Past Dreams
7 Capítulo 5 - Plan Change
Notas iniciais
POV Elena
Quando acordei na manhã seguinte, Damon não estava na cama comigo. Mas quem pode culpá-lo? Se nossos pais nos pegam juntos, amanhã mesmo estou longe daqui.
Levanto da cama e vou tomar um banho. Ao olhar no espelho, noto um brilho diferente em mim. É o amor. diz uma voz baixinha dentro da minha cabeça. Em meu rosto, um sorriso capaz de iluminar a cidade. Jace estava errado, afinal. Termino de me aprontar e desço para o café.
–Bom dia, senhor e senhora Salvatore. E bom dia, Damon. — digo ao passar pela sala de jantar, onde a família toma café. Damon sorri calorosamente e me olha de maneira divertida.
–Bom dia, Elena. — responde ele.
–Bom dia — desejam seus pais em seguida.
Chegando à cozinha, encontro toda minha família, o que é raro, já que na maioria das vezes papai já está no carro esperando pelo senhor Salvatore quando chego para comer.
–Bom dia, família!
–Vejam só quem acordou de bom humor hoje...
–Noite bem dormida, mamãe. — nos braços aconchegantes do meu namorado acrescento em pensamento.
Sento à mesa e, juntos, fazemos o desjejum.
Quando terminamos, papai sai ao encontro do senhor Salvatore, eu retiro a mesa com a mamãe, Jeremy vai até seu quarto buscar a mochila e logo faço o mesmo.
Ao abrir a maçaneta da porta do meu quarto, sou surpreendida por um par de mãos me abraçando e empurrando para dentro do quarto. Sorrio.
–O que foi aquele bom dia, mais cedo? Andou aprontando durante a madrugada?
–Aprontei, sim. E se quer saber, foi tão bom que eu faria de novo.
–Ah é? Vou mandar alguém pra vir aqui ficar de olho na mocinha. Isso se não vier eu mesmo.
–Tomara que seja você. Aí sim é que eu apronto mesmo. Sei que posso contar com você pra me dar cobertura.
–Pode — selinho — apostar — selinho — que — selinho — sim. Sou a sua melhor chance de aprontar sem ser descoberta. Mas agora vamos que eu preciso ir até a empresa. Meu pai quer falar a respeito de um assunto sério comigo.
–E você faz ideia do que possa ser?
–Nenhuma.
–Não está preocupado?
–Não. Tenho andado na linha há um bom tempo e por um bom motivo. — olha sugestivamente para mim.
–Fico lisonjeada com essa afirmação, mas, em minha opinião, você deveria se preocupar.
–Por quê?
–Damon, e se seu pai resolve te mandar pra outro país a fim de fechar negócios com uma empresa muito importante?
–Simplesmente direi que não vou. Estou mesmo querendo sair da empresa. Matt e eu seremos sócios. Não precisa se preocupar, meu amor. — beija-me apaixonadamente. — Agora vamos logo, antes que sua mãe venha nos buscar.
–Ou Jeremy. — faço uma careta.
Pego a mochila e descemos as escadas lado a lado. Minha mãe está na sala de estar.
–Juízo vocês dois, viu? Ouvi o senhor Salvatore dizer alguma coisa a respeito do modo como se cumprimentaram essa manhã. Não quero que se meta em problemas, dona Elena.
–Fique tranquila, sogrinha. Vou mantê-la na linha.
Olho pra ele pelo canto do olho, incrédula.
–Damon! Acho melhor irmos, antes que vocês resolvam me proibir de sair aos fins de semana.
–Só comigo ou com a Car, mocinha.
Reviro os olhos e saio dali batendo o pé. Mas antes de sair de lá de dentro, ouço Damon dizer:
–Ela não levou muito a sério, né?
Argh! Odeio quando ele age assim. Mas ao mesmo tempo é tão fofo. E sei que ele não está falando sério. O nível de ciúmes não chega a esse ponto.
–Lena, o Damon ainda vai demorar muito? Minha primeira aula é educação física.
