Notas iniciais
Voltei! Antes de começarem a ler, algumas explicações para que vocês não se confudam. Há coisas em itálico que são flash backs normais. Entretanto, há um trecho que está em negrito e esse é como um flash back do personagem dentro do primeiro flash...confuso eu sei, mas espero que entendam. A parte em negrito remete-se ao capitulo 27(desejo e sedução) e o que aconteceu nele, mas que na época eu não coloquei porque já pensava em colocá-lo posteriormente. Enfim, espero que entendam. beijinhos e boa leitura.

No matter what we breed (Não importa o que criamos)

We still are made of greed (Ainda somos feitos de ganância)

This is my kingdom come (Este é o meu fim)

This is my kingdom come (Este é o meu fim)


When you feel my heat (Quando você sentir o meu calor )

Look into my eyes (Olhe nos meu olhos )

It's where my demons hide (É onde meus demônios se escondem )

It's where my demons hide (É onde meus demônios se escondem )

Don't get too close (Não se aproxime muito )

It's dark inside (É escuro aqui dentro )

It's where my demons hide (É onde meus demônios se escondem )

It's where my demons hide (É onde meus demônios se escondem )

A floresta estava calma até um grito agonizante ser ouvido e em seguida risadas, quer dizer, gargalhadas ecoarem por uma clareira próxima a um rio. O lugar perfeito para montar acampamento e também para esconder alguém.

Cinco homens grandes, vestidos de vermelhos, em suas testas bandanas com os símbolos de suas antigas vilas, completamente riscados, marca registrada do red Sun, um grupo de mercenários que agora tinham sob sua custódia o filho de um senhor feudal, por quem queriam um dinheiro grande.

– Talvez se mandarmos o dedo desse merdinha, o senhor feudal nos leve mais a sério! – um deles disse já se aproximando com uma faca.

– Que seja a mão inteira então! – o outro disse se divertindo com a cara de pavor do prisioneiro.

– Calados! – o terceiro e maior rosnou fazendo todos o olharem com curiosidade – Ouviram isso? Tem alguém por perto.

Imediatamente o que segurava a faca aproximou-se do prisioneiro encostando a arma agora em seu pescoço, enquanto os outros ficaram quietos esperando qualquer tipo de ataque. Cinco segundos depois ouviram um miado e um farfalhar nos arbustos o que quatro deles suspirar em alivio.

– É apenas um gato.

– Estupidos! Eu não caiu nessa! – o líder falou com confiança, tirando sua enorme espada e indo em direção ao arbusto.

Todos prenderam a respiração quando ele abriu os arbustos, mas então tudo o que encontrou foi um felino amarelo os olhando assustado, fazendo todos suspirarem de alivio novamente, enquanto viram o gatinho feio subir na arvore próxima. Satisfeito, o homem voltou para perto de seus homens, que voltaram a aterrorizar o pobre rapaz amarrado.

Enquanto isso, o gato amarelo subiu pelos galhos até chegar as pernas de um rapaz loiro, onde começou a se esfregar em busca de carinho, que logo o conseguiu, enquanto no outro galho, um rapaz moreno revirou os olhos.

– A Hokage já quer se aposentar a anos, desconfio que desde que assumiu, e você é a sua melhor escolha. É lógico que ela não quer que nada atrapalhe. – O Uchiha disse, sem qualquer emoção, enquanto voltava a observar seus alvos. Ao seu lado, Naruto bufou irritado.

– Ela não vai me manipular desse jeito. Ninguém me diz o que fazer. – ele fez beicinho como um garoto emburrado, sem parar de fazer carinho no gato vira lata.

– Quem diria que você desistiria de ser Hokage por causa de uma mulher. E que não seja uma prostituta. – o moreno ironizou, com a sombra de um sorriso zombeteiro em seus lábios e foi a vez do loiro revirar os olhos.

– E quem diria que o grande Sasuke Uchiha perderia uma garota para um almofadinha, capacho dos conselheiros da vila. – o loiro rebateu, ficando satisfeito ao ver o moreno ficar imediatamente tenso e quando voltou a olhá-lo os olhos negros eram vermelhos.

– É melhor você fechar a sua boca grande, Uzumaki.

– Uau, eu morri de medo, Sasuke. Sério, olha, eu me arrepiei todo. – zombou estendendo o braço em deboche que foi imediatamente empurrado com raiva. Mais sério, o loiro franziu o cenho para o amigo– Como você é idiota, teme!

– Um insulto vindo de um cabeça oca.

– Se eu sou cabeça oca você é um cabeça dura e só vive com ela enfiada na bunda pra não ver a besteira que está fazendo com a Sakura-chan.

Sasuke resmungou e sem dizer mais nada, simplesmente pulou da arvore indo em direção a quadrilha, aparentemente preparado para a luta. Naruto revirou os olhos e bufou, mas finalmente largou o gato e foi atrás dele.

Os mercenários foram pegos de surpresa com a presença dos dois estranhos, e o líder foi o primeiro a se recompor.

– Eu devia imaginar que aquele verme mandaria os figurões da vila da folha. Mas eu não tenho nenhum medo de vocês, vermes sujos.

– Sabe de uma coisa, você não pode fugir dessa conversa matando idiotas inúteis. – Naruto disse emburrado, virando-se completamente para Sasuke, como se nem ao menos notassem o grupo de bandidos.

– Eu não estou fugindo de nada. Estou cumprindo a minha missão!

– Por favor! Estamos aqui a uma hora e esses idiotas não fizeram nada e na hora de comer, eles simplesmente esquecem o prisioneiro. Se quiséssemos poderíamos tê-lo pego sem nem precisar lutar.

– COMO É QUE É? – o líder vermelho gritou, mas os dois ninjas não prestavam o mínimo de atenção.

– Mas nããão. Veio perder tempo com eles para não ouvir a verdade.

– Você vai ver agora, pivete!!!! – Irado por ser ignorado o líder foi para cima do Uzumaki com sua espada, apenas para ficar em choque, assim como todos os outros, quando seu ataque foi facilmente congelado pelo loiro que segurava a espada com apenas dois dedos. – MALDIÇÃO! QUE TIPO DE JUTSO VOCÊ ESTÁ USADO! – ele tentava puxar a arma sem sucesso e pela primeira vez o Uzumaki o olhou parecendo aborrecido, ainda que nem um pouco intimidado.

– Oe, crianças, os adultos estão conversando.

– ATAQUEEEEM!

Três deles imediatamente vieram para cima de Sasuke, enquanto o outro ficou tomando conta do prisioneiro. O Uchiha nem precisou ativar o sharingan para desviar dos golpes fracos dos seus oponentes e em menos de um minuto tinha os três imobilizados e quebrados no chão.

– O QUE ESTÁ ESPERANDO IDIOTA? – o líder gritou para o que faltava e este também pegou sua espada e foi lutar, mesmo que um pouco receoso.

Enquanto isso, o líder foi finalmente libertado por Naruto e novamente foi para cima dele. A espada em nenhum momento atingiu o loiro que bocejou enquanto se desviava dos golpes lentos.

– FIQUE PARADO PARA QUE EU POSSA MATÁ-LO LENTAMENTE MOLEQUE.

– Certo Oto-san. – O Uzumaki então simplesmente parou e cruzou os braços – Pode vir.

O homem maior estreitou os olhos, desconfiado, mas depois de dois passos em direção ao loiro e vendo que o mesmo realmente não se mecheu e até fechou os olhos, ele ganhou mais confiança e correu em direção a ele. Quando estava a alguns milímetros entretanto viu os olhos azuis se abrirem e sorriu.

– HAHA! EU TE PEGUEI. – ele explodiu revelando-se um clone surgindo atrás de Naruto e cravando-lhe a espada no meio das costas – MORRA BASTARDO. – gargalhou, mas então seu riso morreu quando o corpo do loiro também explodiu.

– Eu acho que não. – ele ouviu atrás de si e quando virou-se foi acertado em cheio pelo loiro, desmaiando instantaneamente – Patético. Tsunade-sama só pode estar querendo me punir. – resmungou – Punir a nós dois... –ele virou-se para o amigo, apenas para surpreender ao vê-lo usando o corpo de seu oponente como um saco de pancadas humano.

Suspirou. Sasuke não era nada bom em lhe dar com emoções, principalmente as suas.

O pobre coitado soltou um gemido fraco quando vomitou sangue sentindo seu corpo já completamente quebrado. Para seu horror viu o ninja de Konoha tirar sua espada e gritaria se pudesse, mas havia mordido sua língua e estava engasgando com seu próprio sangue.

Felizmente o outro ninja tocou o ombro do primeiro lhe chamando a atenção.

– É o suficiente, teme. Não culpe o pobre bastardo por seus problemas de relacionamento... – mal o Uzumaki havia falado, entretanto, e teve de se esquivar da espada do moreno, infelizmente não o suficiente de modo a ter sua bochecha cortada pela lamina afiada – TEMEEEEE!! VOCÊ SABE O QUANTO ISSO DOI!! – berrou irritado, limpando o sangue da bochecha, mesmo sabendo que a mesma já estaria curada devido ao poder da kyuube.

