Notas iniciais
OMG! Não me matem por favor!
Eu sei que demorei um milhão de anos e que o capitulo não vai sair dos melhores, mas é que realmente aconteceram alguns probleminhas.
Como eu acho que já tinha dito antes, to meio sem tempo com os trabalhos da faculdade, estagio, etc. E para completar, a alguns dias eu simplesmente perdi o meu pen-drive com toda as minhas histórias. Conclusão: tive que refazer os capitulos todos de novo, um verdadeiro stress! No fim nem saiu realmente como eu queria, mas resolvi postar logo já que já deve fazer quase três meses que eu não posto.
Peço desculpas pelo atraso de novo e espero que não tenham me abandonado!

"Um demônio não precisa de tempo para causar estragos — assim como as tempestades, os furacões e as avalanches, que conseguem destruir, em algumas horas, árvores que foram plantadas há duzentos anos..."

(Paulo Coelho)

O café da manhã era silencioso e tenso na mansão do Kazekage, em Suna. Na ponta da mesa, Gaara comia calmamente enquanto olhava alguns papeis deixados com ele pela sua assistente Matsuri, algumas vezes olhava para os outros ocupantes do recinto e principalmente para o irmão mais velho que apenas sorria da maneira que o ruivo batizara de “idiota”. Ao seu lado direito, a princesa Temari tomava sua xicara de chá verde indiferente, as vezes fechava os olhos por alguns segundos tentando se desligar de toda aquele clima, mas quando os abria e seu olhar se cruzava com o de Shikamaru, um sorriso involuntário e quase imperceptivel se formava no canto dos lábios carnudos. Sorriso esse que deixava a outra loira, ao lado do Nara bastante irritada, mais do que isso, magoada, irada, um leque de sentimentos entre a tristeza e o ódio.

Ino havia desistido de procurar o Nara depois das duas horas da madrugada e foi dormir em seu quarto inconformada e com ainda mais certeza de que não iria gostar de saber o que ele estava fazendo. As cenas dele com a Sabaku invadiam sua mente sem permissão e quando seus olhos finalmente se fecharam, uma lágrima fugiu e molhou o travesseiro. Agora, desde o primeiro segundo que viu os dois, sentados tão separados na mesa, mas ainda sim seus olhos sempre se encontrando com tanta intimidade, ela soube que o pior havia acontecido e agora tudo o que queria era se afastar dali, ou então matar Temari, mas como a segunda opção acabaria em prisão e a primeira era contra seu orgulho, ela apenas continuou sentada saboreando seu café-da-manhã e aguentando a troca de olhares escancarada entre os dois.

Kankurou era o único que demonstrava seu real incomodo com todo aquele silencio – Chouji não contava, ele estava preocupado demais com sua comida e mesmo que tivesse realmente reparado na tensão do dia, não achava mais importante que a sua fome – e remechia-se vez ou outra em seu acento muitas vezes depois de ser encarado por Gaara que parecia sempre acusá-lo com aqueles olhos verdes psicopatas.

Kankurou: hm... — limpou a garganta chamando a atenção de todos – Então, dormiram bem? — Disse depois de receber mais um olhar severo do irmão e dessa vez foi a vez de ser fuzilado com o olhar por Shikamaru, mas por esse ele não admitia tal repreensão e sorriu zombeteiro – maninha?

Temari: Foi ótimo na verdade. Fazia tempo que não dormia tão bem. Acho que foram os lençóis de cama novos. — sorriu e ficou satisfeita ao ver Shikamaru revirar os olhos

Ino: Sei... — ela resmungou visivelmente irônica e todos a olharam, principalmente a princesa que a olhava desafiadora

Temari: Não acredita, Ino-querida?

Shikamaru e Kankurou engoliram em seco quando aquela interação entre as duas loiras já não parecia uma boa ideia.

Ino: Oh, claro que sim, realeza – seu tom de deboche foi o mesmo usado pela princesa segundos antes – Eu apenas não acredito que ontem tenha sido o único bom lençol que você teve. Quer dizer, tenho certeza que você já deve ter trocado sua colcha de cama várias vezes não é querida.

A provocação apenas deixou tudo ainda mais tenso, mas Temari ainda sorria, ácida dessa vez.

Temari: Ah, mas a colcha de ontem foi realmente fantástica, entende o que eu digo, querida? Há lençóis que realmente são feitos para a gente e para mais ninguém, mesmo que ele vá para a cama de outras, não é tão maravilhoso quanto na nossa cama.

Kankurou: hã...

Ino: Ah claro que entendo. Você meio que marca o lençol não é. Aiai, é tão irônico, quer dizer, você adora o lençol, mas até um novo aparecer. E então você simplesmente esquece o lençol velho, afinal nem precisa dele, isso até você chegar sozinha a noite, ficar com preguiça de encontrar outro lençol de cama então pegar novamente o velho lençol...

Shikamaru: Ino...

Ino: O velho e estupido lençol! — finalizou bufando, dessa vez olhando para Shikamaru que pela primeira vez ficou sem palavras.

Kankurou: Uau, vocês levam mesmo a sério lençóis de cama. — ele tentou brincar depois de um longo silencio, mas apenas conseguiu um olhar irritado de Gaara

Temari: Gosto dos meus lençóis de cama. — continuou ignorando o irmão e chamando novamente a atenção da Yamanaka que ainda trocava um olhar furioso com Shikamaru – Por que nunca deixam de ser meus. — riu

Ino: Eu entendo, mas sabe, no meu caso pelo menos, eu perderia um pouco o interesse se descobrisse que o lençol vai para outras camas quando eu não estou por perto.

