Paris, Uma Nova Vida
2 Primeiro Concerto em Paris
Notas iniciais
Paris, Uma Nova Vida
Capítulo 2 – Primeiro Concerto em Paris
Eu estava tão entusiasmada que até pensei que ia rebentar de emoção.
Eu neste momento estava deitada na cama do quarto do Sulfus e ele sentado à minha beira a escolher a melhor música para cantarmos juntos.
Mas havia tantas lindas e harmoniosas, que era muito difícil escolher até que optamos por uma: “Love Thats Lets Go”, a mesma que tínhamos cantado num restaurante quando ainda estávamos em Milão.
“Ainda me lembro do dia em que escrevemos esta canção…” disse eu e olhei para o Sulfus.
“Também eu.” disse-me ele sorrindo.
“Estávamos no prado e começamos cantar as coisas que nos vinham à cabeça…”
“Foi nesse dia que demos o nosso primeiro beijo.”
“Pois foi…parece que esse dia ainda foi ontem…” disse eu.
“Sim…diz que sim.” disse ele.
Os nossos rostos estavam tão perto…
O Sulfus não resistindo à tentação pegou no meu queixo com um dedo e beijou-me com tal paixão que eu mesma não sabia explicar…o nosso primeiro beijo em Paris.
Lembro-me dos beijos que dávamos no prado, na sala, no lago…todos esses beijos em Milão são agora passados…agora só interessavam os do presente.
Quando nos separamos parecia que tínhamos acabado de dar o nosso primeiro beijo.
“Bem são horas do ensaio. É melhor irmos lá para baixo ter com o teu pai.” disse ele, eu assenti. O Sulfus pegou na letra da música e saímos do quarto.
Fomos lá para baixo de mão dada.
O meu pai estava a cozinhar não sei quê.
“Pai o que é isso?” perguntei eu.
“Isto são uns bolinhos para o final do concerto.” disse o meu pai.
“Está bem.” disse eu “Bem é melhor irmos para o ensaio, não? É que o concerto é às 16h30 e são 14h15.” disse eu.
“Sim, vamos. Olha o Jackson vai passar a ser o vosso guarda-costas, ok? Ele prometeu que não vai fazer asneiras nem coisas do género.” Disse o meu pai.
“Nós sabemos, também ficamos um pouco assustados com isso.” Disse a Úrie e os outros assentiram.
“Ok, nós vamos dar-lhe uma oportunidade…mas só uma.” disse eu. Eu já acho que aquilo vai sair asneira não é mas pronto…
De repente, do andar de cima veio o Jackson todo aperaltado.
“Jackson?” perguntei eu não acreditando no que estava a ver.
“Sim Raf, eu mudei, e vou passar a ser mais responsável e para provar isso quero ser o guarda-costas da banda.” disse o Jackson com voz firme de quem queria mesmo mudar.
“Ok Jackson, mas só tens uma oportunidade, aproveita-a.” disse eu.
“Obrigado Raf.” disse ele abraçando-me.
“Vá lá pessoal, vamos embora para o ensaio.” disse o meu pai.
Todos fomos para a limusina e fomos para o estádio Parc des Princes no centro de Paris.
Estádio Parc des Princes
Quando chegamos lá fomos recebidos pelo nosso novo produtor Jean Pierre.
“Olá, é um prazer conhecer-vos finalmente.” disse ele dando um passa bem a cada um de nós.
“Também para nós.” disse o meu pai.
“Nós já montamos tudo só falta ensaiar as nossas estrelas.” disse o Jean.
Nós entramos no estádio e o Jean, o meu pai e o Jackson estavam a conversar sobre o nosso concerto.
“O Jean é muito mais competente do que o Michael.” disse o Sulfus sussurrando ao meu ouvido.
“Sim, mas o Michael também não era muito mau.”
“Sim, lá isso não era mas este é melhor.” disse ele e eu assenti.
Nós fomos para dentro do estádio e olhamos para o palco e ficamos espantados.
“Este palco está mesmo…eu até nem tenho adjectivos.” disse eu mesmo espantada.
