Notas iniciais
Cheguei com mais um capítulo finalizado!! Nem demorou tanto né! Estou me esforçando! Sem mais delongas, eu espero que apreciem ele, que meio que deu uma pequena reviravolta na história, mas foi importante para os momentos finais da história. Espero que realmente gostem. Boa Leitura!

“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.”

William Shakespeare

Aquele dia havia começado particularmente ruim para a loira que vomitava pela segunda vez desde que acordara a menos de duas horas atrás. Por sorte seus pais já haviam saído, mas isso não a deixava menos insatisfeita. Limpando a boca com a costa da mão, ela olhou-se no espelho em cima da pia e dessa vez não se chocou com a imagem catastrófica de seu reflexo.

As olheiras estavam ainda mais fundas e vermelhas ao redor de seus olhos caídos, seu rosto parecia mais magro ironicamente. Após escovar os dentes novamente, ela foi até o quarto e olhou-se no espelho de corpo inteiro, virando-se de lado e observando a própria barriga com concentração, coisa que ela começara a fazer com mais frequência nos últimos dias. Aos poucos, a ideia de estar grávida não a fazia mais chorar e ela começava a se acostumar, apesar de ainda não ter anunciado publicamente nem aos seus pais. Só de pensar que justo Temari já sabia, isso sim, lhe causava ânsia e raiva.

Voltando a auto analise, sua barriga mantinha-se lisa, mas ela já começava a sentir suas roupas ficando mais apertadas principalmente nas áreas dos quadris e seios. Sim, estes definitivamente estavam maiores e por isso, ela decidiu usar um casaco maior por cima de suas habituais roupas ninjas. A poucos minutos havia recebido um chamado da Hokage, e enquanto caminhava até o prédio, ela debatia se havia chegado a hora de contar sobre seu real estado a Sensei.

— Eu tenho uma miss...Que diabos aconteceu com você menina? Parece que foi atropelada por uma manada de cavalos selvagens.

— Obrigada. Eu ainda estou me recuperando de uma gripe.

É. Talvez ainda não. De qualquer forma, poderia manter a mentira da gripe e dissuadir a Hokage de mandá-la para qualquer missão fora da vila.

Ironicamente, minutos depois tudo o que ela queria era uma missão longa e bem longe de Konoha.

— Como vai Yamanaka?

Ele estava ali. Ainda mais ruivo e bonito do que se lembrava. Kami-sama, ela podia sentir as mãos tremerem e a boca seca, enquanto reprimiu imediatamente a vontade de levar as mãos de forma protetora contra a barriga. Percebendo que um silêncio se instalou, ela pigarreou sentindo-se deslocada.

— Estou bem. Quer dizer, me recuperando de uma gripe. Mas fora isso, estou realmente ótima. – ela disse rapidamente forçando-se a sorrir da melhor maneira possível, mas talvez houvesse exagerado ao ver que os dois Kages tinham uma sobrancelha levantada sincronizadamente. Devia ser um pré requisito para a função com um gesto conseguir deixar os outros nervosos. Mas se fosse assim, Sasuke seria o Hokage perfeito. Apesar de que Naruto nos últimos anos também parecia estar conseguindo desenvolver essa técnica do olhar frio-questionador...

— Yamanaka!!

— EU! – ela arregalou os olhos, percebendo que havia saído completamente de orbita e sentiu o rosto esquentar ao ver um leve repuxar dos lábios daquele ruivo imbecil. Automaticamente o embaraço tornou-se raiva e ela levantou o queixo e olhou desafiadoramente, dessa vez provavelmente fora convicente pois ele voltou a olhar para a Hokage e assumir sua pose séria.

— Eu assumi que a senhora providenciaria apenas um time de gennin, ou alguém com experiência em ser uma dama de companhia.

— Algum problema comigo por acaso? – ela disse baixo, mas petulante e dessa vez não hesitou quando ele a fitou com curiosidade.

— Nenhuma. – ele respondeu depois de alguns segundos – Apenas achei que seria um desperdício de um ninja com nível superior. – completou sinceramente o que dessa vez chocou não apenas Ino, como também a própria Tsunade.

Novamente ela se viu presa naqueles olhos verdes tão profundos e engoliu em seco, rapidamente desviando o olhar quando a Hokage voltou a falar.

— Bom, você deve convir que sua noiva é uma princesa e como tal deve ter uma escolta um pouco mais preparada mesmo que ela fique dentro da vila. Além do mais, talvez a princesa se sinta mais confortável na presença de outra mulher.

A cada mensão das palavras “princesa” e “noiva”, Ino sentia cada vez mais vontade de vomitar e cruzou os braços tentando esconder as mãos que continuavam a tremer, e manteve os olhos baixos para não ter mais que fazer contato visual com o Kazekage.

— Sendo assim, estou de acordo.

— Ino? – Tsunade a olhou, franzindo o cenho, notando que a moça não parecia mesmo muito bem – Acha que tem condições de cumprir essa missão.

Nenhuma.

— Sim. Sem problemas. – ela mentiu. – Se for só isso...

— A princesa chegará essa tarde. A encontre aqui em frente e eu lhe entregarei seu cronograma.

— Certo. Com licença. Hokage-sama. Kazekage. – ela disse rapidamente sem nem olhá-lo e virando-se para ir embora.

— Talvez agora possamos tratar sobre alguns tópicos desse contrato de paz. – A hokage disse, remexendo em alguns papeis de sua mesa.

Ela mal sabia que o Kazekage não prestava realmente atenção no que ela falava, seus pensamentos em outra loira que já assombrava seus pensamentos antes...

****

Ela mexia as duas kunais com a mesma destreza que a própria Tenten fazia, entretanto enquanto a mestre das armas parecia deslizar com seus movimentos, a Uchiha era selvagem e firme, seus olhos emanando uma energia fria e ao mesmo tempo obscura que fazia seu adversário temê-la mesmo antes de começarem a luta.

Sakura já havia sentido aquele temor, mas agora enquanto a observava lutar com o adversário imaginário, podia admitir a beleza de sua técnica.

A morena parecia tão concentrada que nem a notava parada há alguns metros do dojo ao ar livre que tinha ao lado da casa principal. Sayuri vestia roupas de treinamentos azuis, uma blusa azul escura com o símbolo do clã nas costas e uma saia preta com um short por baixo. Ela manejava duas kunais com tamanha brutalidade e golpes tão limpos que parecia que ela tinha duas espadas.

— Vai continuar me olhando, ou vai me enfrentar de uma vez?

Aparentemente os Uchihas eram bem mais atentos do que pareciam.

— Eu nunca tinha reparado como vocês dois são parecidos. – A rosada disse, calmamente, sentando-se em uma rocha saliente que tinha por ali. – Até no jeito de lutar.

— Somos do mesmo clã. Isso é meio obvio. – Sayuri resmungou secamente, e Sakura revirou os olhos, divertida.

— Não necessariamente. Vocês não foram criados juntos. Itachi, por exemplo, sua postura era diferente, assim como seus golpes, enfim, tudo.

Normalmente Sayuri jogaria uma Kunai na garganta do algodão doce falante, apenas por ter mencionado o nome de Itachi, mas daquela vez, por alguma razão, não se importou. Talvez por que pela primeira vez, alguém havia falado aquele nome sem aquele tom de raiva ou pena.

— Ele era especial. – ela murmurou, automaticamente parando seus movimentos e observando o muro onde tinha o selo do clã.