Temari: Essa é a diferença entre nós querida. Eu não me importo, por que como eu já disse, não importa o que aconteça, no fim, ele sempre volta para minha cama. — finalizou e dessa vez Ino não teve resposta. Fuzilava a Sabaku, os olhos azuis retendo lágrimas de pura raiva.

Gaara: Com licença. Eu vou me retirar, tenham um bom dia. — ele disse já se levantando e Kankurou o olhou descrente

Ino: Espera! — ela não pediu, ela ordenou e o tom dela surpreendeu a todos, principalmente o Kazekage – Acho que já está na hora de irmos embora.

Até Chouji que não parara de comer, deixou a colher na metade do caminho e fitou a amiga.

Shikamaru: Ino, não podemos...

Ino: É claro que podemos! Não temos por que esperar a boa vontade dele. Se quiser entregar alguma mensagem a Konoha, ele que mande algum ninja estupido dele. A princesa por exemplo.

Temari: O que disse? — ela gruniu entre os dentes, o punho fechado sobre a mesa e foi a vez de Ino sorrir, sarcastica.

Ino: Ora, eu apenas disse por que é sempre você que vai não é?!

Shikamaru: Já chega com isso, Ino! — ele murmurou com firmeza

Gaara: Yamanaka-san, vocês podem ir se estiverem tão incomodados, como você mesma disse, posso mandar um dos meus ninjas. Ou a minha irmã. — disse indiferente.

Shikamaru: Não vamos. — dessa vez ele falou alto e ainda mais firme o que deixou a yamanaka mais irritada – Temos ordem da própria Hokage para ficarmos.

Ino: Sei, ordens da Hokage – se levantou com brutalidade — e do seu pênis! — finalizou

Shikamaru: Ino! O.O — chocado

Gaara: Yamanaka! #O.O#– chocado e vermelho

Kankurou: Uoooouuuu xD — morrendo de rir

Mas ela já havia se retirado pisando duro e o local caiu novamente num silencio constrangedor.

Temari levou a xicará novamente a boca e seus olhos verdes acompanharam atentamente Shikamaru quando este balançou a cabeça exausto e se levantou, saindo em seguida pelo mesmo lugar que Ino. Repousou a porcelana novamente na mesa e olhou seu conteúdo com atenção. Sentiu uma mão em seu ombro e fuzilou Kankurou com o olhar.

Temari: Satisfeito?

Kankurou: Nani? O que eu fiz? — perguntou para Gaara que ainda estava em pé

Gaara: A culpa é sempre sua. — disse direto fazendo o irmão murchar

Kankurou: Que injusto!

Chouji: É! Eu sei como é isso. Lá em Konoha a culpa é sempre minha.

Kankurou: você não fica chateado com isso?

Chouji: Fico, mas não adianta nada, então eu vou a uma churrascaria e peço picanha.

Kankurou: Chouji-san, você é sábio.

Temari: ù.ú *irritada*

Gaara: u.u' *gota*

Shikamaru conseguiu chegar em Ino, antes que ela saísse da mansão, e a puxou pelo braço a freando com brusquidão.

Ino: O que você quer, Shikamaru? Porque não volta a ser lençol da princesa vagabunda?

Shikamaru: Cala a boca, Ino! Mas que merdas são essas que você está falando? Enlouqueceu?

Ino: Não!!! Eu cansei de ser o seu lençol velho que pode usar e jogar fora sempre que quiser!

Shikamaru: Quer parar de falar de lençol!!!!!!

Ino: Você me entendeu!!! — acusou feroz e Shikamaru se calou constrangido ao ver as lágrimas dela. — Como pode se prestar a esse papel, Shikamaru?! Kami-sama, ela...ela é tão...ela nem gosta de você!!!!

Shikamaru: E você gosta. — ele concluiu e ela ficou em silencio, as bochechas coradas.

Ino: Tem razão, eu gosto. Droga, eu gosto! — repetiu com mais firmeza – Por que você não pode se contentar com isso?

Shikamaru: Ino, eu... — ele hesitou

Ino: Você? Sem palavras? Estou chocada! Qual o problema, gênio? — ironizou

Shikamaru: Sinto muito... — murmurou sem olhá-la

Ino fechou os olhos e segurou novamente as lágrimas. Balançou a cabeça negativamente e deu um pequeno sorriso, quando abriu os olhos novamente fitou diretamente os negros olhos do Nara e sem esperar mais nada, avançou contra ele e capturou seus lábios com volúpia. Ele se surpreendeu até sentir os braços dela contra seu pescoço, os olhos fechados, a expressão suplicante, mas ele não podia fazer isso e por mais que quisesse querer corresponder ao beijo, não o fez. Segundos depois, Ino percebeu isso e se afastou envergonhada, mortificada e de cabeça baixa, parecendo tão indefesa que fez o coração do Nara apertar.

Shikamaru: Ino...

Ino: Você sente muito – ela o cortou – eu sei. — murmurou e se virou novamente para a saída

Shikamaru: Para onde você vai?

Ino: Preciso tomar um ar puro, ok?! — ela não esperou resposta e saiu.

Shikamaru continuou ali, parado, estático e sentindo-se um canalha. Quando se virou novamente, surpreendeu-se ao dar de cara com Temari e pela expressão dela, havia visto tudo. Por um momento ele teve vontade de se explicar, mas controlou-se.

Shikamaru: Gostou da cena? — ele perguntou friamente e ela o olhou assustada

Temari: Do que está me acusando?

