Part Of Me
3 Capítulo 3
— Conta tudo! – Empurrou-me Caroline para o sofá.
— É pode abrir o bico – Gritou Rebekah.
— Como isso acontece e você não conta para a gente? – Acusou Bonnie – Nós somos suas amigas!
— Calma. Iria contar sim, então não me acusem – Argumentei me ajeitando no sofá.
— Então abre o bico – Disse Caroline.
Contei tudo a elas, até mesmo o que eu pensei e o que achei dele, para no final ter três loucas pulando no tapete da minha sala e cantando “Aleluia”. Não gostei muito, eu não era nenhuma encalhada, fazia apenas dois anos que eu não saia com alguém, mas ignorei.
— Então? Quando ele vai te ligar? – Perguntou Caroline.
— Não sei. Ele não disse – Sorri fraco.
— Você espera que ele ligue logo, não é? – Perguntou Bekah como confidente.
— Sim. Mas, não quero pensar muito nisso, agora me conta, como foi o encontro com Matt?
Então nos lançamos em uma conversa sobre garotos que não seguiu ritmos normais. Carol estava saindo com o irmão de Bekah, Klaus, um galinha de primeira – mas que segundo Bekah só precisava de alguém que o colocasse na linha— e isso nos deu muito assunto.
No final elas dormiram junto comigo em minha cama, uma abraçando a outra.
No dia seguinte as meninas foram embora logo que acordaram e se arrumaram, me deixando sozinha. Faltavam apenas alguns minutos para as duas quando meu celular começou a tocar estridentemente.
— Alô?
— Oi Elena. Sou eu, Damon.
— Ah, oi Damon. Tudo bem? – Disse surpresa.
Ok Gilbert, não surte, é só um cara.
— Sim. E com você?
— Ótima – Respondi alegre.
— Bom eu queria saber se você quer jantar comigo essa noite. É que você disse que sim ontem....Dai eu pensei...
— É claro –Cortei.
Ele respirou em contentamento e então disse:
— Então eu passo ai para te pegar. As sete.
— O.k. Estarei esperando. Até.
—Até.
Quando ele desligou dei pulinhos, por alguma razão eu me sentia feliz, Damon Salvatore, eu tinha vontade de gritar, gritar para todos ouvirem.
Consegui me controlar um pouco, mais ainda sim, de vez em quando eu não conseguia me conter e soltava grunhidos agudos e horríveis. As meninas piraram e gritaram muito quando liguei para elas para contar e me deram várias dicas sobre o que usar, como agir e como controlar a ansiedade.
Mais ou menos as cinco horas fui tomar banho, logo após termina-lo passei um óleo de morangos e champanhe e fui para o enorme guarda roupa.
Não tinha nada, simplesmente nada para vestir, a enorme pilha de roupas em minha cama não parecia oferecer algo bonito o suficiente, as roupas que eu comprara há dois meses pareciam agora tão normais que eu não sabia porque as tinha comprado.
Depois de vários minutos procurando, achei no fundo do meu armário, um vestido que ganhara da tia Jenna de presente de natal, ele era de seda, rosa claro e renda branca, um pouco acima do joelho, coloquei a sandália de cor salmão e me maquiei.
Pus meus brincos preferidos e a pulseira que Alaric me forçara a aceitar de presente, e então, finalmente estava pronta. Uau, eu estava mesmo muito bem produzida, será que ele notaria ou simplesmente pensaria que eu me vestia daquele jeito sempre?
Para minha infelicidade ainda eram seis e quarenta, sentei na sala e fiquei zapeando pelos canais, quando todos se repetiram duas vezes e eu não consegui achar nada que me distraísse levantei e comecei a andar de um lado para o outro.
Derrepente o interfone tocou, corri para atender no mesmo segundo.
— Senhorita Gilbert, Damon Salvatore a aguarda aqui em baixo – Disse o porteiro.
— Tudo bem – Respondi.
Peguei a minha bolsa em cima do sofá e tranquei a porta correndo, me incomodando um pouco com a lerdeza do elevador.
Sai quase correndo quando as portas do mesmo se abriram e assim que o vi normalizei meus passos e caminhei até ele normalmente.
Ele estava lindo, sua camisa azul escura estava com um botão aberto. Toda minha atenção estava em seu rosto, que tinha um sorriso encantador de tirar o fôlego e olhos azul mar que me deixaram louca.
A essa altura meu coração já estava a mil, me fazendo sentir suas batidas pelos ouvidos e me causando frio na barriga. Sorri ainda mais quando cheguei perto dele e senti meu coração oscilar.
— Olá – Saudou – Está estonteante e muito cheirosa.
— Obrigada – Ele assentiu e abriu a porta do carro.
Durante todo o caminho permanecemos calados e eu me peguei fantasiando como seria toca-lo ou como seria se ele me tocasse, tais pensamentos me causaram arrepios, que eu tentava em vão, esconder dele.
Ao chegarmos ele entregou a chave ao manobrista e abriu novamente a porta para mim, quando sai do carro senti a leve brisa bater em meu rosto, clareando meus pensamentos e me dando a calma que eu precisava, ele passou a braço ao redor de minha cintura e nos guiou até o restaurante.
— Salvatore – Disse ele a loira que nos aguardava.
Ela olhava para Damon sem nenhum constrangimento, sorrindo audaz.
Antes de sussurrar um “claro”, ela entreabriu um pouco os lábios e respirou baixinho, mas para a minha surpresa ele não parecia afetado, apenas aguardou que ela confirmasse e nos levasse até a mesa.
A minha vontade – já grande – de bater nela foi a ponto máximo, quando ela foi em nossa frente rebolando mais do que devia só para chamar a atenção dele, mas novamente ele estava neutro, fitava apenas o balanço de seus cabelos curtos e sorria para mim.
— O garçom já virá – Disse ela olhando com um sorriso para Damon.
Nos sentamos em nossos lugares e por breves segundos permanecemos em silêncio.
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