Paraiso Imperfeito
26 Estranho jeito de amar
Notas iniciais
O capitulo demorou muuuuuuito, mas finalmente chegou.
Eu sei que no cap anterior, dei a entender que as coisas esquentarem no clã Hyuuga, mas tive que deixar a pegação apenas para o próximo capitulo, por que foi importante eu colocar algumas coisas antes ^^
Desculpem novamente pela demora, e espero que gostem do capitulo que foi feito com muito trabalho por que ando bastante sem tempo.
“Quanta bobagem
Tudo o que se falou
Me olho no espelho
E já nem sei mais quem sou
Quanto talento
Pra discutir em vão
Será tão frágil
Nossa ligação
Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Pra que que a gente tem que
Se arriscar
Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar
Falsas promessas
Erros tão banais
Mas ninguém cede
Nem pensa em voltar atrás...”
Assim que os anciões Hyuugas finalmente saíram da sala de Hiashi, Neji entrou e encontrou a prima agitada, em pé em frente da enorme janela, torcendo nervosamente as mãos. Ao fechar a porta, ela o olhou e em poucos segundos e passos, já estava em sua frente, pegando suas mãos e então voltando a torcê-las nervosamente.
Hinata: Oh Nee-san, eles me contaram o que aconteceu com Hanabi e...Tenten. Eu não posso acreditar!
O rapaz manteve-se impassível, e analisou atentamente as feições de Hinata. Ela estava preocupada, não apenas com Hanabi, mas com ele. Por sorte ou azar, ela era a pessoa que mais conseguia entendê-lo e já devia ter percebido seus sentimentos pela mitsashi, e agora estava indecisa sobre como reagir perante aquele caso. Ela deveria saber também que Neji nunca a faria escolher.
Neji: Não fique preocupada com isso. A godaime já cuidou do caso.
Hinata: Me falaram a punição dela também, mas... — ela hesitou e seus belos olhos, brilhantes demais para os olhos frios de um Hyuuga, desceram até o chão de assoalho.
Neji: Ela é quem não pode se aproximar. Mas Tsunade-sama nunca proibiu o contrário. — ele concluiu e ela novamente voltou a olhá-lo e piscou surpresa com o que ouvira, para segundos depois um pequeno sorriso despontar nos lábios rosados.
Hinata: Hai...Você tem toda razão.
E dessa vez ambos sorriram cúmplices, mas o sorriso de Neji imediatamente se desfez quando a porta se abriu bruscamente e sem qualquer pedido de permissão para entrar, uma adolescente com feições semelhantes a do líder do clã, principalmente os olhos frios, mas que diferente de Hiashi, se mesclavam com um modo travesso e malicioso, entrou a sala displicentemente com um sorriso sacana.
Hanabi: Oh, aí estão meus parentes prediletos. — ela ironizou.
Neji: Com licença.
Hinata: Hai. — ela murmurou lhe dirigindo um rápido olhar, para logo em seguida fitar a irmã mais nova que por sua vez, olhava fixamente para o primo.
Este traçou seu caminho para fora da sala como se não houvesse nada entre ele e a porta, nada nem ninguém. Se Hanabi se movesse por um milimetro conseguiria roçar seu braço no dele quando o mesmo passou por ela, o rosto impassível de quem não vê nada do seu interesse. E isso abalou não apenas o enorme ego da pequena adolescente, mas por incrível que pareça seu coração. Que apertou.
Hanabi: Neji... — murmurou tão baixo que ninguém além dela mesma se ouviu. Ainda ficou alguns segundos olhando a porta fechada, antes de soltar um suspiro frustrado e perceber que era observada atentamente pela irmã – O que?
Hinata: Nada.
Hanabi: Suponho que você já soube...-
Hinata: Do ataque da Tenten. Da ordem da Hokage. Sim.
Hanabi: hm... — ela balançou um dos pés de forma desconexa e colocou as mãos atrás da costa. A cena lhe deixava infantil e Hinata admirou a fragilidade incomum na irmã mais nova por mais alguns segundos antes de voltar a encarar uma duvida que a incomodava.
Hinata: Hanabi, quer me dizer alguma coisa?
A pergunta pegou a mais nova desprevenida, talvez a duvida, talvez pelo jeito doce misturado ao olhar desconfiado que deixava Hinata perigosamente astuta.
Hanabi parou por um segundo e encarou a irmã mais velha, dessa vez não parecendo mais tão fragilizada e por fim respondeu do jeito firme e seguro que Hinata já conhecia:
- Não.
OoOoOoOoOoO
Sakura: Não pode ser, tenten!!
Tenten: Pois acredite! Aquela pirralha, anã, demoniazinha, pentelha hyuuga armou pra cima de mim! E eu cai como uma pata manca, acredita?
Sakura: Kami-sama, essa irmã da Hinata é pior do que eu pensei...e como Hinata reagiu? Não! Como Neji reagiu?
Tenten: Não sei, não consegui falar com ele, já que não posso me aproximar de nenhum hyuuga! — resmungou bufando ao cruzar os braços sobre o peito.
Sakura tomou um gole do seu suco. Estava no horário do almoço e encontrara com Tenten que também estava em horário do almoço, o único tempo livre que tinha o dia inteiro desde que pegara mais turmas como um dos castigos pelo incidente com a hyuuga.
Sakura: Droga, você esta ferrada.
Tenten: Obrigada Sakura, mas não preciso ouvir o que já sei.
Sakura: Gomene Tenten, é que eu nem sei o que dizer. Foi um plano muito bom e acho difícil você conseguir provar sua inocência, a não ser que ela confesse.
Tenten: Hunf, aquele demônio-anão nunca vai confessar! Mas não espero mesmo que ela faça. — suspirou e depois deu um sorriso travesso, deixando Sakura imediatamente em alerta.
Sakura: Tá, fala. O que você ta aprontando?
Tenten: Ainda nada, mas se aquela lagartixa-cega acha que vou deixar barato, está muito enganada. Pode não ser agora, mas ela vai me pagar muito caro. — finalizou com um sorriso diabólico.
Sakura: Ai adoooooro sua cara vingativa! — brincou, mas era sincera. Hanabi não tinha noção com quem estava se metendo. De todas as garotas, a Mitarashi era a menos santa e podia ser realmente diabolica quanto queria.
Tenten: Se Hanabi quer jogar sujo, então ela que aguente as consequências. — completou um pouco mais entusiasmada.
oOoOOoOoOoO
Depois do almoço, as duas seguiram por caminhos opostos. Sakura voltaria para o hospital, entretanto no meio do caminho decidiu fazer uma visitinha ao noivo que a essa hora deveria estar na sede que seria futuramente a da policia de Konoha. O recrutamento de ninjas para a policia era feito praticamente todo por ele que fazia questão de selecionar a dedo apenas os mais capacitados para sua equipe. E Sasuke Uchiha sabia ser bastante exigente.
Ao chegar, entretanto, seu sorriso sumiu instantaneamente ao ver que Sasuke não estava sozinho, faminto e atolado de papelada como ela imaginou. Ao contrário, o garoto estava confortavelmente sentado em uma cadeira, com os pés em uma mesa com apenas alguns papeis enquanto saboreava qualquer comida comprada. E o pior é que ele não estava sozinho. Enquanto almoçava, conversava tranquilamente com ninguém menos que Sayuri Uchiha que assim como o moreno saboreava uma comida comprada, sentada de frente para ele, os pés também displicentemente apoiados na mesa.
Sakura: SASUKE UCHIHA!
Sayuri: xiiii, a sargenta chegou. — debochou ainda de costas para a rosada, mas sorrindo enquanto via os olhos de Sasuke apenas se desviarem, mas também não se mexer do lugar onde estava.
Sasuke: Yo. O que faz aqui? — Sayuri quis rir do modo despreocupado do moreno e se perguntou se ele não pressentia o perigo.
