Notas iniciais
Mais um capitulo gente, desculpem a demora...de novo! Esse capitulo será dividido em dois, devido a toda uma explicação por causa do sequestro da Hinata. Admito que esse deve ter sido um dos capitulos mais difíceis para eu escrever devido a minha total falta de criatividade se tratando em lutas e sequestros. Já vou logo me desculpando! De qualquer forma, eu espero que gostem e que consigam entendê-lo! Boa leitura.

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."

Martin Luther King

— Naruto Uzumaki, você sabe por que está aqui?

— Porque vocês são uns escrotos babacas que ainda acreditam naquele saco de merda Hyuuga.

— Eu sugiro que você comece a levar a sério este interrogatório, jiinchuriki.

O loiro deu um meio sorriso frio e maldoso em direção ao ninja de preto com óculos.

— Oh, agora eu sou um jiinchuriki. Antes eu era um herói que salvou a vila.

O outro, entretanto, permaneceu imperturbável diante da acusação velada e começo a fazer selos silenciosos com as mãos, quando a porta da sala foi aberta, bruscamente.

— Já chega Ebisu. Os conselheiros e Hiashi não estão mais aqui. – Kakashi disse com uma voz quase de tédio e Naruto franziu o cenho enquanto via o outro jounnin dar de ombros e se afastar, saindo da sala, enquanto Kakashi arrastava uma cadeira e sentava-se.

— Então tudo isso foi uma cena?

— Nem tudo. – o ex sensei suspirou esfregando as temporas e olhou para o loiro com cuidado – Ainda não encontramos nenhuma pista do paradeiro de Hinata e você ainda é a última pessoa que a viu aqui na cidade.

— Eu não sequestrei Hinata!!!! – Naruto quase gritou, irado. Enquanto aquele circo continuava, Hinata estava nas mãos sujas de um bastardo que morreria em breve.

Ele não teria piedade. O pobre idiota não deveria fazer ideia que sua vida medíocre estava com os dias contados no momento em que encostou em sua noiva. Iria achá-la, e se aquela palhaçada não terminasse logo, ele explodiria o prédio e sairia por conta próprio.

— Não faça isso, por favor. – O ex sensei mostrou que conhecia o ex aluno melhor do que muitos e Naruto não pode deixar de sorrir secamente.

— Então não me faça perder tempo. – ele cuspiu de volta.

— Escute antes de explodir Konoha para ir atrás de Hinata. Tsunade “prendeu” você – nesse instante ele fez aspas com as mãos — ...porque ela precisava tomar uma atitude imparcial, e também porque assim podemos conversar com calma e descobrir uma forma de realmente descobrir o que aconteceu. Seja o que for, nem mesmo os cachorros dos Inuzukas conseguem sentir o cheiro e não há rastros de chacra. É como se simplesmente ela... – ele hesitou nesse ponto, percebendo um brilho obscuro nos olhos azuis. – Espere...

Mas foi tarde demais, cadeiras e a mesa de madeira se chocaram contra a parede, do mesmo jeito que ele sentiu-se sufocado com a explosão de chacra da Kiuube.

— Kakashi-sensei.. – ele ouviu Ebisu lá fora.

— Está sob controle. – ele disse, incerto, percebendo Naruto tremendo, os olhos abaixados e o cabelo esvoaçando devido a corrente de chacra que começava a querer fugir. – Acalme-se, eu não acho que alguém teria o trabalho de vir aqui para matar Hinata. Obviamente eles querem alguma coisa.

— O que?

— Eu não sei! Mas nesse momento a última coisa que Hinata precisa é que Konoha tenha que se preocupar com a Kyuube ao invés de procurá-la.

Como esperado, foi o suficiente para aos poucos, o loiro conseguir controlar o chacra do demônio novamente e olhá-los com os olhos azuis tempestuosos.

— O que vamos fazer?

— Quando foi a última vez que viu Hinata...

— Sinceramente foi mais difícil do que esperávamos. Você vivia grudada naquele garoto demônio, e é obvio que não poderíamos tentar nada enquanto ele estivesse por perto. – a voz aguda e arranhada parecia se divertir enquanto conversava com sua vitima.

Hinata tentou ativar o Byakugan, mas tudo o que conseguiu foi uma dor aguda em seus olhos que a fez grunhir de dor e o outro gargalhar.