–Já cheguei. — Damon responde por mim, aparecendo pela porta.
Entramos no carro e rumamos para nossa escola. Ao chegarmos, meu irmão sai correndo para o vestiário e eu viro para me despedir do meu namorado.
–Sua mãe me deu um toque. Desculpa por mais cedo. Sabe que pode sair com quem quiser. Mas lembre-se de que você é só minha.
–E você é só meu, mocinho. — sorrio. — Não gosto quando você age daquele jeito. Mas seu ciúme é fofo. E engraçado.
–Experimente me provocar, futura senhora Salvatore. Você vai ver o que é bom. — fez cara de sério.
Car aparece repentinamente no vidro.
–Bom dia, casal. Damon, sinto muito por interromper, mas eu e Lena precisamos cuidar de uma gestação. — Damon empalidece.
–É só um trabalho, meu amor. Aquele pro final do semestre, lembra?
Ele assente com a cabeça e eu lhe dou um selinho.
–Não precisa me buscar hoje, ok? Vou ficar até mais tarde com a Car e o Jace na biblioteca e procurar alguns livros para a pesquisa. — faz careta à menção do meu melhor amigo. — Te amo. E duvido que você tivesse ciúmes se meu melhor amigo fosse seu irmão. — dessa vez quem empalidece é a Car. Finjo que não notei. Falo com ela depois.
–Claro que eu não teria ciúme do meu irmão. Ele era o único que sabia desde sempre sobre meus sentimentos. E disse que estava apaixonado. Só nunca contou por quem. — as bochechas da minha amiga ficam coradas. Estranho. — Mas agora vá e boa pesquisa. Também amo você.
POV Damon
Depois de deixar Elena e Jeremy na escola, fui direto ao escritório do meu pai. Bato na porta.
–Queria conversar comigo? — perguntei ao passar pelo portal.
–Sim. Entre e feche a porta, por favor. — faço o que me foi pedido. — Sente-se, Damon. — aproximo-me da mesa e sento na cadeira frente a meu pai.
–Bom, filho, — me olha com uma expressão séria. – Notei essa manhã que você e a senhorita Gilbert estão bem amigáveis um com o outro. Diria até que um tanto quanto inapropriados para dois jovens de família que moram na mesma casa. Na verdade, você está agindo como um jovem inapropriado. Ela é apenas uma criança. E quero que saiba que nunca aprovei e nem nunca vou aprovar nenhum tipo de relação entre meus filhos e filhos de empregados! Sabe como essa gente pode ser interesseira.
–Queria que o senhor Gilbert o estivesse ouvindo agora. – resmungo baixinho. Quem ele pensa que é para falar algo assim a respeito da família Gilbert. Não é apenas pelo fato de Elena ser minha namorada e futura mulher que estou defendendo a família dela. Certo, estou defendendo a família Gilbert em pensamento porque eles merecem isso. – Não acho certo o senhor falar algo assim a respeito dos Gilbert. Eles têm estado conosco há mais tempo do que eu posso me lembrar. E nunca fizeram nada para o senhor, ou os teria posto para fora. E qual seria o problema se Stefan ou eu gostássemos da Elena? – uso o nome do meu irmão para disfarçar. – E se o senhor e a mamãe tivessem uma filha que amasse o Jeremy? Eles são pessoas de bem, então não vejo sentido algum nessa conversa.
–Você mora na minha casa e se sustenta com o meu dinheiro. E enquanto isso não mudar, seguirá minhas ordens. Não vou aceitar que um filho meu se envolva com uma filha de empregada qualquer.
E é suficiente. Levanto-me da cadeira, viro as costas para meu pai e me encaminho para fora da sala, sem nem me importar com os gritos do todo poderoso senhor Salvatore me mandando voltar. Faço sinal para a secretária dele de que não é nada e ela pode continuar com suas tarefas. Entro no elevador e vou direto para a garagem.
