Parceira De Crime

9 Doce e café.


Notas iniciais
Sabe a plaquinha que tem lá embaixo depois que vocês terminam de ler?
"Deixe seu review, não dói e faz bem ao coração do autor"
Algo assim, nunca existiu verdade mais absoluta u_u
Os comentários de vocês são melhores que qualquer pagando, lindos demais :*
Eu tento sempre fazer o melhor por vocês, espero que gostem.

Ela voltou-se novamente pra mim, seus lábios traçando a curva de meu pescoço, descendo cada vez mais abusados, tocando meus seios, me fazendo suspirar. Estava excitada. Uma pálida claridade da lua transpirva pela janela de meu quarto. Seus dedos a procura do fecho de meu sutiã, que na verdade Alice tinha pouquissímas chances de conseguir abri-lo a julgar nossa posição. Ergui um pouco o meu corpo, para ajuda-la e rapidamente, meu sutiã soltou-se. Ela segurou as alças de meu sutiã pronta para tira-los, me enviava um sorriso provocante. Droga, porque ela não deixava de me torturar?

Mas então, coisas que não programos acontece.

Tipo, portas. Nunca se sabe quando alguém vai bater nela.

Alice congelou e nossos olhares rapidamente encontraram a porta de meu quarto.

- Neném, você não vai jantar? — Meu pai me chamava do outro lado da madeira.

Não! Eu queria gritar, se bem que, parando pra pensar, eu estava com fome, não havia comido desde que chegara da rua. Alice suspirou, talvez notando algo em meu rosto, parecia frustrada. Mas em seguida, me enviou um sorriso doce.

- Tudo bem, pode ir. — Sussurrou ela saindo de cima de mim, deslizou seus finos dedos por seus cabelos e se deitou em minha cama, encarando o teto.

- An, já estou descendo pai. — Eu gritei a ele e me sentei, Alice tocou minhas costas com a ponta de seus dedos, deslizando-os lentamente, até subirem até meu sutiã, e então, ela o fechou. Sentando-se atrás de meu corpo, de modo que, eu acabei entre suas pernas.

Envolveu minha cintura com seus braços me fazendo suspirar extasiada, eu não queria ficar um segundo sequer longe dela. Seus lábios tocaram meu pescoço, ela deixou um longo e suave beijo em minha pele.

- Não vai embora não é? — Eu perguntei com meus olhos se fechando.

- Nunca mais, vou me afastar de você. — Respondeu ela, agora seus lábios sopravam perto ao meu ouvido, me fazendo arrepiar.

- Não se afaste. — Pedi em tom de ordem, buscando sua nuca com minha mão direita, tocando sua pele e alguns fios de cabelo com meus dedos, nos beijamos outra vez. Ternamente, do modo em que namoradas fazem. Minha namorada.

- Você tem que ir. — Disse ela meio aos meus lábios, abri meus olhos e os dela ainda estavam fechados. Não, eu não queria ir. Deitei-a em minha cama, dessa vez, eu estava por cima. Agora não havia nenhum tipo de conotação sexual, eu só queria curtir a minha namorada.

- Eu vou voltar. — Respondi com meus lábios acima dos dela. Ela riu, envolvendo seus braços em minha cintura, apertou meu corpo ao seu. — Eu sei que vai. — Me roubou um beijo ao responder. Suspirei, tomando toda a coragem do mundo para me afastar dela. E me levantei da cama, ela permaneceu lá, sorrindo pra mim a luz do luar o brilho em seus olhos ficava cada vez mais sedutor.

Vesti minha blusa e desci, fechando a porta do quarto. Um quarto que, estava extremamente convidativo. Ok, enquanto eu descia os degraus, só pensava em como mascarar minha felicidade por ter Alice deitada em minha cama.

Corri até a cozinha, a mesa já estava posta, meus pais comiam, meu prato estava pronto. Me sentei, custando me fingir de brava ou triste. Escondendo sorrisos constantes que cismavam em aparecer em meu rosto cada vez que pensava em Alice.

