Paraiso Imperfeito
23 Jogos_Part Final
Notas iniciais
Eu nem ia mais postar hoje, mas achei melhor garantir pq talvez eu nem tenha tempo amanhã.
Oh, eu não revisei o capitulo então me perdoem pelos possiveis erros de digitação, mas eu acabei de terminar o capitulo e confesso, estou morrendo de preguiça. Mas espero que gostem!
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Oh! Oh! Uh!
(Rita Lee)
Sakura: Eu quero ser sua, Uchiha. Agora.
Sasuke engoliu em seco apertando seu nariz na tentativa de conter o sangue, e se perguntou se estava em algum tipo de genjutso, ou de um jogo.
Enquanto a via se aproximar, sentia seu rosto inteiro esquentando e esquentando. Não que fosse inexperiente naquele assunto, ou que nunca tivesse visto uma mulher naqueles trajes – ou sem traje algum – Karin havia se encarregado disso, nos tempos da Hebi. Mas aquela situação, Sakura agindo daquela forma era tão surreal que chegava a ser constrangedor.
Ele se afastou, seu lado racional o obrigava a descobrir o que havia de errado. Por outro lado, assim que se viu encurralado na parede e Sakura aproveitou-se para sentar em seu colo e beijar seu peitoral, o racional foi posto na berlinda.
Quando os lábios dela subiram pelo pescoço alvo, ele respirou pesadamente. Quando as pequenas e nervosas mãozinhas desceram até suas calças e repousaram ainda que hesitantes em seu membro, ele fechou os olhos e tirando forças sabe Kami-sama da onde, segurou-a pelo pulso. Ela fez um bico adorável com os lábios e depois sorriu maliciosa, aproximando-se lentamente até beijá-lo. Um beijo lento, provocante, ela lhe mordia os lábios e os sugava com volúpia, aproveitando para colar-se mais a ele e rebolar em seus colo fazendo suas intimidades se chocassem com mais intensidade.
Sakura: aproveite Sasuke-kun. Me possua. Eu sei que você quer – ela lhe tentava, esfregando ainda mais seu corpo contra o dele.
Sasuke: Não sabe o que está fazendo, Sakura. — ele advertiu já tendo dificuldades para controlar os próprios movimentos, quando seu membro começava a ganhar vida sem que ele pudesse impedir.
Sakura: Sim, eu sei. Eu quero transar com você. Onegai Sasuke-kun. Onegai – ela disse ofegante, puxando os cabelos dele com a mão que continuava livre.
A outra mão, que o uchiha ainda segurava, sentia algo duro roçando em sua palma e a rosada sorriu percebendo que toda sua provocação começava finalmente a fazer efeito. De repente, ela se afastou o fazendo suspirar em um misto de alivio e frustração, mas logo a tensão se apoderou novamente do corpo dele, quando a viu abaixar a parte de cima da lingerie deixando a mostra os próprios seios.
Sakura: Sasu-... — sua voz ficou presa em sua garganta quando foi surpreendida pela mãos dele cobrir seu seio direito. Ela gemeu roucamente, arregalando os olhos sentindo pela primeira vez um êxtase começar a se apoderar de seu corpo.
Ele olhou a reação dela e deliciou-se ao vê-la fechar os olhos e se encolher quando apertou o seio exposto que cabia certinho em sua mão. O lado racional já havia perdido a disputa. Com o outro braço, ele a puxou pela cintura e foi sua vez de beijar seu pescoço, uma chupada mais intensa e imediatamente a pele clara se tornou avermelhada. Ela estremeceu ao sentir o corpo duro de seu namorado a abraçar com cuidado e suas mãos deslizarem por suas costas como uma caricia indo em direção ao cós de sua calcinha pequena demais para a sanidade de qualquer homem.
Ela deu um pulinho no colo dele, quando sentiu a mão fria deslizar por seu traseiro chegando até a sua intimidade ainda protegida pela peça intima.
Sasuke: É isso mesmo que você quer? — ele perguntou rouco no pé de seu ouvido a fazendo arfar de ansiedade e surpresa. Nunca haviam ido tão longe e de repente a insegurança pareceu acertá-la. Mas já era muito tarde para voltar, não era? — S-sakura....
Sakura: Hai...é isso q-que eu m-mais quero. — ela respondeu rápida e tremula antes que perdesse completamente a coragem. Ou por que simplesmente sentiu os dedos dele pressionarem levemente sua feminilidade ainda coberta.
Naquele momento já sentia-se febril e tremula, suas mãos que antes pareciam trabalhar tão rapidamente na missão de enlouquecer aquele homem, agora pareciam paralisadas e sem saber o que fazer ou onde ficar. Tinha vontade de respirar a cada toque dele em seu corpo e não conseguiu suprimir um gemido vergonhoso quando foi a vez dos lábios dele descerem por seu colo e a língua quente do uchiha circular um de seus mamilos, deixando um rastro de fogo e saliva. Ela arqueou as costas imediatamente oferecendo-se ainda mais para ele que aceitava a oferenda sem mais hesitar.
Agora, com os braços apoiando as costas dela, ele teve a liberdade de explorar aquele corpo tão puro e intocado e apenas aquela idéia o excitava ainda mais. Quantas vezes teve de se segurar para não passar dos limites com a namorada? Quantas noites não passara em claro, sentido-se acesso demais pela presença dela ao seu lado, tão indefesa, tão perto de suas intenções maliciosas e tão proibido de fazê-lo?
Ouvi-la gemer com seu toque foi como musica para seu ouvido, ela estava tremula, ofegante e completamente a sua merce, ele sabia. Beijou sua testa com carinho, depois desceu os beijos pelo nariz pequeno e em seguida sugou os lábios rosados já inchados para assim começar um beijo profundo e voluptuoso, tão quente e possessivo que a sentiu abraçá-lo com mais força, abafando assim o gemido que escapou pela garganta dela quando consequentemente seu seio foi esmagado pelo peitoral dele que aproveitou para apertar também seu traseiro trazendo-a ainda para mais perto. Ele começava a ficar louco, mas queria que para ela fosse perfeito.
Ao se separarem, olharam-se profundamente. Sasuke podia ver o desejo e o temor nos orbes verdes que pareciam mais escuros naquela noite. Suas mãos desceram pelas costas dela em um carinho contido e repousaram em suas cochas grossas e macias, e então com cuidado ele a deitou no chão para finalmente ir ao seu encontro mesmo que sem deixar seu peso completamente sobre ela e sem quebrar o contato visual. A cada segundo, ele tinha mais certeza, a amava e queria dar a ela tudo o que merecia.
Com os lábios ele traçou um caminho até os seios dela e começou a friccioná-los e depois sugá-los com cuidado e bem lentamente o que ele percebeu que a enlouquecia. A esta altura, ela já se contorcia e suas pernas tentavam se esfregar uma na outra na tentativa de aliviar o incomodo que começava a sentir no meio das pernas, mas ele não permitia com a mão posicionada firmemente na parte interna de sua cocha, deixando-as levemente separadas.
Sakura: S-sasu...e-eu...q-quero... — ela tentava falar sem sucesso, seus pensamentos estavam desconexos e tudo o que conseguia pensar era na queimação desesperadora em seu baixo ventre.
O viu sorrir carinhosamente e teve a certeza de que poderia se entregar a ele sem arrependimentos.
Sasuke: Eu amo você... — ele disse, entre um beijo e outro no colo dela, subindo pelo seus lábios — ...quero que tudo seja perfeito para você.
Sakura: E-e s-será... — ela conseguiu dizer depois de respirar fundo – d-do entanto que seja com você. — confessou e sorriu, ficando ainda mais feliz ao vê-lo sorrir ainda mais. Era uma das raras vezes que conseguia ver um sorriso tão grande e tão sincero no rosto do namorado o que a deixava ainda mais encantada.
E então Sasuke a beijou. Começou com apenas um toque de lábios, mas logo a língua dele pediu passagem e transformando-se em um beijo quente e possessivo, em que ele tomava conta do que era dele e que sempre seria. A mão dele percorreu a lateral de seu corpo a fazendo se arrepiar. Quando o beijo cessou, ele foi em direção a sua orelha e lambeu o lobulo macio a fazendo fechar os olhos de êxtase.
Sasuke: Eu nunca vou desistir de você e nem te abandonar... — ele sussurrou a fazendo abrir os olhos de repente percebendo o tom estranho que ele usava.
E foi nesse momento que ele se afastou dela e a olhou sorrindo. Era um sorriso pequeno, mas era nos olhos dele que estava a verdadeira mensagem de carinho e respeito que ela jamais havia visto e tudo a deixava ainda mais confusa.
Sasuke: E vou te esperar até que esteja realmente pronta para isso, por que será a hora certa. — ele finalizou ainda tão amável que ela demorou alguns segundos para processar a informação.
O rosto dela se avermelhou de repente, dessa vez não por excitação e sim por constrangimento e confusão.
Sakura: Você não...quer?
Sasuke riu, dessa vez sarcástico.
