Paranoid.
4 Start of a nightmare.
Notas iniciais
Depois daquele pesadelo terrível eu não consegui mais dormir. Cada detalhe daquele 'sonho' ainda perambulava pela minha mente. O Justin era um monstro que todos deveriam descobrir. Aquilo não poderia ficar encoberto. Eu só pensava em um milhão de formas para acabar com a vida daquela aberração.
O que mais me admirava naquele monstro, é o quanto ele sabia fingir ser o garotinho tímido que não fazia mal a ninguém. Mas, para mim a máscara dele já havia caído.
Enfim chegou a hora de me arrumar para a faculdade -seria mais um dia que eu me arrumaria com toda a calma do mundo e não chegaria atrasada- então fui me arrumar.
Terminei de me arrumar e desci o apartamento. Até que lembrei que havia esquecido o mais essencial para aquele dia.. o meu canivete. Subi novamente o prédio e o guardei em minha bolsa, enrolado em um pano.
Cheguei até a faculdade. Hoje seria um dia diferente. Haveria um grupo musical e seria tempo livre para todos, mas quem não fosse perderia ponto.
Enfim encontrei a Annie. Ela ainda estava chocada pela morte da Marie -e eu apreensiva pelo Justin-. Na verdade, a turma inteira estava chocada por causa da morte da vadiazinha. Eu nem via tanto motivo pra ficar assim.. era apenas uma vadia a menos no mundo.
A Annie sempre chegava cedo na faculdade, então como eu havia chegado cedo também, ficamos feito duas bocós esperando o pessoal e a banda chegarem para começar o auê que teria início -infelizmente- em alguns instantes.
A banda finalmente chegou e o pessoal também. Avenged Sevenfold. Música boa, como eu amava um rock.
Desque que o Justin havia chegado eu estava de olho nele. Em tudo o que ele fazia. A música começou a tocar e eu senti que era a hora de atacar.
Finished with my woman 'cause she couldn't help me with my mind
People think I'm insane because I am frowning all the time
All day long I think of things but nothing seems to satisfy
Think I'll lose my mind if I don't find something to pacify
Can you help me? Occupy my brain?
Oh yeah
I need someone to show me the things in life that I can't find
I can't see the things that make true happiness, I must be blind
Make a joke and I will sigh and you will laugh and I will cry
Happiness I cannot feel like love to me is so unreal
And so as you hear these words telling you now of my state
I tell you to enjoy life I wish I could but it's too late
Realmente ainda não era o momento. Estavam tocando minhas músicas prediletas e o Justin ainda não havia ido até um lugar onde eu poderia ter uma conversinha com ele.
Começou outra música.
Bloodshot eyes seem to be scared but calm the day began again do not be afraid we are in a safe place
Aquela era a hora. Comecei a segui-lo até o banheiro.
Cheguei um pouco depois dele. O espelho do banheiro já havia quebrado há um tempo e ele estava lavando as mãos. Tarde demais. Ele já tinha percebido minha presença. Se virou rápido, e quando eu iria penetrar meu canivete em suas costas, ele conseguiu retira-lo da minha mão.. e também conseguiu fazer um corte bem fundo no meu braço.
– Seu idiota, já não basta ter matado a Marie, você quer me matar também? — Disse gritando o mais alto que eu podia.
– Você é louca garota?
– Sínico! Seu idiota! Você merece morrer sua aberração!
– Me dá esse braço aqui pra eu estancar esse sangue. — Disse, pegando meu braço.
– Me solta seu inútil.
Saí dali correndo. Eu estava mais convicta ainda de que precisava mata-lo o mais rápido que eu conseguisse.
Eu já chorava feito uma louca. Estava cansada daquele garoto, mesmo o conhecendo há pouquíssimo tempo. E não o conheceria por mais tempo.. guardem minhas palavras.
Já era noite e eu obviamente estava dormindo. Ouvi a campainha e fui atender. Tenho certeza que era a Annie vindo me perturbar ou dar uma crise porque o carinha transou com ela e a largou. Abri sem ver pelo olho mágico e me surpreendi. Era ele, Justin Monroe com um buquê de flores em suas mãos. Dentro, eu pude ver uma aliança. "Cath, você aceita namorar comigo?" aquelas palavras lindas latejavam em minha cabeça. Aceitei apenas e ele colocou o anel de compromisso em meu dedo anelar. Convidei-o para entrar e coloquei o buquê em um jarro com água. Ele veio até a mim e me abraçou por trás. Me virei, enlacei seu pescoço com meus braços e iniciamos um beijo intensamente delicioso. Fomos nesse rítmo até o quarto e nos deitamos na cama. Tirei sua camisa e continuamos naquele ritmo romântico. Ele tirou a minha, me deixando somente de sutiã. Ele me empurrou com uma força que eu não reconheci e apoiou todo seu peso sobre meus ombros. Aquele pesadelo estava de volta. Suas mandíbulas escureceram rapidamente até ficarem completamente pretas. Seus olhos ficaram vermelhos feito fogo e seus ossos e veias eram bem mais visíveis que antes. Seus dentes ficaram escuros e grandes. Seu ódio era visível em seus olhos. Com toda sua raiva ele enfiou seus dentes em meu pescoço. Meu sangue diminuía a cada segundo e eu desmaiei, enquanto ele devorava meus órgãos.
Acordei, num susto danado, gritando. Estava no hospital com um curativo enorme no braço em que o Justin havia cortado. Annie estava ao meu lado, com os olhos arregalados pelo susto que levou por eu ter acordado gritando.
O Justin não me deixava em paz, nem nos meus sonhos. Eu precisava me livrar daquilo de uma vez por todas.
– O que é que eu estou fazendo aqui?
– Você cortou seu braço em algum lugar e perdeu muito sangue. Desmaiou e eu te trouxe pra cá. Agora me diz, como foi que você fez um corte tão fundo?
– Foi o... — Pensei bem antes de falar o nome daquele monstro, eu queria fazer justiça com as minhas próprias mãos, e falar o nome dele agora acabaria com tudo. — Eu caí, foi o ferro que estava no chão.
Mais uma vez o Justin havia me atormentado por meio dos meus sonhos. Ele era um demônio! Isso que ele era. Só assim desse jeito que ele conseguia me atormentar na vida real e sonhos ao mesmo tempo.
Já era hora de acabar com isso de uma vez por todas. Eu não poderia falhar novamente.
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