Ao se virar finalmente para olhar a médica, sorriu maliciosamente ao ver a aura assassina que exalava de Sakura.
Sayuri: Yo chicletinho.
Sakura: O que essa...essa....coisa está fazendo aqui?
Sasuke suspirou, já exasperado com os ataques da noiva e prevendo o próximo quando lhe respondesse.
Sasuke: Ela é a primeira recrutada para a policia.
Sakura: NAAAAANIIIIIIII?
Sasuke: Tsunade exigiu. — completou dando os ombros e dessa vez percebeu Sayuri o olhar diretamente parecendo irritada e insultada.
Sayuri: Eu sou uma uchiha!! Mereço tanto quanto você ser dessa policia!
Sasuke revirou os olhos. Ótimo, havia ferido o orgulho de uma uchiha, e só ele sabia o quanto o orgulho Uchiha era grande.
Sasuke: Você ainda é uma prisioneira lembra?
Sayuri: Não interessa!
Sakura: Ela deveria estar presa!!! Tsunade-sama enlouqueceu?
Sasuke: Ela fugiria em um piscar de olhos, Sakura. Deixá-la aqui é a melhor opção.
Sakura: Ah claro, deve estar sendo ótimo trabalhar com a sua querida quase futura-noiva. — ironizou exaltada.
Sayuri: Teoricamente ainda somos noivos, sabia?
Sakura e Sasuke: cala a boca!!! — apesar de terem dito ao mesmo tempo, Sakura quase gritava enquanto Sasuke apenas resmungou.
Sayuri: Hunf vocês são irritantes... — ela resmungou e dessa vez o casal revirou os olhos também ao mesmo tempo, percebendo o quanto aquelas palavras eram irônicas. — Eu adoraria ficar e continuar ferindo minha visão com a figura desse algodão doce ambulante, mas eu vou ver o que aquela velhota pinguça quer comigo. Bye bye Sasu-kun!
Sakura: NÃO O CHAME ASSIM
Sayuri: Agora entendo o por que de chicletes não falarem... — disse antes de finalmente ir embora deixando a haruno e o uchiha para tras.
Sasuke: Sakura você vai ter que se acostumar com ela.
Sakura: NÃO! NUNCA!
Sasuke: Olha, querendo ou não, gostando ou não. Ela é uma uchiha.
Sakura: E só por causa disso tudo mudou assim tão rápido pra você? — diante do olhar questionador dela, ela continuou o olhando frustrada e magoada – ela matou muitas pessoas, ela quase nos matou, pior, ela quase te matou e ainda quer te matar. Como pode esquecer tudo isso?
Sasuke: Você mais do que ninguém deveria entender. Você esqueceu tudo o que eu fiz.
Sakura: É diferente. Vocês são diferentes. — pontuou magoada, de repente sentindo seus olhos arderem.
Sasuke: Somos Uchihas e ela quer vingança do mesmo jeito que eu quis. Então Sakura, o que temos de diferente?
Sakura olhou bem fundo em seus olhos e se aproximou um passo, decidida.
Sakura: Ela não tem um amigo que lute por ela como o Naruto lutou por você, e nem alguém que a ame tanto como eu te amo. Essa é a diferença entre vocês. Ela não tem o nosso time.
Sasuke hesitou e Sakura suspirou irritada indo embora. Assim que fechou a porta, Sasuke voltou a se recostar na cadeira fitando o teto pensativo.
Sasuke: Talvez ela os tenha, ou pelo menos teve. — ele disse enigmático lembrando-se da Uchiha – Somos mais semelhantes e estamos mais ligados do que você imagina, Sakura.
OoOoOoOoOoO
Enquanto isso, Tenten se encaminhava exausta para seu segundo turno de aula, andava lentamente aproveitando cada segundo antes de entrar novamente na academia. Estava tão absorta em sua tentativa de demorar a chegar em seu destino que foi verdadeiramente surpreendida quando seu corpo foi puxado e sua boca tapada por uma mão grande e fria. Apenas deixou de se contorcer ao ouvir uma voz sussurrada em seu ouvido.
- Sou eu, Tenten. — ela reconheceria aquela voz em qualquer lugar e assim que se viu livre imediatamente sorriu e se jogou nos braços daquele Hyuuga tão bonito.
Neji a segurou com firmeza e selou seus lábios com força demonstrando toda a sua saudades. Ao sentir os lábios frios sobre os seus, instantaneamente a morena suspirou e sorriu entre o beijo, satisfeita. Apenas se separaram quando estavam ofegantes e voltarem a se abraçar.
Tenten: Amooor, que saudadeees! Eu pensei que você me deixariaaaa! — ela disse manhosa enquanto tentava se fundir a Neji em um abraço apertado.
Neji: Não se preocupe. — ele disse, mas ela se afastou rapidamente e ele percebeu pela primeira vez os olhos chocolates raivosos.
Tenten: Isso é impossível. Sua prima passou dos limites agora! Ela me paga!
Neji: Não faça nada que vá piorar sua situação! — ele advertiu frio como sempre.
Tenten: Nani? Você está do lado dela? — ela perguntou chocada e ele balançou a cabeça negando, mas em nenhum momento deixando sua pose impassível.
Neji: Apenas não quero que você se prejudique ainda mais.
Tenten: Tarde demais Neji. Hanabi provocou demais! E eu não vou deixar barato. — disse decidida e Neji suspirou, mas antes que pudesse falar mais alguma coisa, seus lábios foram novamente capturados pelos de Tenten que o beijava intensamente.
E ele se deixou aproveitar os lábios doces da namorada por alguns minutos, antes de lhe dar mais alguma advertência.
OoOoOoOoOoO
Sua cabeça latejava e rodava e sua boca tinha gosto de bile. Os cabelos loiros estavam soltos, como raramente ela os deixava e chegavam até a cintura, na tentativa de aliviar a dor cortante em sua cabeça em vão. Os olhos sempre tão vivos agora estavam semicerrados e com visíveis olheiras.
Ino não era nem sombra da bela ninja de Konoha aquele dia.
A loira, em meio a toda a sua lista de defeitos, tinha um em especial. Ela não sabia beber, ainda sim o fazia sem conseguir se conter quando se via sobre uma grande pressão. E a verdade é que ela tinha aguentado demais durante toda aquela estadia em Suna.
Não que ela ficasse insana como Rock Lee, mas sempre passava dos limites e no outro dia ela parecia mais uma morta viva, o que era o fim para uma ninja tão vaidosa quanto a Yamanaka. Ainda sim, ela não conseguia se conter, como não o fez quando por meio de uma conversa que ela ouviu sem querer de uma das empregadas que revelou o estoque de bebidas do kazekage.
A primeira coisa que a loira pensou foi um meio de debochar do ruivo sempre tão frio e inatingível que ele tinha um vicio tão sacana como o de se embebedar. Mas logo ela estava se esgueirando até a sala dele e sentando-se em sua cadeira confortável para saborear com mais tranquilidade o liquido que descia queimando em sua garganta. Ela sorria a cada gole, logo quando a consciência começava a vacilar, ela chorou para se livrar de toda a dor que rasgava seu coração durante todos aqueles dias. E por fim, ela se deixou levar pela bebedeira e se encher de sentimentos e pensamentos insanos que naquele momento faziam um grande sentido.
Agora ela pagava por aqueles poucos minutos de felicidade, quando pode esquecer todo o seu sofrimento. Mas ela não se importava e a verdade é que faria de novo.
Já havia passado a hora do almoço, mas ela nem ligava, nada entraria em seu estomago agora. Ela andava pelos corredores sem ter realmente um destino, mas de repente parou ao ouvir uma voz conhecida. Ou melhor, duas. Ela corou.
Temari estava de volta. E Gaara falava com ela.
De repente as lembranças do que haviam acontecido a noite passada retornaram e Ino apertou os olhos com força, mortificada. Passara a manhã inteira tentando esquecer. Esse era outro problema de Ino, ela nunca esquecia o que fizera, mesmo estando bêbado. Para muitos isso era ótimo, mas a verdade é que ter ciência dos atos impróprios cometidos em um momento insano não era muito agradável.