Sasuke: É uma das coisas que eu mais quero desde que você começou a dormir comigo. As vezes eu nem consigo dormir na verdade.
Sakura: E-então..por que...?
Dessa vez ele ficou sério e ela conhecia aquele olhar. Mesmo que estivesse vestida, se sentiria do mesmo jeito: completamente nua, exposta aqueles olhos onix que pareciam conhecê-la melhor do que ninguém.
Sasuke: Não precisa fazer isso pensando que vai me fazer gostar mais de você. — diante daquela acusação, ela tentou se afastar mortificada, mas surpreendeu-se quando ele a abraçou – Sakura, por muitos anos eu precisei de lutas e vinganças para viver. Agora eu só preciso de uma coisa. Você. — ela arregalou os olhos sentindo seus olhos se encherem de lágrimas e então seus braços também rodearam o pescoço dele com força – Entenda de uma vez, garota. Eu amo você.
Sakura: E-eu p-pensei que...
Sasuke: eu sei o que pensou. Você é retardada que nem o dobe. — apesar dessas palavras, seu tom não era descriminatório e ela riu.
Sakura: Eu também amo você. — ela murmurou mais animada e sabia que ele estava revirando os olhos nesse exato momento.
Sasuke: Eu sei. — ele disse como se fosse obvio e foi a vez dela revirar os olhos.
Sakura: Sasuke-kun...Arigato por entender.
Sasuke: Hai hai...
Sakura: Sasuke-kun?
Sasuke: hm?
Sakura: Estou com frio. — ela confessou e ele se afastou dela com um sorriso irônico no rosto e depois deu a própria blusa para ela se vestir.
Sasuke: Era de se esperar, afinal, onde conseguiu essas roupas?
Sakura ficou vermelha como um pimentão e dessa vez olhou irritada para o namorado enquanto ele a ajudava a se levantar e abraçava para aquecê-la mais.
Sakura: Se eu sou retardada como o naruto, você é tão inconveniente quanto ele!
Sasuke deu os ombros e suspirou, mas ela sabia que ele não estava ligando muito.
OoOoOoOoOoO
Naquela manhã, as filhas de Hiashi treinavam juntas sem qualquer supervisão o que para elas estava ótimo pois podiam aproveitar para não treinarem tão sério, o que de fato nenhuma das duas queria fazer.
Hanabi: Então nii-san, quando vai trazer seu namorado aqui? — com a pergunta inesperada, Hinata sentiu seu rosto ficar levemente corado e fuzilou a caçula com o olhar enquanto a mesma apenas ria. Adorava envergonhar sua irmã mais velha. — Ah esqueci que a santinha não namora ninguém pois quer se manter pura e casta para seu príncipe encantado.
Hinata revirou os olhos, enfadada já que não era a primeira vez que a irmã vinha com aquelas bobagens. Se ela soubesse que a irmã não era mais tão santa, provavelmente começasse a respeitá-la mais.
Elas se calaram por alguns instantes apenas aproveitando os golpes fracos e debeis que ambas fingiam dar apenas para continuar com o teatro particular onde eram boas filhas e ninjas esforçadas, até Hanabi vir com a próxima perola:
Hanabi: Nii-san, você ainda é virgem?
Aquela foi a gota d'agua para Hinata que se desequilibrou e quase caiu vergonhosamente sobre os risos da irmã mais nova.
Hinata: Que raios de pergunta é essa, Hanabi? — perguntou já alterada
Hanabi: Por que 'tá tão estressada? Foi só uma pergunta idiota. Sim ou não? — ela levantou uma das sobrancelhas, questionadora e Hinata sentiu-se incrivelmente incomodada com o olhar interrogativo da menor.
Hinata: Você mesma disse que sou santa e pura, então o que você acha? — ela questionou tentando parecer desafiadora e nada nervosa, quando na verdade apenas tentava se livrar daquele assunto sem realmente mentir para a irmã, o que era estupidez já que uma mentirinha a mais não iria ser nada diante do universo de mentiras que vivera nos últimos meses.
Hanabi: Ah eu sei lá. — ela deu de ombros como se não se importasse nenhum pouco com aquela conversa – não é por que você não ama alguém que nunca fez sexo.
Hinata: Naniiiii? É claro que sim! — dessa vez ela realmente estava chocada com a irmã. — Hanabi-nii-chan – ela suspirou tentando se manter calma. Não importava o quanto era uma mentirosa, não deixaria que sua irmã tivesse aquela visão errada de amor e sexo. — Eu sei que você não dá tanta importância para isso, mas nii-san, escute meu conselho. Não se precipite. Quando fizer, faça com alguém que realmente ame para depois não se arrepender.
Hanabi olhou para a irmã dessa vez com uma pontinha de admiração. Nunca havia visto a irmã falar tão sério com ela, apenas poucas palavras, mas ela sabia que eram conselhos verdadeiros e valiosos que apenas uma mãe poderia dar. Ou uma irmã mais velha e no fundo, a caçula agradeceu por isso. Mesmo nunca tendo conhecido a mãe, sempre teria Hinata.
A mais velha, por sua vez, também sentia bastante segurança em seu próprio conselho, pois dessa vez estava sendo completamente sincera. Não importa o quanto o relacionamento com Naruto a tivesse magoado e ferido, ela nunca se arrependeria de ter se entregado para ele e sabia que infelizmente, era idiota o suficiente para fazer tudo novamente.
Hanabi: É. Eu concordo com você maninha. — ela disse por fim e elas sorriram uma para outra.
Hinata por alivio. Hanabi porque era engraçado saber que o sorriso da irmã logo desapareceria se ela soubesse que naquele exato momento estava pensando em seu primo, Neji Hyuuga.
OoOoOoOoOoO
Naruto saiu de casa tentando espairecer e colocar os próprios pensamentos no lugar., infelizmente não sabia que aquele não seria o melhor dia para tal coisa.
Enquanto caminhava pensava o quanto sua vida se embaralhava a cada dia mais. O que antes era tão claro em sua escuridão, agora era obscuro em sua realidade distorcida. Poético? Não. Trágico.
Amava Sakura, mas transava com Hinata, e algumas vezes saia com algumas prostitutas, bebia bastante, trabalhava duro sem esperanças ou expectativas de chegar realmente a algum lugar.
Agora, seu amor por Sakura fora completamente esquecido como se nunca tivesse existido, sua dependência por Hinata estava começando a enlouquecê-lo, largou Torh para não ter que assumi-la, mas no fundo sabia que não estava mais satisfeito naquele relacionamento. O trabalho se tornou cada vez mais massante, nada o alegrava, nada era bom o suficiente para ocupar completamente seus pensamentos. Ele sentia-se cansado, quase doente. Pela primeira vez em muito tempo, sua falta de sonhos e objetivos pesou sobre seus ombros.
Desatento, ele quase trombou com alguém se esta não chamasse sua atenção a tempo.
Sakura: Oe, está no mundo da lua, cabeça-de-vento! — ela sorriu abertamente. Sua felicidade era visível, inconsciente do quanto aquilo enfadava o loiro.
Ele era egoísta, rá, que novidade!
Naruto: Yo Sakura-chan. — ele disse sem nem tentar esconder seu desanimo o que não passou despercebido pela rosada que percebia que sua felicidade parecia não atingir seu amigo.
Sakura: Algum problema?
Naruto: Iie.
Sakura: Aconteceu alguma coisa?
Naruto:Iie.
Sakura: Você...está sentindo algo? — ela arriscou já começando a ficar preocupada e tudo o que recebeu em resposta foi um sorriso triste. — Naruto...
Naruto: Não é nada, Sakura-chan. Eu só estou meio....desorientado.
Sakura: Mas isso você sempre foi. — ela ironizou e ele levantou uma das sobrancelhas questionador ao ver o sorriso tão incomum que ela dava. Um sorriso tão...uchiha.
Naruto: É sério Sakura-chan, você 'tá convivendo muito com o teme! — ele disse e ela corou imediatamente.
Enquanto conversavam, andavam pelas ruas da cidade e chegaram até a praça ali próxima.
Sakura: E você é tão inconveniente quanto ele... — ela murmurou sorrindo levemente, relembrando a noite com o uchiha. — Nossa. — exclamou subitamente, deixando Naruto confuso.
Viu os olhos verdes se arregalarem por alguns segundos e depois se fecharem levemente devido a um sorriso brincalhão em seus lábios. Como se algo o atraísse, ele seguiu o caminho que os olhos verdes tomavam e imediatamente as safiras azuis se escureceram, como um céu em tempestade, ao ver a cena que deixava a rosada tão eufórica e ele tão perturbado.
Na praça, Hinata e seu noivo Akihiko passeavam de mãos dadas, sorrindo um para outro. Casal tipico e para qualquer um, dois jovens apaixonados. Qualquer um menos Naruto Uzumaki. Para ele, aquela cena lhe dava ânsia, raiva, um completo desprazer.
