Paraiso Imperfeito

13 Sentimentos confusos


Notas iniciais
Viu, eu disse que não ia demorar...tanto xD
Obg pelos reviews. Agradecimento também a Reehb1, fer e lulu_miranda que recomendaram a fic. Gente dez recomendações quase chorei de felicidade T.T
inner: para de drama e posta logo ù.ú
- ok U.U. Boa leitura
ps: relevem os possiveis erros de portugues...tava cansada e não revisei, foi mal!

\"Não há paraiso sem serpente, nem céu sem demônio.\"

(Johan Wolfgang Von Goethe)

Irresistível. A atração entre eles era inegável e inevitável, de forma que era impossível controlar o desejo que tomava conta de seus corpos a cada vez que ficavam perto o suficiente para se tocarem. Infelizmente, a farsa ainda continuava e a dissimulação de suas próprias vontades era importante para que ninguém desconfiasse que Naruto Uzumaki não era mais o bobo de mente infantil. E Hinata deixara de ser tão pura e recatada. Pelo menos quando estava com ele, o Uzumaki, o pervertido, malicioso e canalha que a tornara tão canalha quanto ele.

Agora, em cima daquela cama paga por outros, naquele quarto que não era deles, seus corpos se embolavam e dançavam ao ritmo sensual e erótico que ambos inventavam a fim de consumarem o desejo sentido um pelo outro.

As posição haviam se invertido, agora o Uzumaki contemplava o corpo desnudo e esguio da morena em cima do seu, sentia as cochas grossas e firmes em cada lado de sua cintura e não hesitava em apertá-las ainda mais contra si, enquanto a pequena parecia querer enlouquece-lo, rebolando e roçando em seu pau, sem deixar que ele a penetrasse.

Estava prestes a explodir.

Hinata gostava do que via. Naruto estava tão cheio de desejo e vontade de tê-la que mal aguentava os próprios gemidos. E agora, era ela que o enlouquecia com provocações cruéis e torturantes que ele próprio lhe ensinara.

Remexendo preguiçosamente o próprio quadril, ela se abaixou até que seus seios se esfregassem no peitoral dele quente e suado. Sua boca se encontrou com a dele em um selinho rápido para depois se transformar em um beijo quente, aonde suas línguas se tocavam com a ânsia de provarem um ao outro. Sorrindo, ela interrompeu o beijo e chupou o pescoço bronzeado deixando ali a sua marca.

Naruto: Eu já disse que você não deveria...me provocar assim... — disse, interrompendo-se apenas para soltar um gemido baixo ao sentir a língua dela em sua orelha e as unhas arranhando com força seus braços — ...hinatinha.a.a

Hinata: Você não é o único que pode se divertir... — ela disse fingindo-se emburrada e fazendo um biquinho provocante que ele tentou beijar, mas que ela desviou e sorriu angelical. — ...Naruto-kun. — ela então depositou um beijinho na bochecha dele, novamente desviando de sua boca, e beijando o queixo. Foi descendo até o pescoço e depois ao peitoral.

O torturador de minutos atrás, agora sentia na pele a própria tortura imposta a si. Desesperava-se sentindo a boquinha vermelha e inchada lambendo e beijando um caminho pela sua barriga, enquanto o corpinho perfeito e gostoso esfregava-se no seu a cada oportunidade. Quando as mãos dele ameaçavam também entrar no joguinho, ela recuava e parava o que estava fazendo deixando bem clara suas intenções. Uma doce tortura.

Quando os beijos chegaram até a região da cueca, ele sentia a própria ereção querendo explodir, principalmente ao sentir duas mãozinhas em toda a extensão.

Naruto: H-hinata! — ele não conseguia mais controlar-se. E quando sentiu as duas mãozinhas apertando e atiçando ainda mais seu membro, em movimentos de vai e vem, enquanto aquela mulher ria e corava em uma mistura de inocência e luxuria, ele jurou que não se responsabilizava mais pelos seus atos.

Em um gesto quase brutal e de puro desespero, ele puxou-a novamente para si, mais uma vez invertendo as posições e ficando por cima da pequena moça que não teve qualquer reação diante de sua atitude inesperada. A boca que antes lhe era negada agora estava entreaberta e ofegava, esperando por um toque, por um beijo que ele não deu.

Mordeu o lábio inferior dela enquanto afastava suas perna posicionando-se entre elas. Tocava a cabeça de seu pau na entrada quente e intima e recuava, vendo com um sorriso satisfeito os seios macios pularem a cada respiração cortada de ansiedade daquela menina-mulher.

E ela remexia-se, apertava os olhos e a boca, procurava o corpo dele com o seu, na ânsia de senti-lo de vez, mas o mesmo continuava a provocá-la esfregando seu pau contra a intimidade dela, fazendo-a tremer, ofegar e tentar se agarrar em algum lugar da cama para conseguir conter o próprio descontrole.

Hinata: N-naruto-kun...rá-pido... — ela murmurava com a respiração entrecortada e a voz carregada de desespero.

Aproveitando ao vê-la jogar o pescoço para trás, e seus seios arrebitarem-se para frente, ele tomou um deles com as mãos esfregando o mamilo com o polegar, arrancando mais um gemido dela. Colocando sua boca no ouvido dela, ele aspirou fundo o perfume adocicado dos cabelos e da pele e riu roucamente em sua orelha, depois com sua língua brincou com o lobulo macio.

Hinata: N-naruto.o...o...ah!

Naruto: Sim, Hinatinha? — perguntou do jeito mais cínico, a voz carregada de segundas intenções. — Eu só farei se você me pedir. — lambeu o pescoço mordendo o ombro branco levemente. — eu quero te ouvir me pedindo, Hinatinha, implorando para me ter dentro de ti.