E beijar o kazekage passava muito do improprio, para a insanidade total. Ela queria morrer.
Ela já estava prestes a sair correndo quando sem querer ouviu com mais atenção a conversa.
Temari: Ele piorou Gaara, estou tão preocupada. Apenas voltei por que não podia deixar meu trabalho aqui, mas a verdade é que não consigo deixar de pensar nele um minuto. Ninguém sabe o que ele tem. — ela andava de um lado para o outro, apreensiva.
Gaara: Se é tão grave, leve-o para ver outro médico. Um fora da vila da areia.
Temari: Iie, fariam muitas perguntas que eu não quero responder. E ele não está bem para uma viagem agora.
Gaara: Não disse que você o levaria. — ele falou calmamente, quase indiferente o que apenas fez a irmão o olhar em um choque insultante.
Temari: Nani? Não vou deixá-lo! — ela bufou – uurghh, como pude pensar que você entenderia? Você não entende!!
Gaara: Temari... — ele suspirou. Ele tentava ser prático, mas sua irmã estava envolvida demais para perceber.
Temari: Iie!! Não vou deixá-lo! — repetiu agressiva – ele é minha responsabilidade!! Ele é meu filho!!!
Ino tapou a boca com as duas mãos para conter um grito de assombro. Seus olhos estavam arregalados e ela tentava a muito custo controlar a respiração. A essa hora a dor de cabeça já fora esquecida diante da descoberta daquele fato tão inesperado.
Gaara ficou em silencio, enquanto observava a irmã em sua frente, tremula, e naquele instante já a beira das lágrimas. Ela sempre ficava sensível demais quando o assunto era o garoto e ele sabia que não a faria mudar de ideia.
Gaara: a decisão é sua. — disse por fim e ela engoliu o choro, mas seus olhos continuavam com um brilho desafiador.
Ela não aceitaria outra posição dele.
Temari: Assim que organizar as coisas e deixar alguém no comando, avisarei da minha partida.
Gaara: Hai. Temari... — ela o olhou, feroz – Você é uma boa mãe.
Naquele momento foi inevitável que a loira desabasse e em um momento inesperado, ela se jogou nos braços do ruivo e se deixou lamentar. Ele mantinha-se rígido, ainda não sabia como agir naquelas situações, nem ao menos sabia de onde havia tirado as suas ultimas palavras, mas fez o possível para mostrar a irmã que não a deixaria sozinha.
Ino continuou lá, até Temari se recompor e sair por um outro corredor, para a sorte da Yamanaka. Menos tensa, esta suspirou e se recostou na parede ainda tentando assimilar tudo o que havia descoberto.
Temari tinha um filho. Ele estava muito doente. Era com ele que ela estava e não com um amante.
Mas nada impedia de que ela não estivesse com o amante. Alias, nada impedia do filho ser do amante.
Era quase possível ver as engrenagens da cabecinha loira trabalhando furiosamente tentando assimilar a novidade, mas tudo quase foi para os ares ao focar novamente sua vista e dar de cara com nada menos, que um homem ruivo de frios olhos verdes.
Gaara: Será que não tem nem a decência de não ouvir conversas alheias? — ele perguntou friamente e pela primeira vez Ino não retrucou, envergonhada com a situação.
Ino: E-eu...eu...não... — ela parou de falar quando sentiu seu braço ser puxado com uma força desnecessária e seu corpo ir de encontro ao do ruivo, enquanto seus olhos ainda estavam completamente presos ao dele.
Gaara a fitava como um leão perigoso, a ponto de estraçalhá-la.
Gaara: Escute bem Yamanaka. Não ouse usar isso contra a minha irmã, e nem contar algo para alguém. — ele sussurrava perigosamente e Ino sentiu um arrepio subir por sua coluna.
Ainda sim, ela já havia recuperado um pouco de sua impertinencia.
Ino: Ou o que? — ela empinou o queixo desafiadora e sentiu seu braço ser novamente puxado dolorosamente.
Gaara: Ou vai se arrepender amargamente. — ele disse bem direto e ela o olhou insultada quando ele a empurrou levemente.
Ino: Pensa que tenho medo de ameaças estupidas? — provocou, ainda que estivesse tremula demais para se quer andar.
Gaara: É um aviso, Yamanaka. — ele a olhou de soslaio – E uma promessa.
Ino engoliu em seco enquanto via o ruivo se afastar tranquilamente, os passos decididos e ritmados, a roupa de kazekage ainda o deixava maior e mais ameaçador. Os olhos verdes frios ainda continuavam em sua mente, até serem substituídos pela imagem dos mesmos olhos verdes arregalados em assombro quando ela se aproximava de seu rosto.
Ino corou furiosamente, em um misto de raiva, medo e vergonha. A imagem daqueles olhos verdes era realmente perturbadora e acompanharia durante todo aquele miserável dia.
“...Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Pra que que a gente tem que
Se arriscar
Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar
Esquece esse jogo
Não há vencedor
O mesmo roteiro
De sempre cansou
Vou te amando
E me frustrando
E sobrevivendo
Por um fio
Mas tô aqui
Sem desistir
Volta pra mim...”
Shikamaru olhava as nuvens e pela primeira vez em muito tempo sentia-se calmo e preocupado.
Gaara finalmente lhe o pergaminho secreto que ele não tinha a menor idéia para o que servia, e nem queria saber, mas disse que poderia sentir-se a vontade para partirem quando achassem melhor. Ino não ia gostar nada ao saber que ele pretendia ficar mais alguns dias. Mas e daí? Ele era o líder do time e Tsunade não deu tempo limite para o termino da missão. Ino lhe jogaria na cara que tudo o que queria era ficar mais tempo com a princesa. Mas e daí? Ele nunca ligou para o que ela pensava mesmo.
Por outro lado, Temari realmente parecia ter desaparecido. Mas e daí? Eles se viam umas três ou quatro vezes ao ano, não era como se ele dependesse dela.
Durante sua estadia em Suna, ele quase esquecera seu lema de não ligar para nada e não fazer planos para o futuro. Assim ele viveu grande parte de sua vida e viveu muito bem, obrigado.
Os dias sem Temari, e em que ele fez o possível para evitar Ino, o fez perceber que ele não precisava escolher entre elas. A propria Temari nunca quis isso, e nunca deu qualquer mostra de que um dia o escolheria. Enquanto Ino sempre soube que ele não pretendia escolher alguém, e ela por muito tempo nem se importava e só começou a se importar agora por que não gostava de concorrencia.
Quando voltasse para Konoha tudo ficaria bem. Ele teria sua paz novamente
Shikamaru estava satisfeito, parecia que seu mundo voltava para os eixos, mas sorriu para o nada ao sentir seu coração disparar quando a presença dela encheu todo o local, e sua voz ecoou, na ironia de sempre:
- Sabe, estou começando a achar que vocês estão querendo se mudar para Suna.
Shikamaru: Por acaso isso é uma indireta para irmos embora? Nossa presença a incomoda princesa? — ironizou, mas ao virar-se o sorriso morreu em seus lábios ao ver a figura de uma mulher cansada e cabisbaixa no lugar da princesa inatingível que conhecia.
Temari: Longe disso. Vocês sempre serão bem vindos aqui. — ela entrou na brincadeira, mas ele podia ver que seu sorriso sarcástico não chegava até seus olhos que pareciam apagados e eram emoldurados por pequenas olheiras.
Ele não se controlou:
Shikamaru: O que houve? Parece cansada.
A bela princesa suspirou e sorriu cansada.
Temari: Está preocupado? — tentou usar o deboche, mas pareceu suplicante.
Shikamaru: Não. — a resposta calma e direta, sem hesitação, a surpreendeu e por um segundo ele viu um brilho estranho nos olhos verdes, mas logo desapareceu.
