Paris, Uma Nova Vida
3 O Aniversário do Sulfus
Notas iniciais
Paris, Uma Nova Vida
Capítulo 3 – O Aniversário do Sulfus
Passados algumas semanas depois do concerto…
Hoje é dia 11 de Fevereiro, ou seja, o Sulfus amanhã faz 20 anos. Eu e os outros há algumas semanas que andamos a preparar este dia especial…pelo menos para mim. Já enviamos os convites para o Justin Bieber e a namorada Selena Gomez, para os Jonas Brothers, para os Lemonade Mouth, para o Sterling Knight…entre outros. Só convidamos aqueles amigos que eram muito próximos da banda. Também já fizemos a reserva no restaurante preferido do Sulfus cá em Paris, “Casa do Rio” (^^este restaurante não existe em Paris mas sim em Portugal por isso não confundam porque eu estou a inventar^^).
Eu estava no meu quarto sem saber o que dar ao Sulfus no seu dia…até que me veio à cabeça de cantar uma canção no piano para ele…afinal quando eu fiz 19 anos no ano passado ele também me cantou uma só que foi na guitarra…
Fui para sala de música, mas primeiro fui ver se no corredor não havia ninguém…nem o Sulfus. É que eu queria que fosse surpresa. Bem como estava a dizer fui para a sala de música da minha casa porque lá havia um piano e estava lá algumas letras de música que eu tinha escrito para o Sulfus quando nos tínhamos conhecido…só que eu tinha alguma vergonha de lhe cantar por isso ele nunca soube dessas canções.
Andei à procura da melhor até que encontrei… “My Heart Beats For Love” que traduzido quer dizer “O Meu Coração Bate Por Amor”. Sentei-me no piano para ver como estava e para ver o que tinha de mudar. Só fiz algumas alterações à letra mas de resto estava perfeito. Comecei a cantá-la.
I've been stranded on a lonely street
Got lost in the shadows
Fell hard in the battle
Heard cries and the suffering
Walked through the darkness
Left broken and heartless
I'm calling out, can you hear my voice ?
I'm gonna find you through all the noise (Woah)
You know there's nothing that I wouldn't do (Woah)
Shine your light as I reach for you
My heart beats for love
My heart beats for love
It's the sound that I hear tells me not to give up
It breathes in my chest and it runs through my blood
My heart beats for love
My heart beats for love
Woah ooh oh oh oh yeah…
Mas de repente ouvi alguém a bater à porta…era o Sulfus.
“Raf, posso entrar?” perguntou ele.
Reparei que na música estava escrito a lápis “Canção para o Sulfus nº1”. Peguei na borracha e apaguei até aquilo não se ver.
“Podes.” Disse eu.
Ele entrou e foi para o pé de mim.
“Olá amor, o que estás a fazer?” perguntou ele sentando-se ao meu lado no banco.
“Eu nada…só estava a ver umas letras…para apresentar no nosso próximo álbum…” disse eu a tentar fingir.
Ele pegou na letra e começou a analisá-la.
“Esta música é muito bonita “My Heart Beats For Love”. Porque é que eu acho que tem a haver sobre mim?” disse ele.
“Não…está bem, só um bocadinho.”
Ele desviou o olhar do papel e olhou nos meus olhos.
“Quanto mais olhas, mais eu percebo que te amo.” Disse ele encostando as nossas testas uma à outra.
“Também eu.” Disse eu. Ele sabia sempre como me fazer feliz desde o dia que nos conhecemos.
Ele separou-se da minha testa e beijou-me.
Eu amo-o e é com ele que eu quero ficar o resto da minha vida…para sempre…
Passado umas horas…
Já era hora de ir dormir e eu sem mais ninguém reparar fui buscar a música e voltei para o meu quarto.
Eu adormeci profundamente e prometi a mim mesma que eu seria a primeira pessoa que o Sulfus ia ver no seu dia.
No dia seguinte…
Eram 9h50 e eu sabia que o Sulfus acordava, sempre às 10h, por isso, vesti um casaco branco da cor do meu pijama que era uma camisola e uns calções muito curtos brancos.