Hinata: on-egaaai...onegai, Naruto-kun... — ela dizia entre os gemidos que subiam por sua garganta sem que pudesse controlá-los. — e-eu quero você. A-agora, o-oneegaai. Oneg....-

Suas palavras se transformaram em um gemido alto que ecoou por todo o quarto, quando Naruto a penetrou sem aviso. Rápido, cortante e bem fundo, ele arrancou gemidos de puro êxtase dela, enquanto dava estocadas lentas e intensas que a faziam sentir toda a extensão de seu membro invadindo todo o corpo pequeno e frágil.

Entrelaçando suas pernas na cintura dele, chamava-o para mais perto de si, abraçou seu pescoço e beijou a orelha masculina.

Hinata: m-mais rápido...o-onegai... — ela falava e gemia no ouvido dele. Sabia o quanto aquilo o enlouquecia. Gemia baixinho e preguiçosamente, sentindo o membro dele lhe invadir cada vez com mais força e velocidade, logo tornando-se frenético para mais uma vez torturá-la em um ritmo lento. E ela gemia com mais força, abraçando-se nele como se sua vida dependesse disso, e em seu intimo, ela tinha a impressão que sim. — N-narut-o-o. — mal conseguia falar, o ar faltando em seu peito devido a agonia entre suas pernas aumentar ainda mais. Ele a calou com um beijo quente e delicioso enquanto mais uma vez voltava aumentar a velocidade das estocadas.

E o beijo foi interrompido quando ambos tiveram que gemer tamanho o prazer explosivo que se instalava por seus corpos unidos e frenéticos, dançando o louco ritmo da paixão e do desejo.

Entretanto, quando de repente, observou aqueles olhos perolados tão grandes e brilhantes, algo fez despertar no loiro lembranças indesejáveis. O desprezo daquele clã, o preconceito de toda aquela vila que mesmo depois de tantos anos ainda habitava nos recantos mais fundos de suas almas, já que não podiam mais externá-las devido ele ter se tornado um salvador da vila. Mas o medo, a raiva e o desprezo, ainda existia, os Hyuugas eram apenas os únicos que tinham coragem de deixá-la a mostra.

- E você está comendo uma nesse exato momento. — aquela voz sombria e debochada não deixava qualquer duvidas. A raposa se encontrava cada vez mais perto de sua alma, podendo mais uma vez tomar conta de seus pensamentos — Que irônico. Será que ela não sente tanto nojo de você quanto os outros?

A pergunta dela, seguida por uma risada maldosa ecoou pela cabeça do Uzumaki que mais uma vez encarava a face rubra e contorcida daquela HYUUGA. Os olhos prateados, marca do clã, estavam serrados e por um instante, Naruto desejou que não pudesse mais vê-los, até notar sua própria tolice. Estava se deixando manipular pela raposa mais uma vez.

Naruto: Olhe pra mim! — ele ordenou tirando todo o seu pau de dentro dela, e voltando a penetrá-la arrancando-lhe um gemido esganiçado pela surpresa. Os olhos se apertaram ainda mais – Abra os olhos! — a estocada foi mais forte, assim como suas mãos já a apertavam, provavelmente deixariam marcas na pele pálida e macia.

Queria que ela o visse, enquanto violava seu corpo, queria que ela soubesse que estava transando com o demônio que todo o seu clã renegava e odiava.

E sem perceber, estava sendo possuído cada vez mais pela raposa.

Quando Hinata abriu os olhos, com esforço, surpreendeu-se ao ver os olhos de seu amado, avermelhados e estranhos. A força dele era grande, e de repente, percebeu que a quentura de seus corpos se devia ao chacra da Kyuube que começava a fluir por Naruto e encobria os dois. Contudo, ao invés de ter medo, Hinata o amou ainda mais.

Enquanto isso, flash\'s do genjutso que fora tão real para o loiro, passavam por sua mente, agora encoberta pelas trevas e pelas palavras venenosas da Kyuube.

Kyuube: No fundo você sabe. Genjutso ou não. O seu futuro lhe foi mostrado. — ela riu – não importa o que faça, não importa o quanto tente. Sempre será o jinchuuriki da Kyuube no Yoko. Eu sou maior que você. É a mim que eles veem quando te olham. Por que com essa aí, seria diferente? Imagine Uzumaki – sua gargalhada tornou-se intensa do mesmo jeito que as estocadas – Eu é que na verdade estou comendo a herdeira dos Hyuugas.

Naruto não soube exatamente o por que, mas as palavras da raposa o fizeram ter vontade de imediatamente parar o que estava fazendo por mais prazeroso que estivesse sendo. A força da Kyuube, o calor dela encobrindo a ambos deixava o ritmo dos corpos mais frenético, era insano, mas tudo aquilo o estava deixando mais exitado ainda. Entretanto, só por pensar que não era ele que estava ali, com Hinata, transando e enlouquecendo com ela, aquilo o fazia ter ainda mais raiva. Ele só não sabia de quem.

Mas, como se tivesse percebido suas intenções, Hinata imediatamente o abraçou com mais força, pernas e braços o prendendo e o impedindo de terminar aquele ato tão gostoso. Agora eles estavam sentados, ela em cima dele, subindo e descendo em seu membro, rebolando e esfregando seus corpos. Quando o shinobi olhou em seus olhos, percebe-os brilhantes e ansiosos, e descobriu com espanto que ela estava tão excitada quando ele.

Mas seria com ele que ela fazia amor? Seria realmente com ele que ela queria estar? Claro que não. Era obvio. Não importa se ele não a vira no genjutso. Hinata estaria do lado de todos, desprezando-o e escorraçando-o.

Naruto: Você é como todos os outros. — ele sussurrou engasgado devido as estocadas continuas e agora mais lentas — e vai me deixar também. — concluiu sentindo a cabeça dela balançar de uma lado para o outro debilmente devido a excitação.