Temari: A noite foi longa – ela pareceu empertigar-se, cerrando os olhos e ganhando um tom mais decidido, como se o desafiasse. Só que decepcionou-se quando mais uma vez não viu ele ter qualquer reação como ela esperava.
Shikamaru: Estou vendo que sim. Mas acho que não foi de um jeito bom, ou você estaria menos triste.
Temari: Acha que me conhece? — ela desdenhou, mas seu sorriso morreu ao ver o dele.
Shikamaru: bizarro não é?!
Temari: Você.não.me.conhece. — ela sibilou entre dentes e o sorriso dele também morreu ao perceber que ela tinha um brilho perigoso no olhar.
Agora ele estava preocupado e desconfiado.
Shikamaru: O que está acontecendo, de verdade Temari?
A princesa não se controlou e explodiu, já estava a beira de um ataque de nervos.
Temari: Não é da sua conta! Você não faz parte da minha vida e não é nada para mim! O que eu faço ou deixo de fazer não te interessa! Nós não temos nada!! — ela terminou com os olhos apertados e os punhos fechados com força ao lado do corpo.
Depois da explosão instantaneamente veio o arrependimento, mas já era tarde demais. Shikamaru não tinha qualquer expressão, nem de choque, nem de reconhecimento, seus olhos castanhos escuro estavam distantes e pareciam atravessar seu corpo e não vê-la. A princesa de Suna ofegou sentindo algo cair frio e pesado em seu estomago como um cubo de gelo.
Shikamaru: De qualquer maneira eu queria que desse um recado ao Kazekage já que é difícil nos encontrar mesmo estando vivendo sob o mesmo teto – ele falava pausadamente como se nada tivesse acontecido. Temari estava prestes a negar, mas ele a calou – diga a eles que vamos embora em dois dias, depois da tempestade de areia.
Temari engoliu em seco, percebeu que suas mãos estavam tremulas.
Temari: Que. Tempestade?
Shikamaru: Acabei de saber que uma tempestade de areia vai cobrir essa área daqui a um ou dois dias, todos estão sendo alertados para se protegerem e os que moram fora daqui, virem se abrigar já que a cidade fica num lugar onde a tempestade não afetará tanto.
A mente de Temari trabalhava rápida e mais uma vez ela estava longe. Foi tirada de seus pensamentos mais uma vez por Shikamaru.
Shikamaru: Seja lá quem você vai se encontrar, acho melhor avisá-lo. — ele ponderou e depois deu meia volta e andou em direção a porta.
Temari continuou encarando os próprios pés. Shikamaru a olhou uma ultima vez antes de sair.
“Adeus Temari”
Não pretendia mais vê-la por algum tempo.
OoOoOoOoOoO
Naruto andava despreocupadamente carregando algumas sacolas com ramen e sake, seus suplementos básicos de sobrevivência, quando algo se chocou com suas pernas.
- OJI-SAAAAN!
Ao olhar para baixo, Naruto franziu o cenho olhando estranhamente para aquele anão de cabelos escuros e olhos azuis. Demorou alguns segundos até se lembrar do pirralho que havia salvado de alguns brutamontes, dias atrás. O moleque escandaloso.
- NÃO SE LEMBRA DE MIM, NARUTO-OJI-SAN? SOU EU, TENAHI! — o garoto gritava parecendo chocado e insultado, e uma veia de impaciência começava a saltar da testa do mais velho.
Naruto: É claro que lembro de você, moleque!! Agora cala a boca!
Tenahi riu: É, pelo visto continua mal humorado.
Naruto: E você, irritante. Agora sai da frente! — tentando se livrar do garoto que estava muito perto de suas pernas, acabou se desequilibrando deixando algumas embalagens de ramen caírem – ooohh moleque, viu o que você fez.
Antes que ele se abaixasse, o garotinho já juntava os pacotes.
Tenahi: Uaaaau, adoro ramen! — os olhinhos azuis brilharam e Naruto torceu o nariz.
Naruto: Pelo menos tem bom gosto.
De repente, uma voz feminina chamou sua atenção.
- Tenaahii seu pirralho, onde você se meteu?
Naruto olhou para os céus e perguntou a Kami-sama se era algum tipo de pegadinha dos deuses, quando viu se aproximar uma mulher de longos cabelos negros e olhos ainda mais claros que Tenahi, que ele conhecia muito tempo.
Tenahi: Oni-chan, lembra do oji-san que eu te falei que me salvou daqueles dinossauros da nossa rua? É ele.
A mulher sorria quando se virou para Naruto, mas seu sorriso vacilou enquanto o de Naruto cresceu minimamente.
Naruto: Yo Kin!
Diante do reconhecimento, a morena corou, e sorriu animada diante do olhar confuso do irmão que ia dela para Naruto.
Kin: Yo Naruto-san, Konoha está cada vez menor heim?!
Naruto: Nem me diga. — revirou os olhos, divertido. Ainda era estranho a situação de estar falando com uma mulher que ele transou apenas por que ela era muito parecida com a outra que ele gostava. Ela por outro lado, não parecia nem desconcertada ou disfaçava muito bem, afinal de contas, se ele não tivesse sonhado por alguns segundos, o pirralho a tinha lhe chamado de oni-chan. — Então, o moleque é seu irmão?
Tenahi: Hei, não me chame de moleque. Meu nome é Tenahi, repita comigo: Te-na-hi. — ele pontuou como se ensinasse um bebê e recebeu um tapa na testa dado pela irmã. — Hei, vocês se conhecem?
Os dois se entreolharam e pigarrearam.
Kin: Ele sempre vai jantar no restaurante que eu trabalho, Tenahi.
Tenahi: Ooh, entendi.
Naruto: Restaurante? — ele murmurou perto do ouvido da mulher que riu.
Kin: É melhor do que explicar para um garoto de sete anos o que é um bordel, certo?! Ou o que eu faço lá. — ela respondeu no mesmo tom, divertida – E afinal, os clientes sempre comem alguma coisa quando vão lá. — dessa vez ambos gargalharam diante do olhar confuso de Tenahi.
Tenahi: Hei, o que vocês estão cochichando ai?
Naruto: Que você é um moleque intrometido e fracote.
Tenahi: HEEEIII!! — o garoto soltou uma exclamação, insultado, e cruzou os bracinhos contra o peito enquanto seu rostinho se contorcia em desgosto – Oni-saan você deveria me defendeeer!!
Naruto continuou a rir, mas seu sorriso morreu no instante em que seus olhos bateram na figura ao longe de uma outra morena que parecia rígida e o olhava fixamente. Definitivamente os Deuses estavam de brincadeira com ele.
Hinata voltava de mais um treinamento, havia esquecido de almoçar e agora estava faminta. Geralmente não gostava muito do tumulto daquela área de comercio, mas era o caminho mais curto até o clã, por isso não hesitou em segui-lo, entretanto estancou no lugar no segundo em que seus olhos bateram na imagem de um homem loiro sussurrando algo no ouvido de uma morena que sorria. Um loiro que ela conhecia muito bem.
“Cafageste, safado, traidor!!! Como eu sou burra, Kami-sama!!!”, ela estava furiosa e quando seus olhos se cruzaram com as duas safiras, ela bufou e deu meia volta para o mais longe dali. Ele não perdia por esperar.
Naruto suspirou, frustrado, ele não tinha um bom pressentimento. Ainda sim, ao voltar a olhar para os dois recem-conhecidos, percebeu que Kin o olhava.
Kin: Você estava realmente desesperado, por que eu não chego nem aos pés dela.
Naruto: Pelo menos você não me tira do sério. — ele suspirou resignado e ela ri, divertida.
Kin: Você está perdido, Naruto Uzumaki. Mas é um homem de sorte por que nenhuma mulher que não te amasse, o olharia daquela forma tão decepcionada e furiosa. E ela ainda tem classe de não fazer um escândalo.
