Notas iniciais
Atualizada: 03/01/2016 às 02:12 DESCULPA. Pra atualizar a história, tive que reler e porra, eita história boa de se ler. GZUZZZZZZZ. Enfim, vamos continuar. Pra quem não lembra, recomendo dar uma lida por cima dos últimos nove capítulos.

— Hiram e Leroy nunca saberão disso. — Kurt repetia as palavras que a judia estava o fazendo decorar como um mantra. O castanho havia prometido aos pais da Berry que não deixaria a morena sozinha em Lima, porém com todo o drama da família Hummel, essa promessa foi quebrada. — Eu já repeti três vezes, acho que você já pode voltar a acreditar em mim, certo?

— Você também havia me prometido um banho de loja no shopping de Lima e até agora nada. — Rachel revirou os olhos e se sentou no outro sofá da sala da casa dos Hummel. — Suas promessas estão virando balaio, Kurt. Além do mais, eu odeio ficar nessa casa. Eu preciso de agito!

— Você sabe que meu pai pediu para não deixarmos a casa sozinha. Temos que esperar Blaine e Finn voltarem para podermos sair. Regras do chefe! — O castanho gargalhou e ignorou a amiga bufar.

Os últimos dias foram corridos. Blaine ainda estava cabisbaixo por causa do término de namoro com Joey, porém haviam combinado de que não seria dito uma palavra sobre aquele assunto naquela casa. Fizeram até Finn prometer, em troca de alguns cards inéditos de figurinha de um álbum de baseball. Joey nunca havia ído àquela casa e isso era o fim. Mas o Hummel estava mais tranquilo em relação ao irmão.

Falando nele, Blaine e Finn haviam saído de casa para comprar algumas flores para o aniversário de Carole e depois passariam na casa de Mercedes, uma aluna do New Directions que era fã de Blaine e suas performances nos Warblers.

— Me deixa em paz, demônio! — Rachel gritou tirando Kurt de seus devaneios. A morena franziu o cenho e jogou o celular longe, irritada. Antes que o castanho pudesse perguntar o motivo, ela continuou: — É a mulher de Estephan. Parece que ela conseguiu meu número com a universidade e agora não me deixa em paz.

— Rach... — Kurt ignorou o olhar da morena.

— Eu não preciso de sermões, Kurt. Quem precisa é essa senhora. Ela não tem algo melhor à fazer, não? O errado foi o marido dela, e não eu. Eu sou solteira. — Kurt revirou os olhos. — Por que ela não vai... Sei lá... Jogar um bingo? Algum torneio de dominó? Sacar a aposentadoria? — Rachel tinha um tom de risada.

— Você não presta.

O castanho decidiu ignorar a amiga bárbara e voltou sua atenção à televisão que passava algum remake de Project Runaway. Não demorou muito até sua atenção ser desviada novamente, dessa vez até a porta da frente que se abria com os adolescentes.

— Sério, isso vai ficar na sua ficha pra sempre. — Finn gargalhava alto acompanhado da namorada, enquanto Blaine entrava com um semblante irritado no rosto. — Ninguém em Lima vai te respeitar, sério. — Mais risadas.

— Eles já chegaram, podemos ir. — Rachel praticamente pulou da poltrona e puxou Kurt pelo braço em direção à porta.

— Rachel, calma.

— Onde vocês vão? — Blaine perguntou.

— Pro shopping, pro bar. Não sei, algum lugar menos monótono como aqui. Talvez até para Nova Iorque. — Rachel respondeu ainda puxando o castanho. Finn sorriu ao ver a morena naquela casa, mas disfarçadamente para não conseguir outra encrenca com Quinn como a última.

— Não, vocês não podem ir. — Finn se pronunciou. — É aniversário da minha mãe hoje, e ela conta com a presença de todo mundo. Vocês não sabem como isso é importante pra ela, é como uma tradução. — Disse tentando mais convencer Rachel do que Kurt.

— Tradição. — Corrigiu Quinn.

— De qualquer jeito. Fiquem. — Se esmerou ao fazer um singelo beiço.

Rachel congelou. Não era possível que ela tivesse que ficar um sábado a noite em casa com uma família cheia de defeitos, em um aniversário de alguém que nem conhecia. Ela definitivamente não conseguia definir esses dias como férias, e sim como uma prisão perpétua. Chegava a se perguntar se enfrentar a mulher de Estephan não seria melhor do que aquilo. Encarou rapidamente Kurt, como quem dissesse que preferia ir às masmorras. O castanho engoliu seco, se colocando em uma balança. Agradar a nova família do pai, ou a melhor amiga?

— Vocês não precisam ficar se tiverem planos. — Blaine disse. — Embora eu acredite que será muito legal. Carole e papai terão um jantar às dez horas no Breadstix e depois irão para uma noite romântica na cidade vizinha. Não voltam hoje, aparentemente. Convidamos alguns amigos do New Directions e da Dalton pra aparecer aqui depois disso. Digamos que será mais uma festa nossa, do que de Carole. — Sorriu fraco.