Hinata: n-não...n-não – ela tentava dizer entre os gemidos, mas um gemido a fez se engasgar quando ele apertou seu traseiro a puxando de encontro a ele, colando seus corpos e a penetrando fundo.

Kyuube: Ela mente! Ela não quer você. Só está se divertindo as suas custas – a raposa jogou seu veneno, sentindo-se cada vez mais viva na mente do Uzumaki. E assim ficando cada vez mais próxima do controle do seu corpo.

Naruto: Mentirosa! — sussurrou para Hinata, com um sorriso feroz, mas cheio de rancor – Você vai me desprezar como todos os outros. — as mãos que apertavam a cocha grossa, subiram pelo corpo sentindo a barriga lisinha e os seios redondos e firmes. Tão macios que o fez acariciá-los lentamente enlouquecendo ainda mais a menina – Vai fingir que nada disso aconteceu, Hinatinha? — uma das mãos subiu até os longos cabelos azuis que foram torcidos e puxados para baixo, fazendo a cabeça dela cair para trás, deixando o pescoço como oferecimento para o uzumaki. Ele arranhou a garganta com os dentes e mordeu o queixo para depois lamber os lábios já inchados. — Vai fingir que eu nunca tive esse corpo que já passou pelas minhas mãos tantas vezes? — ele fora venenoso, sorrindo descrente enquanto ela fechava os olhos sentindo suas frias caricias e rebolava em seu membro sem poder aumentar o ritmo pois era segurada – Vai dizer que nunca foi minha, Hyuuga? — dessa vez ele perguntou com raiva e com as duas mãos agarrou-a pela cintura e a moveu com ferocidade fazendo a intimidade dela engolir seu pau com rapidez e arrancando um grito esganiçado dela. — heim? Vai Hinatinha!?

Hinata não entendia o por que das palavras dele, ou de por que agia assim, mas ainda sim deixava seu corpo ser guiado de encontro aquele membro duro e ereto que lhe rasgava por dentro e a fazia sentir uma explosão de êxtase e prazer. Apesar disso, a pouca sanidade que lhe restava deu a ela forças para desmentir aquelas acusações tão cruéis.

Hinata: Nunca! N-nunca fa-ria i-isso. N-nunca! — juntando todas as suas forças, ela conseguiu olhá-los nos olhos com firmeza – Não importa o que aconteça. Eu vou sempre e-estar com você...n-naruto-k-kun...

Ao ouvi-la Naruto pareceu esquecer-se de qualquer angustia ou insegurança diante daquele olhar e daquela certeza tão sinceros. A raposa continuava a tentar lhe manipular, mas ele não mais a escutava, naquele momento, Hinata o abalara tão profundamente que chegava a ser insano o modo como seu coração se acalmou.

Não importava como ou por que, mas naquele momento acreditou que realmente Hinata nunca lhe abandonaria.

Mais um gemido. Olhos vermelhos se transformaram em azuis. Uma estocada mais forte. Um abraço de dois corpos suados e em seu limite. E enfim uma explosão de prazer que fez ambos chegarem ao ápice ao mesmo tempo,gozando juntos o momento sublime e quase celestial que seus corpos estavam sentindo.

Sem forças, os dois caíram na cama que não era deles. Naruto ainda por cima, ficou um tempo abraçado a cintura fina de Hinata tentando controlar a própria respiração enquanto ela fazia o mesmo. Suados e ofegantes, a racionalidade enfim voltava depois de algum tempo sem aparecer, e os fazia contemplar o estado do local em que estavam.

A cama, obviamente era a mais revirada, entretanto também estava fora do lugar devido os movimentos nada suaves dos dois. O abajur que estava na mesinha de cabeceira agora não estava mais lá e eles rezavam para que não estivesse quebrado. Roupas ninjas espalhadas pelo chão. Definitivamente, quem quer que fosse limpar aquele quarto não ficaria muito feliz.

Tal pensamento fez Hinata sorrir sem se conter, mas parou imediatamente quando Naruto a olhou, sério e tão profundamente que a fez corar. E dessa vez ele não debochou. Para sua surpresa, aproximou-se mais dela ficando com seu rosto a milímetros de distancia. Com suas testas encostadas, ela não pode se conter e acariciou o nariz dele com o seu. Um gesto tão carinhoso que a fez tão feliz.

Naruto: O que disse, é serio? — ele perguntou em um sussurro, dessa vez, ele quem passava o nariz pela face dela, lentamente e despreocupado. Ou pelo menos parecia estar.

A morena ainda ficou alguns segundos sem saber do que ele falava até relembrar os últimos momentos, estranhos e assustadoramente excitantes deles. As palavras sem nexo, as acusações falsas, mas as respostas verdadeiras e sinceras.

Hinata: Hai. — ela disse convicta e ficou confusa ao vê-lo rir. Por um segundo parecia um riso triste, mas ela não teve certeza.

Naruto: Baka...E quando o seu grande amor, corresponder a você. Vai continuar e traí-lo comigo? — debochou já sabendo que a tinha pego, entretanto surpreendendo-se ao percebe-la calma e confiante.

Hinata: Hai – o sorriso dela parecia estranho e incrivelmente divertido. Ele só não entendia o que tal situação tinha de tão engraçado – Não i-importa s-se ele me c-corresponda... — ela corou ficando extremamente hesitante nessa parte, mas ainda sim com um sorriso que ficou ainda maior quando voltou a encará-lo, mas confiante – eu vou continuar c-com você, n-naruto-kun.

E mais uma vez, ele se viu envolvido por uma sinceridade tão comovente e pura que fazia seu coração se aquecer de uma forma tranquila. Se pegou pensando o quanto aquela Hyuuga era diferente, não apenas das pessoas do seu clã, mas de todas as mulheres que ele conhecera. Ela era quase perfeita.

A mulher perfeita tinha apenas uma mancha na sua vida: ele próprio, Naruto Uzumaki.