Naruto: Ah claro, sou realmente muito sortudo. — ironizou.
Tenahi: E lá vem vocês, cochichando de novo! — ele disse irritado.
Naruto: estávamos chegando a conclusão que você provavelmente não vai mais crescer e ficará desse tamanho para sempre.
Os olhos do pequeno se arregalaram do tamanho de pratos, deixando Naruto realmente satisfeito.
Tenahi: NAAAAAAAAAAAANIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII? NÃO PODE SER, EU QUERO UMA SEGUNDA OPINIÃO!
Naruto: Vai comer uns ramens, quem sabe você cresce.
Tenahi suspirou chateado, olhando os ramens que continuavam em sua mão.
Tenahi: Desse jeito vou morrer baixinho, esses ramens são muito caros e nós... — ele hesitou e Naruto percebeu Kin corar e olhar para o outro lado.
Naruto: Pare de lamentar garoto. — ele disse, surpreendendo os dois – Se quer saber quando eu era pirralho e idiota como você, eu ganhava algum dinheiro fazendo propagando de uns restaurantes e levando gente pra lá. O ichiraku por exemplo, até hoje ele me dá um ramen de graça, mas só por eu era muito competente. — disse se gabando. — Também dava uma de entregador as vezes.
Tenahi: Uaaauuu – os olhinhos do pequeno brilhavam – Será que eu consigo, nee-san?
Kin acenou sorrindo emocionada e depois olhou para Naruto e agradeceu em um aceno mudo.
Naruto: Bom, eu já vou. Outro dia a gente se fala – e dando meia volta, começou a caminhar.
Tenahi: Hei, seu ramen...!
Naruto: Pode ficar com esses. Eu não gosto tanto desses sabores. — disse, ainda de costas e o sorriso de Tenahi apenas aumentou.
Tenahi: Hei, oji-san, se você era como eu, então... — o peito dele inflou – quer dizer que quando eu crescer, vou ser como você?
Naruto parou de andar e pareceu pensar por um instante, com uma mão no queixo e depois olhou para o garoto impassível.
Naruto: Não, não. Eu não era tão burro quanto você.
Tenahi: NEE-SAAAANNNN, OLHA O QUE O NARUTO-OJI-SAAAAANN ESTÁ FALANDO PRA MIM!! — o garoto berrou irritado, mas só o que conseguiu foi que os dois adultos rissem da sua cara. — Nee-san,até você... — ele soltou um muxoxo irritado.
OoOoOoOoOoO
Depois de muito procurar, Hanabi encontrou quem ela mais queria ver, treinando como sempre. Suspirou aliviada, por um instante, pensou que ele pudesse estar se encontrando escondida com uma lambisgoia retardada.
Hanabi: Nii-san, será que podemos treinar juntos? — ela perguntou, ansiosa, mas para sua surpresa o moreno imediatamente parou o que fazia e começou a arrumar seu material de treino.
Neji: Gomene, eu já estou de saída. — ele disse friamente, enquanto já saia. Mas antes que pudesse sair, ela se pôs em sua frente.
Hanabi: Até quando vai ficar me ignorando? — os olhos perolados faiscavam de desafio e irritação, mas Neji não se abalou nem um segundo.
Neji: Quando você contar a verdade.
Hanabi: Não sei do que está falando! — ela quase rosnou.
Neji: Então nossa conversa acaba aqui. — disse calmamente, se desviando e saindo.
Hanabi fechou os punhos e chutou o ar com raiva, sentindo-se pela primeira vez como uma criancinha que fez besteira.
Fechou os olhos tentando se acalmar e se irritou quando ao abri-los, eles estavam marejados. Talvez tenha ido longe demais, mas não podia mais voltar atrás.
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Hinata já estava quase chegando ao clã, quando um vulto apareceu em sua frente, a pegando de surpresa e ela se chocou contra ele. Ao abrir os olhos, ficou aliviada ao ver um rosto moreno com dois olhos negros selvagens, cabelos espetado, e duas tatuagens vermelhas nas bochechas morenas.
Hinata: Kiba-kun, a quanto tempo.
Kiba: Eu que o diga, heim, srta. Hyuuga. Esqueceu dos amigos? — brincou a fazendo rir para sua satisfação.
Hinata: Nunca, apenas tenho andado um pouco ocupada.
Kiba: Estava pensando de sairmos hoje, o que me diz? — perguntou empolgado e Hinata sentiu-se mal em negar.
Hinata: Gomene, Kiba-kun, mas estou tomando conta do clã enquanto meu pai está viajando. Realmente estou sem tempo.
Kiba soltou um muxoxo, mas suspirou resignado.
Kiba: Bem, é uma pena. Então...cuidando do clã sozinha heim?! Quem diria!
Hinata pareceu se encher de orgulho e o moreno viu com felicidade os olhos dela, ficarem brilhantes, para logo depois se tornarem melancólicos.
Hinata: Nunca teria conseguido, se Akihiko não tivesse dado a ideia ao meu pai. Mas ainda sim, não vou deixar essa oportunidade passar! — e novamente o brilho em seus olhos se intensificou, mas já era Kiba que não estava mais tão animado.
Kiba: Então, o noivado continua sério?
Hinata abaixou a cabeça, envergonhada.
Hinata: Hai...
Kiba: Se você tem certeza de que é isso que quer, desejo que de tudo certo.
Hinata surpreendeu-se com as palavras do amigo, e emocionada jogou-se nos braços dele.
Hinata: Obrigada pelo apoio, Kiba-kun. Eu realmente agradeço.
Kiba: Eu ainda não gosto disso, Hinata. Mas confio em você.
Hinata: É tudo o que eu preciso saber. — ela disse agradecida e ele a abraçou com mais força, colocando a cabeça na curva do pescoço dela e aspirando com calma o perfume de seus cabelos.
Aproveitava o quanto podia a sensação de ter aquela menina em seus braços. A queria, a amava, mas há algum tempo Kiba Inuzuka já estava conformado de que o coração daquela menina que se tornara uma incrível mulher, jamais seria seu.
Há alguns metros dali, nenhum dos dois tinha percebido a presença de Naruto, sentado displicentemente sob um telhado, com os braços cruzados e o cenho franzido. Contava até cem para não avançar naquele cachorro de merda que estava se esfregando na sua garota, como Hinata podia ser tão ingenua e não perceber as intenções depravadas daquele vira-lata no ciu? Não que ele próprio tivesse intenções muito diferentes, mas a situação era diferente.
Hinata era dele.
- ooo que cut. Espionando a mulher amada por que sabe que ela nunca vai te dar bola, não é?!
Naruto fuzilou a garota morena que estava agachada ao seu lado, olhando para a mesma cena que ele, com um sorriso desdenhoso nos lábios.
Naruto: Não fale do que você não sabe, bruxa.
Sayuri: Sei que você 'ta morrendo de ciumes da Hyuuguinha ali. Nossa, ela deve ser realmente um espetáculo, por que ter três pretendentes não é pra qualquer um.
Naruto: Como você sabe disso?
Sayuri: Sasuke.
Naruto: Aquele teme é um linguarudo.
Sayuri: Ah não se preocupe, eu já sabia que vocês tinham um caso. Vi os dois se agarrando no córrego e depois você se aliviando sozinho. — riu para o constrangimento e fúria do Uzumaki – Ela te deixou na mão literalmente heim?!
Naruto: Pelo menos eu tenho alguém, já você pela cara azeda deve ser uma mal-comida!
Sayuri deu um soco potente no loiro que cerrou os dentes para não soltar um grande urro de dor. Ficaria um galo e ele mataria aquela teme!
Naruto: Malditaaa!
Sayuri: Isso é pra você aprender como tratar uma dama. Aquele ali por exemplo, nossa ele é realmente gostoso.
Naruto: Se você gosta de cachorros... — ele deu os ombros.
Sayuri: E pelo visto a Hyuuga também heim?! Afinal, eles continuam abraçados.
