Paraiso Imperfeito
6 Insegurança
Notas iniciais
Gente, to muito feliz com os vários comentarios que a fic ta recebendo e do povo opinando e falando o que estão achando, dando até sugestões, algumas me deram até ideias . Que bom que estão gostando, e tomara que continuem gostando :p
Então, aqui vai mais um capituloooooooooo
\"Que podes fazer se a pessoa que te faz chorar tanto é a única que pode ajudar-te?\"
(Autor Desconhecido)
Naruto andava pelo centro de Konoha, despreocupadamente, precisava fazer algumas compras para sua casa que não tinha nada e distraido, apenas percebeu que uma ruiva o seguia quando esta segurou o seu braço, o obrigando a olhá-lo.
naruto: Torh...o que faz aqui?
Torh: vim comprar algumas coisas. Naruto, eu preciso falar com você.
Naruto: Se for sobre...
Torh: É, é sobre isso — ela o cortou, mas continuou falando rápido para que ele não interrompesse — mas é por outra razão. Eu vim te pedir desculpas pelo meu comportamento no banheiro. Foi vergonhoso e eu espero que você me perdoe — ela finalizou abaixando a cabeça, envergonhada.
O loiro a olhou por alguns instantes, mas logo levantou sua cabeça e lhe sorriu.
Naruto: Pare de besteira, torh...não estou chateado com você, nem nada parecido.
Torh: Você jura?
Naruto: juro.
Torh sorri, aquele sorriso enorme e confiante e ele percebe que tudo voltará ao normal. Só não esperava que a ruiva espevitada se jogasse contra ele em um abraço sufocante e violento.
Torh: baka, bakaa!
Naruto: você tá me sufocando!!!
Torh riu e afroxou um pouco o abraço, mas sem soltá-lo.
Torh: Naruto-baka, é bom nada ter mudado — disse, sinceramente, sorrindo apesar de ele não conseguir ver.
Ela também não viu que ele sorriu aliviado, mas sentiu-o abraçá-la carinhosamente e eles continuaram assim por alguns segundos.
Naruto: vamos acabar morrendo a mingua.
Ela riu e se afastou e ele pôde ver seus olhos marejados.
Naruto: Heei, ursas não choram! — disse referindo-se a mascara da anbu dela, e limpou uma lágrima com seu polegar.
O que ele não sabia, é que no meio da multidão, alguém os observava nada feliz. Hanabi estava atenta demais as lojas para perceber o estado da irmã mais velha que continuava parada no meio da rua, com a respiração pesada e o punho fechado e tremulo, e antes que a caçula pudesse tentar comprar qualquer coisa, foi puxada pela irmã, que parecia nem ouvir seus protestos.
Hanabi: HINATAAA! — ele berrou e apenas assim a irmã a olhou, os olhos estavam arregalados e perdidos como se ela houvesse sido acordada de um transe — pra onde vamos? Mal acabamos de chegar.
Hinata: Eu estou me sentindo mal, preciso ir pra casa.
Hanabi: Ah droga.
O que a filha caçula de Hiashi não sabia, era que o mal estar da irmã devia-se a cena de um certo loiro agarrado a uma ruiva, acariciando sua bochecha, a olhando carinhosamente, como ele nunca olhou para ela, Hinata.
OoOoOoOoOoOoOoOoOo
Tenten e Shikamaru saíram juntos da academia naquele dia, depois de terem dispensado suas turmas. Nesse tempo em que começaram a trabalhar como professores, eles haviam se aproximado e já até podiam se considerar amigos. A mitarashi era uma chunnin com corpo e inteligencia de uma jounnin, era bonita, chamava a atenção pela parte masculina do grupo, mas diferentes das outras mulheres de sua idade, não dava qualquer importância a isso e na verdade, nem cogitava a hipótese de arrumar algum namorado. Ela até tinha alguns interesses amorosos, afinal, era mulher, mas nada sério e pensava que nunca amaria alguem de verdade.
