Paraiso Imperfeito
25 Virando o jogo
Notas iniciais
Obrigado pelas reviews, pelas criticas, pelos elogios.
Mais um capitulo saindo do forno, espero que gostem.
"Aja como se fosse impossível fracassar. "
( Dorthea Brande )
Aquela manhã estava incrivelmente ensolarada para o inverno, surpreendendo todos de Konoha que aproveitaram o dia para tirar os longos e grossos casacos e vestir roupas mais leves. O clima quente também pareceu animar as pessoas a saírem de casa e a interagirem uma com as outras, com mais felicidade e leveza. E era justamente essa felicidade que parecia exalar por toda a cidade que era observada por Hinata, atrás das cortinas da grande janela do apartamento de Naruto.
Sim, havia passado a noite inteira lá com ele, só que pela primeira vez sem fazer nada além de cuidar de um manhoso paciente que resmungava enquanto dormia pesadamente. A febre finalmente havia passado no meio da madrugada, quando só então a Hyuuga se deixou descansar e dormiu ao lado dele com a desculpa de que seria mais fácil acordar caso ele precisasse de algo, quando na verdade era apenas mais uma desculpa para tê-lo mais perto. Quando os primeiros raios de sol despontaram no céu, ela se levantou com cuidado e preparou um saudável café da manhã que conseguiu apenas por ter ido bem cedo comprar alguma comida já que naquela casa só havia ramem. Não importava o tempo, não importava o quanto Naruto mudasse, Ramem sempre seria essencial para sua sobrevivência.
Enquanto ele não acordava, ela tomava seu café da manhã calmamente e olhava pela janela – tomando o cuidado para não ser vista – o dia aparentemente alegre que começava na cidade. Talvez fosse a sua própria felicidade que a fazia ver os outros com novos olhos, ela não sabia e no momento tudo o que conseguia pensar eram nas horas em que esteve tão próxima do amado. Mesmo preocupada e ainda curiosa por saber o que o loiro tinha, ela não podia negar o quanto ficou feliz por poder cuidar de Naruto como uma namorada, ou ao menos como alguém realmente importante na vida dele.
Por fim, flash's de lembranças vieram em sua mente de repente a pegando de surpresa:
Antes de chegar as enormes portas de madeira, Hinata foi parada por uma gentil hyuuga, um pouco mais nova que ela, mas com o olhar alegre, bem diferente dos já costumeiros olhos frios do clã.
Hinata: Hana... — ela murmurou de cabeça baixa, não queria que a mocinha visse seu real estado, mas esta parecia estar eufórica demais para perceber tal coisa.
Hana: Hinata-san, eu consegui. Onegai, leia! Eu consegui o que me pediu – disse, toda feliz e orgulhosa de si mesma.
***
Hinata tentou forçar o próprio sorriso apenas para não magoar a moça, mas nem se deu o trabalho de ler.
****
Apenas pegou os papeis, agradeceu e entrou no enorme compartimento aonde seu pai já a esperava.
***
Depois de alguns minutos de conversa, Hinata finalmente conseguiu ir para o seu quarto descansar.
Ao fechar as portas, toda a sua pose altiva se desfez, e enquanto caminhava em direção a sua cama, ia tirando suas peças de roupas até ficar nua. Ao se jogar no colchão macio e quente, percebeu que ainda mantinha os papeis que Hana havia lhe dado.
***
Hiashi: Então Hinata, decidiu? — apesar do tom de pouco caso dele, seus olhos a fuzilavam e Hinata apertou mais os papeis em suas mãos, antes de se encher de coragem e dar seguimento ao que tinha decidido.
Hinata: Hai. Eu aceito casar com outro, que não seja o Neji-nee-san, e assumir o clã como manda a tradição.
Engoliu em seco e fechou os olhos, incomodada com a ultima lembrança em especial. Lembrava-se como se sentia naquele momento, mas não por estar sendo manipulada por seu próprio pai e sim por ter acabado de ser chutada pelo homem que amava e que por sinal, estava novamente no apartamento depois de esquecer completamente seu amor próprio. O medo de que Naruto acordasse e a colocasse para fora de casa a dominava, mas ela, teimosamente, não ia embora por mais que parecesse a atitude mais sensata.
Com um suspiro desolado, ela esticou as mãos e os guardou em sua gaveta com tranca, em seguida escondendo a chave no fundo de sua caixinha de joias. Não precisaria mais daquilo mesmo.
Os papeis continuavam no mesmo lugar intocáveis, apesar de nunca terem sido esquecidos.
Estava tão absorta em seus pensamentos que não percebeu a figura masculina alta e máscula entrando na cozinha e parando bem atrás de si, por fim a abraçando por trás e beijando sua nuca então lhe arrancando de seus devaneios. Ele gemeu o nome dela de encontro a pele do pescoço alva, mas surpreendeu-se quando foi afastado bruscamente.
Naruto: Bom dia Hinatinha – ele disse cheio de malicia – Sabe de uma coisa, estava com saudades de você.
Se ela não soubesse que ele estava apenas tentando seduzi-la, realmente teria ficado toda derretida, ao invés disso, percebeu com tristeza que o loiro malicioso que apenas a via como um brinquedinho sexual havia voltado.
Confuso, Naruto a viu se afastar, colocar sua xicara com calma sobre a mesa e ir em direção a porta, decidida, entretanto assim que passou, ele a puxou pelo antebraço a obrigando a encará-lo.
Naruto: Hei, pra onde vai?
Hinata: Voltar para o clã. Pelo que eu vi, você já está bem até demais. — ela acusou, os olhos perolados visivelmente magoados o atingiram em cheio e ele, sem se dar conta, afrouxou o aperto em seu braço.