— E Burt sabe disso? — Kurt perguntou cauteloso.

— Burt sabe que você foi expulso? — Rachel deu de ombros. O castanho rolou os olhos e trouxe a amiga até a cozinha para tentar convencê-la que não conseguiria programa melhor do que esse. Lima não era exatamente uma Nova Iorque, a ponto de encontrarem festas de arrombas ou bares maravilhosos. — Você está pensando em ficar? — Rachel perguntou.

— Eu não sei. Lima não é o melhor lugar para beber, e alguém tem que ficar de olho em Blaine. O garoto enlouquece quando toma uma gota de álcool. — Suspirou.

— Você quer mesmo me convencer a ficar com a desculpa que você quer ser babá? — Perguntou incrédula. — O que essa cidade está fazendo com você, Kurt? Especialmente com você. Q-quero dizer, eu até entenderia se isso viesse da Anna ou do Erico, mas de você? Caseiro, mesmo?! — Tentou não soar tão debochada, porém era a verdade. Kurt em Nova Iorque era o Deus das noites e a morena pensou que viajar até Lima com o amigo seria mágico. — Virou santo, foi? — Gargalhou.

— Você está maluca. — Revirou os olhos. — Mas nossa responsabilidade nos chama aqui. Somos os únicos maiores de idade do local, é como se fosse nossa obrigação ficar e cuidar das crianças. E olhe, podemos fazer algo divertido, vai ter bebida e a festa é onde nós dois estamos. Podemos transformar isso em... algo..., eu acho. — Franziu o cenho. — Podemos convidar algumas pessoas que conhecemos e fazer duas festas.

— A dos pirralhos e a dos que realmente curtem? — Uma sobrancelha foi levantada em dúvida. Depois de ruminar a ideia por um tempo, Rachel assentia com a cabeça. — Tudo bem, mas você tem que me prometer duas coisas. — Kurt assentiu, ouvindo. — A primeira é que você irá esquecer que é babá. Vamos nos divertir. Você terá que beber o que eu disser.

— Sim, senhora. — Gargalhou baixo. — E a segunda?

— Você vai ter que ficar com alguém nessa "festa".

[...]

Não fazia muito tempo desde que Carole e Burt haviam saído e deixado a casa na mão dos três filhos, Quinn e Rachel. Para disfarçar, o casal de namorados estava no quarto fazendo a tarefa enquanto Blaine, Kurt e Rachel conversavam animadamente sobre as estreias da Broadway dos últimos meses.

Foi apenas o carro sair da visão dos adolescentes (e dois adultos) que a arrumação começou. Pediram algumas pizzas grandes e foram trazendo a bebida que estava escondida em uma caixa de isopor no porão da casa. Em alguns minutos os convidados da festa começaram a chegar.

— Bem... — Blaine coçava a parte de trás da cabeça. — Era pra ser algo privado, não muita gente. — Tentava se desculpar ao ver uma dezena de carros estacionando em frente à casa dos Hummel. -...apenas o pessoal da escola... — Dizia para Kurt, como quem pedisse desculpas.

— Relaxa, esses são os meus convidados. — Piscou para o irmão e foi até a porta receber os amigos que chegavam.

Rachel podia estar em Nova Iorque, mas ainda mantinha contato com algumas pessoas que Lima. Não foi muito esforço pegar com Jacob Ben Israel o número das pessoas mais animadas da cidade. Uma mensagem foi o suficiente para todos ficarem sabendo, e logo uma festa que seria aparentemente careta aos olhos de Rachel, tinha potencial de ser algo bem maior.

— KURT. — Blaine passava apertado pelos convidados na casa e gritava por conta da música alta. Chegou até o irmão que conversava com um cara velho, mas charmoso com seus cabelos já grisalhos. — KURT.

— Um minuto. — Sussurrou perto do homem, que assentiu, e foi até o irmão que o chamava. — Algum problema, Blaine? — Tentava não gritar, mas era realmente dificil com a música tão alta. Finn havia feito um bom trabalho com Puck ao pegar as caixas amplificadoras da escola que não estavam sendo usadas.

— Tem pessoas aqui que nem são de Lima! — Gritava. — Acho que isso está saindo do controle. Era para ser uma festa só pro pessoal da escola, e agora tem até... Velhos. — Apontou para o cara com qual Kurt conversava. — E tenho certeza que tem alguém transando no meu quarto.

— No seu quarto? Pelo menos alguém está! — Kurt gargalhou com o olhar irritado do irmão, mas continuou. — Mas tudo bem, eu entendo o que você está falando. Rachel já foi para os fundos com uns dois caras diferentes...

— Avise-a que Finn está na fila. — Blaine brincou.