Fui para o seu quarto e quando já estava lá dentro fui para a beira da cama dele. Pus a cabeça do Sulfus nas minhas pernas e comecei a acariciar-lhe os cabelos. Hoje ia dar-lhe todo o carinho possível…afinal hoje é o seu dia…hoje ele é o meu rei.
Passados 10 minutos…
Quando ele acordou ficou surpreendido por em vez de estar na sua almofada estava a dormir nas minhas pernas.
“Bom dia, meu príncipe.” Disse eu.
“Bom dia, minha princesa.” Disse ele tirando a cabeça das minhas pernas.
“Parabéns.” Disse eu.
“Obrigado.” Disse ele ao pé de mim mas encostado na cabeça da cama, e eu também o fiz,eu encostei a minha cabeça ao seu peito.
“Uau, já tenho 20 anos…parece que ainda ontem eu tinha 18 anos e estávamos a dar o nosso primeiro beijo.” Disse ele colocando a sua cabeça sobre a minha.
“Pois é. Para mim hoje és o meu rei.” Disse eu com um sorriso.
“Então tens de fazer tudo o que eu mandar?” disse ele com um olhar de quem já tinha uma ideia por onde começar.
“Sim, mas não abuses e só podes mandar em mim não nos outros.” Disse eu.
“Está bem, então ordeno-te…que me dês um primeiro beijo aos 20 anos.” Disse ele com um sorriso manhoso.
“Tudo o que quiseres.” Disse eu beijando-o. Eu também daqui a 11 meses também ia ter o meu primeiro beijo aos 20 anos.
“Gostaste do teu primeiro beijo aos 20 anos?” perguntei eu quando nos separamos.
“Eu não gostei…eu adorei.” Disse ele “Hoje vai ser um óptimo aniversário…estou com os meus amigos, a minha linda namorada…o que é que eu posso querer mais?” perguntou ele.
“Depois vês…” disse eu e ele olhou-me confuso “…bem é melhor vestir-te porque o meu pai já deve estar à espera para tomar o pequeno-almoço.”
Ficamos algum tempo a olhar um para o outro em silêncio.
“Olha, hoje podias usar a mesma roupa tu usaste no concerto…sabes…é que eu gosto de te ver com essa.” Disse eu.
“Sim…até já.” disse ele.
“Até já.” Disse eu saindo do seu quarto.
Eu fui vestir-me. No dia anterior eu e os outros tínhamos combinado usar a mesma roupa que tínhamos usado no concerto.
Aprecei-me a vestir e fui para baixo.
“Pai, já fizeste o pequeno-almoço do Sulfus?”
“Sim…está ali em cima da mesa.”
“Ora bem quando o Sulfus vier vamos gritar Parabéns, ok?” perguntei eu.
“Ok.” Sussurraram todos ao mesmo tempo.
Nós desligamos as luzes e esperamos que o Sulfus viesse para baixo.
“Mas porque é raio a luz está apagada?” perguntou o Sulfus. Ele não fazia ideia.
Quando ele ligou a luz…
“PARABÉNS!” gritamos nós todos em coro.
“Obrigado.” Disse ele.
“Parabéns rapaz.” Disse o meu pai dando-lhe um passa bem.
“Obrigado Sr. Stewart.” Disse o meu Sulfus.
Tomamos o pequeno-almoço.
Já de tarde…
Eu dirigi-me ao Jackson para ir dizer ele e ao meu pai para irem distrair o Sulfus por causa da festa.
“Jackson, tu e o pai distraiam o Sulfus enquanto eu e os outros vamos para lá, ok?”
“Mas o Gas também não ia connosco?”
“Sim era, mas nós precisamos dele.”
“Ok.”
Ele foi ao meu pai e disse-lhe.
“Pai, eu, a Úrie, a Dolce, a Miki, a Kabalé, a Cabiria e o Gas precisamos de ir a um sítio que eu cá sei.” Disse eu pescando-lhe o olho.