Livre para se afastar, ela pegou sua bolsa em cima do sofá e caminhou em direção a porta, cabisbaixa. Ainda sim, quando a abriu por alguns centímetros, uma mão bateu novamente a porta, a fechando bruscamente e assustando Hinata. Ao se virar, ela viu confusa um Naruto diferente, de cabeça baixa, bagunçando os próprios cabelos nervosamente e olhando de um lado a outro como se estivesse confuso. Um silencio reinou por alguns segundos, antes dele respirar fundo e finalmente encará-la por alguns instantes, ainda visivelmente tenso.
Naruto: Não precisa ir. — ele murmurou para a surpresa dela, enquanto se encaminhava para a cozinha novamente – não vou mais te agarrar se você não quiser. — continuou com sinceridade a deixando até sem palavras, até entender o quanto dizer aquilo estava sendo difícil para ele que fingia mexer em alguma coisa na cozinha sem perceber que o desjejum já estava na mesa. Quando ele finalmente percebeu, sentou-se na mesa em silencio e começou a comer.
Hinata ao perceber que estava realmente segura, foi se aproximando lentamente. Deixou a bolsa cair novamente em uma das poltronas e foi hesitante em direção a mesa, não sabia se deveria se aproximar e principalmente se ele queria que ela o fizesse. Por fim, ele pareceu se cansar da demora dela e virou-se para olhá-la, fazendo o coração dela disparar vergonhosamente assim que seus olhares se encontraram.
Naruto: Obrigado por cuidar de mim ontem. — ele disse a muito custo e até tentou sorrir o que acabou resultando em um estranho sorriso como se ele tivesse perdido a pratica de fazê-lo.
Com a cena, Hinata não se conteve a acabou rindo de verdade e o momento confuso acabou ajudando a quebrar um pouco a tensão entre eles, principalmente na Hyuuga que então timidamente sentou-se de frente para o loiro e o observou comer despreocupadamente.
Hinata: Se sente melhor? — ela perguntou curiosa e ele deu um pequeno sorriso misterioso que a fez corar sem saber exatamente o motivo.
Naruto: Hai, hai. Graças a você. — completou em um murmurio e franziu o cenho por se ver de repente tão obstinado em agradecer Hinata e agradá-la a qualquer custo.
Hinata: Então, q-quer m-me contar... — ela começou meio nervosa e ficou ainda mais quando ele a olhou de um jeito estranho e ela teve de desviar o olhar para tentar se concentrar – o q-que aconteceu para você ficar d-daquele...jeito... — por fim ela voltou a olhá-lo em busca de respostas e foi a vez dele desviar o olhar.
Naruto: Não foi nada... — ele começou e foi cortado pelo movimento brusco dela se levantando da mesa
Hinata: Tchau – disse irritada, mas foi novamente puxada para sentar-se na cadeira a força.
Naruto: Tá, ta legal, eu conto, ok?! Kami-sama!! — resmungou irritado e suspirou diante do olhar fixo dela – Eu acho que...foi a kyuube tá legal...ela meio que tirou o dia para me atormentar... — murmurava enquanto via os olhos perolados se arregalarem até o ponto de ficarem esbugalhados – não precisa ficar com medo ou em panico... — começou chateado, mas foi interrompido por ela
Hinata: você tá legal mesmo? Quer dizer, ela te machucou, digo...fisicamente...ou seja-lá o que ela pode fazer... — continuou confusa e atrapalhada e foi impossível para ele não se comover com a preocupação dela, quando outros em seu lugar ficariam mais preocupados com a chance da kyuube se libertar.
Naruto: Eu estou bem. Foi só uma pequena luta e ela perdeu. — disse orgulhoso e ela sorriu mais aliviada, para logo em seguida franzir o cenho como sempre fazia quando via algo de errado. — o que?
Hinata: Temos que falar para a Hokage.
Naruto: Nani? Iie. Nem pensar! Pra começar, a culpa deve ter sido dela, já que a kyuube começou a me incomodar depois do que nós conversamos.
Hinata: E sobre o que foi essa conversa?
Naruto: Ela me deu lição de moral como sempre. — ele resmungou, mal criado cruzando os braços sobre o peito e Hinata repetiu o gesto o olhando acusadora.
Hinata: Bom, motivos ela deve ter.
Naruto olhou para a Hyuuga a sua frente, de repente com saudades do tempo em que ela apenas desmaiava quando ele chegava perto.
Naruto: Não tinha nada! — retrucou impaciente
Hinata: Você tem sido relapso em seu trabalho, Akihiko me contou que todos os dias os chefes da anbu tem que te caçar e estão bastante insatisfeitos – ela relatou, alheia ao fato do quanto a mensão do nome do seu noivo irritou o uzumaki – Alias, é akihiko que você está escravizando para fazer todo o seu trabalho.
Naruto: Hunf, o que...? Já vai defender o seu namoradinho almofadinha? — ele explodiu de repente e se levantou bruscamente indo em direção a sala.
A atitude dele assustou a Hyuuga, mas ela tomou o resto de coragem que tinha e foi atrás dele.
Hinata: Não gosto do jeito como você o trata. — ela desabafou receosa. Apesar de não gostar de Akihiko, ele agora era seu amigo e como tal, ela não gostava de vê-lo se matar de trabalhar apenas por puro capricho do loiro.
Naruto: Diga para ele se demitir então! — disse bravo e se jogou no sofá, irritado.
Eles caíram em silencio novamente. Naruto sentado no sofá olhava a parede de modo como se quisesse destruí-la, mas na verdade apenas não queria olhar para Hinata pois acabaria dando o braço a torcer. A Hyuuga continuava em pé, perto do loiro, com os braços cruzados e os olhos fixos nele, esperando pacientemente até que ele a olhasse, como uma mãe que espera que o filho birrento se desculpe.