Afinal, o que diabos ela estaria fazendo com alguém como ele?

Sorriu tentando tirar esses pensamentos sem sentido e dramáticos de sua cabeça, e rolou para o lado, surpreendendo-a ao levá-la consigo e fazê-la deitar em seu peito.

Naruto: Ou você é muito safada, Hyuuga Hinata – ambos riram – ou é muito baka. — ele a ouviu soltar um muxoxo e sem perceber acariciou os ombros ainda nus. Pele tão macia, mas a medida que a olhava percebia que haviam marcas por toda a extensão de seu corpo, marcas iguais e algumas recentes. Mas provavelmente todas feitas por ele.

Apenas a marca arroxeada e agora já meio apagada, se destacava das outras, feia e disforme, Naruto irritou-se ao pensar que esta não significava a marca dele, e sim a marca da violência de um desgraçado, com aquela mulher que ela dele.

Dele? Ao dar-se conta de tal pensamento, teve vontade de rir. Definitivamente estava viajando, mas de certa forma era verdade. Ela estava com ele, não? Era com ele que ela estava nas noites que não dormia em casa, certo? Era por ele que ela gritava quando estava prestes a explodir em um orgasmo, não era? Então estava certo. Hinata era mesmo dele. Pelo menos por enquanto, aquela Hyuuga era sua e somente sua.

Hinata estava em êxtase, viajava no mais puro sonho apenas com aquele toque suave e o calor daquele corpo tão perto de si, que estava ali, sem segundas intenções, sem vontades maliciosas. Mas então a realidade a atingiu como uma faca que a fez levantar a cabeça com brusquidão, percebendo que o uzumaki já estava quase dormindo.

Hinata: Naruto-kun, precisamos sair daqui. O quarto não é nosso!

Naruto: Quando eles estiverem chegando, você vai saber.

Hinata: d-demo e o que faremos? — ela perguntou com os olhinhos arregalados de panico e vergonha ao pensar na situação em que se encontrariam.

Naruto: Não se preocupe – ele suspirou, visivelmente sem qualquer preocupação – apenas prepare-se para correr.

Diante da cara emburrada dela, ele riu e beijou seus lábios que estavam em um enorme bico. Ela corou, mas ele não viu, já tinha fechado os olhos e parecia ter caído em sono profundo.

Naruto mais uma vez sentiu o lugar escuro e água molhar os seus sapatos, e soltou um muxoxo ao perceber para onde fora levado. Ainda sem abrir os olhos, ele cruzou os braços, exasperado. Tinha certeza que sonharia aquela hora.

Kyuube: Você não cumpriu seu acordo. Disse que me libertaria por alguns instantes se eu o ajudasse a sair do genjutso.

Irritado com a acusação, o loiro a olhou bufando.

Naruto: Baka, não me venha com drama! Nosso acordo era que deixaria você se infiltrar no meu corpo, mas sem conseguir se libertar, por isso retirei uma parte do selo, mas você veio logo fazendo a minha cabeça, me confundindo e tentando me dominar. E tem mais, se fosse só isso, tudo bem, quer dizer, é rotina tentar se soltar, mas POR KAMI-SAMA, NÃO TINHA OUTRA HORA NÃO? Kuuuuusooo maldita!!! Eu podia ter machucado a Hinata.

A raposa rosnou enfurecida, se atracando nas grades da sela e mostrando os enormes dentes que era do tamanho de Naruto, mas o mesmo não se intimidou. Aproximou-se da sela, sério e juntando um pouco de chacra, ele recolocou a parte do selo que havia tirado antes.

Naruto: Agora não me amole mais!

Kyuube: Você ainda vai precisar de mim de novo, moleque!!! — foi a ultima coisa que ele ouviu antes de retornar para seus sonhos e deixar a sela aonde estava presa seu pior pesadelo.

Hinata não sabia que horas eram, nem a quanto tempo estavam ali, as janelas estavam todas fechadas e não havia qualquer relógio. Mas vendo-o dormir tão serenamente, ela se deixou preocupar-se apenas em contemplar a face tão angelical daquele homem, por muitos tachado de demônio. Pra ela, sempre fora tão controverso e inacreditável um anjo ser um demônio, mas Naruto soube exatamente lhe ensinar e lhe mostrar ambos os lados.

Ela sofreu, mas também o amou ainda mais.

Se perguntou se saberia conviver com isso para sempre. Se perguntou se o seu amor era tão forte assim? E surpreendeu-se ao pensar que sim.

OoOoOoOoOoOoOo

A manhã daquele dia, nasceu extremamente preguiçosa, mas ainda sim, os quatro shinobis da vila da folha, já haviam ido reportar a missão “fracassada” até o kage, prometendo tomar serias providencias assim que retornassem a konoha. E agora já estavam prontos para sair do hotel. Hinata e Naruto esperavam pelo outro casal, como sempre disfarçando os incríveis momentos que tiveram no dia anterior. As vezes Hinata até se perguntava se realmente não era tudo uma farsa de sua cabeça. Eles disfarçavam muito bem mesmo.

Naruto: Oe, Sakura-chan, por que vocês dois estão nesse quarto? — perguntou o loiro de repente. Sakura e Sasuke haviam saído do quarto do moreno e ao que tudo indicava passaram o resto do dia no quarto de Sakura – o quarto do teme é maior e tem uma vista melhor.

Hinata e Naruto viram a rosada imediatamente fechar a cara, principalmente quando a porta do quarto ao lado do quarto de Sasuke abriu e um casal animado saiu de lá, deixando a porta aberta mais uma vez. Dessa vez, foi inevitável Naruto e Hinata não se olharem e depois fitarem Sakura que fuzilava o casal com os olhos esmeraldas faiscando de raiva.

Sakura: bando de pervertidos. Vocês acreditam nisso? Eu e o Sasuke não pudemos nem descansar por causa deles.