Shikamaru: De nada, Temari. De nada! — respondeu irritado, mas antes de passar por ela continuou – Mas Ino tem razão, eu sou apenas um lençol velho pra você. — e dizendo isso, se foi deixando Temari sozinha e confusa.

Os três, ignorantes um do outro, sentiam a mesma coisa. Amor, raiva, confusão. Até que ponto eles seriam capazes de chegar pelo o que sentiam, ou pelo que achavam que sentiam?

- Eu vou viajar. — Hiashi anunciou para as filhas e o sobrinho depois do café da manhã.

Hanabi não deu muita atenção, afinal continuaria a ter missões chatas, continuaria tentando seduzir Neji, continuaria dando ordens para todos, ou seja, nada mudaria em sua vida. Já Hinata ficou instaneamente apreensiva, diferente da irmã, ela sabia que sua vida sempre mudava drasticamente com um simples palavra do líder do clã. E a bomba logo chegaria.

Hiashi: Eu levaria você, Hinata. Para ver se você aprende alguma coisa. — ele continuou e apesar da ofensa, a palavra chave daquela frase era “levaria” e era nela que a herdeira do clã se apegava com fé – mas Akihiko me convenceu de que era uma boa chance de você aprender as verdadeiras responsabilidades de ser umalíder e nada melhor do que sentindo isso na pele, por isso, na minha ausência você cuidará das coisas por aqui.

E agora sim, Hiashi ganhou a atenção de todos, chocados com aquela informação, principalmente Hinata. Quer dizer, sabia que Akihiko tinha a total admiração de Hiashi, mas aquilo já era digno de um milagre e ela mal continha sua felicidade e principalmente seu alivio por não ir com o pai, por que pior do que conviver com Hyuuga Hiashi, é viajar sozinha com ele.

Enquanto se lembrava daquela manhã tão diferente e inesperada, Hinata via a carruagem do pai se afastando e a librando do pai por alguns maravilhosos e gloriosos dias. Ainda não tinha agradecido a Akihiko, ele não havia voltado para o clã o que lhe rendeu ouvir Hiashi lamentar por não se despedir do futuro genro e mais momentos de estranheza. O fato de Hiashi gostar tanto de akihiko ainda a assustava.

Já Hanabi, enquanto via a carruagem indo embora, tudo o que fazia era seu sorriso aumentar lembrando do que tudo aquilo significava:

Neji. Ela. Sozinhos. Neji. Sozinhos. Neji e ela. No clã....SOZINHOS!!!!

Ela estava cheia de ideias, mais do que isso, estava cheia de expectativas. Aquela era sua chance de provocar aquele Hyuuga até ele se dar conta de que ela era perfeita para ele e ela faria o que fosse preciso para isso. E por falar nisso...

Hanabi: Nee-chan, cade o Neji?

Hinata: Hm? Que? — ela ainda sorria bobamente – Ah, o Neji...hm...acho que ele foi treinar com a Tenten...

E foi tudo o que bastou para o bom humor da pequena Hyuuga ir por água a baixo. Agora estava furiosa, mas se controlaria, afinal, agora tinha muitos dias para aproveitar o Hyuuga.

Mais uma tarde se passava e Naruto estava mais uma vez em frente ao tumulo do seu antigo sensei. Ajoelhado em frente a lapide, ele olhava fixamente o nome escrito deixando sua mente vagar pelas antigas memorias dos tempos que passaram juntos.

Naruto: Estou te decepcionando de novo ero-sannin. Prometi que me esforçaria mais, prometi que nada me tiraria do caminho de ser um hokage, mas não tenho feito nada. Simplesmente não tenho me esforçado para cumprir minha promessa. — riu fracamente – outra que eu quebro heim...

- É ai que eu me pergunto onde está aquele Naruto que nunca quebrava uma promessa. — a voz forte de tom tranquilo o pegou de surpresa, mas bastou um olhar de esguelha para ele reconhecer sem animo a Hokage.

Naruto: Também veio visitar o velho? — ele perguntou dessa vez mantendo sua pose de machão quando na verdade apenas queria responder a pergunta dela.

Tsunade: Sim, eu venho aqui quase todas as semanas... — confessou em um suspiro e se pos ao lado do loiro com a mão em seu ombro – Ele não ia querer vê-lo desse jeito.

Naruto: É claro que ia, daí ele me daria umas boas surras até eu me esforçar mais. — ironizou

Tsunade: Não estou falando apenas do seu visível descaso com seu antigo sonho de ser Hokage, assim como sua vida ninja. Estou falando de você em tudo. — Ela fez uma pausa a espera que ele retrucasse, ou fizesse uma cara irritada como era de costume, mas nem isso, o loiro apenas continuava ajoelhado fitando fixamente a lápide – Suas atitudes, seus sentimentos. Você não é mais aquele garoto que enchia o saco de todos com as ideias mais absurdas, mas que para ele faziam todo o sentido. Não tem mais aquele brilho sempre esperançoso no olhar, você não tem mais brilho nenhum. Na sua última missão, duas pessoas morreram...

Naruto: É a vida ninja, Tsunade. Pessoas morrem, como você já pode ter percebido – disse duramente sinalizando levemente com o queixo a lapide do seu sensei morto em batalha.

Tsunade: Tsunade... — ela murmurou relembrando o quanto detestava quando era chamada de vovó, mas agora sentia falta do apelido – Eu sei como é a vida ninja, Naruto. Mas você se tornou impiedoso, frio, as vezes até mesmo sem coração.

Naruto: Eu amadureci.

Tsunade: Você mudou completamente. — acusou

Naruto: Eu não podia ser um babaca para sempre.

