Passado Sombrio
34 Algumas conseqüências
Notas iniciais
"Seja grato pelos tempos difíceis,pois foram eles que te fizeram mais forte"-Mente empreendedora.
Pov's Elsa
Um pouco antes de Andrea falar que eu e Dylan éramos os únicos que faltavam passar pela última parte da terapia,ela pediu que arrumássemos nossas coisas e deixasse tudo pronto,pois de acordo com ela,se tudo desse certo e como viram antes,deu,nós já iríamos embora pra casa.
E agora,nossas famílias nos aguardavam — em seus respectivos veículos — enquanto estávamos com Andrea na entrada do acampamento.
—Isso não é um adeus meus amores-afirmou com seu sorriso dócil-É um até logo.Ainda temos muitas lutas pela frente.
—Olha Andrea...-disse Soluço dando um passo pra frente-Em nome de todos,gostaria de agradecer por tudo o que fez pela gente.Você nos fez realizar o que achavámos impossível e acreditou em nós quando nós mesmos não acreditávamos mais.Obrigado...de verdade.
Todos sorrimos e acenamos com a cabeça,em apoio e concordância com o Strondus.
—De nada-sorriu ela,com os olhos marejados-Agora vamos.Temos coisas pendentes para resolver.
(...)
Jack decidiu não ir com os pais no carro e pediu para vir de carona comigo,Anna e meus pais,pois de acordo com ele,queria visitar o cemitério e não queria que os pais viessem junto.
Não consegui decifrar a reação do meu pai quando Jack se apresentou como meu namorado e Kristoff como namorado da Anna,mas tenho certeza que ele ficou bem...aborrecido.Pai ciumento.
Depois que nossos pais pararam na entrada do cemitério,meu pai decidiu nos esperar e a decisão dele me deixou meio na dúvida.Não sabia se era preocupação por voltarmos sozinhos pra casa ou porque meu pai não queria que Jack ficasse à sós comigo por muito tempo.Anna segurou a risada nessa hora.
E então,levando apenas alguns minutos,Jack me levou até os túmulos onde sua família era enterrada há anos e me fez olhar um túmulo em especial.
"Emma Overland Frost.
Irmã querida e filha amada".
—Ela ia adorar você-encarei Jack,que mantinha os olhos no túmulo-Ia ter um pouco de ciúmes,mas rapidinho iria virar sua melhor amiga.
Sorri minimamente,pondo a mão em seu ombro,o que o fez me encarar.
—Ela era cheia de vida e alegria-comentei-Acho justo sermos alegres por ela,em sua homenagem.
Ele sorriu.
—Eu concordo com você-concordou me dando um selinho.
(...)
Na delegacia...
Pov's Anna
No meio do caminho,pedi que meus pais me deixassem na delegacia de Arendelle.Prometi para Kristoff e Alicia que iria apoiá-los em sua situação.
—A senhora está bem?-perguntei gentil.
—Um pouco nervosa-confessou aflita.
—Mãe-chamou Kristoff sério-Ele nunca mais vai tocar em você.Pode ficar tranquila.
Assim que ele terminou de falar,dois policiais entraram,segurando um homem alto de cabelos castanhos e olhos da mesma cor.Tirando o cabelo,a semelhança que Kennedy tinha com Kristoff era assustadora.
—Seus malditos!-xingou irritado quando nos viu e tentou avançar,mas foi segurado-Vocês vão me pagar!-afirmou enquanto era arrastado pra longe.
—Fiquem tranquilos-garantiu a delegada Katherine se aproximando-Ele não fará mal a vocês.Kristoff,preciso que venha repetir seu depoimento.
Ele assentiu e me deu um beijo na testa,antes de acompanhar a delegada.
Foi então que pelo canto do olho,vi Alicia tirar uma foto da bolsa,onde estava ela e Kennedy mais jovens,com um bebê loiro.Devia ser difícil pra ela.
(...)
Em Corona...
Pov's Punzi
Depois que Flynn determinou tudo no supletivo,eu fui com ele e Andrea para a delegacia de Corona.De acordo com o delegado Mordu,minha mãe já havia sido presa.
Após observar minha mãe sendo arrastada pelos policiais,o delegado se aproximou de nós.

—Gothel já está depondo e conseguimos um mandado para apreender alguns pertences de sua residência-explicou.
Assenti.
(...)
Já fazia alguns minutos que eu aguardava na sala de espera junto com Flynn e Andrea.Eu estava uma pilha de nervos.
Nos levantamos quando Mordu se aproximou.
—O que tem pra nós delegado?-questionou Andrea séria.
—Rapunzel,sobre o que vou lhe contar agora,peço que por favor,não surte-pediu ele me fazendo franzir a testa-Gothel não é a sua mãe.
Arregalei os olhos chocada.
—O que disse!?!-perguntei incrédula.
—Gothel nunca foi a sua mãe.Descobrimos que ela é uma foragida de Arendelle e lhe tirou de seus pais verdadeiros quando ainda era um bebê-revelou-Seus pais se chamam Adriana e Felipe Corona.
