Paraiso Imperfeito
22 Jogos_Part 1
Notas iniciais
Eu to com esse cap feito a dois dias, mas ainda nao tinha tido tempo para postar, acreditam? Eu espero que vcs gostem. Ele foi dividido em dois cap(eu quase sempre faço isso, mas dessa vez foi proposital xp)
Obg aos leitores que nunca deixam de comentar e expressar sua opnião sobre a fic, ela é muito importante para mim e principalmente para a boa continuação da fic!
Solairs e Gabriela-chan, obg por recomendarem a fic...só agora que eu vi...^^" Fiquei muito feliz.
Okey...sem mais enrrolação, vamos ao cap!!
"I don't regret a single day (Eu não me arrependo um único dia)
Joy and pain along the way (Eu não me arrependo um único dia)
A broken heart's the price we pay (O preço que pagamos é um coração partido)
As sad as it may seem (Tão triste quanto pode parecer)
Baby can't you see (Baby, você não vê?)
It's the way it's gotta be (É assim que vai ser)"
Now I Know_RihannaAssim que terminaram de falar com o kazekage e sua irmã, uma serviçal os levou até seus aposentos, Ino ficaria em um quarto sozinha enquanto Chouji e Shikamaru dividiriam outro, o que irritou um pouco a yamanaka já que agora teria que subornar o akimichi para conseguir ficar no mesmo quarto de Shikamaru. Mas nem pensar que ela o deixaria sozinho por um minuto, enquanto a princesa de Suna estivesse tão perto, e tendo livre acesso por todas as áreas da mansão, inclusive ao dos quartos de hospedes. Tinha consciência de que aquele era um momento crucial, onde ela descobriria até onde suas chances de ter o Nara era possíveis e seria muito melhor para ela que Temari estivesse bem longe para não atrapalhar sua conquista.
Com esses pensamentos, ela tomou um bom banho e vestiu uma roupa confortável,em seguida se dirigiu a um quarto no mesmo corredor que o seu. Bateu na porta duas vezes seguidas e esperou, mas ninguém atendeu. Já impaciente, bateu na porta mais quatro vezes e quando estava prestes a acertar um chute, ela se abriu revelando o amigo Chouji apenas de bermuda e camiseta regata branca. Não foi uma visão muito agradável para a loira, mas ela não se importou.
Chouji: Droga Ino, o que quer? Eu estava no meio de um lanche. — reclamou o grandalhão, realmente chateado o que fez a loira revirar os olhos.
Ino: Gomen – desculpou-se impaciente – eu quero falar com o shikamaru. — disse já colocando a cabeça para dentro do quarto e franzindo o cenho ao não vê-lo em parte alguma – ele está?
Chouji suspirou. Sabia muito bem que os amigos tinham um caso e sinceramente, achava que Shikamaru devia estar louco em ter um caso com as duas mulheres mais temperamentais do mundo shinobi.
Chouji: Ele não 'ta aqui.
Ino: Nani? E aonde ele está?
Chouji: Eu sei lá. Quando eu sai do banho ele já não estava mais. Você sabe como ele é, não gosta de ficar preso em um quarto a não ser que vá dormir. Ele deve estar em alguma arvore, ou no telhado vendo as nuvens. — enumerou e quando se deu conta não tinha mais ninguém na sua frente – mal educada. Me deixou falando sozinho. — resmungou voltando para dentro do quarto, a fim de finalmente saborear seu lanchinho.
Como o Akimichi disse, Shikamaru estava mesmo observando o céu, mas de uma das varandas da enorme mansão. Tentava relaxar um pouco, desde que chegara em Suna sentia-se tenso e ansioso como se acada minuto esperasse que algo acontecesse, algo inesperado, algo relacionado a Temari. Por isso, também sentia-se um incrível mané por estar esperando que a princesa de Suna o procurasse, afinal eles não tinham nada, era o que sempre ficava bem claro entre eles. Seu corpo ficou tenso de repente quando reconheceu mais uma presença no local.
Temari: Hei garotão, não deveria estar descansando? A viagem de Konoha para cá, é longa. — o tom cheio de malicia daquela voz entrou por seus ouvidos deixando imediatamente todos os seus sentidos em alerta. Era isso, que ela fazia com ele, lhe deixava incrivelmente acordado e elétrico.
Shikamaru: Não estou cansado. — ele respondeu sem olhá-lo e ouviu os passos ecoarem pelo salão e se aproximarem. Quando ela parou ao seu lado, ele a olhou de esguelha.
Temari usava um vestido simples cor de areia que ia até os pés, as alsas caiam pelos braços exatamente na direção do busto aonde o vestido tinha um leve decote. Nos pulsos, brilhavam simples, mas incrivelmente ricos, braceletes de ouro e no pescoço havia um cordão delicado com o simbolo de Suna em azul. Os cabelos ainda estavam presos no habitual penteado, mas alguns cachos rebeldes teimavam em cair em seu rosto, brilhando intensamente com o contato dos raios de sol. Ela estava linda, e assemelhava-se a uma altiva deusa com a postura rígida, as mãos na cintura e o rosto virado para frente, fingindo encarar o céu, quando ele sabia muito bem que ela também o olhava de esguelha e que não tinha nenhuma paciência para admirar o azul lá de cima.
Shikamaru: Não se prenda por mim, princesa – ele disse de repente, com um sorriso debochado – não vá se atrasar para o seu encontro.
Temari: Nani? — ela o olhou confusa e ele passou o olhar de cima abaixo descaradamente.
Shikamaru: Não se arrumaria toda assim para ficar dentro da mansão. — ele disse como se fosse o obvio e ela o encarou por alguns segundos em silencio, antes de também abrir um sorriso pequeno e debochado.
Temari: Ele não vai ficar tão chateado — declarou e Shikamaru franziu o cenho automaticamente – Mas antes eu quero saber o que você tem. Está mais sério e pensativo do que o normal. Se eu o conheço bem, deveria estar no milésimo sono depois de uma viagem como essa.
Shikamaru: talvez não me conheça tão bem. — ele rebateu voltando a olhar o céu, enquanto ela virava-se de costas, apoiando os cotovelos sobre as grades da sacada.