Por fim, ele acabou se rendendo, exausto demais para continuar com aquela briguinha idiota e a olhou, resignado.
Naruto: O que quer que eu faça Hinata? — perguntou manhoso e derrotado e ela sentou-se ao lado dele, corada, surpresa com o modo com que ele estava agindo.
Hinata: P-primeiro, quero q-que r-repense em seus atos... e-e d-depois...q-quero que vá ver a Hokage.
Naruto: A primeira até tudo bem, mas a segunda não mesmo!
Hinata: N-naruto...Você tem que falar isso para alguém.
Naruto: Não! E você também não falará nada pra ninguém! — disse autoritário e ela o olhou emburrada, mas não retrucou o que o fez rir, dessa vez de verdade. — então, o que pensa que vai fazer hoje? — ele perguntou de repente
Hinata: Alguma ideia? — pensou um pouco e completou – além de sexo...
Ele a olhou primeiro chocado e depois ofendido, a fazendo rir, o que instantaneamente o fez rir também.
Naruto: Para a sua informação, eu tenho sim uma ideia e não é nada relacionada a sexo, apesar de que seria um complemento incrível. — ele disse e a viu corar apesar de continuar sorrindo divertida
Hinata: Ah é?! E qual é, então? — o desafiou e se surpreendeu quando ele a abraçou a fazendo sentar em seu colo.
Naruto: Vamos fazer um piquenique, que tal? — Ele riu quando ela abriu a boca completamente chocada e surpresa com a ideia. — Viu, nada a ver com sexo...a menos que você queira, então poderemos fazer um pequenique aqui mesmo... — ele não conseguiu continuar quando se viu na mira dos grandes olhos perolados que pareciam ainda mais brilhante em sua direção
Hinata: M-mas onde iriamos? — ela perguntou com expectativa o deixando satisfeito por ter aparentemente acertado em cheio
Naruto: Ah, algum lugar fora dos portões, nós arrumamos algum. — ele deu os ombros despreocupado e percebeu o quanto estava feliz quando se deu conta de que sorria abertamente apenas por vê-la sorrir do mesmo jeito.
OoOoOoOoO
Em Suna, Shikamaru encontra a princesa de Suna no grande salão principal. Ela estava vestida com o seu antigo kimono negro de batalha e com o grande leque em suas costas e o Nara a ficou admirando por alguns segundos lembrando-se de quando a reencontrou na batalha contra Tayuya, ela o ajudou naquele dia e foi quando ele começou a perceber que a irmã mais velha do kazekage, orgulhosa e narcisista, também era uma mulher fascinante no seu modo problemático.
Quando aqueles olhos verde musgo que tanto o hipnotizavam, o fitaram com fixação e intensidade, ele sentiu seu corpo inteiro se enrijecer como se um sinal tocasse em seu interior alertando que havia algo errado. E ele sabia o que era, ela não havia mais falado com ele desde a discussão com Ino e sempre que ele se aproximava, ela arrumava um jeito de ir embora. Ele também não forçou uma aproximação, precisava ficar sozinho para fazer a coisa que mais sabia: pensar. O problema é que daquele vez, nem as nuvens conseguiram acalmá-lo, e pela primeira vez ele não conseguiu achar a resposta e já nem sabia qual era a verdadeira pergunta.
Temari: Algum problema? — a pergunta brusca e com o tom frio, o pegou de surpresa mesmo que ele não demonstrasse.
Shikamaru: Temari...
Mas então um guarda entrou na mansão e se dirigiu a princesa, quase que ignorando a presença do ninja.
- Princesa, sua carruagem já está pronta e podemos partir.
Temari: Ótimo. — ela agradeceu e o guarda se foi. Deve ter percebido a cara confusa de Shikamaru pois suspirou parecendo preocupada – Não posso falar agora, Nara. Outra hora começamos essa conversa. — disse calmamente já se virando em direção a saída. Mas antes que chegasse a porta, ouviu a voz furiosa do Nara.
Shikamaru: Está atrasada para mais um de seus compromissos? — soltou sem conseguir se controlar. A voz mais alterada que o normal seria vergonhosa para o gênio mais controlado da vila da folha. Ela se virou e o olhou, não sorriu, mas o desafiava como sempre.
Temari: Sim. Muito. — e depois de dizer isso, apenas se virou novamente e se foi deixando Shikamaru sozinho.
Na verdade, ele não estava realmente sozinho
Ino: E lá vai ela atrás de um brinquedinho novo. — forçou uma risada cheia de deboche, mas voltou a ficar séria quando Shikamaru suspirou e continuou parado no mesmo lugar. — Sério. Não te entendo. Juro que tento, mas não consigo te entender. — concluiu revoltada
Shikamaru controlou-se para não se descontrolar. Nem ele mesmo se entendia mais.
Shikamaru: Não há nada pra você entender, Ino. O que quer de mim afinal? — perguntou enfadado com aquela conversa e as lamentações da loira.
Ino: Ela esta usando você, será que não percebe? Ou não quer ver? Para onde ela foi agora, Shikamaru? Você sabe? Heim? — ela provocou. Queria feri-lo, queria que ele se entregasse e desabasse, mas ele não fez nada disso. Pelo contrário, ele apenas a olhou e balançou a cabeça negativamente. — Baka!!! — disse por fim e se foi.
Irritado, Shikamaru foi em direção a outra saída e quase bufou de frustração ao dar de cara com o kazekage.
Este lhe deu passagem, mas quando se cruzaram o ruivo o fitou pelos ombros.
Gaara: Há coisas sobre minha irmã que você não faz ideia, Shikamaru. Se eu fosse você, não tiraria conclusões precipitadas.
Shikamaru: E o que isso significa?
Gaara: Você não conhece Temari.