Sakura: Ai kami-sama, quando a Ino me disse que o noivo da Hinata era tão bonito, eu não acreditei. Mas ele é realmente um...noossa!! — como se para exaltar ainda mais suas palavras ela começou a se abanar com as próprias mãos, fingindo falta de folego.
A observação da rosada apenas fez o uzumaki sentir-se ainda mais tentado em destruir aquele casal. E para alguém sem sonhos, ele logo descobriu um novo objetivo. Queria acabar com aquela palhaçada de casal, de noivo, de casamento hyuuga!
Ainda podia ouvir que sakura falava, mas ele não a escutava, estava possesso e nem sabia exatamente por que. Ou melhor, talvez tivesse uma idéia. Ao ver Akihiko tocar o ombro de Hinata tão carinhosamente, quis feri-lo, um sentimento de posse esmagava seu coração. Ao perceber a hyuuga sorrir para o noivo, ele quis arrancá-la dali e beijá-la com força até deixar os lábios macios inchados e sem mais nenhum sorriso. Apenas marcados pelos lábios dele.
Marcada como sendo dele.
Sakura: Ela parece feliz...
Naruto não disse nada. Apenas observou o casal mais a frente. Ela não estava feliz, estava nervosa, entretanto tão pouco estava triste ou desesperada para sair dali, e era isso que o perturbava. Estaria a morena tão encantada com Akihiko quanto a amiga eufórica ao seu lado? Será que Hinata realmente queria se casar com o Hyuuga?
Akihiko: Eu já tenho que ir. Parece que Naruto mudou meu turno novamente. — ele suspirou e revirou os olhos.
Hinata: Você não tem por que passar por isso. — ela questionou apesar de já saber o que o noivo pensava.
Akihiko: Não vou deixar que aquele loiro vença. — ele bufou e Hinata se calou por alguns instantes com o cenho franzido – o que foi?
Hinata: Por que essa determinação de vencer o Naruto-kun?
Dessa vez foi a vez de Akihiko a olhar questionador.,
Akihiko: “Naruto-kun”? — ele a viu corar e desviar o olhar, e ficou ainda mais confuso – Não me diga que você é uma das fãs dele.
Hinata arregalou os olhos com horror e imediatamente o olhou já disposta a afirmar o contrário, mas nem abriu a boca e percebeu que o noivo sorria brincalhão. Ela então nem tentou mentir, não conseguia fazê-lo para um rapaz tão honesto quanto o que estava em sua frente. Akihiko por sua vez, também não esperou a resposta por muito tempo.
Akihiko: Não tem por que se envergonhar disso. E não se preocupe por que não falarei nada para ninguém. — assegurou e a viu sorrir – Também não precisa ficar ofendida. Eu, ao contrário de quase todos os hyuugas, não tenho um complexo raivoso contra o Uzumaki. Na verdade, eu até o respeito.
Eles ficaram em silencio por alguns segundos apenas olhando para o cenário ao seu redor. Hinata se martirizava por Naruto ser incluído até em um momento tão intimido entre os dois. Não íntimos como noivos, é claro, mas como amigos como ela já o classificava.
Hinata: Você é incrível, Akihiko-san. — disse de repente o pegando desprevenindo e sorrindo ao vê-lo corar.
Akihiko: Você é que é Hinata-san. — ele rebateu pegando na mão dela e depositando um beijo inocente, mas que ainda sim a fez ficar vermelhinha. — Bom, agora eu tenho que ir. Tem certeza que não quer que eu a leve devolta para o clã?
Hinata: Iie. Estava pensando em comprar algumas coisas antes. Não se preocupe, ficarei bem.
Akihiko: Então, sayonará.
Hinata: Sayonará Akihiko-san.
A alguns metros deles, Naruto se alarmou ao ver Akihiko se afastar, lembrando-se que trocara seu turno com o dele, mas depois se concentrando na Hyuuga que saia da praça pelo outro lado. Sakura ainda dizia alguma coisa, mas ele nem fazia ideia do que era, ainda sim tentou sorrir para não ser grosseiro com a amiga.
Naruto: Gomene Sakura-chan, eu lembrei que tenho que fazer uma coisa. Uma outra hora nos falamos e você me conta mais sobre...hm...o que você está falando agora.
Sakura: Tudo bem, até mais, Naruto. — ela sorriu enquanto ele via o loiro se afastar apressado. Ao se virar seu sorriso se tornou malicioso – Nossa, Hinata-chan tem mesmo sorte – ela exclamou e escondeu a própria gargalhada para que o rapaz que estava a alguns metros de distancia não a percebesse.
Akihiko surpreendeu-se ao ver que Naruto Uzumaki estava na mesma praça que ele e Hinata, mas quando pensou em se aproximar do “chefe”, o mesmo se afastou e o hyuuga sentiu que algo estranho quando percebeu que o ninja loiro saiu na mesma direção em que Hinata se foi, segundos antes. Poderia ser uma coincidência obvia, mas algo parecia martelar em sua cabeça lhe dizendo que aquilo significava alguma coisa. Ainda sim, sem demonstrar nenhum dos seus sentimentos, ele apenas voltou a caminhar em direção ao seu trabalho na anbu onde cumpriria seu turno imposto pela sua “babá”, enquanto esta fazia seja lá o que fosse, seja lá com quem.
OoOoOoOoOoO
Naruto continuou em seu caminho com as mãos nos bolsos e o olhar atento, chegando em algumas ruas estreitas e quase desertas da vila. Ao dobrar em uma beco deserto, ele não se surpreendeu ao ver uma mulher de braços cruzados e expressão séria recostada em uma das paredes como se o esperasse. E o esperava mesmo, ela sabia que estava sendo seguida, assim como ele sabia que ela sabia, então o encontro não surpreendeu nem um dos dois, ainda que a postura dela mostrava-se tensa enquanto a dele era relaxada e divertida.
Hinata: Por que está me seguindo? — perguntou de uma vez, se afastando da parede e o encarando com mais seriedade. Ele apenas sorriu também cruzando os braços sobre o peito.
Naruto: Por que queria falar com você, não é obvio?
Hinata: Eu não acho que temos algo para falar. — ela rebateu sem quase deixar ele terminar de falar
Naruto: Se achasse isso, não tinha vindo para cá e me esperado.
Hinata: Quero distancia de você. — ela continuou como se nem ao menos o tivesse ouvido.
Naruto: Não é o que parece – disse malicioso já se aproximando dela e ficando satisfeito ao vê-la recuar um passo.
Hinata: O que você quer de mim, afinal? — dessa vez ela parecia cansada, por dentro estava desesperada.
Naruto: Repito: “não é obvio?” ?
Hinata: Esqueça! — ela bufou e dessa vez tentou passar por ele, mas foi encostada na parede e encurralada pelos braços dele. — Esses joguinhos entre nós já terminaram, Naruto. Você terminou naquele dia e eu terminei no atelie. Vou me casar! — disse firme, mas ele nem pareceu se abalar.
Naruto: Isso nunca pareceu impedir você alguma vez.
Hinata: Nani?
Naruto: Lembra Hinatinha? — ele se aproximou dela, perigosamente roçando seus lábios e respirando o doce aroma que exalava dos cabelos dela. Sorriu com os olhos fechados extasiado ao sentir a respiração dela forte contra o seu rosto — Você me disse que mesmo que se casasse com aquela pessoa que ama, você ainda sim não me abandonaria.
Hinata engoliu em seco lembrando exatamente de quando disse isso, entretanto sabia que dissera isso pelo único motivo obvio de que seu amante era a pessoa que ela amava.
Hinata: I-isso foi antes. — ela hesitou tentando se afastar, aquelas lembranças a magoavam mais do que podia imaginar – e Akihiko não é a pessoa que eu amo. — ela confessou em um fio de voz ao sentir os lábios dele deslizarem por sua face em um carinho malicioso.
Naruto: Então você não tem por que ficar com remorço. — ele murmurou ainda de olhos fechados, sentindo os fios dos cabelos dela em suas mãos enquanto começava a descer seus lábios pelo pescoço dela.
Hinata: V-você é um canalha! — acusou com a voz esganiçada devido o rápido e forte pulsar de seu coração que estava assim devido aquela proximidade tão tentadora. — Não farei isso com Akihiko! Ele não merece!
Ao dizer isso, o viu finalmente se afastar e encará-la, entretanto não sorria mais e muito menos parecia relaxado. Pelo contrário, ele estava sério, com os olhos serrados e a boca torcida.
Naruto: Por que não? Por que está tão próxima desse almofadinha? — ele perguntou calmo, mas ela podia sentir a acidez de suas palavras.
Hinata: Não interessa!
Naruto: Interessa sim! Me diz Hinata, por acaso está se apaixonando pelo seu noivinho? — ironizou, mas ela não respondeu e desviou os olhos para o chão.
Hinata: Se estou não é da sua conta – murmurou entre os dentes, irritada consigo mesma por ser tão fraca.
Naruto ficou em silencio apenas por alguns segundos observando a mulher a sua frente, sem conseguir ver seu rosto, mas próxima o suficiente para senti-la tremer. Colocou a mão em sua face e a levantou até que seus olhos olhos se encontrassem.