Hinata: n-nani? Por que?

Apesar da fúria, Sakura desviou o olhar e corou intensamente, enquanto até Sasuke mantinha um olhar feio e o rosto levemente corado.

Sakura: Eles...hm...fizeram muito barulho ontem...er...se é que vocês me entendem. -ela olhou hesitante para a hyuuga que pareceu perplexa, e acabou interpretando erroneamente que seria por timidez e recato – São dois ninfomaníacos descontrolados que não respeitam os vizinhoss!! — ela continuou possessa, deixando Hinata mais vermelha e Naruto coçando a nuca com um sorriso forçado.

Hinata pensou que fosse desmaiar de tanta vergonha, principalmente quando percebeu que o uchiha carrancudo e constrangido a olhava acusador.

Em panico, Hinata não teve mais duvidas. O uchiha sabia de tudo.

E a vontade de desmaiar apenas aumentava, já que a vermelhidão em seu rosto era impossível ficar mais intensa.

Naruto: Então, vamos?

Sakura: Vamos! Eu to louca pra voltar pra konoha *_*

Todos: hai – e eles enfim partiram.

A viagem não fora tão terrível como imaginaram a alguns dias atrás.

oOoOoOoOoOoOoO

Mitarashi Tenten contemplou os portões altivos do enorme clã Hyuuga e se perguntou pela milionésima vez o que viera fazer ali. Quando acabara de dar as aulas do dia, voltaria para casa tranquilamente como sempre, mas a alguns dias, mais precisamente desde a briga com um certo moreno, que ela sentia a extrema necessidade de ir até aquele clã. Aonde, coincidentemente – ou não – era aonde ele morava.

Iria entrar, mas ao invés disso suas pernas recuaram hesitantes. Por fim, ela suspirou derrotada. O que ela faria ali afinal? Foi besteira e uma completa bakisse de sua parte ter ido até lá, para começo de conversa.

Mas não estava lá por ele, ela completou em pensamentos. Não! Definitivamente não havia ido aquele clã Hyuuga para vê-lo, quer dizer, não era apenas ele que ela conhecia lá certo? Havia Hinata...se bem que ela sabia que a amiga ainda estava em missão, mas isso era apenas um detalhe, não?

Certo, que tipo de kunoichi ela estava sendo? Desde quando ficou tão covarde daquele jeito? Tinha que enfrentar a situação com coragem e frieza como sempre tratara suas missões. Qual era a situação?

Bom, o fato era que estava apaixonada. Pela primeira vez, sentiu-se realmente e completamente apaixonada por alguém. E como se não bastasse esse alguém era a pessoa mais fria, sem coração e sem expressão da face da terra. E também seu melhor amigo, e ex-companheiro de time...

Tenten: Neji!! — seu tom saiu uma oitava acima devido o susto que tomou quando os enormes portões se abriram e o moreno apareceu a olhando impaciente, como se soubesse o tempo todo que ela estava lá.

Baka, e ele sabia.

Neji: Afinal, quando vai decidir entrar? — apesar da sua visível irritação, sua voz continuava fria e calma. O que por sinal, irritava bastante a mitarashi, que imediatamente fechou a cara, esquecendo-se do próprio constrangimento.

Tenten: Você não manda em mim! Eu decido se quero entrar ou não! — ela falou rápido e grosseiramente fazendo o Hyuuga suspirar enfadado como se não fosse a primeira vez que ouvisse aquilo. E não era.

Neji: Certo, então já decidiu?

Tenten: Hai! — ela disse desafiadora.

Neji: Então entre. Precisamos conversar.

Tenten: Decidi que não vou entrar! E quem disse que eu quero conversar com você?

Tal atitude surpreendeu o Hyuuga, mas ainda sim ele era muito bom em camuflar seus sentimentos e continuou inexpressivo fitando a moça que tinha os enormes olhos chocolate, irritadiços e desafiadores.

Neji: E o que veio fazer aqui, então?

Tenten: Não que seja da sua conta, mas queria falar com a Hinata-chan!

Neji: Ela ainda não voltou de missão.

Tenten: Então eu já vou – mas antes que pudesse virar-se para seguir seu caminho, de forma orgulhosa e inabalável como pretendia fazer, viu sua imagem se desmontar, quando foi puxada por uma mão fria a impedindo de ir embora. — o que você quer?

Neji: Nada. Apenas quero saber, quando essa birrinha infantil e sem proposito vai continuar.

Tenten: Eu não estou fazendo birrinha!!! — ela disse, irritada, puxando o próprio braço com brutalidade – o fato de eu não estar a sua disposição, oh grandioso Neji – frizou o apelido com ironia fazendo o rapaz revirar os olhos. Ela sempre o ironizava daquela maneira quando estava irritada – é por que tenho um encontro com uma pessoa!

Neji ficou em silêncio, mantendo sua face sem expressão, enquanto Tenten fazia um enorme esforço para não desviar os olhos daquelas orbes peroladas tão frias e faiscantes que fazia seu coração pulsar de medo e excitação.

Neji: Com quem? — ele perguntou depois de alguns segundos de puro silêncio. Seu tom era mis frio do que nunca, o que deixou a kunoichi levemente corada.

Tenten: com alguém! — rebateu apesar do constrangimento – a-agora com licença por que já estou atrasada!

E para seu alivio desta vez ele não a impediu e ela finalmente se foi, altiva e ainda mais orgulhosa, apesar de seu coração pulsar tão desesperadamente que ela podia ouvi-lo. No fundo, admitia que queria que ele a impedisse de novo. Assim como queria que ele a amasse. Mas sabia que era uma coisa impossível..

Neji acompanhou fixamente cada movimento da kunoichi enquanto ela se afastava. Maldita seja! Como era teimosa! Ela definitivamente lhe tirava do sério.