Pego o carro e saio pelas ruas de Atlanta e fico rodando até parar em uma praça cheia de crianças. Sento em um dos bancos de madeira que está desocupado e fico observando. De repente me vem à cabeça o que a Caroline disse de manhã. "eu e Lena precisamos cuidar de uma gestação." Na hora fiquei assustado. Não sei se estaria pronto para ser pai agora. Mas ontem à noite eu estava fazendo planos de me casar e ter filhos com a Lena. E aqui, agora, olhando todas essas crianças, ouvindo tantas risadas, eu sinto que não importa o tempo, eu quero isso.
*Quatro meses depois*
O trabalho está a toda agora. Falta uma semana para a apresentação e cada um tem trabalhado em sua parte com exímia dedicação. Eu fiquei com a tarefa de pesquisar a respeito de métodos contraceptivos e a mecânica da gestação.
Pedimos a um tio da Car, que é obstetra, uma daquelas representações de consultório que são um corte da barriga com um feto dentro. Estamos tão empolgados. Como é final de semestre, cada um dos grupos tem um tema para esse trabalho que vai compor um quarto da nossa média anual.
Decido ligar para minha melhor amiga após ter uma ideia.
*Ligação ON*
–Oi, Lena. Espero que seja muito importante, porque estou no meio de uma etapa importante da minha parte do trabalho. – mais carinhosa impossível. Ela leva esse trabalho a sério demais. Parece até que é uma pesquisa pelo filho dela. Talvez a pesquisa seja uma filha para ela.
–Car, acabei de ter uma ideia. Por que não vamos eu e o Jace pra sua casa, já que dos três, você é a que tem o maior quarto, concluímos o trabalho juntos e começamos a ensaiar a apresentação do início ao fim? E quando terminarmos, fazemos uma tarde de amigos? – era manhã de sábado.
–Confesso, é uma excelente ideia. Ligue para o Jace. Vou pegar vocês dois.
–Até daqui a pouco.
–Até, amiga gênia.
*Ligação OFF*
Encerro a chamada e deixo o telefone na mesinha. Levanto e vou até a cozinha procurar minha mãe.
–Mãe, posso ir até a casa da Car? Ela vai vir me buscar e nós vamos pegar o Jace e terminaremos o trabalho de semana que vem e depois faremos uma tarde entre amigos.
–É claro, filha. E não precisa se preocupar com a hora de chegar. Se quiser dormir lá, só ligue para avisar.
–Obrigada, mãe.
Saio da cozinha e viro para subir as escadas e voltar ao meu quarto. Apenas sinto sua presença, já que ele não diz ou faz nada ao me acompanhar pelo caminho.
–Você, Car e Jace, fazendo um trabalho na casa dela, hã? Porque não aqui? – diz, finalmente.
–Damon, não. Já cansei de dizer a você que não há nenhum problema. Somos apenas amigos. Estamos juntos há quatro meses, será que ainda não deu pra notar que é você que eu amo, não ele?
–Desculpa, meu amor. Juro que eu tento não ser assim, mas pensar nisso me enlouquece.
–E outra, agora você deu para ouvir atrás da porta? – entro em meu quarto e ele me acompanha, fechando e trancando a porta atrás de si.
–Eu estava indo beber um copo d'água. Ouvi por acaso. – ele me segura pela cintura e me vira para ele. – Me perdoa?
Olho em seus lindos olhos azuis e penso um pouco.
–Sabe que sim. Sempre. Porque confio em você e sei que está sendo sincero. Mas seu ciúme anda muito incomum. Nem quando vi você na piscina com Matt e duas garotas não fiquei assim como você. – digo, me referindo ao dia em que o encontrei com o melhor amigo e duas loiras na piscina, que depois descobri serem ficantes de Matt.
–Mas depois o Matt explicou pra você que elas eram companhia dele. E você sabe que sou todo seu.
–Sim, mas a situação era nova e facilmente interpretável.
–Apenas um equívoco seu.
–Você nunca me encontrou com a Car, o Jace e mais um menino. Nunca dei motivo para que desconfiasse de mim. E agora, será que você pode ficar aqui comigo enquanto arrumo o trabalho para levar para a casa da Car?
