Pase lo que pase - VONDY
25 A tu lado
P.O.V DULCE MARIA
Faz uma semana desde a renovação de votos de Anahí, e desde então, não consegui parar de pensar. Estou dividida sobre como introduzir o Christopher na vida da Mapi. Parte de mim acha que devo esperar até que o divórcio esteja oficialmente assinado, fazer tudo de maneira ordenada e sem pressa. Porém, ao mesmo tempo, sinto que estou sendo injusta com o Christopher. Ele merece ser parte dessa nova fase, assim como Mapi merece entender que o amor e as conexões podem surgir de formas diferentes.
Eu sei que Mapi aceitou bem a ideia de ter duas casas, até se empolgou com o "dobro de brinquedos". Mas a verdade é que eu não sei como lidar com isso. Meus pais estão juntos até hoje, e eu nunca passei por essa situação. Não sei como é ter pais separados, dividir tempo, atenções... E me assusta não saber como isso vai afetá-la a longo prazo. Quero fazer o melhor para ela, mas também não posso ignorar os sentimentos que tenho pelo Christopher. Ele está sendo paciente, mas eu percebo o quanto ele deseja fazer parte de nossas vidas, não só como meu companheiro, mas também como alguém que quer estar presente para Mapi.
Minha cabeça estava a mil, a ponto de quase explodir. Decidi que era hora de falar com alguém, então liguei para Anahí e Maite. Fiz uma chamada em grupo, porque sabia que precisaria de mais de uma opinião. Ambas sempre foram minhas confidentes, e sei que elas podem me ajudar a encontrar clareza.
— Oi, meninas — comecei, assim que atenderam. — Preciso de um conselho sério.
— Oi, Dul! O que foi? — Anahí perguntou, sempre atenta.
— Eu também estou aqui, pronta para ajudar — acrescentou Maite, tentando suavizar o tom sério que eu usava.
Respirei fundo e comecei a explicar. Contei sobre minhas dúvidas em relação a Mapi, o Christopher, e como eu estava perdida no meio de tudo isso. Ao terminar, houve um momento de silêncio, como se elas estivessem absorvendo cada palavra.
— Dul, antes de tudo, você não precisa ter todas as respostas agora — começou Anahí. — Essa situação é nova para você e para Mapi. Vocês vão descobrir juntas. Mas acho que é importante que você siga o seu coração. Se você acha que o Christopher é parte da sua vida agora, talvez seja hora de começar a integrá-lo devagar, sem pressa. Mas sem esconder nada também.
— Eu concordo — Maite entrou na conversa. — A Mapi é inteligente e sensível. Ela já está percebendo as mudanças, então talvez o que ela precise é de uma explicação honesta e tranquila. Quanto ao divórcio, acho que a assinatura no papel não muda o fato de que sua vida já está tomando outro rumo, e isso é natural.
Anahí respirou fundo antes de continuar.
— Eu sei que você está com medo de errar, mas não existe um manual perfeito para isso. Você é uma mãe incrível e vai saber o que é melhor para Mapi no tempo certo. Talvez começar apresentando o Christopher em pequenos momentos, deixando que ela se acostume com ele de forma leve, seja uma boa ideia. Não precisa ser tudo de uma vez.
— E se ela perguntar mais sobre o pai? — questionei, ainda insegura.
— Seja sincera, mas sem pressa. Mapi ainda é pequena, e as coisas vão se ajustando com o tempo. Você está dando o melhor de si, e isso é o mais importante — disse Maite com um tom tranquilizador.
As palavras delas foram como um alívio imediato, me fazendo perceber que eu não precisava ter tudo planejado. Poderia lidar com as situações à medida que surgissem, confiando no amor e no cuidado que sempre tive com minha filha.
— Obrigada, meninas. Acho que eu precisava ouvir isso — respondi com gratidão.
Encerramos a chamada, e eu fiquei um tempo olhando para a tela do celular, mais calma e com uma sensação de clareza. Sabia que ainda teria muito pela frente, mas agora parecia menos assustador.
Após a conversa com Anahí e Maite, senti um peso sair dos meus ombros. Embora o caminho ainda fosse incerto, saber que eu não estava sozinha para lidar com tudo aquilo me deu uma nova perspectiva. No fundo, sabia que Christopher também estava sendo paciente e compreensivo, mas uma parte de mim ainda hesitava em avançar.
Naquela tarde, após desligar o celular, me sentei no sofá da sala enquanto Mapi brincava no tapete, rodeada por seus brinquedos favoritos. Ela estava tão concentrada que parecia estar em outro mundo, e por um instante, me peguei observando-a com um sorriso discreto nos lábios. Ver minha filha assim, feliz e despreocupada, me lembrava de como ela era resiliente. Talvez eu estivesse subestimando sua capacidade de lidar com as mudanças.