Temari: pode ser. — deu os ombros como se não se preocupasse realmente, depois suspirou parecendo enfadada – eu sei que está chateado por eu não ter mais aparecido, mas...
Shikamaru: Não. — ele a cortou – por que eu estaria afinal? Você sempre foi assim. — seu tom era calmo e indiferente, mas ele ainda não a olhava o que a fez soltar mais um suspiro e revirar os olhos.
Temari: Oh deixe de birra. Eu sei que ficou em ótimas mãos, ou devo dizer, nas mãos da Yamanaka. — ironizou e sorriu quando ele não respondeu – Eu vi como ela ficou quando eu cheguei. Não gostou nadinha, vocês devem realmente estar tendo um caso sério agora. — ela debochou e ele deu os ombros
Shikamaru: Continuamos ficando, o de sempre.
Temari: Você é tão bobo Shikamaru Nara. — ela acusou ainda sorrindo e ambos se olharam – como não percebe que ela não é mais a mesma?
Ele ri.
Shikamaru: Ainda com essa historia? Então eu posso dizer que todos os caras que você fica, também estão se apaixonando por você? — de repente o riso se tornou um tanto seco demais. De repente, a graça se perdeu por completo, dando lugar a um terrível sentimento de decepção – E de repente você deve até gostar desse tal com quem vai se encontrar agora, já que 'tá toda arrumada assim. Quem sabe também não esteja apaixonada por ele – finalizou cuspindo as palavras.
Ela sorria, olhando em seus olhos de uma forma que ele não conseguia desviar. Com uma das mãos ela acariciou a sua face com carinho, tocando cada parte do seu rosto por alguns instantes como se tentasse decorar cada pedacinho seu. Quando seu polegar chegou em seus lábios, ela lambeu os seus próprios, fazendo os olhos do Nara se fixarem imediatamente nos lábios cheios da princesa que voltava a sorrir. Os olhos verdes novamente tinham uma mistura do brilho de luxuria que ele conhecia tão bem e algo mais, que não conseguiu identificar. A milímetros de distancia, ela fechou os olhos sentindo suas respirações se misturarem e as mãos dele segurarem sua cintura com firmeza e até com força demais. Com posse demais.
Shikamaru: Tem... — mas ele não pode continuar a falar, pois ela mesmo que de olhos fechados, quebrou a distancia entre eles e o beijou, e o que quer que seja que seria dito, foi imediatamente esquecido.
As mãos na cintura dela a seguraram ainda mais forte a puxando de encontro a si, aprofundando o que começou apenas com um toque de lábios. O encontro de suas línguas foi instantâneo e a calma deu lugar a uma pressa incontrolável de sentir um ao outro. As mãos dela, desceram pelo tórax em um movimento sensual , parando na barriga e arranhando mesmo que por cima da blusa os músculos do abdômen. E o beijo se tornou mais feroz e foi a vez das mãos dele avançarem pela cintura fina e descerem pelo traseiro arrebitado fazendo com que ela sorrisse entre o beijo, e sentisse seu corpo sendo puxado ainda mais de encontro ao dele como se quisessem se fundir e ela não o deteve. Enlouquecida, apenas com o toque dele, a princesa pensou o quanto sentia falta daquele shinobi. Do seu Shinobi.
Do seu?
“Até quando?”, foi o que ela se perguntou em pensamentos continuando a aproveitar aquelas doces e nada ingenuas caricias.
Mas então, de repente as mãos dele a afastaram com brusquidão, quebrando o contato entre eles. Ofegantes, eles se olharam, mas Shikamaru mantinha uma postura séria e chateada.
Shikamaru: Vai começar com seus joguinhos? — ele perguntou sarcástico – estava mesmo me perguntando quando iria começá-los.
Temari: Eu não faço joguinhos, Shikamaru. — ela murmurou se aproximando dele novamente que perdeu sua pose irritada por alguns segundos e estava prestes a retrucar, quando ela voltou a falar – mas você tem razão. — disse com firmeza, o deixando confuso enquanto o encarava e se afastava – talvez eu o ame mesmo. — confessou sorrindo levemente, sem saber o quanto aquelas palavras o abalaram.
Nem ele sabia o quanto aquelas palavras o abalariam até perceber que sua cabeça estava vazia e ele não conseguia falar mais nada, retrucar qualquer coisa, não conseguia nem pensar em mais nada.
Com o silencio dele, ela deu apenas mais um sorriso fraco e se foi, enquanto ele a seguia apenas com o olhar até a mesma desaparecer. Ele apenas se mexeu novamente para olhar pela varanda e ver a princesa de Suna entrar em uma carruagem que a esperava. Antes de entrar ela o olhou e seus olhos se fixaram um no outro novamente, até que ele desviasse e entrasse sumindo de sua vista.
Dentro da carruagem, o sorriso de Temari finalmente desapareceu dando lugar ao silencio e a impassividade. Com as janelas do transporte fechadas, a viagem se seguiu até o seu destino, quando finalmente os cavalos pararam e o servo veio abrir a porta.
Ela desceu sozinha – dispensando os serviços do acompanhante – e só então sorriu novamente quando seus olhos se fixaram na figura um pouco mais na frente.
- Finalmente chegou!! – a voz infantil encheu a princesa de alegria – está atrasada! — acusou, mas logo sorriu. Como Temari previa, ele não ficaria tão chateado.
E nas próximas horas, ninguém reconheceria a altiva e auto-suficiente kunoichi da areia se a vissem brincando de rolar na grama e gargalhando na companhia de um garotinho de cabelos marrons espetados e sorriso traquina.
OoOoOoOoOoO
Sakura desabou na cadeira depois de desabafar todas as frustrações que estava tendo com o seu relacionamento nos últimos dias. Sentada a sua frente, Tenten a ouvia atentamente e segurou sua mão com carinho, tentando lhe passar confiança. As duas estavam em um restaurante, mas apenas tomavam um suco, haviam marcado lá apenas para conversar mesmo,só as duas, já que Ino ainda estava em missão e Hinata estava muito ocupada com os assuntos do clã e o do seu casamento.
Na ultima meia hora, Sakura desabafou com tenten, pedindo-lhe ajuda, ou simplesmente para desabafar com alguém o que estava enchendo seu peito de raiva e apertando seu coração.
