Passado Sombrio
35 Mais problemas
Notas iniciais
Pov's Andrea
Meu telefone tocou e o peguei,atendendo.
—Oi Dylan-cumprimentei.
—"Andrea,me ajude!—pediu aflito-O Hans foi preso!"
Arregalei os olhos chocado.
—Como assim o Hans foi preso!?!-questionei incrédula me pondo de pé.
—"Meu pai denunciou o que ele fez com Anna!—alertou-Ele quis se vingar de alguma forma!"
—Espera na linha,tem outra pessoa me ligando-avisei atendendo a outra ligação-Oi Dag.
—"Andrea,a Astrid foi presa!"-revelou angustiado-Kevin contou pra polícia o que ela fez com Hans!"
Fechei os olhos frustada.
—Aquele maldito desgraçado...-xinguei abrindo meus olhos-Eu temia que isso acontecesse.Encontro você na delegacia e acho melhor avisar os outros.
Pov's Astrid
A policial destrancou a porta da cela e a abriu.Estava cheia de mulheres mal encaradas.
—Entra logo-ordenou me empurrando pra dentro e fechando a porta.
Agarrei as grades da cela,com os olhos marejados e observei a policial se afastar.
—Eu não fiz por mal-afirmei com a voz trêmula-Eu sou inocente.
—Ata-debochou uma garota perto de mim-Todo mundo sempre é.
Pov's Seeylfe
Adentrei a delegacia juntamente com minha família,vendo que todos os meus amigos estavam presentes — sem falar em Andrea,os pais de Dag e a mãe de Hans.
Me aliviei quando avistei Dag e fui até ele.
—Oi-lhe dei um selinho-Foram agressivos com você?
—Não-negou-Mas com Hans...não posso dizer o mesmo.
Fiz uma careta.
—Pai,precisa defender Astrid!Ela não pode ficar presa!-suplicou Soluço aflito.
—O Hans também!Defenda o Hans!Por favor!-pediu Merida.
—Acalmem-se gente.Todas as causas que envolvem vocês e a polícia,estarei defendendo-garantiu meu pai-Vou ver se falo com o delegado para permitir que visitem os dois.
(...)
Minutos depois...
Pov's Astrid
—Hofferson-ergui meu olhar vendo a mesma policial de antes-Você tem visita.
Arregalei os olhos,logo me aproximando da porta da cela,que era aberta.
—Estenda as mãos-ordenou.
Obedeci,estendendo meus pulsos cerrados pra frente e ela me algemou.Em seguida,fechou a porta da cela.
(...)
A policial me levou até uma sala pequena,onde tinha uma mesa e duas cadeiras.
Quando a porta do outro lado da sala abriu,meu coração bateu mais rápido ao ver Soluço entrando.
—Astrid!-sorriu aliviado se aproximando de mim.
Meus olhos se encheram de lágrimas enquanto ele vinha e me abraçava com força.Não pude retribuir o abraço por conta das mãos algemadas.
Soluço afastou o rosto e encostou a testa na minha,me encarando profundamente com seus lindos olhos verdes.
—Você está bem?-perguntou preocupado.
—Eu nunca tive tanto medo na minha vida,Soluço-confessei-Eu estou assustada.
—Fique calma-afirmou-Papai está pedindo seu habeas corpus.Logo sairá daqui.
Assenti,recebendo um beijo na testa.
Pov's Merida
Eu estava sentada na cadeira que havia na sala e batia o pé impaciente,enquanto esperava.
Foi então que dois policiais surgiram,trazendo Hans — que tinha as mãos algemadas — e com as feições bem sérias,como se o Silvys fosse um criminoso muito perigoso.
—Merida?-indagou Hans surpreso.
Sorri minimamente.
—Oi...
Ele se aproximou da mesa e sentou na cadeira à minha frente,enquanto os policiais aguardavam na porta.
—Eu denunciei meu pai e ele quis se vingar por causa disso-lamentou-Mas não estou com medo.Eu fiz coisas horríveis e mereço ser punido.
