Part Of Me

28 Capítulo 28


Notas iniciais
Olá meninas, como vão? Resolvi voltar mais cedo porque hoje é um dia muito especial não concordam?Ta ok, não é kkkk vamos lá então?

Damon estacionou em frente a seu prédio saindo correndo do carro e abrindo a porta para me pegar no colo e correr para a portaria.

Na portaria várias pessoas que queriam sair esperavam a chuva passar e assim que Damon entrou correndo no elevador se viraram para nos encarar. Mas ele não ligou, apertou repetidamente o botão de seu andar e assim que as portas se fecharam beijou minha testa.

— Você está muito gelada – Suspirou – Pode estar com hipotermia.

Encolhi-me ainda mais em seus braços sendo apertada firmemente por ele. Assim que o elevador chegou ele correu para a porta e a abriu a fechando logo em seguida e me levando para seu quarto.

Damon me depositou na cama e saiu do quarto por algum tempo, logo voltou tirando vários cobertores de seu armário, uma camisa de seu guarda roupa e uma boxer.

Quando ele se aproximou cautelosamente tirou minha blusa de frio, seguida pela regata e logo meus sapatos e minha calça.

— Posso? – Perguntou com a mão no fecho do meu sutiã.

Assenti repetidamente e o vi tirar meu sutiã e deixar-me apenas de calcinha. Ele me encarou por alguns instantes, mas então sacudiu a cabeça em negativa, pegou-me no colo e levou-me corredor a fora para o banheiro.

Ao chegarmos no mesmo ele fechou a porta e me depositou no chão pegando minha mão e a puxando para cima para me levar até a banheira e me ajudar a entrar na mesma.

O choque da agua quente me reconfortou e fez minha visão embaçar por um tempo. Assim que me sentei na mesma estiquei as pernas e pude sentir lentamente a rigidez de meu corpo ir embora. Damon tentou desvencilhar sua mão da minha, entretanto, eu a segurei ainda mais forte e por fim ele sentou-se ao meu lado na banheira e passou a encarar enigmaticamente meu rosto.

Deixei que meu corpo afundasse ainda mais na banheira com a linha de agua marcando meu pescoço e queixo e por alguns segundos permiti-me fechar os olhos e desfrutar da deliciosa sensação de conforto que ali estava.

Depois de alguns minutos pude ter consciência do quanto a mão de Damon estava fria, ele devia estar congelando em suas roupas molhadas.

— Você precisa tomar um banho também, tirar essas peças molhadas – Disse lhe olhando severa enquanto ele olhava para o próprio corpo – Vá, pegue uma toalha para eu poder sair e você tomar banho em paz.

Sem nenhuma palavra ele levantou-se para pegar a toalha e assim que colocou-a em minhas mãos ofereceu uma de suas mãos para me ajudar a levantar. Enrolei-me preguiçosamente no tecido felpudo sentindo toda a extensão de meu corpo novamente.

Já no quarto vesti-me com suas roupas tão rapidamente que assim que terminei tive consciência do enorme silencio que me rodeava. Ali parada no meio de seu quarto tive a plena sensação de realização e me apeguei fortemente a cada segundo que eu tinha direito ali. Envolvida por seu cheiro e por seu lar não faltava mais nada, eu poderia encarar o mundo se ele pedisse.

De alguma forma o tempo havia passado mais rápido para ele que para mim pois ele já estava de banho tomado com seus cabelos emaranhados e apenas uma toalha na cintura em minha frente.

— Não quis deitar? Os cobertores são para você – Murmurou passando por mim e indo até seu armário.

— Não achei... certo. Não sei porque – Ri sem graça.

Ele permaneceu em silencio e assim eu também fiquei, encarando sua cama sem coragem de olhá-lo trocando de roupa.

Pude sentir quando ele deu passos em minha direção e parou quase grudado em minhas costas. Alguns segundos de ócio depois ele tirou meus cabelos de meus ombros e aproximou o rosto de meu ouvido.

— Você precisa descansar – Sussurrou – Deite um pouco, está tudo bem por enquanto.

— Deita comigo? – Indaguei nervosa enquanto me virava para fitar seu rosto.

Seus lindos olhos azuis estavam enormes, com as pupilas dilatadas e um jeito intrigantemente adorável. Ele assentiu várias vezes e pegando minha mão levou-me para a cama nos cobrindo com os cobertores.

— Como se sente? – Perguntou após alguns minutos.

Tentei falar, mas minha rouquidão havia voltado, então optei pelo silêncio.

— Já volto – Disse levantando-se.

Ele então saiu apressado pela porta a deixando semiaberta não me permitindo enxergar nem um terço do corredor, o que me permitiu fechar os olhos e concentrar-me apenas em minha respiração.

Encolhi-me mais um pouco entre as cobertas em busca de calor. Não surtiu muito efeito e por mais que eu esfregasse meu braço ou me mexesse meu corpo não subia sua temperatura, parecia ficar ainda mais gelado, gelando tudo, até as grossas cobertas que me envolviam.

Alguns minutos depois Damon entrou no quarto trazendo consigo uma caneca de líquido fumegante que despertou em mim sensações boas e aconchegantes.

— É chá. Beba tudo – Murmurou se sentando na cama e me empurrando a caneca.