— Oh que rude para uma herdeira não prestar atenção na conversa. Será que eu não lhe contei? Eu apliquei em você uma coisinha que faz seu chacra diminuir radicalmente. Eu não tentaria usá-lo mais ou acabará morrendo. E nós não queremos isso não é?! Bom, eu não ligo, mas aparentemente precisamos de você viva...por enquanto. – ele riu – Enfim, onde eu estava? Ah sim, aquele jiinchuriki intrometido, e metido! Tão irritante e possessivo, sempre a observando de longe com aqueles sapinhos nojentos dele! Eu realmente já estava ficando frustrado, mas sabia que precisaria dele longe ou nunca poderia ser rápido o suficiente para sair com você da vila.

— Eu paguei um moleque para tirar Hinata do clã estúpido porque ela me fez prometer que não causaria mais nenhum tipo de confusão, e como eu não sou muito bem vindo, eu tenho que ser mais esperto do que aqueles almofadinhas. – Naruto bufou, olhando para Kakashi, ambos sentados em cadeiras novas – Então ela veio, e eu a levei para a minha casa para podermos ter um tempinho a sós, se é que me entende. – ele ironizou vendo o mais velho revirar os olhos – Tinha pedido para um pirralho do restaurante trazer a comida predileta dela e a surpreender. – Nesse ponto, ele murmurava olhando para o chão com melancolia – Passamos a tarde juntos, e ela me contou que não via a hora de assumir o clã e não precisar mais temer os velhotes inxiridos que fazem de tudo para que ela não assuma.

— Neji e Shikamaru estão investigando o clã, para saber se há alguém envolvido.

— Então nós acabamos dormindo. A verdade é que eu estava realmente cansado e quando acordei, ela já tinha ido embora e deixado um bilhete – ele deu um meio sorriso triste, relembrando como sentia-se sempre uma donzela, quando a Hyuuga fazia esse tipo de coisa. Então bufou – Eu sempre fico de olho nela quando sei que ela não está no clã. Chamo um dos sapinhos de Gamabunta para protegê-la! Porque ela é uma boba que não tem o mínimo de cuidado com a própria vida!! Eu disse a ela que deveria prestar atenção, mas ela...ela simplesmente diz que se sente segura na vila! Baka!!!!! – ele rosnou, fechando os olhos com força, sentindo lágrimas quentes caírem por sua bochecha e só então ele perceber que estava chorando. – Mas hoje eu estava tão cansado e fui descuidado...

— Não foi culpa sua, Naruto...

— Não! – o loiro rosnou, e Kakashi prendeu a respiração ao ver os olhos completamente vermelhos dele – Mas eu vou encontrar o culpado. E vou matá-lo.

Kakashi não duvidou.

— Então hoje finalmente eu encontrei você sozinha. – ele cantarolou – Deveria ter ouvido seu namoradinho, milady. Tão burra, andando por ai como se meros muros fossem protegê-la. Essa é a porcaria do problema de vocês, Shinobis! Acham que o fato de vocês pertencerem a vila, fazem de vocês tão fortes e intocáveis. Bem, eu tenho uma surpresa. Isso é uma GRANDE BURRICE!! – então ele voltou a gargalhar fazendo Hinata estremecer. – Então, depois foi bem fácil. Eu fingi ser aquele sujo jiinchuriki e fui atrás de você que caiu feito um patinho.

— E-eu n-não s-senti seu c-chacra.

— Sim, isso é um dos nosso segredinhos. Por isso pode demorar um tempinho para os idiotas da folha acharem você sem a minha ajuda, milady.

— O q-que v-você q-quer c-c-comigo? – ela perguntou em um fio de voz, o medo crescente, mas ainda sim o orgulho a impedindo de chorar.

— ESSA é a grande questão não é?! Bom, eu espero que você realmente não leve pro lado pessoal, mas infelizmente você é muito valiosa para dois nukkeins que precisam de dinheiro, sabe, nesses tempos de paz tem sido cada vez mais difícil arrumar algum trabalho digno – ironizou – Espero que nós possamos um dia ser amigos...sabe...se eu não matar você antes.

Então ele foi surpreendido por um pequeno sorriso nos lábios da Hyuuga.

— Está insana querida? O que é tão engraçado?

— Naruto vai nos encontrar. E ele vai matar vocês.