Ao sentir a mão dele em sua bochecha, ela esperava algum gesto rude, mas ficou completamente desarmada ao senti-lo levantar seu rosto com calma e até acariciá-lo com as pontas dos dedos. Quando seus olhos se cruzaram com aquelas duas safiras, já não soube mais o que fazer e o modo como ele a olhava era de um jeito que nunca havia acontecido. As duas safiras antes tão frias, agora parecia olhá-la tão profundamente que era como se nesse exato momento estivesse lendo seus pensamentos e seu coração já batia tão rápido que tinha a sensação que ele já estava em sua garganta. Passaram-se segundos, minutos, horas, ela não soube dizer, mas enquanto o olhava e sentia o olhar dele sobre si foi como se o mundo inteiro tivesse parado e ela tivesse ficado hipnotizada por ele. Naquele momento se ele pedisse qualquer coisa, ela faria, entretanto Naruto mantinha-se calado, apenas a olhando paralisando ainda que suas mãos continuasse um carinho suave em suas bochechas.
Milhões de pensamentos passaram pela cabecinha da Hyuuga até quando finalmente ela o viu se remexer e nos lábios firmes se desenhar um sorriso brincalhão, mas pela primeira vez sem nenhuma malicia.
Naruto: Me encontre no meu apartamento hoje a noite.
Ao ouvi-lo, ela sentiu todo o encanto daquele momento se quebrar em mil pedacinhos. Dessa vez ela sentiu raiva.
Hinata: Você por acaso não me escutou? Esse jogo acabou! — ela tentou empurrá-lo, mas ele não se afastou nem um milimetro – Não vou mais enganar meu noivo! Talvez...você tenha razão, talvez eu realmente esteja me...apaixonando por ele! — mentiu. Sabia que era mentira e no fundo rezava para que aquilo o machucasse, nem que fosse apenas por ferir seu orgulho. Mas ao contrário do que pensou, dessa vez ele não se alterou, mas se afastou.
Naruto: Não está não. Nunca esteve apaixonada por ele e nem está agora. — disse a surpreendendo.
Hinata: Você não sabe! — ela acusou, tentando se afastar e ele não a impediu.
Naruto: Hinata. — chamou e ela não se virou, mas parou na entrada do beco – Vá hoje a noite e eu te darei um bom motivo pra continuar com esse joguinho.
Hinata: Não me interessa! — ela disse e se foi o deixando para trás, calado, parado, mas seguindo os passos dela até a mesma sumir de sua vista.
Ao sair do beco, ele colocou as mãos nos bolsos calmamente e seguiu para seu apartamento.
Hinata esqueceu-se completamente o que faria na rua e seguiu para o clã quase correndo. Deu graças a kami-sama quando ninguém veio falar com ela no caminho até seu quarto e ali se trancou e se jogou na cama para afundar sua cabeça no travesseiro e reprimir o grito de frustração.
Naruto a enlouquecia, a enfurecia, a confundia. Mas então por que ela não conseguia odiá-lo? Aquilo já se tornava doentio. Aquele joguinho tinha que terminar de uma vez.
OoOoOoOoOoO
Em Suna, Chouji, Shikamaru e Ino conversavam animadamente pela primeira vez desde que chegaram a cidade. A loira estava radiante e o gordinho apesar de não demonstrar sabia muito bem o por que. Na noite anterior, ele e o melhor amigo tiveram uma longa conversa e o akimichi não demorou muito para entender a confusão do Nara.
Duas loiras histéricas. Uma atração, outra obsessão. Nenhum futuro saudável em qualquer escolha que fizesse. O pior, seria ele capaz de escolher?
Chouji sabia o quanto Shikamaru sentia-se encurralado. O gênio nunca teve que passar por aquela escolha e agora ele entendia que os sentimentos eram muito mais complexo do que a mais difícil partida de xadrez.
Enquanto conversavam, eles caminhavam pela mansão do kazekage, mas a alegria da loira se desfez no exato momento em que encontraram um outro trio, os irmãos Sabaku que também pareciam estar tendo uma conversa, ainda que não fosse tão animada quanto os ninjas de Konoha.
Ao se confrontarem, Ino fez questão de encarar Temari com altivez e a princesa não se deixou intimidar e retribuiu o olhar. Shikamaru sentiu-se tenso e suspirou um “problematico” inaldivel, e na mesma hora Kankurou sorriu para eles.
Kankurou: Ora ora, é difícil encontrá-los por aqui. Eu até pensei que já haviam ido – mentiu e sabia que se Temari não estivesse muito ocupada encarando Ino, seria fulminado pelo olhar da irmã – Eu e a Temari vamos treinar. Por que não vem conosco?
Chouji soltou um muxoxo desanimado.
Chouji: Eu dispenso. A cozinheira disse que iria me levar meu lanchinho da tarde daqui a pouco, então eu vou esperá-la.
Kankurou: E vocês?
Ino: Não dá. Shikamaru prometeu que me levaria para umas compras no comercio. — ela olhou para o moreno ao seu lado como se o desafiasse a desmentir e o mesmo suspirou e trocou um breve olhar com Temari que desviou o olhar imediatamente.
Shikamaru: Hai, hai.
Ino: ótimo, então vamos. Sayonará – ela sorriu vitoriosa e não pode deixar de encarar Temari com desdem, assim como também encarou o Kazekage que manteve-se calado por todo o tempo, mas a encarava com uma seriedade que a incomodava profundamente.
Eles saíram e quando se afastaram o suficiente, Kankurou não escondeu a gargalhada debochada antes de olhar para a irmã.
Kankurou: Ihh maninha, parece que está perdendo o charme.
Temari: Eu não estou perdendo nada, meu querido – ela o desafiou com um sorriso malicioso – apenas não quero desmoralizar a pirralha. — riu com desdem e se virou.
Kankurou: Ué, não vamos treinar?
Temari: É claro que não, eu preciso de um adversário mais a minha altura.
Kankurou: Engraçadinha!
Ela sorriu zombeteira antes de sair, mas assim que se distanciou o suficiente seu sorriso se desfez e ela respirou fundo, irritada com a sua falta de tato.
Kankurou também parou de rir assim que ela se foi e olhou para Gaara que também parecia acompanhar a irmã com o olhar.
Kankurou: Ela é tão boa em esconder os sentimentos quanto você.
Gaara: E você deveria parar de se meter com os sentimentos dela.
Kakurou: Que isso. Sou o irmão de vocês, é minha obrigação fazer isso – e também saiu deixando o kazekage não muito contente com aquela resposta. Kankurou aprontaria com certeza.
OoOoOoOoOoO
Sayuri olhava o simbolo do clã com seriedade. Já havia parado de treinar a algum tempo e mantinha-se sentada ali, pensativa, mas ainda sim soube exatamente quando Sasuke se aproximou para em seguida sentar-se ao seu lado.
Calados, os dois olharam para o simbolo do clã por alguns instantes.
Sayuri: Então sabia que eu estava lá, por isso não pegou a rosada? — ela disse de supetão, ainda sim sua voz não tinha qualquer resquício de zombaria.
Sasuke: Iie. Fiz isso por ela. — disse ainda olhando para o simbolo.
Sayuri: Realmente falou sério? — ela o olhou pela primeira vez – Você a ama?
Sasuke: Você amava Itachi? — ele perguntou e ela ficou sem palavras por alguns segundos antes de sorrir e voltar a olhar para o clã.
Sayuri: Sabe, saber que você gosta dela o suficiente para fazer o que fez me deixa mais feliz do que pensa. — confessou
Sasuke: Por que?
Sayuri fechou os olhos e suspirou para depois sorrir
Sayuri: Você e seu irmão eram mais parecidos do que pensa. — e dizendo isso ela se foi deixando o uchiha sozinho pensando se aquilo foi uma constatação inocente ou uma provocação.
Sayuri: Eu quero ser sua... — ela disse corada e tentou tirar a própria blusa, mas ele a impediu. — por que...?
Itachi: Não precisa fazer isso. — ele disse friamente e ela sentiu-se mortificada por ele parecer não ter qualquer reação diante do convite dela.
Sayuri: Eu quero.
Itachi: Mas eu não.
Aquilo a pegou como um soco e ela se afastou imediatamente já sentindo seus olhos se encherem de lágrimas.
Sayuri: G-gomen... — ela tentou sair dali correndo, mas para sua surpresa ele a segurou e deitou novamente na cama, deitando ao seu lado. Ela ainda ficou alguns segundos chocada, enquanto sentia-o abraçar seu corpo contra o dele com firmeza de modo que ela ficasse encostada em seu peito. — p-por que...? — ela perguntou novamente, ainda mais confusa que a primeira vez.
Itachi: Um dia talvez você entenda. Talvez.
Agora ela sorria, sentindo novamente as lágrimas encherem seus olhos como naquele dia.
Sayuri: Eu te entendo, itachi-kun. Eu também te amo. — murmurou sorrindo enquanto ia em direção ao seu quarto.