OoOoOoOo
Tenten esperava pelo namorado secreto como sempre, encostada na parede fora do clã Hyuuga para evitar qualquer encontro desnecessário com sua pequena e perigosa arquinimiga Hanabi.
Bem, logo ela descobriria que no territorio daquela Hyuuga, se esconder dela era impossível.
Hanabi: Você é realmente corajosa. — a voz adolescente de tom agudo controlado não surpreendeu tenten que apenas sorriu debochada para tentar esconder sua irritação – Ou é muito burra... — continuou sorrindo tão falsamente quanto a outra.
Tenten: Acho que sou a primeira opção. — rebateu orgulhosa – Não tenho medo de cara feia, querida.
Hanabi: Que bom, assim não tem problema de se olhar no espelho. — debochou, mas Tenten não se deixou abater, continuou a olhar a hyuuga séria e superior. Quando a risada histérica da menina se acalmou, a mitsashi se aproximou de Hanabi cautelosamente até ficarem perto o bastante para suas respirações se mesclarem.
Os olhos perolados se arregalaram surpresos, mas não apenas pela aproximação e sim pelo toque frio de uma lamina em sua barriga. Os olhos de Tenten brilhavam perigosamente, a mestre das armas não tinha o nome a toa.
Tenten: Não pense que tenho medo de você ou de suas ameaças bobas. Eu sou adulta, sou uma mulher enquanto você é apenas uma criança. Uma criancinha mimada e orgulhosa. Apenas um conselho, não se meta com assunto dos adultos e principalmente, não se meta comigo. — e dizendo isso se afastou.
Hanabi ficou histérica. Ela estava ofegante, surpresa, mas acima de tudo irritada por que por um instante ficou morrendo de medo do que a Mitsashi pudesse fazer.
Hanabi: Sua louca!!!!! Quer saber de uma coisa? Eu vou falar para todos que você está com o Neji e sabe o que vai acontecer? Eles vão odiar e vão fazer de tudo para o Neji se casar com qualquer uma. Por que qualquer hyuuga é melhor que você!!
Tenten: Ótimo. Então faça isso, por que qualquer outra hyuuga também é melhor que você. — riu – Que tal Hanabi? No fim, nenhuma de nós fica com ele. É tentador. — ironizou – Mas tenho uma ideia melhor. Você fica de matraca fechada e eu não conto que a princesinha dos hyuugas tinha um caso nada inocente com o maior seguidor de Naruto Uzumaki. — diante da cara descrente de Hanabi, ela sorriu maquiavélica – Não sou que nem o Neji, Hanabi. Eu faço o próprio Konohamaru admitir na frente de todo o clã. Vamos ver como você iria se sair dessa. — concluiu vitoriosa
Hanabi: Bakaaa! — ela avançou contra Tenten, mas foi fraca demais e a morena conseguiu segurar um de seus braços com facilidade
Tenten: Está perdendo o jeito Hanabi. — e a empurrou de volta, no mesmo instante que Neji apareceu.
Neji: O que está acontecendo? — perguntou desconfiado, mas Tenten apenas sorriu inocente.
Tenten: Nada Neji, estávamos apenas conversando, não é Hanabi?!
Hanabi: Hai. — disse emburrada surpreendendo o Hyuuga.
Tenten: Vamos Neji! Assim vamos nos atrasar. — e saiu puxando Neji pelo braço em direção ao campo de treinamento, onde eles teriam um longo dia de treinos e amassos.
Mas antes de ir, ainda se virou para Hanabi que pode muito bem ler em seus lábios as palavras: Boa Menina.
Furiosa, Hanabi viu o casal se afastando, mas prometeu que isso não ficaria assim. Tenten tinha razão, ela era uma boa menina. Mas quando era má, ela ficava muito melhor.
OoOoOoOoOo
Enquanto a cidade parecia mais agitada devido ao tempo agradável, nos enormes portões de saída da cidade, tudo estava bem calmo, até os guardas que apesar de manterem a postura alerta, conversavam sobre o jantar que esperavam naquela noite quando finalmente acabariam seus turnos.
Por um instante, Akano ficou em silencio e aguçou seus ouvidos, entretanto tudo o que ouviu foi o leve sussurro do vento. Ao seu lado, Junta também ficou em alerta.
Junta: O que foi? — sussurrou
Akano: Pensei ter ouvido...uma risada...
Junta: Nani??? — engoliu em seco e depois pigarreou – s-será que é um fantasma?
Akano: Nani? NÃO DIGA BESTEIRAAAS!!
Junta: É VOCÊ QUEM FICA OUVINDO RISADAS DO ALÉM!
Se os dois tivessem parado de discutir e ouvido mais atentamente, teriam percebido que as risadas ficaram mais fortes e principalmente, que elas não vinham do além...
- kkkk se a oba-chan descobrir que os guardas dela tem medo de fantasma. — um vulto se movia velozmente pelas arvores, se distanciando cada vez mais dos portões de Konoha. Em seu encalço um segundo vulto.
- Naruto-kun...n-não ria deles... — o segundo vulto tentou repreendê-lo, mas também se controlava para não rir.
Por fim, ambos pararam em cima de uma árvore. O loiro sentado em um galho ainda rindo, enquanto ao seu lado, a hyuuga mantinha-se em pé, uma das mãos na boca tentando abafar o riso enquanto com a outra segurava uma cesta aparentemente pesada, mas que ela havia se negado a entregar ao loiro com a desculpa de que ele comeria tudo no caminho. O loiro resmungou, como sempre, mas não ousou desafiá-la;
Naruto: Qual é, Hinata-chan, você também quer rir!
Hinata: Não, não quero.... — ela desviou o olhar, entretanto corou quando percebeu que o loiro a olhava descrente com um sorrisinho debochado – ok...eu quero, mas isso é muito errado! Coitados! — terminou com um risinho que foi acompanhado por uma gargalhada do loiro.