– Ótimo! Assim você cala a sua maldita boca!!

Naruto riu secamente.

– Não gosta de ouvir a verdade, teme? Quer descontar em alguém toda a sua raiva por ser um imbecil covarde? Beleza, vamos brincar então.

Diante do olhar dos únicos dois observadores que ainda estavam conscientes, os dois ninjas assumiram posturas de batalha. Um minuto inteiro se passou de puro silêncio, uma folha caiu inocentemente de uma arvore e foi pairando pelo vento até cair no espaço entre os dois oponente. Um milímetro antes de tocar o chão, ela se partiu em dois.

Os dois chacras explodiram e se chocaram, fazendo os desavisados serem arrastados para longe, então ao voltarem a olhar em direção para a luta não viram mais nada, apenas ouviam o som.

– KAMI-SAMA!!!! SÃO MONSTROS! – o mercenário oponente de Sasuke recuperou suas forças e foi se arrastando o mais longe que pudesse. Os seus parceiros também acordaram e fizeram o mesmo.

O líder finalmente acordou, mas antes que ganhasse sua completa consciência foi pego por uma bola de chacra perdida sabe-se lá de onde e o jogou para longe, no caminho atropelando toda a sua corja, e todos eles sumiram para bem longe.

Enquanto isso em meio a floresta os dois ninjas se enfrentavam, com espadas e kunais, com clones das sombras e chidoris. Eles saltaram para o lado se esgueirando de ataques mútuos e acertaram em cheio um soco, um no rosto do outro, apenas para em seguida voltarem a se atacar como se em sincronia, empatando seus ataques. Soco com soco. Chutes com chutes. Até que eles já estivessem cansados do empate e soltaram seus chacras um em cima do outro, sem pensar em qualquer jutso em particular. Apenas poder contra poder.

Uma grande explosão foi ouvida e em seguida o silêncio novamente.

Um rastro de destruição levava a uma cratera bem no meio da floresta e em lados opostos da mesma, os dois ninjas se encararam ofegantes, ensangüentados, e sorriram.

Era o suficiente, por enquanto.

– VOCÊS ENLOUQUECERAM? QUASE ME MATARAM! – O filho do senhor feudal, esquecido antes mesmo da missão começar foi encontrado debaixo de destroços de uma arvore e assim que voltou a consciência e viu seus “salvadores” se encheu de revolta – EU DIREI AO MEU PAI O QUANTO OS NINJAS DA FOLHA SÃO INCOMPETENTES E INCONSEQUENTES! EU DIREI... – ele se calou ao ser acertado em cheio por um soco que surpreendentemente veio do Uchiha sempre tão tranqüilo.

Naruto suspirou.

– Ah Sasuke, sempre tão impulsivo.

– O bastardo estava me dando dor de cabeça. Vamos levá-lo. – e dizendo isso, o colocou sobre os ombros e eles começaram a andar, como se nada tivesse acontecido minutos atrás.

– A nossa conversa ainda não terminou, sabe. – Naruto disse alguns segundos de silêncio depois e o Uchiha suspirou derrotado.

– Como você é insuportável.

–--------

Hinata admirava a árvore de cerejeira nos jardins do clã Hyuuga, que florescia bonita assim como sua vida que agora parecia mais colorida e feliz. Ela não conseguira parar de sorrir desde que acordou, mesmo com os olhares tortos do pai ou as zombarias sujas de Hanabi, ela estava feliz e ninguém da sua família iria acabar com isso.

– Mandou me chamar, Hinata-chan?

A garota respirou fundo, um pouquinho nervosa com a conversa que teria, mas sorriu ao virar-se e ver o amigo a olhando com paciência e uma calma tão grande como se já soubesse o que o esperava.

– Ohayo.

– Ohayo. – ele fez uma mesura respeitosa – Eu estava com saudades de conversarmos.

– Sim, eu também, mas aconteceram tantas coisas...

– Eu entendo. Ontem eu procurei por você, mas Neji disse-me que tinha que resolver alguns assuntos. Eu espero que tenha ocorrido tudo bem.

– Na verdade, é sobre isso que eu queria lhe dizer.

– Eu também ouvi algumas mulheres da souke falando sobre uma tal herdeira batendo em um certo herói da vila e em seguida eles se beijando como dois gatos no ciu. – zombou fazendo a herdeira ficar completamente vermelha e mortificada.

– Malditas mulheres fofoqueiras – ela resmungou, e piscou surpresa quando o ouviu gargalhar – Você não está chateado?

A risada do Hyuuga diminuiu até se tornar um sorriso sincero.

– Sinceramente, eu não acho que Naruto Uzumaki seja digno de ter o seu amor. – ele disse sério o que fez a moça abaixar os olhos, entretanto ele tocou em seu queixo a fazendo olhá-lo – Ainda sim, se ele a faz feliz, eu não poderia querer mais nada para a minha futura líder e amiga, eu espero.

– Sim, eu gostaria muito de continuar sendo sua amiga, Akihiko-kun. Mesmo não sendo apaixonada por você eu aprendi a amá-lo e confiar em você, como em Neji, como um verdadeiro irmão. – ela hesitou – Mas não tão mal humorado quanto Neji, claro.

O Hyuuga riu.

– Eu só posso estar feliz por você, Hinata-chan e lhe desejar a melhor sorte que puder ter.

Mas a morena o olhou mordendo o lábio inferior como se esperasse alguma coisa a mais, e ela ficou o olhando assim por quase um minuto inteiro antes dele ficar realmente curioso.

– Algum problema?

– Apenas isso? Quer dizer...agora que você não está mais preso a mim, nem nada, quais são seus planos? – ela parecia curiosa e...ansiosa.

– Bom, eu ainda pretendo me tornar um ANBU e sinceramente ficar o mais longe possível do Uzumaki.

– Certo, mas e quanto ao amor...

Akihiko estranhou a pergunta, mas deu de ombros.

– Eu provavelmente casarei com alguém em breve.

– Oh e com quem?

– Bom, alguém da souke eu suponho que leve minha família a ganhar ainda mais respeito. – ele disse normalmente, apesar de não parecer nada feliz.

– Akihiko-san...se me permite... – ela suspirou, um pouco constrangida – Naruto me disse uma coisa ontem...

– Algum xingamento sobre mim, eu prevejo.

– Bem...

– Sério! Eu não sei o que vêem naquele bostinha almofadinha! Sempre prestativo e cabeça-oca! Eu não o suporto.

– Eu não disse? – Akihiko revirou os olhos, mas Hinata continuou relembrando sua conversa com o namorado no dia anterior.

– Além do mais, ele está enganando a todos se fazendo de bonzinho que gosta de você! Ele é uma farsa!!

– Não fale assim dele, Naruto-kun! Akihiko é um bom rapaz e um ótimo amigo!

– Ele é uma farsa!!

Ela suspirou.

– Do que você está falando.

– Bem, eu descobri no dia em que eu invadi o clã – ele deu um sorriso malicioso enquanto a hyuuga suspirou um pouco constrangida – eu estava em minha forma de sapo quando eu passei por uma das salas e o vi.

~Flash back do flash back**~

O Clã Hyuuga estava bem calmo naquela noite escura. Apenas podia se ouvir o barulho das árvores que tremulavam devido a uma brisa suave, e alguns grilos que pulavam por ali. Um sapinho entrou pela fresta dos portões e rapidamente pulou para dentro dos territórios do clã. Pela grama, ele correu alegremente até chegar no dojo principal. O sapinho então olhou para os lados parecendo desconfiado, e ao não ver ninguém abriu a boca enorme como se estivesse sorrindo. Instantes depois, no lugar do sapinho estava um rapaz loiro, alto e forte, mas que mantinha o mesmo sorriso alegre e satisfeito de um sapo, ou melhor de uma raposa. Seus olhos azuis se mantinham atentos e ele logo pulou para cima de uma árvore, ao ver alguém conhecido.

Seu sorriso imediatamente deu lugar a uma expressão de desgosto enquanto observava atentamente Akihiko conversar com mais alguém.

– Não podemos mais nos encontrar. Você foi bem claro antes. – a mulher disse, parecendo cabisbaixa assim como o hyuuga.

– Eu sei, eu sinto muito apenas...

– Apenas o que?

– Eu não pude resistir. – ele terminou de dizer acariciando o rosto dela que suspirou e limpou uma lágrima solitária em seu rosto – Me desculpe.

– Não peça desculpas. Nós dois sabíamos que era impossível. Você é da souke e eu da bouke, nunca ficaríamos juntos e Hinata-sama...ela é gentil e maravilhosa e não merece que a desrespeitemos.

– Hana! – ele chamou, mas era tarde demais e a moça já havia corrido em lágrimas.

O sapinho olhou para o homem em desgosto. Kami-sama, o odiava ainda mais por obviamente estar enganando Hinata e a tal Hana! O cara era um canalha da pior espécie.