(...)
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Depois da chocante revelação,pedi para falar com Gothel à sós — não poderia nunca mais chamá-la de mãe outra vez — e Mordu cedeu,reservando a sala de interrogatório pra nós.
Eu estava sentada na frente dela,que diferente de mim,tinha as mãos algemadas sobre a mesa.Não estávamos completamente à sós,pois tinha um policial no canto da sala.
—Eu já sei que não é minha mãe-declarei.
Ela sorriu.
—Sabia que iria descobrir no momento em que fui pega-comentou.
—Mas porque eu!?!-questionei aflita-Porque fez tudo o que fez comigo!?!
Ela suspirou derrotada.
—Eu era apaixonada por seu pai,sempre fui-confessou me surpreendendo-Mas eu nunca aceitei quando ele me trocou por Adriana.Fingi que estava tudo bem e voltamos a ser amigos,pois assim,pude ser próxima deles.Quando você nasceu,a raiva por ele ter me abandonado voltou com tudo e pensei:Essa menina seria nossa filha se ele tivesse ficado comigo.E foi o que eu fiz.Peguei você e fiz de você minha filha.
Balancei a cabeça incrédula,sentindo meus olhos se encherem de lágrimas.
—Assim que sequestrei você,vim pra Corona e como é uma cidade grande,seria muito difícil me encontrar aqui-explicou-Usei a carreira de modelo juntamente com o book rosa para te sustentar e poder pagar as melhores escolas pra você.Porém que conforme você foi crescendo,percebi que você estava ficando igualzinha à vadia da sua mãe,então fiz com que você passasse a estudar em casa e pintei seu cabelo de loiro.
—Enquanto ao Kevin?-indaguei irritada-Porque!?!
—Eu queria que você fosse minha filha-enfatizou-Então,teria que fazer tudo o que eu já fiz e achei que Kevin era uma ótima oportunidade pra você.Filha de vadia...vadiazinha é.
Arregalei os olhos incrédula.
Foi então que a porta foi aberta brutalmente e Andrea avançou com tudo,socando o rosto de Gothel,que caiu no chão com o golpe.
—ANDREA!-berrou Flynn assustado entrando na sala e segurando ela.
—ISSO É POUCO COMPARADO AO QUE ELA MERECE!-afirmou revoltada.
(...)
Após a confusão,Andrea se acalmou e nos levou de volta à Arendelle e deixou eu e Flynn ficarmos no seu apartamento.
Até eu achar meus pais e Flynn um lugar pra morar,iríamos ficar lá.Andrea nos deixou sozinhos,dizendo que ainda precisava ver resolver algumas coisas.
Me sentei no sofá,olhando para o vazio,atordoada.Ainda não acreditava em toda essa reviravolta que aconteceu na minha vida.
—Ei-chamou Flynn se sentando ao meu lado e o encarei-Nós vamos enfrentar isso,juntos-afirmou segurando minha mão.
Sorri.
—Juntos-confirmei.
Ele sorriu minimamente e me deu um beijo na testa.Em seguida,o celular dele começou a tocar.
—Alô-disse quando atendeu e arregalou os olhos-Como é que é Dylan!?!
(...)
Na mansão Silvys...
Pov's Dylan
—ME SOLTEM SEUS DESGRAÇADOS!-ordenou papai alterado enquanto se debatia e era arrastado pelos policiais-EU PAGO OS SEUS SALÁRIOS!ME SOLTEM!
—Meu pai finalmente foi preso-confirmei-Mas a Katherine disse que você e Punzi irão precisar repetir o depoimento.Te encontro na delegacia?
—"Sim.Vou avisar ela.Até"-alertou.
(...)
Na delegacia...
Pov's Punzi
Eu e Flynn demoramos cerca de uns 15 minutos para chegar até a delegacia.Cumprimentamos Anna e os Brontes,e então fomos até onde estavam Dylan,Hans,os Skrills e uma mulher de cabelos negros e olhos azuis.
—Oi gente!-cumprimentou Dylan me dando um beijo na bochecha e apertando a mão de Flynn.
—Ela é a Rapunzel?-indagou a mulher morena e Hans confirmou com a cabeça-Oi querida.Sou Mylenna Silvys.
Arregalei os olhos.A esposa de Kevin.
—Eu...
—Não tem que explicar nada querida-afirmou compreensiva segurando minhas mãos e me encarando profundamente-Você foi apenas mais uma das vítimas de Kevin,assim como eu.
Sorri emocionada.
Foi então que dois policiais surgiram,arrastando Kevin algemado.
—Rapunzel!-exclamou surpreso ao me ver,parando de nadar e em seguida,sorriu largamente-Ou melhor...minha vadia.
Arregalei os olhos enojada.
Flynn ameaçou avançar,mas foi segurado por Dagur e Hans.
—NUNCA MAIS CHAME ELA DESSE JEITO!OUVIU!?!-gritou irritado.