— Pode ser. – Sakura disse, a surpreendendo. – Ele sem dúvida tinha algo.

A morena balançou a cabeça, antes que lembranças de Itachi enchessem sua mente novamente, o que seria apenas uma grande perda de tempo.

— Então chiclete sem gosto. Você vai ou não tirar essa sua roupa de pastora de ovelhas e lutar comigo.

— Naah! – Sakura se espreguiçou, passando a mão por seu vestido florido de manguinhas bufantes, por sinal nada parecido com o de uma pastora de ovelhas. – Hoje eu vou sair.

— Então quando?

Sakura a observou percebendo pela primeira vez que a morena realmente parecia decidida.

— Eu não vim para cá para reconquistar o Sasuke ou algo parecido. Eu vim apenas para tentar fazê-lo voltar a enxergar. Não se preocupe. Essa nossa luta não tem mais propósito.

Sayuri piscou, chocada, mas logo estalou a língua em desdém.

— É você quem está confundindo as coisas, algodão doce. Meu propósito é me tornar mais forte, e o amor só serve apenas para te deixar mais fraca. Sabe o que me faz tão semelhante ao Sasuke? Nosso ódio – e dizendo isso, ela voltou a treinar fingindo ignorar a rosada que a observava com o cenho franzido.

Quando Hideo chegou na porta do clã, Sakura levantou-se de onde estava sentada e despediu-se, mas não obteve nenhuma resposta. Dando os ombros, ela foi em direção a saída, mas apenas um passo depois, ela voltou a virar-se para a morena.

— Sabe, você está errada sobre uma coisa. Amar é muito mais difícil que odiar. – e dizendo isso, ela se foi, encontrando o namorado na entrada e sendo recebida por um abraço saudoso.

Ela sentiu-se sendo observada, mas decidiu não olhar para trás.

Sayuri havia parado de treinar mais uma vez, as ultimas palavras da rosada em sua cabeça, enquanto seus olhos mantinham-se fixos na janela da mansão, onde um Uchiha cego estava, ironicamente parecendo ver algo ali fora de que ele não gostava.

***

— Levante-se.

— Não.

— Levante-se logo.

— Me deixe em paz.

— Levante-se agora Hanabi!

— Pra que se você vai me derrubar novamente, Hinata-sama!! – a mais nova praticamente gritou, olhando com fúria para a irmã mais velha que estava em pé a sua frente, parecendo altiva e entediada, enquanto ela estava deitada aos seus pés, com as roupas sujas e o rosto arranhado. Humilhada.

Agora entendia quando zombava da irmã, anos atrás. Era obvio que ela estava se vingando, mesmo que Hanabi já houvesse se desculpado, também há anos atrás.

— Levante-se ou eu a levantarei. – Hinata rebateu, sem se abater e as duas irmãs se enfrentaram com o olhar por alguns minutos, antes da mais nova se dar por vencida e começar a tentar se levantar.

Seus membros estavam tremendo, mas ela conseguiu ser mais rápida dessa vez e quase conseguiu bloquear o ataque de braços da irmã, mas novamente se viu atingida, indo parar de encontro a uma árvore. O fato de não ter caído a fez sorrir, mas seu sorriso imediatamente morreu ao ver os gestos de mão de Hinata que ela conhecia muito bem. Os selos da rajada de vácuo.

Sua mente nublou com o medo instantâneo, mas daquela vez, naquele momento, algo aconteceu. Ela não tentou se proteger debilmente como das outras vezes sua mente mandava. Dessa vez, seu corpo a guiou como se não estivesse conectado com sua mente, e ela virou o corpo para cima, subindo pela arvore, antes que o ataque a acertasse por milímetros de distancia, e continuou até que seus pés tocasse o tronco e a impulsionasse em um mortal que a fez parar atrás da irmã e ir ao seu encontro com um ataque de chacra.

Ela quase acertou a irmã, se a mesma não tivesse desviado e a bloqueado com um braço, deixando assim as duas com os rostos muito próximos fitando-se dessa vez do mesmo nível.

Hanabi tinha um olhar de raiva, mas se desfez ao ver o sorriso da irmã. Aquele sorriso que a muito tempo não via direcionado a si.

— Finalmente. – ela disse se afastando, deixando a mais nova confusa.

— D-do que está falando?

— Você está pensando demais. Seu medo estava nublando suas técnicas que seu corpo já tem memorizadas. Você só precisava deixar seu corpo comandar.

— Por isso estava me irritando?

— Você sempre pensou demais...mas sofreu um trauma grande e sua mente dessa vez só está te atrapalhando. Achei que precisava de um empurrãozinho. – a mais velha deu de ombros e tocou o ombro da irmã que parecia finalmente se dar conta do que fez. – Mais tudo o que eu disse é verdade.

Hanabi bufou.

— Já chega de bancar a mimada, nii-san. Está na hora de voltar a andar com as próprias pernas. – ela disse séria e então bagunçou o cabeça da mais nova, como fazia quando era criança – Vamos dar uma pausa e mais tarde voltamos.

Hanabi viu a irmã sorrir e calmamente ir em direção ao dojo, enquanto ela manteve-se parada, olhando para as próprias mãos, sentindo o formigamento do chacra na ponta dos dedos, dessa vez sem hesitação, a adrenalina ainda correndo pelas suas veias fazendo seu coração bater acelerado e uma sensação feroz tomar conta de si.

Ela só percebera agora o quando sentiu falta daquela sensação.

***

— Sério? Você deixou mesmo Kankurou sozinho cuidando da vila! – Temari olhava o irmão mais novo como se o mesmo houvesse perdido a cabeça. E no fundo, Gaara concordava, mesmo que mantivesse a expressão distante de sempre enquanto bebia seu chá, na companhia do sobrinho e Shikamaru.

— Matsuri está com ele.

— Menos mal. Ainda sim, pode não haver mais vila quando voltarmos. – ela murmurou quase para si mesma e então sorriu – pensando por esse lado, seria até bom, assim não seria mais necessário casamento sem fundamento.

— Vocês não vão mais se casar? – o pequeno Ichigo quase derramou seu suco, enquanto olhava entre Temari e Shikamaru em pânico.

— Vamos meu bem. Estou falando do casamento do seu tio.

— Tio Kankurou disse que ela é kawaii e muito gostosa.

Shikamaru e Gaara quase se engasgaram enquanto Temari sentia uma veia crescer em sua testa.

— Seu tio kankurou é um baka, e você não vai mais ficar perto dele! – ela rosnou. – Seu tio Gaara nunca nem conheceu sua noiva para saber.

— Bom, dizem que a princesa Kaori é realmente muito bonita e... – Shikamaru imediatamente calou-se ao sentir a aura assassina de sua noiva atrás de si.

— O que disse, Shika?

— V-você p-pretende conhecê-la hoje, Gaara? – ele pigarreou.

— Eu não sei. A Yamanaka irá recebê-la e talvez a princesa prefira passar o resto do dia descansando.

— Yamanaka? – Temari de repente parecia atônita, assim como Shikamaru.

— Ino Yamanaka? – ele repetiu, fazendo Gaara olhá-los com desconfiança.

— Receio que a própria.

— Eu achei que ela não teria missões agora com a nova condição dela.

— Nova condição?

— Ela está...

— Gripada!! – Shikamaru interrompeu a princesa e lhe deu um olhar de advertência que a fez suspirar em enfado.