Principalmente por que, naquele momento, estava realmente cogitando a ideia de segui-la e depois que descobrisse quem era esse tal encontro, acabasse com a pessoa na mesma hora. De forma bem dolorosa.

Não acreditava que faria isso. Realmente havia dado um passo em sua direção, mas parou imediatamente e projetou o braço em frente ao rosto repelindo assim o tapa que levaria da pessoa que estava escondida por ali, observando toda a cena, o tempo todo.

Neji: O que faz aqui, Hanabi-sama? — ele perguntou, sem desviar os olhos do caminho por onde Tenten havia sumido.

Hanabi: Não vou deixar que se rebaixe a tanto. — ela disse ferozmente

Neji: Não sei do que está falando. Se quer me falar algo seja clara.

Hanabi: Mais clara do que eu já fui? — ironizou, para depois olhá-lo, séria. Tão lindo. Desde o beijo ele nunca mais lhe deu uma chance para que ficassem sozinhos, sempre fugindo ou a levando para lugares com muitos membros do clã, provavelmente para que ela não tentasse beijá-lo outra vez. Passara noites inteiras pensando se havia beijado mal, Konohamaru nunca havia reclado, mas Neji era um nível muito mais alto do que o seu namoradinho pirralho – Se quiser posso mostrar? — ela lhe sorriu, doce, e por um instante viu satisfeita o hyuuga engolir em seco. — Neji...eu...

- Neji-san! — um terceiro Hyuuga apareceu de repente, afobado e aliviado por ter encontrado Neji – Hiashi-sama o está chamando.

Neji: Hai. — e dizendo isso, ele voltou a entrar no clã, deixando uma Hanabi sozinha e furiosa que fuzilava o outro servo com os olhos.

- A-algum p-problema, Hanabi-sama?

Hanabi bufou e saiu pisando duro, deixando o pobre hyuuga cheio de duvidas e medo de ter feito algo errado. O temperamento explosivo da filha caçula do líder do clã era conhecido por todos e também temido.

A hyuuga continuou andando pensativa pelas ruas de Konoha. Precisava arrumar um jeito de conquistar de vez aquele ser frio e cabeça dura que era seu primo, precisava lhe mostrar que não era mais uma menina. Havia se tornado uma mulher, a mulher certa pra ele. Por um momento quis ser Hinata, que teria de se casar com ele, mas depois repensou e ponderou que não tinha a menor vontade de comandar o clã. Queria apenas o Hyuuga, o clã podia ficar com Hinata, ela não ligava, na verdade estava cansada de todas as regras e frieza daqueles velhotes estranhos e mal amados, coisa que seu pai já estava começando a virar.

Ela sempre amara muito o pai, mas não gostava nenhum pouco do jeito como ele era frio com as filhas e com o passar do tempo, percebeu que não ligava mais para o carinho dele. Ela só queria ser livre, fazer o que queria e viver como queria. A sua vontade imbecil de tomar o lugar da irmã e ser líder se tornou apenas uma lembrança sem sentido, assim como a admiração que sentia pelo primo, se tornou uma paixão avassaladora.

Sorriu relembrando do beijo que lhe dera e sem que pudesse se conter, passou as mãos pelos lábios como se pudesse sentir o gosto do beijo mais uma vez, mas seus pensamentos foram cortados com a visão de uma kunoichi sentada sozinha num banco de praça.

Tenten estava com a cabeça entre as mãos e os cotovelos apoiados sobre as cochas, parecia incomodada com algo, e principalmente estava sozinha. Hanabi já desconfiava disso. Ouvira tudo e era obvio que o suposto encontro era apenas uma mentira inventada de ultima hora, não entendia com Neji não havia percebido. Um tiro dado no escuro que atingira o alvo por sorte, já que também ficou obvio que o Hyuuga ficou visivelmente abalado com a situação.

Mas Hanabi não era garota de se intimidar. Admitia que aquela kunoichi tão simples e sem graça, que na infância mais parecia um garoto, nunca preocupou a hyuuga, mas já que ela queria guerra, não iria recuar. E usaria de todas as armas para isso.

Hanabi: Veremos que ficará com ele, mulherzinha dos coques. — fuzilou a mitarashi com o olhar e se foi em direção oposta. Havia declarado guerra a Tenten.

OoOoOo_ALGUNS DIAS DEPOIS_OoOoOoO

O time de jounnin\'s mandados em missão a dias atrás finalmente volta para Konoha, aliviados e extremamente felizes de voltarem para casa depois de tudo o que passaram. Seja pela missão complicada ou a convivência difícil entre ambos, fora realmente bastante desgastante para todos, mas apesar da missão ter sido um completo fracasso, no fundo os quatro estavam felizes por estarem em completa paz, de novo.

Ao reportarem a missão a Tsunade, a Hokage não ficou muito satisfeita, e ainda sim bastante preocupada com o misterioso shinobi de olhos vermelhos, precisaria tomar providencias. Os quatro foram dispensados, Hinata foi a primeira a se despedir do grupo indo para o clã, Naruto foi em seguida para sua casa, deixando o casal 20 sozinhos e ansiosos para aproveitarem o tempo e namorarem um pouquinho depois de tantos dias separados. Infelizmente, seus planos foram totalmente frustrados, quando Yamanaka Ino surgiu do nada e levou Sakura embora, sem Sasuke nem perceber exatamente como.

Shikamaru tinha razão. Aquelas mulheres eram realmente problemáticas.

Ino: Vai me conta, eu quero saber tudo!

Sakura: sobre? — ela riu se fazendo de desentendida, sabia muito bem o que sua melhor amiga fofoqueira queria saber.

Ino: Como “sobre”? Antes da missão, você inundou minha casa com as suas lágrimas – Sakura lhe lançou um olhar feio, mas a loira nem ligou – disse que o sasuke era um estupido, imbecil, sem coração,que não te amava e agora ta aí, toda sentimental pra cima dele.