– Akihiko e Hana? – dizer que a Hyuuga estava chocada era eufemismo. – M-mas porque não me disse antes, Naruto-kun?

– Bom, naquele dia eu tinha coisas mais importantes a fazer. – ele sorriu malicioso a fazendo lhe dar um tapinha. – E depois, bem eu não achei nada demais e não sabia se você acreditaria em mim, já que todos pareciam enfeitiçados por esse bostinha.

Hinata olhou para o ex-noivo com carinho ao vê-lo tão perdido em pensamentos.

– Quem poderia prever que aquele sapo ridículo era o Uzumaki. – ele murmurou, mas não tinha mais a energia e a felicidade de antes. Parecia triste e frustrado o que Hinata entendia bem.

– Você a ama?

– A mãe dela foi minha babá o que quer dizer que nos criamos juntos, eu a conheço desde sempre.

– E você a ama? – ela voltou a perguntar.

– Namoramos escondidos por um tempo antes de eu sair em missões. Mas então quando eu voltei da última e descobri que seria seu noivo, eu não pude mais iludi-la. Eu sei o que fazem quando descobrem um relacionamento entre as duas ramificações. São condenados e meu pai não hesitaria um segundo em despertar o selo nela. Eu não poderia...

– Você a ama. – Hinata concluiu quando ele ficou em silêncio.

– Amo.

– Então eu vou ajudá-lo.

Ele sorriu tristemente.

– Por mais poderosa que seja Hinata-sama, eu não sei se mesmo você poderia convencer minha família a aceitá-la.

– Você esquece que eu sou a futura líder do clã? – ela sorriu cheia de si – Eu posso tudo.

O Hyuuga piscou surpreso com a explosão de arrogância da ex-noiva e depois ambos gargalharam, enquanto ele lhe dava um pequeno empurraãozinho de brincadeira.

– Você está, sem duvidas, convivendo muito com o Uzumaki! E que Kami-sama nos proteja!

– Bobo!!

~ Os dias foram passando... ~

– Concentre-se. – o maior falou, desviando-se sem qualquer problema do ataque da mais nova, já irritada e impaciente.

Em um juken pouco pensado, ela conseguiu tocá-lo, mas em choque percebera que havia esquecido de enviar chacra para os dedos e assim nada aconteceu. Ou melhor, foi o suficiente para ele conseguir puxá-la pela mão e jogá-la no chão.

Ela caiu pela terceira vez aquele dia, mas não levantou-se mais. Continuou focando o teto com os olhos esbugalhados como se tentasse entender um dos mistérios do mundo.

– Você está bem Hanabi-sama? – Neji perguntou, imediatamente preocupado ao perceber que a prima, que sempre levantava-se com fúria agora mantinha-se apática no mesmo lugar onde a havia jogado – Hanabi.

Mas ela não respondeu, ao invés disso olhou para o lado em direção a entrada do dojo e o viu lá. Parado como uma estátua de mármore carrancuda, seu pai a olhava daquele jeito que olhava para sua irmã. Com desprezo.

~*~*~

– Eu seguro isso. – Hideo disse já agarrando as sacolas de compras da namorada que sorriu agradecida.

– Kami, obrigada por vir comigo as compras. Eu juro que só vamos mais a uma loja e depois podemos almoçar.

Ele fez uma careta, mas em seguida a puxou lhe dando um beijo no topo da cabeça.

– Tudo bem, afinal, quem mais iria carregar as sacolas das cinqüenta lojas que você disse que era a última. – zombou a fazendo corar e lhe dar um tapinha.

– Cala a boca!!! Dessa vez é sério.

– Sim, já ouvi antes também.

– Cala a boca!!! – ela riu, mas então seu sorriso imediatamente congelou em sua face como se houvesse visto uma assombração. E em sua opinião era mesmo.

Parados a alguns metros de distancia, um outro casal os olhava aparentemente compartilhando o mesmo choque que ela. Sayuri lhe lançou um olhar de desprezo enquanto imediatamente envolvia ainda mais o braço de Sasuke com o seu, enquanto o rapaz mantinha-se inexpressivo e depois de apenas alguns segundos encarando a ex-noiva – como se Hideo nem existisse – ele simplesmente saiu com a outra Uchiha em seu encalço.

– Você está bem? – Hideo perguntou, sabendo muito bem de quem se tratava e Sakura se forçou a sorrir.

– Tudo bem. Vamos?

~*~*~

– Ino! A floricultura já abriu e sua mãe está louca lá embaixo. – O sr. Yamanaka entra no quarto da filha, apenas para encontrá-la ainda na cama, encolhida – Filha?

– Acho que esdou resfriada. Não be sindo bem. – ela disse fanha e ele sorriu amorosamente.

– Eu avisarei sua mãe. E mais tarde ela lhe trará um chá.

– Obrigada.

Quando ele saiu, a loira voltou a encolher-se na cama, fungando irritada com a gripe inconveniente. Isso a fez lembrar imediatamente o Kazekage. Porque? Bom, simplesmente porque tudo agora a levava de volta a pensar sobre a noite que tiveram – as duas -, sobre as brigas, sobre a forma como ele andava, o tom rouco de sua voz, o brilho ameaçador nos seus olhos verdes e a nevoa sedutora dos mesmos quando ele estava excitado. Kami-sama a ajudasse, ela havia enlouquecido.

Um embrulho no estomago a fez correr pelo banheiro e olhou com nojo para o jantar que havia comido no dia anterior e que agora estava na privada. Ela sabia que aquelas algas, nova receita de sua mãe, não eram confiáveis. Mesmo que agora elas tivessem a cor dos olhos de Gaara.

– Oh merda!!!! – ela chutou-se mentalmente, já beirando a insanidade, antes de voltar a vomitar.

~*~*~

– Vem logo Lee!!!! – Tenten saiu arrastando o jounnin pelas ruas de Konoha, animada enquanto ele parecia bastante contrariado.

Ninguém poderia entender, até notar que ele não vestia o collant verde musgo de sempre e seus cabelos estavam maiores do que eles poderiam se lembrar jamais ter visto na cabeça da versão jovem de Maito Gai.

Obra de Tenten. Ao descobrir que o amigo tinha que cortar os cabelos todas as semanas para que mantivesse o visual coco, ela o impediu e fez como uma missão pessoal transformar o look cafona do amigo em um mais atual, mesmo que ele próprio não tivesse realmente concordado com isso. No fim ele não via que tinha muita escolha, e acabou aceitando ao notar que a “missão” deixava a mestre das armas mais animada e aos poucos ia recuperando sua energia de antes. Por amizade, ele aceitou ser a cobaia da mulher.

Agora ele tinha os cabelos quase na altura do pescoço, em um visual repicado feito pela própria Tenten, não estava ruim e escondia um pouco as sobrancelhas grossas. Ele agora vestia uma calça negra e blusa verde musgo sem mangas, deixando os braços musculosos – que nem ele havia percebido que tinha – a mostra. Havia recebido três elogios desde que saíra de casa. Um de sua mãe, um de Tenten e outro de uma moça bonita que corou e lhe sorriu de um jeito que nunca nenhuma garota estranha lhe havia sorriso.

Tenten puxou Lee em direção a churrascaria, louca para ver como o novo look do amigo iria surtir impacto nos habitantes de Konoha. Estava tão animada e ansiosa que nem percebeu que do outro lado da rua, Neji a observava seriamente. Ele nem havia notado a mudança de Lee por estar concentrado demais no fato de que os dois continuavam de mãos dadas.

~*~*~

Cyzu olhou em volta de seu estabelecimento com um sorriso coquete no rosto, enquanto ajeitava o quimono cor de vinho na altura do busto avantajado. Ela era uma mulher bonita, mas que tinha as marcas de sua idade e se orgulhava delas. Seu passado de uma prostituta barata na vila da água, seu casamento com um homem rico que falecera deixando para ela dinheiro o suficiente para viver confortavelmente, entretanto ela o usou para construir aquele lugar onde pudesse trabalhar com o que sabia de melhor e ainda ajudar jovens garotas que não tinham nada, como ela própria um dia foi. Eram como filhas para ela e nunca deixaria nenhum daqueles homens estúpidos machucá-las e todos sabiam que era melhor não se meter com Madame Cyzu.

A música nunca parava, assim como a bebida e por conseqüência, o dinheiro também não para ela e suas meninas que tratavam a todos com o máximo de atenção como ela própria lhes ensinara. Levou sua taça até a boca, deliciando-se com o sake caro e de primeira qualidade que era servido apenas para os clientes mais importantes e arrastou seus olhos dourados por todo o local reconhecendo os rostos que ela já estava acostumada a ver, entretanto um chamou sua atenção.

No canto mais solitário do estabelecimento o ninja, uma vez renegado e agora exaltado como um dos maiores guerreiros da vila, de cabelos negros e orbes ônix que olhava para tudo e todos com uma indiferença fria, mesmo bebendo um sake barato e ainda assim parecendo um membro da própria realeza. Sasuke Uchiha.

