Paraiso Imperfeito

29 Verdades e Consequencias


Notas iniciais
Meldels! Ultima atualização em março? Até eu choquei com tamanha demora!
Gente, desculpa taaaanto atraso, eu só tive uns meses bem movimentados e sem criatividade para escrever uma misera linha!
Mas felizmente finalmente consegui terminar o capitulo e estou postando quentinho para aqueles que não me abandonaram! ^^
Espero mesmo que vocês gostem!

“Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiros das suas consequências.”

Pablo Neruda.


Naquela manhã, em especial, Hinata Hyuuga acordou devagarzinho, sentindo o calor aconchegante dos primeiros raios de sol que entravam pela janela, mas principalmente o calor vindo do corpo ao lado do seu, que por sinal estava mais próximo do que nunca.

Abrindo os olhos, preguiçosamente, ela sorriu ao ver a curva do pescoço forte e bronzeado do seu (vejam só!) na-mo-ra-do. Tentou soltar o ar lentamente pela boca, tentando controlar a imensa vontade que tinha de gargalhar, pular e gritar extravasando assim pelo menos um pouco da felicidade que enchia todo o seu ser, e fazia seu coraçãozinho bater tão acelerado que parecia que subia pela garganta.

Mas toda a sua histeria foi engolida violentamente, quando ouviu uma voz grave de repente, a cima de sua cabeça.

– Você sempre acorda com esse bom humor, ou é tudo por minha causa? – a voz vinha do rapaz, e como que para provar isso, ele estreitou ainda mais os braços ao redor do corpo dela, e afundou seu rosto nos cabelos azuis.

Hinata não pode deixar de corar por ter sido pega em um momento tão babaca, mas riu quando o nariz dele fez cocegas em seu pescoço.

– E você sempre acorda tão cedo, ou hoje foi especialmente por minha causa? – ela rebateu, afastando-se levemente para poder olhá-lo e simplesmente não conseguia explicar a sensação que tinha ao vê-lo piscando os olhos preguiçosamente, mas sempre com um sorriso no canto dos lábios, relaxado.

– Confesso que hoje, especialmente, tive vontade de te ver dormindo. – ele disse com uma sinceridade que a fez corar, ao mesmo tempo em que o olhar dele se estreitou, perigosamente – sabia que você fala dormindo?

– Nani? – a revelação a fez, de repente, não achar tão bom todo aquele momento – E-eu não falo dormindo!

– Sim, você fala. – ele disse, rindo – Eu bem ouvi, você falando... “Naruto! Naruto-kun!” – ele repetia, imitando uma voz fina e gemida que envergonhou e irritou a hyuuga.

– Cala a boca! Eu não falo dormindo! – ela disse com um bico, dando um soco no braço dele que gargalhou e voltou a abraçá-la, na tentativa de impedi-la – Não! Me solte! Eu não falo dormindo! E muito menos desse jeito!!! – ela sentenciou, corada e indignada.

– Ora, e por acaso alguém que já tenha dormido com você, pode provar que você não fala? – ele rebateu, sério, mas com o olhar tão fixo nela, que a fez ter certeza que ele voltaria ao assunto da noite passada, que ela realmente não queria relembrar.

– Não comece com esse assunto... – ela murmurou, ficando ainda mais vermelha, e franziu o cenho, irritada.

– Sabe, Hinatinha – ele continuou, a ignorando, e começando a passar os lábios pela pele dela, distribuindo leves beijinhos, em seu braço e pescoço – depois de saber que fui eu quem tirei a sua tão bem guardada castidade...

– N-não fale essas coisas!!! – ela o repreendeu, mas ele nem ligou, continuando a distribuir beijos por seus braços, subindo até o seu pescoço e mordendo levemente seu maxilar, sem deixar de olhá-la nenhum minuto.

– E quanto aos outros? – ele perguntou, despretensiosamente, mas com os olhos cravados em qualquer mínimo movimento da hyuuga e a viu franzir o cenho e olhá-lo, confusa.

– Que outros?

– Bom, você sempre deu a entender que tinha outros, além de mim. – ele disse, lentamente, mas quando a hyuuga finalmente o olhou, percebeu que o rosto dele já não estava mais tão relaxado. Ao invés disso, tinha uma mascara dura, e os olhos azuis com um brilho perigoso – e já me disse com todas as letras que não esperaria até o casamento para... – ele apertou os lábios em desgosto e já não estava mais tão próximo dela — ...ir pra cama com aquele hyuuga zé mané.

Sim, a cena de ciúmes e orgulho ferido em frente a sede da ANBU. Ela ainda corava ao pensar em tudo o que tinha feito, falado e ouvido, em compensação, no fundo sentia-se orgulhosa por ter feito o intocável Naruto Uzumaki sentir o gosto do próprio veneno.

Sem perceber, ela sorriu, mas sem dúvidas foi o pior que pode ter feito, já que na mesma hora, viu o loiro sair da cama, sem nem olhá-la.

– Pra onde vai? – ela perguntou alarmada e por um instante se assustou, quando ele a olhou friamente.

– Tomar banho, será que eu posso? – ele disse, mal criado e pela primeira vez, ela teve vontade de rir, da expressão contrariada dele.

– Por que está tão irritado?

– Oh, me desculpe por não gostar de saber que a minha namorada foi pra cama com o almofadinha que quer roubar tudo o que é meu. – dessa vez, era obvio que ele estava mesmo bravo, pelo modo que ele bateu a porta com força.

– Não é como se o meu namorado também não tivesse dormido com metade de Konoha. – ela ironizou, mas apenas ouviu o barulho do chuveiro. Ótimo, ele estava lhe ignorando, o que era um mau sinal, visto que, ele sempre tinha uma resposta venenosa na ponta da língua. – E você está sendo bobo, Akihiko, não quer roubar nada seu. – ela sentenciou, e mais uma vez teve o silencio como resposta. Suspirando, enfadada, ela se deu por vencida – Nunca aconteceu nada entre nós, ok?! – ela percebeu que o chuveiro foi desligado, e um minuto depois, a porta foi aberta e um loiro saiu de lá, apenas de toalha, com o corpo ainda um pouco ensaboado, e o olhar desconfiado. Kami-sama, como aquele maldito era sexy! Hinata mal podia deixar de olhar a gotinha sacana que descia pelo peitoral musculoso.

– Nunca?

– Nunca... – a gotinha continuava mais lenta, tomando as linhas do abdômen definido...

– E quanto aos outros? – ele perguntou, tentando não deixar transparecer a ansiedade.

E a gotinha maldita finalmente deu um último adeus debochado e sumiu para baixo da toalha, indo parar sabe deus onde e Hinata finalmente voltou a prestar atenção no rosto daquele homem, que estava realmente deixando-a irritada.

– Você quer mesmo saber? – ela ironizou impaciente e ele a olhou com a mesma expressão – Nunca teve outros, satisfeito?! – agora ela estava realmente irritada e virou-se de lado, fechando os olhos com força – idiota...baka... – ela resmungou.

Mas então, no momento seguinte, ela sentiu um peso sobre si, e seu corpo ficando completamente encharcada. Ao abrir os olhos, deparou-se com aquele loiro com o maior sorriso do mundo, e o cabelo ensopado, molhando seu rosto.