Naruto: eu percebi... — ele resmungou
Sayuri: E ela está sorrindo...
Naruto: Eu to vendo!
Sayuri: Deve estar gostando e não parece querer sair de lá tão cedo!
Naruto: EU NOTEI, AGORA QUER CALAR A BOCA?
O escândalo chamou imediatamente a atenção dos dois ninjas que se separaram bruscamente, olhando ao redor, mas não viram nada.
A alguns metros dali, machucados e amontoados na grama, Naruto resmungava de dor por ter batido justamente onde tinha levado um soco da Uchiha, esta ao seu lado, também xingava por ter se arranhado com a queda.
Para não serem descobertos, Naruto puxou Sayuri para trás e os dois acabaram caindo do telhado em cima de uma arvore e foram se batendo até chegarem ao chão.
Naruto: Sua idiota, que tipo de ninja é você que não tem nenhum reflexo!
Sayuri: Olha só quem fala, eu bem vi um monstrinho loiro caindo que nem uma bosta no chão!
Naruto: Sua boca suja!
Sayuri: Retardado cabeça-oca!
Naruto: Bruxa Maldita!
Sayuri: Raposa Acéfala!
Eles se levantaram ao mesmo tempo e bufaram: BAKAA!!! — desviaram o olhar ao mesmo tempo e viraram-se com os braços cruzados para direção opostas.
Sayuri: Alias...Tsunade me mandou avisar que se você não estivesse na sala dela em cinco minutos, ela te jogaria da janela da sala dela, amarrado a uma barra de ferro.
Naruto: NAAANIII? E VOCÊ SÓ ME DIZ AGORA?
Sayuri: Que se dane! — ela resmungou e ele a xingou antes de finalmente sumir – Baka. — disse emburrada, indo embora.
OoOoOoOoOoO
Ino era só felicidade, apesar de sua cabeça continuar dolorida.
Tudo bem, que por ela, eles enfrentariam a tempestade de areia apenas para estar o mais longe possível daquela mansão o quanto antes, entretanto já estava satisfeita por saber que estaria longe dali em dois ou três dias no máximo.
Ela quase queria pular de alegria, entretanto sua ressaca apenas permitia que ela cantarolasse pelos corredores daquele labirinto que chamavam de mansão.
Sua felicidade, entretanto diminuiu, quando ao virar em um corredor ela dar de cara com a irmã mais velha do kazekage.
“Droga, eu sabia que devia ter virado a direita da ultima vez!”
Temari: Parece que está realmente feliz com a volta de vocês a Konoha.
Ino respirou fundo tentando não se deixar levar pelas provocações da loira.
Ino: Hai, já está na hora mesmo de irmos. — ela recomeçou a andar o mais rápido que pode.
Temari: Isso, assim quem sabe você finalmente conquista o preguiçoso, não é?!
Ino a encarou, bruscamente.
Ino: Sim, quem sabe, não é?! Pelo menos eu não vou ficar brincando com ele, o tratando como um brinquedinho que se lembra quando está entediada.
Temari também a encarou zangada, mas não deixou sua postura altiva.
Temari: O que acontece entre mim e ele, não é da sua conta. — disse pausadamente. — E se quer saber, ele nunca reclamou em brincar comigo – provocou. — E quem é você pra falar alguma coisa? Afinal de contas, a quanto tempo ele também não está brincando com você?
Ino: Vadia! — sibilou irritada.
Temari: Nunca vai conseguir o que quer! — decretou, mas dessa vez não desdenhava, ou provocava, tinha algo em sua voz de diferente. Ino nunca saberia que aquilo era esperança.
A florista já não se aguentava em fúria, agora a princesa havia provocado demais, e a Yamanaka tremia de raiva.
Ino: Por que não deixa ele em paz, heim, sua princesinha de araque?
Temari olhou bem fundo nos olhos de Ino e sorriu.
Temari: Por que eu gosto dele.
Ino gargalhou alto, mas devido sua fúria, o riso saiu deformado como um grito diabólico.
Ino: GOSTA? ME POUPE! POR QUE NÃO VAI CUIDAR DO SEU FILHO E DEIXA O SHIKAMARU EM PAZ?
Mal ela havia terminado de falar e já estava sendo encostada bruscamente na parede por uma princesa irada, os olhos verdes faiscando por uma fúria incalculável que quase fez Ino ficar com medo. Quase.
Temari: Cale a boca, sua galinha loira burra e seca! Não fale do que você não sabe!! E nunca mais ouse falar do meu filho!!! — disse, furiosa e Ino engoliu em seco e soltou um gemido quando suas costas foram batidas bruscamente contra a parede enquanto temari se afastava.
Mas ambas paralisaram ao perceber que não estavam mais sozinhas.
- Então...você tem um filho. Esse é o segredo, Temari?
Temari mordeu o lábio inferior tremulo e fechou os olhos, prendendo a respiração. Ao soltá-la, abriu os olhos e para seu desgosto viu Ino escorada na parede, paralisada, os olhos azuis arregalados na direção de um ponto atrás dos ombros da princesa. Ao virar-se já sabia que Shikamaru a olhava com seriedade, ainda esperando pela sua resposta.
Temari: Sim. — ela esforçou-se para se mostrar indiferente, por mais que mal conseguisse encará-lo por muito tempo.
O ninja parecia confuso, hesitante e olhava para Temari com cuidado, internamente escolhendo suas próximas palavras...
Shikamaru: E de quem... — ...palavras que nunca seriam ditas pois foram interrompidas bruscamente pela princesa.
Temari: Não. — ela suspirou – Não faça perguntas que você não quer a resposta, Shikamaru. — ela murmurou e seus olhos se desviaram minimamente pela primeira vez percebendo a presença do irmão mais novo. Sua visão embaçou com lágrimas que ela tentava segurar a qualquer custo.
Shikamaru: Espera! — ele a segurou antes que ela passasse, mas a soltou quando ela puxou o próprio braço com brutalidade. Ao seu lado, Gaara também deu um passo, mostrando que estava ali para defender a irmã. — Eu quero...- mas uma vez foi interrompido.
Temari: NÃO É DA SUA CONTA! — berrou, assustando a todos, e ela desviou o olhar, se afastando tremula – Isso responde a sua pergunta?
E seus olhares se cruzaram pela ultima vez, e os olhos verdes estavam embaçados, enquanto os castanhos eram frios e raivosos. E foi com essa conversa muda que eles se despediram. E cada um tomou um corredor em direções opostas como parecia que a vida sempre fazia que eles tomassem.
Ino os viu se afastarem e sumirem, ainda em choque com tudo o que tinha acontecido em tão pouco tempo. Uma lágrima caiu solitária dos olhos azuis, e um bolo de ferro subiu por sua garganta quando seu olhar se cruzou com a de um ruivo que estava parcialmente encoberto pelas sombras, os olhos verdes faiscando acusações.
Ino não pretendia que aquilo acontecesse. A loira sempre teve a boca grande, mas não tinha más intenções e por mais que não guardasse qualquer bom sentimento pela princesa, nunca contaria seu segredo a ninguém, nem mesmo pra ela, mas ficara tão furiosa que acabara se descontrolando, e agora vendo toda aquela situação sentia-se mais do que culpada.
Gaara: Eu avisei, Yamanaka... — ele começou perigosamente, dando um passo e saindo das sombras.
Ino limpou as lágrimas, furiosamente, tentando não demonstrar sua situação na frente daquele ruivo irritante que pensava que podia amedrontá-la.
Ino: Eu não fiz por querer, tá bom?! E não tenho medo de você!! E quer saber, o Shikamaru tinha o direito de saber! Aiiii – gemeu ao ser puxada bruscamente pelo ruivo e olhou assustada quando ele apertou seus ombros com força.