– A quanto tempo ele está aqui? – sem tirar os olhos dele, ela inclinou-se em direção a morena que lhe servia outra bebida.

– Uchiha-san? – Kin perguntou, recebendo um aceno da patroa e o olhando com atenção. – Há um pouco mais de meia hora. Pediu uma bebida qualquer e está sentado ali desde então como todas as noites.

– Bem, parece que hoje ele pedirá algo diferente. – Madame disse com um sorriso malicioso e olhos que sabe das coisas, enquanto Kin via Michyo aproximar-se dele, jogando os cabelos róseos para o lado de uma forma sensual.

Kin lembrou-se de um ninja loiro que era um dos clientes fixos de Michyo antes de escolher a própria bar woman para lhe servir muito mais do que uma bebida. Fazia tempo que não falava ou via o Uzumaki e se perguntava se o mesmo havia finalmente conquistado a mulher – com quem ela parecia – que ele tanto almejava.

~*~*~

Hinata gargalha tentando livrar-se das mãos maliciosas que brincavam em sua barriga lhe fazendo cócegas.

– P-pare Naruto-Kun! O-ONEGAI! – ela explodiu em risos desesperados, sem conseguir afastar-se do loiro diabólico que sentava-se em cima de suas pernas a impedindo de fugir.

– Já sabe o que tem que fazer.

– E-EU R-RETIRO! EU RETIRO O QUE DISSE!

– O que mais Hinatinha? – ele provocou passando as mãos ainda mais rápido no corpo da namorada a fazendo contorcer-se, seu rosto cada vez mais vermelho.

– VOCÊ! VOCÊ É O NINJA MAIS SEXY DE KONOHA! O-ONEGAAAI!! – ela gritou e deu um longo suspiro de alivio quando ele finalmente a largou e caiu ao seu lado, rindo em deboche – Você é horrível! – ela choramingou limpando algumas lágrimas, enquanto ele a aninhava em seus braços ainda que continuasse rindo.

– Você quem começou a me provocar.

– Eu apenas disse que ele era um rapaz interessante! – ela disse emburrada, fazendo um bico com os lábios que ele fez questão de beijar, a fazendo suspirar enquanto aconchegava-se mais nos braços dele.

Já passava e muito da hora do almoço e eles estavam apenas deitados, agarradinhos na cama, sem pensar em nada além de curtir suas folgas nos braços um do outro. Estavam no apartamento do loiro desde de manhã quando ela preparou um café da manhã para o amado e em seguida eles tiraram um cochilo agarradinhos até acordarem e estar assim desde então.

– Eu não sei qual a sua implicância com Masako-sama. Sakura-chan parece feliz.

Eles haviam encontrado o casal na noite anterior e Naruto se viu obrigado a jantar na companhia de sua amiga e o namorado almofadinha dela.

– Claro! Afinal, você é amiga daquele hyuuga Mané, é obvio que iria gostar daquele manezão metido a importante.

– Masako-sama é um diplomata muito respeitado pelos conselheiros da vila – ela disse recebendo um barulho de desdém vindo do loiro ressaltando sua pouca confiança nos ditos conselheiros – E pela Hokage-sama também.

– E é por isso que ela está louca para se aposentar! – ele resmungou, mas logo se arrependeu quando viu a morena apoiar-se em seus cotovelos para olhá-lo.

– Tsunade-sama pretende se aposentar? – seus olhos prateados estavam arregalados e seus lábios abertos em um perfeito “o” de choque, o que a fez parecer uma criança doce. Ele sorriu sem se conter, acariciando os lábios dela com as pontas dos dedos, mas franziu o cenho ao lembrar da conversa que tivera com a Hokage a quase um mês atrás.

– Sim, bem...ela precisa mesmo. Afinal já é velhota e não tem mais sanidade para isso...

– Naruto-kun! – ela o repreendeu, mas depois sorriu e ele reconheceu com remorço o olhar de expectativa dela – Então...é sua grande chance. Quer dizer, todos falam que é você o favorito dela e...

– Eu não sou o favorito para nada. – ele a cortou rapidamente, antes que a conversa chegasse a um ponto critico – Escute, não de ouvido ao que esses fofoqueiros da vila dizem. Mesmo que fosse, eu não acho que queira...

– Que história é essa? – agora foi a vez dela franzir o cenho – É o seu maior sonho.

– Era loucura de criança. – ele resmungou tentando abraçá-la, mas ela se afastou.

– Aconteceu alguma coisa?

– Nani? Claro que não. Do que está falando Baka?

– Você parece estar escondendo alguma coisa... – ela estreitou os olhos desconfiada e ele revirou os olhos, a pegando de surpresa com um abraço de urso que resultou nela presa na cama, pelo corpo dele.

– Pare de usar esses olhos idiotas em mim, baka! – ele reclamou, mas sorriu quando ela o olhou ofendida e antes que tivesse a chance de retrucar seus lábios foram tomados com volúpia pelo loiro, a fazendo suspirar.

Ela não se cansava de beijá-lo, de senti-lo. Era como um sonho que ela não queria nunca acordar. Ele afastou-se com aquele sorriso maroto, parecendo um garoto traquina e arrogante sem sair de cima dela.

– Argh! Você é pesado. – ela choramingou e ele riu.

– Você nunca reclamou disso, Baka!

– Mas eu acho que agora você está mais gordo. – ela provocou sabendo muito bem como o ego dele era enorme.

Como previsto, ela viu com satisfação os olhos azuis se arregalarem em puro choque, antes de um brilho diabólico brilhar em seu rosto bronzeado e foi a vez dela arregalar os olhos.

– Agora você vai pagar Hyuuga!

– NÃÃO!!

Mas era tarde demais e ela se viu novamente presa na tortura das cócegas até que admitisse, dessa vez, que o Uzumaki era o homem mais gostoso de todo o mundo Shinobi.

~*Assim o mês se passou*~

Akihiko encontrou Hinata no lugar mais afastado do campo de treinamento, como ela havia lhe pedido e passou um minuto inteiro a observando arrumar diversos tipos de comida em cima de uma toalha de pano quadriculada, aparentemente iria haver um piquenique, enquanto cantarolava com um pequeno sorriso nos lábios. O ninja havia acostumado-se a vê-la cantarolando pelos cantos agora, os olhos grandes e prateados sempre brilhando com uma felicidade que parecia irradiar de toda ela, o que muitas vezes chegava a irritar alguns como Hanabi e Hiashi. Todos sabiam o motivo de tamanha felicidade, mas o assunto “namoro com o jiinchuuriki” era proibido dentro do clã. Fora dele, entretanto, era o assunto predileto da vila.

– Por quando tempo pretende ficar me observando antes de decidir me ajudar, Akihiko-kun? – a voz doce e cantarolante da moça o pegou desprevenido e ele riu enquanto finalmente aproximava-se, ajoelhando-se a frente dela.

– Pensei que estava distraída.

– Eu estava, mas não quer dizer que não estava prestando atenção. – ela riu com a própria sentença contraditória, e corou levemente ao perceber que o ninja a olhava fixamente. – O que?

– É bom vê-la tão feliz.

– É bom estar feliz também. – eles sorriram cúmplices, antes de terminar de arrumar as comidas por toda a toalha. No fim, ela sorriu satisfeita com o bom trabalho.

– Então teremos um piquenique eu suponho.

– Supôs certo, mas também errado.

– Ok, essas suas contradições estão realmente me deixando confusos! – eles riram, então a Hyuuga o surpreendeu estendendo a mão e tocando o rosto do ninja com carinho.

– Eu também quero vê-lo feliz, Akihiko-kun. É muito importante para mim.

– Quem disse que eu não estou? – ele dissimulou brincando, mas o sorriso dela não chegou até seus olhos dessa vez o fazendo suspirar e tocar a mão dela em seu rosto – Não se preocupe comigo, querida. Eu estou bem, verdade.

– Pode ser... – ela murmurou lhe dando um sorriso traquina – Mas eu quero vê-lo ainda melhor.

Akihiko não entendeu, mas ficou em choque quando viu uma figura parar ao lado deles e quando seus olhares se cruzaram percebeu que ela também parecia surpresa. Todos pareciam, menos Hinata.

Hana pigarreou constrangida, desviando imediatamente o olhar da cena de carinho que presenciou sem querer. Mesmo sabendo que o noivado havia terminado, ainda doía e ela tinha que ser forte.

– Gomen atrapalhar, mas recebi o recado de Hinata-sama. Eu posso voltar mais tarde...

– Não – Hinata apressou-se em responder, ainda sorrindo travessa, ela afastou-se de Akihiko – Você chegou na hora certa.

– Precisa de alguma coisa, Hinata-sama?

– Hinata... – Akihiko a chamou em um tom de aviso, mas foi ignorado.