Naruto: Você tem que deixar de ser certinha, hyuuga! — ele fingiu ralhar com ela que deu os ombros.
Hinata: E você de não levar nada a sério! — rebateu e ele levantou os braços em sinal de rendição.
Naruto: ok, ok. Agora vamos arrumar um lugar para o nosso piquenique por que já está me dando fome. — disse olhando com desejo para a cesta que a morena segurava.
Hinata: hm...vamos. — ela já estava com o byakugan ativado e saltou da árvore, dessa vez sendo seguida pela loiro.
Ela parou em uma pequena clareira, onde passava uma corredeira de águas cristalinas. Imediatamente ela estendeu uma enorme toalha vermelha e começou a arrumar as coisas que estavam na cesta. Por um instante, ao desviar o olhar para cima, viu Naruto sentado em um galho de uma árvore, a observando e imediatamente corou. Ele estava com uma das pernas flexicionadas, o cotovelo apoiado no joelho e a mão apoiando a cabeça que estava levemente inclinada, os olhos azuis estavam fixos nela e os lábios estavam repuxados em um meio sorriso sem dentes. Ele nem se movia e Hinata não podia deixar de compará-lo a uma incrível e perfeita estatua de um deus. O mais lindo e magnifico Deus.
Hinata: P-por que está me olhando assim? — ela murmurou incomodada, mas sem olhá-lo, fingindo estar compenetrada em seu serviço de arrumar as comidas em cima da toalha.
Naruto: Nada...é só que nunca tinha visto você tão satisfeita com algo que não fosse sexo... — ele disse isso calmamente, como se fosse a coisa mais natural do mundo, mas por dentro ficou incrivelmente satisfeito ao ver a morena adquirindo um tom de vermelho berrante, os olhos perolados arregalados e a boquinha se abrir em um “o” perfeito.
Hinata: D-do q-que está falando!!!!!??? O que você sabe sobre mim? Afinal de contas, é você que não pensa em outra coisa além de sexo!! — ela começou a tagarelar nervosamente.
Naruto: Por que é bom... — ele continuou normalmente – e vai dizer que você também não gosta? — finalizou com um sorriso malicioso e Hinata já estava prestes a explodir.
Hinata: C-CALA A BOCA!!
Naruto ficou em silencio por alguns segundos e Hinata tentou se acalmar, até ouvi-lo novamente.
Naruto: Hinata....
Hinata: O QUEE???
Naruto: Você fica linda nervosa.
Hinata paralisou com o choque daquelas palavras ditas tão diretamente e com tanta simplicidade. Desviou o olhar, constrangida e quando voltou a olhá-lo percebeu que ele sorria malicioso e vitorioso.
Hinata: Você é desprezível! — xingou baixinho e o viu rir alto. — totalmente desprezível!
Assim que ela terminou de arrumar a cesta de piquenique, Naruto desceu da árvore e sentou ao seu lado, ignorando os olhares emburrados dela. Maravilhado, ele viu vários tipos de comida com aparência incrivelmente maravilhosa, mas parou de babar e olhou com mais atenção para alguns biscoitos com forma de sol e lua.
Naruto: O que aconteceu com os biscoitos em forma de Naruto? Eram bem mais bonitos.
Hinata: Você é tão egocêntrico. — ela suspirou, mas ao vê-lo resmungar e começar a comer os biscoitos em forma de sol, desviou o olhar corada e sorriu.
Lógico que não iria fazer biscoitos com a cara dele, e nem admitir que ainda os fazia, seria muita humilhação. E ele também não precisava saber que os biscoitos em forma de sol representavam ele, e os de lua, representavam ela. Não, ele definitivamente não saberia disso também.
Ao olhá-lo novamente comendo seus quitutes com tanta vontade, ela sentiu-se realmente feliz e já nem conseguia esconder o sorriso bobo. A cena toda era como um dos seus sonhos idiotas onde ela e Naruto eram namorados normais e felizes, e principalmente apaixonados. Ela não queria pensar muito pois sabia que logo a racionalidade a traria de volta a dolorosa realidade de que aquilo não era como em seu sonho e o loiro ao seu lado não era seu namorado apaixonado. Apesar do loiro parecer bem mais amigável e menos cafajeste, até quando isso iria durar?
Naruto: Hinata... — o chamado dele a tirou de seus pensamentos de repente e ela se virou para ele rapidamente, o encarando. Ele também levantou o olhar da comida e os olhos azuis novamente a aprisionaram se que ela pudesse detê-los. — Aproveite o pequenique e pare de pensar tanto.
Dito isso voltou a comer e ela continuou o olhando, surpresa por perceber que ele também a observava e mais do que isso, parecia saber exatamente o que se passava em sua mente. Muitas vezes aquilo que parecia um elo entre eles, a assustava pois ele sempre usava para controlá-la, entretanto naquele momento ela sentiu-se agradecida pois as palavras dele aliviaram a tensão inconveniente e teimosa que começava a se formar em seu coração.
Hinata: Naruto-kun, pare de comer tão depressa ou acabará se engasgando.
Naruto: É qui está muicho fostocho... — ele dizia com dificuldade devido a boca muito cheia e em seguida engoliu tudo de uma vez. — só faltava um ramen...
Hinata: Iie...um dia você vai acabar ficando doente por só comer ramen...
Naruto: Oe, não fale mal do ramen-sama!!
Hinata: você é tãão infantil... — ela revirou os olhos
Naruto: É uma das coisas que você gosta em mim. — ele sorriu cheio de si.
Hinata: Não conte com isso.
Naruto: ah...então é só o sexo... — ele provocou e a viu ficar vermelha novamente.
Hinata: naruto-kun...
Naruto: hm?
Hinata: URUSAAAAAAIII!!!!!