Tsunade: E o que você é agora? — ela rebateu e ele se calou, sem resposta – Jiraya não se importa se você cumpre ou não suas promessas. Mas se decepcionaria vendo você se tornar tão frio e indiferente quanto o outro discípulo dele que o matou.

O queixo de Naruto quase caiu ao ouvi-la dizer aquilo e como um soco em seu estomago, ele arregalou os olhos e ficou ofegando, chocado demais com aquela comparação.

Naruto: Não pode estar me comparando a ele!! — vociferou finalmente virando-se para encará-la, mas ela não estava mais lá.

Sozinho novamente naquele cemitério, ele esmurrou o chão de terra batida em frente a lápide de Jiraya. Sentindo-se tremulo, ele fechou os olhos com força quando sua cabeça pareceu girar.

Ao abri-los de novo, surpreendeu-se ao se ver em frente a sela da Kyuube, ouviu sua risada, viu seus grandes olhos e sentiu seu chacra maligno, tudo como flash's de um filme demasiado real. O fim se deu quando o enorme focinho tocou em seu rosto e uma corrente elétrica se descarregou em seu corpo o fazendo abrir os olhos arregalando-os, voltando a realidade como quem submerge depois de muito tempo dentro d'agua.

Ofegante, seus músculos mantinham-se tensos e uma ansiedade sufocante o abateu. Nos olhos azuis celeste, um brilho vermelho apareceu em questão de segundos desaparecendo logo em seguida.

Passado alguns minutos, ele ainda não se sentia bem, como se estivesse fraco e zonzo, mas saiu do cemitério decidido a ir para casa descansar. Enquanto passava pelas ruas, tentava se manter normal, mas as mãos escondidas nos bolsos continuavam tremulas.

De repente algo se chocou com ele e foi necessário olhar para baixo para ver um garoto baixinho de cabelos negros desarrumados, magricela, com as faces sujas de terra. Os olhos estavam esbugalhados e logo Naruto entendeu o por que quando um trio de garotos, mais alto que este, veio em suas direções correndo.

- Ai está você, seu nanico baka!!!

Para surpresa de Naruto, o garoto se escondeu atrás dele, puxando suas vestes com força quase a ponto de rasgá-las.

Naruto: Hei moleque, me solta!

- Iie Oji-saan, eles querem me matar!!! — a voz fina do garoto saiu estrangulada e histérica provavelmente de medo

Naruto: Deixa de ser medroso, moleque. Eles não vão te fazer mal nenhum.

- Hei Oji-san, joga esse baka aqui que nós vamos acabar com ele. — o garoto grande e gorducho disse malignamente fazendo o garotinho engolir em seco.

Naruto: É...talvez eles façam... — disse, levemente incomodado por todos o chamarem de “oji-san”

- Então me ajuda!!! — o garotinho disse como se fosse obvio e se encolheu diante do olhar intimidador do loiro – onegai...

Naruto suspirou resignado: Oe, por que querem bater nele?

Os três garotos grandes se entreolharam e deram os ombros.

- Por que ele é um merdinha orfão de quem ninguém gosta – o gorducho “brincou”, estalando os dedos e sem saber que o apelido despertara a completa atenção de Naruto, mais do que isso, a raiva. — Então oji-san, quer colaborar e jogar logo esse merdinha pra gente?

Naruto: Primeiro...Oji-san é a mãe! Segundo, saiam daqui e deixem o moleque em paz. — sua voz era calma e pausada confundindo os garotos que depois riram debochados.

- Ou então o que vai fazer, OJI-SAN! — eles provocaram.

Naruto: Isso me leva ao terceiro. — ao levantar a cabeça, seus cabelos loiros caíram para o lado revelando olhos cor escarlate tão bizarros e amedrontadores que assim que os três garotos o olharam, começaram a tremer de medo – Se não saírem daqui, sou eu quem vai acabar com vocês – agora a voz era arrastada e sombria.

- O-o que é você?!!!!

Naruto: Um pesadelo. — ele soprou as palavras, a voz maligna empurrada pelo vento, chegou até os garotos como um aviso do demônio os fazendo sair de lá correndo e esperneando coisas sem nexo.

Seus gritos pareceram acordar o loiro que esfregou os olhos, pela primeira vez se dando conta que os mesmos ardiam, seu olhar foi parar imediatamente no garotinho moreno que agora já estava alguns passos a sua frente, olhando atentamente o lugar por onde o trio havia fugido.

- Fugam mesmo, seus covardes!! — a voz infantil estava duas oitavas mais altas fazendo a cabeça de Naruto latejar.

Naruto: Pare de espernear, moleque!!! — ralhou irritado e quando estava prestes a se afastar foi novamente puxado pelas roupas

- Você foi demais, oji-san!!!!

Naruto: Pare de me chamar assim, baka! — gruniu tentando fazer sua cabeça não explodir, mas o garoto parecia não ouvi-lo enquanto falava animado sobre a intimidação que acabara de presenciar.

- Uoooou, foi incrível! Eles morreram de medo, agora devem estar pensando que você é um tipo de meu segurança, ou meu irmão mais velho, meu oto-san, ou mesmo meu oji-san...

Naruto: moleque!!!!!!

- que?

Naruto: Cala a boca! — ordenou e se foi. Infelizmente percebeu imediatamente que estava sendo seguido pelo pequeno ser humano. — o que você quer?

- Hm... — colocando um dedo na boca, fez uma cara pensativa – primeiro agradecer você, minha mãe sempre disse que eu deveria agradecer quando fizessem algo bom pra mim. — a informação fez o loiro sentir um peso em seu coração ao lembrar-se do que o gorducho havia dito.