— Mamãe? — Mapi olhou para mim de repente, como se tivesse lido meus pensamentos. — Por que você tá quietinha aí?
Ri da sua pergunta espontânea e me aproximei, sentando ao lado dela no chão.
— Só estava pensando... — respondi, acariciando seus cabelos. — Você gosta de quando a mamãe passa tempo com você?
— Gosto muito! — ela respondeu, sorrindo. — A gente vai brincar mais depois?
— Claro que sim, minha princesa. — Fiz uma pausa, tentando encontrar as palavras certas — Lembra que a gente conversou sobre o tio Christopher? — perguntei, com a voz calma.
Mapi parou por um segundo, me olhando com curiosidade, como se estivesse tentando entender aonde eu queria chegar.
— Sim, eu lembro. Ele é legal, e eu gosto dele. — Ela respondeu com aquela inocência que só as crianças têm, voltando sua atenção para os brinquedos.
— Fico feliz que você goste dele. — Sorri, aliviada com sua resposta. — Eu estava pensando... O que você acha de ele passar mais tempo com a gente? Vir aqui em casa para brincar com você, almoçar ou até assistir filmes juntos.
Mapi ergueu os olhos, me encarando com uma expressão pensativa. Eu pude ver as engrenagens girando na sua cabecinha, como se estivesse processando todas as possibilidades.
— Ele vai vir muito? — Ela perguntou, com um tom que mesclava curiosidade e dúvida.
— Talvez — fiz uma pausa, tentando medir as palavras. — Se você estiver confortável, ele pode passar mais tempo com a gente, sim. Mas você me diz o que acha, tá?
Ela ponderou por alguns segundos, mexendo nas bonecas distraidamente.
— Eu gosto quando ele tá com a gente, mamãe. Ele me faz rir, e eu quero brincar mais com ele. Mas ele vai morar aqui?
Eu ri suavemente e neguei com a cabeça.
— Não, meu amor. Ele não vai morar aqui. Mas pode vir nos visitar sempre que a gente quiser, e passar alguns momentos legais com a gente. A gente vai decidir isso juntas, como sempre.
Mapi sorriu, satisfeita com a resposta. Ela voltou a mexer nas bonecas, agora mais tranquila.
— Tudo bem, então. Ele pode vir quando quiser. Eu vou mostrar meus brinquedos novos para ele!
Meu coração deu um salto de alívio. Tive medo de que ela não estivesse pronta, mas, como sempre, minha filha me surpreendeu com sua maturidade infantil e o jeito simples de encarar as coisas.
Abracei Mapi com força, sentindo que, de algum modo, tudo estava começando a se encaixar.
— Obrigada, princesa. Você é incrível.
Depois daquela conversa, me senti mais leve. Mapi aceitou a presença do Christopher de uma forma tão natural que eu me perguntei por que estava tão ansiosa. O peso que carregava parecia ter diminuído consideravelmente, mas sabia que ainda havia muito a ser resolvido, principalmente com o divórcio e as reações de Paco ao novo cenário.
Passamos o resto da tarde brincando no tapete, ela me mostrando cada boneca e contando histórias inventadas. Em algum momento, enquanto ouvíamos a risada contagiante de Mapi, percebi que minha vida, com todas as suas reviravoltas, estava finalmente encontrando equilíbrio.
Quando a noite começou a cair, mandei uma mensagem para Christopher.
"Conversei com a Mapi, e ela quer te ver."
A resposta veio quase que instantaneamente.
"Que notícia boa! Quando posso ir? "
Sorri ao ler a mensagem, sentindo o carinho por ele transbordar. Respondi dizendo que no fim de semana seria um bom momento, e ele sugeriu que fizéssemos algo simples, como um piquenique no parque do condomínio onde eu moro. Uma ideia perfeita para relaxarmos e passarmos tempo juntos sem pressão.
Nos dias que se seguiram, a ansiedade que antes me sufocava havia dado lugar a uma sensação de expectativa tranquila. Falei com Paco, e ele reagiu de forma calma à notícia de que Christopher estaria passando mais tempo com Mapi. Claro, não foi a conversa mais fácil do mundo, mas o foco dele parecia estar em outras questões, e eu percebi que seu ciúme do passado não era mais uma barreira. Talvez porque ele também estivesse encontrando novos caminhos para si.
No sábado, o dia amanheceu claro e ensolarado, perfeito para o piquenique. Mapi estava animada, ajudando a escolher os lanches que levaríamos e separando alguns brinquedos para levar ao parque. Quando Christopher chegou, ela correu para a porta com um sorriso enorme no rosto, ansiosa para mostrar a ele suas últimas novidades.
Ele a recebeu com um abraço caloroso, e eu observei de longe, sentindo uma onda de paz. Finalmente, estávamos encontrando nosso ritmo, a nossa nova versão de "família".