Sakura: Não aguento mais, tenten. Sempre que eu e o Sasuke estamos bem, vem alguma coisa para nos atrapalhar. Droga! E é obvio que essa Sayuri 'tá tentando sabotar ainda mais nosso namoro...noivado...aaaahhh eu sei lá o que nós temos!!!! — disse enfadada, dando um grande gole em sua bebida e depois franzindo o cenho para o conteúdo que já estava acabando. — Eu pensei que tínhamos pedido sake...
Tenten: Negativo, viemos aqui para você desabafar e encontrarmos juntas uma saída onde você e o uchiha ficarão de bem de novo, e não afogar suas magoas em bebida e depois sair por ai berrando e gritando e terminar a noite com ele te vendo vomitar na própria roupa.
Sakura: Seria melhor eu vomitar nele... — ela pensou com um sorriso vingativo no rosto e a mitsashi foi obrigada a estalar os dedos para chamar novamente sua atenção.
Tenten: Sakura! Foco, entendeu?! Você quer ficar de bem com o uchiha de novo e não deixá-lo traumatizado – as duas suspiraram – Bem, primeiro de tudo, você tem que parar de dar ouvidos àquela maniaca piranha e não ficar brigando com o Sasuke por qualquer coisinha.
A rosada abriu a boca, chocada com as palavras da amiga.
Sakura: Qualquer coisinha?? Ele foi as compras com ela! Na loja mais legal da cidade!! Ele não vai nem a vendinha comigo! — ela disse ultrajada
Tenten: eu sei, eu te entendo, mas acontece que ainda sim, você tem que parar de ficar competindo com ela por tudo. É isso que ela quer e vai fazer de tudo para colocar vocês um contra o outro. Eles estão morando juntos agora e já tiveram um passado juntos. Você entende isso? A psicopata é praticamente a única família viva dele.
Sakura: Nem me lembre. Eles eram até noivos, acredita? — bufou de ódio
Tenten: A questão é... — fez uma pausa para que a rosada voltasse a prestar atenção – Você tem que aprender a conviver com ela e ao invés de deixar que ela os separe, tem é que parar de chorar e agir!
Sakura ficou em silencio por alguns instantes fitando o suco a sua frente.
Sakura: Você acha que ela quer tirá-lo de mim? — ela murmurou, triste sem olhar para Tenten que respirou fundo pensando em como responder.
Tenten: Sinceramente? Não acho. Ela queria matá-lo, caramba! E apenas te provoca tanto por que sabe que o Sasuke gosta de você. — finalizou e viu um sorriso envergonhado surgir nos lábios da rosada.
Sakura: Você acha mesmo?
Tenten: Que ela quer matá-lo?
Sakura: Não... — ela balançou a cabeça e corou voltando a olhar para a amiga dos coques – que ele gosta de mim.
Foi a vez de tenten rir e dar um peteleco na testa da médica que resmungou de dor.
Tenten: Sua Testuda retardada, é claro que ele gosta de você. Ou melhor, ele te ama, ou não estaria com você durante todo esse tempo. Eu não sou muito fã daquele uchiha-traidor...
Sakura: tenten!!
Tenten: ...mas é mais do obvio para qualquer um que ele mudou muito por você e te ama de verdade. — finalizou com um sorriso encorajador, enquanto Sakura voltava a fitar o próprio suco, sorrindo corada. — Então Sakura? Vai deixar essa sua insegurança de lado e também vai lutar para não deixar o uchiha-boboca nas mãos da uchiha-psicopata?
Sakura ficou muda novamente, para em seguida beber o resto do seu suco em um só gole e bater o copo na mesa com um sorriso decidido.
Sakura: Você está certíssima tenten. De agora em diante eu vou parar de gritar e chorar e vou lutar de novo pelo Sasuke-kun, nem que para isso eu tenha que matar a única parente dele.
Tenten: Isso foi cruel e mórbido, mas é por ai! — elas riram
Sakura: E eu já até sei o que fazer.
Tenten: Ai me conta.
Sakura: Tenten, eu vou seduzir o Sasuke-kun.
Tenten: NAAANIIIIIIIII? — a mitsashi quase deixou o próprio suco cair – espera um pouco, sakura! O que você...
Sakura: sayonará tenten, beijos e arigatou! — e dizendo isso ela saiu saltitando do restaurante, tão animada que chegou a abraçar Neji que também chegava ao restaurante.
Tenten: ...vai fazer... — finalizou apenas para si mesmo, se encolhendo na cadeira e massageando as temporas que começavam a doer – ai Sakura, sua maluca, espero que não vá fazer uma besteira tão grande...
Neji: Devia me preocupar por você estar falando sozinha? — ele disse, fazendo com que finalmente a professora notasse sua presença e ao vê-la sorrir, sentou-se ao seu lado e pegou em sua mão.
Tenten: Como me achou?
Neji: Lee sempre sabe aonde sakura está e com quem.
Tenten: Ele realmente deveria parar com essa obsessão dele pela Sakura e arrumar uma namorada para ele.
Neji: Devia, mas nós sabemos que isso nunca vai acontecer. Principalmente a segunda coisa.
Tenten: Ai que cruel, Neji! — ela gargalhou e o beijou de surpresa o fazendo sorrir levemente. — Eu estava com saudades do meu namorado secreto! — ela disse e o viu abandonar o pequeno sorriso de repente – o que foi?
Neji: Falei com a Hanabi e ela não vai mais te incomodar.
Para a surpresa do Hyuuga, entretanto, a mitsashi apenas deu os ombros.
Tenten: O que ela disse é verdade, então no final não importa muito.
Neji: Não, não é verdade!
Tenten: O que me deixa curiosa é – ela continuou como se não estivesse o ouvindo – por que ela se deu o trabalho de tentar me machucar. Quer dizer, nunca fomos amigas, mas ela também sempre me tratou bem e então do nada começa a me falar do seu casamento com Hinata e de como nosso relacionamento secreto vai me fazer sofrer.
Neji: Ela é mimada e egoísta. — sentenciou
Tenten: E gosta de você. — rebateu e quase sorriu vencedora ao vê-lo hesitar – é isso não é?
Neji: É apenas um capricho dela. — falou, mas a mitsashi parecia não ouvi-lo novamente.
