Part Of Me

29 Capítulo 29


Notas iniciais
Hey Sweet's! Como vão? Eu sei que estou algumas horinhas atrasada, mas eu vim. Então, primeiro eu queria agradecer os lindos reviews que vocês deixaram, eu adorei, de paixão cada um, vocês são incríveis, umas me fizeram chorar, outras me fizeram rir, mas a maneira de cada uma eu pude sentir que não posso abandonar Part of Me, porque assim como vocês, essa estória faz parte de mim. Obrigada, de verdade. Queria agradecer também a Lady K, muito obrigada pela linda recomendação, vc é incrível!Bom, fiz esse capítulo com muito carinho pra vocês, espero que gostem... Até lá em baixo! ^^

Acordei com o eco de um forte trovão, que começou do corredor, ecoando pelas paredes e batendo forte no quarto.

Demorei alguns segundos para perceber que uma forte tempestade caia lá fora, fazendo das minhas roupas finas pedaços inúteis de pano.

Sentei-me preguiçosa na cama, esticando os braços e apoiando a cabeça em meus joelhos. A cama ao meu lado estava vazia, mas não importei-me, eu sentia que não estava sozinha naquele apartamento.

Depois de muito esperar, decidi ir até a cozinha pegar um copo de água, levantei-me e coloquei um dos dois chinelos ao pé da cama andando lentamente para a porta. Do corredor pude avistar as enormes paredes de vidro, cheias de gordas gotas de água, que batiam contra sua superfície e escorriam lisas para baixo.

Já na cozinha enchi um grande copo de água gelada e engoli algumas capsulas de remédio para gripe, eles me ajudariam a voltar a dormir tranquilamente.

Após alguns minutos de ócio pude sentir meu corpo amolecer e o sono instantâneo a bater em mim por meio de bocejos.

Dirigi-me para o quarto, sentindo aos poucos minha visão escurecer. Minha pressão caíra. Deixei que meus joelhos cedessem ao chão e após minha visão retornar pude ter plena consciência de tudo ao meu redor.

Eu queria chorar. Não pela situação atual, mas sim porque esse choro já estava há muito guardado pelas noites anteriores que passei me revirando na cama sem poder controlar os pedaços de minha vida.

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Senti pequenas pontas em meus braços e joelhos. Eu não reparara, mas meu corpo estava completamente contorcido pelo chão e havia cacos de vidro por todo o lado.

Meu peito então se afundou em agonia, eu tinha vontade de gritar e me bater, mas tudo que eu conseguia fazer era encarar o vazio deixando meus olhos se marejarem cada vez mais.

Desesperei-me ao saber que não havia mais sentido continuar lutando, eu queria viver, queria sentir novamente, queria ter o amor de Damon novamente.

E então, apavorada com isso, deixei que um forte grito escapasse por meus lábio, gritando o mais alto que podia, chorando e exclamando coisa desconexas, e entre murmúrios e gritos pude sentir o desespero entrando cada vez mais por minhas veias, um pedaço de vidro, de tamanho mediano, havia me cortado profundamente, mas não havia tempo para isso, eu precisava controlar o ataque de pânico que estava tendo, caso contrário algo pior poderia acontecer.

Precariamente levantei-me e me dirigi até o sofá, fechando fortemente os olhos para acalmar minha respiração. Não adiantou muita coisa e tal motivou-me a gritar por ajuda o mais alto que podia.

Por fim minhas energias se esgotaram e meu corpo caiu exausto no chão em movimentos bruscos. Deixei que meus olhos fechassem-se para acolher o terrível barulho da chuva.

Em meio a tudo isso ouvi alguém entrar e chamar meu nome, virei-me em direção a quem quer que estivesse ali e deixei meu corpo ser acolhido por braços quentes e firmes.

****** Escutem a música (se quiserem é claro)

Meu corpo se balançava suavemente, sendo apoiado por dois braços fortes, que me carregavam apressados em direção a algum lugar, ao fundo vários gritos se chocavam e várias palavras desconexas para mim se misturavam.

Meu corpo todo formigava, adormecendo-se aos poucos, se tornando mais e mais frio a cada momento, minhas pernas doiam muito e meus olhos se encontravam mais pesados que o comum.