“Ok. Eu, o Jackson e o Sulfus vamos dar uma volta a cavalo.” Disse o meu pai.
“Não precisam de mim?” perguntou o Sulfus.
Eu dirigi-me a ele e dei-lhe um beijo na bochecha.
“Depois vês o que é…” disse eu.
Nós fechamos a porta e fomos para a Casa do Rio.
Chegamos lá, já estavam todos os convidados à porta.
“Desculpem o atraso. É que tivemos de arranjar uma distracção para o Sulfus…podem-nos ajudar a preparar a festa para ser mais rápido?” disse eu.
Todos assentiram e fomos para dentro.
Os funcionários já tinham preparado as entradas, o palco e assim.
Nós começamos a pôr as decorações.
Passado 30 minutos…
“Muito bem eu vou ligar ao meu pai para trazer o Sulfus.” Disse eu.
Eu fui ligar ao meu pai.
“Pai, trás o Sulfus já está tudo pronto. Olhem quando chegarem as luzes vão estar apagadas mas não estranhem. E arranja tipo uma venda para pôr nos olhos do Sulfus.” Disse eu.
“Ok, querida…só estamos a pôr os cavalos no celeiro e vamos já para aí. Até já.” Disse o meu pai.
“Até já.”
Terminei a chamada.
“Vamos desligar as luzes e vamos esconder-nos e depois gritamos Parabéns. É que eles chegam daqui a nada. Escondam-se.” Disse eu.
Todos nos escondemos e esperamos pelo momento certo…
Passados uns 2 minutos…
O Sulfus, o meu pai e o Jackson entraram e eles ligaram as luzes.
“PARABÉNS!” gritamos nós.
“Obrigado.” Disse ele.
“Acho que devias agradecer à tua namorada.” Disse o Adam.
Ele foi até mim e abraçou-me.
“Então era isto que eu depois ia ver…” disse ele.
“Sim.” Disse eu. Ele deu-me um beijo na bochecha.
“Obrigado Raf.”
Passadas umas horas…
Nós estávamos todos a divertir até que um convidado não esperado apareceu…
“Então parece que hoje à festa…para a qual não me convidaram…não foi Raf.” Disse a voz do convidado nada esperado.
Eu reconheci imediatamente aquela voz. Virei-me de costas para confirmar se os meus receios estavam certos…e estavam.
“Jake, o que é que tu fazes aqui?! E já agora como é que sabias que eu estava em Paris?” disse eu irritada.
“Simples, minha querida…ouvi dizer que os Angel’s and Devils estavam cá e decidi dar uma visitinha…” disse ele aproximando-se de mim e do Sulfus.
O Sulfus meteu-se à minha frente para me proteger como da primeira vez em Milão.
“O que é que raio estás aqui a fazer? Não és bem-vindo aqui. ” disse o Sulfus com raiva.
“Ai é? Mas passo a ser.” Disse o Jake. Depois o Jake deu ao Sulfus um murro na barriga e ele caiu no chão.
“Sulfus!” gritei eu. Toda a gente veio para o pé do Sulfus.
“Sempre a mesma coisa…a ser sempre protegido pela Raf…quando é que vais proteger-te a ti mesmo?” disse o Jake para o provocar. O Sulfus bem queria reagir mas ele não conseguiu.
Eu fiquei com lágrimas nos olhos.
“Pára Jake. Eu e os meus amigos esforçamo-nos muito para dar ao Sulfus o melhor dia de aniversário e não és tu que o vais estragar!” disse eu irritada.
“Ah ele faz anos? Quantos?” disse o Jake.
“20 porquê?” disse eu com raiva.
“20 anos? E ainda não se sabe proteger a si próprio?” provocou o Jake.
“Cala-te. Agora estás a abusar. Das duas uma ou te calas, ou eu chamo a segurança!” disse eu.
“Chama. Não tenho medo.” Disse o Jake. Agora ele estava a abusar muito da sorte.
“Adam, Jackson, podem sentar o Sulfus numa cadeira se faz favor?” disse eu.