Gaara: Você é uma cobra invejosa, e tem sorte que não posso chutá-la da minha cidade, eu mesmo! — ele dizia rigorosamente enquanto sacudia a loira
Ino: Eu mal vejo a hora de ficar bem longe de você e nunca mais ver, seu mostro!!!! — ela desafiou, os olhos azuis transbordando lágrimas de raiva e humilhação.
Gaara: Quem é o verdadeiro monstro aqui Yamanaka? — ele murmurou a olhando fixamente – Sua beleza não disfarça a criatura seca e horrorosa que é por dentro.
Ino: NÃO FALE ASSIM COMIGO!!
Gaara: Não me desafie!!! — ele não gritou, mas sua voz ecoou como um trovão que fez a loira estremecer instantaneamente. — O shukaku não era o único demônio a temer em mim, Yamanaka, e muitos aprenderam isso da pior maneira.
Ino: Está me ameaçando? — ela perguntou histérica.
Gaara: Sim. Fique longe da minha irmã! — e por fim a empurrou contra a parede.
Suas costas já estavam em frangalhos com tantos golpes.
Ino: Não se preocupe, eu quero distancia de vocês dois.
E eles também tomaram rumos diferentes, apesar de que ainda sem saber, dependendo para onde virarem em um dos corredores, haveria a possibilidade de se encontrarem na próxima sala.
OoOoOoOoOoO
Konohamaru se separou quando precisou de oxigênio. Ofegante e ainda um pouco confuso, ele olhou para a garoto em seus braços que estava igualmente ofegante, mas com um sorriso malicioso nos lábios inchados pelos beijos furiosos.
Ele estava em mais um longo dia de treino, Udon e Moegi haviam ido embora há algumas horas, provavelmente para mais alguma de suas competições estupidas, aqueles dois estavam se tornando pior do que Gai e Kakashi. Mas ele não ligava, até gostava de ficar um pouco sozinho, enquanto treinava os jutsos que aprendera com Naruto. O loiro ainda era seu maior idolo.
Mas então, quando se deu conta, ninguém menos do que Hanabi Hyuuga invadia o campo de treinamento com passos decididos, e antes que alguma silaba saísse de sua boca, ela lhe passou uma rasteira o fazendo cair no chão, para em seguida se jogar em cima dele, se apossando de sua boca, sem pedir licença em um beijo intenso e faminto. Assim que as mãozinhas atrevidas dela desceram por seu colete até arranharem seu abdômen ainda que por cima da roupa, ele perdeu o pingo de consciência que ainda tinha e passou os braços pela cintura dela a apertando ainda mais e começando ele a explorar a boca macia daquele pequeno demônio branco, como Moegi a chamava.
Logo as mãos dela estavam em seus cabelos e as dele, desceram para o traseiro redondo e ele a sentiu ronronar e sorrir durante o beijo, o que o fez sorrir também. Mas tão boa e excitante que era ter aquela garota se esfregando nele, o ar começou a faltar e por mais que ele não quisesse, fora obrigado a separar-se o que a fez soltar um muxoxo. Os olhos prateados estavam semicerrados, mas ele podia ver um brilho que ele nunca vira nas pupilas dilatadas o que acabou resultando em golpes de excitação indo direto para seu membro.
A Hyuuga caçula estava vermelha, ofegante e com um sorriso cheio de promessas como ele nunca havia visto.
Konohamaru: O que está aprontando, demoniazinha?
Hanabi: Ué, eu não posso querer te agarrar?
Konohamaru: Se for sempre assim, pode vir quando quiser. — ela soltou um riso e roçou os lábios no pescoço dele, começando a distribuir beijinhos até sua clavícula, o que o fez fechar os olhos – Mas quando você terminou comigo, nunca mais me procurou, então... — sua voz saia mais grave do que ele pretendia e um gemido subiu por sua garganta quando a garota sentou-se, e seu traseiro ficou bem em cima do seu membro que já começava a acordar. Afinal, naquela situação, que pau não subiria?
Hanabi: Eu não terminei com você, isso é loucura. — ela falou com certeza e ele a olhou descrente.
Konohamaru: Não, eu tenho certeza que ouvi você dizer que acabou e ponto final. — ofegou quando a garota se remexeu e aquilo começava a virar tortura com seu pobre membro despreparado.
Hanabi: Tudo bem. Então acabamos de voltar! — e ela se inclinou encostando seus lábios nos dele, mas foi empurrada levemente enquanto ele ria.
Konohamaru: Pensa que é fácil assim? Eu to vendo uma gata, sabia? E ela é mais velha!
A informação não pareceu abalar a Hyuuga nem um milimetro que remexeu-se novamente no colo dele e foi abaixando-se até seu nariz tocar no dele, e seus cabelos fizessem cócegas no pescoço dele.
Hanabi: E que tal uma comemoração no clã Hyuuga, no meu quarto. Meu pai está viajando. — ela murmurou e passou os lábios pelos deles. Soltou um grito assustado quando ele de repente virou o jogo e deitou-se por cima dela.
Konohamaru: Tudo pela minha namorada. — ele disse animado e ela riria, mas seus lábios foram tomados pelos dele em um beijo desesperado que a fez rir.
Hanabi: Certo, mas só daqui a dois dias. — ela o cortou e ele soltou um muxoxo decepcionado. — Alguns guardas que patrulham o clã, foram chamados para servir o meu pai, então o clã vai estar sendo menos vigiado. É a hora perfeita.
Konohamaru: Hunf... — ele a olhou descrente, mas ela passou a língua pelos lábios, sedutoramente.
Hanabi: Eu prometo que você não vai se arrepender.
Konohamaru: Você é definitivamente a Hyuuga mais mal caráter do mundo! — ele resmungou e voltou a beijá-la, a deixando satisfeita.
Mas os dois adolescentes estavam tão entretidos com seus hormônios que nem perceberam que eram atentamente observados por dois olhos chocolates.
Tenten sorriu travessa e depois foi andando calmamente para longe dali, nos pensamentos apenas sua própria promessa de vingança.
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Hinata saiu do clã com a elegância de sempre, apesar de estar ciente dos olhares confusos dos guardas por sair aquele horário, mas ela fingiu ter recebido um chamado e saiu calmamente até virar duas ruas depois para a direção oposta e fechar a cara quando seus olhos foram direto para o rapaz sentado em um muro, de modo que atrás de si a lua cheia iluminava os cabelos loiros e o sorriso sacana.
A hyuuga tirou do bolso um sapinho pequeno que se remexia inquieto.
Hinata: Nunca mais faça isso!! — ela esbravejou quando percebeu que estavam sozinhos e ouviu a gargalhada dele ao longe.
Ela fazia uma revisão dos papeis do clã, quando um sapo pulou na mesa desajeitadamente fazendo a maior bagunça e espalhando todos os papeis.
- Naruto-sama mandou encontrá-lo daqui a duas ruas. E se não for, ele prometeu invadir o clã como da ultima vez e dessa vez beijá-la na boca.
Hinata ficou furiosa, mas sabia do que aquele maldito loiro era capaz e depois de trancar a porta e colocar aquele girino grudento no bolso, ela saiu fingindo calma, quando queria matar alguém, e esse alguém era Naruto Uzumaki. O ser humano mais egoísta e horrível de todo o mundo shinobi. Não interessa o quanto era lindo, e gostoso, e o amasse. Ele era podre.
Hinata: O que você quer?
Naruto: Uau, estamos alterados, hoje. Desde o nosso último encontro, pensei que estávamos mais apaixonados, sabe como é. — ele disse sínico, descendo do muro e se aproximando dela que recuou ferozmente.
Hinata: Engraçado, por que da última vez que te vi, você estava se esfregando com uma outra morena no meio da rua. Deve ter sido por ela que você esta apaixonado. E quem é aquele garoto carregando tanto ramen? Deve ser o filho dos pombinhos! — a ironia era acompanhada por um sorriso feroz que o fez rir, satisfeito.
Os punhos da kunoichi estavam fechados, suas bochechas levemente avermelhadas, e suas narinas dilatadas. Sua Hinatinha estava morrendo de ciumes. Adorável, deliciosa.
