P.O.V UCKER

Acordei com uma sensação de leveza que há muito tempo não sentia. Hoje seria um dia decisivo, o dia em que Dulce finalmente assinaria a papelada do divórcio, colocando um ponto final em meses de angústia. Ela estava preocupada, principalmente com a questão da casa que haviam comprado juntos. Dulce queria permanecer ali, ao menos até que pudéssemos definir de vez nosso futuro. Mas, claro, sabia que isso dependia do desenrolar das negociações com Paco.

Ele não estava sendo fácil. Paco usava o argumento de que interrompeu a própria carreira para acompanhá-la na turnê mundial, alegando que perdeu diversos contratos lucrativos por isso. Sabíamos que ele iria exigir o máximo que pudesse e, provavelmente, tentaria reivindicar uma parte dos ganhos dela com a tour. Dulce, cansada de tanta dor de cabeça, já havia decidido: pagaria o que fosse necessário para se livrar dele, desde que o contato entre eles ficasse restrito a questões relacionadas à Maria Paula.

O fato é que, por mais estressante que a situação fosse, o sol parecia finalmente sorrir para nós. Minha convivência com Mapi estava melhor do que eu jamais poderia ter imaginado. Durante a turnê, a nossa aproximação começou de maneira sutil, e hoje, eu já havia roubado o título de "tio favorito" do Christian, o que era um grande feito. Ela me via como uma presença constante e segura, e isso significava tudo para mim.

Dulce me convidou para almoçar com ela e sua família antes da reunião, pedindo meu apoio emocional, já que sabia que seria um dia pesado. Eu ficaria na casa junto com sua mãe e suas irmãs, enquanto ela enfrentava o "dragão de Komodo" – como apelidamos Paco e suas exigências infundadas. Além disso, insisti que Paco assinasse um contrato de confidencialidade. Não queríamos que ele usasse nosso relacionamento como arma na mídia, especialmente porque ainda não tínhamos tornado público o que estávamos vivendo. Era fundamental proteger nosso momento, ainda tão frágil e íntimo.

A caminho da casa de Dulce, pensei em como a família dela era única. Agora eu entendia o Don Fernando, o pai dela. Ele passou a vida rodeado por essas mulheres, todas encantadoras, mas de temperamento forte. Dulce, suas irmãs e a mãe eram praticamente espelhos umas das outras. Elas compartilhavam não só a aparência, mas também a força, a determinação e o senso de humor afiado. Era fascinante e, ao mesmo tempo, desafiador estar no meio de tanta energia.

Assim que entrei na casa, fui recebido com o típico caos caloroso da família Saviñón. Mapi corria pela sala com uma boneca em uma mão e um brinquedo qualquer na outra, enquanto a mãe de Dulce, Dona Blanca, e suas irmãs, Claudia e Blanca, estavam ocupadas na cozinha, discutindo sobre o que seria servido no almoço. Tudo ao mesmo tempo. O aroma delicioso de comida caseira preenchia o ambiente, tornando tudo mais acolhedor.

— Chegou, finalmente! — exclamou Dulce, me puxando para um abraço rápido e apertado. Ela parecia mais tranquila, embora o brilho nos olhos dela ainda entregasse um certo nervosismo. — Como você está?

— Estou bem, mas a pergunta é: como você está? Hoje é um grande dia.

Ela respirou fundo, o sorriso no rosto se suavizando.

— Vou ficar bem. Não vejo a hora de terminar com isso, assinar os papéis e seguir em frente. Só quero que isso acabe logo.

— E vai acabar — eu disse, com firmeza. — E depois disso, você não precisa olhar para trás.

Ela assentiu, e naquele momento, eu sabia que minha presença estava fazendo diferença, mesmo que fosse só para lembrá-la de que não estava sozinha nessa. Logo, a pequena Mapi veio correndo em minha direção.

— Tio Chris! — Ela gritava, me abraçando pelas pernas, com a energia infinita de uma criança.

— Oi, minha princesa! — eu disse, agachando-me para ficar à altura dela e lhe dando um beijo na testa. — Você está pronta para um dia divertido com o tio Chris enquanto a mamãe cuida de algumas coisas?

— Sim! Vamos brincar depois do almoço? — Ela perguntou, os olhos brilhando de expectativa.

— Claro que vamos — garanti, piscando para ela. — O que você quiser.