OoOoOoOoOoO
Depois de um longo dia de compras com a loira mais consumista da vila da folha, Shikamaru sentia-se exausto, mas admitia que a Yamanaka tentava ser a melhor companhia possível e até se divertia com as loucuras da kunoichi . Ainda sim ele ficou aliviado quando ela deu por encerrada as compras e ambos voltaram para a mansão. A yamanaka lhe deu um selinho em agradecimento e saiu saltitando pelos corredores da mansão em direção ao próprio quarto. O Nara suspirou e aproveitou uma cadeira ali próxima e sentou-se em frente a uma janela. O céu já estava escurecendo, mas ainda sim ele continuou o admirando, refletindo sobre seus últimos dias. A conversa com Chouji na noite anterior, o ajudou a esclarecer alguns pontos, mas ainda sim sentia-se muito perturbado por aparentmente ter uma difícil escolha pela frente.
Namorar Ino ou transar com Temari?
Para um gênio prático que gostava de tranquilidade, aparentemente a Yamanaka era a melhor opção, ainda sim a possibilidade de terminar definitivamente o caso com a princesa de Suna parecia o perturbar. E ele não podia esquecer o fato de que Temari agia estranho desde que chegaram na vila, parecia sempre fugir dele e estava mais enigmatica do que nunca. Talvez ela própria tentasse acabar com o “relacionamento”, mas a conhecia o suficiente para saber que se fosse esse seu desejo, ela não hesitaria em deixar isso claro. Então por que ela o evitava? Por que não o provocava como antes? Por que deixava que ele ficasse com Ino?
Talvez ele não significasse tanto assim para ela, e mais uma vez a Yamanaka se parecia sua melhor opção. Ao pensar nisso, o aposento foi invadido por alguém e ele virou-se ao mesmo tempo que via Temari paralisar, aparentemente se dando conta da sua presença apenas naquele momento.
Por alguns segundos ela pareceu um pouco assustada, os olhos verde musgo levemente arregalados, mas logo voltou a sua postura normal e o encarou risonha.
Temari: Já de volta? Pensei que ainda estivesse com...
Shikamaru: Acabamos de chegar.
Temari: sei... — eles ficaram em silencio e ela pareceu hesitante – bem...então com licença.
Shikamaru: Espera.
Temari: Gomenasai, preguiçoso, eu tenho muitos deveres a cumprir.
Shikamaru: Eles não vão se importar em esperar.
Temari: Não é assim que funciona, bebê. — ela disse debochada e ele revirou os olhos lembrando-se que ela sempre mencionava a diferença de idade deles quanto queria provocá-lo.
Shikamaru: Se não te conhecesse, acharia que está fugindo de mim.
Temari: Vá sonhando. — dessa vez a provocação dele deu certo e ela não fez mais mesão de sair.
Em silencio, eles se encararam sem saber o que dizer. Estavam distantes, mas não apenas fisicamente, parecia que algo os afastava como um monstruoso abismo.
Shikamaru: Tinha razão. Parece que Ino me ama... — confessou sem saber exatamente por que o fez. Temari sorriu, amarga.
Temari: E você era o único que não notava isso. Sua genialidade começa a me desapontar. — debochou
Shikamaru: Não é hora para isso. É um assunto sério.
Temari: Um assunto que não é problema meu! — rebateu, dessa vez mostrando-se irritada, mas no segundo seguinte arrependeu-se e suspirou – E então? O que vai fazer?
Shikamaru: Você se importa? — provocou, mas percebeu que estava realmente interessado em sua resposta e deu um passo em sua direção.
Temari: Você gosta dela? — rebateu a provocação cheia de sarcasmo, dando um passo para frente.
Shikamaru: Você gosta do cara que foi se encontrar? — ele também era sarcástico, mas de uma forma um pouco irritada demais.
Temari: E você se importa? — ela também parecia irritada e foi quando eles finalmente notaram que haviam se aproximado e agora se encaravam bem próximos. — Não vamos chegar a lugar nenhum... — ela murmurou, de repente sentindo-se constrangida. Ainda tentou se afastar, mas ele segurou sua mão e ela olhou o desenho de seus dedos cruzados achando curioso o modo como estavam. Ela levantou o olhar e seus olhares se cruzaram.
Shikamaru: Nunca chegamos a lugar nenhum mesmo. — ele disse e sem mais conseguir se conter, a beijou.
Ela não recuou. Recebeu o beijo dele, como se muito tempo esperasse por isso e imediatamente seus dedos se enrroscaram nos cabelos dele enquanto sentia seu corpo ser grudado mais ao dele, em um abraço apertado. Suas bocas não se desgrudaram em nenhum instante, suas línguas explorando com saudade uma a outra, com tanta fome e ansiedade que gemidos escapavam por suas gargantas sem que conseguissem se conter. O nara não a soltava, não queria e a cada segundo parecia que sua necessidade de tê-la mais próximo apenas aumentava.
Logo, o local publico onde estavam parecia não fazer qualquer diferença e as mãos que antes se mantinham paralisadas, agora deslizavam pelo corpo um do outro com ansiedade. Ela sentiu os músculos dos braços dele e prosseguiu até as costas largas, as arranhando por baixo da camisa. Em contra partida, as mãos masculinas já apertavam com força suas cochas e subiam por seu traseiro, arrancando um suspiro mais forte.
De repente, eles se separaram ofegantese um pareceu ler os olhos do outro.
Shikamaru: Temari...
Temari: Vem. — ela enroscou as mãos nas dele e o puxou
Shikamaru: pra onde?
Temari: Para o meu quarto. — ela respondeu ofegante e ele a seguiu sem mais hesitar.
Quando saíram, eles nem perceberam que de uma porta paralela, eram observados o tempo todo.
Gaara: Você tem que parar de se meter na vida dos outros. — advertiu friamente, recostado em uma parede observando o irmão mais velho, enquanto este espreitava pela porta.
Kankurou: Eu tenho que fazer isso, já que eles não tomam uma atitude. — disse satisfeito e depois sorriu ainda mais para o irmão tentando passar inocência, mas apenas demonstrando suas diabruras — Ah gaara, qual é, eu nem fiz nada. Apenas disse para ela me encontrar no salão. Não tenho culpa se ele estava lá e eu me atrasei um pouco... — finalizou sorrindo e gaara negou com a cabeça antes de deixar o irmão sozinho.
Gaara: Estou avisando Kankurou. Pare de se meter nessas coisas. — advertiu, mas sabia que o irmão não o ouviria.
OoOoOoOoOoO
Neji se despediu da namorada com alguns beijinhos ainda no campo de treinamento onde eles treinavam/namoravam/davam amassos mais quentes. Eles nunca haviam chegado aos finalmente, e o Hyuuga admitia ter sérios problemas para se controlar quando a Mitsashi o provocava, mas também não pensava apenas nisso como alguns dos homens que conhecia.
Tenten era uma ótima namorada e diferente do que ele pensava que aconteceria, a relação de amizade entre eles não mudou, apenas se fortaleceu. Ainda treinavam sério, mas não perdiam a chance de se beijarem e se amassarem pelas árvores. Eles até chegaram a carinhos mais quentes, mas nada irreversível e as vezes ele tinha a impressão que era por sua causa, já que era sempre ele quem parava. Tenten não insistia, mas também nunca fez nada para pará-lo o que as vezes o fazia ter vontade de perguntar se a namorada ainda era virgem.
Obviamente nunca perguntou, tinha amor a própria vida e sabia que Tenten podia sentir-se ofendida com a pergunta. Ele também não ligava muito. Era obvio que como homem, ele queria muito ser o primeiro da namorada, mas também não morreria de frustração caso não fosse. Nas ultimas semanas, percebia que seu sentimento pela Mitsashi crescia e ele se via mais ligado a ela, mas ainda sim, não estava pronto para assumi-la perante o clã.
Era complicado, mas Neji tinha certeza que queria a morena e que quando oficializasse sua relação, eles finalmente transariam. Poderia chamá-lo de antiquado, mas transar com Tenten enquanto escondiam a relação deles, o dava a impressão de que ele estava apenas usando a menina e isso era a última coisa que ele queria.
Afinal,era frio e insensível, mas acima de tudo era um cavalheiro!
Ao chegar ao clã, cumprimentou alguns membros da bouke, antes de seguir em direção ao seu quarto na casa principal. Ao passar pelo quarto das primas, percebeu que uma das portas estava abertas e ficou chocado ao ver Hanabi dançando em frente ao espelho apenas de calcinha e sutiã. A menina parecia não vê-lo, enquanto dançava sensualmente uma música que apenas ela ouvia. O corpo que ele apenas o explorou por alguns segundos com as mãos estava quase completamente desnudo e podia notar o quanto era desenvolvido e perfeito.