— É. É. Gripada. – ela concordou, indo buscar mais chá. – Ichigo!! O que eu disse sobre deixar seus brinquedos espalhados!!

Enquanto o garotinho foi rapidamente juntar seus brinquedos, os dois homens ficaram sozinhos.

— Bom, ela disse que já está se recuperando. E de qualquer forma, é uma missão simples, apenas como companhia da princesa – Gaara olhou para o ninja de Konoha com desconfiança – Há algo que eu deveria saber?

Shikamaru deu de ombros, voltando a tomar outro gole.

— Não. – respondeu com sinceridade – “A não ser que seja o pai do filho dela.”— pensou com diversão.

***

A carruagem real chamou a atenção de todos, por onde passava, o símbolo da realeza do país de fogo estampado despertando a curiosidade dos aldeões que tentavam ver quem era o membro real que estava na vila. Infelizmente a janela fechada não lhes dava qualquer indicio.

Na frente do prédio da Hokage, a própria Tsunade esperava, vestida as roupas oficiais do Kage, menos o chapéu que Shizuke segurava a contra gosto. A própria ajudante vestia um Kimono bonito e novo, cor de vinho. Kakashi e Ebisu também estavam lá como representantes da ANBU, estes trajando seus uniformes normais. E por fim, Ino que fora instruída a utilizar o colete de jounnin, que colocara por cima de uma blusa preta de mangas até o cotovelo, e a calça de mesma cor igual as de Kakashi e Ebisu, seus cabelos estavam presos no rabo de cavalo alto com a franja presa por um grampo.

Assim, os cinco receberam a carruagem que parou bem em sua frente e quatro guardas reais se posicionaram em um corredor na porta da carruagem. Esta se abriu e um dos guardas estendeu a mão, logo sendo aceita por uma mão enluvada e em seguida a princesa saiu sob os olhares atentos de todos.

A moça vestia um kimono vermelho vivo com mangas tão longas que faziam suas mãos desaparecer, a faixa negra com um grande laço nas costas, abaixo do desenho do símbolo real. A parte de baixo ia até a abaixo do joelho, onde se via uma nova camada do que parecia um vestido por baixo, azul escuro e armado, que impossibilitava de ver seus pés. Seus cabelos estavam por baixo de um grande chapéu de abas.

— Seja bem vinda princesa Kaori. – Tsunade se manifestou com uma mesura respeitosa que foi respondida com um aceno de cabeça vazio da princesa.

— É um prazer conhece-la, Hokage de Konoha. – A voz doce e fina era incrivelmente destoante do tom distante e quase automático que a jovem usava, o que fez os outros se entreolharem.

Enquanto os outros se apresentavam, Ino sentiu algo se chocar contra sua perna e arregalou os olhos ao ver Hime abanando o rabinho para si. A danada deveria ter fugido para ir atrás dela.

— O que faz aqui, sua menina travessa. – ela riu com carinho, enquanto a cadelinha latiu animada.

— Ino?

A loira se assustou com a voz da Hokage e percebeu que todos a olhavam e corou.

— Gomene. Muito prazer princesa!

— Ela será sua segurança e companhia durante sua temporada em Konoha, princesa. – Tsunade tomou a palavra. – Ela é uma jounnin, e uma ninja muito capacitada.

— Meu nome é Ino Yamanaka, a seu dispor. – A loira sorriu com simpatia, mas então todos perceberam que a princesa parecia tensa e olhava para a ninja com o nariz franzido.

— Ótimo. Então se livre dessa coisa.

Um silêncio constrangedor se abateu, antes de Ino finalmente se manifestar.

— Nani?

— Está surda? Eu não ficarei em contato com este animal indigno. – ela fungou, arrogante olhando com puro nojo para a cadelinha que tinha a língua para fora e o rabinho ainda abanando.

Só então Ino percebeu que o “animal indigno” era sua hime. E poderiam ser os hormônios da gravidez, mas ela estava prestes a deformar aquela cara real daquela vadia real. Felizmente kakashi foi mais rápido e se pos entre as duas.

— Eu cuidarei disso. Desse...animal indigno. – repetiu olhando significativamente para Ino que entendeu e se manteve calada, ainda que agora seu sorriso simpático já havia sumido bem junto com sua boa vontade.

— Ótimo. – a princesa fungou com desdém – Eu espero que você limpe as mãos antes de me acompanhar, serva. – ela disse já voltando para a carruagem – Estou cansada, e quero ir aos meus aposentos agora.

— Yamanaka a guiará. – Tsunade disse nervosamente, olhando para a outra loira que deu um sorriso forçado.

— Claro Hime-sama. – disse com falsidade, antes de lançar uma grande careta quando a princesa não estava mais olhando.

— Eu a levarei para casa. – Kakashi sussurrou e Ino agradeceu – Não mate a princesa.

— Eu não garanto nada. – ela resmungou, seguindo a princesa.

Enquanto se afastavam, Tsunade bufou.

— Você acha que Yamanaka a suportará?

— Sim. – Kakashi respondeu fazendo carinho na cachorrinha agora em seu colo – Mas caso sejam atacadas, ela talvez não se esforce muito em proteger a princesa.

A Hokage suspirou.

— Bom, eu acho que é justo para mim. – e dizendo isso, ela voltou para o prédio com Shizume em seu encalço, enquanto Kakashi apenas sumiu em uma nuvem de fumaça.

Sozinho, Ebisu resmungou.

— Merda!! Uma grande perda do meu precioso tempo para nada!!

***

Sakura sentiu uma grande sensação de deja vu de volta ao mesmo restaurante, sentada em frente ao diplomata bem educado que a olhava nervoso. Ele havia dito aquilo mesmo?

Como havia acontecido?

Ele a pegou no clã e lhe deu um beijo, mas ela estava um pouco distraída com a sensação de estar sendo observada e ainda com aquela estranha e confusa conversa que tivera com Sayuri instantes antes, e por isso o caminho até o restaurante foi silencioso. Não era um silêncio desconfortável, era um silêncio agradável, eles estavam de mãos dadas e Hideo lhe sorria mostrando todos os seus dentes brancos, a fazendo lembrar da gargalhada de Sasuke no dia anterior.

Eles chegaram ao restaurante de sempre, ela gostava de lá, era tranquilo e a comida muito boa, o que ela realmente precisava depois de todos aqueles dias sendo obrigada a comer da própria comida. Sasuke dizia que era boa, mas ele viveu anos como um fugitivo, era obvio que estava mais do que acostumado com padrões baixos de alimentação.

Hideo, sempre muito educado, lhe perguntou o que ela gostaria e a acompanhou no pedido. Ela fazia a mesma coisa quando estava com Sasuke, tinha sorte que o Uchiha sempre gostou de comidas saudáveis.

Então lá estava ela e seu namorado conversando sobre as mais diversas coisas, e não apenas um monologo intercalado com algumas expressões de concordância ou frases curtas.

— Então a quanto tempo não nos vemos, seu nome ainda é Sakura? – ele brincou depois de pedir a conta — Você fez aniversário? Pintou o cabelo? Ainda está na mesma altura? Ainda gosta de bolo de sorvete?

A médica riu e não pode deixar de sentir carinho por aquele homem tão compreensível e principalmente, transparente. Tão diferente...

— Certo, certo, eu mereci essa. Nem você dá tantos furos quanto eu nos últimos tempos. – ela murmurou, sentindo-se mal, mas sentiu sua mão sendo envolta pela dele por cima da mesa e lhe dando um aperto carinhoso.