Dulce observava a interação entre nós com um sorriso nos lábios, e eu sabia que esses momentos, por mais simples que fossem, tinham um significado especial para ela. Criávamos, aos poucos, um novo tipo de família, um espaço seguro onde Mapi pudesse crescer sentindo-se amada e protegida.

Pouco depois, todos estávamos à mesa para o almoço, a conversa fluindo naturalmente. Dona Blanca falava sobre um projeto de caridade que estava organizando, enquanto Claudia e Blanca discutiam as últimas novidades sobre seus respectivos trabalhos. O ambiente era leve, mas eu podia sentir o peso nas costas de Dulce. O que ela enfrentaria depois do almoço não era uma tarefa fácil, mas ela estava determinada. E eu, claro, estava ali para apoiá-la.

— Chris, você não se cansa de ser o melhor tio do mundo? — brincou Blanca, olhando para a maneira como Mapi estava agarrada a mim durante o almoço.

— É um trabalho árduo, mas alguém tem que fazer — respondi, sorrindo. Mapi riu, gostando de ser o centro da atenção.

Dulce olhou para mim, os olhos cheios de gratidão. Sabíamos que aquela rotina familiar, esses momentos simples, eram o que tornavam tudo mais fácil. Eu estava lá, para ela e para Mapi, e isso era o que mais importava naquele momento.

Quando o almoço terminou, Dulce se levantou da mesa, respirando fundo.

— É agora — disse, com uma mistura de determinação e alívio.

— Estamos com você, sempre — eu disse, levantando-me e dando-lhe um beijo na testa. — Você vai lidar com isso como a mulher incrível que você é.

— Vai dar tudo certo, Dul — sua mãe acrescentou, segurando sua mão por um momento.

Ela me deu um último sorriso antes de sair pela porta, indo para a reunião que, finalmente, colocaria fim a uma etapa de sua vida. Enquanto isso, Mapi correu até mim, puxando minha mão.

— Agora vamos brincar, tio Chris?

— Claro, princesa. Vamos brincar — respondi, enquanto a levava para o quarto dela, determinado a manter o dia leve e divertido para ela, mesmo com tudo o que estava acontecendo ao redor.

A tarde seria nossa, enquanto Dulce cuidava do futuro.

Assim que Dulce saiu, o clima na casa parecia relaxar um pouco mais. Claudia e Blanca decidiram levar Dona Blanca para tomar um café na varanda, dando-me espaço para ficar a sós com Mapi. Ela estava cheia de energia, como sempre, e já tinha decidido que brincaríamos com as bonecas dela.

— Tio Chris, essa aqui é a mamãe — disse Mapi, segurando uma boneca de cabelos vermelhos. — E esse sou eu! — Ela apontou para uma menor, com tranças e uma roupa colorida.

— E quem sou eu? — perguntei, rindo.

— Você pode ser o herói! — Mapi exclamou, pegando um boneco de ação com capa. — Você vai salvar a mamãe e eu de um dragão!

Eu sorri, aceitando o boneco e entrando na brincadeira. Passamos a tarde criando histórias fantásticas de aventuras, com o herói sempre salvando o dia e, claro, Mapi e sua "mamãe boneca" sendo as protagonistas. Enquanto brincávamos, eu não conseguia deixar de pensar em como aquele simples ato de brincar tinha um significado mais profundo. Eu estava construindo uma conexão com Mapi, uma confiança que era preciosa e delicada, algo que Dulce também valorizava.

Depois de algumas horas, percebi que Mapi estava começando a cansar. Seus olhos pesavam, mas ela ainda insistia em continuar a brincadeira.

— Tio Chris... — ela disse, com a voz sonolenta enquanto segurava sua boneca. — Você acha que a mamãe vai estar feliz depois?

— Acho que sim, princesa — respondi, enquanto a cobria com um cobertor leve no sofá. — Sua mamãe é muito forte, e quando ela voltar, vai estar muito mais tranquila, você vai ver.

Ela deu um pequeno sorriso antes de bocejar.

— E você vai ficar aqui com a gente, né? — Ela perguntou, os olhos começando a se fechar.

— Vou sim — respondi suavemente, acariciando seus cabelos. — Vou ficar com vocês, sempre que vocês quiserem.

Logo, Mapi adormeceu, e eu fiquei sentado ao lado dela, observando seu rosto tranquilo. Eu sabia que esse momento de calmaria não duraria para sempre. Logo, Dulce voltaria, e talvez com notícias que poderiam trazer mais preocupações. Ainda assim, eu estava pronto para o que viesse, seja para enfrentar os desafios ao lado dela ou para oferecer consolo.