– Está me molhaaaaandoooo! – ela choramingou, mas ele novamente a ignorou e continuou a agarrá-la, até ela própria estar com os braços em seus ombros, e seus rostos se encarando bem próximos. – Bakaa, nem tirou todo o sabão. – ela resmungou, ainda irritada e ele fez questão de esfregar o rosto contra o dela.

– Por que você não vem me ajudar a tirar? – ele propôs malicioso

– Por que eu não estou a fim. – ela tentou se manter irredutivel, mas começava a vacilar com os beijinhos molhados que ele distribuía por seu pescoço.

– A qual é, eu vi como você me olhava ainda agora. – ele ironizou – era com uma cara tipo “Vem cá gostoso, que eu vou arrancar sua toalha com os dentes”

– NAAAANIIIIIII? – eIa corou até a alma e começou a distribuir soquinhos nos ombros dele que apenas riu e a pegou no colo, aos trancos e barrancos a levando em direção ao banheiro. – Me soltaaa!!

– Vamos Hinata, eu deixo você arrancar a minha toalha e eu aposto como consigo tirar sua camisola. Com os dentes. – ele pontuou malicioso e dessa vez, ela não conseguiu controlar a risada.

– Você é muito tarado!

– Só por você meu amor. – ele disse, a olhando como um carnivoro rondando sua presa, e tomou a boca da Hyuuga em um beijo lascivo, sendo correspondido imediatamente com a mesma fome.

E logo ele provou pra ela, que conseguia mesmo arrancar a camisola dela. Apenas com os dentes.

OoOoOoOoO

Em Suna, o grupo do Kazekage chegou no fim da manhã de volta ao palácio e viu toda a população se ajudando mutuamente para reconstruir o que foi destruído pela violenta tempestade no dia anterior. Temari correu com a babá, e Chouji, que já não mais desgrudava da serva, e o pequeno Ichigo em direção ao hospital.

Kankurou recebeu o irmão, já lhe informando sobre as últimas noticias da vila, deixando Shikamaru e Ino de lado, um pouco afastados, e cansados. A loira afagava a cabeça de Hime que dormia aos seus pés.

– Foi legal o que você fez. – Shikamaru disse para a loira, sentando-se ao seu lado e a vendo sorrir.

– Eu não podia deixá-la sozinha em baixo daquela casa.

– Nani? – o moreno revirou os olhos – Ino, estou falando de Temari, não da cadela.

– E qual a diferença? – a loira retrucou, mas depois riu do olhar enfadado do ninja. – Talvez eu não seja a vadia insensível que todos pensam.

– Eu não acho isso de você – ele se defendeu, imediatamente.

– Bom, mas tem certos bakas mal amados, que acham. – ela resmungou, e seu olhar se cruzou imediatamente com o do ruivo, que para sua surpresa, também olhava desconfiado em direção a eles. Em um momento de pura infantilidade (ela admitia!), ela lhe mostrou a língua, vendo satisfeita a expressão de choque no rosto do kazekage.

– Eu achei o que você fez super legal.

– Eu sou super legal, Shikamaru. – ela rebateu e depois suspirou – O que eu disse antes é o que eu sinto. Não importa o que esteja acontecendo entre...você e eu, ou entre você e ela... – ela hesitou – nós sempre seremos um time e vamos proteger um ao outro, mesmo quando o Chouji pegar um pé na bunda daquela serva.

– Não fale assim dele, problemática!

– É verdade, Shikamaru, conheço aquele tipo de garota. Sonsa e Interesseira. Vai apenas iludi-lo e enganá-lo, e nós temos que estar com ele para consolá-lo, quando a biscate lhe der o fora.

– Ai Ino, você não muda nunca. – o moreno riu levemente colocando a mão na testa, mas no fundo gostando muito disso e Ino sabia disso e também sorriu.

– Bom, tudo o que eu quero agora é tomar um longo banho e cair na cama. – ela disse e ouviu um latido animado de Hime – Oh claro querida, pra você também. Imagino quantos acaros você teve que aguentar, ficando embaixo daquela casa imunda. E depois eu lhe darei as almofadas maiores e mais confortáveis de toda a mansão.

– Nem se dê o trabalho, Yamanaka, por que arranjaremos um lugar perfeito pra ele, nos estábulos da mansão. – Logo o ruivo estava ao lado deles, olhando com desprezo para a cadela, enquanto a própria abanava o rabinho e só faltava se jogar em seu colo

– Eu e elA, agradecemos muito o convite, Kazekage-sama – ela ironizou – Mas a hime, prefere ir para o quarto junto comigo.

– Não aceitamos animais na mansão, Yamanka.

A loira teve que morder a língua para não lhe mandar uma resposta muito mal criada que estava bem na ponta da língua. Shikamaru e Kankurou observaram a loira começar a ficar tão vermelha quando os cabelos do Kazekage, que não parecia nenhum pouco abalado com o olhar atravessado da kunoichi. Mas então, como um balão prestes a explodir, mas que antes foi esvaziado, Ino recuperou toda a calma, ficando com uma expressão indiferente.

– Sendo assim, eu apenas peço alguns minutos para eu pegar minhas coisas e ir para algum outro abrigo.

Kankurou deixou o queixo cair, enquanto Shikamaru reprimiu uma risada, e o Kazekage apenas levantou uma das sobrancelhas descrente.

– Duvido que tenha algum abrigo disponível agora.

– Sendo assim, eu vou pegar suprimentos e voltar para Konoha. – ela foi enfatica e sem nem ao menos esperar resposta, ela deu meia volta em direção a saída.

– Gaara, você não vai mesmo deixá-la ir embora desse jeito né?! – Kankurou olhou para o irmão, como um pai que repreende o filho, deixando o ruivo realmente irritado.

Mas ele se manteve imóvel, esperando que a loira desistisse antes mesmo de chegar na porta. Mas ela nem ao menos diminuiu o passo, e assim que estava prestes a sair definitivamente sem nem olhar para trás, o ruivo a contra gosto se deu por vencido.

– Yamanaka. – ele chamou, duramente e de costas, Ino sorriu vencedora.

Depois, quando ela se virou para olhá-lo, o sorriso já tinha sumido e os olhos azuis estavam artisticamente confusos.

– Sim, Kazekage-sama? – Mas ele não respondeu, era muito humilhação, o que apenas deixou a loira ainda mais animada.

Apressando-se a falar, já que o irmão parecia que não falaria mais nada, Kankurou se adiantou até a loira, com um sorriso simpático.

– Gaara resolveu abrir uma exceção, depois de você e seu time, ter nos ajudado tanto, querida. Pode ir para o seu quarto e não se preocupe, pois levaremos para a cachorrinha, as almofadas mais confortáveis de toda a vila, nem que para isso tiremos uma do próprio quarto do Kazekage.

– Oh, é muito gentileza. – ela sorriu com falsa inocência, mas quando seu olhar se cruzou com o do ruivo, ele pode ver o brilho zombeteiro nos olhos azuis.

Kankurou acompanhou Ino e hime, deixando Shikamaru e Gaara sozinhos.

– Ela é bem cabeça dura, sabe... – Shikamaru começou incerto – as vezes, tem que se ter um pouco de paciencia e...