“Claro Raf.” Disse o Adam.
Eu chamei os seguranças para irem buscar o Jake.
No final disto tudo eu fui ter com o Sulfus que estava sentado numa cadeira.
“Sulfus estás bem?” perguntei eu preocupada.
“Estou melhor.” Disse ele.
“Acho que é melhor terminarmos a festa por aqui.” Disse eu.
“Não, não é preciso, eu estou bem. A festa continua como se nada tivesse acontecido.” Disse o Sulfus.
“Tens a certeza?”
“Absoluta.” Disse ele levantando-se da cadeira.
A festa continuou como se nada tivesse acontecido mas eu estava sempre ao lado do Sulfus.
Mas depois fui para o pé do meu pai.
“Eu não sei se agora tenho coragem de ir para o palco e cantar aquela canção…” disse eu.
“Raf ainda nem sequer, tentaste e já vais desistir?”
O meu pai tinha razão. Eu não podia abandonar o jogo sem sequer tentar.
“Tens razão pai. Não posso abandonar o jogo sem sequer tentar.”
“Então vai lá.”
Eu reuni toda a coragem e fui para o palco.
Pedi ao DJ quando fui para o piano para diminuir o volume da música e eu começar a cantar.
Eu apresentei-me e comecei a cantar a mesma canção…
I've been stranded on a lonely street
Got lost in the shadows
Fell hard in the battle
Heard cries and the suffering
Walked through the darkness
Left broken and heartless
I'm calling out, can you hear my voice ?
I'm gonna find you through all the noise (Woah)
You know there's nothing that I wouldn't do (Woah)
Shine your light as I reach for you
My heart beats for love
My heart beats for love
It's the sound that I hear tells me not to give up
It breathes in my chest and it runs through my blood
My heart beats for love
My heart beats for love
Woah ooh oh oh oh yeah…
“Parabéns Sulfus.” Disse eu.
A seguir a mim foram os Jonas Brothers também para cantar uma canção para entreter a malta. E depois o Justin Bieber e depois os Lemonade Mouth, o Sterling Knight e por aí adiante.
Eu fui ter com o Sulfus e eu e ele fomos para o jardim apanhar um pouco de ar.
“Adorei aquela canção que me cantaste.” Disse o Sulfus.
“Eu já tinha escrito há algum tempo só não que nunca tinha tido coragem para te cantar.” Disse eu.
“Raf, eu quando também te cantava aquelas canções também tinha medo de te cantar e tu não gostares mas depois no final quando via o teu sorriso já não tinha receios.” Disse ele “Sabes, devias cantar essa canção para o público…e podias ensinar-me a tocá-la.” Disse o meu querido namorado.
“Está bem…queres saber uma coisa que eu adoro na música?” perguntei eu.
“O quê?”
“É que o meu coração na realidade também bate por amor…quando estamos longe um do outro, o meu coração só bate por bater não tem ninguém a incentivá-lo…como quando eu namorava com o Jake…o meu coração com ele só batia por bater…”
“Podes acreditar que o meu coração também é assim…” disse ele beijando-me.
“Desculpa o Jake…eu não queria que isto acontecesse…e ainda por cima no teu dia de aniversário…” disse eu.
“Não faz mal Raf…esta foi a melhor festa que já tive na minha vida inteira…eu nunca tive alguém que se esforçasse assim por mim…nem mesmo as minhas outras ex-namoradas. E o Jake ele só tem uma data de parafusos a menos.” Disse ele.
Eu ri-me “Sim…” disse eu olhando para baixo “…diz que sim.” Disse eu voltando olhar para os seus da cor do ouro.
“Raf, tu para mim…és a minha vida…é como se a minha vida fosse dependente de ti…é que sem ti não sou ninguém…sem ti só havia vazios na minha vida e no meu coração.” Disse ele.
“És o mesmo para mim Sulfus…” disse eu e ele beijou-me com tal paixão que eu não sabia que existia nele.
Voltamos para dentro e continuou a festa…
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