Enquanto eu terminava de preparar a cesta de piquenique, Christopher e Mapi estavam na sala, envolvidos em uma animada conversa. Mapi, como sempre, adorava contar histórias sobre seus brinquedos.
— Tio Chris, olha esse unicórnio! — Mapi disse, levantando o brinquedo para ele ver. — Ele voa até o castelo lá nas nuvens e resgata a princesa toda vez que ela está em perigo!
— Sério? — Christopher respondeu, com uma expressão genuinamente surpresa. — E como ele faz isso? Ele tem superpoderes?
— Tem sim! — ela riu, balançando a cabeça com entusiasmo. — Ele lança arco-íris pelas patas!
Christopher gargalhou, claramente encantado com a imaginação da Mapi. Ele sempre conseguia entrar no mundo dela, de uma forma que poucas pessoas faziam. Parecia um presente natural, essa conexão fácil com crianças.
— Então, acho que você vai ter que me ensinar a lançar arco-íris também. Aposto que eu seria um ótimo herói de arco-íris! — disse ele, fazendo uma pose dramática.
— Você não precisa, tio Chris! — Mapi retrucou com uma risada. — Você já é um herói sem arco-íris!
Eu observei de longe, sorrindo. Aquela troca entre eles parecia tão natural, tão sincera. Eu sabia que Christopher se esforçava para criar esses momentos com ela, mas não era forçado, era algo que ele gostava de fazer.
— Pronto! Cesta preparada! — anunciei, entrando na sala com a cesta de piquenique cheia de frutas e os biscoitos que Mapi e eu havíamos preparado.
— Eu posso carregar! — Mapi se prontificou, tentando pegar a cesta com suas mãozinhas pequenas.
— Que tal se eu ajudar? — Christopher se ofereceu, pegando a cesta com uma das mãos e segurando a mão de Mapi com a outra. — Estamos prontos?
— Sim! — Mapi exclamou, já ansiosa para o passeio.
O caminho até o parque foi cheio de risadas e conversas. Mapi contava a Christopher sobre suas aventuras imaginárias com os brinquedos, e ele respondia com perguntas que deixavam a história ainda mais engraçada.
— E se o unicórnio perder o arco-íris? Como ele vai salvar a princesa? — Christopher perguntou, divertido.
— Ele nunca perde! — Mapi respondeu, confiante. — Mas se isso acontecer, a princesa sabe como se defender sozinha. Eu ensinei a ela!
— Você pensou em tudo, hein? — ele elogiou, impressionado. — Você é uma ótima professora de princesas.
Quando chegamos ao parque, encontramos um cantinho tranquilo para estender a toalha. O sol brilhava no céu, e uma leve brisa tornava o clima agradável. Enquanto nos acomodávamos, Christopher ajudava a distribuir as frutas e os biscoitos.
— Sabe, eu estava pensando em fazer mais piqueniques como esse — disse ele, depois de um tempo. — Acho que seria legal a gente transformar isso numa tradição, só nós três.
Eu olhei para ele, surpresa pela ideia, e depois para Mapi, que concordava com a cabeça cheia de entusiasmo.
— Sim! Podemos trazer mais brinquedos da próxima vez, e talvez até fazer uma caça ao tesouro!
Christopher riu, balançando a cabeça em aprovação.
— Está decidido, então. Piqueniques mensais! — anunciou ele, me lançando um olhar significativo. — Desde que vocês duas estejam dispostas, claro.
Aquele pequeno gesto, a forma como ele incluía Mapi em tudo, me tocou profundamente. Era a maneira dele de mostrar que estava totalmente presente, e isso me dava uma tranquilidade imensa. Por mais que ainda houvesse desafios pela frente, a certeza de que ele estava comigo, conosco, me fazia sentir mais forte.
Mais tarde, depois de muito correr e brincar, Mapi acabou adormecendo no colo de Christopher, exausta. Ele a segurava com cuidado, olhando para ela com ternura. Eu me aproximei, sentando ao lado deles, e ele me olhou com um sorriso suave.
— Acho que ela gosta de mim — ele sussurrou, brincando, enquanto acariciava os cabelos de Mapi.
— Ela te adora, Chris. É impossível não gostar de você — respondi, sentindo meu coração aquecido por tudo o que estava acontecendo.
— E você? — ele perguntou baixinho, com os olhos cheios de doçura. — Ainda gosta de mim?
— Mais do que você imagina — murmurei, encostando minha cabeça em seu ombro, enquanto observávamos Mapi dormir tranquilamente.
Ficamos assim por um bom tempo, o parque silencioso ao redor, apenas aproveitando o momento. Não era necessário dizer mais nada; o silêncio dizia tudo o que precisávamos.