— Não. Você não merece. Eu sei que o que você está fazendo é realmente muito importante. E por mais que eu nunca vá falar isso quando algum dos meus superiores estiverem por perto... – ele riu, mas a olhou – Sasuke Uchiha é um ninja importante para a força da vila, assim como o Uzumaki.

— Obrigada. Você é perfeito demais sabia?

— Não sou, mas agradeço. – nesse instante a atendente lhe entregou a conta que ele pagou e ela se foi. Nesse instante, ele voltou o olhar para a rosada que terminava de comer sua sobremesa.

— O que está olhando? Devo estar toda suja.

— Não. Eu gosto de ver você comer. – ele sorriu – Eu gosto de você.

Foi a vez dela sorrir.

— Eu também gosto de você.

Entretanto, dessa vez ele não pareceu satisfeito e pegou novamente em sua mão a fazendo notar o olhar dele mais profundo em si.

— Sakura. Eu estou apaixonado por você.

E foi isso. Tão rápido o momento descontraído deles pareceu ter se tornado um ambiente desconfortável, enquanto ela tinha os olhos um pouco arregalados e os lábios entreabertos em uma resposta que nunca veio. Por quê?

Porque ela sabia exatamente o que ele estava esperando.

— Eu... – e foi só o que ela conseguiu dizer. E para seu desespero, ele soltou sua mão e deu um sorriso, mas dessa vez era triste e sem olhá-la nos olhos.

— Acho que está na hora de irmos. – ele disse já se levantando e indo embora.

Ela sentia seu coração subindo por sua garganta, enquanto percebia com desespero ele simplesmente ir embora. Ela iria permitir? Ela gostava dele não gostava? Ele a fazia se sentir tão bem! Então por quê?

Rapidamente a kunoichi conseguiu forças para se mover, mas o mesmo já havia saído do restaurante.

— Hideo! – ela chamou e o viu parar e se virar a deixando alcançá-lo – Gomene! Gomene! Você apenas me pegou de surpresa. Eu não quero que me compreenda mal.

— Eu não sou perfeito, Sakura.

— O que?

— Por mais que eu realmente desejo que você consiga ter bons resultados, eu queria muito que não fosse necessário que você cuidasse desse caso.

— Eu sei...eu sei...Obrigada.

— Não me agradeça. Eu apenas sei que você não desistiria dele por mim. E eu estou detestando seu trabalho agora. Se fosse pela minha vontade você realmente nunca colocaria os pés dentro daquele clã amaldiçoado.

— Não fale assim... – ela murmurou um pouco surpresa com a raiva que percebia na voz dele.

Ele suspirou.

— Desculpe. Eu falei que não era perfeito. Mas não entendo como uma moça tão forte e bonita e de coração tão bom, pode ainda gostar daquele Uchiha.

— Eu não... – ela hesitou, desesperada – Não há razão para você achar que eu e ele temos alguma coisa, eu juro, Hideo. Tudo o que nós temos é meramente uma ligação de médico e paciente.

— Você é ingênua se realmente pensa assim, Sakura. – ele passou o dedo por sua bochecha – De qualquer forma, eu estou sendo mandado para uma missão diplomata no país da água. Devo ficar fora no próximo mês.

— Tudo isso? É realmente necessário?

— É. Principalmente para você.

— Eu não entendo.

— Eu realmente quis dizer aquilo, Sakura. Estou apaixonado por você e eu sei que eu posso te fazer muito feliz, mas só se você me der uma chance de verdade.

— Eu estou fazendo isso! – ela bufou sentindo-se irritada e frustrada, quando ele lhe dá um beijinho casto em seu cenho franzido o fazendo relaxar. – Hideo.

— Eu não quero que você sofra, e eu realmente acho que é só isso que o Uchiha lhe trará. Não importa o tempo que passe, um Uchiha é sempre movido pelo seu ódio. É a maldição deles. – ele então se afastou – Pense nisso, Sakura. Eu espero sua resposta quando voltar. – e ele se foi a deixando parada no meio da rua, os olhos com lágrimas não derramadas e as palavras dele em sua cabeça.

***

— Hinata-sama?

Hinata e Hanabi viraram-se ao mesmo tempo para encontrar o primo vestido com suas vestes jounnin.

— Já chegou de missão. – Hinata sorriu, enquanto Hanabi desviou o olhar tentando esconder os hematomas do último treinamento. Ela e Hinata haviam feito uma nova pausa – Quer alguma coisa Neji-nii-san?

— Um gennin veio aqui entregar uma ordem da Hokage que exige sua presença imediatamente.

— Oh... – a herdeira colocou o indicador sobre os lábios olhando para a irmã caçula – Acho que adiaremos nosso treinamento por enquanto Onee-san.

— Eu posso treiná-la enquanto estiver fora.

Hinata pareceu pensar por algum tempo e deu de ombros.

— Bom, eu acho que será melhor. Até mais tarde. Não pegue leve com ela, nii-san! – ela cantarolou e saiu.

Neji olhou para a prima que tinha uma pequena carranca no rosto.

— Algum problema?

— Não. Não. Apenas vamos logo!

Surpreso pela falta de manha da caçula, ele a seguiu e ficou ainda mais surpreso por ela de vontade de própria ir em direção a área aberta onde ela e Hinata treinavam, ao invés do dojo reservado.

***

— Hei moça!

Hinata mal teve tempo de virar-se antes de ser arrastada para um beco. Ela debateu-se, mas logo se viu cara a cara com o rosto debochado de seu noivo.

— Naruto-kun! Você me assustou. – acusou com um bico que ele não resistiu em beijar, mas depois foi a vez dele olhá-la com o cenho franzido.

— Sabe, você realmente é muito distraída e despreocupada para uma Hyuuga não selada e ainda herdeira do clã.

— Nani??? Que tipo de conversa é essa agora?

— Como uma herdeira, você deveria ter mais proteção, ou pelo menos ficar mais atenta e não perambulando pela rua distraída.

— Primeiro que estamos dentro da vila. E segundo, eu sei me cuidar.

— Bom, quando eu for Hokage, suas missões serão bem restritas, e muito bem escoltadas. – ele pensava alto, quase como se falasse consigo mesmo, a fazendo olhá-lo como se ele fosse algum demente.

— Eu não tenho tempo pra isso. A Hokage está a minha espera! – ela resmungou já se soltando, mas ele a puxou de volta – Naruto-kun, a Hokage...

— É mentira. Eu subornei um pirralho.

— Naruto-kun! Eu tenho trabalho.

— Eu também. Mas que tipo de chefe seriamos senão fugíssemos um pouco de nossas obrigações.

— Chefes responsáveis.

— Isso não faz sentido.

— O que? – ela não pode deixar de rir, enquanto ele a carregava no colo. – Naruto-kun! – Mas ela nem teve tempo de reclamar enquanto ele a sequestrava sob o olhar de todos os aldeões da vila. – Estão todos olhando.

— Bom, não é como se namorássemos escondidos. Além do mais é bom para que nenhum almofadinha tente se aproximar de você. – disse sorrindo e a fazendo revirar os olhos.

Eles chegaram ao apartamento de Naruto, e ele a jogava na cama, em seguida jogando a si próprio por cima dela, a fazendo rir, enquanto ele a enchia de beijinhos pelo rosto e onde conseguisse alcançar.

— Naruto! — ela riu, quando ele finalmente a fitou, o cabelo bagunçado e os olhos divertidos.