No fundo eu podia ouvir a voz de todos, Rebekah, Jenna, Alaric, Allan, Caroline, Bonnie, Isobel, da falecida vovó Mary e do mais importante de todos, Damon, todos eles me sussurravam algo que eu não podia ouvir, tudo que eu podia entender eram os ecos correndo por minha mente, que se tornava cada vez mais escura e confusa.

E foi quando senti os fortes braços me soltarem e uma superfície fria me envolver e um forte gosto metálico-azedo, ou algo parecido.

Uma forte luz batia contra meus olhos e mesmo com eles fechados, a forte luz me dava a sensação de queimaduras.

Meus braços não obedeciam meus comandos, minhas pernas, por mais que eu tentasse, não se mexiam e minha garganta não emitia nenhum som, por mais que eu tentasse falar.

Uma forte agitação se mantinha ao meu redor, murmúrios e gritos fortes, com ordens e exclamações de dor e um forte barulho de bipe ao redor de tudo.

Tentei abrir os olhos devagarzinho, mais isso me provocou uma forte dor ao encarar aquela luz branca, no entanto, não ousei fechar olhos – não queria voltar para a escuridão –, continuei ali, encarando firme aquela luz que aos poucos se tornava acostumável, ouvindo os gritos aumentarem e o desespero contagiar todo o lugar.

Eu sentia que algo dentro de mim se perdia, tinha a forte sensação de não pertencer mais ao meu corpo, mais continuei ali, encarando um homem desesperado que dava ordens a todos e mexia em algo rapidamente.

O som de algo metálico caindo no chão ecoou por tudo, atraindo a atenção de todos, gritos vindos de fora, eles eram fortes e ficavam cada vez mais próximos, até que o homem a meu lado disse em voz firme:

— Você não pode fazer nada! Vá embora! Tirem ele daqui! AGORA!!!

Os gritos aumentaram, se tornando cada vez mais altos e o forte bipe foi diminuindo aos poucos, várias pessoas então se fecharam ao meu redor, mexendo em algo que eu não podia alcançar.

— Eu prometo! – Gritou a voz ao fundo.

O som de algo se fechando chegou até meus ouvidos e a mesma voz vociferou em tom firme:

— Não me importa! Tenho uma promessa a cumprir! E daqui não saio sem a honrar!

A movimentação aumentou um pouco mais, se diminuindo aos poucos, assim como minha visão, que cada vez se tornava mais e mais escura, tive vontade de gritar NÃO, mas ninguém parecia me ouvir, eu desejava ficar ali, continuar a lutar e a sofrer, mas desejava viver.

Lutei desesperadamente para manter meus olhos abertos, mas tudo que consegui foi deixar que uma grossa lágrima escorresse de meus olhos antes que eu os fechasse.

Aos poucos minha audição foi se perdendo e o lento som do bipe foi sumindo, deixando que meu desejo de o ouvir não fosse atendido.

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A forte luz branca batia novamente em minha testa. Abri no mesmo instante os olhos para enfrenta-la logo, uma hora ela não me incomodaria mais. As lâmpadas passavam lentamente sobre minha cabeça, no mesmo ritmo em que a maca avançava pelos corredores.

Tínhamos apenas passado pela porta da sala de cirurgia e no mesmo instante avistei uma figura aflita olhando em nossa direção, uma mulher de escuros cabelos tentava segura-lo, mas ela era menor que ele, ela chegava à altura de seu peito e não aparentava força nenhuma, ela tentou contê-lo, empurrando-o para trás, mas não venceu, ele avançou até a maca olhando atentamente para mim.

Uma das coisas mais bonitas que eu vira na vida.

Seus olhos aflitos se misturavam em um azul-mar profundo, contrastando com sua pele incrivelmente branca por conta da luz forte, seus lisos cabelos negros lhe caiam aos olhos, bagunçados, fazendo-me sentir que ele não estava importando-se muito com sua aparência.

Ele ofegou, balançando-se em seus pés e se apoiou na maca, me encarando profundamente.

Aos poucos ele levantou a mão direita e a deixou correr pelo meu rosto, o fazendo formigar e esquentar instantaneamente, ele sorriu fraco olhando para cima e então se afastou. Fechei os olhos, sorrindo também fraca, esgotada de forças, tentando lhe passar a certeza de que estava tudo bem.