Naruto: Pensei que você fosse orfão... — disse tentando parecer indiferente, mas continuou prestando atenção ao garoto discretamente. O pequeno agora olhava para o chão e chutava uma pedrinha distraidamente.

- Eu sou agora, mas antes da minha mãe morrer eu não era... — o garoto disse pensativo tentando entender a própria lógica que já começava a ser contestada por Naruto.

Naruto: E quando ela morreu? — perguntou de repente interessado, mesmo que sua cabeça ainda lhe incomodasse demais.

- Quando eu nasci. — respondeu simplesmente surpreendendo o loiro

Naruto: Sinto muito... — murmurou – mas como você sabe que sua mãe dizia para você sempre agradecer os outros...

- Sim, foi minha irmã que me contou. Minha oni-chan sempre me fala da minha mãe e o que ela falava. Por isso parece que eu sempre a conheci e também eu sempre a obedeço, eu juro!!

Naruto: Você é um moleque muito estranho.. — dessa vez a constatação saiu em forma de resmungo mal humorado.

- Pare de me chamar assim, meu nome é Tenahi.

Naruto: Não quero saber...moleque!

- Ooe Oji-san, você é um mal humorado.

Naruto: E você é um moleque irritante, agora para de me seguir!!!!

Tenahi: Hei, e o seu nome oji-san...?

Naruto resmungou alguns xingamentos, mas percebendo que não se livraria tão fácil do garoto, suspirou vencido.

Naruto: Naruto. — respondeu e viu o garoto abrir um enorme sorriso, de forma que seus olhos brilharam de tanta emoção.

Tenahi: É um prazer conhecê-lo, Naruto-oji-san!

Naruto: Yare, yare, agora sai daqui!

Tenahi: mal humorado... — o pequeno riu e finalmente se afastou correndo.

Naruto continuou seu caminho rezando para que não fosse mais interceptado, mas suas preces não foram ouvidas, pois não demorou muito para ouvir a voz histérica de Sakura. Ao olhá-la, viu que junto com ela ainda estavam Sasuke e Tenten.

Sakura: Narutoo, você é tãão estranho! Está sempre sumindo por aí, mesmo não tendo missões. Não vai mais para o Ichiraku como sempre fazia e também nunca está na Anbu!! — a falação da rosada apenas fazia a cabeça do loira doer ainda mais, mas ele se controlou para não ser grosso. Pelo menos com uma pessoa, o antigo Naruto gentil ainda existia e essa pessoa era Sakura.

Naruto: Gomen Sakura-chan, eu tive que sair..

Sakura: Sei..Bom, nós vamos comer alguma coisa, vem com a gente!

Naruto: Iie. Preciso ir para a Anbu agora, antes que o teme faça alguma coisa errada.

Sakura: Mas o Sasuke está aqui... — disse inocente recebendo um olhar fatal de Sasuke, e fazendo Naruto rir levemente. — heheh, gomene Amor...

Naruto: Não esse teme, um outro teme que eu estou tomando conta.

Tenten: Nossa Naruto, você está péssimo heim?!

Naruto: Arigatou pela sinceridade, Tenten. — resmungou e ela riu

Então Sakura pareceu se entreter com alguma coisa em uma das lojas e puxou Tenten junto com ela, deixando Naruto e Sasuke sozinhos, o que não agradou muito ao loiro que só queria ir embora, mas sabia que o moreno não iria deixar tão facil.

Sasuke: Trabalho é? Sei!

Naruto: O que é, teme, eu também trabalho!

Sasuke: Até parece. Desde que você conseguiu escravizar o Hyuuga, você não faz mais nada.

Diante da acusação, Naruto apenas deu os ombros sem nem tentar se defender.

Naruto: Que se dane.

Sasuke: Bom, talvez eu tenha uma informação que vá te deixar mais feliz.

Naruto: Se for seu casamento com a Sakura, vai levar um Rasengan no meio dessa sua cara de boneca de porcelana.

Sasuke: Já disse pra você parar de se meter com a mulher dos outros e se preocupar com a sua – o moreno disse calmamente dessa vez realmente conseguindo a atenção do loiro – Parece que Hiashi viajou hoje e o Clã Hyuuga vai ficar sem o seu líder durante alguns dias. Ou melhor, quem está tomando conta de tudo é a sua primogenita.

Naruto: Hinata... — Sasuke sorriu e Naruto franziu o cenho – E o que isso me interessa?

Sasuke: Não se faça de idiota comigo, Naruto. — o moreno disse impaciente e Naruto finalmente aceitou que o uchiha já sabia de tudo, mesmo sendo um mistério sobre como ele descobriu.

Naruto: E como é que você sabe? Digo, sobre o clã...

Sasuke: Neji tem um caso com a tenten... — o moreno disse simplesmente e Naruto arregalou tanto os olhos que estes quase saíram das orbitas o que fez sua cabeça doer tanto que ele teve de fechá-los com força – Você está bem?

Naruto: Não. Neji e Tenten? Esse mundo tá perdido mesmo!

Sasuke: Eu que o diga.

Naruto: Desde quando ficou tão fofoqueiro, Sasuke?

Sasuke fechou a cara diante do deboche.

Sasuke: Cai fora daqui, dobe, antes que você leve um chidori no meio da testa!