Mas tudo o que obteve em resposta foi um resmungo irritado, e depois o Kazekage se foi o deixando sozinho com seus próprios pensamentos.

– Hunf...problemáticos.

OoOoOo

– Devia ir almoçar.

A sentença vinda de repente, não assustou Hanabi, mesmo que teoricamente ela estivesse ali, no campo de treinamento, sozinha desde antes de o sol raiar. Sem deixar de praticar os movimentos, ela encarou de esguelha, o adolescente de cabelos castanhos, músculos leves e alguns centimetros mais alto.

– Hanabi-chan, não pode pensar que eu espalhei os boatos por toda Konoha. – o garoto disse, amuado e levemente chateado, olhando fixamente a amiga que continuava a treinar – Eu já disse que a cima de tudo somos amigos, eu nunca faria isso com você. Udon e Moegui vieram me falar o que houve com aquele seu parceiro de time nojento. Hanabi, eu...

– Eu sei, Konohamaru ok?! – ela finalmente se voltou para olhá-lo, apenas para não ouvir mais o que tinha acontecido no dia anterior. Só de lembrar lhe dava ansia de vomito e muita, muita raiva. – Eu sei que não foi você, e eu sei quem foi, e essa pessoa vai pagar muito caro. Satisfeito?

– Não, mas vou ficar quando arrancar a cabeça do Taiko.

– E o que? Vai ficar de castigo arrumando a biblioteca, como eu fiquei?

– E você está preocupada comigo? – ele provocou, sorrindo e ela não pode deixar de sorrir de volta, ironica.

– Nos seus maios doces sonhos, Konohamaru. – ela rebateu o fazendo gargalhar, mas depois voltar a ficar sério.

– Quem pode ter feito isso?

– Você não faz mesmo nenhuma ideia?

– Talvez... – ele sorriu enigmatico – e o que você vai fazer?

– Ainda não sei, mas aquela cachorra vai pagar muito caro.

– Ui, brabinha. Aposto como não consegue me acertar.

– Oh, por favor. Eu consigo de olhos fechados.

– Então, ótimo, você não usa o byakugan e se conseguir me acertar, pode fazer o que quiser comigo. Mas se não conseguir... – ele não pode terminar e logo ela estava o atacando, e ele conseguiu desviar apenas por pouco – Hei, assim não vale.

– A única regra é que eu não podia usar o byakugan. – ela rebateu, partindo pra cima dele com tudo o que tinha e admitia que ele estava bem mais rápido do que se lembrava. – Hm, parece que alguém andou treinando. – ela provocou e o viu rir, antes de sumir e no seu lugar ter apenas um tronco velho. – Um bushin? Mas quando...?

– Você não tem ideia do quanto estou treinando. – ele disse aparecendo de repente atrás dela, e quando conseguindo pegá-la, mas antes ela desceu em uma abertura perfeita e foi a vez dela quando pegá-lo, se ele não tivesse desaparecido novamente.

– Baka! – ela xingou quando ele desapareceu novamente.

Olhando de esguelha para todos os cantos, ela tentou se concentrar, mas realmente era difícil quando ela já estava tão acostumada com o byakugan.

– Eu sabia que você sempre me ganhava só por causa do seu donjutso trapaceiro. – ela o ouviu, mas não conseguiu distinguir da onde.

E então quando ela finalmente conseguiu achá-lo, ele já estava próximo demais. E ao mesmo tempo em que seus braços tocaram os dele, ele caiu por cima dela, prendendo-a com seu próprio corpo.

– Acho que ganhei. – ele sorriu vitorioso e ofegante.

– Pois achou errado. Eu peguei você primeiro.

– Bom, mas eu é que estou por cima. – ele rebateu vitorioso, mas sua baixa de guarda, foi o suficiente para as pernas dela engancharem em sua cintura e ela rodar ficando por cima dele.

– E agora, heim dobe? – ela riu vitoriosa, fazendo Konohamaru soltar um muxoxo, mas depois sorrir de volta.

– E o que você quer heim, querida. Um beijinho?

– Sai fora, pirralho!! – ela deu um tapinha na testa dele e ambos riram, mas o momento foi atrapalhado pela presença forte que se instalou de repente.

Hanabi levantou o olhar lentamente, para encontrar o olhar do primo, nada feliz.

– O que está fazendo aqui, Hanabi? – a voz dele, era fria e calculada e nem se dignava a olhar para Konohamaru, que por sua vez o fuzilava com o olhar, sem esquecer os socos que recebera do hyuuga

–Treinando. – ela respondeu enquanto se afastava de Konohamaru que continuava deitado na grama.

– Em cima do moleque?

– Qual é a sua, seu baka de nariz em pé?! – Konohamaru se levantou furioso, prestes a avançar no Hyuuga, mas Hanabi se colocou entre os dois.

– Deixa Konohamaru. Deixa. – ela fez um pedido mudo para o amigo que mesmo a contra gosto, se afastou, enquanto Neji agarrava a Hyuuga para fora do campo de treinamento.

O caminho dos dois Hyuugas foi silencioso, até em certo ponto Hanabi começar a rir secamente e Neji a olhar com seriedade.

– E agora você vai andar na minha cola, como em um programa de proteção a virgindade, é?!

O moreno não respondeu e continuou a andar, a fazendo ficar irritada e puxar seu próprio braço e se afastar dele.

– Me solta, Neji! Quem você pensa que é?!

– Alguém com muito mais cabeça que você, sem dúvida. Já não basta o que ele fez e ainda sim, os boatos que ele espalhou.

– Nani? – ela o fitou, confusa e depois sorriu amarga – Então você já sabe. Bom, mas para a sua informação, não foi o Konohamaru.

– Não se faça de burra, por que é mais do que obvio que foi ele.

– É você quem se faz de burro aqui. – ela rebateu e quando ele tentou segurá-la novamente, ela bateu em sua mão e o olhou brava. – E quer saber, Neji? Se você gostasse tanto assim da sua namoradinha, você não ia ficar tão bravinho por eu estar ficando com o Konohamaru ou com qualquer outro! – ela disse e foi embora na frente, o mais rápido que conseguiu deixando o Hyuuga atrás de si, alarmado.

OoOoOoOoOoOoOoo

– Himeeee, onde você está? Hime! Não pode fugir do seu banho pra sempre, ou realmente teremos sérios problemas de convivência! – a loira resmungava enquanto procurava pela cadelinha que saiu correndo assim que viu a enorme banheira que a sua dona havia preparado para o seu banho relaxante.

De repente, ela viu um vulto entrando em uma das portas no fim do corredor e não pensou duas vezes antes de correr até lá e abrir a porta em um rompante.

– Aí está você sua danadinha!! – ela sorriu quase ensandecidamente, enquanto a cadela se encolhia encurralada em uma parede.

Então, uma das portas que ela nem tinha reparado, se abre e um ruivo se revela todo molhado e com apenas uma toalha amarrada em sua cintura, deixando a mostra o peito branco e torneado.

– ga...ga... – ela balbuciava, em choque, chamando a atenção do ruivo que não pareceu se abalar nenhum milímetro e a olhou, friamente.

– O que está fazendo em meu quarto, Yamanaka?

– E-eu vim... – ela corou sem se conter, quando ele levantou uma sobrancelha diante do obvio desconcerto dela.