Nós comíamos e só o que se ouvia era o som dos talheres contra os pratos de vidro. Meu pai, obviamente incomodado pigarreou.

- Como foi o sabádo de vocês? — Ele perguntou, juntando um pouco de arroz e ervilhas em seu garfo, levando-o a boca em seguida.

- Um saco. — Eu respondi seca. Recebendo um olhar negro de minha mãe. Bebi um pouco de meu suco, sustentando seu olhar. Meu pai pigarreou outra vez, estava sem jeito. Ele nunca sabia se ficava do lado de minha mãe ou do meu lado.

Eu acho que se ele ficasse do meu lado, minha mãe dava "cortes" nele. Sabe.. Digamos que, o que ele fazia com ela, ela estava fazendo comigo. Revirei meus olhos, me sentindo enjoada só de imaginar meus pais na cama. Ecat.

Minha mãe não falou comigo, ou me olhou de novo, como também meu pai não tentou puxar assunto novamente. Eu acabei de comer anormalmente rápido, levantei-me e coloquei meu patro na lava-louças, em seguida abri nosso frizzer, pegando um pequeno pote de sorvete de baunilha e uma colher.

Eu estava pensando em Alice, mas, se eu levasse duas colheres, estaria no radar de minha mãe. Mas de qualquer forma, depois de eu e Alice termos trocado saliva tantas vezes, não achei que ela se importaria em dividir uma colher comigo.

Subi as escadas correndo, quando entrei em meu quarto, a luz ainda estava apagada. Esperei um segundo para meus olhos se acostumarem com o escuro e consegui vê-la.

Estava deitada em minha cama, apenas com sua camiseta branca e sua calcinha, suas pernas lisas e brancas estendidas, enrolava uma mecha de seu cabelo avermelhado em seu dedo indicador, olhava pra mim, indecifravel. Parecia tédio e divertimento junto. Era incrível como ela conseguia ser linda e sexy naturalmente.

E o que era mais incrível, ela era a minha garota.

O pote gelado entre meus dedos, fez minha pele doer, respirei fundo evitando uma careta, evitando também voltar a me jogar em cima de Alice.

- Eu trouxe sorvete. — Sussurrei, e ela se remexeu em cima de minha cama, sentando-se de pernas cruzadas em meio aos meus cobertores.

- Vai me dar na boquinha? — Ela riu, em um tom baixo e me sentei ao seu lado, abrindo o pequeno pote de sorvete.

- Só se você se comportar.. — Eu disse e ela riu outra vez, novamente, deixando seu corpo atrás do meu, comigo no meio de suas pernas.

- O que você considera "se comportar"? — Perguntou ela em tom duvidoso, depositando uma leve mordida em meu ombro. Arrepiei-me e ela pareceu gostar disso.

- Comporte-se de modo que não acabemos uma por cima da outra. — Eu disse, abrindo o pote em seguida, pegando um pouco do sorvete na colher. Ela fez bico e me forcei para não beija-lo.

- Mas aí, não vai ter graça nenhuma.. — Murmurou ela em um tom de suplica e novamente, quase me deixei levar. Conduzi a colher até sua boca, ela abriu experimentando do sorvete.

- Pensei que não gostasse de coisas geladas. — Disse ela, deitando-se a cama, eu sorri, era legal saber que ela se lembrava. Levei um pouco do sorvete até a minha própria boca.

- Eu nunca disse isso. Eu não gosto de frio. É diferente.. — Respondi, pegando um pouco mais de sorvete para dar a ela, que elevou um pouco seu corpo, apoiando-se sobre os cotovelos para ganhar um pouco mais do sorvete.

- Tudo bem, — Ela disse, sentando-se novamente, roçando seus lábios na pele nua de meu pescoço. — Eu posso te esquentar. — Sua voz, um sopro junto ao meu ouvido. Quente e sedutora.