—Não diga bobagens-repreendi-Tenho certeza que Andrea vai dar um jeito na sua situação.E o pai do Soluço é advogado,ele vai lhe defender.
Segurei suas mãos.
—Hans...lembra do que eu lhe disse no acampamento?-questionei-Que eu ficaria com você se mudasse completamente e se ficasse contra o seu pai?
Ele arregalou os olhos.
—Lembro-confirmou.
—Então...eu estou disposta a te dar uma chance-declarei vendo um sorriso crescer em seu rosto-Mas só estou lhe dando um aviso prévio.Não seria legal começarmos um relacionamento com tudo o que tem acontecido e além do que...eu preciso de tempo.
Para minha surpresa,ele manteve o sorriso.
—Eu sei.Não vai ser fácil pra você superar tudo o que lhe aconteceu-relatou-Mas paciência é uma virtude que adquiri no acampamento,ou seja,não terei problema nenhum em esperar.
Sorri boba.
(...)
Horas depois...
Pov's Seeylfe
A delegada precisou recolher alguns depoimentos de alguns de nós,que conheciam Astrid e Hans e que foram envolvidos nos crimes nos dois.
—Só falta recolher o depoimento de uma pessoa para o caso de Hans-alertou Katherine-Ah!Ela chegou!
Nos viramos na direção da porta,nos surpreendemos ao ver uma morena de olhos azuis.
—Julianne?-Dag franziu a testa.
A ficha caiu.Agora sabia exatamente de quem se tratava.
—Dag!-sorriu ela se aproximando do mesmo e o abraçando.
Arregalei os olhos,indignada com a cara de pau daquela vaca.
—O que está fazendo aqui?-questionou meu namorado enquanto Julianne se afastava.
—A delegada Dunbrooch quer meu depoimento para o caso de Hans,afinal,eu fui namorada dele-deu de ombros-Ah,sinto muito por Astrid.
—Srta.Crystal,por aqui-chamou a delegada já se afastando.
—Até mais,Dag-Julianne se despediu,com um sorriso no rosto e se afastou.
—"Até mais,Dag"-remedei,o que fez Jack rir.
—Seeylfe...-repreendeu Elsa.
Dag me encarou,com uma sobrancelha arqueada.
—Seeylfe,vem cá-pediu me arrastando pra um canto-Você tá com ciúmes da Julianne?
Arregalei os olhos.
—Eu!Humpf!Claro que não!-afirmei sorrindo despreocupada-Porque eu teria ciúmes de uma garota muito bonita que ainda é apaixonada por você?
Ele rolou os olhos.
—Não precisa sentir.Eu só tenho olhos pra você-garantiu-E além do que,Julianne sabe muito bem que nunca vou gostar dela.
—Ela não parece querer desistir...-comentei.
—Vamos só esquecer.Tá bom?-pediu.
Suspirei derrotada.
—Tá-cedi.
Pov's Hans
Depois de algumas horas,Stoico conseguiu o habeas corpus para mim e pra Astrid e então,fomos imediatamente liberados.
Assim que apareci na sala de espera,vi que Astrid já era abraçada por muitos e me surpreendeu quando os mesmos vieram fazer o mesmo comigo.
Quando meus amigos se afastaram,minha mãe veio até mim e me abraçou aliviada.Por cima de seu ombro,me surpreendi ao ver Julianne.
—Julianne?-indaguei confuso enquanto minha mãe se afastava-O que está fazendo aqui?
—Eu nem viria.Só vim por causa da intimação-fez pouco caso-E porque eu precisava te contar algo.
Cruzei os braços,analisando-a.Ela parecia bem receosa.

Julianne respirou fundo.
—Eu estou grávida de você-revelou me fazendo arregalar os olhos chocado-Nós seremos pais.
(...)
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
—O que?Como isso é possível?-perguntei incrédulo-Como que...
—Estou com três meses de gestação.Faça as contas-alertou.
Arregalei os olhos.Meu Deus.
—Eita...lascou...-comentou Flynn fazendo uma careta.
Merida saiu correndo em direção à porta.
—Ah não.Merida!-chamou Punzi correndo atrás dela.
Fale com o autor