Um latido salvou da atenção daqueles olhos verdes profundos, que se desviaram para uma bolinha de pêlo aos seus pés. Mentalmente, Ino xingou a cadelinha por ser tão caída por aquele ruivo que obviamente a detestava, enquanto ela própria tentava se acalmar e juntar o resto de dignidade que ainda tinha.

– Acho que a sua casa de carrapato irritante está no meu quarto.

Imediatamente a loira assumiu a posição defensiva e saiu marchando em direção a ele.

– Ela não tem nenhum carrapato! – ela resmungou se ajoelhando na frente do ruivo, para conseguir segurar a cachorrinha que tentava se esconder dela, atrás das pernas masculinas — E é muito mais legal do que certos homens mesquinhos e sem coração, entendeu kazekage-sama?! – ela disse o “kazekage-sama” com um desdém odioso e provocante que apenas ela conseguia fazer, e Gaara teve que admitir que sentiu-se esquentar quando a viu olhá-lo com aqueles olhos azuis faiscantes, ainda de joelhos em frente dele.

Apesar da sua falta de coração, o kazekage ainda era homem e ver aquela loira esquentada, ajoelhada aos seus pés, os cabelos soltos caindo por seus ombros, os olhos azuis selvagens fixos nos deles, fez seu estomago se revirar e um calor descer por seu baixo ventre e se alojar no membro no meio de suas pernas.

Mas antes que o seu amiguinho acabasse acordando e causando um embaraço mortal, ele virou-se voltando para o banheiro com a pose indiferente, mesmo que na frente era aparente sua excitação.

– Tome conta de sua vira-lata e a mantenha longe do meu quarto Yamanaka. – ele disse, e Ino bufou e saiu batendo a porta atrás de si, indignada.

Hime ainda se debatia em seu braço, enquanto ela caminhava de volta ao seu quarto.

– Calada! Por sua culpa me fez passar a maior vergonha da minha vida. Onde já se viu, ficar toda besta para aquele ruivo sem coração? Precisa ter amor próprio menina!! – ela resmungava, mas engoliu em seco ao lembrar-se do ruivo apenas de toalha, o corpo branco e másculo molhado e tão imponente, ela podia sentir o calor que emanava dele e corou mais profundamente, envergonhada ao se dar conta da umidade entre as próprias pernas – Qual é o meu problema!!!???

A loira apenas não sabia, que enquanto ela entrava no próprio banheiro a fim de se acalmar, certo ruivo estava há alguns minutos debaixo da água quase congelante tentando em vão acalmar a própria excitação.

Seu pau estava duro e ereto, apenas com a imagem da loira ajoelhada em sua frente, e de repente sua imaginação nublada pela excitação começou a fantasiar – sem a sua permissão – o quão bom seria foder aquela boquinha, tão mau criada, enquanto fitava aquele olhos azuis selvagens fixos nos dele. E enquanto enchia aquela boca com seu pau, segurava os cabelos longos e loiros com brutalidade, a fazendo gemer de dor e excitação, deixando ele próprio ainda mais agitado e a beira do precipício do prazer. E quando ele gozasse sua semente, ela engolisse até a última gota com habilidade e euforia, enquanto da boca dele saia o seu último gemido de prazer completo:

– Ino... – o nome saiu antes que Gaara pudesse se controlar enquanto gozava na própria mão e respirava com dificuldade, na mente ainda a imagem daquele loira rebelde e insolente.

*****

– A quanto tempo não conversamos heim?! – Akihiko sorriu para uma constrangida Hinata, enquanto andavam pelos jardins do clã, e conversavam amenidades.

Realmente fazia tempo que os dois não tinham um momento a sós e no fundo a morena ficou feliz quando o noivo entrou em sua sala, a convidando para um passeio no jardim.

– Desculpe, é que ando um pouco ocupada demais com os...trabalhos do clã. – ela sentiu o proprio rosto esquentar com a verdade mau contada. Não eram apenas os assuntos do clã que a estavam ocupando, mas também certo loiro gostoso que não lhe dava sossego.

Akihiko concordou solenemente, sem parar de andar, com as mãos atrás das costas e o pescoço arqueada em uma postura aristocratica e charmosa.

– Eu também confesso que não andei parando muito aqui já que o meu chefe continua me dando jornadas duplas para cumprir. – apesar do tom de desgosto, ele deu um sorriso leve como se divertisse com uma piada interna, mas Hinata anotou mentalmente que deveria ralhar com Naruto por ser tão carrasco.

– Você deveria dar um chute na bunda do seu chefe. – ela resmungou sem se dar conta e logo corou, desconcertada, enquanto Akihiko apenas soltou uma gargalhada gostosa – Desculpe, não foi algo digno de dizer.

– Ah por favor, você não sabe o quanto eu gostei de ouvi-la! Ele é realmente um bastardo não é?! Mas ainda sim, tem seu valor... – ele disse um tanto incerto o que fez Hinata olhá-lo confusa e surpresa – Sim, sim, deve ser isso. Eu o respeito demais para lhe dar um chute na bunda. – ele terminou com um risinho que fez Hinata corar levemente.

– Você é um homem incrivel, sabia disso? – ela suspirou, sentindo-se leve. Com homem nenhum ela conseguia dizer isso sem corar, mas Akihiko tornava-se cada dia que passava mais seu amigo.

– Sabia – ele disse sem falsa modestia e eles riram juntos.

– Eu me pergunto então por que está sozinho todo esse tempo... – ela disse calmamente, fingindo-se desinteressada, mas a duvida já lhe corroia a algum tempo.

Akihiko era bonito, jovem, gentil, cavalheiro e com um futuro brilhante. O fato de ele ainda não ter se casado era um misterio, afinal, até Neji que era minimamente cavalheiro e nenhum pouco gentil, já tinha sido sondado para esposar mulheres da bouke e da souke pelo menos cinco vezes.

– Bom como eu já disse, passei muito tempo treinando... – ele foi evasivo, e ela lhe lançou um olhar desconfiado – Eu já tive algumas propostas, e cheguei a namorar alguém, mas...não podemos ficar juntos.

– Por que?

– Tinhamos algumas diferenças...

– Oh! – ela suspirou de repente triste com a situação do amigo – e você a amava? – ela não conseguiu deixar de perguntar

Akihiko não respondeu e Hinata percebeu que ele olhava para algum ponto atrás do seu ombro. Ao virar-se, ela viu Hana se aproximar parecendo preocupada, e por um segundo a culpou por não ouvir a resposta tão esperada de Akihiko, mas logo depois se solidarizou com a empregada. Hana era da segunda família, ainda sim tão fiel quanto Neji e ainda sempre esforçada em qualquer coisa que lhe mandassem fazer.

A preocupação em suas faces meigas preocupou Hinata.

– Hinata-sama! Graças a Kami! – ela parou em frente a eles ofegante e ficou desconcertada ao ver que sua chefe estava acompanhada do noivo – Peço que desculpem a minha intromissão – ela olhou para baixo por um segundo e logo então voltou a fitar Hinata com desespero – Acabo de vir do comercio e ouvi alguns boatos realmente preocupantes.