–Claro, meu amor. Se quiser ajuda para organizar alguma coisa, é só dizer.
Arrumo o material todo em duas bolsas. Há alguns cartazes também. Ouço ao longe a buzina e viro para Damon.
–Nada vai acontecer. Não precisa ficar preocupado. E se você quiser, eu ligo pra você ir me buscar.
–Amo você.
–Também amo você. – dou-lhe um selinho.
Destranco a porta e olho para os dois lados do corredor.
–Seus pais estão em casa?
–Não.
–Então por que você trancou a porta?
–Pretendia te convencer a ficar. – me olha maliciosamente – Tenho uma ideia. Por que você não pede à sua mãe para passar a noite comigo? Podemos ir dormir fora. Ela diz pro seu pai que você está na casa da Caroline e eu digo pros meus que vou dormir na casa do Matt. Ele mora sozinho mesmo...
–Vou falar com ela agora. Mas não tem nada certo ainda. Se nós não terminarmos, vou dormir na casa da Car, ok? E não, o Jace não vai ficar conosco. Você sabe que o pai da Car não aprova meninos lá. – completo depois de notar sua careta.
Beijo Damon mais uma vez e vou até a cozinha falar novamente com a minha mãe.
–Será que eu posso dormir com o Damon hoje? Ele me chamou para dormir fora.
–E o seu pai?
–Diz pra ele que eu tô na Car.
–Tudo bem, mas juízo, ok? Você acabou de fazer dezesseis anos.
–Obrigada, mãe. Amo a senhora.
–Também amo você, filha.
Lembro do meu aniversário. Damon me fez a melhor das surpresas.
*Flashback ON*
Hoje eu faço dezesseis anos. O dia está maravilhoso. Sei que ainda há muitas surpresas por vir, mas a melhor foi durante a madrugada. Damon veio ao meu quarto à meia-noite.
–Feliz aniversário para a melhor namorada do mundo. E a única para mim, claro. – sorrio com seu comentário. – Trouxe um presente.
Em sua mão esquerda, há uma caixinha de veludo azul. Minha cor favorita.
–Abra.
Pego o objeto e abro lentamente. Dentro, há dois anéis prateados, um pequeno e um menor. São simples, não há pedra, mas dentro há palavras gravadas.
–Para sempre seu e para sempre sua. São de prata.
–Eles devem ter sido caros, Damon. Não precisava.
–É minha namorada e ela está fazendo dezesseis anos, então precisava sim. Pode simplesmente ficar animada e me agradecer?
–Claro. – pego-o pela gola da camisa do pijama e o puxo para um beijo. – Obrigada. – digo quando nos separamos.
Ele pega a caixinha da minha mão e remove o anel menor de lá. Pega minha mão esquerda.
–É apenas um anel de compromisso. Quando eu pedi-la em casamento vai ser muito mais elegante do que um encontro no seu quarto à meia-noite. Eu amo você. – pego o outro anel na caixinha e ponho no anelar esquerdo dele.
–Também amo você, Damon Salvatore.
Ele me abraça e começa a me beijar apaixonadamente. Andamos pelo quarto nos beijando e chegamos à cama. Damon olha fixamente em meus olhos. Assinto com a cabeça, entendendo sua pergunta não pronunciada.
Tiramos as roupas um do outro, peça por peça, entre beijos e declarações sussurradas. Delicadamente ele me deita na cama e deita-se sobre meu corpo. Continuamos a nos beijar e, repentinamente, Damon começa a trilhar seus beijos para meu pescoço, meus seios e cada vez mais para baixo até chegar minha intimidade.
Remexo-me sobre a cama enquanto Damon passa a língua por toda minha parte íntima, dando beijos e assoprando em seguida. Continua a tortura por algum tempo, criando um padrão de lamber, beijar e assoprar. Sinto-me cada vez mais sensibilizada com o carinho, o clímax cada vez mais próximo.
–Goza, meu amor.
Sua voz embargada pela excitação faz com que finalmente me submeta ao prazer. Antes que eu me recupere, ele põe a camisinha e finalmente está em mim. Movendo-se lentamente.