Naruto gargalhou alto até um pão com geleia acertar o meio de seu rosto.
Naruto: Hinata-chaaan, não desperdice comidaaa – ele choramingou e foi acertado novamente, dessa vez só com geleia. — ah é, agora você vai ver – ele deu um sorriso maligno e pegou uma tijela com chocolate.
Hinata: Nem pense nisso, N-naruto-kun!
Naruto: Já era. Não posso deixar minha honra manchada. — antes que ela pudesse se desviar, ele se jogou em cima dela que acabou deitada por baixo dele, rindo. — hora da minha vingança, Hinatinhaa... — ele lambuzou o nariz e a bochecha dela com o doce.
Hinata: I-iee Naruto-kuun... — ela choramingou, mas parou ao perceber que ele a olhava, estranhamente.
De repente eles caíram em silencio e apenas ficaram se olhando fixamente. Hinata sentia seu coração palpitar tão forte que podia jurar que ele começava a subir por sua garganta. Nunca havia visto o olhar de Naruto daquele jeito, tão sincero, tão limpo e tão desprovido de malicia ou arrogância. Ela tentava falar alguma coisa, mas sua voz não saiu e ainda sim, ela não pensava em nada para falar. Alguma coisa parecia estar acontecendo dentro dele, mas ela não fazia ideia do que era, como sempre ela nunca conseguiu decifrá-lo como ele fazia com ela tão facilmente.
Hinata: Naruto... — sua voz foi se perdendo ao mesmo tempo que ele se aproximava de seu rosto, os olhos fixos nos dela.
E então sua boca parou na bochecha dela que sentiu sua língua quente percorrendo e limpando o chocolate que tinha ali, finalizando com um beijo suave que a fez fechar os olhos. Depois, foi a vez do nariz que ele repetiu o processo para em seguida voltar a olhá-la tão próximo que suas respirações se mesclavam e seus narizes se roçavam. Involuntariamente ela mordeu o lábio inferior e o viu vagarosamente voltar os olhos safira em direção a sua boca, lambendo os próprios lábios. Em seguida ele voltou a olhá-la, mas dessa vez roçou os lábios nos dela como se esperasse para ver sua reação. Como resposta ela cerrou os olhos sem se conter e entreabriu os lábios, ele por sua vez sorriu levemente e finalmente tocou seus lábios firmemente nos dela, ambos fechando os olhos e entregando-se aquele beijo ao mesmo tempo.
No começo, apenas um toque de lábios, depois o encaixe perfeito, uma leve sucção para sentir um pouco mais o gosto do chocolate e principalmente dos seus lábios. Aos poucos, os movimentos se intensificavam, ainda sim lentamente, sem pressão, sem luta. As mãos dela foram para o rosto dele enquanto as dele descansaram levemente em sua cintura. Os lábios não queriam se separar nem por um segundo, as línguas dançavam e sentiam o gosto um do outro aproveitando cada minuto como se não houvesse mais nada com que se importar. Mas então, lentamente ele se separou o suficiente apenas para que ambos buscassem o ar. Ela como sempre estava corada, os olhos perolados foram se abrindo lentamente até observá-lo confusos. Então ele voltou a beijá-la a pegando de surpresa e virou seu corpo de modo que ela ficasse em cima dele, em posição de comando e deixando bem claro que era ela quem mandava. O gesto surpreendeu ainda mais Hinata, entretanto ela continuou o beijo no mesmo ritmo, afinal ela queria aquilo tanto quanto ele.
Ele agora afagava sua bochecha e ela suspirou quando ele mordeu levemente seu lábio inferior. No meio do beijo, eles sorriram e voltaram a aproveitar o gosto um do outro que nunca foi tão incrível.
Pela primeira vez eles não tinham segundas intenções, não queriam provocar um ao outro ou demonstrar quem estava no comando. Se beijavam sem pressa, sem culpa.
Pela primeira vez se beijavam de verdade, se beijavam com um sentimento muito maior do que apenas tesão.
Eles nunca descobririam, mas aquela foi a primeira vez com que ambos se beijavam com verdadeira paixão, com explicito amor.
OoOoOoO
Gaara havia acabado de chegar de uma reunião com um esquadrão de ninjas, ele estava sozinho pois Matsuri tivera que ficar resolvendo detalhes menores e Kankurou...bom, ele não fazia ideia onde o irmão mais velho estava e nem queria saber.
Estava quase na hora do jantar e ele começava a cogitar a possibilidade de dispensar a comida. Sabia que Temari não voltaria para casa aquele dia, kankurou faria comentários inconvenientes, Shikamaru fingiria não se importar, mas era aquela loira histérica que realmente o preocupava. Não que a presença dela fosse tão grande que o incomodasse, entretanto não aguentava aquela língua afiada, e principalmente a vontade de sempre provocar a todos, principalmente Temari. Sabia que a irmã sempre respondia a altura, mas afinal de contas ele não deixaria que ninguém machucasse nem que fosse minimamente, a irmã, muito menos aquela loira insolente.
Quando já se encaminhava em direção ao próprio quarto para trocar de roupa, foi interceptado por um dos seus empregados.
Gaara: o que foi?
- K-kazekage-sama...e-eu t-temo que o senhor p-precise me acompanhar – a garota baixinha era novata, e ainda tinha bastante medo da cara de psicopata do ruivo. Não que ele se importasse.
Gaara: Por que? — ele questionou e ele abaixou o olhar envergonhada.
- H-há alguém n-no seu escritório e... — ela não precisou dizer mais nada pois logo ele já estava indo em passos rápidos até sua sala.
Ninguém tinha a autorização de entrar naquela sala sem autorização. Ela era seu templo, seu santo lugar de descanso pois nem Temari tinha a coragem de irritá-lo ali. O terrível kazekage tinha um ciumes quase infantil por sua sala e mataria quem quer que tivesse maculado seu templo de descanso.