– O que aconteceu Hana? – ela percebeu que a empregada olhava incerta para Akihiko – Seja o que for, meu noivo pode escutar.

Hana pigarreou e corou levemente.

– Eu comprava alguns tecidos que Megume-san havia me pedido, quando ouvi duas mulheres falando que uma Hyuuga estava...tendo um caso escondido!

Hinata gelou e sentiu suas mãos tremulas e sua cabeça dando voltas. Vendo o começo do desespero dela, Akihiko se aproximou calmamente e segurou em sua mão tentando lhe passar segurança, mas ela não conseguia parar de pensar como a cidade inteira podia ter descoberto sobre ela e Naruto. Kami-sama, estava perdida!

Sem notar o desespero da chefe, Hana continuou seu relato em um fio de voz constrangido.

– As duas mulheres disseram que ela até chegou a levar o amante para dentro do clã! – ela finalizou como se tivesse dito um sacrilegio e nesse ponto Hinata dava um passo para trás, seu corpo inteiro tremendo em busca de oxigenio.

– De quem elas falavam Hana-chan? – a pergunta veio de Akihiko e Hinata o olhou como se perguntasse se ele era obtuso. Obvio que era dela! Mas a resposta da serva, a surpreendeu ainda mais.

– Elas falavam de Hanabi-sama!

O tremor de Hinata imediatamente parou, mas sua cabeça ainda dava voltas como se tentasse assimilar as palavras de Hana.

– O-o q-que disse, Hana?

– Eu sinto muito, Hinata-sama, mas eu ouvi bem quando as duas mixiriqueiras falaram o nome de Hanabi-sama, ainda a chamaram a filha mais nova do líder do clã. E o pior, é que eu temo que a cidade inteira já está comentando...

Hinata olhou para Akihiko a pedido de amparo e ele apertou sua mão mais forte, mostrando que estava com ela. Um pouco mais calma, ela voltou a olhar para Hana que parecia escandalisada.

– Procure Neji e Hanabi, eu quero os dois imediatamente na minha sala. Se alguém perguntar, diga que é assuntos referentes ao meu casamento.

– Hai Hinata-sama. –ela fez uma reverencia – Akihiko-san.

E assim ela se foi, deixando os noivos sozinhos ainda de mãos dadas.

– Kami-sama, a culpa é minha Akihiko. Devem ter me descoberto e pensado que se tratava de Hanabi.

– Acalme-se Hinata. Tudo pode ser um mau entendido, não tire conclusões precipitadas e principalmente não se exponha antes de saber o que realmente está acontecendo. Se quiser, eu fico com você.

– Não obrigada, Iria ser constrangedor para Hanabi. Já irá ser por eu falar na frente de Neji, que provavelmente ficará furioso!

– Como quiser, mas saiba que pode contar comigo.

– Eu sei, e agradeço muito.

Hinata forçou um sorriso e suspirou agradecida quando Akihko lhe puxou para um abraço fraternal e aconchegante. Ainda sim, ela começava a sentir uma incomoda dor de cabeça se formar.

******

Hanabi tinha fugido de Neji no primeiro km juntos. Obvio que ela sabia que ele estava bem em sua cola e a vigiando diretamente, mas preferiu fingir que ele havia morrido engasgado no café da manhã. A possibilidade a fez ficar por um segundo triste e se deu conta que realmente gostava daquele bundão intrometido.

Esta descoberta a fez sorrir bobamente, mas então voltou a ficar séria com a presença incomoda a última pessoa que ela queria ver naquele momento.

– O que você quer? – A hyuuga fuzilou Tenten com o olhar que apenas a olhou com desprezo

– Não se ache tanto Hanabi, você nem de longe é alguém que eu vá procurar um dia.

– Mas sou o suficiente pra você espalhar fofoquinhas!

– Não sei do que você está falando, pirralha!

– Você é idiota, mas eu não sou e sei muito bem que foi você que espalhou pra todos o que houve...no clã.

– A sua tentativa de perder a virgindade com o Konohamaru? – Tenten zonbou e ficou satisfeita ao ver o rubor nas faces da mais nova.

– Por que acha que seria a primeira vez? – Hanabi tentou ser ironica, mas a risada de Tenten a fez perder a compostura.

– Não precisa disfarçar, Hanabi. É obvio que você ainda é purissima, pelo menos de corpo, por que de mente, você é uma demônia garota!!! – dessa vez, a mestre das armas deixou transparecer sua raiva – Mas você conseguiu uma adversária a sua altura, por que não vai ser você que ia me passar para trás!

– Isso é o que veremos! Já fiz antes né?! – Hanabi provocou e Tenten caiu, deixando seu sorriso morrer e no lugar uma carranca irritada.

– Fala do seu planozinho estupido de fingir que eu te ataquei? É, foi bom, tenho que admitir, mas o meu foi melhor!

– Então você admite, sua...malditaaa!!! – Hanabi engasgou com a raiva diante do sorriso cínico de Tenten que não mais tentava esconder a verdade e o sorriso crescendo satisfeito, animado, sem conseguir se conter em ver o quanto tinha acertado em cheio.

Hanabi estava acabada.

– Doi não é, saber que foi passada pra trás e não poder fazer nada contra isso.

– Você não tem idéia do que eu sou capaz...

– Não pirralha, você não tem ideia do que eu sou capaz se voltar a se meter comigo. Por que isso foi apenas uma amostra grátis! Entendido? – ela se aproximou bem da mais nova e apertou a sua bochecha, em deboche.

Hanabi se afastou bruscamente com ódio, mas antes que pudesse dar uma resposta a altura, alguém se manifestou surpreendendo as duas.

– Eu entendi. – a voz fria de Neji pegou até Hanabi de surpresa que havia esquecido completamente da presença do primo, e por mais que não deixasse transparecer, ficou satisfeita ao ver a expressão de puro horror de Tenten que de repente estava pálida demais.

– Neji, eu...você escutou...er..

– Vamos Hanabi. – em instantes, o hyuuga estava ao lado da mais nova a puxando consigo, mas a Mitarashi se pôs em sua frente, quando o choque passou.

– Espere Neji, espere, não é...n-não é o que está pensando. – ela começou nervosa.

Mas Tenten era inteligente, e principalmente conhecia Neji como ninguém, e ao olhar para os olhos perolados frios e impenetráveis, ela sabia que tinha estragado tudo.

– Neji, eu...

– Vai, maldita!! – Hanabi a interropeu cheia de veneno, ainda cheia de raiva – Tenta inventar uma desculpa agora!!!!

Tenten dessa vez olhou para a mais nova cheia de orgulho, sem qualquer hesitação.

– Eu, ao contrário de você, sua pirralha mimada, sou corajosa o suficiente para admitir o que eu faço. – ela pontuou e desviou brevemente o olhar para Neji – e arco com as consequências.

Ela não disse mais nada, e por mais que seu coração se partisse em pedacinhos, ela deu um passo para o lado e deixou espaço livre para os dois Hyuugas irem embora. E enquanto ela sabia que os dois se afastavam sem nem olhar para trás, ela continuava parada segurando as lágrimas e controlando-se para fazer o mesmo. Ela não se arrependia do que havia feito, Hanabi teve o que mereceu, mesmo que isso tivesse posto em cheque seu relacionamento com o Hyuuga.