A adolescente era mais magra que a irmã, os seios menores, mas redondos e empinados, a cintura fina e delicada, o quadril largo e o traseiro arrebitado apenas deixou Neji ainda mais atordoado. Os cabelos castanhos caiam pelas costas e se moviam enquanto a moça se balançava e rebolava de olhos fechados, mostrando suas curvas, insinuando mesmo que sem saber, seu corpo para o Hyuuga.
Neji sentiu-se enrijecer e de repente uma loucura insana apoderou seus pensamentos que o ordenavam para entrar naquele quarto e atacar aquela garota para que ela aprendesse a não ser tão descuidada. Ainda sim, conseguiu se controlar e apertando sua mão contra a própria calça que se mostrava apertada, ele saiu dali quase correndo, mas não se antes fechar a porta com cuidado. Não queria que mais ninguém ficasse excitado olhando para a prima.
Assim que a porta se fechou, a Hyuuga abriu os olhos e sorriu ainda mais. Ainda que estivesse frustrada por ele não tê-la agarrado como ela desejou enquanto dançava, sabia que ele não o faria, mas já estava satisfeita por tê-lo deixado bem animadinho. Ainda dançando, ela voltou a fechar os olhos e passou a mão pelo próprio corpo imaginando que era Neji que o fazia.
Reprimiu um gemido e mordeu os lábios quando seus dedos chegaram em sua calcinha e sorriu maliciosa, percebendo que estava molhada apenas por pensar em Neji a possuindo.
Hinata tinha razão. Sexo com quem se ama deveria ser muito bom, ela ainda iria descobrir.
OoOoOoOoOoO
Enquanto isso, sua irmã remexia-se em sua cama de um lado para o outro, pensativa. Desde que chegara não havia mais saído, seus pensamentos estavam a mil e tudo o que ela conseguia pensar era no convite do Uzumaki.
Hinata: Ele que morra me esperando! Dessa vez não, Uzumaki Naruto!! — ela resmungou para si mesma enquanto olhava-se no espelho. Estava descabelada e com uma expressão emburrada.
OoOoOoOoOoO
Ino procurava por Shikamaru para que eles pudessem jantar. Ela havia esperado para que todos jantassem e assim ela poderia ficar sozinha com o Nara, entretanto agora não o achava em lugar nenhum.
Ao passar por um dos corredores, estancou no lugar pensativa se deveria passar por ali ou não. Era o corredor que dava para os quartos dos irmãos Sabaku, mas Ino não queria nem pensar na possibilidade de encontrar Shikamaru ali. Enquanto decidia-se se queria ou não correr esse risco, alguém se aproximou dela pelas sombras e continuou em silêncio apenas observando a loira parada no meio dos corredores.
Ao dar o primeiro passo, ele finalmente se manifestou.
Gaara: O que está fazendo aqui? — a voz grave dele a assustou tanto que a fez darum pulinho para trás e colocar a mãos no coração.
Ao encarar o ruivo, o susto foi se transformando em irritação e encarou o kazekage com os olhos serrados, enquanto ele manteve sua posição impassível.
Ino: Eu só estou procurando Shikamaru. — respondeu entre os dentes
Gaara: acho que é obvio que ele não está aqui.
A loira sentiu uma veia pulsar em sua testa e o fuzilou com o olhar.
Ino: Hai, hai, eu não pretendo mesmo chegar tão perto do quarto de vocês. — ela resmungou e o viu levantar uma das sobrancelhas surpreso com suas palavras – com licença, Kazekage-sama. — ela disse, em uma clara provocação.
Gaara: Está dispensada, kunoichi de Konoha.
Ela paralisou surpresa com a resposta provocativa dele e o fitou em uma ameaça silenciosa, entretanto o ruivo nem piscou e tão pouco desviou os olhos do dela.
Gaara: Mais alguma coisa, Yamanaka?
Ino: Iie. Com licença – ela disse cuspindo as palavras e indo embora enquanto o kazekage a observava até desaparecer no próximo corredor.
Olhou em direção ao corredor e depois para o quarto da irmã, e imediatamente desistiu de ir para seu quarto descansar. Lembrou-se do conselho que deu ao irmão e se recriminou por ele ter feito o mesmo, encobrindo o que quer que estivesse acontecendo naquele quarto entre Temari e o ninja de Konoha.
Por um segundo ouviu vozes arrastadas vindo do quarto e saiu dali resmungando. Definitivamente não queria saber o que estava acontecendo ali.
OoOoOoOoOoO
Entre os lençóis, dois corpos suados se encontravam em êxtase colados um no outro da cabeça aos pés.
Enquanto suas bocas passeavam pelo corpo um do outro, eles apenas tinham a consciência do quanto ansiavam por aquilo. Calor, fogo, excitação, o toque quente do parceiro que nunca foi superado.
Deitada de costas, Temari gemia compulsivamente enquanto era penetrada com lentidão. Shikamaru, deitado no meio das pernas longas e firmes, a devorava sem pressa, ainda sim a invadindo completamente para em seguida retirar quase todo o seu membro e logo depois voltar a torturá-la a penetrando com violência e sem aviso. A cada estocada, um gemido dela e um sorriso dele.
As unhas dela quase furavam o antebraço masculino, e seus dentes apertavam com tanta força os lábios inferiores a ponto de feri-los. Sem aviso, ele aumentou a velocidade levantando as pernas femininas e a invadindo ainda mais profundamente. As mãos dela foram em direção a própria intimidade, na tentativa de aumentar ainda mais seu prazer, entretanto ele a segurou com firmeza e prendeu os braços dela acima de sua cabeça.
Temari: Oh...shika...maru... — ela disse engasgada, mal conseguindo buscar oxigênio suficiente. Ele então diminuiu o ritmo, soltando um riso ao vê-la resmungar e abrir os olhos até quase arregalá-los – Não ouse parar! Mais Rápido! Rápido! — ordenou, mas ele não a obedeceu enquanto a mulher, em desespero elevava o próprio corpo de encontro ao dele, tentando aliviar o incomodo entre as pernas. — maldito...!
Shikamaru: Implore. — ele murmurou no ouvido dela e aproveitou para chupar o pescoço bronzeado deixando uma marca avermelhada
Temari: Nunca. Ahhh – gemeu mais forte quando uma estocada forte a pegou desprevenida.
Shikamaru desceu os beijos até os seios redondos e ficou ali, brincando com os mamilos rosados enquanto sua mão descia até o botão de prazer da amante e começava a estimulá-lo.
Temari quase gritou e tentou se soltar, mas Shikamaru ainda a prendia com uma das mãos. Os dedos passeavam por sua intimidade como uma caricia erotica que fazia correntes de prazer subir por todo o seu corpo, e não importava o quanto ela abrisse as pernas ou se elevasse de encontro a ele, o mesmo não dava o que ela queria.
Temari: Vai me p-pagar!
Shikamaru: Eu sei... — ele murmurou para em seguida capturar um dos mamilos e chupá-lo com força a fazendo elevar seu tronco. Ela tremia, já não aguentava mais, ele sabia.
Temari: o-onegai! Shikamaru! Onegai! Rápido! Eu preciso! Onegai. — ela desabou rápido e ele sorriu satisfeito.
Primeiro a soltou e levantou seus joelhos a fazendo cruzar as pernas na cintura dele. Ela abriu a boca para reclamar, mas ele a impediu, tomando seus braços em um beijo furioso, enquanto mais uma vez entrelaçava seus dedos e os prendia de encontro na cama. E sem deixar de beijá-la, ele então a penetrou novamente e dessa vez com muita força, arrancando um grito daquela loira que sentia o pau dele entrando e saindo dela com velocidade e violência, a rasgando, a matando de prazer.
O choque de seus corpos se misturavam ao barulho dos gemidos dos dois e não demorou muito para que eles finalmente chegassem ao climax desejado ao mesmo tempo.
Ele caiu ao lado dela e a puxou para perto de si, como sempre fazia, sentindo-a recostar a cabeça em seus ombros e beijar seu peitoral.
Temari: E eu pensando que isso nunca mais iria acontecer. — ela confessou, enquanto continuava a beijá-lo subindo por seu pescoço e estalando um selinho em seus lábios antes de olhá-lo.
Shikamaru: E por que não? — ele indagou ainda ofegante e ela sorriu.
Temari: Todas as vezes que acabamos de transar eu me pergunto se aquela será a última vez. — ela confessou o deixando surpreso. Ela ainda sorria, mas parecia melancólica e voltou a beijar o pescoço dele, depois descendo para o peitoral – Por isso que eu nunca me despedi de você. — Ela parou de beijá-lo de repente e olhou para ele que parecia chocado com aquela confissão. Nunca Shikamaru havia visto aqueles olhos verdes tão inocentes e sem nenhuma malicia, apesar de já estar quase montada em cima dele – Eu apenas não quero ouvir você dizendo adeus.
Shikamaru: E por que se importaria com isso? — ele perguntou cauteloso e ela deu os ombros.
Temari: Acho que sinto saudades sua... — disse maliciosa, dessa vez montando completamente na barriga dele e descendo seu rosto até que rocem seus narizes.
