline acha que o Jace é apaixonado por mim – já que estava tendo essa conversa, resolvi ser um pouco sincera – Mas eu não quero que seja verdade, não quero perder a amizade dele.
– Sei disso, Lena – deu um beijo no topo da minha cabeça – Tente ser sincera com ele, diga que você gosta muito dele, que está com o Damon e muito feliz com ele, mas que não quer acabar com a amizade de vocês.
– Acha que isso vai funcionar? — fiquei totalmente incerta.
– Claro que sim – garantiu enquanto mexia no meu cabelo – Se ele gosta de você de verdade, vai entender e também não vai querer perder a sua amizade.
– Obrigada pelo conselho, mãe – não pude deixar de sorrir.
– Sabe que eu estou aqui para isso – se levantou – Agora vamos descer antes que seu irmão coma tudo.
Depois de comer passei pela sala de jantar e vi que Damon estava a mesa junto com os pais, então passei correndo para subir as escadas, nem sei se eles me notaram. Decidi ignorar tudo que tinha acontecido e comecei a fazer os meus deveres, afinal não queria arranjar problemas na segunda semana de aula.
Quando terminei tudo estava totalmente exausta, mas antes que eu pudesse trocar de roupa para dormir alguém bateu na minha porta, mais uma vez. Pensei que fosse a minha mãe de novo, mas não era...
– Damon? — fiquei totalmente surpresa ao vê-lo ali.
– Será que eu posso entrar? — perguntou – Você sabe que não é uma boa eu ficar aqui fora muito tempo, não é mesmo?
– Claro – dei espaço para que ele entrasse – Se veio aqui me ajudar com o dever de matemática, saiba que não tem dever nenhum, só falei aquilo para a sua mãe não desconfiar de nada.
– Então esse foi o problema? — cruzou os braços e encostou na parede – Você está brava por causa da história das flores.
– Não só por causa das flores – falei – Mas porque você podia ter contado logo toda a verdade para a sua mãe sobre nós, mas ficou com vergonha. Se não pode contar para os seus pais sobre nós, não sei por que estamos juntos.
– Espera, Lena – insistiu – Eu tenho uma boa explicação para isso.
– Uma explicação melhor que você estar com vergonha de namorar a filha da empregada? — senti meus olhos arderem, mas eu não podia chorar na frente dele – Porque eu quero ouvir.
– Você sabe que eu não tenho vergonha de você – sua voz era calma – Mas eu preciso de um tempo para preparar os meus pais para contar tudo, com calma. Tenho certeza de que eles vão amar ter você como nora tanto quanto eu amo a ideia de você ser minha namorada.
– Tem certeza de que é só isso? — perguntei um pouco incerta, mas por dentro eu estava pulando de felicidade.
– Quero que a gente tenha um namoro bem tranquilo, sem nenhum tipo de estresse – continuou – Principalmente vindo dos meus pais.
– Mas, e se mesmo você preparando eles, os seus pais não aceitarem o nosso namoro? — quis saber – O que você vai fazer?
– A gente foge! — deu de ombros – Mas eu não vou ceder. Meus pais já deram muito palpite na minha vida, não vão fazer a mesma coisa quanto a minha namorada.
– Eu adoro quando você me chama assim! — comentei enquanto me aproximava – Ainda parece surreal estarmos namorando.
– Pois é verdade, você é minha namorada – selou os lábios nos meus por alguns segundos – Minha namorada...
Me beijou, dessa vez, com mais profundidade. Começamos a caminhar em direção a minha cama, sem nos separarmos um milímetro sequer. Estava com a perna encostada na cama quando Damon aproximou seu corpo do meu e pude sentir a sua ereção e acabei me assustando.
– Desculpa, Lena, eu não consegui me controlar – sussurrou enquanto se afastava – Mas prometo que isso não vai acontecer. Eu prometi esperar o tempo que você precisar e é isso que eu vou fazer.
– Não quero mais esperar – avisei, puxando o seu rosto para perto do meu – Quero ser sua, Damon.
– O quê? — me olhou confuso – Ontem mesmo você disse que queria que esse momento fosse especial, o que mudou agora?
– Quer momento mais especial que esse? — ri – Achei que esse momento precisasse de um jantar especial, champagne, um banho de espumas e velas, mas não é isso. Quero que a nossa primeira vez seja hoje, aqui e agora.
– Você tem certeza disso? — passou a mão pelo meu rosto – Não quero que você faça nada de que você vá se arrepender depois.
– Não vou me arrepender – fiquei na ponta dos pés e o beijei – Eu te amo e não vou me arrepender.
– Eu também te amo, Elena – sorriu depois dessa frase – E muito.
Voltamos a nos beijar e eu o abracei enquanto passava os dedos pela sua nuca. Damon me fez deitar na cama, ficando por cima de mim.
– Não sei se consigo ser delicado com você – falou, depois de algum tempo – Qualquer coisa você pede para eu parar, tudo bem? — balancei a cabeça afirmativamente.
Ele retirou a minha blusa e o meu sutiã azul claro de renda. Fiquei totalmente envergonhada, ninguém nunca tinha me visto daquela maneira, nem mesmo Jace e Stefan que são meus melhores amigos.