Apenas quando tinha certeza que estava sozinha, a mestre das armas se permitiu chorar e um soluço dolorido escapou de sua garganta, acompanhado por uma lágrima solitária de medo e conformidade.

***********

Ino respirou fundo aquele cheiro de alcool e soro caracteristico de hospital. Estava com saudades e por mais estranho que isso pudesse parecer, por um momento sentiu-se em casa ao pisar no hospital de Suna.

Ela havia sido informada que a própria Hokage, emprestou o time inteiro para a reconstrução da vila depois da tempestade de areia, e Ino iria como voluntária para o hospital já que tinha bastante experiencia na área. A loira não achou tão ruim. Por mais que a sua vontade de voltar para casa apenas aumentasse e o enfado com a missão se tornar cada vez maior, sua ansia de novamente lhe dar com pacientes que precisam dela, falava mais alto.

– Boa tarde! – ela sorriu simpatica para uma jovem enfermeira que parecia atrapalhada com os remédios

– Boa tarde, Yamanaka-san – a mocinha respondeu nervosa e lançou um olhar confuso para os três copos com pilulas na sua frente. – er..precisa de ajuda?

Ino iria perguntar a mesma coisa, mas controlou-se.

– Na verdade, queria o arquivo de alguns pacientes.

– Oh, eu...posso pegar é só que...

– Se você quiser, eu mesmo pego, apenas me diga onde.

A moça sorriu agradecida e indicou a sala de arquivos para a loira. Ino agradeceu, mas antes de ir, analisou os copos de remédios.

– Este aqui é para dor. Este aqui é para alguém com baixa resistência e esse aqui é para dormir.

– Oh, arigatooou Yamanaka-san!

A loira piscou e saiu em direção a sala de arquivos. Ficou surpresa ao perceber o quanto era arrumado, se comparado a bagunça no hospital de Konoha e em questão de minutos, ela conseguiu recolher os dados dos seus pacientes. Ela já estava de saída, quando algo chamou sua atenção: um arquivo grande e vermelho que dizia “realeza”.

Era tentação demais para a pobre Yamanaka e antes que ela pudesse se conter, trancou a porta e remecheu o arquivo escondido. Como pensou era os antecedentes médicos dos irmãos Sabaku.

O mais velho Kankurou sofria de sonanbulismo e tinha alergia a goiaba e flores. No arquivo de Gaara, ela descobriu algo surpreendente: ele tinha sérios problemas com acaros, por isso não podia se aproximar de qualquer animal, o que explicava a resistencia contra Hime. Por um instante Ino se compadeceu do ruivo que não era tão malvado, apenas alergico, mas logo depois lembrou-se dos olhos frios e superiores e decidiu que ainda sim o detestava.

Apenas pensar no ruivo a deixou de mau humor, e ela já iria deixar tudo no lugar quando uma pasta caiu, a da última irmã e nela a palavra confidencial brilhava em prata. Novamente a loira não deu ouvidos ao bom senso e pegou a folha escondida.

A medida que lia o conteúdo do que era um exame, ela arregalava os olhos sentindo-se surpresa, chocada, mas principalmente muito confusa.

Barulho de passos a tiraram de seu torpor e imediatamente, ela guardou os arquivos dos irmãos, pegou os exames de seus pacientes e saiu de lá apressada. Enquanto caminhava pelo corredor, as palavras no exame a atordoavam e não faziam o menor sentido.

******

Sayuri bocejou pela milionesima vez em cima de seu trabalho tedioso de analisar os antecedentes dos candidatos a policia de Konoha. Uma xicara de café preto lhe foi estendida a pegando de surpresa e ela sorriu debochada para seu chefe que apenas a fitava sem emoção.

– Muito obrigada, chefinho. Quanta gentileza!

– Apenas preciso que você faça seu trabalho direito.

– Gomen. É que a noite ontem foi looonga. – ela piscou o fazendo revirar os olhos.

– Poupe-me de suas aventuras com o cachorro do Inuzuka.

Ela piscou surpresa – Como sabe que é ele?

Sasuke deu os ombros e ela apenas sorriu faceira.

– Ciúmes?

– Com pena... – ele soprou seu café — ...dele.

Sayuri bufou e voltou a olhar os papeis em questão.

– Pois saiba que ele amou cada momento. E cada posição. – ela sorriu maliciosa e suspirou fazendo Sasuke ter ganas de matá-la.

Definitivamente não queria saber das relações sexuais dela com Kiba. Não depois de ter ficado a noite inteira velando o sono de uma noiva bêbada.

Sayuri sorriu satisfeita por enquanto, mas foi sua vez de revirar os olhos ao lembrar da sua noite patetica com o Inuzuka. Ele definitivamente não era muito forte pra bebida e na segnda garrafa chorou em seu ombro todas as suas desilusões com a herdeira do clã Hyuuga. Kiba era legal, cabeça dura, mas acima de tudo era um cavalheiro e apenas por isso Sayuri não o jogou do telhado. Fazia tempo que não convivia com um homem que, mesmo bebado, não quis usá-la apenas para esquecer outra pessoa.

O beijo fora bom apesar do bafo de cerveja, mas assim que ele se viu entre as pernas dela, levantou-se constrangido e esbaforido de excitação e vergonha.

– Gomen, eu não quis...

– Por que não? Estamos bebados mesmo! – ela sorriu bobamente e ele riu estrangulado.

– Eu sei, mas mesmo assim não sou homem de ficar com outra garota só pra afogar minhas mágoas, principalmente depois dela ter me ouvido chorar meu amor não correspondido.

– Eu não me importo. – ela fez manha, mas se calou surpresa quando ele lhe deu um sorriso sincero, apesar de um pouco abobalhado.

– Eu sei. E eu nunca pensei que fosse dizer isso, mas te agradeço por me aturar, você é uma garota legal demais para eu te tratar desse jeito.

A declaração foi um choque para ela, mas em questão de segundos, conseguiu se recuperar e prendeu seus cabelos em um coque, para depois abrir mais uma garrafa.

– Tudo bem, então já que não vamos transar, vamos continuar trocando confidencias de bêbados. – ela o abraça e o obriga olhar para a lua cheia – Sabe, quando eu tinha 12 anos eu tinha um gato vesgo que se chamava zolho.

– Zolho?

– É! Era o nome do meu gato vesgo, agora cala a boca! Então, um dia o zolho quis queijo...

Eles conversaram por longas horas. Foi patético. E ela gostou. E isso era ainda mais patético.

Uma batida na porta tirou os dois policiais de seus próprios pensamentos e Sayuri sorriu maliciosa quando nada menos que uma Haruno constrangida pediu passagem.

– Uuuuh a garotinha travessa chegou – ela riu

– Cala a boca. – dessa vez Sakura e Sasuke foram enfáticos e se entreolharam, Sasuke sem expressão, Sakura apreensiva.

– Tudo bem, eu adoraria ficar e ver a discursão do casal algodão doce, mas eu prefiro ir lá fora fazer algo mais importante como...chutar pedras.

– Vai logo, sua cobra cascavel!

Sozinhos finalmente, o silencio se prolongou por alguns segundos até que Sakura ficasse cansada demais e pigarrear levemente.

– Acho que precisamos conversar.

– Por que?