E era isso que Shikamaru gostava na nova amiga, ela não ficava horas falando sobre como estava feia aquela manhã, ou como tinha engordado, ou como queria ficar bonita para seu próximo encontro. Não, eles conversavam sobre a escola, relembravam os tempos de gennin\'s e até riam de algumas palhaçadas dela, ou do desinteresse dele. Depois de Chouji, a mitarashi podia ser considerada sua melhor amiga, as vezes até se pegava desabafando com ela sobre sua vida amorosa, ou melhor, seus problemas amorosos, como ele vivia dizendo. E ela o ouvia, e o aconselhava, apesar de ele se achar um bobo quando essas situações aconteciam, sabia que ela achava normal e nada idiota, devia até gostar de ajudá-lo.
E naquela manhã, a cena se repetiria.
Tenten: Hoje eu consegui pegar aquele pestinha no flagra e mandei-o suspenso na mesma hora — ela sorria animada e ele levantou uma sobrancelha interrogativo.
Shikamaru: e pelo que vejo você gostou muito de colocá-lo pra fora.
Tenten: Lógico! Ele sempre atrapalhava minha aula com alguma gracinha estupida, mas eu nunca conseguia provar que era ele a mente maligna por trás de tudo, mas hoje eu consegui e nunca ia perder a oportunidade. Esse pestinha não sabe o que o aguarda — seu olhar foi sinistro e seu sorriso quase diabólico o que fez o Nara dar um meio sorriso diante da vingança boba e quase infantil da moça. — mas e você? O que vai fazer hoje?
Shikamaru: vou pra casa. — respondeu simplesmente e suspirou ao perceber que ela continuava a olhá-lo, esperando que ele continuasse — e vou dormir. Talvez vá na casa do chouji depois, ele vai ficar em casa esse mês depois da sua última missão.
Tenten: Imagino a felicidade dele com isso — revirou os olhos e Shikamaru riu concordando. O amigo era um bom ninja quando queria, mas preferia mil vezes um bom pedaço de churrasco do que entrar em combate. — mas você só vai fazer isso? Quer dizer, pensei que ia sair com uma tal loira...
Shikamaru: Não. Ino não marcou nada, esses dias está meio ocupada com o hospital e a floricultura. — suspirou com as mãos no bolso enquanto continuava a andar. Estavam no meio do comércio, e nesse tempo, foi uma das áreas que mais cresceu na cidade, e agora eram cheias de lojas com uma extensa variedade de produtos até mesmo importados de outros países.
Tenten: você sabe que não é dessa loira que eu estou falando — ela parou de andar emburrada.
Shikamaru deu alguns passos antes de parar também e virar para olhá-la.
Shikamaru: se esta falando da Temari, ela já foi a alguns dias...acho...Já deve estar em Suna a uma hora dessas fazendo compras.
Tenten: fazendo compras eu concordo, mas não em Suna. — sorriu travessa e quando ele a olhou interrogativo, ela apontou para a enorme loja a frente deles.
Shikamaru apenas entendeu quando olhou através do enorme vidro. Viu uma atendente segurando várias peças de roupas enquanto sua cliente loira olhava alegremente para todos os vestidos e separava sem hesitar os que mais gostava. Parecia uma criança em uma loja de doces, ela apenas olhava e entregava a vendedora que a esta hora mais parecia um burro de carga.
O nara sentiu sua garganta secar vendo-a sorrir enquanto colocava um vestido lilás em frente ao corpo como se estivesse provando-o e depois entregava para a vendedora. Nem percebeu quando tenten se aproximou dele e se pôs a observar a loira consumista ao seu lado.
Tenten: Por que não vai falar com ela?
Shikamaru balançou a cabeça em negativa e colocou a mão nos bolsos tentando esconder o nervosismo.
Shikamaru: Hoje eu não estou com disposição para os joguinhos e provocações dessa problemática. — disse categórico, mas a verdade é que continuava parado como se estivesse paralisado olhando através do vidro.