Naruto riu satisfeito e se foi. Saber de Neji e Tenten foi realmente um choque, mas saber que Hinata tomaria conta do clã nos próximos dias, lhe dava grandes ideias, e grandes expectativas. Hinata não escaparia e dessa vez faria de tudo para ela finalmente largar o noivo estupido. No fim estupido era ele, por ficar tão irritado com esse casamento, mas não conseguia deixar de ver Hinata como sua propriedade e como tal, não poderia ser de mais ninguém. E ainda, a amizade obvia entre os noivos, apenas o deixava mais irado.

- Kukukuku, pobre Uzumaki...nunca é amado...sempre tem alguem melhor do que ele...

Naruto ficou rígido ao ouvir a voz grave em sua cabeça. O deboche cheio de veneno o assombrou mais do que realmente o irritou, sua cabeça de repente ficou tão pesada que ele teve de parar de andar e se recostou em uma arvore próxima. Com a respiração entrecortada, os olhos azuis ardiam e suas mãos tremulas seguravam a cabeça e puxavam os cabelos platinados enquanto a risada demoníaca parecia ecoar por toda sua cabeça.

O que estava acontecendo? Por que de uma hora para outra a raposa começou a falar com ele? Seu cérebro trabalhava a mil por hora, mas ele não conseguia qualquer resposta.

- Naruto? — a voz masculina parecia ecoar ao longe, e ele teve de fazer um grande esforço para levantar o olhar e encarar com surpresa Akihiko, que por sua vez parecia preocupado – Você está bem?

Naruto: Hai. — conseguiu dizer e se forçou a ficar novamente ereto e demonstrar sua altivez. Percebeu que estava perto da Anbu o que deixou desanimado. A ultima coisa que precisava era de que Yamato o visse – o que você..? — sua voz morreu ao perceber que alguns metros atrás, Hinata olhava a cena apreensiva. O ciumes novamente do Hyuuga, o deu força para esquecer a presença do demônio e encará-lo com raiva – Não deveria estar na Anbu como eu disse?

Akihiko: Sim, mas eu preciso ir para o clã agora e pedi uma dispensa a Yamato sensei.

“Droga”, Naruto xingou mentalmente ao perceber a bronca que tomaria por não estar na Anbu. De repente seu olhar recaiu novamente na Hyuuga que continuava distante, mas com o olhar focado sobre eles. Os braços cruzados sobre o peito e quando seus olhares se cruzaram, ela, sabendo o conteúdo da conversa, quase o desafiava a impedir. A risada da Kyuube novamente o distraiu e ele fechou os olhos e respirou fundo.

- Diga a ela para escolher. Você ou ele. Vamos! Quem ela escolherá? — a raposa novamente o desafiava e ele balançou a cabeça com força tentando esquecê-la.

Akihiko: Naruto-san, você está bem? — ele tentou se aproximar, mas Naruto deu um passo atrás se afastando e puxando os próprios cabelos com raiva.

Naruto: Estou. Q-quer saber... — engoliu em seco antes de olhá-lo novamente – Pode ir, faça como quiser.

Akihiko: Sério? — ele perguntou descrente, até mesmo Hinata que havia ouvido tudo, piscou incrédula.

Naruto: Hai. Você pode ir...com ela... — as ultimas palavras saíram com mais força do que o normal – Agora, vão... — dessa vez seu tom foi rude, mais rude do que o normal o que fez Akihiko se afastar.

Akihiko: Vamos.

Hinata: Hai... — murmurou, mas não tirou os olhos de Naruto e percebeu quando o mesmo voltou a sentou-se na calçada — Ele não está bem. — murmurou preocupada, mais para si mesmo do que para Akihiko e se surpreendeu quando ele respondeu.

Akihiko: Hai, e está mais mal humorado do que o normal. Vou buscar algumas coisas lá dentro e já volto.

Hinata: Ok... — respondeu distraída e ficou parada enquanto via o noivo entrar novamente na Anbu.

Naquela hora, os guardas da Anbu estavam em treinamento e não havia muitas pessoas na rua o que deixou a hyuuga em um combate interneo se deveria ou não se aproximar dele.

Instantaneamente percebeu que ele tremia, e sua cabeça deveria estar doendo por ele fechava os olhos com força e massageava as temporas. Preocupada, ela não esperou mais um segundo e dando passos hesitantes se aproximou dele.

Hinata: Arigatou... — murmurou, mas se assustou quando ele de repente levantou a cabeça e seus olhares se cruzaram de imediato, mas os orbes azuis parecia nublados e o sorriso feroz brincava em seus lábios.

Naruto: Não pense que desisti de você. — ele riu, parecia insano deixando Hinata confusa e então ele voltou novamente a abaixar a cabeça e massagear as temporas.

Hinata: O que você tem? — perguntou preocupada, e desobedecendo toda a sua sanidade, se aproximou dele mais e mais.

Naruto: Nada. Eu só quero ficar sozinho. — respondeu direto e levantou-se de forma que eles ficaram bem proximos – Quando eu estiver melhor, nos vemos. — disse entre os dentes e foi a vez dela lhe lançar um olhar feroz.

Hinata: você é um idiota! — acusou com raiva – que não confia em ninguém! — esbravejou e até lhe deu um leve empurrão que ele não revidou ou pelo menos o afastou.

Naruto: Por que está tão brava afinal? Eu não já deixei você livre para ir com seu namoradinho? — aquele ideia o fez ficar ainda mais irritado e ela novamente o empurrou e de novo e de novo, até que ele finalmente reagisse e a segurasse pelos pulsos – o que você quer!?