O palco tinha pelo menos 8 ecrãs. Tinha tipo asas de anjo e demónio em cada um dos ecrãs e a decoração era a ver com isso.
“Bem nós pensamos que como a banda se chama “Angel’s and Devils” quisemos pôr assim este tipo de decoração. Gostam?” perguntou o Jean.
“Gostar? Nós não gostamos…nós adoramos!” dissemos nós em coro.
“Ainda bem.” Disse o Jean.
“Mas isto não custou muito dinheiro?” perguntou o Jackson um pouco preocupado com o dinheiro da banda. Ele queria mesmo mudar.
“Só uns 1000 euros. Mas foram vocês que o pagaram porque vocês já receberam o ordenado dos próximos 5 meses de 500 000 euros, esta quantidade no total da banda toda.” Disse o nosso novo companheiro.
“Então quer dizer que cada de um nós recebe cada mês 12 500 euros?” perguntou o Sulfus.
“Sim.” disse o Jean.
“Mas nós por mês em Milão só recebíamos 1000 euros cada um.” disse eu.
“Bem-vindos à vossa nova vida de ricos…esperem ricos é dizer pouco…milionários pode ser.” disse o Jean.
“Podemos ensaiar?” perguntei eu.
“Claro, está à vossa disposição.” disse o Jean.
Todos foram para as suas posições no novo palco mas eu e o Sulfus fomos falar com o produtor.
“Jean, desculpa incomodar-te.” Disse eu.
“Não, não estão a incomodar. Digam.”
“Nós os dois queríamos fazer um dueto e queríamos perguntar primeiro se tu concordavas.” Disse eu.
“Um dueto…isso é perfeito! Sabem essa ideia nunca me tinha passado pela cabeça. Esperem lá vocês os dois namoram?” disse o Jean.
“Como é que descobriu?” perguntou o Sulfus confuso.
“Via-se na vossa cara. E sabem isso é perfeito…uma cena romântica em pleno palco. Sabem eu já fiz isso com um grupo e posso dizer-vos que foi dos melhores concertos que Paris alguma vez teve.” disse o Jean “Que música é que vocês estavam a pensar em cantar?” perguntou ele.
“Nós estávamos a pensar nesta…” disse o Sulfus dando para a mão do Jean a nossa canção “…que nós os dois escrevemos.” Disse o Sulfus.
O Jean esteve a analisá-la por uns momentos.
“Esta é muito boa. Mas sabem com o outro grupo no final da música, eles também eram namorados e beijaram-se no final. Mas é claro que eles fizeram isso porque estavam à vontade mas agora vocês não sei. Mas ficava giro e deixava os vossos fãs muito entusiasmados e muito emocionados por ver dois elementos da sua banda favorita a beijarem-se percebem?”
“Sim nós percebemos.” Disse o Sulfus.
“Bem mas agora a decisão é vossa.” Disse o Jean.
Eu sempre imaginei eu e o Sulfus a beijar-nos num palco.
Eu olhei para o Sulfus e ele olhou para mim e assentimos um para o outro. Afinal já estávamos habituados e beijar-nos num palco era uma experiência única.
“Nós concordamos.” Disse eu.
“Muito bem, então tenho de ir falar com os outros.” Disse o Jean.
Ele foi falar com os outros e nós fomos atrás dele.
O Sulfus estava com os braços à volta da minha barriga e com a cabeça estava no meu ombro.
O Jean foi falar com os outros e o Jackson foi ter connosco.
“Uau. Mas vocês têm mesmo a certeza disto? É que se não estiverem à vontade é melhor não o fazerem.” Disse o Jackson.
“Jackson, nós nunca tivemos tanta certeza na vida.” Disse o Sulfus olhando para mim e dando-me um beijo na bochecha.
“Vocês é que sabem.” Disse o Jackson.
Eu estava mesmo impressionada com ele. Ainda não tinha dito nada de mal ou feito alguma asneira.
Nós começamos a ensaiar a nossa canção no palco.