Abriu a porta em um ropante já pronto para fuzilar o individuo com o olhar, entretanto a cena que encontrou o chocou tanto que mal conseguiu tomar sua expressão de desprezo. Ao seu lado, a empregada olhava assustada e constrangida.
- Gomene K-kazekage-sama, mas eu não sabia o que fazer...e-eu devo chamar alguém?
Gaara: Iie. Pode deixar comigo. Se retire e não conte nada a ninguém. — a ordem foi clara, o olhar duro também e fez a garota se arrepiar da cabeça aos pés e ir embora quase correndo e fechando a porta.
O ruivo continuou parado no mesmo lugar olhando fixamente para um ponto perto da sua estante. Ali, sua enorme cadeira jazia provavelmente deve ter sido arrastada até lá, provavelmente por aquela loira que estava sentada nela folgadamente, com uma garrafa de sake na mão.
Ele não pôde deixar de relembrar o que havia pensado segundos atrás antes de ser chamado ali. Loira insolente.
A yamanaka havia entrado na sua sala sem permissão, sabe-se lá como, sentado em sua cadeira de kazekage e estava tomando suas garrafas de sake. Insolente era pouco para aquela mulher.
Ino: Oura, oura, o monstrengo carrancuduo vouutou... — ela dizia com a voz enrolada devido o teor alcoólico elevado. Depois ela riu – Sabe de uma couusa, e-eu não sabia que vouxe tomava uns goró escondidoO.
Gaara: E eu não sabia que você era uma cachaceira retardada. Apenas o retardada... — ele completou e a viu olhá-lo risonha e debil. — baka.
Ino: Baka. — ela o imitou – Vouxe é tããão sério...
Gaara: e você insolente. — ele retrucou e depois revirou os olhos irritado consigo mesmo. Por que diabos estava discutindo com uma doida bebada, baka era ele. — Vamos Yamanaka, você já passou dos limites. — ele se aproximou, mas paralisou quando ouviu o soluço – N-nani? Y-yamanaka, p-por que está chorando? — ele perguntou perplexo e ficou ainda mais em panico quando ela o olhou, o rosto totalmente vermelho e banhado por lágrimas que caiam incessantemente.
Ino: Por que? Por que ele não...hic...me ama? — soluçava
Gaara: Vamos Yamanaka. — ele se aproximou, mas ela o empurrou.
Ino: você é taum ...hic...inxensivel!!!!
Gaara: Pare de fazer escândalo! — ele ordenou friamente e ela parou, mas então, o pegando completamente desprevenido ela se jogou em seus braços voltando a soluçar.
Ino: P-por que n-não me ama?
Gaara não respondeu, não tinha o que responder e ainda sim continuava em choque por estar abraçando aquela mulher. Ino continuava a soluçar e o ruivo continuava bastante incomodado com aquela posição, mas não tanto quanto na hora em que começou a senti-la agarrar em sua roupa com mais força e arrastar seu rosto por seu pescoço. Se alguém estivesse observando a cena, se surpreenderia ao ver o kazekage tingindo-se de vermelho.
Gaara: Y-yamanaka... — sua voz sumiu, quando o rosto dela roçou o seu.
Ino: S-shika...s-shika...
Gaara: O que...?
Sua pergunta morreu quando em um gesto completamente fora dos limites da imaginação do kazekage, aquela loira destrambelhada simplesmente colou seus lábios nos dele e se encostou ainda mais. Os olhos verdes se arregalaram e seu rosto se avermelhou de vez, enquanto a loira continuava com os lábios colados ao seu e as mãos segurando com força em sua roupa.
O choque foi tão grande que o ruivo demorou algum tempo para perceber o que estava fazendo, mas então quando já estava prestes a separar-se, sentiu a pressão dela ceder e o seu corpo desmoronar em cima dele.
Gaara olhou a loira desmaiada em seu colo e suspirou ainda tentando recuperar as cores normais do seu rosto.
Se alguém mais tivesse desistido do jantar naquela noite, teria a chance de dar de cara com o kazekage se embrenhando pelos corredores do palacio com uma loira desmaiada em seus braços, resmungando coisas obscenas que deixavam o ruivo ainda mais vermelho do que seus cabelos.
“Insolente. Loira louca, baka e insolente”
OoOoOoOo
Tenten e Neji voltavam de mais um dia de treinamento e namoro, quando foram rodeados por vários guardas hyuugas. Instintivamente, Neji se pôs na frente da mitarashi protetoramente.
Neji: O que está havendo?
- Essa mulher feriu Hanabi Hyuuga.
Tenten: Nani? O que essa pestinha inventou dessa vez?
- Não fale assim da princesa, insolente!!!!
Neji: Espere! Deve estar havendo algum engano!
- Não há engano nenhum. Temos ordens de levá-la até a hokage.
Neji: Tudo bem, mas eu vou com ela.
Tenten olhava a cena descrente, não entendia o que Hanabi queria com aquela acusação tão fajuta, ela nunca havia encostado mais que um dedo nela e poderia rapidamente provar isso. Mas a pequena hyuuga era astuta e a morena sabia que ela estava caindo em alguma armadilha, mesmo que não soubesse qual era. Mas descobriram logo.
Tenten: Então vamos.
Assim, eles foram em direção ao prédio da Hokage e ao entrarem na sala, encontraram Tsunade sentada na mesa, com as mãos cruzadas em frente aos olhos como sempre fazia quando estava preocupada. Também viram sentada em sua frente, a própria Hanabi, esta com uma incrível expressão de dor e uma das mãos pressionando o abdome que podia se ver que estava enfaixado devido a blusa curta.
Tenten: Mandou me chamar?