— Eu estava com saudades. – ele disse parecendo uma criança e a fazendo olhá-lo com ainda mais carinho.

— Eu também. – eles se beijaram lentamente, então para sua surpresa ele se levantou e a puxou para fora da cama.

— Vamos. Eu preparei o almoço.

— VOCÊ preparou o almoço? – ela questionou chocada e preocupada.

— Sabe, a sua surpresa realmente é um pouco insultante! – ela o olhou questionadora e ele finalmente rendeu-se – Okeey, eu pedi comida em um restaurante. Mas eu preparei a mesa. – disse orgulhoso, fazendo a Hyuuga sorrir e lhe dar um beijinho na bochecha.

— Está lindo, Naruto-kun. E parece uma delicia.

— É bom que esteja ou eu vou matar aquele pirralho. – Naruto resmungou, mas sorriu ao ver sua noiva já sentando-se a mesa com olhar guloso.

— Então como está indo na policia? – ela perguntou quando ambos já haviam se servido.

— Chato, mas eu já estou começando a me acostumar. Na verdade não é tão ruim quanto aquele teme faz parecer. – o loiro disse com desdém – Sasuke que é uma mocinha mesmo.

— Ele já teve alguma melhora?

— Na verdade, eu não falei com Sakura recentemente. Ou com o teme. Estive muito ocupado tentando passar mais tempo com a minha noiva. – ele brincou, satisfeito ao ver a Hyuuga corar e sorrir após engolir um pedaço do seu peixe. – E o seu clã chato? – rebateu divertido e foi a vez da morena revirar os olhos.

— Está tranquilo recentemente. Até demais. – ela murmurou – O tempo está passando rápido e em menos de alguns meses eu finalmente serei declarada líder, e então nenhum deles poderá me ameaçar.

Naruto observou a linha tensa entre as sobrancelhas de Hinata, e seus olhos com um brilho duro e decidido que o surpreendeu e encantou. Ela nunca pareceu tão confiante, tão forte, e ele se viu apaixonando-se novamente por mais essa nova faceta da Hyuuga.

Mas tão rápido como surgiu, a expressão dura foi relaxando até sua Hinata voltar a ter os olhos brilhando animados para a yakissoba que ele pedira especialmente para ela.

— O que? – ela perguntou piscando, assustada ao perceber o olhar fixo dele, mas o mesmo apenas deu de ombros.

— Nada. Apenas que ta sujo aqui – ele disse apontando para a bochecha dela que arregalou os olhos e tentou limpar – Nah! Peraí. – então ele arrastou a cadeira pra mais longe e pegou o queixo dela com gentileza, entretanto ao invés de limpar sua bochecha, prensou sua boca contra dela em um beijo surpresa.

— Tarado! – ela resmungou, ainda contra a boca dele que soltou uma risadinha e se afastou.

— Eu não tenho culpa se você é toda gostosona.

— Naruto-kuuun!! – ela o repreendeu ficando vermelha e enfiando uma grande quantidade de comida na boca dele para calá-lo.

Assim, em meio a esse ambiente descontraído, eles passaram sua tarde namorando.

***

Neji a ataca, e ela desvia com facilidade, girando seu corpo no ar e quase o acertando no peito dele com um juuken que conseguiu apenas fazer um rasgo em sua túnica. Ela foi em sua direção com uma serie de ataques apenas com as mãos que ele conseguia se desviar sem nenhuma dificuldade, o que apenas a irritou ainda mais. Ela podia sentir sua velocidade aumentando, e logo o tinha encurralado em uma parede, mas ela não ficou satisfeita e o atacou com tudo o que tinha. Ele provavelmente seria ferido se continuasse apenas se defendendo, mas seus reflexos dessa vez falaram mais alto e ele segurou o braço da mais nova com destreza guiando seu ataque para o lado oposto e conseguindo acertá-la entre as costelas a empurrando para trás.

Ele ficou assustado e surpreso com a obvia evolução da prima, mas não pretendia feri-la, por isso aproximou-se com rapidez ao ouvir o gemido fraco. Grande erro. Em uma rasteira rápida, ele caiu no chão de maneira vergonhosa, e sentiu o peso dela em cima de si. Ela era leve, sem dúvidas, não seria difícil livrar-se de seu aperto, entretanto foi pego de surpresa quando a mesma se abaixou e colou seus lábios nos dele.

No segundo seguinte, ele a afastou, levantando-se tão bruscamente que a empurrou para o chão. O movimento abrupto chocou os dois, por mais que ele não demonstrasse, e apenas estendesse a mão para a mais nova, que aceitou a contra gosto.

— Talvez seja o suficiente para esta tarde. – ele disse e a ouviu bufar.

— Por quê?

— Treinamos durante toda a tarde.

— Não!! – ela praticamente gritou e ele percebeu que ela tremia e olhava para baixo – Por que se casar comigo se não quer nem ao menos me beijar? – ela finalmente o olhou e seus olhos estavam cobertos por lágrimas não derramadas – Pra que aceitou o desafio? – ela esperou uma resposta que não veio de imediato, o que só aumentava sua fúria e decepção – POR QUE NEJI?

— Porque eu prometi protegê-la.

Ela fechou os olhos ao ouvir aquelas palavras e reprimiu um grito de raiva.

— Hanabi! – ele chamou, mas era tarde demais, ela já havia partido.

***

— Serva.

Ino cerrou os dentes e fechou os olhos para não matar aquele projeto de princesa de araque que havia lhe atormentado durante todas as poucas horas que passaram juntas.

Desde sua chegada ao hotel, a princesa se mostrou nada menos do que uma criança mimada e mesquinha que deu a Ino os maiores tipos de ordens estúpidas, como tirar sua roupa, pentear seus cabelos – que a kunoichi descobriu serem tão loiro quanto o seu, apesar de mais curtos. – desarrumar suas malas, afofar seus travesseiros, até mesmo ajudá-la no banho e agora a ajudava a colocar seu kimono real para seu encontro com seu noivo.

— Mais apertado. Você é bem fracote para uma ninja. – e a loirinha desdenhou, enquanto segurava-se no alicerce da cama e Ino amarrava mais forte a fita do kimono em sua cintura.

“Você vai ver, sua pirralha mal educada!”

A princesa soltou um grito estrangulado quando a fita em sua cintura ficou tão apertada que quase a fez ficar com falta de ar. Entretanto, ao olhar-se no espelho, estava perfeita.

— Finalmente! – ela exclamou, e estreitou os olhos ao ver a kunoichi de Konoha ter a audácia de sentar-se em sua cama – O que pensa que está fazendo? O meu cabelo ainda não está pronto.

Ino resmungou, mas respirou fundo, tentando ignorar a sensação de tontura que começava a se instalar em seu corpo. E se não bastasse ainda teria que ver aquele Kazekage mais uma vez.

Uma hora mais tarde, as duas entraram na sala de visita dos aposentos da princesa, que trajava além de seu Kimono branco com flores de Sakura na borda, também tinha os cabelos presos em uma trança de lado, e segurava um leque vermelho do símbolo do fogo.

Gaara já as esperava, e com a postura rígida e formal, fez uma mesura a entrada das duas damas.

— Princesa do fogo. É um prazer conhecê-la. – ele disse sem nenhuma emoção, demonstrando para qualquer pessoa com bom senso que aquilo não poderia estar mais longe da verdade. Ino teve vontade de revirar os olhos com tamanha falta de sentimentos.