— HIDETAKA!!!! – ela ouviu o grito da outra voz, um segundo antes que um grande soco acertasse seu rosto e a fizesse ver pontos brilhantes na escuridão de sua venda, e sua boca se encher de sangue. – QUAL É O SEU PROBLEMA, BAKA? ELE DISSE PARA CUIDAR QUE ELA NÃO MORRA!!!

— Foda-se, Toshi! – o de voz afetada, Hidetaka, disse parecendo pela primeira vez não tão alegre – A princesinha prepotente tinha que aprender uma lição.

Hinata cuspiu o sangue e respirou ofegante e com medo.

****

— Ino? Queria nos contar alguma coisa? – Inoichi perguntou depois de cinco minutos de silêncio da filha. Ela os havia chamado para conversar e sentou na frente deles, contudo seus olhos pareceram vidrados e seu corpo tenso, enquanto os olhava em silêncio.

— Querida? Algum problema? – Sua esposa perguntou, um pouco preocupada, percebendo que a filha estava agindo estranho nos últimos dias. – Será que você continua doente?

— Não! – Ino disse com firmeza, pela primeira vez – Quer dizer, tem a ver com o que eu estava sentindo, mas eu não estou doente.

— Então...?

A loira respirou fundo, e colocou Hana no chão a contra gosto, olhando para os pais finalmente.

— Oka-san, Oto-san. Eu nem sei como lhes dizer isso...

— Ino, você está começando a nos preocupar – Sua mãe diz com angustia fazendo a mais nova sentir-se mal.

— Gomen. Eu ainda estou um pouco assustada. A verdade é que... – ela fez uma pausa engolindo em seco.

— Filh...

— Eu estou grávida!!

Um silêncio sepulcral se instalou entre os três. Os mais velhos a olhavam em completo choque, até vê-la dar uma risadinha nervosa.

— Nossa, eu não sei vocês, mas eu estou realmente mais aliviada. Quer dizer, não que eu realmente devesse estar aliviada, na verdade eu estou mesmo surtando, mas um pouco mais tranquila de poder partilhar isso com alguém fora a Sakura, e agora o Shikamaru, e também a idiota da namorada dele vadia – ela fechou a cara, mas logo voltou a olhar para os pais, nervosa – Por favor, digam alguma coisa.

Inoichi e a esposa abriram a boca, quando uma batida na porta os interrompeu e Ino praticamente pulou de seu lugar.

— Esperem! Um minuto! Eu vou despachar logo quem é para que possamos conversar. – ela disse rapidamente, já indo em direção a porta com Hana latindo atrás dela.

Ao abrir a porta, ela levanta uma sobrancelha em surpresa.

— Sai? O que você quer uma hora dessas na casa dos outros?

— Todos os ninjas estão sendo chamados.

— O que? Por que? – ela disse preocupada, fechando a porta atrás de si.

— A Herdeira do clã Hyuuga foi sequestrada essa tarde.

— O QUE? HINATA!!!!! – ela gritou, e seus olhos imediatamente encheram-se de lágrimas, surpreendendo imediatamente o moreno confuso.

— Sim...acho que falamos da mesma pessoa, mas...Será que está chorando? Porque eu não sabia que eram tão próximas...I-Ino? – ele arregalou os olhos ao sentir-se ser abraçado pela loira em lágrimas. – E-eu n-não sei o que fazer. – ele disse em um murmúrio quase chocado.

— N-não d-diga nada, baka. – ela soluçou – A-apenas m-me abrace também!!

— Oh...O-ok... – ele murmurou e passou os braços pela cintura dela, dando tapinhas em suas costas no que ele esperava confortá-la. Ele lembrou-se em um de seus livros, algumas instruções sobre como portar-se em situações de drama – Bem, não se preocupe. Vamos passar por isso. Juntos.

Ino estranhou as palavras, mas nem se importou. Ela simplesmente não conseguia parar de chorar, estava sensível, e tensa desde o encontro com o Kazekage, e então agora uma de suas amigas estava sumida. Era demais para uma grávida solteira, por Kami-sama!!!

O que ela não percebera era que Gaara estava bem próximo a eles, e havia escutado as últimas palavras de Sai. Tendo suas dúvidas imediatamente respondidas, ele simplesmente deu meia volta retornando ao hotel.

****

— Hokage-sama. – Yamato faz uma reverencia a Tsunade que rapidamente levanta-se de sua cadeira, assim como Hiashi que estava sentado em uma cadeira próxima.