Tenten riu: Você ama essa problematica — afirmou sem hesitar fazendo o moreno bufar frustrado e ela colocou a mão em seus ombros já tensos. — qual é shikamaru, você é um gênio, use toda essa sua inteligencia absurda e assustadora para conquistá-la, será que você não tem essa capacidade?
E dizendo isso, ela o cutucou e lhe sorriu confiante quando ele a olhou, depois deu meia volta e continuou caminhando deixando o amigo ali, parado, pensando em suas palavras.
Sabia que ele pensaria nisso e quem sabe dessa vez tomaria alguma atitude e não deixaria a loira escorregadia fugir dele. Apesar de não demonstrar, Tenten se preocupava com o nara, não deixava de notar como ele ficava triste com essa situação e torcia para que conseguisse contorná-la e finalmente domar a fera Sabaku.
Entretida em seus pensamentos, tomou um grande susto quando, ao dobrar uma esquina, dar de cara com um rapaz alto e branco, de feições fortes e aristocráticas, e o nariz mais em pé do que ela já tinha visto.
Tenten: Ai que susto Neji. — disse, colocando a mão no peito.
Neji: Estava fazendo algo errado para se assustar? — retrucou, como sempre com seu jeito indiferente que ela já estava acostumada e até riu do que ele havia dito.
Tenten: Nossa, me senti agora a própria adolescente inconsequente. Você está tomando muito conta da Hanabi — riu, sem perceber o lábio do hyuuga se comprimir desgostoso diante da mensão desse nome — Eu sou diferente dela, sabe? Sou uma mulher adulta e não preciso que tome conta de mim — apesar das palavras, seu tom era de brincadeira e não de repreensão, e na verdade desconfiava que mesmo que fosse, o Hyuuga nem ligaria.
Tinha a impressão que o ex-companheiro de time tinha a necessidade de tomar conta dela do mesmo jeito que suas primas, e achava isso engraçado vindo de um cara que parecia não ligar para ninguém, mas ela sabia que Hyuuga Neji era o homem mais super protetor que existia.
Neji: O que estava fazendo com o Nara no comercio?
Tenten: Estavamos marcando um encontro — deu os ombros, mas riu ao perceber que o olhar frio do hyuuga tremeu de choque. — é brincadeira seu baka, estávamos só conversando sobre as pestes lá da academia. Por que tanto interesse heim Hyuuga Neji — provocou vendo o rapaz virar o rosto escondendo as feições avermelhadas. Ele ficava tão bonitinho vermelho, mas ela nunca ia confessar que já tinha o visto assim senão era capaz do orgulhoso parar de falar com ela, ao invés disso, adorava provocá-lo ficando ainda mais animada quando conseguia constrange-lo.
Neji: Nada — disse, seco — O Nara é um canalha, só isso.
Tenten: Ah, não seja cruel, ele não é assim.
Neji: Ele já fica com a yamanaka e com aquela irmã do kazekage ao mesmo tempo, defendê-lo é perda de tempo, ou vontade de não enxergar o obvio.
Tenten: Ah claro — revirou os olhos — e a Ino e a Temari são duas virgezinhas puras e santas que estão sendo enganadas pelo canalha do Shikamaru neah?! — ironizou, mas o hyuuga nem deu bola. — ah qual é? A Ino sabe muito bem da Temari e também não fica só com ele, até com o Sai ela já ficou, e com o Kiba! E a Temari também não é nenhuma santa, aliás, ela sabe que o Shikamaru gosta dela, só que gosta de fazer esses joguinhos. E ele é um bobo por não admitir que gosta dela e não obrigá-la a ficar com ele.
Neji: Você está falando asneiras. Não se pode obrigar alguém a ficar com outro.
Tenten: Claro que pode! — disse, convicta e ele a olhou chocado — Se ele não fosse tão cabeça dura, já tinha prendido a temari com a sombra dele e a impedido de ir embora, como eu já o aconselhei.
Neji: Ainda bem que ele não tem a cabeça vazia como você. Isso é sequestro! É crime!
Tenten: No amor vale tudo oras...hei!! Quem é cabeça vazia aqui? — o olhou emburrada.