— Vamos parar de subir mais bebida, assim as pessoas vão embora, tudo bem? — Blaine assentiu mais tranquilo. — Apenas não prometo que todos irão. Não prometo que Carl irá... — Sorriu e caminhou até o homem que conversava até então, fazendo Blaine revirar os olhos.

Carl... Kurt era um homem lindo, conseguiria ficar com qualquer pessoa daquela festa, mas havia escolhido Carl, um velho. Talvez ele não fosse tão velho assim, talvez tivesse até uns 30 anos, mas isso não significava que era novo. O moreno revirou os olhos e foi de encontro à Wes.

.:.

Perto da uma hora da manhã, os últimos desconhecidos da casa haviam ido embora. Inclusive Carl... Blaine suspirou e continuou a segurar a porta para uma loira de cabelos encaracolados sair atrapalhada com seu vertido justo e seu salto entre as mãos, totalmente acabada.

— Finalmente. — Revirou os olhos e voltou pra dentro.

Wes, David e Nick — amigos de Blaine — estavam sentados no chão da sala conversando sobre alguma banda de rap, visualmente bêbados. Rachel conversava com Kurt na cozinha, alto o suficiente para Blaine poder escutar que "o amigo havia voltado à forma" por ter ficado com Carl. Revirou os olhos e avistou Finn e Quinn descerem as escadas trazendo uma caixa branca nas mãos, esbarrando em alguns membros do New Directions que estavam jogados pela escada. A casa estava um lixo.

— Vamos jogar twisteeeeeer. — Finn gritou alto como se a música ainda estivesse sendo gritada pelas caixas de som.

A loira ajudou a abrir o tapete entre a sala e a cozinha e pegou o ponteiro, gritando que ela iria ser a mestre do jogo e que mandaria em todos. Arrastado por todos, o jogo seria em duas etapas: David, Finn, Blaine e Rachel. E a segunda rodada seria: Puck, Nick, Kurt e Wesley. O vencedor das rodadas, se enfrentariam para uma última batalha.

Não foi muito difícil convencer todos, porque a bebida já havia acabado e nenhum ali estava com sono. As regras eram simples: obedecer a pessoa que controlava o ponteiro, no caso Quinn, e quem caísse ia embora da festa.

— Vamos começar. — Quinn disse animada. — David pé no verde. Finn mão no vermelho. Blaine mão no amarelo e Rachel, mão no vermelho. — Disse encarando o tapete.

— Vocês nunca irão me ganhar. — Gargalhou David.

...

— David, você está fora! — O adolescente caiu.

...

— Rachel, você está fora!!!! — Quinn berrou. Rachel havia caido no tapete, em uma posição da qual Finn ficou encarando por tempo demais. — Vai, sai.

...

— Finn está fora. — Disse irritada ao ver o namorado perder ao se atrapalhar entre mão no vermelho e mão no amarelo. — Blaine é o ganhador.

— Eu sou demais! — O adolescente ria convencido.

— Eu devo ir embora da minha própria casa? — Perguntou.

— Não, você pode ficar aí no canto. — A loira revirou os olhos. — Agora é a vez da segunda equipe.

— Esse jogo está chaaaaaato. — Kurt gritou. — Puck já está dormindo e Wesley e Nick foram embora junto com David. Eu ganho por W.O.. Podemos ir dormir agora? — Resmungou.

— Está com medo de perder pra mim? — Perguntou Blaine.

— Perder pra você? — Kurt desdenhou. — Eu já ganhei de você nesse jogo várias vezes, Be. Não tente me ganhar novamente, você não vai conseguir. Vou te levar ao chão como todas as outras vezes...

— Eu era uma criança, Kurt. — Blaine caminhou até o tapete. — Eu te desafio aqui, e agora. Eu cresci. Você não vai ganhar de mim dessa vez. — Dizia sorrindo. — Vem. Está esperando o quê pra "me deixar no chão"? — Desdenhou também.

— Você vai se arrepender tanto disso, Anderson...

E então Kurt caminhou até o tapete de twister, arregaçando as mangas e mordendo os lábios de vontade de ganhar e colocar Blaine no chão.

Notas finais
PARTE UM. EU QUERO É VER A PARTE DOIS. OS DOIS ENROLADOS NO TAPETE QUERENDO DERRUBAR O OUTRO. EU QUERO É ESFREGAÇÃO. Tudo bem, me recuperei. Me desculpem por ter sumido, eu sei que sempre prometo não sumir, mas acho que dessa vez vou conseguir fazer o que digo. Estou tentando terminar todas as histórias que eu escrevo, e quem sabe novos projetos.... Não podemos deixar Klaine morreeeeeeeeeeer! Enfim. Deixem seus comentários se ainda estão acompanhando a história. Esse capítulo não teve muita ação porque eu precisava retomar à história. Espero que ainda acompanhem. Beijos, até! ♥