Incrível como era fácil pra ela me fazer deseja-la. E mais incrível ainda, era o fato de ainda não termos consumado o ato.

- Águi.. — Chamou ela junto ao meu ouvido, arrepiando todo o meu corpo. Era a primeira vez que ela me chamava assim, e nunca gostei tanto de ter um apelido. Nunca gostei tanto do som de meu nome. Naquela voz. Aquela voz que me fazia vibrar.

Virei-me para ela, repousando o pote de sorvete no criado-mudo. Tocando minhas mãos em seu rosto e meus lábios aos seus. Fechando meus olhos assim que pude sentir seu doce e único gosto. Nada podia se comparar com aquilo. Doce e café.

Ela era única, o sabor de seus lábios era único, o modo como me beijava e me tocava. O modo como respirava e falava. O modo como sorria e seu olhar. Seus olhos. Acizentados, frios, quentes, intensos, calmos. Escuros, claros. Aqueles olhos que despertavam milhões de sentimentos e sensações até então, desconhecidos pra mim.

Deitamo-nos novamente, meu corpo por cima do seu. Quase podia sentir seu coração pulsando. E me veio a necessidade de realmente senti-lo. Toquei a palma de minha mão, acima do lado esquerdo de seu peito e dessa vez, eu podia sentir. Pulsando calmamente.

O beijo se desfez assim que ela sentiu minha mão sobre seu peito. Olhava-me sériamente, seus claros olhos indecifráveis. Incríveis e lindos.

- É seu. Se o quiser. — Sussurrou junto aos meus lábios me fazendo tremer, escondi meu rosto na curva de seu pescoço. Alice estava adoravelmente quente. Fechei meus olhos, quando os braços de Alice me envolveram. Como eu queria sempre ter aqueles braços a minha volta.

- Eu quero. — Sussurrei de volta e seus dedos brincaram por meus cabelos.

- É seu. — Disse-me ela novamente, acariciando meus cabelos e depositando uma suave beijo no topo de minha cabeça. Ela era tão incrível. E começava a achar que Alice acabaria sendo boa demais pra mim.

Beijei-a, era a única forma que sabia responde-la. Alice tocou as mãos em meu rosto e correspondeu ao meu beijo, sua língua calmamente, cumprimentando a minha.

Ao fim daquele beijo, deitei-me sobre ela, meu rosto estava quase no meio de seus seios e mesmo assim, não começamos a arrancar as roupas uma da outra. Não, aquilo era um momento terno.. O momento em que ela havia prometido seu coração pra mim.

Eu preciso dizer o quanto aquilo me deixou feliz? Meu coração poderia pular de meu peito a qualquer hora. Aquilo era melhor do que eu podia imaginar que um dia seria. Ela era melhor que eu já imaginei que teria alguém.

Alice fazia meus sentidos ficarem abobalhados, ficava entorpecida só de estar na presença dela. Seus dedos finos acariciavam meus cabelos calmamente, o que de mandava ondas de calma e paz.

Eu dormi ali, sim, eu dormi. Eu era como uma criança, que não pode sentir carinho em seus cabelos, que imediatamente caía no sono.

E antes de cair no sono, eu podia jurar que ouvi a voz de Alice. Algo que soou como..

Minha paz.

Eu acordei na outra manhã e a primeira coisa que senti foi o calor de seu corpo abaixo do meu. O cheiro adocicado que seu corpo tinha. Nossa, não podia existir uma forma melhor de acordar, ergui um pouco meu corpo, tirando meu peso que estava sobre ela.

Seu rosto estava tão sereno, tão puro. Tão diferente de como eu a tinha visto no carro na tarde passada. Era o ponto de paz, como se aquilo estivesse equilibrando todo o caos por fora daquele quarto. Minha paz.

Só espero que não tenha sido um sonho, eu queria acreditar que ela tinha dito aquilo pra mim. Eu queria ser a paz dela, porque ela sem dúvida era a minha.

Notas finais
Aí está meus queridos, espero que gostem.