Paranoid.
5 Lonely day..
Notas iniciais
Eu não encontrava motivo nenhum pra ela estar fazendo aquilo. Eu estava com o braço machucado e me colocaram pra andar numa cadeira de rodas.. meu Deus, pra que todo esse drama?
– Ok Annie, já chegamos, você já pode me largar ok? — Disse num tom de tédio.
Ela assentiu e eu levantei. Logo saímos do elevador e caminhamos até meu apartamento. Ela, ainda exagerando, insistiu pra dormir hoje lá em casa pra 'cuidar' de mim. Puro drama.
Aquela vadia preguiçosa agora havia relaxado um pouco do drama e praticamente estava me obrigando a fazer o jantar. Como não havia outra escolha, assenti e coloquei a mão na massa. Eu queria apenas algo rápido que fosse bom e ela gostasse. Sempre gostei de surpreender as pessoas, por mais próximas que elas fossem. Resolvi fazer meu famoso macarrão com queijo. Logo, estava pronto.
Coloquei-o em uma tijela e pus a mesa. Logo estava tudo pronto.
Jantamos e conversamos bastante. Logo fomos dormir.
No dia seguinte consegui acordar tarde, nessa noite não houve interrupção alguma no meu sono. Levantei e fui até o quarto de hóspedes, Annie não estava lá. Fui até a cozinha preparar o almoço e encontrei seu bilhete:
"Cath, desculpe-me por ter saído sem avisar. Você estava em um sono tão profundo que tive receio de te acordar -risos-. Tive que sair mais cedo porque tinha que arrumar as coisas lá em casa e comprar algumas coisas, pois hoje um carinha vai jantar lá em casa. Enfim, beijos."
Tá, interessante. Minha melhor amiga iria sair ter um 'encontro' com um cara hoje e eu ficaria no tédio, o dia inteiro.
Decidi não preparar um almoço. Somente esquentar um pouco de macarrão que havia sobrado da noite passada. Fiz em grande quantidade e Annie e eu não demos conta daquilo tudo.
Almocei e continuei ali, no tremendo tédio. Sentei no sofá e liguei a TV no último volume e pus meus fones de ouvidos para escutar música. Não queria ouvir mais nada, o que o som da TV não dava jeito, os meus fones de ouvido davam.
Coloquei uma música que combinava perfeitamente com o meu dia: Lonely Day — System of a Down. O que apenas ajudou a aumentar meu tédio, mas me ajudou a me conformar com aquilo tudo.
Such a lonely day
And it's mine
The most loneliest day of my life
Such a lonely day
Should be banned
It's a day that I can't stand
The most loneliest day of my life
The most loneliest day of my life
Such a lonely day
Shouldn't exist
It's a day that I'll never miss
Such a lonely day
And it's mine
The most loneliest day of my life
And if you go
I wanna go with you
And if you die
I wanna die with you
Take your hand
And walk away
The most loneliest day of my life
The most loneliest day of my life
The most loneliest day of my life
Such a lonely day
And it's mine
It's a day that I'm glad I survived
Ouvi algumas batidas na porta e fui atender. Era o Justin. Meu corpo gelou e estremeceu. Suei frio. "O que você quer?" falei, fria. "Apenas me ouça, Catherine. Eu não sou o monstro que você acha que sou. Eu sou o cara que pensa em você a cada segundo que passa. Sou o cara que vai te amar pro resto da eternidade. Por favor, acredite em mim, eu te amo."
Acordei, mais uma vez num susto. Mas dessa vez eu devo ter acordado antes de ele acabar com a minha vida, como nos outros sonhos.
Justin era um monstro, um monstro terrível que não poderia ficar a solta. Por que ninguém percebia? Tão tolinhos. Eu precisava abrir os olhos dessas pessos ingênuas. Como podem realmente acreditar que ele é uma boa pessoa? Era tão óbvio a aberração que ele é.
Mudei completamente meu pensamento. Eu não queria matá-lo. Eu queria vê-lo vivo. Sofrendo. Até ele mesmo se matar.
Eu não sei o porquê disso tudo. Mas eu odiava o Justin. O odiava mais que tudo. Ele conseguia me atormentar mesmo estando longe de mim. Ele era um demônio. Um pesadelo.
Só de pensar nele meu estômago embrulhava. Eu precisava sair daquele apartamento, ou me sufocaria com todos esses pensamentos.
Tomei um banho e pus uma roupa descente. Precisava sair. Tomar um café, quem sabe? Eu iria até a Starbucks, tomar um capuccino.. que saudades disso.
Terminei de me arrumar e desci o prédio.
"With the birds I'll share
This lonely view"
O tédio ainda subia minha cabeça.
Cheguei à Starbucks e entrei na fila para esperar meu Capuccino. Logo a fila andou e me sentei numa mesa para tomar meu líquido.
Acho que pensar na aberração o dia inteiro, resultou em alguma coisa, nem um pouco boa.
– Posso me sentar aqui? — O fuzilei com o meu olhar.
Era o Justin. Ele deve ter percebido muito bem que eu não queria a presença dele ali.
– Claro. — Disse, com um sorriso mais sarcástico do planeta.
O silêncio nos tomou conta. Ele me convidou para sair da Starbucks e eu assenti, calma. Logo ele me agarrou, me fazendo derrubar seu capuccino no chão, o que fez espirrar em minhas roupas e consequentemente as dele também. Eu iria sair dali mas ele me agarrou pelo braço. Eu não conseguia gritar, pois minha voz por algum motivo não saía. Eu simplesmente lutava com um pouco das forças que eu tinha -que comparadas as dele não eram nada- e tentava fugir, mas as minhas tentativas eram totalmente em vão. Meus pesadelos estavam de volta. Justin já estava com o ódio visível dentro dos olhos. Suas mandíbulas já estavam completamente negras e seus dentes grandes e afiados. Seus ossos visíveis e seus olhos vermelhos me fizeram gritar, literalmente.
– Catherine, tá tudo bem com você? Você está me ouvindo? — Disse o Justin, me olhando de olhos arregalados.
– Oi?
O medo estava em meus olhos.
– Como você consegue ser tão sínico garoto?
– Hã? Do que você está falando?
– Olha só, sonso! Tchau, e pare de aparecer nos meus pesadelos. Sua aberração, seu demônio.
Corri dali o mais rápido que eu pude. Ele ainda estava lá. Olhando para mim. Como ele pode? Me faz ter alucinações. Esse garoto é louco. Completamente louco. Ele não poderia ficar à solta. Faria mal a muita gente inocente.
Ele consegue manipular meus pensamentos. Ele é um demônio. Ele precisa ser preso e exorcizado.
Eu preciso contar para todos quem ele é. Preciso que ele seja internado. Ele não pode ficar à solta, não mais.
Notas finais
Enfim, até o próximo capítulo.
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