A maca então começou a se mover, mas não pude resistir, virei minha cabeça para trás, sentindo-a doer um pouco, mas tendo um vislumbre de seu corpo.

Ele olhou em minha direção, continuando ainda parado de frente para onde a pouco minha maca estava, ele então olhou para frente, deixando que seus joelhos cedessem e o cansaço o abatesse. Depois de um mínimo segundo ele levou a mão ao rosto e nossa conexão foi cortada, sua imagem saíra de minha vista, havíamos virado o corredor.

De longe pude avistar Jeremy desesperado, juntamente a Ric, sorri para eles e fechei os olhos ao entrar no grande quarto.

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— Acha que ela vai ter outros ataques? – Perguntava a todo o momento a voz de Jeremy.

— Jeremy, acalme-se, deixe Allan falar! – Replicou Ric alterado.

— Eu realmente não sei Jeremy – Explicou Allan. – Mas provavelmente não, ela passou por muito estresse pelo jeito e ainda ficou resfriada, tudo contribuiu, é normal nossa mente soar um grande alerta em situações assim. É uma situação difícil, mas vamos torcer para ela encarar de forma saudável tudo, seria uma tristeza tanto para ela quanto para Damon. Tenho certeza que ele já está sofrendo bastante... – Sua voz sumiu lentamente, até se transformar em um pesado suspiro de lamentação.

E então um silêncio fortíssimo preencheu o local, fazendo com que o bipe constante do pequeno monitor ao meu lado ficasse mais e mais evidente. Movi-me brevemente, chamando a atenção dos homens ali, que no mesmo momento me rodearam e me encararam.

— Elena, – começou Allan – Está no hospital, teve um ataque de pânico, não se esforce muito ok, você se machucou um pouco quando aconteceu.

Assenti breve, sentindo minha garganta dar um solavanco e doer muito. Deixei que um grunhido escapasse por meus lábios, o que fez com que minha garganta parecesse uma lixa áspera de mais. Allan ao perceber isso rapidamente pegou seu bipe preso em sua cintura e disse autoritário a enfermeira:

— Bárbara, traga um pouco de chá até o quarto de Elena Gilbert, por favor.

Poucos instantes depois Bárbara entrou no quarto com um pequeno copo de plástico fumegante. Allan a dispensou e veio até mim, encostando o copo em meus lábios e sussurrando:

— Beba, vai lhe fazer bem...

Jeremy, que se mantinha um pouco atrás de Alaric, se aproximou, tocando minha mão agoniado e assentindo para que eu bebesse. E assim o fiz, engoli aos poucos a quente bebida, que desceu queimando, machucando minha garganta e aquecendo meu corpo.

Quando a bebida acabou, Alaric pegou algo de sua bolsa e veio até mim.

— Preciso checar uma coisa ok.

Ates que eu pudesse assentir ele ligou uma pequena lanterna e jogou sua luz em meus olhos enquanto levantava minhas pálpebras

É, esse era o método doutor Saltzman.

— Vamos esperar mais alguns minutos, mas tudo parece ok – Concluiu ele – Tragam mais chá para ela.

Allan assentiu novamente e fez o mesmo pedido de antes a Bárbara pelo bipe, instantes depois ela apareceu segurando um copo um pouco maior dessa vez, me olhando com compaixão, mas do mesmo jeito fechei a cara, ela ainda queria o meu homem, então, sem beijos e gratidões.

Allan e Ric riram ao perceber o motivo de eu estar olhando feio para Bárbara e a dispensaram no mesmo momento, fazendo-me sentir um pouco mais leve.

— Beba novamente querida – pediu Ric colocando o copo novamente em meus lábios com uma expressão paternal e responsavelmente carinhosa.

Assim o fiz novamente, engoli cada gota do líquido quente do copo, sentindo dessa vez minha garganta se aliviar e parar de doer um pouco. Respirei fundo, sentindo as lágrimas chegarem aos meus olhos e o desespero se apossar de meu peito.

Jeremy viu isso, e no mesmo instante me abraçou, me confortando e me consolando com suas amáveis palavras de esperanças.

Passados alguns segundos, Ric e Allan vieram até mim com olhos curiosos. Allan foi o único que falou:

— Como se sente Elena?

Notas finais
Então? O que acharam? Espero que tenham gostado!