Os policiais começaram a arrastar Kevin pra longe,que lançou olhares de ódio para Dylan e Hans.
—Seus filhos ingratos!-esbravejou irritado-Vocês vão me pagar!
Pov's Merida
Adentrei a delegacia juntamente com meus pais e me surpreendi ao ver que alguns de meus amigos — com seus pais — estavam presentes.
—Merida-comentou Anna surpresa ao me ver e veio até mim-Que bom te ver.O que está fazendo aqui?
Engoli o seco.
—Pegaram ele,Anna-respondi-Pegaram o Marcus.
Ela arregalou os olhos.
Foi então que naquele momento,dois policiais federais entraram,arrastando Marcus algemado.Quando ele me viu,sorriu largamente.
—Ah Merida...se precisava repetir a dose...só era me ligar.Não precisava armar esse todo escândalo só pra me trazer de volta pro país-debochou.
Arregalei os olhos incrédula.
—SEU MALDITO!-me irei socando sua cara com força e meu pai teve que me segurar-EU TE ODEIO!TE ODEIO!TE ODEIO!
—Está vendo?Isso é uma confissão delegada!-avisou mamãe revoltada.
—Tirem ele daqui!-ordenou Katherine e Marcus começou a ser arrastado pra longe.
(...)
Horas depois...
Pov's Heather
Logo depois que meu pai repetiu seu depoimento para Katherine,eu e Dagur saímos com ele da delegacia e nos vimos cercados por inúmeros repórteres — com muitas câmeras e microfones.
—Osvaldo!Osvaldo!-muitos chamavam o nome do meu pai.
—Como você e seu filho sobreviveram ao incêndio?
—Foi você quem denunciou Kevin Silvys?
—Porque abandonou sua filha Heather?
—Heather!Você não matou sua família!Como se sente?
Franzi a testa irritada.Que atrevidos!
—Vamos embora-aconselhou Dagur começando a se afastar e eu o segui com papai.
(...)
Na mansão Strondus...
Pov's Seeylfe
Quando o mordomo abriu a porta,meu queixo caiu ao olhar a sala magnífica da mansão — que agora era minha também.
—Uau!É enorme!-exclamei animada entrando e olhando ao redor,ouvindo meus pais rindo da minha reação-Se eu tive crescido aqui,teria feito a maior zorra.
—Podemos ter perdido muitos momentos seus-comentou mamãe me fazendo encará-la-Mas vamos fazer de tudo para recuperar o tempo perdido.
Sorri animada,concordando a cabeça.
—Ah!Ia me esquecendo!Eu deixei o quarto pronto pra você!-declarou entusiasmada-O Soluço te mostra!
(...)
Assim que Soluço abriu a porta,meu queixo caiu novamente de espanto — ia acabar ficando com dor,mas não me importava — Meu Thor!O quarto era imenso!
—PELOS DEUSES!ESSE QUARTO DÁ TRÊS DO MEU ANTIGO!-gritei assustada olhando ao redor e fui até o banheiro,arregalando os olhos em seguida-OLHA ESSE BANHEIRO,SOLUÇO!
—Eu sei.É grande-riu-Vem aqui.Tenho um presente pra você.
Saí do banheiro imediatamente.
—Presente?-questionei interessada.
Ele sorriu,sentando na cama e colocando uma caixa pequena e retangular em cima.Me aproximei e me sentei em sua frente,pegando a caixa e abrindo-a.
Arregalei os olhos surpresa quando fui tirando os papéis de cima,revelando um carregador,um fone de ouvido e é claro,um celular.
—Um celular...-sussurrei estupefata.
—Nunca viu um de perto?-perguntou.
—Não,nem mesmo do Bolor.Eu acho que nem celular aquele pré-histórico tinha-comentei-Eu nem sei mexer.
—Eu te ensino-alertou segurando minha mão e me fazendo encará-lo-Eu sou seu irmão e estou aqui pra te apoiar no que for.
Sorri emocionada.
Foi então que Liv entrou ofegante no quarto.
—Gente!Algo muito grave aconteceu!-declarou aflita.
(...)
Na casa dos Hoffersons...
Pov's Astrid
A campanhia tocou e eu me levantei do sofá,indo até a porta e a abrindo,me surpreendendo ao dar de cara com dois policiais.
—Astrid Hofferson?-perguntou um deles num tom sério.
—Sou eu-respondi confusa.
Ele agarrou meu pulso e me assustei quando ele começou a me algemar.
—Está presa por lesão corporal grave e tentativa de homicídio-declarou.
—O que!?!Não!-negou minha mãe aflita.
—Ela não fez nada!-Dag tentou me defender,mas eu já estava sendo arrastada.
(...)
Na mansão Silvys...
Pov's Hans
Gemi de dor quando o policial me jogou com tudo no chão e puxou meus braços pra trás.
—Está preso por tentativa de homicídio e violência contra a mulher!-afirmou.
—Não!Por favor!Não o machuquem!-ouvi mamãe suplicar desesperada,enquanto eu sentia me algemarem.
Fale com o autor