Para a sua surpresa, entretanto, percebeu a princesa mimada segurar sua mão disfarçadamente e pode senti-la gelada e tremula. Diferente do Kazekage sem sentimentos, ela era muito perceptiva e rapidamente se deu conta que a princesa estava em pânico e apesar da mesma ter lhe atormentado durante a tarde, e mal tratado Hime, a kunoichi retribuiu o aperto de mão de forma carinhosa e a empurrou gentilmente, conseguindo tirá-la de seu transe.

Funcionou e a mesma fechou seu leque rapidamente e retribuiu a mesura um pouco mais confiante, após finalmente largar a mão da Yamanaka.

— É um prazer conhecer meu futuro marido.

As palavras atingiram Ino como um duro golpe de realidade e ela prendeu a respiração, tentando manter-se calma.

— Yamanaka. – Gaara a cumprimentou e a mesma se viu completamente dentro da atenção do ruivo.

— Kazekage. – ela suspirou e desviou o olhar.

Um silêncio se estendeu por alguns instantes, até kaori sentar-se em uma das poltronas e convidar o ruivo a fazer o mesmo.

— Eu vim aqui, para cumprir parte do nosso contrato. – ele disse direto, não sabendo exatamente porque escolhera justo aquela palavra, mas de todo não pareceu incomodar a princesa. Então ele pegou algo em seu bolso que se mostrou ser uma caixinha de marfim e ao abri-la havia um anel de ouro com uma enorme pedra de diamante.

Pela primeira vez a princesa pareceu ter alguma boa reação e praticamente pulou em direção a joia.

— É incrivelmente fantástico e perfeito. A joia mais linda que eu já vi. Vejo que a fama das joalherias de Suna é verdadeira.

Gaara não esboçava qualquer reação, não parecendo realmente surpreso ou satisfeito com a apreciação da princesa pelo anel, mas seu olhar foi para a loira em pé que mantinha-se tão quieta como ele nunca havia visto, mas logo percebera que havia algo errado. E mesmo antes que a princesa ou ele próprio se desse conta, levantou-se de seu assento e foi até a Yamanaka a tempo de impedir que a mesma caísse no chão.

— Ino! – ele chamou, vendo os olhos azuis se fecharem fracamente.

— Gaara... – foi a última coisa que ela disse antes de cair na inconsciência.

***

— Neji? – o murmúrio surpreso foi o suficiente para ele perder sua concentração do Byakugan e olhar em volta.

No meio do campo de treinamento 5, estava a mestre das armas, a sua frente um boneco alvo massacrado pelos mais diversos golpes, e ao seu lado outros no chão em estado ainda pior.

Havia saído para procurar Hanabi depois da discurssão, e acabou sem perceber no local onde treinava com sua antiga equipe.

A kunoichi continuava a olhá-lo com curiosidade, ela não vestia sua habitual roupa ninja, mas shorts pretos e uma regata branca soltinha, mas que deixava em evidencia sua cintura fina e seus seios medianos. Tenten havia se tornado uma mulher linda sem dúvida, mas seu ar de moleca foi o que sempre encantou o Hyuuga, enquanto pegava-se admirando os cabelos chocolates presos em dois coques com algumas mechas rebeldes caindo pelos seus olhos.

— Por acaso veio treinar? – ela perguntou rindo.

— Eu estou atrás de Hanabi. – ele disse sério, observando como o sorriso expontaneo dela se transformava em um meio sorriso sarcástico.

— É claro que está. – ela ironizou – Soube de sua luta e seu noivado. Parabéns. – ela nem tentou parecer sincera, quando virou-se para acertar o boneca, dessa vez com uma kunai atravessando seu peito.

Neji não achou necessário ficar e virou-se para voltar a procurar pela prima, quando novamente escutou a voz da ex-namorada.

— Diga-me Neji... – ele parou e a encarou, mesmo que ela continuasse olhando para o boneco de treinamento – Você gostava de mim? Pelo menos um pouco.

Ela sentia-se tão estúpida, mas ela precisava saber para fazer algum sentido em sua mente e talvez assim acalentar seu coração.

— Eu nunca menti para você.

— Também nunca me deu qualquer certeza. – ela suspirou e finalmente se voltou para ele e aproximou-se até estarem cara a cara – O que tivemos significou alguma coisa para você? Eu signifiquei? E não me venha falar sobre amizade e companheirismo. – ela resmungou.

— Onde está Rock Lee? Vocês andaram muito juntos ultimamente.

No fundo de sua memória, a kunoichi lembrou-se da insinuação do amigo sobrancelhudo sobre o ciúmes do Hyuuga, mas tirou isso de sua mente.

— Isso não interessa. Não fuja da minha pergunta. – disse decidida – Será que você gostou pelo menos um pouquinho de mim, antes de toda essa confusão com sua prima e seu clã? – e sem se conter, ela aproximava-se mais, como se tivesse algo a chamando e ela não pudesse evitar.

Ele mantinha-se em silêncio, mas não a afastava. Ela fechou os olhos sentindo o cheiro amadeirado dele, que a muito tempo não sentia.

— Eu ainda amo você. – ela sussurrou, levantando o rosto devagar para fitá-lo, mas foi inteceptada ao sentiu as mãos dele em seu pescoço e os lábios dele contra o seu.

E ela não teve qualquer duvida em levantar os braços e enfiar as mãos entre os cabelos sedosos que ela tanto gostava, em imprensar seu corpo contra o dele e senti-lo lhe devorando os lábios daquele jeito possessivo que apenas ele a beijava.

A Kunoichi se entregou aquele beijo tão necessitado sem nenhuma amarra, ela já havia decidido afinal e aproveitaria cada segundo.

O Hyuuga logo tinha os braços em sua cintura e a empurrou para a árvore mais próxima, a imprensando ali, sem deixar de sugar seus lábios com uma força quase raivosa, como se toda a sua frustração dos últimos dias estivesse sendo dissipada ali. E Tenten não reclamaria em ajudá-lo.

Ela gemeu quando ele desceu os beijos para seu pescoço e mordeu um pedaço de pele do seu ombro. Ela apenas puxou seus cabelos quando ele levantou uma de suas pernas e com a outra mão envolveu seu seio mesmo ainda coberto pela camisa.

Talvez em um breve momento de consciência, ela o afastou, apenas para em seguida, o puxar por entre as arvores da floresta que rodeavam o campo de treinamento até chegar em um local onde ninguém ia, ou pelo menos ela esperava, de fato ela não ligava de todo. Estava necessitada e decidida.

Foi a vez dela empurrá-lo contra uma arvore e atacar sua boca com volúpia, esfregando seu corpo contra o dele e gemendo manhosa e satisfeita ao sentir as mãos ríspidas segurar seu corpo com uma firmeza quase brutal. E com essa mesma brutalidade, virá-la novamente contra a árvore e fazê-la olhá-lo.

— Não deveríamos... – ele começou, mas ela imediatamente o deteve prendendo seu corpo no seu.

— Não importa. É o que queremos não é. Então não importa. – ela ofegou, soltando os coques e fazendo seus cabelos caírem longos até a altura dos seios, em seguida desamarrando o kimono dele e suspirando ao sentir o peitoral branco e frio que ela conhecia bem.

Nesse momento até mesmo Neji achou que não conseguia parar e voltou a beijá-la, enfiando seus dedos entre os seus cabelos e guiando o beijo a sua vontade, sentindo-se cada vez mais excitado ao ter aquela mulher tão forte, completamente mole em seus braços.