Pouco tempo depois, ouvi a porta da frente se abrir. Dulce entrou em casa com um olhar de cansaço evidente, mas também com uma expressão de alívio. Ela colocou a bolsa no chão e me viu sentado ao lado de Mapi, que agora dormia profundamente no sofá.

— E aí? Como foi? — perguntei em voz baixa, para não acordar Mapi.

Dulce suspirou, sentando-se ao meu lado.

— Foi complicado, mas... acabou. Assinei os papéis, e agora é oficial. Estou livre — disse ela, com um sorriso cansado.

Eu passei o braço ao redor dela, puxando-a para perto.

— Você conseguiu, Dul. Agora é uma nova fase.

Ela descansou a cabeça no meu ombro, fechando os olhos por um momento.

— Sim, e você estava certo. Agora posso respirar. Mas, ao mesmo tempo, é estranho, sabe? Uma parte de mim ainda está processando tudo isso.

— Não tem pressa — eu disse, acariciando seus cabelos. — Vamos lidar com isso juntos, no tempo que for necessário.

Ela assentiu, parecendo encontrar conforto em minhas palavras e na nossa proximidade.

— O que seria de mim sem você, hein? — Ela murmurou.

— Bom, você teria que escolher outro herói para lutar contra os dragões — eu brinquei, fazendo-a rir baixinho.

— Mapi se divertiu? — perguntou ela, olhando para a filha adormecida.

— Muito. Fomos uma equipe imbatível — respondi. — Acho que já estou oficialmente no topo da lista de tios favoritos.

Dulce sorriu, visivelmente emocionada com a cena à sua frente.

— Eu te amo — ela disse baixinho, olhando diretamente nos meus olhos.

Meu coração disparou com aquelas palavras. Era a primeira vez em muito tempo que ela dizia isso de forma tão direta, sem hesitação, sem medo.

— Eu também te amo, Dul — respondi, beijando sua testa.

Dulce permaneceu em meus braços por um tempo, absorvendo a calma do momento. Eu podia sentir o alívio em sua respiração, o peso das últimas semanas finalmente diminuindo. Mapi dormia profundamente, completamente alheia às mudanças que estavam acontecendo ao seu redor. Era como se, por alguns minutos, o mundo tivesse parado e tudo estivesse exatamente no lugar certo.

Depois de um tempo, Dulce se afastou levemente e olhou para mim, com aquele olhar que só ela conseguia dar. Um misto de gratidão, carinho e algo mais profundo, algo que só nós dois entendíamos.

— Acho que vou levar a Mapi para o quarto — ela sussurrou.

— Deixa que eu levo — me ofereci, levantando-me devagar para não fazer barulho.

Com todo cuidado, peguei Mapi no colo e a levei até seu quarto. Ela mal se mexeu, o sono a dominava completamente. Deitei-a na cama e a cobri, observando por um momento sua expressão tranquila, e então voltei para a sala.

Dulce estava à porta do quarto, observando em silêncio. Quando me aproximei, ela deslizou a mão na minha e me guiou de volta para o sofá.

— O que foi? — perguntei suavemente, notando a intensidade em seu olhar.

— Só estava pensando em como tudo mudou tão rápido — respondeu ela. — Às vezes, parece que estou vivendo em um sonho. Você, a Mapi, tudo isso... eu não imaginava que chegaria até aqui.

Sentei-me ao lado dela, segurando suas mãos.

— Nem tudo foi fácil — disse eu. — Mas estamos aqui agora, e isso é o que importa.

Ela assentiu lentamente, ainda processando tudo. Então, de repente, deu um pequeno sorriso e, sem aviso, se deitou com a cabeça no meu colo.

— Eu preciso disso — ela disse, fechando os olhos. — Só você e eu, sem pensar no amanhã, sem pensar no passado. Só... agora.

Passei a mão em seus cabelos, sentindo o peso dos últimos meses se dissolver na tranquilidade daquele momento. A casa estava em completo silêncio, exceto pelos sons suaves de nossas respirações e o ocasional farfalhar das folhas do lado de fora. Não havia necessidade de palavras; a conexão entre nós falava mais do que qualquer coisa que pudéssemos dizer.

O tempo pareceu desacelerar, cada segundo mais longo, mais profundo. O simples fato de estarmos juntos, sem nenhuma preocupação imediata, era tudo o que precisávamos. Talvez, finalmente, estivéssemos entrando numa fase em que o amor e a tranquilidade prevaleceriam sobre as incertezas do passado.