Sentei-me com um pouco de dificuldade e tomei o líquido, me sentindo mais confortável conforme o mesmo escorria por minha garganta e aquecia meu corpo lentamente. Meus tremores haviam passado, mas meu corpo continuava frio como gelo e Damon percebeu isso.

— Deite novamente – Ordenou.

Assenti para ele me cobrindo até o pescoço e me encolhendo o máximo que podia, esfregando meus pés e apertando a ponta dos dedos com minhas mãos enregeladas.

Passados alguns minutos meu corpo parecia congelar novamente, fazendo dos cobertores inúteis, tão inúteis que tive vontade de chuta-los longe.

— Damon – Chamei –Me abraça?

Ele me olhou por alguns instantes e então se arrastou para perto de mim e abraçou-me fortemente, grudando todas as partes de nossos corpos.

Virei-me para ele percebendo ao encostar meu rosto em seu peito que ele havia tirado sua blusa.

— Como você está gelada! – Espantou-se me abraçando ainda mais forte.

— Da-Mon...

— Estou aqui princesa...

Abracei sua cintura o sentindo estremecer de frio novamente e logo depois me apertar mais ainda. Aos poucos conforme meu corpo ia esquentando-se, pude começar a sentir a pele de Damon contra a minha e o familiar conforto se instalar no meu peito.

A sensação boa voltara, eu estava no meu lugar. No lugar a qual pertencia, a quem eu pertencia.

Damon acariciava meu braço com a ponta dos dedos, hora me fazendo arrepiar, hora me fazendo delirar, me aquecendo, me acendendo...

Algum tempo depois (não me pergunte quanto exatamente) minha temperatura voltou ao normal, mas mesmo assim Damon não me largou ou deixou de me fazer carinho, ele apenas colocou seu queixo em minha cabeça e me puxou para si.

Ali desfrutando de sua presença e nossa conexão pude sentir o baque da saudade.

Quantas vezes eu não desejara isso?

Estar ali abraçada a ele?

Estreitei ainda mais meus braços em seu redor e olhei para cima o fazendo afastar sua cabeça para me encarar.

— Damon... – Sussurrei rouca tocando seu rosto.

Ele sorriu fechando os olhos e aproximando seu rosto em um pedido mudo que eu o tocasse mais. Acariciei novamente sua bochecha, subindo e descendo, traçando o contorno de seus olhos com meus dedos enregelados e por vezes traçando o contorno de sua boca.

Não aguentando mais puxei seu rosto o pegando desprevenido em um longo selinho.

Ele então passou seus braços ao redor de minha cintura subindo meu corpo por cima do seu e aprofundando nosso beijo. Sua língua serpenteava junto a minha, misturando nossas respirações ofegantes e suspiros marcados de saudade e vontade...

Desci minhas mãos para o botão de seu jeans quando suas mãos pararam completamente meus movimentos.

— Tem certeza? – Perguntou ele.

— Eu quero você...

Ele sorriu amplo puxando com força sua camisa de meu corpo, arrebentando os botões e os fazendo voar longe, logo dando o mesmo destino a boxer.

Desabotoei seu jeans e desci seu zíper, porem quando ia começar a descer sua calça ele inverteu nossas posições e começou a distribuir beijos por meu pescoço e busto.

— Senti tanto sua falta – Murmurei enquanto ele levantava-me pelas costas e colocava meus braços em seus ombros – Seu cheiro, sua voz... você...

Ele então arrancou sua calça em um movimento único e então me levantou para prensar-me na cabeceira da cama.

— Você é minha – Disse sofrido – Faz parte de mim... Também senti sua falta meu anjo...

Abaixei sua boxer o incentivando a continuar, porém me preocupando também com a temperatura de minha pele que causava constantes arrepios e tremores nele.

Ele apenas ignorava e me fazia esquecer beijando-me voraz e me amando...

Em apenas um movimento ele estava dentro de mim, estocando lentamente e apreciando cada toque, cada movimento.

Ali, novamente ligada a ele, pude ter certeza que eu vivia para ele, que cada respiração minha pertencia a ele, que eu não poderia me separar dele, que tudo em mim era perfeito para ele.

Nós nos movíamos com lentidão, sem pressa, com deleite estampado nos olhos. Nossos sorrisos de felicidade estampavam-nos o rosto, trocando confidencias e sensações, nos ligando novamente.

Como que para testarmos se tudo era mesmo real, nossos movimentos se aceleraram, ficando cada vez mais profundos, mais intensos, cada vez mais reais... Meus gemidos se misturavam aos de Damon e minhas mãos corriam por suas costas, lhe arranhando, lhe tocando...

Damon segurava-me fortemente contra a cabeceira da cama, deixando minhas pernas enganchadas em sua cintura e seus braços rodeados em minhas costas.

— Goza para mim – Pediu em um sussurro.

— Sim... eu vou... – Respondi sem sentidos – Para você... eu vou gozar...

E então pela primeira vez nós gozamos juntos, em perfeita sincronia, abraçados e completados, sem nenhum pedaço faltando...

Ali pronta para contar a verdade eu deixei-me cair na cama, completamente esgotada, física e psicologicamente.

Talvez a verdade pudesse esperar uma noite, pois minha condição era tão extrema que ao ser recostada na cama por Damon, cai em sono profundo...

O sono mais profundo de toda a minha vida...

Notas finais
Então o que acharam?