Sakura: Ah ino, a missão foi um fracasso, mas sinceramente to tão feliz por que acho que minha relação com o Sasuke-kun se fortaleceu ainda mais – ela suspirou apaixonada, enquanto fechava os olhos lembrando-se de todos os momentos juntos com o seu amado – sabe, ele até me disse que me ama.

Ino: NAAAAAAAAAAAAAANIIIIIIIIIIIIIIIIIII? O SASUKE??????? NÃO É POSSIVEEEEEEELLL!!!! EU NÃO POSSO ACREDITAR!!

Sakura: Nem você, nem todos da cidade né, porquinha, por que com esse seu escândalo, todo mundo já sabe!!!!! — disse irritada, fuzilando a loira com o olhar, enquanto esta lhe sorriu com uma gotinha na testa.

Ino: hehe, gomen, é que foi um choque muito grande. — ela riu e a rosada acabou rindo junto com a amiga. Estava tão feliz que mal podia se conter, mas logo percebeu que a loira parara de sorrir de repente e olhava algo acima de seus ombros.

Sakura: nani? O que foi porquinha?

Ino: eh? Nada! — ela disse, rapidamente, voltando a olhar para o chão, mas sem conseguir esconder a própria tristeza.

Estranhando a atitude da amiga, sempre tão animada e forte, a kunoichi médica virou-se e ficou algum tempo tentando descobrir o que se passava, até perceber que a alguns metros dela, no meio da multidão, um casal passeava abraçados. Um casal que ela conhecia muito bem, apesar de não ver a moça com muita frequência. Voltou a olhar para a amiga ainda sem saber se realmente estava entendendo e resolveu tirar a duvida.

Sakura: Faz tempo que eu não via a temari aqui.

Ino: É. Você sabe, quando ela fica entediada lá em Suna, ela vem aqui sugar o otario do shikamaru! — a loira praticamente cuspiu as palavras e Sakura se perguntava se ela percebia que agora estava de braços cruzados e fuzilando o outro casal com o olhar.

Sakura: Isso é ciumes?

Ino: Nani? — a pergunta repentina a pegou tão desprevenida que os olhos azuis ficaram arregalados como se tivesse sido pega em alguma traquinagem – eu? Com ciumes do shikamaru? Enlouqueceu, sakura?

Sakura: Iie, mas é o que parece.

Ino gargalhou. Uma gargalhada horrivelmente forçada e dissimulada.

Ino: Você tá brincando né? Eu com ciumes daquele preguiçoso? Mas que ideia mais sem sentido, é claro que eu... — ela suspirou pesadamente ao perceber que a amiga continuava séria a olhando descrente – tudo bem, é verdade. Talvez eu esteja com um pouquinho de ciumes dele...

Sakura: um pouquinho?

Ino: TÁ!! MUITO CIUMES, SATISFEITA?

Sakura: Hai – ela sorriu vitoriosa, mas depois compadeceu-se do olhar perdido da amiga loira – o que foi, Ino?

Ino: Isso não é normal. Eu não deveria estar assim. Sempre soube da relação do Shikamaru com a vagabunda das areias, então por que agora eu fico desejando que ela vá logo embora, e que ele volte pra mim? Será que eu virei uma daquelas maniacas viciadas em sexo? — arregalou os olhos desesperada, fazendo Sakura corar e uma grande veia saltar de sua testa – Por que o shikamaru pode ser preguiçoso pra algumas coisas, mas pra outras, ele tem um folego que uuuhh – ela própria se abana assanhada, sem perceber a veia na testa de Sakura apenas crescendo assim como sua vermelhidão.

Sakura: SUA PORCA TARADA!!! kami-sama, estou rodeado de pervertidos! — ela revirou os olhos, irritada, mas depois de se acalmar, voltou a olhar para a loira que ainda estava assustada com a sua relação. Suspirou, como faria Ino entender? — Ino, pensa um pouquinho. O que você está sentindo pelo shikamaru é algo muito mais forte que apenas um....vicio em sexo...entende? — quando Ino balançou a cabeça negativamente, ela puxou o ar mais forte tentando não perder a paciência com a loira – porquinha besta, você está apaixonada pelo nara preguiçoso!

Os olhos de ino se esbugalharam quase de forma sobre humana e ela pensou que talvez estivesse em um sonho estranho. As palavras de Sakura ecoavam por sua cabeça, e de uma forma estranha e bizarra pareciam fazer bastante sentido o que apenas assustava ainda mais a kunoichi. Ela? Apaixonada por Shikamaru?

Automaticamente voltou a atenção para o casal e os viu já longe, dobrando uma esquina. Shikamaru apanhava de temari, mas a yamanaka podia ver um sorrisinho realmente feliz e satisfeito nos lábios do ninja.

Ino: Sakura...

Sakura: sim?

Ino: E como eu faço para deixar de amá-lo?

A pergunta sem sentido feita de forma tão triste e desesperada, fez a haruno ficar sem graça e compadecida pela amiga.

Sakura: Se não for realmente amor, com o tempo vai sumir. Mas se for, você não pode se livrar dele, Ino.

Ino engoliu em seco. Aquela era a resposta que ela mais temia.

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Temari bufou irritada com a moleza do ninja. Mal haviam saído de casa e ele já queria voltar e começava a reclamar devido a compulsão dela por compras. Será que ele não podia entender que ela mal conseguia sair em suna, então tinha que aproveitar enquanto estava fora. Tal pensamento a fez lembrar-se de outra coisa importante. Deixou escapar um suspiro baixo de frustração, mas que foi o bastante para o rapaz moreno que andava observando as nuvens, se voltasse para olhá-la.

Shikamaru: o que você tem problemática?

Temari: Você se importa?