— Você é minha paz, sabia? — ela murmurou de olhos fechados.

— E você é o meu tudo — respondi baixinho.

O futuro ainda era incerto, cheio de desafios, mas naquele momento, eu sabia que enfrentaríamos tudo juntos.

Estávamos sentados na varanda, o ar fresco da noite nos envolvendo, enquanto Dulce começava a descrever a audiência daquele dia. Sua mãe e irmãs, sempre atentas e protetoras, escutavam cada detalhe com expressões que variavam entre choque e indignação.

— Vocês não têm ideia das exigências absurdas que o Paco fez — começou ela, balançando a cabeça em desaprovação. — Ele praticamente quer a metade de tudo, como se eu não tivesse trabalhado arduamente por cada conquista. Alegou que pausou a carreira para me acompanhar na turnê, e que por isso perdeu oportunidades de trabalho.

Blanca foi a primeira a se manifestar, com os olhos brilhando de raiva contida.

— Ele está brincando, não está? — ela disse, quase incrédula. — Pausar a carreira? Paco não fez mais do que a obrigação, Dul! Você sempre foi a mais dedicada, e ele sempre se beneficiou disso.

Dulce suspirou, levando a xícara de chá aos lábios. Eu estava ao lado dela, segurando sua mão de leve, oferecendo apoio em silêncio.

— E o pior — continuou Dulce, após uma pausa — foi que ele ficou furioso com o contrato de confidencialidade. A ideia de uma multa milionária caso ele abra a boca sobre o nosso relacionamento pareceu tirar qualquer resquício de bom senso dele.

— Bom senso ele nunca teve muito — cortou sua irmã Claudia, fazendo um gesto impaciente com as mãos. — Mas, sinceramente, esse contrato é a melhor coisa. Assim, ele pensa duas vezes antes de tentar se fazer de vítima para a imprensa.

Dulce sorriu levemente, apreciando o apoio das irmãs, mas ainda havia uma tensão no ar.

— Ele também está exigindo parte do que ganhei na última turnê — continuou ela, com uma voz amarga. — Disse que, como marido, tinha direito a isso, já que "sacrificou" tanto tempo para me acompanhar.

— É revoltante — Dona Blanca, sua mãe, finalmente se pronunciou, com um tom sério e maternal. — Ele não merece um centavo a mais do que o necessário para cuidar da Mapi. Essa casa é o lar de vocês duas, Dulce, e não vai a lugar nenhum.

Eu permaneci em silêncio, observando cada uma das mulheres ao meu redor. As irmãs de Dulce, cada uma com sua própria personalidade forte, formavam uma espécie de muralha de proteção ao redor dela. Era impressionante ver como elas se uniam em momentos assim, como uma verdadeira fortaleza familiar.

— O importante — disse eu, finalmente, rompendo meu silêncio — é que agora o caminho está ficando livre para que você possa seguir com a sua vida. Ele vai fazer tudo para complicar, mas não tem como lutar contra a verdade. Você merece sua paz, Dul.

Ela virou-se para mim e sorriu, um sorriso sincero e grato, como se minhas palavras tivessem trazido um pequeno alívio em meio ao caos.

— Você tem razão, Chris — respondeu ela. — Não importa o quanto ele tente, não vou deixar que ele estrague o que estamos construindo.

Voltamos à conversa sobre a audiência, e as irmãs de Dulce continuavam comentando, criticando e, de certo modo, aliviando a tensão. A noite avançava, e o chá já estava quase no fim quando Claudia, sempre a mais espirituosa, sugeriu:

— E que tal um brinde? Um brinde à liberdade que está chegando, e à nova vida que a Dul está começando!

Levantamos nossas xícaras de chá, trocando olhares cúmplices. Era um momento importante, o início de uma nova fase, e eu sabia que aquele era o primeiro passo para a vida que sempre desejamos.

Enquanto brindávamos, Dulce olhou para mim com uma expressão serena, e eu soube que, não importa o que viesse a seguir, enfrentaríamos juntos.

— Agora só falta uma coisa — disse Blanca, sempre prática, depois de tomar um gole de chá.

— O quê? — perguntou Dulce, um pouco confusa.

— Você parar de se preocupar com o Paco e começar a planejar a próxima fase da sua vida. Sem olhar para trás.

Dulce riu, e as irmãs a acompanharam. Era um riso leve, que fazia o peso dos últimos meses parecer mais suportável. E assim, a noite continuou.