Então nenhum dos dois mais tinha qualquer consciência ou duvidas e se entregaram de vez aquele fogo que os consumia pouco a pouco. Ele logo tinha abaixado os shorts dela e colocou uma perna entre as suas friccionando o seu centro e a ouvindo grunhir necessitada, levando as mãos as calças dele e tocando em seu membro já duro.

— Vamos Neji! Rápido! – ela ofegou, quando conseguiu abaixar as calças dele o suficiente para seu pau sair.

Ele fechou os olhos, achando que ia explodir apenas por sentir as mãozinhas dela segurando seu pau. Infelizmente seus meses de frustração sexual não deixaria que ele esperasse nenhum minuto sequer, então sem qualquer delicadeza, ele a segurou pelas pernas bem torneadas a levantando sem qualquer dificuldade, e gemendo junto a ela quando a penetrou devagar, sentindo a entrada molhada e apertada envolver seu pau completamente fazendo ambos sentirem uma de prazer instantâneo.

— Neji!!! – ela gritou de olhos fechados, tentando segurar-se contra o trenco da arvore enquanto era imprensada pela mesma a cada vez que ele entrava dentro dela com força, bem fundo fazendo gemidos estrangulados subir por sua garganta sem que ela pudesse se conter.

Era tão bom. Tão perfeito. O vai e vem sem qualquer cuidado, as mãos dele a segurando com força enquanto metia dentro dela e podia sentir o corpo dele todo duro contra o dela a cada vez que ele a imprensava com o tronco áspero.

O calor apenas aumentava dentro e fora de seus corpos, uma fina camada de suor envolvendo seus corpos, quando ela tentou levantar a própria blusa e tocou os seios – já sem a faixa de proteção – sentindo os bicos duros e sensíveis, mas não pode continuar, pois logo sentiu a boca dele envolver seu mamilo direito a fazendo jogar a cabeça para trás e voltar a olhá-lo com os olhos semicerrados, e perceber que o mesmo continuava fitando cada gesto seu, sem parar de mamá-la ou de fodê-la.

E foi dessa maneira que Hanabi os observou há alguns metros de distancia. Ela os estivera observando durante todo o tempo, até o momento em que eles chegaram ao ápice e Tenten gritou de prazer, antes de ser inundada pela semente de Neji.

***

Ino acordou ainda zonza, mas achou que ainda estivesse em um sonho ao ver aqueles olhos verdes tão próximos e uma luz forte quase a cegando. Então aos poucos sua vista foi mantendo o foco e ela reconheceu o lugar onde estava, e nos braços de quem.

— O que aconteceu? – ela conseguiu murmurar, sentindo sua língua ainda grossa.

— Você desmaiou. – ele respondeu imediatamente, enquanto a ajudava a se levantar. Estavam apenas os dois na sala de visita. – O médico já está a caminho.

— O que? – ela quase gritou – Eu não preciso de médico nenhum!! Eu estou bem. Apenas esqueci de almoçar. Só isso. – Acabou sendo mais ríspida do que pretendia, mas a realização de que estava sozinha em uma sala com aquele ruivo a deixava ainda mais nervosa.

— Você deveria ser mais cuidadosa no estado em que se encontra. – ele ressaltou e a viu ficar pálida, enquanto o olhava com os olhos assombrados.

— Que estado? D-do que está falando? O-oque f-falaram pra você?

— Você disse que está se recuperando de uma gripe. – Dessa vez ele a olhou desconfiado e a loira quis bater em sua própria testa por estar agindo como uma louca. – Tem certeza que está bem Yamanaka?

— Sim! Eu agradeço sua preocupação, mas não há necessidade para isso. E nem para médico algum. – ela tentou parecer o mais calma possível, mas seu nervosismo era palpável. – Onde está a princesa?

— Se retirou aos seus aposentos. Você pode ir por hoje. Outro ninja foi mandado para protegê-la pelo final desse dia.

Ino quis realmente retrucar, mas sentia que precisava mesmo de um bom descanso.

— Por que não foi embora também? – ela perguntou, mas logo fez uma careta de arrependimento.

— Eu suponho que não seria educado deixar uma moça desmaiada sozinha. Nem prudente.

— Uhn...claro. Claro. – ela forçou um sorriso – Bem, então eu já vou.

— Eu a acompanharei.

— Nani? Não precisa!

— Se eu não a conhecesse Yamanaka, diria que está com medo de mim – ele debochou e ficou satisfeito ao ver um brilho imediatamente faiscar nos olhos azuis.

— Ora enxergue-se Sabaku!! Eu não tenho medo algum de você! – ela rebateu irritada e ele não sabia porque, mas o agradava mais vê-la assim. – Você realmente se acha demais! Com sua licença, kazekage-sama! – ela ironizou, indo em direção a porta, mas foi segurada pelo braço e se viu novamente muito mais próximo do que pretendia daquele ruivo endemoniado. – Mais alguma coisa?

Eles se observaram por um longo minuto, até que ele a deixou ir. Em silêncio, ela foi rapidamente até a porta, mas ao abri-la virou-se novamente para ele.

— E mais uma coisa. Você não me conhece! – ela exclamou, antes de fechar a porta, irritada, deixando para trás um Kazekage extremamente inquieto.

Ele a beijaria. Kami-sama, ele seria imprudente o bastante para beijá-la no quarto ao lado de sua noiva, e sabe Kami mais o que poderia acontecer. Aquela loira estava mexendo com sua cabeça mais uma vez, e ele tinha que começar a ter mais cuidado com o que estava se metendo.

No caminho de casa, Ino reprimia as próprias lágrimas, e a vontade de gritar de frustração. Ela já tinha tantos problemas, ela tinha um filho agora, não podia mais se deixar levar por sentimentos estúpidos, e definitivamente deveria se afastar daquele ruivo que não a deixava pensar direito quando estava muito perto.

***

Neji observou a kunoichi vestir-se e nem precisou do byakugan para notar as marcas arroxeadas em seu corpo e detestou-se por seu descontrole. Ele havia se vestido também em silêncio, tentando descobrir o que fazer nos próximos minutos, mas tudo o que conseguia era sentir-se um canalha aproveitador. Ainda sim, algo havia se renovado.

— Sobre a sua pergunta...

— Não importa. – ela o interrompeu categórica, terminando de recolocar as faixas de proteção e vestir sua blusa. Ela finalmente o olhou. – O que fizemos foi incrível. E eu não me arrependi. – ele voltaria a falar, mas ela ergueu a mão o impedindo – Mas foi a última vez. O que quer que poderia ter acontecido, ou o que eu sinto, ou a sua resposta para aquela pergunta, não importa mais. Vamos seguir nossas vidas a partir de agora, como se nunca tivéssemos acontecido nada.

— O que quer dizer?

— Eu escolhi pra você. – ela respondeu sem qualquer hesitação, mas então riu, mesmo que seu sorriso não chegasse aos seus olhos – Ou aceitei sua escolha, seja lá o que for. O que eu disse a você não era mentira, eu queria ter te dito uma ultima vez, e eu admito que queria te sentir também. – ela suspirou, engolindo a vontade de chorar que subiu por sua garganta. – Mas agora já acabou e vamos finalmente seguir nossas vidas. Eu não vou mais te questionar sobre suas decisões no clã e ficarei feliz se eu, você e Lee, voltarmos a ser amigos. Acho que é o melhor para todos. – ela suspirou e tentou sorrir. Tentou achar engraçado a expressão completamente confusa do grande Hyuuga Neji, mas estava quebrada demais para conseguir, e então virou-se em direção ao campo de treinamento – Eu acho melhor eu ir agora, e você voltar para o clã pois Hanabi já deve ter voltado. Até...até logo Neji. – e dizendo isso, ela se foi. Sem esperar qualquer resposta.