Tenten: Mas é claro. É tão obvio. Apesar de me tratar bem, ela nunca gostou muito quando saiamos juntos e eu via a cara dela quando qualquer hyuuga ou outra garota se aproximava de você. Antes eu até achava que era ciumes de irmã, mas ela não quer ser só sua irmã. — finalizou como se tivesse acabado de descobrir algo extraordinário para a raça humana.
Neji: Isso não tem a minima importância. Se ela sente, vai deixar de sentir. O que importa é que vai nos deixar em paz.
Tenten: Rá, mas ela que pensa que eu vou perder você assim de mão beijada.
Neji: Tenten, não se empolga. Hanabi não é sua adversária, ela é uma criança.
Tenten olhou para Neji chocada.
Tenten: Criança, Neji? Criança? Meu kami, mas como vocês homens são ingênuos e cegos.
Neji: Hei – ele ia retrucar, mas se calou quando um rapaz parou ao lado de Tenten com um sorriso no rosto, ao mesmo tempo que o rosto de Neji se fechava com fúria e uma aura homicida tomava conta do seu corpo.
Tenten: Er...yo Soichiro-san! — ela disse constrangida, reconhecendo imediatamente aquele rosto frio de Neji. O que dizia que daria um golpe fatal no professor se ele não saísse de lá imediatamente. Quem diria que o hyuuga era tão ciumento.
Soichiro: Yo Tenten-chan, a quanto tempo não nos falamos, não?
Tenten: Hai. Nossos horários devem estar desencontrados.
Soichiro: Hai, hai. Peguei as turmas de Shikamaru e estou tendo bastante trabalho.
Tenten: hm...boa sorte – ela sorriu sem graça, sem saber exatamente como dispensar o amigo inconveniente – então, o que faz aqui?
Soichiro: Estava passando e vim apenas dizer um oi.
Neji: Teve bastante trabalho, apenas para dizer um Oi. — ele resmungou, mal humorado sendo fitado pela primeira vez pelo rapaz.
Soichiro: hm... — ele ficou sério analisando bem os dois – er...então, são namorados? — perguntou de supetão fazendo os dois ninjas corarem.
Neji abriu a boca para responder, mas não conseguiu.
Tenten: Iie. Somos apenas amigos. — Neji a olhou confuso, e Soichiro aliviado e novamente sorridente
Soichiro: Entendo. Bom, Tenten, sabe, eu estava pensando senão queria ir a uma palestra que terá amanhã a noite, sobre a historia das armas ninjas.
Neji: Ela não pode. — interveio firmemente antes que tenten pudesse responder
Soichiro: Ah é, e por que não? — Dessa vez ele perguntou diretamente ao hyuuga, claramente o desafiando
Neji: Por que ela vai sair comigo. — ele disse sério e frio.
Soichiro: A palestra será a semana inteira. — rebateu
Neji: Vamos sair todos os dias também. E treinaremos na semana que vem. E nas próximas, ela também já tem compromisso. Na verdade está ocupada o resto do ano inteiro. Mas se quiser, pode chamá-la no ano que vem, apesar de que eu acho que ela também vai estar ocupada – finalizou com um sorriso vencedor diante da cara embasbacada de Soichiro e até mesmo de Tenten que não acreditava nos absurdos que ouvia.
O professor a olhou a procura de uma ajuda e ela sorriu sem graça.
Tenten: Gomen Soichiro-kun.
Soichiro: Certo. Sayonará Tenten-chan – disse derrotado
Tenten: Quem sabe na próxima – ela disse ao vê-lo saindo.
Neji: é. Daqui a um ano! — completou e os seus olhos e os de soichiro trocaram faíscas.
Tenten: Neji!
Neji: O que é? Quer mais suco? — ele disse se fazendo de desentendido e ela riu. — qual é a graça?
Tenten: nunca pensei que ia estar viva para presenciar Neji Hyuuga dando uma ceninha de ciumes!
Neji: Não foi uma ceninha de ciumes. Eu estava te protegendo dos vermes. — ele disse voltando a pose fria de sempre – e por que você disse que eu era só um amigo?
Tenten: Por que você ainda tem dúvidas e eu não vou pressionar nada. — ela disse bebendo o último gole do seu suco, como se não dissesse nada fora do comum.
Neji a olhou sem saber o que dizer e ela sorriu.
Tenten: Não se preocupe, Neji-kun. Eu não vou fazer nada que te prejudique.
Neji a observou por alguns segundos, sentindo uma incrível ternura pela sua sinceridade e seu sorriso bobo e infantil. Depois virou o rosto, sentindo seu rosto esquentar, tentando esconder a vermelhidão que ficaram suas bochechas.
Tenten sorriu ainda mais encantada ao vê-lo corado e constrangido, e se perguntou se era possível amar ainda mais aquele homem.
OoOoOoOoOoO
Na mansão Hyuuga, Hinata penteava os cabelos com cuidado. Ao tentar prendê-los, percebeu a marca em seu pescoço e suspirou, voltando a fazer uma trança de lado na intenção de cobrir aquela parte de sua pele.
Enquanto entrelaçava os fios, não tirava os olhos daquele borrão avermelhado, que em sua pele pálida ficava ainda mais marcante. Era um milagre que ninguém ainda não o tivesse notado e Hinata rezava para que não o notassem. Aquilo fora a prova do seu erro, do seu pecado e decidiu que não voltaria a cometê-lo novamente.
Não se deixaria seduzir pelo Uzumaki novamente, apesar de que apenas ao relembrar os momentos que passaram juntos, ela já sentia seu corpo inteiro arder de desejo.
Fechou os olhos por um momento lembrando-se de cada parte do corpo dele que tocou, de cada vez que ele tocava o seu corpo e fazia despertar nela os instintos mais primitivos e embaraçosos que um dia podia imaginar. Tudo parecia passar por sua mente como um filme. O sexo no lago, sexo no banheiro, no quarto dele, no quarto de um casal distraído, até mesmo nos campos de treinamento e na mansão Uchiha, em um dia que o moreno havia saído em missão. Os beijos quentes, os toques intensos. Nas mãos dele, ela se derretia por completo, com apenas um toque e ela já sentia seus pelos se arrepiarem, seus mamilos se enrijecerem e sua intimidade ficar molhada.