Neji: você! — disse, dando os ombros e voltando a andar.
Tenten: pra onde você vai? Não me deixa falando sozinha, Hyuuga Neji!!
Neji: Estou indo para sua casa, não era pra onde você ia?
Tenten: você vai me acompanhar? *O*
Neji: é o que parece.
Tenten: Oba! — ela corre e pula no pescoço dele como uma criança — hei neji, me paga um ramem, eu to morrendo de fome.
Neji: Não.
Tenten: Não seja mal.
Neji: Ramén não é alimento descente, só estupidos como o Naruto para se alimentar disso.
Tenten: Ai, sério! Você é a única pessoa no mundo que não gosta de ramén. Então, me paga um churrasco? Ah vai, por favor.
Neji: ok...
Tenten: ótimo, e depois um bolo de sobremesa.
Neji: Não.
Tenten: Ai como você é mal...T.T Hei, Neji...fala sério, você não teria coragem de fazer uma loucura por amor?
Neji: Não.
Tenten: Como pode saber? Você nunca se apaixonou.
Neji: e nem vou. Isso deixa as pessoas estupidas.
Tenten: Um dia você vai se apaixonar e daí eu quero só ver o que vai fazer. Um dia você vai fazer uma loucura para conquistar quem você ama, Neji, e eu vou estar lá pra ver isso. — disse convicta e Neji a olhou de esguelha nervoso, secretamente rezando para que não precisasse fazer isso...
Seria humilhante demais e ele já estava sendo estupido o suficiente.
oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
Shikamaru estava se sentindo um completo baka, ainda parado em frente a loja olhando para uma loira compulsiva por compras escolher roupas para ela própria. Desviou o olhar, decidido a ir embora, mas quando iria olhá-la pela última vez, sentiu sua pulsação acelerar e sua garganta secar ao vê-la olhando um conjunto de lingerie vermelha um tanto quanto...provocante, a começar pela calcinha minuscula com apenas dois fios em cada lateral, e a parte de cima era do estilo meia taça bem cavado com um fecho de abrir pela frente, ele duvidava que aquele pequeno pedaço de pano pudesse cobrir os seios fartos da sabaku e era isso que o deixava ainda mais excitado.
Prevendo que acabaria ficando duro ali no meio da rua, ele balançou a cabeça fervorosamente e desviou o olhar, agora ainda mais decidido a ir embora. Dessa vez deu alguns passos, entretanto mal tinha saído de frente da loja, ouviu sendo chamado e conhecia muito bem aquela voz.
- Hei Nara preguiçoso.
Ele não precisou virar e ela logo estava ao seu lado, sorrindo-lhe daquele jeito provocante.
Temari: ué, não ia me cumprimentar?
Shikamaru: Não queria atrapalhar suas...compras — disse, olhando para as mãos dela cheias de sacola e se perguntou que velocidade ela usou para pagar, pegar todas as sacolas e correr até ele. Desejou que ela não tivesse esquecido de fazer a primeira coisa...
Temari: Ah isso? Eu adoro as lojas daqui e eu precisava levar algo de lembrança. — piscou pra ele.
Shikamaru: pensei que você já tinha voltado.
Temari: Ah não, não, dessa vez eu vou ficar duas semanas, estava resolvendo algumas coisas para o grande kazekage e agora vou aproveitar o resto da viagem. Mas sabe, eu não tenho ninguém pra me guiar pela cidade durante esses dias — seus olhos brilharam na direção do Shikamaru que tentou se manter o mais impassível possível apesar das sensações que aquele olhar lhe causava.
Shikamaru: você conhece essa cidade tanto quanto qualquer cidadão daqui.
Temari: Ah isso é o que você pensa. Tem muitos lugares que eu não conheço. Então Shika, não quer me acompanhar por esses dias? Eu não dou trabalho juro — fez biquinho e depois sorriu.
Shikamaru suspirou: certo...tudo bem...
Temari: ótimo! Toma — ela lhe entregou todas as sacolas que segurava para ele que bufou.