Deixando para trás seu amor. Ela havia tomado a decisão afinal. E nunca ouviu a resposta para sua pergunta.

— Eu sempre gostei de você.

Hanabi tinha as costas contra uma das árvores, escondida pelo ponto cego do Byakugan. Ela tinha suas próprias respostas agora.

***

Hinata riu, prevendo a bronca que levaria de Hiashi por não ter comparecido a ultima reunião do consselho, mas depois do almoço, acabou caindo no sono com Naruto e quando acordou já era bem tarde. Ele ainda tentara dissuadi-la a voltar só no outro dia, mas ela conseguiu resistir e prometeu que no próximo final de semana, seria só dele.

— Moça? – a voz alta e grossa a fez virar assustada, mas sorriu ao ser puxada por aquele loiro, até um canto escuro.

— Você realmente tem que parar de ficar me arrastando para becos escuros – ela riu e ele a abraçou. – Esqueci alguma coisa? – perguntou, de repente sentindo algo um pouco estranho.

Uma sensação incomoda a fez se afastar lentamente do noivo que continuava a olhá-la sorrindo. Algo estava muito errado.

— Você não é o Naruto-kun. – as palavras saíram de seus lábios antes mesmo que seu cérebro processasse o que isso significava, e ela arregalou os olhos ao sentir ser acertada com o golpe que a fez desmaiar.

A última coisa que lembrava era da risada macabra de seu sequestrador.

***

— Hei maninho. – Temari cumprimentou, sentada em um dos sofás da sala, deixando seu livro de lado. – Como foi conhecer a sua futura esposa?

— Como o esperado. – ele disse sem emoção, em seguida dando um olhar em volta – Onde estão Ichigo e Shikamaru?

— Saíram para visitar o gorducho ou sei-la-quem. – ela disse sem interesse – Mas me conte, a princesa é tão gostosa como dizem? – ela riu – Ela deve se uma princesinha mimada.

— Eu não sei. Yamanaka desmaiou hoje então nosso encontro foi um pouco rápido.

Dessa vez ele observou a irmã ficar tensa e com uma pontinha de preocupação que ela conseguia esconder bem, menos dele.

— O que aconteceu? Ela está bem?

— Achei que não gostasse da Yamanaka. E agora está preocupada com ela.

— Não é preocupação. Mas pelo amor de Kami né, eu sou mãe agora, estou mais sensível ao sentimentos alheios. – ela ironizou, mas percebeu que ele não se convenceu.

— Vamos Temari. O que há com a Yamanaka que está mais estranha que o normal.

— Eu não sei. – ela deu de ombros, mas Gaara continuou a fitá-la – Eu não faço ideia. Por que justo eu saberia afinal? – ela tentou fazer sua maior cara de inocente. Sem sucesso. – Gaara! Eu.Não.Sei!!!!!

— Temari.

A princesa bufou alto, se dando por vencida.

— Ta boooom!!! – ela berrou irritada — Aquele não era problema dela afinal. Se todos estavam obcecados pela Yamanaka, ela que escondesse melhor seu segredo. – Não é grande coisa afinal!

— Temari!

— A Yamanaka está grávida, pronto! Falei mesmo!!

— Temari!! – Mas dessa vez o chamado do seu nome veio da porta onde Shikamaru a olhava chocado e irriado.

A princesa voltou a bufar. Shikamaru a olhou em repreensão. Ichigo observou tudo com curiosidade. E Gaara? Bem, o Kazekage passou por Shikamaru e Ichigo e saiu casa, deixando um silêncio macabro pairando para trás.

***

Naruto chegou ao prédio Hokage bufando por ter sido chamado àquela hora da noite, quando já estava prestes a terminar o dia e voltar para casa onde teria uma maravilhosa noite de sono.

— O que foi agora vovó? – ele perguntou já entrando na sala, mas ficando surpreso ao encontrar não apenas a Hokage, mas também Kakashi, alguns anbus e muitos Hyuugas, dentre eles Neji e o próprio Hiashi.

— Naruto Uzumaki, você foi chamado aqui por um assunto muito sério. – Tsunade começou, mas foi interrompida pelo grito de protesto de Hiashi.

— Pare de tratar esse demônio como alguém importante, Hokage! Eu exijo esse monstro enjaulado imediatamente!

— É você quem vai ficar enjaulado seu velho bastardo, e eu vou chutando seu traseiro todo o caminho!! – Naruto rosnou, já furioso e depois olhando para todos que pareciam tensos. – O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI AFINAL?

— Naruto. – Kakashi finalmente começou a falar, com calma – É Hyuuga Hinata. – ele disse com cuidado, mas imediatamente todos viram o corpo do ninja ficar tenso – Ela foi sequestrada.

— O QUE? – Naruto arregalou os olhos, um sentimento que a muito tempo não sentia tomando conta de si. O medo. – COMO?

— Só sabemos que alguém a levou da vila.

— VOCÊ A LEVOU! – Hiashi voltou a berrar.

— O que esse maldito está falando? – Naruto rosnou tentando controlar o próprio temperamento.

— Testemunham afirmam terem visto você e ela hoje na hora do almoço. E no fim da tarde, você saiu com ela em seus braços e ela nunca mais foi vista.

— Eu não estava com ela no fim da tarde. Ela voltaria para o clã. – ele disse baixo.

— DEMÔNIO MENTIROSO. EU EXIJO QUE ELE SEJA PRESO!

Então todos puderam sentir a fúria assassina vinda de Naruto e Tsunade se colocou entre eles na tentativa de acalmá-los e olhou para o loiro com firmeza.

— Naruto Uzumaki. Você será detido para prestar esclarecimentos do sequestro de Hyuuga Hinata.

***

Estava escuro e frio. Sua consciência voltava aos poucos, mas ela não conseguia se mexer. Estava presa em uma cadeira e tinha os olhos vendados com algo que impedia que ela utilizasse seu Byakugan.

O pânico começou a tomar conta dela, mas ao tentar gritar percebeu que também estava amordaçada.

Ela ouviu passos se aproximando e então uma risada que ela lembrava muito bem.

“- Você não é o naruto-kun”

— Uma Hyuuga. Uma herdeira não selada. – a voz fria e risonha estava muito próxima – Mas que sorte! Eu vou adorar me divertir com ela.

— Ela tem que ficar viva. – outra voz, entediada, disse – Pelo menos por enquanto.

— Ah não, mas eu não vou matá-la! Mas ninguém disse nada sobre ela voltar inteira não é?!

E Hinata ouviu uma grande gargalhada. A gargalhada macabra que a fez temer por sua vida.

E depois tudo o que sentiu foi dor.

Notas finais
Ai Tenso! kkkkkk Alguns não vão ter gostado do que eu fiz, mas entendam que nem tudo pode ser flores para nossos amados personagens! O DRAMA é importante! Os próximos capítulos terão ainda mais grandes reviravoltas, por isso aguardem fortes emoções! kkkkkk Aguardo suas reviews com suas opiniões. Beijinhos! Até a próxima.