– Como pode ver, Akihiko-kun está de folga e ele precisa de um pouco de diversão depois de ficar semanas nas mãos maníacas do meu namorado cabeça-oca. Eu pensei que um piquenique longe do clã e dos olhos de todos – ela frizzou bem essa parte – seria uma ótima idéia, mas infelizmente eu tenho assuntos do clã para resolver. – nesse momento fez a melhor expressão decepcionada que podia, mas quase riu ao ver o olhar acusador de Akihiko – Então se não for muito incomodo, eu queria que você ficasse aqui com ele. – finalizou brilhantemente enquanto via o queixo da serva quase ir ao chão.

– N-nani? D-demo...e-eu não acho q-que seria apropriado...ou q-que necessário...afinal, tenho certeza que Akihiko-kun pode ter outras melhores companhias. – ela finalizou um pouco mais baixo e mais seco do que ela pretendia e nem atreveu-se a olhar para qualquer um dos dois, mortificada.

Hinata deu um olhar ao ex-noivo que dizia exatamente: “Tome uma atitude ou vai perdê-la e será um estúpido, fraco, covarde e idiota”, claro que a herdeira não diria em voz alta palavras de tão baixo calão, mas nem precisava, o olhar já dizia tudo.

– Na verdade... – ele começou, surpreendendo Hana que corou ao vê-lo lhe sorrir daquele jeito doce que ela tanto amava — ...eu adoraria ter a sua companhia.

A moça abriu a boca para retrucar, confusa e desesperada em ficar tão perto de sua grande paixão depois de tanto tempo tentando evitá-lo, mas a herdeira foi mais rápida.

– Fantástico. – ela disse sorrindo e quase quicando no chão de tanta felicidade – Então, eu vou indo. Divirtam-se.

E antes que qualquer um dos dois pudesse dizer qualquer coisa, a menina Hyuuga havia ido embora deixando os dois jovens sozinhos e longe dos olhares de todos.

– Você não quer sentar? – Akihiko perguntou, sentindo-se nervoso e a garota balançou a cabeça e sentou-se onde antes estava Hinata.

– Será que você quer que eu o sirva... – ela começou a falar já adiantando-se em fazê-lo, mas estremeceu quando suas mãos foram pegas entre as dele a fazendo levantar o olhar e encarar as orbes cinzas com nervosismo e atenção.

Kami-sama, ele estava mais lindo do que ela se lembrava. Era sua perdição.

– Eu não quero passar o tempo com uma serva. – ele disse repreensivo e foi como se um choque a atingisse e ela tentou puxar suas mãos, mas ele as segurou – Eu quero passar com a minha amiga de infância, uma garota linda e doce que era banguela, sabe de quem eu estou falando? – eles riram o que tornou o clima mais leve, e ela lhe deu um soquinho no ombro.

– Você me fez perder aquele dente, seu estúpido! Eu tinha seis anos!

– E ainda sim você estava linda. – eles se olharam intensamente e ele tocou sua face – Mas eu admito que a idéia de beijá-la é muito melhor agora que o concertou. – brincou, mas ela não sorriu – Ainda que é provável que eu continuasse querendo beijá-la mesmo sem ele.

– Porque está dizendo essas coisas? Sabe que...

– Eu sei, mas uma amiga me fez perceber que ser feliz é muito mais importante que seguir regras estúpidas.

– Eu não posso deixá-lo fazer... – mas ele a interrompeu, beijando seus lábios castamente e ainda sim fazendo seu estomago revirar como se fogos de artifícios explodissem dentro dela.

Em alguns segundos, ela retribuiu o beijo e eles aproveitaram o momento juntos, longe dos olhares de todos, agradecendo profundamente a anja da guarda que os juntou novamente.

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Sakura observou a entrada do clã Uchiha com surpresa. Desde o termino de seu namoro que ela recusara-se a passar em frente a entrada do bairro, e quando o fazia era sempre rápido e sem nem olhar para o lado. Agora, entretanto, ela apenas se deu conta de que estava ali ao deparar-se com o brasão talhado perfeitamente no muro de entrada. Ficou encantada, antes que pudesse se conter.

Mesmo dali de fora ela podia ver as casas reconstruídas magnificamente, os muros reerguidos e o brasão majestoso ainda mais poderoso e imponente do que antes. Novamente sem se conter, seu coração encheu-se de orgulho do Uchiha que dera um enorme passo em direção ao seu maior sonho, reerguer o seu clã e mesmo que não estivessem mais juntos, ela estava feliz por ele.

Imediatamente ficou surpresa com a realização momentânea. Sim, ela estava realmente feliz por ele. Mesmo depois de sofrer por sua causa, mesmo que o Uchiha resolvesse povoar aquele bairro com filhotes de cobra de Sayuri, ainda sim, ela desejou que Sasuke fosse feliz.

“E o que? Eu sou uma pessoa madura agora?” – Sua “Sakura interior”, sua inner, zombou como a muito tempo não fazia, entretanto ela parecia tão tranqüila quanto a Kunoichi exterior, e a rosada revirou os olhos sorrindo enquanto virava-se no intuito de continuar seu caminho até o trabalho.

Seu sorriso, entretanto, congelou.

Parado há alguns poucos metros, estava o Uchiha vestindo seu novo uniforme ninja, cor de vinho e azul escuro, que o fazia parecer ainda mais um anti-heroi guerreiro e por isso lhe coube muito bem. Entretanto, as olheiras escuras e os olhos cansados não passaram despercebido por ela, que aos seus olhos o deixou ainda mais parecido com o irmão mais velho, Itachi.

– Olá, Sasuke. – ela se forçou a dizer, mas percebeu que não foi tão difícil quanto pensou.

– Sakura, o que faz aqui?

– Apenas de passagem. – disse simplismente, sem conseguir deixar de lançar um olhar em direção ao bairro – e então eu reparei que as reforças estavam terminadas.

– Ainda faltam detalhes a serem resolvidos.

– E já está incrível. Parabéns! Foi um trabalho muito bom.

– Impressionada? – ele debochou, com um meio sorriso acido que ela conhecia, era apenas provocação que em nenhum momento a atingiu.

– Não – a sinceridade dela o chocou – Eu sabia que conseguiria.

– Você parece bem. – ele não conseguiu controlar as palavras e sentiu a dor de cabeça da ressaca apenas piorar.

Ela sorriu, calmamente: Sim, obrigada. Bem, eu vou indo. – mas antes que ela pudesse dar o primeiro passo o viu dar um passo hesitante e gemer, tocando a própria cabeça. – Você está bem? – ela perguntou preocupada.

– Sim. Pode ir. – respondeu ríspido, mas uma nova pontada atravessou sua cabeça e ele esfregou seus olhos, em seguida viu sangue em suas mãos.

Os olhos treinados da médica não foram enganados, e antes que ele pudesse limpar as mãos, ela já estava perto o impedindo.

– Não está não. – foi a vez dela ser ríspida, pegando no queixo dele com a intenção de verificar seus olhos, mas ele afastou-se.

– É apenas um efeito colateral do Mangekyou. Todos sabem que isso é normal. – ele rosnou, mas ela não se intimidou.

– Todos sabem que isso acontece quando você o usa muito. Se você tivesse restringindo o uso dele como eu pedia a você...

– Não preciso dos seus sermões agora, Haruno! Eu estou bem e eu achei que iria trabalhar.

– Pare de ser um cabeça dura, Uchiha! Você precisa fazer alguns exames. Vá até o hospital! – ela disse mandona, mas ele apenas sorriu ao perceber que a dor havia passado finalmente e o sangue também.

– Já disse que estou bem. Guarde seus diagnósticos para seus pacientes.

– Você é um idiota teimoso.

– E você uma intrometida mandona. – ele cuspiu, já andando em direção ao clã.

Ela bufou, resmungou, praguejou, e depois também deu meia volta a foi em direção ao trabalho. Novamente sozinho, Sasuke trincou os dentes ao sentir outra pontada e sua visão estremecer borrada, em seguida, ele voltou a andar em direção ao clã.

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– Ora, ora, senão é a raposa conquistadora de Konoha.

Naruto praguejou aos seus ao dar de cara com a Uchiha boca grande quando estava indo ao Ichiraku.

– Sem vontade de ouvir suas asneiras agora, projeto de cruz credo. – ele resmungou voltando a andar.

– Procurando a sua namoradinha Hyuuga?

– Não te interessa.

– Não fique mal humorado porque ela está te traindo com o ex-noivo. – a morena dissimulou, sorrindo satisfeita ao ver o loira finalmente virar-se para olhá-la com os olhos esbugalhados. Ainda era boa em ver o medo das pessoas.

– Cala a boca!

– Você é tão previsível. – revirou os olhos entediada.

– O que você quer, cão dos infernos? Não tem outra pessoa para atormentar?

– Sim, mas o meu suposto parceiro simplesmente desapareceu me deixando sozinha! – ela bufou irritada com o Inuzuka que havia saído para almoçar a horas e não voltara. Apenas ela podia fazer isso. O loiro sorriu.