Tsunade: Hai. — suspirou – Tenten, Hanabi e os hyuugas vieram até mim com uma queixa de que você teria a atacado.
Tenten: Bom, é mentira. — disse simplesmente.
Hanabi: Como ousa? — a garota tentou se levantar, mas voltou a se sentar pressionando as faixas e fazendo uma caixa de dor.
Tenten revirou os olhos.
Tenten: Olha Hokage-sama,não sei do que a garotinha me acusou e como ela é uma boa atriz, mas posso lhe assegurar que não há nada por trás dessas faixas e se há, eu sou inocente.
Hanabi: Não é nada!! Ela me atacou Hokage-sama, eu exijo uma punição a altura. — ela já dizia com lágrimas nos olhos e Tenten jogou os braços para o alto enfadada com tamanha encenação.
Tsunade: Tenten, eu cuidei do corte de Hanabi e nela ainda estava a lamina que a feriu. — dito isso, ela puxou a arma e colocou na mesa, os olhos da Mitarashi imediatamente se arregalaram – Reconhece essa adaga, Tenten?
Tenten: É...m-minha...m-mas... — dessa vez Tenten começava a se desesperar.
Neji: Tsunade-sama, eu posso garantir que Tenten passou o dia comigo e não tem como ter atacado Hanabi. Deve ter acontecido algum mal entendido.
Hanabi: C-como pode Neji? — ela arregalou os olhos, chocada.
Tsunade: Segundo os Hyuugas, Hanabi não tinha se dado conta de que havia sido atingida, até alguem perceber o sangue em sua roupa. Então trouxeram imediatamente para mim. E a ultima pessoa com quem foi vista, foi tendo uma discussão com você, Tenten.
Tenten lembrou-se da discussão daquela manhã
Hanabi: Bakaaa! — ela avançou contra Tenten, mas foi fraca demais e a morena conseguiu segurar um de seus braços com facilidade
Tenten: Está perdendo o jeito Hanabi. — e a empurrou de volta, no mesmo instante que Neji apareceu.
e então algo se esclareceu....
Tenten: Está perdendo o jeito Hanabi. — e a empurrou de volta.
Sem que ela percebesse, Hanabi pegou uma de suas adagas.
Ela já não conseguia mais respirar, aquela maldita havia armado tudo direitinho. Olhou em panico para todos que por sua vez a olhavam descrentes, enquanto Hanabi mantinha o olhar vitorioso, apesar de ainda fingir dor e lagrimas.
Tenten: Ela está mentindo Hokage-sama, eu juro!!
Tsunade: Eu sinto muito tenten, mas as provas estão contra você. Terei de puni-la.
Tenten: D-demo...
Tsunade: A partir de agora, você está suspensa de missões e cuidará de mais três turmas na academia. Também fara alguns trabalhos comunitários. E...não pode chegar a menos de 50 metros de Hanabi ou de qualquer Hyuuga e virse versa. É para sua própria segurança.
Tenten: NAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANIIIIIIIIIIIIIIIIIIII?
Hanabi dessa vez teve de abaixar a cabeça para esconder o enorme sorriso em seu rosto. Seu plano saiu ainda melhor do que pensava.
OoOoOoOoOo
Fora dos portões de Konoha, Naruto levou Hinata até o alto da maior arvore que tinha ali, a tempo de ver o por-do-sol. Sem cerimonias, ele encostou a cabeça dela em seu peito, a abraçando pela cintura. Ela sorriu corada e suspirou sentindo o cheiro inconfundível da colonia masculina.
Naruto: Gostou do piquenique?
Hinata: Muito... — ela murmurou, corada. — e você?
Naruto: É o primeiro que eu tenho. — ele deu os ombros, mas sorriu – Mas acho que não teria nenhum melhor.
Hinata: N-naruto-kun... — ela estancou quando ele a olhou tão fixamente – O-oque foi?
Naruto soltou um risinho: Você voltou a gaguejar hoje.
Hinata: É...q-que...e-eu... — ela se atrapalhou com as palavras, mas ele tocou em seus lábios a silenciando.
Naruto: É adorável... — ele riu – ainda mais quando fica corada. — completou.
Hinata suspirou e se aconchegou ainda mais no peito dele, em silencio. Novamente o fantasma da insegurança voltava a assombrá-la. Até quando aquele momento de sonho continuaria? Até quando aquele Naruto risonho, alegre e romântico continuaria? Ela tinha medo. Por que ela não conseguia viver aquele momento sem pensar em nada?
Naruto: Quando você pensa muito, fica com uma cara deprimente. — ele suspirou e ela desviou o olhar. — Acho que vou ter que te ajudar a não pensar muito – ele sorriu brincalhão e ela não pôde deixar de não sorrir ao ver aquele sorriso tão encantador.
Hinata: A é?! E como?
Naruto sorriu, dessa vez malicioso e foi se aproximando devagar enquanto ela fechava os olhos vagarosamente apenas a sua espera.
A ultima coisa que o sol viu antes de finalmente desaparecer foi aquele casal se beijando feliz, satisfeitos, apaixonados.
Mas o que o destino deles preparava? Será que aquela relação que começou de uma maneira tão errada aos poucos se tornaria inegavelmente certa? Ou será que aquilo era apenas mais uma ilusão que logo se quebraria?
Naruto e Hinata não sabiam e como ele havia dito, nenhum dos dois estava pensando muito, pois estavam ocupados demais pensando um no outro enquanto continuavam a se beijar, a se tocar, a se sentir.
Notas finais
Atenção, nos próximos capitulos as coisas vão voltar a pegar fogo. *o*
E o clã Hyuuga vai ser pequeno para tanta confusão...mas eu não vou falar mais nada...cof cof kkkkk
Se vocês ficaram curiosos, não percam o próximo capitulo no mesmo batcanal!! xD
beijos
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