Decidimos que já era hora de irmos para casa, pois o sol já estava se pondo. Acordamos a Mapi, que ainda resmungava de sono. Assim que chegamos, Christopher se ofereceu para cuidar da louça enquanto eu dava banho nela. Estava exausta, e era visível o quanto o dia cheio de brincadeiras tinha esgotado suas energias.
Enquanto eu ensaboava seu cabelo, ela me olhou com os olhos semicerrados, claramente lutando contra o sono, e comentou:
— Hoje foi muito legal, mamãe. O tio Chris é engraçado, ele correu comigo o dia todo.
Sorri, sentindo uma pontada de felicidade ao ouvir isso. Eu enxuguei seu rosto delicadamente e perguntei:
— Que bom que você gostou, meu amor. Você acha que o tio Chris pode passar mais dias com a gente?
Ela ficou em silêncio por um momento, parecendo pensar com a seriedade típica de uma criança que tenta entender o mundo dos adultos. Por fim, assentiu, piscando lentamente.
— Pode, mamãe. Eu gosto dele.
A simplicidade e sinceridade em sua resposta me encheram de alívio.
Depois que terminei de dar banho na Mapi, ela já estava praticamente dormindo em meus braços. A levei para o quarto, a deitei na cama e cobri com seu cobertor favorito. Antes de apagar a luz, sussurrei um "boa noite" e a observei por um momento. Seu rosto sereno e tranquilo me deu a certeza de que ela estava em paz com tudo o que estava acontecendo.
Voltei para a sala, onde Christopher já havia terminado de lavar a louça. Ele estava secando as mãos quando me viu entrar, com aquele sorriso de canto que sempre me fazia sentir em casa. Me aproximei devagar, sentindo o peso do dia, mas também a leveza do momento.
— Ela falou de você — comentei, encostando-me ao balcão da cozinha.
— Falou o quê? — ele perguntou, com um brilho curioso nos olhos.
— Disse que você foi muito legal por brincar com ela o dia todo e que você pode passar mais dias com a gente.
Christopher sorriu mais largo, claramente tocado pela aceitação de Mapi.
— Isso é bom de ouvir — disse ele, se aproximando de mim. — Eu sei que as coisas ainda são novas para ela, mas estou aqui por vocês, por completo.
Eu sorri de volta, sentindo o calor daquela declaração. Ficamos em silêncio por um tempo, apenas nos olhando, e então ele me puxou gentilmente para um abraço. Aquele abraço onde tudo parecia se encaixar, onde eu sentia que, apesar das incertezas e das mudanças, tudo ficaria bem.
— Enquanto eu lavava a louça, um pensamento meio louco me veio à cabeça. Você acredita nisso?
— Vindo de você, acredito muito. O que se passa pela sua mente agora?
— Até hoje, eu não sei qual é o seu DVD favorito do RBD. Pode acreditar?
Soltei uma risada sincera com a pergunta inesperada e fofa dele. Christopher sempre tinha essas tiradas imprevisíveis que me faziam sorrir.
— Só digo o meu se você disser o seu, ao mesmo tempo — provoquei, entrando no clima.
— Fechado, no três então.
— 1, 2, 3...
— Live In Rio — dissemos em uníssono, o que fez nossos olhos se encontrarem com surpresa e uma gargalhada leve escapar.
— Mentira, Dul, sério mesmo? Live In Rio?
— Claro! Mesmo que eu tenha descansado em só uma música, aquele show foi uma loucura. A energia dos fãs, as músicas... e, bom, teve aquela briga com a Any que a gente descontou nos vocais — completei, rindo da lembrança.
— Você estava maravilhosa naquele show — ele comentou com uma sinceridade que me fez corar um pouco. — Era impossível tirar os olhos de você.
— Para ser honesta, você estava ótimo também. Amo aquele corte de cabelo que você tinha no DVD, só perde para o da Tour Del Adiós. Aquele corte definitivamente ganhou meu coração.
Christopher me olhou com um sorriso travesso.
— Quer dizer que você estava perdidamente apaixonada por mim, então?
— Você tem um bom ponto — respondi, dando de ombros com um sorriso.
Decidimos colocar o Live In Rio para reviver aqueles momentos juntos. Quando chegou a parte de "A Tu Lado", abracei Christopher mais apertado e comecei a cantar baixinho, deixando a nostalgia nos envolver. Aquela música sempre significou muito para nós, e, naquele momento, parecia que tudo fazia sentido de novo.
Estar ali, com ele, ouvindo nossa história através das letras... Isso bastava para mim.
"A pesar de algunos cuentos y la lluvia en el camino, a tu lado, sé que está el destino. A pesar del viento fuerte, a pesar de los naufragios, a tu lado, sé que estoy a salvo. Tú me vuelves invencible, no conozco lo imposible. Si volteo y te encuentro aquí... Déjame vivir cerca de ti, siempre a tu lado"
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