Shikamaru: De mim, ou do sexo? — ele murmurou ainda que estivesse consciente demais que as mãos dela começavam a se aproximar deu seu membro, que por sua vez já voltava a dar sinal de vida.
Temari: Dos dois, talvez – riu ao ouvi-lo reprimir um gemido quando seu traseiro roçou no membro dele
Shikamaru: Quando vai admitir?
Temari: O que?
Shikamaru: Que você gosta de mim.
Primeiro Temari ficou surpresa, mas depois voltou a sorrir e atacou o Nara, o beijando com fúria.
Temari: Eu quero você agora, Nara e isso é tudo que eu vou admitir.
Shikamaru não pensou duas vezes e inverteu as posições novamente ficando por cima da princesa de Suna, encarando os olhos verdes cheios de malicia e os lábios inchados. Não disse mais nada, apenas voltou a beijá-la. Por enquanto aquilo para ele, bastava.
OoOoOoOoOoO
No apartamento, sentado em seu sofá, o Uzumaki conferia a porta pela milionésima vez esperando a hora em que sua visitante tão esperada finalmente batesse. Já havia esperado bastante para ter comido dois pacotes de ramen e sua camisa social estava aberta e amassada devido ao tempo que se deitou no sofá como tinha mania de fazer. Os cabelos estavam ainda mais bagunçados que o normal devido ao fato de minuto em minuto passar a mão pelos fios, já irritado com o tempo de espera.
Bufando ele foi até a janela certificando-se que não a via se espreitando pelas ruas, mas nada. Depois checou a porta mais uma vez, e ao ver os corredores vazios bateu a porta com força irritado com o obvio bolo que levara. Não acreditara que realmente a hyuuga o dispensaria, mas já era quase duas da madrugada e estava claro que ela não viria mais. Irritado, passou direto para o quarto já tirando sua camisa e sua calça como um moleque birrento, ficando apenas com sua box preta. Olhou para a cama, mas não ousou se deitar, não tinha um pingo de sono e ainda resmungando impropérios, ele voltou para a sala.
Estreitou os olhos para uma garrafa de sake escondida em um dos armários da cozinha. Riu secamente ao lembrar que pretendia estar completamente sóbrio quando Hinata chegasse, doce ironia. Com a garrafa nas mãos foi em direção a sala, mas justo quando estava prestes a tomar o primeiro gole, um eco vindo da porta chamou sua atenção.
De repente a garrafa foi esquecida e ele foi em direção a porta, desconfiado. Ao abri-la surpreendeu-se de verdade ao ver ali parada, Hinata Hyuuga.
Ela que parecia ofegante como se tivesse vindo correndo, e corou no exato momento em que o olhou de cima a baixo sem saber o quanto o deixou satisfeito com aquela reação. Olhando-a com mais atenção, ela vestia um casaco grosso que estava meio aberto deixando a mostra um vestido rosa simples que ia até os joelhos, nos pés apenas sapatilhas pretas, os cabelos azulados estavam soltos e caiam pelos ombros dela até os seios que subiam e desciam, mas ele tinha a impressão que não era de cansaço. A franja longa demais cobria parcialmente os olhos, mas quando as duas perolas o encararam finalmente, ele não teve duvidas do que aquela mulher queria.
Mesmo quando bateu naquela porta, de madrugada, ainda não estava certa do que estava fazendo. Seu coração se sobressaltou quando finalmente a porta se abriu, e sua respiração ficou suspensa por alguns segundos quando ela o viu apenas de cueca parado na porta a olhando aparentemente surpreso. Sentiu seu rosto corar, mas não pelo homem maravilhoso de corpo incrível que estava parado em sua frente, e sim pelo fato de ter ido até aquele homem simplesmente por que não conseguia deixá-lo. Estava viciada naquele jogo, naquele homem. E quando ela finalmente teve coragem de olhar em seus olhos, não teve duvidas de que o queria mais uma vez.
Apenas um segundo depois de se encararem, ela foi de encontro a ele que já a esperava de braços abertos. Suas bocas se encontraram no instante imediato que seus corpos se encaixaram perfeitamente, as mãos dela foram direto para o meio dos fios loiros, enquanto os braços dele se estreitaram naquela cintura a levantando e a imprensando na parede enquanto batia a porta com um dos pés.
Ansiosos, eles mal conseguiam respirar enquanto estavam ocupados demais explorando o corpo um do outro da melhor maneira que conseguiam. Hinata gemeu baixinho quando os beijos dele desceram por seu pescoço enquanto as mãos masculinas apertavam suas cochas. O casaco foi retirado com agilidade deixado no mesmo lugar, enquanto o casal tentava andar pela sala sem se desgrudar, o que os fazia bater em alguns moveis ou se chocarem com as paredes. O sofá, como alvo mais próximo, foi escolhido para eles finalmente se acomodarem e quando nele chegaram a Hyuuga já se encontrava com o vestido aos seus pés.
Insano, era o estado em que ambos se encontravam. Desesperados, esfomeados, eles se tocavam com avidez como se tentassem explorar o corpo um do outro de uma só vez. Dessa vez, Hinata não era seduzida ou manipulada pelos desejos do Uzumaki, ela queria tentá-lo, queria provocá-lo e sabia muito bem o que fazer.
O uzumaki foi empurrado caindo sentado no sofá e recebeu Hinata em seu colo com uma perna em cada lado de sua cintura, se remexendo sensualmente o que resultava no choque de suas intimidades enchendo ambos de expectativa. Tomando a iniciativa, ela o beijou aproveitando para puxar os fios loiros enquanto ele desabotoava o sutiã e deslizava aos mãos pelas costas dela até chegar em seus cabelos azulados e foi a vez dele puxá-los até que ela se afastasse e ele pudesse contemplar os seios cheios e macios tão deliciosos. Mas ela não lhe deu tanto tempo, pois logo voltava a beijá-lo e descia os beijos lentamente pelos ombros dele, enquanto suas mãozinhas desciam para a box do rapaz e repousavam sobre sua ereção já completamente endurecida e apontada para si. Ao ouvi-lo gemer, sentiu um êxtase preenchê-la e ela soube como ele se sentia quando ela gemia por sua causa. Soube por que ele gostava tanto.
Naruto: H-hinata... — ele sussurrou a abraçando com força obrigando o corpo feminino a ficar colado ao seu. O rebolado dela em seu pau o estava enlouquecendo e ele tinha medo de acabar gozando ali mesmo.
A hyuuga não respondeu ao seu chamado, mas chupou o lóbulo da orelha dele e gemeu baixinho em seu ouvido para agradá-lo e assim que o fez conseguiu se afastar levemente e descer seus lábios pelo peitoral dele, depois para o abdômen e ainda sim não parou. Sorriu ao percebê-lo tão entregue e para a total surpresa do Uzumaki, ela puxou sua cueca e tocou em sua ereção. Ele diria algo, mas tudo o que conseguiu fazer foi gemer ao sentir a boca dela encobrir a cabeça do seu membro. Nesse momento, ele mal conseguia raciocinar, mas um fio de sanidade ainda o restou o fazendo pará-la antes que ele gozasse. Com destreza, ele a puxou até que ela sentasse novamente em seu rosto e contemplou o rosto afogueado e os lábios inchados dela, os cabelos azuis caídos por sua face e por seus ombros e ela nunca lhe pareceu tão tentadora.
Ofegante, foi a vez dela gemer alto quando a boca dele chegou em um de seus mamilos e ele o sugou com força enquanto com a mão esmagava o outro seio. Os espasmos de prazer, a faziam pular no colo dele apenas deixando o pau dele ainda mais duro e excitado. Sem conseguir se conter, ele separou-se e a fitou.
Naruto: Assim não vou conseguir me controlar, pequena. — ele confessou e a viu negar com a cabeça.
Hinata: Não q-quero q-que se controle, Naruto. — ela disse decidida, apesar de tremula devido o prazer que se instalava em seu corpo e como para provar isso, ela desceu novamente suas mãos até o membro dele e o apertou com força o fazendo jogar a cabeça para trás e quase urrar de prazer – Hoje é a minha vez de te enlouquecer.... — ela murmurou no ouvido dele, a voz doce, ainda que continuasse a masturba-lo com as mãozinhas.
E logo Naruto não resistiu e acabou gozando nas mãos dela e entre os corpo de ambos. Ofegante, ele a olhou e a viu tão ofegante quanto ele, tremula, mas ainda sim com uma expressão extasiada na face avermelhada.
Naruto: Para quem não queria vir, parece que estamos bem animados heim?! — ele provocou sorrindo malicioso e percebeu que como se ela estivesse saído de um transe, tentou se afastar, mas ele foi mais rápido e segurou em suas mãos as puxando até que a Hyuuga encostasse a cabeça em seu pescoço. Ambos ofegantes, ele fechou os olhos ao sentir o cheiro suave dela misturado a sexo e orgasmo que exalava no ar e começou a deslizar seus dedos pelas costas dela em uma caricia suave. Ela suspirou diante do seu toque e depois estremeceu. — Pensei mesmo que não vinha mais.