– Deve ter se cansado de você também. Tadinha! – zombou e a Uchiha estalou a língua com desprezo.

– Como se eu ligasse. Não preciso de vermes fracos como o Inuzuka e você.

– Sim, sim, vermes fracos...bla bla bla...você não muda o disco.

– Vocês não deixam de ser vermes. – ela deu os ombros fazendo Naruto revirar os olhos.

Então o loiro quase bateu nela quando a mesma parou abruptamente no meio do caminho, mas antes que ele a xingasse percebeu que a mesma olhava horrorizada para algo em sua frente e compartilhou de seu horror ao ver há alguns metros ninguém menos que Hinata Hyuuga, vulgo sua namorada, abraçada ao cachorro maldito pulguento, vulgo Kiba Inuzuka.

– O que aquele maldito ta fazendo com a minha namorada!

– O que a sua namorada pensa que ta fazendo agarrando ele assim? – Sayuri grunhiu irritada já indo em direção a eles, acompanhada do loiro que ela nem lembrou de zombar.

– Naruto! – Hinata sorriu vendo o namorado se aproximar. – Eu iria chamá-lo para almoçar.

– Sério? Antes ou depois de pegar as pulgas desse vira-lata.

– As únicas pulgas aqui são você e seu cérebro, Uzumaki!!! – O Inuzuka rosnou, mas Sayuri tomou a frente.

– Seu cachorro babão! O que está fazendo aqui nessa libertinagem quando deveria estar trabalhando!!!!

– Eu ainda estou em horário de almoço! E quem é você pra falar! Sempre sai e me deixa sozinho!

– É diferente! Eu não fico me agarrando pelos cantos como um coala prostituto!!

– Um o que? Está maluca!!!!!!!

– Eu apenas estava parabenizando Kiba por sua irmã está grávida.

Naruto e Sayuri se entreolharam, mas logo voltaram a fuzilar os dois com o olhar.

– Então vá abraçar a irmã dele, afinal ela que vai ficar gorda como uma porca! – a morena resmungou imediatamente puxando o parceiro para longe da morena, enquanto Naruto fazia o mesmo.

Hinata sorriu.

– Eu não sabia que vocês estavam juntos.

Foi a vez de Kiba e Sayuri se entreolharem e perceberem que estavam de mãos dadas. Imediatamente se afastaram.

– NÃO ESTAMOS JUNTOS!

– Que nojo!!! Ele é um acéfalo inferior. – a morena resmungou

– Bom, eu acho que vocês formam um bonito casal.

– E o que você sabe? Está apaixonada por esse jiinchuuriki estúpido.

– Venha Hinata-chan! Eu não quero você perto desses dois babacas.

– QUEM ESTÁ CHAMANDO DE BABACA, UZUMAKI! – Kiba gritou, mas o loiro já arrastava a namorada para longe e lhe mandava um gesto pouco educado – E QUEM VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE INFERIOR, SUA DONINHA MAGRELA!

– NÃO GRITA COMIGO! É VOCÊ QUEM ESTÁ NEGLIGENCIANDO SEUS DEVERES NA POLICIA PARA FICAR SE ESFREGANDO COM QUALQUER UMA COMO SE ESTIVESSE NO CIU!

– CALA A BOCA!!

– VEM CALAR!! – ela gritou apenas para ser surpreendida no segundo seguinte com a boca dele sobre a sua, calando-a instantaneamente e a fazendo sentir seu coração falhar uma batida como se ainda tentasse processar toda aquela situação.

Os lábios dele contra os seus eram quentes e firmes, e ele a segurava brutalmente sem nenhum cuidado de forma que quando a largou afastando-se, ela quase caiu sentindo os joelhos fracos e a cabeça zonza.

Kiba estava corado, ainda chocado consigo mesmo por ter feito isso e a morena pareceu finalmente entender o que havia acontecido.

– C-como você o-ousa! S-seu...s-seu maniaco!

– Pelo menos você calou a boca! – ele deu de ombros ofegante, ainda constrangido e ela grunhiu alto como uma ave de rapina pronta para estraçalhar sua presa.

– SEU GRANDESSISSIMO ESTUPIDO!

E o tapa foi certeiro em seu rosto, enquanto ela se afastava deixando o Inuzuka ainda incrédulo com toda a situação, sem saber que havia afetado a Uchiha muito mais do que poderia imaginar.

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Shikamaru entrou na floricultura das Yamanakas, mas não encontrou uma loira maliciosa lendo alguma revista ou fofocando com alguma cliente, como esperava. Ao invés disso encontrou a mesma debruçada sob o balcão, parecendo extremamente desanimada e pálida, enquanto comia um pacote de salgadinhos, coincidentemente os preferidos de Chouji. Ela lançou um olhar para o Nara de reconhecimento, antes de colocar outro salgadinho amarelo na boca.

– Não me diga que também veio comprar flores para enviar para Suna porque senão eu juro que vou vomitar em você.

– Chouji esteve aqui. – não era uma pergunta, mas ela confirmou assim mesmo – Ele tem saudades da babá de Ichigo.

– E das comidas dela. – a loira disse, venenosa.

– Espero que ele não tenha ficado chateado por ter sido roubado. – ele disse olhando para o pacote nas mãos pequenas que apertaram ainda mais fazendo o plástico chiar.

– Ele não teve a menor chance. – ela deu de ombros e Shikamaru não duvidava. A loira era assustadora quando queria. – Então, a que devo a honra?

– Você parece doente e ainda mais azeda que o normal.

– Senão sabe estou me recuperando de uma virose que provavelmente peguei naquela vila seca e infernal. – rebateu mal humorada, depois suspirou sabendo que o amigo não merecia patadas porque estava a mais de um mês tentando se desentoxicar de Suna e o Kazekage e agora passava por uma incrível crise de abstinência.

Era incrível como em tão pouco tempo conseguira se viciar naquele homem. Mas afinal, não era grande surpresa. Primeiro Sasuke, depois Shikamaru e agora Gaara. Ela provavelmente precisava virar celibatária.

Cruzes.

– Ino!!!

– O que é???

– Eu vim pegar as flores que minha mãe encomendou.

– Sim, lógico! – ela retrucou lembrando-se das orquídeas que a mãe do Nara encomendava semanalmente para enfeitar sua casa. Eram suas preferidas e Shikamaru as detestava.

Particularmente Ino as achava sem graça e seu cheiro pouco atrativo.

Como previa encontrou a encomenda em uma prateleira da direita e teve de subir em um banco e esticar-se para pegá-las. Provavelmente obra de seu pai. Entretanto quando as pegou uma vertigem subiu por sua espinha e ela deixou que o vaso escapasse de sua mão, espatifando-se no chão, o mesmo destino que ela teria se Shikamaru não tivesse pulado o balcão e a segurado.

– Você está bem?

– Um pouco zonza com esse cheiro. – ela fungou mal humorada agora que o cheiro das orquídeas pareceu infestar todo o local junto com a terra espalhada pelo chão – Droga! Eu vou pegar outras pra você.

– Não é necessário!

– É sim!! Agora cala a boca e espera!! – Ela quase gritou o fuzilando com o olhar.

Assustadora.

Minutos depois ela voltou com um novo vaso das flores, com bastante cuidado ainda que o mais longe que pode de seu nariz. Sorriu ao colocá-la no balcão e se pos a fazer um embrulho bem bonito ao redor delas com plástico transparente e um bonito laço em cima.

Nesse momento a porta se abriu e Chouji apareceu, pisando duro.

– Ino! Por acaso você viu meus salgadinhos... – mal ele havia terminado de falar e seus olhos cravaram em cima do balcão o pacote largado e vazio – Você roubou meus salgadinhos! – ele acusou irritado

– Grande coisa! Você deve ter dezenas entocados só nos seus bolsos

– Eram os últimos de queijo!!

– Come de presunto então, churrasco, que se dane! – ela resmungou irritada – Eram horríveis mesmo e me embrulharam o estomago!

– Retire o que disse!!! – O gordo exigiu ofendido, fazendo a loira apenas fuzilá-lo com o olhar e voltar ao seu trabalho.

– O que é isso? – Shikamaru conseguiu intervir, percebendo que o amigo tinha um envelope nas mãos.

– Uhm? Ah isso. Chegou para você está tarde e sua mãe mandou que eu te entregasse. – ele sorriu – É de Suna. – disse malicioso enquanto entregava o envelope pardo para o Nara que começou a ler.

– Interessante.

– Novidades da sua namorada?

– Novidades sim, mas não dela, apesar de haver três parágrafos falando que Ichigo ganhou uma luta contra outra criança. Ela está muito orgulhosa, por sinal. – franziu o cenho. – Mas outra coisa é interessante...

– O que? O que?

– Parece que Gaara vai se casar.

E no exato momento que ele terminou de falar, os dois ninjas ouviram o barulho de algo se espatifando e ao virarem perceberam um novo vaso de orquídeas espatifado no chão, e ao seu lado, Ino desmaiada.