–Mais rápido Damon. – minha voz está tão distorcida de prazer, que não parece ser minha. Ele atende meu pedido de forma gradual, sempre me provocando. Gememos juntos e nos controlando para que os pais dele não nos ouçam.
Suas investidas vão me enlouquecendo mais e mais até que chegamos juntos ao orgasmo.
–Eu amo você agora e sempre.
*Flashback OFF*
Saio pela porta da frente e encontro minha melhor amiga encostada no carro, esperando por mim.
–Por que tanta demora? Disse pro Jace que chegava lá em meia hora!
–Há quanto tempo foi isso?
–Vinte e cinco minutos atrás.
–Mas você só está aqui há cinco minutos.
–Dez, na verdade.
–Desculpa. O Damon me chamou para dormir com ele hoje. – disse quando já estávamos dentro do carro. Car já sabia que eu havia perdido a virgindade com ele. – Precisamos terminar o trabalho num tempo bom, para que possamos ensaiar e ele vá me buscar.
–Elena, não sei se você lembra quem eu sou, mas o trabalho está quase pronto.
–É claro que eu sei, Caroline Forbes. E não duvido de você, mas precisamos de tudo perfeitamente apresentável. Esse trabalho é o mais importante do ano. Daqui para frente serão apenas provas.
–Relaxa, Lena. Ainda temos até quinta-feira para gravar a ordem e as falas. E não vai ser nada muito técnico. Vai ser o mais simples possível, porque a turma precisa entender e nós somos os únicos fazendo um trabalho sobre gravidez. E tem gente naquela sala que realmente precisa aprender muito bem a respeito de métodos contraceptivos.
Rimos juntas lembrando de como Maia Roberts, uma menina da nossa turma, age quando há meninos por perto.
–Ela é tão atirada! Mas não podemos falar muito disso, soube com Izzy que Jordan Kyle é afim dela. Que desperdício! Não que eu esteja interessada, mas tem tantas garotas que querem! – nesse momento chegamos à casa de Jace, que já estava nos esperando e por isso ouve o comentário da Car.
–Tantas garotas que querem o quê?
–Jordan Kyle. Aliás, Car, você não o quer. Mas na verdade, você nunca quer ninguém. De quem você gosta, afinal? – suas bochechas coram.
–De alguém que não está ao meu alcance agora. – sua resposta é vaga, mas não mata minha curiosidade. Porém, decido perguntar quando estivermos sozinhas.
Já no quarto da minha melhor amiga, o trabalho está terminado. E agora estou lendo a parte escrita do trabalho, que foi produzida pela Car e vai ser entregue ao professor e foi de onde nossas falas foram retiradas. Algumas palavras prendem minha atenção.
'Os sintomas mais comuns na gravidez são:
–Enjoos;
–Desejos;
–Tonturas;
–Dores de cabeça;
–Sangramentos (menores do que a menstruação);
–Inchaço dos seios e do corpo;
–Alterações do olfato e do paladar;
–Vontade de fazer xixi;'
Havia mais na lista, mas aquilo me fez pensar um pouco. Desde que eu e Damon tivemos nossa primeira vez, algumas dessas coisas aconteceram comigo. Como uma vez em que ele me chamou para jantar fora e meu vestido favorito não fechou.
*Flashback ON*
Escolhi meu vestido favorito, que tinha um zíper na lateral para ir ao jantar dessa noite. Só não contava que ele não fosse fechar. Escolhi então um outro, sem zíper, para usar.
–Você precisa parar de me levar para comer. Não é só o vestido que não fecha, tem várias roupas ficando apertadas, Damon.
–Desculpa, meu amor. Para mim, você está linda mesmo engordando um pouquinho. Apesar de não parecer que engordou... – completa baixinho.
*Flashback OFF*
Quando uma vez que fomos ao cinema e eu precisei ir ao banheiro antes de começar o filme, três vezes durante, uma depois e ao chegar a casa. E culpei o refrigerante.