Shikamaru: Estaria perguntando se não me importasse? — suas palavras foram calmas e controladas, mas sempre aparentando menos preocupação do que realmente existia. Principalmente ligado aquela loira endemoniada. Ele ainda a viu ficar um pouco em silêncio, sem olhá-lo parecendo decidir algo. Até que voltou a fitá-lo com aqueles olhos verdes escuro tão bonitos, mas tão misteriosos.

Temari: Amanhã eu vou embora. — e sem esperar resposta, ela voltou a andar deixando o Nara para trás.

Shikamaru viu aquela mulher andando em sua frente. Tão bela e altiva que podia intimidar qualquer um apenas com o olhar, mas a ele apenas fascinava com seu jeito de poderosa e inabalável que as vezes chegava a irritá-lo. Era difícil para o shinobi conhecido por seu total controle admitir, mas aquela mulher podia fazê-lo perder a cabeça com a minima atitude. E a falta dela o fazia tão mal, quanto o reencontro entre eles o deixava extremamente nervoso e excitado. E agora, a volta dela para Suna, e assim o afastamento deles por mais alguns meses, o deixava com uma estranha sensação dentro do peito. Não era raiva, não era tristeza, era simplesmente o vazio. E esse vazio era o que desencadeava aqueles dois sentimentos. E a sensação de impotência apenas o frustrava ainda mais.

De repente sentiu algo em sua mão, e percebeu que ficara tanto tempo divagando que havia ficado parado, olhando para o nada. E agora, Temari estava mais uma vez ao seu lado, segurando em sua mão, o olhando tão perto e com uma intensidade que o fez quase corar. Ela acariciou sua mão suavemente e sorriu.

Temari: Vem, nós ainda temos tempo de fazer mais algumas coisinhas. — ela o puxou e ele foi com ela, sem hesitar.

Não importava mais que o que fossem fazer, eram mais compras, ou qualquer outra coisa que o nara achasse fútil e chato. Ele o faria sem reclamar. Por que tinha que aproveitar as ultimas horas com sua única perdição.

Mas quando entraram no hotel aonde ela se hospedava, percebeu que não era exatamente compras que eles fariam e teve ainda mais certeza ao vê-la sorrir maliciosamente.

Sua perdição.

Ele se rendia, e sem hesitar se perderia mais uma vez.

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Hinata sentia vontade de gritar de tanta frustração. Não adiantava o quanto tentasse, o quanto os enfrentasse, aquele clã sempre conseguia prendê-la em suas teias odiosas e cruéis.

Ela havia comunicado ao clã que não aceitava se casar com Neji, foi firme e direta, colocando todos os seus pontos e sem dar qualquer chance para que alguém pudesse interrompê-la. Na verdade, até mesmo surpreendeu a todos, mas ainda sim não seria tão fácil como imaginou.

Quando eles pareceram acatar sua decisão, ela sentiu-se aliviada e imensamente feliz com a sensação de ter ganho uma batalha. Mas estava enganada, a batalha vencida apenas lhe jogou para uma outra.

Hiashi: Hinata, você tem o direito de não aceitar se casar com Neji. — a voz tão controlada e aparentemente compreensiva do pai, quase fez Hinata gritar e perguntar se ele não estava tendo alguma alucinação ou febre, ou alguma doença grave. Mas como sempre estava enganada, ele apenas tinha uma carta na manga – mas por ser mulher, o único jeito de assumir o clã é casando-se com alguém de nosso clã.

Hinata: Nani? Mas isso é injusto! — e muito machista. Achava que se tenten estivesse lá, provavelmente a amiga lançaria varias armas em direção a todos aqueles velhos. Mas Infelizmente, estava sozinha – Eu não quero me casar.

Hiashi: Se não se casar, não assumirá o clã, e sua irmã tomará seu lugar e você o dela, se tornando da família secundaria e recebendo o selo do clã.

A explicação do líder, causou alguns burburinhos entre o concelho, e Neji, que estivera presente sentiu-se angustiado pela prima, apesar de manter sua pose fria e inexpressiva.

Mas Hinata, parecia absorta em seus devaneios, apenas pensando em uma coisa.

Hinata: Eu não vou renunciar a liderança do clã. — sua voz firme e sem hesitações, fez o concelho inteiro se calar e olhá-la espantado.

Aquela era mesmo a primogênita de Hiashi, sempre tão tímida e frágil, que mal conseguia encará-los?

Sim, Hinata ainda era Hinata, mas agora ela havia crescido, amadurecido e finalmente entendido qual era o seu destino. Mas não por que o pai a obrigava, não por que o clã exigia, não tinha nada haver com eles, e sim com ela própria.

“Eu vou ser Hokage, esse é o meu sonho! DatteBayo!” A voz do loiro ainda marcava sua mente.

Ela queria assumir o clã Hyuuga, esse era o seu sonho. E dessa vez, lutaria por ele.

Hiashi encarou a filha parecendo satisfeito, pela primeira vez desde o seu nascimento. Já era hora, era o que ele pensava.

Hiashi: Então Hinata, qual é a sua resposta?

Notas finais
Outro capitulo grande, eu sei, mas não deu pra evitar, tinha muita coisa pra escrever...e o hentai foi exageradamente grande. Eu não sei se vocês gostaram muito do hentai, mas eu queria fazer algo diferente, também não sei se consegui :p
Bom, eu espero que vcs tenham gostado, alias queria muito que vocês me dissessem se gostaram ou não. Ah, e também queria saber a opnião de vocês sobre a fic, assim tipo, ela está muito lenta, ou muita rapida? Tá bom assim, ou tá muito enrrolada. Eu queria saber xD

E nos proximos capitulos...
heheheheh, eu não faço a minima ideia do que vai acontecer kkkkkkkkkkkkk
Mas qual será a resposta da Hinata?
E a ino? Será que vai declarar guerra a temari do mesmo jeito que a Hanabi declarou pra tenten?
Só esperando o próximo capitulo pra saber.
Beijos