Sorriu timidamente, pensando em como no começo ficava assustada com as reações do seu corpo, mas depois foi se acostumando e aprendendo a descobrir seu próprio prazer e principalmente o prazer do seu parceiro. Uzumaki Naruto.
Ele adorava ouvi-la gemer e se excitava ainda mais quando a via incoerente e sem saber o que fazer devido a própria excitação. Ele gostava de comandá-la, mas também gostava quando ela se insinuava para ele ainda que seu rosto corado denunciasse sua vergonha. No fundo, ela achava que Naruto sempre soube que ela nunca mudou completamente e que a garota que ele possuía ainda era a mesma garota ingenua e envergonhada de sempre.
Apesar de não ser muito carinhoso e em algumas vezes a seduzir a força, ele nunca chegou a machucá-la de verdade. Pelo menos não fisicamente. Mesmo que estivesse chateado, mesmo que apenas quisesse aliviar a tensão, ele sempre a estimulava bastante antes de penetrá-la, e ele sabia cada ponto sensível seu que a fazia enlouquecer. Ele nunca se satisfazia sozinho, sempre fazia questão de fazê-la chegar ao céu primeiro do que ele.
Ele não a amava, sempre deixou bem claro, mas ainda que eles fossem apenas amantes, brinquedinhos um do outro, como ele gostava de dizer, Naruto nunca a tratou como um simples objeto. Mesmo que tudo não passassem apenas de um joguinho sexual, ele nunca a tratou como um brinquedo velho e substituível.
Até aquele dia.
O fatídico dia em que ele deu um ponto final a tudo em que eles viveram e aproveitou para destruir seu coração por completo. E foi a partir daquele dia que ela decidiu que não iria mais fazer parte nos joguinhos dele.
Ela voltava a se olhar no espelho e suspirou, vendo que a trança escondeu perfeitamente a marca da traição. Balançou a cabeça levemente tentando tirar aqueles pensamentos da sua cabeça e foi quando ouviu uma batida na porta.
Hanabi: Nee-chan, Akihiko-kun está aí.
Hinata: Arigatou Hanabi-chan, eu já estou descendo.
Respirando fundo, ela se levantou e deu uma última olhada no espelho. Vestia um kimono simples azul, nada muito exagerado, afinal era apenas um encontro dentro do próprio clã aonde tentariam se conhecer melhor. Satisfeita, ela finalmente saiu do quarto indo em direção ao dojo aonde estavam Hiashi e Akihiko.
A hyuuga prendeu a respiração ao ver o pai sorrindo e pensou que estava em uma dimensão paralela quando o velho a olhou e continuou a sorrir.
Hiashi: Ah, sua bela noiva chegou, akihiko-san. Façam um bom passeio.
Akihiko: Arigatou, Hiashi-sama. Foi uma honra conversar um pouco com o senhor.
Hiashi: Ora, não precisa me bajular. Afinal, o casamento já vai sair!
Eles riram e Hinata estava a ponto de pedir internamento imediato ou para o pai, ou para si mesma, por que um dos dois deveriam estar dementes. O líder do clã beijou sua mão com carinho, sem notar seu choque e saiu do dojo deixando o casal a sós.
Akihiko: Yo hinata-chan. — disse simpático como sempre dando a moça tempo para se recuperar do choque recém-sofrido – seu pai é tão legal, eu sinceramente não sei da onde vem essa fama dele ser sério e frio.
Hinata: A fama tem base, acredite em mim. — eles sorriram e ela corou. O sorriso dele era tão sincero e espontâneo que a faziam ficar com peso na consciência – Então, como está?
Akihiko: Ah muito bem – ele disse, estendendo o braço para ela de forma exagerada e ela riu enquanto entrelaçava o braço nos deles e ambos saiam em um passeio – Fora uma dorzinha de cabeça incomoda que começou hoje. — disse pensativo massageando as temporas e Hinata se encolheu envergonhada, sentindo-se estupida por não conseguir olhar para o rapaz — Bom, eu estou muito sobrecarregado com as tarefas da anbu, mas fora isso estou muito bem.
Hinata: Você ainda está sendo explorado pelo... — ela hesitou não querendo realmente pronunciar esse nome
Akihiko: Pelo Naruto-san? Oh sim. Ele realmente me detesta – riu e a hyuuga o olhou, descrente.
Hinata: C-como pode f-falar d-disso tão calmamente? O que ele faz com você é imperdoável.
Akihiko: Pode ser, mas eu sei por que ele faz isso.
Hinata sentiu-se ficar gelada e o olhou de esguelha.
Hinata: S-sabe?
Akihiko: uhum. Ele quer que eu desista da ambu – disse deixando a hyuuga aliviada – mas eu não o farei. Vou ganhar força e experiencia no esquadrão como eu disse que faria.
Hinata: Você é muito determinado. Admiro isso.
Akihiko: Ser da Anbu é meu sonho. — ele disse pela primeira vez parecendo sonhador, mas ao se dar conta, pareceu murchar e ficou um pouco sério – bem, isso não importa.
Hinata: Iie. É claro que importa. Não sabia que tinha o sonho de ser da anbu. Mas então, depois do casamento você disse que irá...sair... — ela terminou em um murmurio fraco
Akihiko: Não faça essa cara. Vou sair por que será melhor para o clã e também por que quero ajudar minha esposa no que precisar – ele disse em um sorriso carinhoso, mas ela não se convenceu.
Hinata: Não precisa fazer isso. Não é obrigado. Não podem te obrigar.
Akihiko: Hinata-chan, me escute. Não se preocupe com isso. Eu estou bem.
Hinata: Isso é injusto.
Akihiko: Não...quer dizer, você nunca desistiu de um sonho por outro maior?
Hinata se calou. Pensou no seu sonho de se casar por amor, mas não disse nada, entretanto akihiko entendeu.
Akihiko: Você entende. — ele disse compreensivo e ela o olhou assustada com o carinho que via nos olhos dele.
De repente eles perceberam que estavam próximos demais e a hyuuga sabia que se o beijasse, ele não faria nada, entretanto não o fez e abaixou a cabeça, envergonhada. Mas dessa vez sua vergonha não era pela timidez, e sim por não conseguir sentir mais do que um carinho fraterno por aquele que será seu marido.