– Não precisa ficar com vergonha de mim, Lena – passou a mão pela minha bochecha, tinha certeza de que eu deveria estar vermelha – Você é linda.
Abaixou a cabeça e beijou um dos meus seios e, em seguida, o outro. Foi impossível reprimir um gemido, espero que não tenha sido tão alto, tenho medo de que alguém tenha ouvido.
Retirou meu short, me deixando com apenas uma peça de roupa e em seguida foi se livrar das suas. Quando estava usando apenas sua cueca voltou a beijar os meus lábios e deitou por cima de mim fazendo com que as nossas intimidades roçassem uma na outra, cobertas apenas pelos tecidos das roupas íntimas. Comecei a mexer o meu quadril contra o seu.
– Damon... — sussurrei – Você está me torturando.
– Relaxa! — falou com o lábios contra o meu pescoço — Quero que isso seja especial para nós dois.
Mais alguns beijos depois estávamos completamente nus e Damon começou a me penetrar lentamente. Fechei os olhos e só abri quando ele já estava dentro de mim.
– Está tudo bem? — perguntou, preocupado – Se estiver doendo, me avisa que eu paro na mesma hora.
– Está tudo bem sim – afirmei – Está doendo um pouquinho, mas é uma dor tolerável.
Ele começou a se mover, bem devagar. Enrosquei as pernas na sua cintura para ajudá-lo e essa minha ideia tornou tudo mais prazeroso, para nós dois. Logo eu vi as gotas de suor surgindo na testa do meu namorado.
– Não vou aguentar muito tempo – sua voz saiu entre um sussurro e um gemido.
Ia dizer que não precisava se segurar quando ele cedeu ao próprio peso e se derramou dentro de mim. Ficamos algum tempo ali esperando nossas respirações se normalizarem. Damon deitou ao meu lado e me puxou para perto de si para que pudesse encostar a cabeça no seu peito.
– Como você está se sentindo? — perguntou passando a mão pelo meu cabelo – Por favor, é melhor você falar alguma coisa ou eu vou achar que sou ruim de cama.
– Você sabe que não é ruim de cama – ri, levantando a cabeça para olhá-lo melhor – Estou começando a desconfiar que você mentiu para mim e que fez muito mais do que beijar todas aquelas garotas.
– Eu não menti para você, meu amor – garantiu, me dando um selinho – Sei que é patético eu ter esperado até os vinte anos para transar pela primeira vez, mas eu queria muito que fosse com você e não com alguém por quem eu não sentia nada. Quero que você seja a primeira e única mulher da minha vida, Elena Gilbert.
– Não é patético, é romântico. E eu serei! Da mesma maneira que você será o primeiro e único homem da minha vida – garanti antes de dar um pequeno sorriso – Sabe, acho que eu nunca me senti tão feliz em toda a minha vida.
– Eu também não! — retribuiu o meu gesto – Eu te amo, Lena!
Puxou o rosto para perto de mim e voltou a me beijar. Nossas línguas se acariciavam lentamente e quando Damon se afastou, algum tempo depois, foi impossível não soltar um gemido de frustração.
– Casa comigo, Elena? — sua pergunta me pegou totalmente de surpresa, poderia pensar que era algum tipo de brincadeira, mas seu rosto estava sério enquanto passava o dedo indicador pelo meu ombro.
– Você só pode estar brincando, não é mesmo? — ri – Acabamos de começar a namorar, a única pessoa das nossas famílias que sabe é a minha mãe e sem contar que eu só tenho 15 anos.
– Nós nos amamos, não é mesmo? — lembrou – Então por que esperar?
– Levando em consideração que casar com a minha idade é a mesma coisa que dizer "estou grávida", acho que temos que esperar sim – revirei os olhos. Foi nesse momento que eu lembrei que não usamos camisinha. Meu ciclo menstrual nunca foi muito regular, mas tenho certeza de que não estou na época de ovular, não tem perigo nenhum.
– Tudo bem, a gente espera – concordou – O que acha de casarmos quando você tiver dezoito anos?
– Ainda acho muito cedo – repeti – Damon, eu pretendo me formar na escola e fazer faculdade. Sabe, acho que nunca contei isso para ninguém, mas eu sempre quis fazer veterinária, quero trabalhar com cavalos.
– Que legal! — sorriu – Então, fazemos o seguinte: você vai para a sua faculdade de veterinária e eu fico aqui te esperando, quando você se formar, nós nos casamos, eu compro um haras para você e vamos morar lá e criamos os nossos filhos em meio a natureza. Quero ter, pelo menos, um casal.
Não sabia se ele estava brincando ou falando a verdade. Damon sempre foi um grande piadista, mas continuava com um olhar sério, que me fazia acreditar totalmente em tudo que dizia. A ideia de me formar na faculdade, casarmos, irmos morar em um haras só nosso e termos filhos parecia totalmente surreal, mas queria muito que pudesse ser um sonho que se tornar realidade.
– Essa conversa sobre o futuro está muito boa, mas eu estou com um pouco de sono – soltei um pequeno bocejo – Se importa se eu dormir?
– Claro que não, você precisa descansar – deu um beijo no topo da minha cabeça — Afinal, tem aula amanhã...
Damon ficou passando a mão pelo meu cabelo e eu, aos poucos, fui sentindo meus olhos pesando, até, finalmente, cair na inconsciência.
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