Ela suspirou fitando apenas os cabelos negros do noivo, que voltara a ficar de cabeça baixa analisando alguns papeis.

– Pelo que aconteceu ontem. A festa, bebida... – ela hesitou – o beijo no Naruto – a ultima parte não passou de um murmurio, ela mau conseguia lembrar do que fizera.

Acordara com uma baita dor de cabeça, mas as imagens da noite anterior voltara para lhe atormentar durante todo o dia até que ela tomasse coragem para falar com Sasuke.

Ao levantar o olhar percebeu que Sasuke lhe olhara pela primeira vez e os orbes negros estavam indiferentes como a muito tempo ela não via.

– Então você não estava tão bebada assim e sabia o que fazia.

– Não, eu... – ela engoliu em seco com a acusação e corou furiosamente ao ver o sorriso frio que ele lhe enviou – Eu estava fora de mim, só isso! Você tem que entender.

– Eu sei, a culpa foi minha.

– Nani? – ela hesitou – Sim, isso mesmo! Você me obrigou a isso. Não pode ficar furioso comigo

– Não estou.

– Então...? – ela piscou confusa e ele voltou a olhar para seus papeis.

–Se for só isso, estamos conversados.

– Bom, então...tá...

Ela deu meia volta, sem saber o que fazer, mas antes de chegar a porta, ela virou-se furiosamente para voltar a fitar o noivo.

– Então vai ficar por isso mesmo?

– Eu nunca irei mudar.

– Eu não quero isso! – ela protestou, e ele negou com a cabeça.

– Mas vai querer mais cedo ou mais tarde.

– E o que isso quer dizer? – ela se perguntou enquanto sentia seus olhos começarem a coçar e as lágrimas que ela tentou controlar desde o começo da conversa começaram a aparecer.

Sasuke não respondeu e a medida que seu silencio aumentavam, ela sentia-se cada vez mais destruida e desesperada.

– Você quer terminar, é isso?

– É melhor terminar agora antes que fique insuportável para nós dois.

– Por que agora só é insuportável pra você, não é?! – ela soluçou magoada e ele desviou o olhar, mas tudo o que queria era não ver a expressão decepcionada dela. – Quer saber Uchiha, eu estou cansada de tentar ser o melhor pra você. Eu não vou mais correr atrás de você Sasuke Uchiha! Nunca mais! – ela bateu a porta deixando Sasuke sozinho com seus próprios pensamentos.

A porta imediatamente abriu de novo, mas dessa vez uma morena, e não uma rosada, entrou por ela segurando um sorvete.

– Uh, o que você fez com a sua noiva? Ela nem me xingou quando eu a chamei de ruiva desbotada. – ela riu da própria piada e sentou-se em seu lugar colocando as pernas em cima da mesa

– Ela não é mais a minha noiva.

– Por que? Vocês já se casaram nesse espaço de tempo que eu fui comprar um sorvete?

– A relação terminou.

– NANI? – com o susto da revelação ela acabou se desequilibrando na cadeira – AAAAHHHH!!!

***

Hinata segurou as têmporas com força, sentindo-se cada vez mais cansada com toda aquela história. A fofoca sobre Hanabi ter trazido um ninja para o clã primeiro a chocou, depois a irritou, depois a constrangeu e por fim a preocupou. Com a ajuda de Hana descobriu que a fofoca ainda não havia chegado ao clã, mas isso seria questão de tempo e eles precisavam fazer alguma coisa antes que fosse tarde demais.

– Hinata-sama mandou me chamar? – Neji bateu na porta de leve, mas a prima já se levantava ansiosa e o mandava entrar, inconformada por ele ter vindo sozinho.

– Soube de algo terrivel, Neji, m-mas primeiro e-eu acho melhor esperar por Hanabi.

– Ela não virá.

– N-nani? M-mas eu preciso falar com vocês dois! – Hinata protestou impaciente com a teimosia do primo.

– Eu disse pra ela ficar no quarto. Eu sei o que houve. – ele continuou antes que ela pudesse falar algo.

– N-nani? Como assim você sabe? – ela piscou nervosa

Os próximos minutos se estenderam onde Neji contava tudo o que acontecera para a prima que dessa vez escutava tudo de fonte segura e ficava cada vez mais chocada.

– É por isso que estava tão irritado naquele dia! Por que não me disse?

– Pelo mesmo motivo que você não convocou o conselho agora.

– É! Mas eu chamei você! – ela apontou acusadora

– Peço desculpas. – ele disse, mas não parecia nada arrependido – Mas também não queria que você se envolvesse.

– É minha irmã! – agora Hinata estava irritada e sentindo-se traída pelo primo – E por que ela não está aqui? Eu quero vê-la! – exigiu. Tentava controlar a própria histeria e principalmente a vontade de gritar com Neji que continuava com sua postura indiferente.

– Ela está sem condições para conversa, por isso a mandei ficar no quarto e não sair até que eu mandasse.

Mal o Hyuuga havia terminado de falar sobre sua façanha, e Hana entra na sala, esbaforida.

– Hinata-sama, Neji-sama. Desculpe interrompe-lo, é que vi algo que chamou minha atenção.

– O que?

– Hanabi-sama fugindo.

Hinata olhou para Neji, um brilho de vingança e desdém.

– Você esqueceu que Hanabi não se dá muito bem com ordens diretas.

****

De volta ao hospital de Suna, Temari recebia os resultados dos últimos exames de Ichigo.

– Ele tem insuficiencia respiratória e cardiaca. Seus niveis de chacra também estão comprometidos, mas temo que isso são apenas sintomas. – o médico falava um pouco apreensivo em dar uma noticia ruim a uma mãe, mas principalmente a princesa de Suna.

– O que isso quer dizer?

– Ichigo tem uma doença degenerativa e precisa de uma medula ossea.

Temari ficou paralisada e pálida sem conseguir processar a completa informação, e o médico se aproximou tentando ser confortador.

– Na verdade, ele tem sorte. Tanto tempo sem um tratamento adequado, a doença já deveria estar em estado terminal, mas teve pouco avanço durante os anos.

– É culpa minha, eu deveria tê-lo trazido aqui desde o ínicio.

– Na verdade, a tecnica necessária para identificar essa doença foi aprendida aqui a pouco mais de três anos, então é pouco provavel que você tivesse a ajuda necessária. Mas como eu já disse, o rapazinho é forte e a doença não está em estagio avançado. Ele tem grandes chances de ficar completamente curado logo, logo. – ele sorriu

– Então o que estamos esperando? – a princesa sorriu de leve

– Bom na verdade, você.

– Desculpe?

– Tudo o que Ichigo precisa é de uma medula nova e que seja compativel. As chances de compatibilidade com parentes é grande, materna é ainda maior. Então se você puder fazer alguns testes podemos comprovar se existe compatibilidade e você poderá doar! – ele concluiu brilhantemente, mas depois de segundos sem a euforia que ele esperava por parte da princesa, pigarreou constrangido – Não se preocupe princesa, é uma cirurgia completamente segura e em semanas você ficará novinha em folha.

– Não me importo comigo. É só que...e se eu não for compativel?

– Oh... – o médico parecia nem ter pensado na possibilidade – É uma chance, então teriamos que esperar para encontrar alguém compatível.