As irmãs e a mãe de Dulce se despediram depois de um tempo, e finalmente ficamos a sós na sala. A atmosfera estava tranquila, mas cheia de significados não ditos. Sugeri abrir uma garrafa de vinho para brindar de verdade, como uma forma de agradecer a Deus e celebrar o fato de que Paco agora era apenas uma página virada, sem volta, em nossas vidas.

Dulce sorriu de leve, aceitando a ideia. O vinho foi servido e, após algumas taças, ela me olhou de um jeito diferente, aquele olhar que sempre me deixava sem fôlego. Sem dizer uma palavra, ela se levantou, pegou o celular e colocou uma música aleatória no Spotify. Em seguida, estendeu a mão para mim, um convite silencioso que eu não recusaria por nada.

Mesmo descalça, com o cabelo levemente bagunçado por conta dos carinhos que eu fizera há pouco, Dulce era a personificação da beleza. Havia algo encantador na sua simplicidade, um magnetismo que eu não conseguia resistir. Cada gesto dela era pura graça, e eu me sentia sortudo por ter aquela mulher ao meu lado, forte e encantadora, mesmo em seus modestos um metro e sessenta.

Segurei sua mão e a envolvi pela cintura, conduzindo a dança com suavidade enquanto a música começava. O som suave de "Keep Holding On" encheu o ambiente, e ela repousou a cabeça em meu peito, como se estivesse finalmente em paz.

"You're not alone, together we stand. I'll be by your side, you know, I'll take your hand. When it gets cold, and it feels like the end. There's no place to go, you know, I won't give in, no, I won't give in."

A dança fluiu naturalmente, e o mundo ao nosso redor parecia ter parado. A conexão entre nós, o calor dos nossos corpos, era tudo o que importava naquele momento.

"Keep holding on, 'Cause you know we'll make it through, we'll make it through. Just stay strong, 'Cause you know I'm here for you, I'm here for you."

Girei-a levemente, e quando a trouxe de volta para perto, nossos olhares se encontraram. Sem hesitar, ela ficou na ponta dos pés, e nossos lábios se tocaram em um beijo que parecia selar tudo o que havíamos vivido até ali — como se aquele ato dissipasse qualquer sombra do passado. Desde o instante em que ela havia atravessado a porta e me disse que tudo estava finalmente resolvido, eu sabia que aquele beijo era inevitável. Não apenas pelo desejo, mas pela liberdade que agora sentíamos, livres dos fantasmas que antes nos rondavam.

"So far away, I wish you were here. Before it's too late, this could all disappear, before the doors close and it comes to an end."

O beijo durou o tempo suficiente para que a música terminasse e outra começasse. Mas eu não queria soltá-la. Mantive-a perto, com força, como se ela fosse uma extensão de mim. Era meu jeito de prometer que nunca mais a deixaria escapar. Estávamos em uma nova fase, e eu sabia, sem dúvida, que Dulce era a mulher da minha vida.

Ela encostou a testa na minha, nossas respirações ainda entrelaçadas, e sussurrou:

— Agora é de verdade, Chris. Sem mais idas e vindas, sem mais dúvidas.

Eu a segurei ainda mais firme e sussurrei de volta:

— Sempre foi, Dul. Agora mais do que nunca.

Sorri para ela, o coração leve, e naquele instante soube que eu lutaria por nós, por essa nova vida que começávamos a construir juntos.

A noite continuava, e a intimidade entre nós era palpável. Estávamos prontos para seguir em frente, sem medos, sem arrependimentos, apenas nós dois e o futuro que nos aguardava.

Notas finais
Hi everyone, como estão? Finalmente tivemos o fim de Pacandy, que o Paco vá com Deus e as pulgas. Eu queria um ínicio de relacionamento entre os dois mais tranquilo e sem pressa, afinal eles passaram anos separados por culpa da falta de senso do Christopher, crê em Deus pai, ô homem desgraçado, quando se apaixona fica cego, seja pro bem ou pro mal. Por outro lado tem a dona Dulce que tem o dedo podre para homem, o que ela tinha na cabeça quando escolheu o Pacolino???? Será que eu estou falando da Fic ou do mundo real? Fica aí o questionamento. Christopher segue sendo o tio preferido da nossa princesa e eu estou amando essa troca dos dois. Será que a Mapi gostaria de ser promovida a irmã mais velha? Estou amando a entrega de vocês com os comentários e os votos, eu fico toda boba contando pro meu namorado kkkkkk Beijinhooos...