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Hanabi tomava chá apenas na companhia silenciosa de seu pai, no dojo principal. Neji cuidava do treinamento de alguns chunnins do clã que se preparavam para prestar o exame jounnin, enquanto Hinata, bem, a irmã não dava mais satisfações para onde ia o que era apenas um dos motivos do estresse cada vez mais crescente do líder do clã.

– Hanabi. – ele a tirou de seus pensamentos e ela o olhou com pouca atenção – Hoje eu falei com o pai de Akihiko.

– Ele ainda está remoendo o cancelamento do casamento? – ela zombou

– Ele não está feliz e nem eu, e por isso andamos conversando sobre novas alternativas. Como deve saber, Akihiko tem um irmão mais novo.

– Não sabia. – ela resmungou tomando mais um gole de seu chá amargo.

– Seu nome é Kotaro. Ele é um ano mais velho que você.

Ela bateu a xícara na mesa, rispidamente, voltando-se para o pai. Ela não era estúpida como Hinata, sabia onde aquela história iria dar.

– E o que isso quer dizer? – ela perguntou duramente, mas em nenhum momento ele pareceu se abalar.

– Daichi não tem todas as qualificações de Akihiko, mas é um valoroso guerreiro e poderá ser ainda maior que o irmão. Dará um bom marido!

Hanabi riu cinicamente.

– Eu nunca aceitaria casar com ele.

– Já está decidido. – Hiashi pontuou levando novamente a xícara até os lábios, em nenhum momento lançando um olhar para a filha mais nova, em choque e fúria – O casamento de vocês já foi marcado e Kotaro aceitou, honrado.

– VOCÊ COM CERTEZA ENLOUQUECEU SE ACHA QUE EU ACEITAREI ISSO!! – a garota esbravejou, levantando-se furiosa e no caminho acabando por derrubar algumas louças que espatifaram-se no chão.

Hiashi a olhava duramente agora, os olhos frios e ameaçadores.

– Você limpará tudo isso e em seguida irá para seu quarto e se arrumará para o jantar com seu futuro marido.

– Pois eu prefiro furar meus olhos antes de me casar com ele!

– E eu cortarei sua língua antes que volte a me desrespeitar assim!! – a voz de Hiashi foi como um trovão que reverberou por todo o dojo como uma ameaça velada e fez a mais nova estremecer de medo – Eu tolerei Hinata demais e acabei sendo traído, mas você eu não deixarei que apodreça!

– O senhor não pode fazer isso!

– Eu não a casei antes porque pensei que teria um futuro brilhante como mais um gênio, entretanto após seu incidente – ele pigarreou enquanto ela arregalou os olhos – Ficou claro que você não é mais a mesma.

– Eu sou sim!

– Você está fraca e assustada, então é melhor que seja útil para o clã tornando-se a esposa perfeita para um guerreiro de verdade, e que faça filhos dignos de herdar o clã.

Hanabi ofegou chocada, seu coração havia parado, sua boca estava seca, ela não poderia acreditar no que estava ouvindo. Depois de tudo, seu pai a tratava como uma boneca velha e quebrada que não servia mais para nada. Logo ela que sempre foi sua preferida, entretanto agora era tão incapaz aos seus olhos quanto Hinata.

– VOCÊ É UM MONSTRO! – ela explodiu em lágrimas, sem mais conseguir se conter e viu o homem furioso erguer a mão contra si.

– MAIS UMA PALAVRA E PAGARÁ MUITO CARO.

– VOCÊ É UM MONSTRO CONTROLADOR E SEM CORAÇÃO! POR ISSO MAMÃE MORREU! PORQUE ELA NÃO AGUENTAVA MAIS O SENHOR!

E o primeiro tapa veio com fúria incontrolável a fazendo cair contra a parede e sentir seu queixo deslocar. Viu a sombra negra cobri-la e sentiu-se novamente indefesa. Ela chorou e tentou se debater, desesperada, mas novamente se viu presa nas garras de um homem cruel.

– NÃO! – ela gritou quando um novo tapa veio em seu rosto a fazendo cair no chão e sua boca encher-se de sangue.

– Eu vou ensiná-la a me respeitar.

E um novo tapa. E outro. E outro junto com outros tipos de castigos cruéis que apenas o clã Hyuuga poderia ter.

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Hinata sentiu um mau agouro e tocou o coração sentindo-o apertado. Imediatamente braços fortes e bronzeados a rodearam puxando-a em direção a um corpo quente de um loiro sexy e viril.

– O que foi?

– Eu não sei. Eu senti um aperto, mas já passou. – ela sorriu quando ele a beijou castamente da testa.

Eles estavam no monte Hokage, exatamente em cima da cabeça do Yondaime, sentados abraçados admirando a vista da vila calma lá embaixo.

– Eu falei com a Hokage hoje. – Hinata começou e sentiu o namorado imediatamente tenso, mas fingiu não perceber

– Porque foi falar com ela?

– Porque como futura líder do clã, eu preciso me integrar com os assuntos da vila e fui pedir ajuda a ela. E ela me contou da conversa que tiveram.

Naruto bufou. Velha linguaruda.

Hinata o olhou, insegura.

– Tem certeza disso? Ela me disse que você praticamente desistiu de ser um Hokage e eu sei que é o seu maior sonho. Eu não quero que o que nós temos...

– Você é minha mulher – ele a cortou, bruscamente a surpreendendo com suas palavras – E eu não vou ceder a uma pressão estúpida de uma velhota covarde. Eu não desisti do meu sonho de ser Hokage, mas eu me recuso a abrir mão de você por causa disso apenas para satisfazer outros velhotes rabugentos.

A Hyuuga sorriu emocionada e segurou as mãos do loiro com firmeza.

– E eu vou ajudá-lo a conseguir isso. Porque eu sou sua, e você é meu.

Dessa vez ela o beijou, imediatamente abrindo sua boca e chupando o lábio dele para em seguida sentirem suas línguas se entrelaçarem sensualmente. Ela sorriu quando as mãos dele apertaram sua cintura a puxando ainda mais contra ele e passou os braços ao redor do pescoço masculino, fazendo um carinho nos cabelos loiros bagunçados.

Não demorou muito para os beijos se tornarem mais maliciosos e as mãos mais afoitas e Hinata gemeu, chocada, quando sentiu as mãos dele chegarem até sua calcinha.

– A-aqui n-não, Naruto-kun! – ele riu do assombro dela – É a c-cabela do seu o-oto-san!!

– Uhm..tem razão. Apesar de que se fosse a do Ero-sannin, ele com certeza iria gostar. – riu, recebendo um tapinha da namorada.

Ele então a puxou pela mão, e eles riram antes de sumirem em uma cortina de fumaça.

Chegaram no apartamento do Uzumaki já aos beijos, tropeçando nas pernas um do outro e fechando a porta com os pés para não precisarem se desgrudar. Ela gemeu alto quando sua calcinha foi retirada e dois dedos entraram nela, a preparando com agilidade brutal.

Molhada e apertada, como Naruto previa e tê-la daquele jeito apenas o deixava mais enlouquecido e com o pau quase explodindo em sua calça sem poder agüentar por muito mais tempo. Os botões do vestido dela começavam a ser um incomodo irritante.

– É melhor você desabotoar essa droga antes que eu o rasgue. – ele rosnou e levantou a perna dela com uma mão, voltando a penetrá-la com os dedos a fazendo gemer e suas mãos tremerem, dificultando ainda mais que ela abrisse os botões da roupa, ainda mais quando os mesmos iam por toda a frente do vestido.

Assim, quando os quatro primeiros botões finalmente foram abertos, Naruto não agüentou mais esperar e afastou as mãozinhas tremulas de sua namorada, rasgando o top por baixo e sem esperar mais nada abocanhando os seus magníficos e redondos seios a fazendo engasgar de tesão. Ele chupou o mamilo rosado, em seguida o mordiscando até que o mesmo estivesse completamente duro e ereto, para então passar para o outro e recomeçar o trabalho.

Satisfeito, ele olhou sua obra de arte. Sua Hinatinha estava completamente vermelha e tremula, os lábios entreabertos e os olhos semiserrados, a parte de cima do vestido solto revelando seios redondos e cheios com mamilos rosados endurecidos de tesão, apesar da parte de baixo do vestido que chegava até acima dos joelhos continuasse abotoada estava quase completamente levantada devido a ele segurar a cocha da morena na direção de sua cintura, fazendo assim com que ele pudesse ver seu centro de prazer molhado e gotejando de tão excitado depois de ter sido tão brutalmente preparado e abusado.

Era uma visão tão obscena que Naruto tinha ganas homicidas apenas de pensar que alguém pudesse ter um vislumbre daquele pecado, que não fosse ele. Kami-sama, aquela mulher o havia hipnotizado e agora estava a mercê dela de todas as formas. Nunca poderia viver sem a sua Hinatinha e nunca permitiria que ela vivesse sem ele.