Hinata: Gomen... — ela disse baixinho e ele colocou as mãos no queixo dela a forçando a olhá-lo
Akihiko: Não quero que se sinta pressionada a fazer qualquer coisa, Hinata-chan. O fato de sermos noivos, não muda o fato de que mal nos conhecemos. Se quer minha sinceridade, eu já a admiro muito e faria qualquer coisa para vê-la feliz, mas não quero que se sinta obrigada a sentir o mesmo.
Hinata: Você é incrível, akihiko-san. E eu queria dizer que confio em você e que é uma honra tê-lo como noivo.
Akihiko sorriu e fez uma reverencia exagerada arrancando risos dos dois. Quem os visse de longe, poderiam pensar que eles formavam um lindo casal e um amor começava a nascer. Mas ambos sabiam que ali nascia sim um forte sentimento, uma linda amizade e ambos poderiam contar um com o outro a partir daquele dia.
OoOoOoOoOoO
Estava deitado no sofá, com os olhos fechados e os pensamentos vagando pelas lembranças do seu passado. Sua infância perdida ainda o assombrava. Felizmente os pesadelos já não eram mais um problema para ele, o passado sofredor se tornou apenas uma lembrança amarga e borrada que na maioria das vezes era suprimida pelas lembranças de batalhas vencidas e conquistas pessoais que elevaram seu nome pelos quatro cantos do mundo shinobi. A batalha contra a Akatisuki virara um mito e ele tornou-se herói.
Infelizmente, a raça humana é mesquinha e distraída, e logo seus feitos já não eram mais tão aclamados, já não haviam mais tantos fãs, e algumas pessoas voltaram aos seus velhos hábitos e preconceitos contra o jiinchuri do demônio de nove caudas. Certas coisas não mudam.
Mas dessa vez, não ligava. Tornara-se ainda mais forte, um ninja temido e com um pouco mais de inteligencia. Por outro lado, também perdera boa parte de sua inocência e bondade, era o que muitos falavam, mas ele não se importava. Um dia o moleque tinha que crescer, e como poderia continuar um homem bom e puro, se nada disso era ofertado a ele? Naruto cansou, essa era a verdade.
Não iria mais implorar por amor ou valorização de ninguém. Se tornar Hokage seria apenas uma consequência que agora não fazia mais tanta diferença. Arrumar uma namorada, casar, construir uma família, por muito tempo ele acreditou que queria construir uma com Sakura, mas agora percebia que tão pouco a amava. Tinha várias mulheres, tornara-se sedutor e canalha, apenas usava sua paixão não correspondida como desculpa para essa condição de eterno cafajeste, mas agora não podia mais. Esquecera Sakura, sua grande obsessão. Infelizmente, ele já tinha outra.
Hinata. Hyuuga.
Tudo começou apenas como uma brincadeira para passar o tempo, mas então tudo foi se tornando mais intenso, mais perigoso, mais excitante, mais viciante. Ele nunca se deu conta de como estava viciado naquela aventura até que tudo terminou, e no segundo seguinte que ele deu um basta naquela situação, se viu desesperado para voltar atrás.
Como um dependente, a falta daquele corpo o irritava, o machucava, o enlouquecia. Como um dependente, ele não admitia o vicio, afinal, ele podia parar quando quisesse, foi o que ele sempre pensou. Mais como um dependente, ele não conseguiu superar seu vicio. Pior, ele percebeu que não queria superá-lo. O jogo tinha que continuar.
Ele precisava dela, do seu corpo, da sua presença, das suas palavras. E a negação de Hinata apenas o deixava ainda mais tentado, apenas deixava o jogo ainda mais interessante, mais viciante. Não conseguia mais parar.
Naquele momento, deitado no sofá de olhos fechados, ele imaginava suas mãos sentindo a pele macia, deslizando pelas curvas femininas e arredondadas, passando pela cintura fina e subindo até a curva dos seios fartos e já empinados pelo tesão, os mamilos rosados entumecidos faziam cocegas nas palmas de suas mãos e quando ele os esfregava levemente sentia a respiração dela vacilar e logo depois um gemido fraco e estrangulado subir por sua garganta sem que ela pudesse evitar. As pernas grossas já se apertavam uma contra a outra, e se seu corpo estivesse por perto, ela se esfregaria nele, fogosa, como uma gatinha manhosa pedindo carinho e ronronando a cada toque. Gemendo, arfando.
Quando suas mãos trilhassem o caminho de volta pela barriga e se aproximassem de sua intimidade, ela abriria as pernas devagar, o provocando, o rosto vermelho de vergonha e de pura luxuria, os olhos perolados enevoados pela expectativa. Um beijo, e sentiria o corpo pequeno e quente estremecer em seus braços e quando um dedo a penetrasse, ela morderia seus lábios e arranharia suas costas tentando mantê-lo mais perto dela, claramente querendo senti-lo da mesma forma que ele também queria. E assim ele poderia ouvir ela gemer seu nome baixinho, ou alto, em seu ouvido, enquanto a sentia se contorcer pelos espasmos de prazer que a penetração lhe causava, o que em contra partida também lhe causaria um incrível êxtase que faria seu membro implorar por clemencia e doer tão duro como pedra ele já estaria, apenas na expectativa de penetrá-la, possuí-la, entrar no corpo quente e úmido daquela menina. Da sua menina. Da sua mulher. Do seu jogo. Do seu vicio.
Ele abriu os olhos de repente ao ouvir as batidas insistentes na porta. Resmungou irritado por ter se deixado levar por aquele pensamento mais do que deveria e agora sentia seu pau latejar levemente ainda que não estivesse armado. Para sua sorte.
As batidas se tornaram mais rápidas e o Uzumaki bufou agora irritado com a pessoa que ousava invadir seu espaço justo na hora que estava tendo um sonho erótico. Já estava sem sexo a mais de 24 horas, precisava descarregar as frustrações! Quando encontrasse Hinata....
Naruto: Demonios! — praguejou ao ouvir as batidas tornarem-se mais forte e dessa vez com chamados.
- Naruto-kun! Onegai! Se estiver aí, atenda. — a voz doce agora lhe dava enjoos.
Torh. Tinha esquecido de seu atual brinquedinho...ops...amante.