Shikamaru: Nossa, como você é boa em não dar trabalho — resmungou — não quer me dar essa sacolinha também? — perguntou irônico olhando para a única sacolinha preta que ela carregava.
Temari: Ah não, assim vai estragar a surpresa — sorriu e entrelaçou seu braço no dele, que a encarou confuso — é sabe, eu percebi o quanto você gostou daquela lingerie... — sussurrou no ouvido dele que estremeceu. Safada! Ela sabia que ele estava lá! — então eu quero mostrá-la pra você só que mais de perto sabe, talvez com alguma modelo vestida. — sua voz já estava rouca carregada de segundas intenções e shikamaru teve de fechar os olhos e pensar nas coisas mais pavorosas que existiam para poder acalmar seu membro que já começava a ganhar vida dentro de sua cueca, quando ela lambeu o lobulo da sua orelha, provocando-o.
Shikamaru: Estamos no meio da rua.
Temari: tem razão — mas ela não se afastou, ao invés disso, foi empurrando-o em direção à um beco perto dali.
Shikamaru: O que você tá fazendo sua problemática? — perguntou aos tropeços tentando não deixar as várias sacolas que segurava caírem.
Temari não respondeu, apenas o olhou quando eles já estavam encobertos pela sombra daquele beco deserto e escuro. Sorriu maliciosamente para o Nara que parecia perplexo diante da sua clara intensão e então pegou as sacolas das mãos dele e jogou-as no chão sem se importar mais com qualquer roupa. Depois o empurrou e beijou-lhe o canto da boca.
Shikamaru: sua louca, alguém pode nos ver.
Temari: pouco me importa. Shikamaru — ela sussurrou em sua orelha e mordeu o lóbulo macio — eu to excitada — e diante dessa afirmação, ela esfregou-se nele e sorriu ao sentir algo duro em direção a sua intimidade — e eu to sentindo que você também — suspirou de olhos fechados sem parar de se esfregar nele.
Shikamaru entretanto segurou seus punhos tentando manter a sanidade que pouco a pouco ia embora.
Shikamaru: por Kami-sama, sua problematica, maluca, qualquer pessoa pode vir aqui.
Temari: Eu tava doida pra te encontrar – continuou como senão tivesse ouvido o que ele falara. — pra falar a verdade, ia te fazer uma visitinha hoje, gostei muito da minha última visita no seu apartamentinho minusculo. — soltou uma risadinha débil já com as mãos dentro da camisa dele, sentindo seu abdomen. Ela gemeu com a expectativa.
Shikamaru já estava no seu limite, mas ainda relutava, sua consciência recusando-se a agir feito um animal irracional e possuir Temari praticamente no meio da rua, afinal aquele beco não tinha nada de seguro ou privado. Entretanto os gemidos dela em seu ouvido, o corpo dela contra o seu e a atitude depravada daquela safada sem qualquer pudor, o estavam deixando a ponto de explodir, seu pau já tão duro que chegava a doer.
Temari: Shikamaru – de repente ela o chamou bruscamente, o olhando fixamente nos olhos e subindo uma de suas pernas até a cintura dele, firmemente. — Eu quero agora! — era uma ordem e ao mesmo tempo um pedido, velado de promessas deliciosas transmitidas por aqueles olhos verde-escuro que tinham um brilho tão intenso que o enfeitiçavam. Mais uma vez pegando-o de surpresa, ela se aproximou, capturando seus lábios e começando um beijo lento, mas intenso e desejoso, e levando a mão dele em direção ao seu seio já quase descoberto, mas que estavam tão empinados e com bicos entumecidos que podiam ser sentidos perfeitamente pela mão dele.
E aí o Nara mais uma vez entregou-se aquela loira demoníaca, aceitando sua derrota. Outra. Mas, no fundo ele sabia que seria assim, por que lutar contra ela era sempre inútil e desnecessário, afinal, ela sempre ganhava.