Hinata: Que você pare de me tratar como uma vadia! — disse com sinceridade e fúria, o pregando desprevenido com tamanha confissão

Naruto: Eu não... — mas ela o cortou lhe dando outro empurrão e se afastando dele

Hinata: Me poupe. É assim que você trata todas que não sejam o seu grande amor, Sakura Haruno.

Naruto riria se sua cabeça não estivesse tão dolorida. A fase Haruno já havia sido superada a muito tempo e sua nova obsessão estava justamente em sua frente pedindo por atenção. Irônico.

Hinata: Eu sinto falta de quando eramos amigos... — ela murmurou e ele ouviu a kyuube novamente:

Amigos...é tudo o que ela quer agora de você...Isso sim é irônico. Kukukuku

Naruto iria responder, mas justo nessa hora, Akihiko reapareceu assustando os dois, principalmente Hinata que voltou a cruzar os braços e abaixou sua cabeça, tentando se acalmar.

Akihiko: Já estou pronto... — anunciou – Vamos Hinata-san?

Hinata: H-hai... — sua voz quase não saiu e suas bochechas ficaram vermelhas por quase ter sido pega.

E então quando eles foram indo, Naruto continuou ali parado, até começar a cambalear em direção a sua casa. Os Hyuugas caminhavam em silencio, e de vez em quando Hinata olhava para trás disfarçadamente como se ainda pudesse ver Naruto e na ultima vez quem repetiu o gesto, foi pega de surpresa quando Akihiko parou abruptamente. Ao olhá-lo, ele sorria melancólico.

Hinata: O que f-foi?

Akihiko: você...

Hinata arregalou os olhos: o que eu fiz?

Akihiko: Está toda hora olhando para trás.

Hinata: Gomene...e-estou um pouco distraida... — disse, sem olhá-lo e assim não pode ver o sorriso malicioso que ele deu.

Akihiko: Sim, está louca para ir atrás dele. — quando ela o olhou confusa, ele suspirou enfadado – Tudo bem, vamos fazer do seu jeito. — ele a olhou nos olhos, sério – Eu ouvi e vi a ceninha. Com o Naruto – continuou, mas apesar dos olhos sérios, não a repreendia ou brigava com ela. Ao contrário, sorriu quando a viu ficar escarlate e começar a tentar falar algo, sem sucesso pois sua voz não saia – Hinata-san...

Hinata: Gomenasai Akihiko-kun! — ela disse rapidamente, segurando em sua mão com força, os olhos envergonhados e ainda sim prontos para derramar lágrimas – eu não...onegai...eu... — ela mal conseguia falar tamanho seu desespero. Medo de ser descoberta, ou pior, medo de todos do clã souberem do que havia se tornado. Abaixou a cabeça quando ele tocou em sua mão, mas se surpreendeu quando o sentiu tocar em seu queixo e fazê-la olhá-lo. — Aki...

Akihiko: Não se desculpe. Não chore. Eu não queria deixá-la assim.

Hinata: mas...

Akihiko: Olha, você sabe que eu não sou um desses hyuugas carrancudos e chatos que quer mandar em você, não sabe?! E sabe que pode confiar em mim, não é?! — ela balançou a cabeça positivamente e ele acariciou seus cabelos – Nós dois sempre soubemos que não nos gostavamos, pelo menos não do jeito romântico. E eu não sou idiota, Hinata, apesar da cara – ele brincou a fazendo rir – Já havia visto o modo como vocês se olhavam, eu só nunca pensei que vocês dois... — ele hesitou e ela desviou o olhar envergonhada – não precisa ficar com vergonha de amar e viver esse amor.

Hinata: Não é amor quando as duas pessoas não amam. É só uma ilusão.

Akihiko: Entendo. Mas ainda sim não podemos lutar contra o que sentimos. Sabe, Naruto Uzumaki não é bem o tipo de pessoa que eu queria ver perto de você. — confessou revirando os olhos – ele é um idiota, se acha o máximo, é grosseiro e esconde o que realmente sente.

Hinata: Você esqueceu do orgulhoso e canalha.

Akihiko: Isso – eles riram – Mas se quer saber minha opinião, quando disse que via o modo que vocês se olhavam, é por que via o dele também e se eu não estiver enganado, ele também gosta de você, só não sabe como demonstrar.

Hinata: Está enganado. — ela sentenciou teimosa e ele a abraçou

Akihiko: Posso estar, mas o que importa? Não é comigo que você quer estar agora, e pelo que eu vi, ele também está precisando de alguém.

Hinata o olhou hesitante, mas depois negou com a cabeça.

Hinata: Iie. Vamos para o clã! — ela o puxou, mas ele não se mecheu e ela o olhou amuada.

Akihiko: Vamos, não seja cabeça dura. Não quer ir comigo e nós dois sabemos disso. Aproveite que ganhou um aliado.

Hinata: Não deveria me incentivar a isso. — ela murmurou emburrada e se surpreendeu quando ele beijou sua bochecha.

Akihiko: Digamos que eu sei o que é isso... — ele disse melancólico e por fim se virou para ir embora – Não se preocupe, eu digo que teve alguma missão. Sayonará Hinata-san e boa sorte. — ele acenou ainda de costas e se foi deixando uma confusa e curiosa Hinata para trás.

As palavras dele ainda ecoavam em sua mente, mas ela ainda não sabia se deveria segui-las. Como Akihiko havia dito, ela queria mais do que tudo estar com Naruto, mas sua consciência gritava o quanto aquilo era errado. O quando aquilo depois iria magoá-la. Era a chance dela de não correr atrás do uzumaki, de quem sabe acabar com aquela insanidade de uma vez por toda. Por que não ouvir?

Por que o amor é insano na maioria das vezes...