Naruto: Se esfregando no meio da rua? Eu apenas contava algo que o garoto não deveria saber que por sinal é o irmão dela, e não o meu filho. — ele desdenhou, mas a hyuuga continuava o fitando com raiva e descrença. Os punhos agora se apoiavam em sua cintura, o fazendo revirar os olhos – qual é Hinata, está parecendo a Sakura com todas essas acusações.
Ele viu ela arregalar os olhos e imediatamente dar meia volta, e ele teve que ser rápido e segurá-la pela cintura, antes que ela fugisse.
Hinata: Me solte, seu canalha!!! Como pode?
Naruto: Hinataaa, quer parar? Se quer saber, aquela garota trabalha em um bordel e... AI! AI! Hinata! PARAA!! — ele tentava se defender dos tapas fortes que ela distribuía sem piedade.
Hinata: Era ainda uma prostituta! Seu maldito!! Safado!! Como eu pude confiar em você?! Canalhaaa!!!
Ele, com muito esforço, conseguiu segurá-la e a empurrou contra o muro, segurando seus punhos acima de sua cabeça, e imobilizando o corpo pequeno com o seu para que parasse de se remexer.
Naruto: 'Ta possuída, mulher? O que fizeram com a minha doce e centrada Hyuuga?
Hinata: Eu sou doce com quem merece e não é o seu caso – ela continuou tentando se debater, mas ele a segurou com mais força – Me solta! Eu vou gritar!
Naruto: Adoro quando você grita. — ele disse, malicioso, mas quando ela abriu a boca, ele a capturou com destreza e logo iniciava um beijo selvagem que ela tentava a todo custo parar, sem sucesso. — Aii!! — ele se afastou quando ela o mordeu com tanta força que o feriu – Sua louca!! Agora já chega, você me paga! — ele disse perigosamente e ela arregalou os olhos e tentou correr.
Hinata: Não, Naruto!! — Mas ele conseguiu segurá-la e a colocou no colo, a levando para o beco escuro, mas próximo, a colocando no chão e novamente a prendendo contra a parede – Ah não! Nem pense nisso!
Mas suas palavras se perderam quando sentiu o corpo duro dele contra o seu e a mão dele entrar por dentro de sua camisa fina, enquanto a outra puxava sua perna na altura da cintura, fazendo com que suas intimidades tivessem um choque maior.
Hinata: Enlouqueceu? Alguém p-pode ver! — ela tentou falar, enquanto o empurrava, mas era em vão e arregalou os olhos quando sentiu seu seio ser coberto pela mão quente dele – N-naruto...
Naruto: Você me enlouquece sabia? — ele disse rouco, esfregando seu corpo no dela, já sentindo seu pau completamente duro clamando por ela.
Hinata gemeu em resposta e arqueou o corpo tentando ter um contato maior com as mãos dele. Ela tinha a impressão de que seu corpo mexia sozinho, já que seu cérebro gritava irritado para ela parar com aquilo imediatamente.
Ofegou frustrada ao sentir o abdômen dele sob suas mãos que o arranhavam arrancando gemidos sacanas do loiro que fazia questão de se esfregar contra ela e morder seus lábios, e apertar sua cocha, marcando sua pele branca. Segundos depois, ela já podia sentir o torso dele nú, já que ele já se encontrava sem camisa, sabe-se lá como.
Enquanto isso, a mão dele subiu até o cós de sua calça e ele conseguiu tocar o pano da calcinha. Ela então arregalou os olhos e finalmente acordou para o que estava fazendo. Em um rompante, e o pegando desprevenido, ela conseguiu afastá-lo.
Naruto: Qual é Hinatinha?! Eu vou sair em missão amanhã, e sabe-se lá quando volto. Você não pode me deixar assim, todo duro – ele mostrou a própria ereção, mas ela cruzou os braços, ainda corada e ofegante, mas ganhando novamente um ar aborrecido.
Hinata: Pelo visto, você não tem problema em conseguir uma prostituta, então consiga uma.
Naruto bufou já impaciente e segurou o rosto da Hyuuga com carinho, mas firme a obrigando a olhá-lo.
Naruto: Eu não quero nenhuma prostituta, eu quero você. Será que ainda não se convenceu de que eu só quero você, sua Hyuuga ciumenta? — ele murmurou roçando seus lábios nos dela.
A respiração dele se chocava no rosto dela que fechou os olhos enquanto sentia as mãos dele se entrelaçarem com as suas e acariciá-las levemente. Inconscientemente ela levantou o rosto oferecendo seus lábios e ele sorriu extasiado. Subindo uma de suas mãos desde a cintura, até a curva do pescoço delicado, ele aproximou seu rosto do dela, mas no ultimo segundo desviou de seus lábios e beijou sua bochecha, sorrindo ao ouvi-la gemer baixinho. Com calma, ele aproximou seus corpos sentindo-a estremecer e chupou o lobulo de sua orelha ao mesmo tempo que sua mão subia pela cocha dela até chegar a apertar seu traseiro.
Ela o abraçou e respirou fundo o aroma masculino que exalava pelo corpo moreno, enquanto arranhava calmamente a pele exposta do pescoço e começava a distribuir beijinhos na extensão do pescoço até os ombros fortes.
Eles se encararam e quando safiras e perolas se encontraram, eles sorriram sem nem se dar conta.
Naruto: Por que não acredita que é você quem eu quero, Hyuuga? — ele murmurou rouco, e seus olhos não se desviaram dos dela por nenhum instante enquanto ela se aproximava ainda sorrindo.
Com uma delicadeza que apenas sua pequena poderia ter, ela beijou seus lábios em um beijo casto o deixando com um gosto de quero mais e mordeu seu lábio,ainda o olhando fixamente, com um brilho estranho no olhar.
Hinata: Então me prove.
Naruto: É o que estou tentando fazer – ele fez menção de agarrá-la novamente, mas ela conseguiu se soltar.
Hinata: Não, me de uma única verdadeira prova e eu nunca mais duvidarei de você. — ela disse, já começando a retornar de volta ao clã.
Naruto: Como? — ele perguntou confuso e nem um pouco satisfeito com aquilo.
Os olhos da Hyuuga brilharam na escuridão, quando ela já estava cada vez mais longe. Ao finalmente sair do beco escuro, a luz iluminou sua pele e seus cabelos balançaram sedutores, mantendo ele hipnotizado com aquela figura tão linda naquela noite de lua cheia.
Hinata: Você quem tem que descobrir sozinho. — ela deu de ombros e de repente ela não estava mais lá.
Naruto suspirou e vestiu novamente sua camisa, enquanto saia do beco. Encarou a lua cheia que reinava majestosa lá em cima e resmungou irritado.
Lembrou-se das palavras de uma certa Uchiha mais cedo e se aborreceu ainda mais.
Naruto: É sua bruxa, ela me deixou na mão de novo. Isso deve ser praga sua. E o que eu vou fazer pra provar pra ela que eu...eu...aahhhh sei la! Droga!!
Tudo o que ele precisava agora era de um banho frio e depois cama. Amanhã sairia em missão, mas quando ele voltasse, Hinata não perdia por esperar.
“...Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Pra que que a gente tem que
Se arriscar
Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar
Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Se é bem melhor
A gente se entregar
Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar.”
(Sandy e Junior)
Notas finais
Como vocês podem ver as coisas ficaram tensas nesse capitulo.
Aos fãs de TemaShika, os mistérios da história deles vão finalmente se desenrolar.
Próximos capitulos, as irmãs Hyuugas vão aprontar muiiitas!
E o Naruto vai tentar provar que Hinata é a unica? Será que ele consegue?
Não percam o desenrolar desses romances tão estranhos e malucos e a doida da autora ainda vai envolver mais gente na história xD
Já sabem no mesmo Batcanaaaalll tcham tcham tchaaaaammm
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