E esse foi o último pensamento dele, antes de entregar-se por completo à luxúria da loira e respirar bem fundo, ao sentir a mão dela descer pela sua calça.
OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO
Quando Naruto saiu da Anbu naquele dia, já era noite e poucas pessoas andavam nas ruas principalmente as do comércio que aquela hora não teria nenhuma loja aberta. O caminho até sua casa seria solitário e silêncioso como na maioria das vezes, e isso nunca o incomodou mesmo, aproveitava para pensar em sua vida, principalmente agora que estava cada vez mais enrolada e não tinha qualquer expectativa de melhora, pelo contrário, apenas tendia a piorar.
Depois de fazer as pazes com Torh, aceitou a ajuda dela e ambos fizeram as compras para seu apartamento e depois foram até ele deixar as coisas, para retornar a sede da Anbu. Para seu tédio, não tinha qualquer missão a não ser as simplórias de nível C ou D, e ele teve de se contentar a mais um dia de treinamento.
Sai ainda tentava se socializar e ele teve que aguentar suas piadinhas idiotas por tê-lo nocauteado no último treino, e para piorar ainda teve que ouvir kakashi tentando convencê-lo a se transferir para a policia de Konoha, liderada pelo Uchiha. Era obvio que a idéia não era dele, por que simplesmente não se importava, e Naruto sabia disso, mas não esperava que o ex-sensei lhe confessasse que havia sido Sakura quem lhe pedira para o convencer.
Até o teme do Uchiha, ele esperava, mas a Haruno o surpreendia, e apesar de ter sempre o impulso de fazer todas as vontades dela, dessa vez não o faria. Apesar de amá-la e saber que ela é a mulher perfeita para ele, e virse-versa, tinha de admitir que ela não o conhecia. A idéia de ser comandado por Sasuke já seria totalmente ofensiva para o Uzumaki, e seria ainda mais impossível com ele testemunhando diariamente aquele romance entre os dois. Era demais para ele, no fundo não queria mais brigar com o Uchiha e sabia que era o que aconteceria caso fosse para lá. Suspirou amargurado, diante de sua vida aonde nada dava certo e ficou surpreso ao passar pela praça e reconhecer a única figura no local, sentada em um dos bancos de cabeça baixa e mãos apoiadas nos joelhos.
Hinata respirou bem fundo, engolindo as poucas lágrimas que ainda restaram depois de um dia inteiro trancada no quarto, chorando e refletindo sobre sua atual vida, há quatro meses mais precisamente. Desde que começara a ter uma vida dupla de herdeira do clã e prostituta particular de Uzumaki Naruto, e mudara a si própria para satisfazer o loiro na expectativa de assim conseguir conquistá-lo.
Mas os meses se passaram e nada mudou, a não ser ela mesma, cada vez mais maluca e sem vergonha para continuar com aquele caso que, se descoberto, arruinaria sua vida para sempre.
Percebeu tardiamente que não estava mais sozinha, quando viu os pés da pessoa a sua frente e foi impossível controlar seu coração, que bateu mais acelerado quando reconheceu aquele loiro, que era sua perdição e salvação ao mesmo tempo.
Naruto: O que faz aqui, uma hora dessas? — ele perguntou agachando-se em sua frente, e acariciando sua face sem qualquer constrangimento, mas ainda sim a fazendo corar.
Era patético já que eles faziam coisas bem mais vergonhosas do que isso, mas ainda sim, a presença dele a encabulava, achava que isso nunca mudaria.
Hinata: E-eu precisava sair um pouco daquele clã... — murmurou tentando manter sua postura firme, apesar de no fundo desejar ardentemente que ele a tomasse nos braços e a levasse para casa.
Não se importava que ele não se lembrasse nem do nome dela no outro dia, a verdade era que desejava desesperadamente apenas sentir seu abraço apertado e seu beijo quente para que pudesse acalmar-se e não se sentir uma completa idiota por tudo o que estava fazendo.