Abriu a porta com impaciência e força e fechou o rosto mesmo quando a ruiva do outro lado da porta sorriu amigavelmente.
Torh: Yo minha raposinha. — ela cumprimentou amável lhe dando um selinho de surpresa e entrando no apartamento sem parecer se dar conta da expressão nada amigável do loiro. Ainda mais depois do apelido.
A ruiva adorava chamá-lo assim, ele detestava e sempre a corrigia, mas ela nunca aprendera.
Torh: Trouxe um lanche para nós. O que acha? Também vim arrumar um pouco esse apartamento, está horrível – franziu o nariz horrorizada com as embalagens de comida espalhadas pelo chão e as garrafas de sake vazias sobre a mesa.
Naruto: Não é necessário se incomodar. — resmungou, voltando para o sofá.
Torh: Alguém tem que cuidar de você né?! — continuou com o sorriso fofo
Naruto: Não preciso que ninguém cuide de mim. — ele murmurou – muito menos você. — finalizou ainda mais baixinho, dessa vez olhando a mulher que parecia desesperada com a sujeira do apartamento. — Vai perder seu tempo – continuou um pouco mais alto e deu os ombros sem se importar. Se ela queria trabalhar, ele que não a impediria.
Voltou a deitar no sofá e fechou os olhos, no fundo querendo voltar a suas lembranças apesar de saber que não seria muito bom fazê-lo enquanto a ruiva estivesse ali. Por um momento pensou que podia se satisfazer um pouco com ela, apesar do tesão ser por consequência de outro rosto, mas incrivelmente essa vontade passou e um grande cansaço o abateu. Como se não tivesse motivação o suficiente para se dar o trabalho de seduzir torh – o que não seria muito difícil – e levá-la para cama. O silencio de repente chamou sua atenção e ele abriu um dos olhos para encontrar a visita.
Em seguida abriu o outro ao vê-la de perfil segurando a única foto que tinha na sala, a da antiga e extinta equipe 7. Ela apenas o olhou por alguns segundos e girou a cabeça como que a procura de outras. Segundos depois, a foto foi deixada de lado, assim como o pano e a vassoura, o que fez o loiro franzir o cenho confuso com a atitude inesperada da ruiva que se virou para encará-lo, não muito surpresa ao vê-lo a olhando.
Naruto: Não vai mais limpar?
Torh sorriu, contente.
Torh: Tive uma ideia melhor. Que tal sairmos e comermos algo em um restaurante. Até no ichiraku se você quiser.
Naruto suspirou e voltou a fitar o teto.
Naruto: A idéia da limpeza era menos absurda.
Torh: Nani? Não entendo.
Naruto: Alguns já desconfiam que talvez nós estamos tendo alguma coisa. Não podemos dar ainda mais bandeira.
Torh: Ainda não entendo o que isso tem haver. — ela bateu o pé teimosa e ele a olhou com o cenho franzido.
Naruto: Como não? Se alguém nos vir, vai desconfiar e daqui a pouco toda a konoha sabe que dormimos juntos. — revirou os olhos voltando a fechá-los, emburrado.
Torh: Bom... — ela parou por um momento apenas batendo o sapato contra o chão – que se danem!!
Naruto: Nani? — ele a olhou confuso.
Torh: É! Que se danem que eles saibam! Que mal pode haver nisso? Não devemos nada a ninguém – ela lhe sorriu encorajadora e então tudo começou a fazer sentido para Naruto.
Olhou se esguelha a foto do time 7 na estante e depois voltou a olhar a mulher em sua frente que sorria parecendo animada apesar de também estar um pouco nervosa.
Torh queria que Naruto a reconhecesse. A assumisse publicamente.
Segundos se passaram, antes dele sentar-se no sofá ainda olhando a expressão dela que tornava-se vacilante a cada instante que passava.
Torh: Então?
Naruto: Não.
Torh: Nani? Qual é o seu problema com isso afinal?
Naruto: Nenhum. Apenas não vai acontecer. — ele se levantou, já estressado com o rumo da conversa
Torh: Mas por que? Caramba Naruto, qual é o seu medo que todos saibam que estamos namorando!??? — ela disse já alterada.
Naruto: Nós não estamos namorando. É isso! — ele disse virando-se para ela se supetão dando tempo de vê-la corar e depois abrir boca sem conseguir pronunciar uma palavra. — Torh, eu te falei desde o começo. Nunca haveria nada de concreto entre nós. É apenas...sexo. — engoliu em seco. Ainda tentava tirar da cabeça a última para quem ele falou essas palavras.
Torh: Eu sei, é só que eu pensei... — ela começou, mas ele negou com a cabeça a fazendo parar.
Naruto: Eu te disse Torh. Nunca vai acontecer. — ele falou pacientemente, ainda que sua cabeça começasse a latejar. Não queria magoá-la. Também não sabia se ainda queria tê-la como amante. Mas então, ao ver os olhos dela se encherem de lágrimas, ele soube instantaneamente. O jogo havia terminado para ela.
Torh: Naruto...
Naruto: Não torh...eu acho melhor, que acabemos por aqui.
OoOoOoOoOoO
Quando ele voltou para a mansão do kazekage naquela noite, já passava da hora do jantar. Depois da conversa que tivera com Temari, ele preferiu sair um pouco para espairecer e acabou dormindo em um banco de praça qualquer. Não se importou e tinha certeza que ninguém se importaria.
Por isso se surpreendeu ao ver Ino em frente a porta da mansão, com os braços cruzados, parecendo emburrada e impaciente pelo jeito com que batia o pé no chão e balançava a cabeça de um lado para o outro como que a procura de alguém. Quando ela o viu, abriu um grande sorriso e correu até ele o abraçando forte, o surpreendendo ainda mais.
Ino: Até que enfim chegou. Eu fiquei tão preocupada!! — ela disse sinceramente, mas sem soltá-lo – baka! Nunca mais faça isso! Quando não te vi e nem aquela... — de repente, ela se afastou e estreitou os olhos – pensei que estivessem juntos. Mas ela voltou faz uma hora e você ainda não aparecia. Já estava prestes a ir te buscar mesmo que aquele ruivo irritante me falasse para esperá-lo. Hunf, ele pensa que manda em mim – resmungou
Shikamaru: Ela já chegou então. — ele murmurou ainda que a contragosto. Afinal, ela chegara a apenas uma hora antes que ele. O encontro fora melhor do que imaginara, pensou com rancor reprimido. Ao olhar para a loira a sua frente percebeu que ela o olhava com o cenho franzido, mas não parecia estar com raiva. Ao invés disso parecia temerosa, até um pouco triste – o que foi?