Os conselheiros e alguns Hyuugas também estão lá, e observam o anbu com atenção.

— Alguma pista? – A loira pergunta com esperança, mas no fundo reconhece a expressão derrotada do anbu. O mesmo apenas acena negativamente – Entendo.

— Toda a força policial está fazendo ronda pela vila, enquanto os anbus estão nas regiões próximas, mas não conseguimos identificar nenhum rastro de chacra. É muito estranho.

Nesse momento, a porta é aberta e dessa vez é Ebisu quem entra sob o olhar atento de todos, mas é Hiashi o primeiro a se manifestar.

— O demônio disse onde a escondeu? – ele cuspiu ignorando o olhar irritado da Hokage, e por sua vez foi ignorado pelo ninja.

— Hokage-sama, estou pronto para dar o meu relatório.

— Então diga.

— Com base no depoimento e também no testemunho de pessoas no prédio, Naruto Uzumaki estava em seu apartamento na hora do rapto e não há nenhuma prova que indique o contrário.

— Ótimo. Mande soltá-lo imediatamente.

— O QUE? ISSO É ABSURDO!! É CLARO QUE FOI ELE! HÁ TESTEMUNHAS QUE O VIRAM SAIR COM ELA NOS BRAÇOS. – Hiashi bradou

— Como eu disse, três pessoas no prédio de Naruto, confirmam que ele só saiu bem mais tarde e outra confirmou o horário que ele chegou ao departamento de policia. Seria impossível que ele tivesse sequestrado a Srta Hinata.

— Nada é impossível para aquele moleque demônio.

— Bem velhote... – todos se assustaram ao ouvir aquele tom arrastado e no segundo seguinte viram o loiro agachado na janela da Hokage com um sorriso feroz no rosto. — ...nisso eu tenho que concordar com você. Por isso eu vou achar minha noiva e vou matar quem está com ela. – ele murmurou perigosamente pulando da janela e se aproximando de Hiashi até ficar frente a frente com o homem que não abaixou o olhar – E também quem quer que tenha planejado isso.

Todos podiam sentir o chacra escuro que tomou conta do local, mas apenas o chefe do clã Hyuuga viu aqueles olhos vermelhos cor de sangue da besta que todos temiam, e por um instante, mas não pela primeira vez, ele sentiu medo da fúria do jiinchuriki.

— Nar... – Tsunade começou, mas foi tarde demais quando o ninja já havia partido deixando uma sala cheia de tensão. Ela virou para Ebisu que tentava manter-se sério, ainda que tivesse uma veia nervosa saltando em seu pescoço.

— Oee gente. – Kakashi apareceu com sua tranquilidade de sempre diante do choque de todos – Eu demorei porque tinha uma velhinha que precisava de ajuda com as compras.

— EU NÃO DISSE PRA VOCÊ ESPERAR PARA SOLTAR O NARUTO DEPOIS QUE EU FALASSE COM A HOKAGE? – Ebisu não controlou a explosão.

— Uhn? Ele já apareceu aqui? – o jounnin disse com uma inocência que apenas frustrou o outro ninja – Bem, como não tinha mais motivos para mantê-lo preso, achei que ele seria mais útil ajudando na busca. Além do mais... – ele deu de ombros — ...todos sabemos que ninguém pode segurar o Naruto e irritá-lo não é exatamente uma boa ideia. – ele disse sério, e nenhum deles pode suprimir o frio na barriga ao lembrarem a presença maligna que o jiinchuriki exalava minutos atrás.

Até...

— Ele disse noiva? – todos ouviram o sussurro e tanto a hokage quanto kakashi nem ousaram olhar para o rosto do líder do clã Hyuuga.

Todos puderam sentir um leve arrepio quando um chacra ameaçador atravessou a vila em uma velocidade assustadora.

Em um beco escuro, Kiba engoliu em seco reconhecendo o sentimento familiar de assombro e admiração, mas pela primeira vez não deixou qualquer um deles tomar conta de seu coração, enquanto mantinha o olhar pelo caminho em que o vulto dourado passou.

— Tomara que encontre os desgraçados, Naruto. E os esmague. – ele resmungou, a raiva e impotência presas em sua garganta como uma bola de ferro, desde que soube do sequestro de Hinata.