– E isso pode demorar?

– Temo que perderíamos um pouco de tempo até encontrarmos compatibilidade com alguém que não seja da família.

– Então...prepare os testes e eu os farei!

– Hai Hime-sama! – e ele saiu apressado deixando a princesa.

Temari olhou para os lados como se procurasse algo e depois de alguns segundos vagou sem rumo até chegar a uma sala isolada. Finalmente livre dos olhares curiosos, ela sentou-se no sofá branco, colocando a cabeça entre as mãos, desesperada.

Seus pensamentos estavam tão longe que nem percebeu a entrada de uma nova pessoa na sala.

– Preocupada com os resultados dos exames?

Temari bufou reconhecendo aquela voz e fitou a loira em uniforme de enfermeira parada a sua frente, com os braços cruzados em frente ao peito.

– Ouvir conversa alheias é mais um de suas várias qualidades?

– Uma delas. A curiosidade também pode ser um dos meus pontos fracos.

– Poupe-me da conversa hipocrita. Tenho exames para fazer para salvar meu filho, senão se importa – a princesa já ia saindo, mas Ino colocou-se em sua frente. – O que você quer?

– Entender por que continua com a farsa. É por causa do Shikamaru?

– Eu não faço idéia do que está passando por sua cabeça de minhoca, Yamanaka, mas senão sair da minha frente agora, eu perderei a minha paciencia.

– Eu vi seus registros médicos, eu sei de tudo.

– O que? VOCÊ O QUE?

– Foi sem querer na verdade. Eu estava procurando outra coisa, mas acabei encontrando seus registros e...

– LEU COISAS QUE NÃO SÃO DA SUA CONTA.

– Sim! Eu li e sei muito bem que Ichigo não é seu filho e muito menos de Shikamaru!

– Eu nunca disse que era!!!

– Mas fez todos pensarem que é seu filho!

– ELE É MEU FILHO!

– VOCÊ É ESTÉRIL!!

Temari se calou como se tivesse tomado um soco no estomago e Ino percebeu que havia ido longe demais. No mesmo instante que pronunciou as palavras se arrependera. O que estava fazendo? Kami-sama! Quem havia se tornado?

– Me desculpe, Temari, não é da minha conta e não precisa contar nada.

– Mas eu quero saber.

A voz grossa fez Ino fechar os olhos com força, amaldiçoando seu azar. Por que isso estava acontecendo com tanta frequencia?

– Quem vai me explicar o que está acontecendo aqui? – Shikamaru perguntou calmamente, trancando a porta atrás de si e deixando explicito que não iria mudar de idéia.

Temari soluçou o que chocou os dois ninjas de Konoha que viram a princesa de Suna se contorcer no sofá da saleta.

– Eu nem sempre fui estéril. – ela começou baixinho enquanto os dois a olhavam com atenção – A cinco anos eu acabei engravidando – ela soluçou mais uma vez alto – mas perdi o nenem em uma emboscada. Bandidos tentaram me sequestrar para pedir o resgate, eu lutei e acabei sendo ferida gravemente. Eu perdi o meu filho e eu não tinha mais como engravidar. – uma lágrima caiu dos olhos verdes que ela limpou com brutalidade e em seguida deu um sorriso fraco – Nessa epoca, eu conheci Yshimoda, uma velha que havia perdido a filha e cuidava do neto bebê. Eu a ajudei e acabei me apegando a Ichigo. Yshimoda morreu e o resto vocês já imaginam.

– Então você não é...

– Ele é meu filho, não importa o que os outros pensem, Shikamaru – dessa vez a voz da princesa saiu inabalada e sem brecha para que alguém a contradissesse. – Agora senão se importam, eu vou vê-lo. – ela abriu a porta, mas um chamado a parou.

– Temari – ela olhou para o ninja que a fitava com intensidade – De quem era o filho que estava esperando?

A princesa sorriu tristemente e balançou a cabeça negativamente.

– Você seria um pai problemático, Shikamaru. – e dizendo isso, ela não esperou para ver a reação dele e saiu o mais depressa possivel, sem conseguir conter as lágrimas de dor da ferida novamente aberta.

Mas ela precisava ser forte. Seu filho havia morrido, e ela não poderia deixar que isso acontecesse de novo.

Na sala, Shikamaru desabou na cadeira apático e pela primeira vez em muito tempo, Ino viu uma lágrima solitária escorrer pelo rosto moreno de seu parceiro.

– Shikamaru, eu sinto muito! – ela o abraçou que foi retribuido com um outro abraço forte e tremulo.

– Eu também, Ino.

**********

Hanabi bufou finalmente ao se ver livre da prisão do clã. Quem Neji pensava que era para mandar nela desse jeito? Ela faria as coisas do seu jeito, nem que para isso tivesse que matar, quem quer que fizesse uma nova piadinha sobre ela.

Uma dor de repente a atordoou e ela caiu de joelhos sobre folhas secas. Antes que pudesse se recuperar, seus braços foram imobilizados e suas mãos presas acima da cabeça, ela caiu deitada e sua cabeça latejou com o choque com uma pedra no chão.

– O que está fazendo, seu idiota? – ela resmungou irritada. Se fosse mais uma piadinha de Konohamaru, o mataria – Está me machucando.

– Ah, mas não é nem o começo da nossa brincadeira, querida.

Hanabi arregalou os olhos ao reconhecer seu colega de time, Taiko.

– Qual o seu problema, imbecil!! Me solta agora!!!

– Ah Hanabi-chan, não precisa mais fingir que não gosta dessas coisas. Aposto que Konohamaru nem deu conta do recado. – ela corou e ele gargalhou – Eu prometo te dar muito prazer, docinho!

– Não ouse me tocar!

– Daqui a pouco você vai implorar para eu te comer, inteirinha.

– SOCORROOOO!!!! SOC... – ela se calou quando um pano velho foi amarrado em sua boca e a esta altura, a caçula começava a sentir palpitações de pânico. – HMMMMmm!!!

– Calma querida. Não queremos que ninguém nos ouça heim?! – ele pegou as pernas dela que se debatiam e as abriu, se deitando entre elas, enquanto observava encantado o desespero da Hyuuga.

Os olhos prateados já estavam cheios de lágrimas, o que o satisfez ainda mais,

– Quem diria que Hyuuga Hanabi fosse tão fácil de se domar. Agora você vai pagar por me esnobar todos esses anos. – e para pontuar isso, ele beijou a boca dela amordaçada enquanto suas mãos viajavam pelas curvas do corpo adolescente.

Ao sentir algo duro contra sua intimidade ainda coberta pela roupa, Hanabi tentou gritar e arregalou os olhos, pedindo a todos os deuses por ajuda.


Notas finais
Então?
Finalmente o mistério da Temari foi desvendado heim?! E o Akihiko voltou a cena, para quem estava com saudades dele.
Teve pouco NaruHina, mas por enquanto eles vão aproveitar o momento love deles, mas até quando isso vai continuar?
E agora a Hanabi está em apuros, será que alguém vai salvá-la?
Ah, e no próximo cap também, momentos InoGaara apimentados!!
NÃO PERCAM! Prometo não demorar taaaaantooo!!
Beijos e até a próxima no mesmo bat-canal!!!