Hinata: Eu não vinha – ela murmurou finalmente recobrando a consciência da besteira que voltara a fazer.
Naruto: E o que a fez mudar de idéia? — sussurrou sem deixar de fazer o carinho em suas costas.
Hinata: Eu não sei. — ela respondeu e ele riu rouco em sua orelha.
Naruto: Você mente bem, Hinatinha. Mas eu sei porque.
Foi a vez dela rir, fracamente, esperando por alguma resposta machista ou maliciosa dele.
Hinata: Então por que? — ela esperou a resposta com um sorriso irônico até senti-lo encostar sua boca no pé do seu ouvido, enquanto acariciava seus cabelos.
Naruto: Por que você ainda é completamente apaixonada por mim. — ele sussurrou e riu ao sentir o corpo inteiro dela ficar tenso e ainda sim, ela não ousou encará-lo.
Hinata: Você me confunde Naruto. Quando...disse que te amava, você não acreditou. Por que acredita então que eu ainda te amo?
Naruto: Por que se não gostasse de mim não estaria aqui depois de tudo.
Hinata: O sexo é bom. — ela tentou contradizê-lo, mas ele não parecia se abalar.
Naruto: Sim, é ótimo. Mas você não é do tipo que trairia seu noivo apenas por algumas noites de sexo. — disse seguro e ela se afastou dele, o fitando levemente irritada com o rumo da conversa.
Hinata: você não faz ideia do tipo que eu sou. — ela acusou e tentou se afastar, só que mais uma vez foi presa e jogada no sofá com ele por cima de si, prendendo suas pernas com as dele, e seus braços com as mãos dele.
Naruto: Você mudou bastante Hinata desde a época que ainda eramos crianças, e eu admito que algumas vezes você parecer tão inocente quanto antes chegava a me irritar por que eu parecia um cretino deflorando uma menina. Mas agora eu sei que no fundo, você ainda é a mesma que se importa mais com os outros do que consigo mesma, assim como também é forte o suficiente para decidir lutar pelo o que quer. E você nunca arriscaria desapontar aquele velhote e magoar o babaca do seu noivo se não sentisse nada por mim.
Ao terminar de falar, ela não o olhava e nem mais se mexia.
Hinata: Está enganado – ele a olhou descrente – Você ainda é um cretino. — murmurou e ele riu afundando seu rosto nos cabelos dela.
Naruto: Sim. Eu ainda sou um cretino. — concordou e aproveitou para beijar o pescoço dela, sentindo-a estremecer no mesmo instante – e você ainda é uma delicia.
Continuou a beijá-la até chegar ao seus lábios, mas ela virou o rosto claramente fazendo birra. Ele sorriu e desviou seus lábios para o pescoço dela até chegar em seus seios onde começou a chupá-los com força, mas ela mordeu os lábios com força tentando reprimir os próprios gemidos.
Ela o desafiava.
Naruto: Vamos ver até quando vai aguentar – ele provocou e suas mãos começaram a trabalhar, descendo pelas curvas dela e puxando a lateral de sua calcinha rosa.
Se levantou e afastou os joelhos dela a pegando de surpresa e logo depois deitando-se entre elas, começando a beijar sua barriga subindo pelo vale entre seus seios até seu pescoço, deixando para trás um rastro de saliva e fogo que queimava a pele pálida. Seu membro já voltava a ganhar vida e ele fez questão de roçar na intimidade dela ainda protegida pela calcinha. Ela ofegou forte quando as mãos dele chegaram a sua peça intima e a puxou a ponto de rasgá-la. Ele riu quando a percebeu imediatamente começar a se contorcer embaixo dele, provavelmente excitada com o gesto bruto e inesperado. Suas mãos desceram até a parte interna das suas cochas e as apertou com força, enquanto fazia movimentos de coito, ainda que não chegasse a penetrá-la. As mãos dela imediatamente foram até seus ombros e começou a arranhá-lo, mas ela fechou os olhos e ainda mordia os lábios com força quase os machucando.
Ele tocou seu seio e esfregou o mamilo com a ponta dos dedos, enquanto voltava a roçar seu membro na entrada da cavidade quente e úmida que o esperava tão cheia de expectativa. Sem deixar a tortura, ele mordeu o queixo dela e a encarou sério.
Naruto: Olhe para mim. — ela apenas fechou os olhos com mais força, teimosa. Ele não se deu por vencido e seus dedos então roçaram em seu centro de prazer e começaram a friccioná-lo o que a fez se contorcer com ainda mais força e suas pálpebras tremerem – Olhe para mim, Hinata! — ele ordenou, ainda que já estivesse igualmente ofegante com todo aquele contato com o corpo que tanto cobiçava. Para sua felicidade, ela finalmente abriu os olhos e sem perder um segundo ele a penetrou com força a pegando novamente de surpresa e a fazendo soltar um gemido alto que não conseguira conter.
Ele sorriu enquanto continuava investindo contra ela com força e agilidade, violando aquele corpo com ânsia de ouvir novamente os gemidos esganiçados daquela mulher que o enlouquecia apenas com o olhar. Entretanto Hinata também não se rendeu tão facilmente e puxou os cabelos dele até que sua boca chegasse no ouvido dele.
Hinata: Mais forte, mais rápido. Mais. Mais. — ela gemia comandos desconexos que ele seguia, enlouquecido até decidir novamente torturá-la e parar de se mexer quando sentia que ela começava a chegar em seu ápice. Ele riu, mas logo se calou quando ela o empurrou e eles acabaram rolando para o chão, com ela por cima montada sobre ele. Foi a vez dela sorrir.
Apoiando os braços em seu abdômen ela começou movimentos de subir e descer no membro dele, em uma gostosa cavalgada que estava levando ambos a loucura. Eles gemiam desconexos e algumas vezes ele tentava controlá-la segurando sua cintura, mas ela apertava seu pau com força e ele gemia alto se entregando as mãos de sua pequena Hinatinha. E ela o enlouquecia, subindo e descendo em seu membro, rebolando, o forçando a violá-la com mais rapidez, com mais força.
Ele conseguiu inverter as posições mais uma vez quando ambos estavam prestes a chegar no ápice e a deitou no chão, com as pernas dela cruzadas em sua cintura, ele a penetrou ainda mais fundo prendendo os braços dela em cima da cabeça e a deixando impossibilitada de fazer qualquer coisa a não ser senti-lo arrombando seu corpo pequeno e delicioso e gemer o nome do seu amado violador.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Hinata: N-naruto-kun...
Naruto: Eu estou aqui, Hinatinha.
Ele estocou uma última vez e sentiu o corpo dela vibrar para logo depois amolecer com um violento orgasmo enquanto ele finalmente deixava jorrar para dentro dela todo o liquido do seu prazer.
OoOoOoOoOoO
Enquanto ajeitava as próprias roupas, ela sabia que era observada pelo loiro que analisava cada milimetro do seu corpo. Com um grampo esquecido no bolso do casaco,ela prendeu os cabelos no coque mal feito que Naruto tanto detestava e depois o encarou.
Naruto: E agora? — ele perguntou esperando pela resposta dela com curiosidade. Afinal, não importa o que fosse, ele não desistiria tão fácil do seu mais novo objetivo.
Hinata: E agora as coisas continuam como antes. — ela disse firme e o viu se aproximar completamente nu e abraçá-la.
Naruto: Antes quando nós transávamos ou antes quando nós fingíamos não nos conhecer?
Ela não respondeu e ele riu, a beijando em seguida, logo depois subindo sua mão até seus cabelos, mas antes que ele pudesse desmanchar aquele penteado como era sua intenção, ela se afastou o impedindo.
Hinata: Está enganado, Naruto. — ela disse firme – eu mudei. Não vou trocar as prioridades do meu clã por um engano inútil que é amar você. — concluiu e se virou para ir embora.
Naruto: Isso é o que veremos, Hinatinha. — ele desafiou confiante enquanto ambos se encaravam desafiadores até ela finalmente fechar a porta e ir embora.
Ele vestiu a cueca que estava jogando pelo chão e foi em direção a janela onde viu um vulto sair de seu prédio e seguir em direção ao bairro onde ficava o clã Hyuuga.
Naruto: É o que veremos... — ele repetiu sorrindo.
O jogo havia recomeçado e dessa vez ele iria até o fim.
Notas finais
Espero que tenham gostado do capitulo, eu sei que ele pode tá meio confuso, mas o principal é que Shikamaru e Naruto finalmente perceberam que as meninas os amam, entretanto ainda não disseram o que eles sentem. Enquanto isso, Sasuke e Neji se mostram cavalheiros com suas namoradas, apesar do Hyuuga não fazer nem idéia do que sua priminha mais nova vai aprontar.
Uh lá lá, o que será que vai acontecer nos próximos capitulos?
É uma ótima pergunta, pq nem a autora baka que vos fala tem idéia das loucuras que vão vir a seguir.
Desculpem novamente pelo atraso das atualizações, pessoal! Muito obrigado pelos comentarios!
=**
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