Ao seu lado, sua parceira agacha no chão e encontra um delicado prendedor de cabelo que ela já desconfia de quem é mesmo antes de Kiba puxá-lo de sua mão, grosseiramente.

— É de Hinata! – ele diz alarmado, sentindo o cheiro suave da Hyuuga que ele conhecia tão bem, entretanto havia outro cheiro, apesar de fraco, era estranho e incomum fazendo o Inuzuka fungar mais algumas vezes a procura de sua fonte.

— Achou alguma coisa?

— Eu não sei ainda.

O cheiro dela era fraco, a raposa podia senti-lo, entretanto seu rastro se perdeu muito rápido. Mesmo em modo sennin, ele não conseguia sentir seu chacra. Era como se ele não existisse.

— Acalme-se Naruto. – As palavras de Kakashi ainda ecoavam em sua cabeça como um aviso.

Ele não podia deixar sua fúria tomá-lo, Hinata precisava que ele se concentrasse. Precisava que ele a salvasse.

E quando ele encontrasse o maldito filho da puta, e sua Hinata estivesse a salvo, então sim...a Kyuube iria sair para brincar.

Eu mal posso esperar... — a voz da raposa ecoou no fundo de sua mente, quase tremendo de desejo por sangue.

****

Mas a noite se passou e amanheceu, e ninguém tinha qualquer pista sobre a herdeira dos Hyuugas.

— As equipes de busca voltaram a menos de uma hora, exaustas, mas sem nada. – Yamato informou a Hokage que bateu o punho sobre a mesa com tanta força que instantaneamente rachou, fazendo o usuário do mokuton estremecer.

— Então porque voltaram? Acho que fui clara em minhas ordens de voltarem apenas quando tivessem alguma pista! – ele resmungou com raiva, as olheiras fundas em seus olhos evidenciando sua falta de sono.

— Todos estavam exaustos. Nenhum de nós descansou a menos de 20 horas. – ele disse com firmeza, mas humildade e viu a Hokage suspirar de cansaço, mas compreensão. – Ele ainda continua lá. – completou, mesmo ciente que ela já sabia disso.

— Ele não voltará até encontrá-la.

— Então é provável que não vejamos a kyuube por algum tempo. – a voz melodiosa e sarcástica de Sayuri veio acompanhada dos resmungos de Kiba e gritos de Shizume.

— Eu mandei ela esperar eu anunciá-la!!!

— Como se eu recebesse ordens de uma serviçal! – A Uchiha zombou e então olhou para a Hokage com a petulância de sempre – Temos uma pista do sequestro.

— Pode deixar, Shizume. – A hokage disse imediatamente fazendo a secretária se irritar e sair fuzilando uma sorridente Uchiha com o olhar.

— Gomene pela interrupção Hokage-sama. – Kiba murmurou fuzilando a parceira com o olhar.

— Tudo bem. Você disse que tinha uma pista de Hinata. – disse sem tirar o olhar da morena que cruzou os braços sobre o peito.

— Não, eu disse que tinha uma pista sobre o sequestro. – e dizendo isso, ela jogou um saquinho com uma seringa quebrada dentro.

— O que é isso?

— Um remedinho ilegal e muito raro de se conseguir, mas muito, muito valioso.

— Estou sem tempo para joguinhos pirralha!! – A hokage rosnou, impaciente e Kiba se colocou entre as duas.

— É um inibidor de chacra. Nunca conseguiremos rastrear Hinata por seu chacra porque possivelmente ela já saiu daqui sem ele.

Tsunade e Yamato se entreolharam e a hokage massageou as temporas com frustração.

— Shizume!! – ela gritou e em menos de dois segundos a porta foi aberta pela secretária eficiente e ainda irritada – Mande chamar Kakashi.

— Talvez fosse bom chamar o Kazekage. – Sayuri opinou com falsa inocência e sorriu diante do olhar curioso de todos – Oh vocês não sabem não é?! Mas esse remedinho só pode ser feito com plantas muito especificas que só podem ser encontradas no país da areia.

Tsunade bufou.

— Mande chamar Gaara também. E quanto a vocês dois – ela olhou para o casal de policiais – tenho uma nova missão pra vocês.

Sayuri a olhou com desconfiança e Kiba com curiosidade.

— Tragam Naruto de volta para a vila.

— O QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE???????????????????????? – Kiba gritou, olhando com assombro para um grande clarão que veio de alguns kilometros de distancia dos portões da vila, onde um jiinchuriki exausto e muito frustrado deveria estar.