A beijou. Tomou seus lábios rosados com agressividade, engolindo seus gemidos desesperados enquanto voltava a bolina-la com os dedos apenas para vê-la completamente enlouquecida de prazer.

– N-naruto! N-naruto! E-eu p-preciso...p-por favor. A-agora! – ela pedia quase soluçando, seu baixo ventre queimando, o desejo já tomando níveis insuportáveis e seu corpo desesperado para senti-lo dentro de si, tomando-a completamente como sua.

Ele a carregou até a superfície plana mais próxima, a mesa da cozinha e a deitou ali, enquanto livrava-se da própria roupa, seu membro já ereto e pulsante gotejando de ansiedade. Assim ele não duraria muito tempo.

– Naruto-kun! – Hinata gemeu, as pernas se abriram mostrando a Naruto que em seu momento de distração, sua pequena perdição abaixara os próprios dedos e tocava-se, gemendo sem pudor em frente ao amado.

– Começando sem mim, Hinata-chan? – ele disse baixo e perigoso, se é que fosse possível, ainda mais excitado com a visão de sua ninfeta masturbando-se em sua frente.

Ele então, segurou as duas pernas dela as abrindo ainda mais e fazendo Hinata suspirar soluçante e desesperada. Ela precisava demais e Naruto sabia disso.

A Hyuuga pensou que fosse desfalecer ao sentir a língua dele em sua intimidade, enquanto um dedo voltava a penetrá-la, mas antes que finalmente chegasse ao orgasmo avassalador, ele afastou-se a deixando desamparada.

– Kami! Eu nunca vou me cansar de você. – Naruto disse baixo, debruçando-se sobre o corpo da menina esmagando seus seios no processo – Eu vou transar com você todos os dias e ainda assim não cansar nunca de te comer, de entrar em você tão apertadinha, de sentir sua carne sensível envolver meu pau, e tremer a cada vez que eu te chupo ou meto meus dedos em você. – as palavras sujas deixavam a garota ainda mais em orbita, aflita na nevoa de tesão que os envolvia e quando ele entrou nela em uma só enfiada, deslizou sem dificuldades de tão molhada e ainda sim, Naruto sentia seu pau estrangulado pela caverna apertada — Tão apertada, tão sensível, minha Hinatinha. – ele estocou forte a fazendo gritar – Tão linda, desesperada pra que eu me mova mais rápido, pra que eu a coma com mais força.

– Eu não a-aguento m-mais! — ela gemeu esganiçada, já sem força, a boca aberta e os olhos revirados, as bochechas vermelhas e os cabelos grudados no rosto suado. – N-naruto!!!!!!!

– Goza pra mim, Hinata! – ele ordenou dando uma estocada mais forte e longa atingindo o ponto de prazer máximo da Hyuuga que não pode mais controlar e tremeu violentamente antes de ter um orgasmo arrebatador.

A visão fez Naruto vir na mesma hora, enquanto sentia seu pau ser ainda mais apertado, e preencheu sua amada com seu orgasmo a sentindo suspirar com o sentimento.

– Isso foi....incrivel... – ela disse sem fôlego e ele deu um sorriso de lado.

– Não finja que está surpresa, querida. – disse arrogante recebendo um tapinha sem força.

– Bobão. – ela riu então ele a olhou sério, os olhos azuis concentrados nos seus como se estivesse extremamente concentrado em algo – O que?

– Eu quero me casar com você.

– O que?

Ele riu devido o choque dela, então se afastou e pegou algo em sua roupa, em seguida mostrando a ela. Era uma aliança dourada fina com uma fileira prateada e uma safira delicada no centro.

– É...lindo. Naruto!

– Eu sei que agora não é o melhor momento para um casamento, e podemos esperar para fazer uma grande cerimônia, mas eu quero que todos saibam que você é minha.

– Baka possessivo! – ela sorriu emocionada, estendendo a mão para ele colocasse o anel e em seguida o beijasse seus dedos sem deixar de olhá-la e fazendo-a perceber que a safira do anel era exatamente da cor dos olhos dele o que o fez apenas ainda mais bonito.

– Até parece que eu não sei que você morre de ciúmes cada vez que me vê com a Torh!

Imediatamente a Hyuuga fechou a cara lembrando aquela ruiva vadia que era e ainda é apaixonada pelo loiro.

– Aquela vadia ruiva – resmungou irritada, mas imediatamente acalmou-se quando o namorado...ops...noivo, a pegou no colo e finalmente a levou para cama.

– Sabe de uma coisa, já que estamos noivos, podemos ter nossa lua de mel.

– Mas isso é apenas depois do casamento, Naruto-kun.

Naruto sorriu e Hinata sabia o que a esperava.

Naruto-kun era insaciável.

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Hanabi sentiu a pomada quente aliviar a dor de seus hematomas, mas não de seu coração. Ela abriu os olhos com dificuldade, seu rosto ainda ardia e ainda era difícil respirar quando muitos de seus pontos de chacra haviam sido bloqueados e comprometidos. O velho castigo dos Hyuugas, ela nunca imaginava que doía tanto e se perguntou como Hinata conseguiu até mesmo ir a uma missão da última vez. Talvez sua irmã não fosse a fraca da família afinal.

– Neji... – ela murmurou emocionada ao ver que era o rapaz que passava a pomada com tanta adoração, infelizmente a vontade de chorar apenas piorava.

– Shii...Os servos me contaram o que houve. Meu tio mandou avisar que o jantar com seu noivo foi cancelado.

A palavra noivo ainda a desesperava, mas ao menos até recuperar-se do castigo doloroso ela poderia adiar isso.

– Ele enlouqueceu Neji...eu não posso me casar com outro...não posso....

– Não pense nisso agora. Descanse.

– me ajude, Neji.

– Eu vou.

E ele iria.

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Ino abriu os olhos lentamente e a primeira coisa que viu foi branco e depois rosa.

– Graças a Kami-sama! Você acordou! – Sakura disse animada e aliviada, enquanto nem ao menos teve a descencia de esperar a resposta da amiga antes de começar a examiná-la.

– O q-que...aconteceu? – ela disse sentindo a própria língua rançosa.

– Você desmaiou e Shikamaru e Chouji a trouxeram para cá.

– Merda. – Automaticamente ela encolheu-se em uma bola, lembrando-se da última coisa que ouvira antes de desmaiar.

Gaara iria se casar.

– Avise os dois que ela está bem, mas que não entrem agora pois preciso conversar com a paciente – Sakura disse a uma enfermeira que imediatamente saiu, deixando as duas sozinhas. A rosada apertou os lábios, indecisa e aproximou-se da cama da amiga deprimida – Como está se sentindo?

– Horrível. – a voz abafada de dentro das cobertas chegou meio chorosa deixando Sakura ainda mais desconfiada.

– Escute, precisamos conversar.

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– Eu não quero! – a loira fez birra, mas a Haruno não podia deixar isso passar e arrancou os lençóis da loira que a olhou em um misto de choro e revolta. – Você não pode tratar seus pacientes assim.

– Mas posso tratar minhas amigas quando elas agem como bebês chorões. – ela hesitou, mordendo os lábios – Precisamos conversar.

– Já disse que não quero.

– Não é uma opção porquinha, eu tenho que contar algo muito sério. – a loira a olhou emburrada – Seus exames chegaram e parece tudo normal, a não ser... – ela engoliu em seco, de repente não sabendo como continuar aquela conversa e a loira franziu o cenho começando a estranhar a reação da amiga.

– O que? Eu tenho alguma coisa, Sakura?

– Tem.

Ótimo. Agora estava doente. As coisas poderiam piorar?

– Você está grávida, Ino.

Poderiam.

– O QUE??????????

They say it's what you make (Dizem que é o que você faz )

I say it's up to fate (Eu digo que depende do destino )

It's woven in my soul (Está enrolada na minha alma )

I need to let you go (Tenho que deixar você ir )

Your eyes, they shine so bright ( Seus olhos, eles brilham tanto)

I want to save their light (Quero guardar a luz deles )

I can't escape this now (Não posso fugir agora )

Unless you show me how (A menos que você me mostre como )

When you feel my heat (Quando você sentir o meu calor )

Look into my eyes (Olhe nos meu olhos )

It's where my demons hide (É onde meus demônios se escondem )

It's where my demons hide (É onde meus demônios se escondem )

Don't get too close (Não se aproxime muito )

It's dark inside (É escuro aqui dentro )

It's where my demons hide (É onde meus demônios se escondem )

It's where my demons hide (É onde meus demônios se escondem )

(Trechos da música “Demons” da banda Imagine Dragons. Tradução by site Vagalume)

Notas finais
É isso, espero que tenham gostado das últimas reviravoltas e quando eu digo últimas, bom é literalmente já que vocês já devem ter percebido que a fic finalmente está chegando ao fim! kkkkkk Mas calma que ainda deve ter uns cinco ou dez capitulos pela frente. Enfim, espero comentários dos leitores dizendo o que acharam. Beijinhos e até o próximo capitulo!