Naruto: Você está bem? — Ele sabia que não, mas apesar de curioso para saber o que tanto afligia a futura líder do poderoso clã Hyuuga, engoliu a própria pergunta ao lembrar-se de Hiashi e que provavelmente ela tocaria no nome dele, e falar ou pensar naquele velhote era a última coisa que Naruto precisava naquele momento.
Hinata: Hai. Não se preocupe.
No fundo, nada do que vinha daquele clã o interessava, muito menos os problemas e preferiu não se aprofundar no assunto com Hinata, mas também não se preocupava, sabia que ela daria um jeito. Olhando-a ali sentada, uma mulher tão linda quanto inteligente, ele via que aquela hyuuga que ele conhecia não existia mais, tornando-se agora muito mais segura e poderosa. Seja lá o que tivesse acontecido, Hinata daria um jeito.
Naruto: Gomén, não estou me sentindo muito bem hoje – sorriu sem graça, mas pegou em sua mão e a beijou, sem cortar o contato visual com ela.
Hinata olhou para aquelas safiras com a cega esperança de que seus sonhos se realizariam, naquele momento e que ele a tomaria nos braços com toda a ternura que ela idealizou.
Naruto: Não fique triste Hinatinha, seja lá o que for, você dará um jeito.
Hinata: como pode ter tanta certeza? — murmurou desviando o olhar dele e mordendo o lábio inferior o que resultou em Naruto a sensação de estar vendo a insegura Hinata que ele tanto detestava ver.
Só que dessa vez, ele não a odiou, se compadeceu da tristeza que via naqueles olhos. Detestava vê-la indefesa por que sentia-se tão canalha ao lembrar do caso vergonhoso que mantinham, mas ali, sozinha e parecendo tão perdida, pela primeira vez, ele não pôde deixar de sentir vontade de reconfortá-la.
Entretanto, sabia que não o faria.
Simplesmente pelo fato de que não sabia fazê-lo. Simplesmente por que durante todos esses anos, Naruto perdera sua sensibilidade, assim como sua inocência, e desconfiava que pouco a pouco perdia seu próprio coração.
Voltando a encarar aqueles olhos perolados, percebeu que ela ainda esperava uma resposta que para ele era obvia e totalmente verdadeira.
Naruto: Por que eu confio em você. — disse sinceramente, e logo depois ele beijou sua bochecha, sorriu e se foi, deixando para trás uma Hinata surpresa e levemente corada.
Contudo a surpresa não demorou nem três segundos para se transformar em frustração, choque e decepção.
Em outros dias, as palavras de confiança dele, certamente a teriam feito ir as nuvens, mas agora, ela precisava de muito mais do que isso e quase desabou ao perceber que não receberia nada a mais dele.
Por que independente do que falara, Naruto não estava mais lá, ele havia lhe deixado.
Naquela noite, ele não a queria, era obvio, provavelmente satisfeito demais com a ruiva com quem o vira se agarrando, ou talvez com outra qualquer, não fazia qualquer diferença para ele, sendo ela como outra, para Naruto tanto fazia e a hyuuga sentiu uma dor em seu coração e em sua garganta que mais uma vez tentava engolir uma grande bola de ferro entalada. Porém, ao contrário disso, a bola voltou e junto com elas, lágrimas de dor e frustração daquela pequena mulher.
Sob o céu sem qualquer estrela, a mulher decidida deu lugar a frágil menina que chorou toda a dor e o desespero de seu coração e percebeu que eles tinham apenas um motivo: Uzumaki Naruto.
Quando ela pararia de sofrer? Quando ela finalmente desistiria de Naruto para sempre?
O aperto em seu peito a fazia ter cada vez mais certeza de que esse dia não estava nem perto. Era impossível para ela desistir dele, apesar de toda a dor, de todo o sofrimento.
Amar Naruto era sofrer constantemente.
Mas viver sem ele, era a morte na certa.
Notas finais
O orgulho do Naruto pode acabar encrencando a Hinata e o casal maravilha Sakura e Sasuke vai sofrer um abalo! xD
Não percam o próximo capituloo, em BREVE aqui no Nyah! xD
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