Raf:
There's a gold frame that sits by the window
And my heart breaks a little more each time I try
To picture the memory inside
Sulfus:
There's an old book that's too hard to read it
But if you look
you'd see how you look through my eyes
Raf e Sulfus:
But now one more chapter's gone by, and I know
It's time to move on, even though I'm not ready
I've got to be strong and trust where your heading
Even though it's not easy
(It's not easy)
Right now the right kind of love
Is the love that lets go, oh, oh
Go, oh ,oh
Quando estávamos quase a beijar-nos…
“Parem!” disse o Jean e nós os dois olhamos para ele “Deixem isso para o concerto…” disse o Jean.
Eu já sabia que este concerto ia marcar a minha vida e a do Sulfus.
“Bem, são 15h30…vemo-nos daqui a uma hora.” Disse o Jean.
Nós saímos do estádio e fomos para a limusina.
Residência dos Stewart
Chegamos a casa. Ainda tínhamos 1 hora para nos prepararmos.
Eu fui com as raparigas para um quarto enquanto os rapazes foram para outro. Claro que o meu pai e o Jackson foram com o Sulfus e o Gas porque eles também queriam estar lindos para o nosso primeiro concerto em Paris.
Eu decidi vestir umas calças de ganga preta, uma camisola de alças branca e umas botas brancas. Pus o colar de ouro que o Sulfus me tinha dado no Natal ao pescoço e umas pulseiras também de ouro nos pulsos. A Úrie cortou-me o cabelo mais ou menos pelo meio das costas porque ela e as outras achavam que eu assim em palco não tinha muito calor porque o meu cabelo era muito comprido e eu tinha muito calor. Apanhei o cabelo num rabo-de-cavalo.
Quando eu e as minhas amigas acabamos de nos preparar fomos para baixo. O meu pai, o Jackson, o Sulfus e o Gas já estavam arranjados. Eles ficaram surpreendidos por eu ter cortado o cabelo.
O meu Sulfus estava a usar uma T-Shirt branca com uma gravata preta, umas calças pretas e umas sapatilhas. Usava o seu cabelo solto como sempre.
Eu fui até ele e abracei-o.
“Uau, isso foi cá um corte!” disse o meu pai.
“O teu pai tem razão. É que eu nunca te tinha visto com o cabelo cortado.” Disse o Sulfus.
“Passas a ver.” Disse eu.
O Sulfus deu-me a mão e fomos para a limusina.
Os paparazzi estavam sempre a tentar tirar fotos a mim e ao Sulfus para pôr de certeza na capa das revistas. Mas hoje nada me podia pôr maldisposta…nem mesmo os paparazzi.
Estádio Parc des Princes
Faltavam 5 minutos para o concerto começar e nós estávamos nos bastidores a conversar.
Até que nos chamaram para irmos para ir para o palco.
Todos fomos para o palco mas eu e o Sulfus ficamos em cada uma das alas que dava para o palco.
“Muito boa tarde pessoal. Agora quero uma salva para os Angel’s and Devils. Vamos começar com o casal da banda Raf e Sulfus com “Love Thats Let’s Go”. Esperamos que gostem!” disse o apresentador.
A música começou a tocar e nós começamos a cantar.
Raf:
There's a gold frame that sits by the window
And my heart breaks a little more each time I try
To picture the memory inside
Sulfus:
There's an old book that's too hard to read it
But if you look
you'd see how you look through my eyes
Raf e Sulfus:
But now one more chapter's gone by, and I know
It's time to move on, even though I'm not ready
I've got to be strong and trust where your heading
Even though it's not easy
(It's not easy)
Right now the right kind of love
Is the love that lets go, oh, oh
Go, oh ,oh
No final da música o Sulfus com um dedo pegou no meu queixo e beijou-me. Eu pus as mãos à volta do pescoço dele.
“RAF E SULFUS! RAF E SULFUS!” gritavam os nossos fãs. Parece que agora não tínhamos só fãs da banda mas sim também de nós os dois.
Quando nos separamos sorrimos um para o outro e abraçamo-nos. Esta era sem dúvida uma das melhores noites da nossa vida.
E assim continuou o resto do concerto…
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