Fraco.

A voz da Kyuube ecoava em sua cabeça mais e mais. Ele já estava em frente ao seu prédio, mas sua cabeça latejava tanto e seus membros pareciam tão duros e tensos que ele fazia uma força enorme apenas para meche-los minimamente. Seus dentes trincaram ao ouvir a voz da kyuube mais uma vez, não sabia o que estava acontecendo, mas ela parecia se apoderar de seu corpo mais e mais e ele tentava lutar contra, mesmo que parecesse em vão.

Ao respirar fundo, seus orgãos internos doerão e ao sentir que iria desmaiar, apenas fechou os olhos com força sentindo a gravidade o puxar finalmente. Entretanto, antes que ele caisse totalmente, um par de braços o seguraram pelo tronco o abraçando por trás. Imediatamente seus sentidos se aguçaram e o perfume suave encheu suas narinas sendo reconhecido sem hesitação. Mesmo antes de abrir os olhos, ele sorriu desdenhoso, mesmo que até para isso seus membros doiam.

Naruto: Pensei que fosse sair com seu namoradinho...

Hinata não respondeu, mas o ajudou a se levantar e com muita força, conseguiu levá-lo até seu apartamento, quando tirou a chave debaixo do tapete e o abriu. Enquanto isso, Naruto caiu de joelhos com a cabeça nas mãos e foi se arrastando para dentro como se fosse um ferido em campo de batalha.

Preocupada, Hinata foi até ele e se agachou ao seu lado, tocando sua testa o suficiente para perceber que ele estava queimando.

Naruto: O que você quer afinal? — ele disse mal humorado e ela franziu o cenho magoada.

Mais uma vez se xingou mentalmente por ter se deixado levar por seus sentimentos e agora ser novamente pisada por ele.

Hinata: Vi o seu estado e fiquei preocupada – ela disse com sinceridade e acidez – Pensei que precisasse de ajuda, mas estou vendo que você pode se virar sozinha, como sempre. — irritada consigo mesmo ela se afastou e foi em direção a porta, mas antes virou-se novamente e o encarou.

Por um milésimo de segundo se compadeceu ao vê-lo no chão, o rosto torturado de dor, mas logo sua raiva voltou ao perceber que ele não diria nada e a deixaria ir.

Hinata: Sabe o que eu realmente queria, Naruto? Que você confiasse em mim, e não quisesse minha companhia só quando tivesse excitado. — furiosa, ela limpou as próprias lágrimas e se virou para finalmente ir embora e lamentar seu fracasso em caso, como sempre fazia.

Entretanto, antes que chegasse a porta sentiu braços rodearem sua cintura e a puxar para perto de um corpo anormalmente quente, em um abraço carinhoso por trás. Paralisada pela surpresa, ela sentiu suas costas contra o tórax definido e os cabelos espetados roçando em sua nuca evideciando que ele estava de cabeça baixa. Os braços não a segurava com firmeza e ela podia senti-lo estremecer. Por fim, sentiu a boca dele em sua nuca e seus olhos se encheram de lágrimas ao sentir a respiração febril.

Naruto: Fique Hinata...eu preciso de você... — ele finalmente disse as palavras que ela tanto ansiava e foi o suficiente para ela se virar lentamente e olhá-lo nos olhos percebendo o quanto o mesmo estava vulneravel. E assim o levou de volta para o sofá. Deitado, ele gruniu e se encolheu quando a cabeça voltou a latejar enquanto ela foi até a cozinha pegar uma toalha molhada por causa da febre alta.

Hinata: o que você tem? Conte para mim, o que esta sentindo. — perguntou tentando arrumar um jeito de acalmá-lo, enquanto acariciava seus cabelos e passava o pano molhado em sua testa.

Naruto: Está doendo. Kyuube. — ele dizia palavras sem nexo e por fim deitou sua cabeça no colo dela e abraçou suas pernas – Por que quer tanto me ajudar? — ele murmurou, de repente um pouco mais calmo.

Hinata: você não sabe? — ela sussurrou acariciando os cabelos dele e passando o pano molhado em seu rosto com carinho.

Por um instante ele abriu os olhos e a fitou com intensidade, depois sorriu e fechou os olhos se aconchegando novamente em seu colo.

Naruto: Hai. Dessa vez eu sei. — ele murmurou divertido a deixando levemente confusa e estranhamente feliz.

Continuou ali, cuidando dele até que o mesmo finalmente se acalmasse e pegasse no sono. Mal ela sabia que ele ficara o tempo todo consciente, aproveitando seus cuidados e algumas vezes encarava com desdem a raposa presa na sela de sua alma.

Naruto: Esta enganada, raposa maldita. Ela me escolheu. Ela sempre vai me escolher.. — ele disse feliz e nem ligou para a raposa e seus insultos e tentativas de envenenar sua alma.

Naruto: Hinata... — o chamado saiu baixinho enquanto ressonava calmamente. Hinata,que aproveitava para limpar aquela casa imunda corou instantaneamente ao ouvi-lo e sorriu emocionada. — “minha Hinata.” — ele completou apenas em seus pensamentos e apenas foi ouvido pelo demônio preso em seu corpo.

Notas finais
Por fim, eu sei que não foi dos melhores capitulos, mas prometo me esforçar mais nos proximos. Estou cansada, sem tempo e principalmente sem imaginação, mas vou me esforçar. Por favor,comentem, digam o que acharam, sugestões e criticas são SEMPRE bem vindas!

Beijos amores, até o próximo capitulo nesse mesmo bat-canal xD //num pode perder a mania!