Ela não respondeu. Apenas o abraçou novamente, se aninhando nos braços dele como se procurasse proteção.
Ino: baka, não é feliz?
Shikamaru: Nani? Que conversa é essa, é claro que sou!
Ino: Gosta de Konoha? — ela continuou perguntando baixinho e ele respondendo apesar de estar confuso com o rumo da conversa.
Shikamaru: Claro que sim.
Ino: Gosta...dos seus amigos?
Shikamaru: Hai.
Ino: E de mim? — ela perguntou depois de um segundo de hesitação e ele sorriu
Shikamaru: Hai, hai – ele pensou que talvez ela estivesse de TPM
Ino: Não acha que o que temos é bom...?
Shikamaru: hai...mas por que está me fazendo essas perguntas?
Ino: Só quero que você entenda o que vai perder se continuar com ela.
Shikamaru: Nani? — ele sobressaltou-se e dessa vez se afastou e a olhou nos olhos. Os percebeu levemente inchados, ela estava chorando – Ino....
Ino:Por que continuar com ela Shikamaru? Por que continuar com esse joguinho com essa princesa que não te dá nada em troca a não ser a solidão? — uma lágrima escorreu pelos olhos grandes e azuis percorrendo a bochecha e caindo sobre o braço dele que estava em volta do corpo dela.
Os olhos azuis ainda estavam marejados pelas lágrimas e ele apressou-se em abraçá-la na tentativa de confortá-la. Ao fazê-lo, viu na mesma sacada em que ele estava mais cedo, a princesa de Suna olhando toda a cena, paralisada. Lembrou-se imediatamente das palavras dela.
“Temari: Você é tão bobo Shikamaru Nara. — ela acusou ainda sorrindo e ambos se olharam – como não percebe que ela não é mais a mesma?”
E foi só então que o gênio entendeu. Ino o amava.
Enquanto isso, lá em cima, foi a vez de Temari desconectar os olhares e sumir na escuridão do salão. Assim que saiu do campo de visão do Nara, ela forçou-se a sorrir e uma lágrima escorreu pelos profundos olhos verde-escuro, mas ela a limpou rapidamente, engolindo com dificuldade o bolo que formou em sua garganta e secando os olhos que também se tornavam marejados.
Afinal, não deveria ser tão forte assim. Mal tinha coragem para lutar.
“talvez eu o ame mesmo.”
Mal tinha coragem para admitir. Talvez? A insegurança sufocava até mesmo a certeza tão clara. Aquilo era uma fraqueza. O amor era uma fraqueza. Talvez fosse melhor assim.
Talvez a princesa de Suna fosse mais frágil e cheia de mistérios do que se imaginasse.
OoOoOoOoOoO
Chegar na mansão naquela noite foi realmente gratificante para ele. Estava cansado, passara o dia inteiro no distrito policial organizando papeis, revisando formulários, muita burocracia para o ativo e anti-heroi Sasuke Uchiha. Entretanto, o cansaço deu lugar a surpresa e a ansiedade ao ver Sakura em frente ao clã, esperando por ele.
Ela não parecia vir do hospital, apesar de estar de coque, dessa vez alguns fios estavam desconectados e sua franja caia displicentemente sobre os olhos verdes que tinham um brilho misterioso naquela noite. Ela estava sorrindo e ainda mais misteriosa, o que apenas o deixou mais confuso e desconfiado.
Ao invés de ir para mansão como sempre, ela preferiu ir para o dojo de treinamento mais afastado e que não era usado, o que o fez desconfiar ainda mais já que ela sempre teve medo daquele lugar.
Sakura: Só quero ficar sozinha com você, sem o perigo de ter alguém indesejável atrapalhando – ela disse calmamente ainda sorrindo estranha.
Se não reconhecesse sua noiva, poderia pensar que estava indo para uma armadilha.
Ainda sim, eles seguiram em silencio, de mãos dadas, algumas vezes escutava ela falando algo sobre a beleza da lua.
Ao entrarem no dojo, ela fechou a porta o que o fez levantar uma das sobrancelhas já inquieto com a sensação incomoda de que havia alguma coisa estranha.
Sasuke: Sakura...
Sakura: Sa.su.ke... — ela disse cantarolando de costas e ele percebeu que ela tirava o casaco.
Até aí tudo bem, até ela se virar e ele perceber que tudo o que ela vestia agora era um espartilho lilás com uma micro calcinha da mesma cor. O uchiha mal sabia o que falar, sentindo seus olhos quase saírem da orbita enquanto a kunoichi soltava os cabelos os balançando selvagemente e indo em sua direção com um sorriso malicioso.
Sasuke: S-sakura, o que está fazendo? — ele perguntou sério, ainda que seus olhos estivessem arregalados e começasse a escorrer algo quente de seu nariz, que logo ele percebeu ser sangue.
Sakura soltou um risinho: Cansei de esperar, Sasuke-kun....
Sasuke: Nani?
Sakura: Eu quero ser sua, Uchiha. Agora.
Sasuke engoliu em seco apertando seu nariz na tentativa de conter o sangue, e se perguntou se estava em algum tipo de genjutso, ou de um jogo.
Notas finais
kkkkk quem gostou da atitude da Sakura levanta a mão? E agora, será que ela e o uchiha finalmente...? xD
Não teve NaruHina nesse cap, mas na segunda parte terá com certeza xD
Shikamaru finalmente descobriu os sentimentos da Ino, quem ele vai escolher? O que a Temari vai fazer?
Tenten também declarou guerra a Hanabi. A geniazinha vai começar a entrar em ação pra valer! Neji que se cuide.
Se vcs querem saber a continuação das loucuras de amor que esses ninjas de Konoha vão aprontar, não percam o próximo cap: Jogo_ Part Final xD
Aqui no mesmo batcanal!
beijos =**
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