E quando fizemos um piquenique e ao chegar a casa, vomitei tudo o que havia comido. Ficara enjoada assim que terminei de comer. Damon ficou muito preocupado comigo, e até hoje ele não sabe que eu vomitei ao chegar.
Houve também um episódio de tontura. Estava conversando com o Jace mês passado e Car me chamou de longe. Virei tão rápido para atendê-la que minha cabeça girou.
Todas essas coisas mexeram comigo. Estou com uma suspeita muito forte. E a sensação a respeito disso não é a melhor. Preciso sair daqui. Preciso passar na farmácia. Preciso confirmar ou descartar essa possibilidade.
–Car, o trabalho já está todo pronto, certo? Jace precisou ir embora e agora não dá pra ensaiar. Não estou me sentindo muito bem, será que podemos deixar a tarde de filmes para outro dia? E não precisa me levar, vou sozinha. Desculpe.
–Mas Lena, se você não está se sentindo bem, não posso deixar você ir sozinha. Se não quer ir comigo, chama o Damon.
–Não precisa se preocupar. Não estou me sentindo mal fisicamente. Só preciso pensar em algumas coisas. Foi uma conversa que tive com minha mãe há alguns dias. – menti.
–Se é assim. Só espero que tudo se resolva. Você e a tia Miranda são tão unidas. – Espero que continue assim, caso minha suspeita se confirme.
Sorrio para minha melhor amiga.
–Obrigada por compreender. – digo a ela quando estou saindo. Dou-lhe um abraço bem forte, o qual ela corresponde. Era disso que eu precisava. Serviu mais para me confortar do que como uma despedida.
–Até amanhã. Liga quando chegar!
–Amo você!
E saio andando pelas ruas de Atlanta. Paro em uma farmácia próxima à casa da Car e procuro pelos testes de gravidez. Procuro pelo dinheiro na minha bolsa. Há o suficiente. Pego e vou até o caixa. Dou o dinheiro para a atendente que me deseja boa sorte. Deve ser costume desejar boa sorte às mulheres que compram esses testes.
Ando por mais algumas quadras. Não moro assim tão longe da casa da Car. Quando estou chegando perto, sinto meu celular vibrar. É uma mensagem. Do Damon.
E aí, vou buscar você ou não?
Decido não responder. Ele vai saber a resposta em alguns minutos, quando eu entrar em casa. Abro a porta da sala e encontro os Salvatore reunidos na sala de estar.
–Boa noite.
–Boa noite. – respondem em uníssono. Damon me encara com um olhar de dúvida. Noto que seus pais estão entretidos. O senhor Salvatore lê alguns papeis que imagino serem da empresa e sua esposa lê um livro.
–Depois. – digo para Damon em um tipo de mímica.
Ele assente imperceptivelmente e eu subo para o quarto. Deixo minha bolsa sobre a cama e pego o teste lá dentro. Sigo para o banheiro. Realizo o teste de acordo com as instruções. Descarto tudo na lixeira, tomando o cuidado de cobrir com papel para que nem Damon nem minha mãe notem, já que são os únicos, além de mim, que vêm aqui.
Volto para o quarto com a 'caneta' que mostra o resultado em mãos. São os três minutos mais longos da minha vida. E finalmente está lá: o sinal que indica positivo. Sento-me na beirada da cama me sentindo estranha. Perdida.
O que eu vou fazer? Nosso namoro começou há apenas quatro meses, Damon ainda não falou com os pais dele, meu pai vai matá-lo e depois a mim. Começo a chorar. Muito. Desesperadamente. Soluçando. Ouço batidas na porta do quarto.
–Agora não. Preciso de um momento sozinha. – grito, pensando ser o Damon.
A porta abre, mas não olho para ver quem é. Apenas seguro o teste na mão, com a cabeça abaixada para não mostrar o horror que deve estar meu rosto vermelho e inchado.
–Elena, o que é isso? – não era o Damon, e sim minha mãe. Ai meu Deus. O que eu faço agora? – Filha, você está grávida?
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