A Uchiha por sua vez parecia incrivelmente animada com a missão.

— Hora da revanche Kyuube.

****

Sakura mordia a ponta do polegar com aflição, enquanto olhava pela janela. Ainda não havia pistas de Hinata e todos da vila puderam sentir a fúria de Naruto.

Ela, por sua vez, não havia dormido um instante durante a noite, preocupada com os amigos e uma parte pequena dela remoendo a partida de Hideo, as palavras dele ainda torturando sua mente.

— Você deveria ir atrás dele. – a voz baixa atrás dela, a fez virar com os olhos arregalados.

— Nani? – ela olha para o Uchiha com tanta confusão e talvez, pânico, que ele parou a xícara de chá a poucos milímetros dos lábios e levanta uma sobrancelha, como se realmente conseguisse vê-la.

— Naruto. Sei que está preocupada com ele.

— Oh...Naruto...- ela repete distraída, voltando a morder o polegar voltando a pensar no amigo, mas por fim suspirando, cansada – Ele não está sozinho, e eu sei que vai achar Hinata. Eu confio nele.

— Então porque está tão preocupada e inquieta?

A rosada franziu o cenho dessa vez, cruzando os braços sobre o peito e olhando para seu ex-noivo com irritação crescente.

— Porque é isso que fazemos pelas pessoas que amamos, Uchiha. Nos preocupamos, mesmo que confiemos nelas! – cuspiu venenosa, mas depois bufou alto e saiu resmungando – Não que eu acredite que você vá entender isso um dia.

O moreno suspirou e voltou a olhar para frente com confiança, aos poucos vendo a escuridão dar lugar a pequenos pontinhos de luz em sua visão.

*****

Ino tinha uma veia saltando em sua testa prestes a explodir, e levou muito de seu autocontrole shinobi para não deixar a princesa Kaori desacordada. A pirralha não parava de reclamar do calor da cidade, dos empregados – incluindo a kunoichi -, da comida, da água, enfim, de tudo!

Kami-sama, ela era uma kunoichi grávida solteira, uma de suas amigas estava desaparecida, o pai de seu filho iria se casar com aquela pirralha arrogante, e ela nem poderia beber porque afinal estava grávida!! Os deuses estavam sendo cruéis!

— Isso é inconcebível! Como esperam que eu receba meu noivo nessa situação deplorável, com meu rosto pingando de suor!

Algo de repente estalou em alerta na mente da Yamanaka que virou a cabeça tão forte que precisou de um momento para se recuperar da tontura.

— Serva me traga um lenço! – ordenou, voltando para a kunoichi que tinha os olhos desfocados — Oh por favor não me diga que está prestes a desmaiar de novo.

— Não, majestade. – Ino disse entredentes, respirando fundo pela milésima vez.

— Ainda por cima me disponibilizam uma serva adoentada... – a princesa continuou a resmungar.

— Por acaso você vai encontrar o Kazekage hoje? – A loira perguntou tentando fingir normalidade enquanto separava um lenço como pedido.

— Claro que não. – ela retrucou com um revirar de olhos enfadado, mas Ino se permitiu respirar aliviada por apenas um segundo antes de ouvi-la novamente – Ele é quem vem me encontrar. Na verdade, ele deve estar aqui a qualquer instante.

E antes que a Yamanaka pudesse ao menos recompor-se do pânico, uma batida na porta ecoa pelos aposentos e uma das servas entra, pigarreando formalmente.

— Hime-sama, seu noivo, Kazekage-sama está a sua espera na sala de visitas.

“Oh kami-sama, porque me odeias tanto?” – Ino já pensava transpirando.

— Certo...eu só preciso de um segundo. Yamaka? – ela chamou a atenção da kunoichi dispersa que percebeu um brilho homicida nos olhos da princesa – Por acaso você está se enxugando com o meu lenço importado e carissimo?

Ino engoliu em seco, olhando para o pano, agora molhado, que ela nem percebeu que estava usando e depois sorriu sem graça.

— Ahhhh gomeeneee! Q-quer?

— É CLARO QUE NÃO!!!!! – a princesa gritou histérica. Para uma criatura pequena, ela tinha cordas vocais muito fortes. – VÁ RECEPCIONAR O MEU NOIVO ATÉ QUE EU ME RECOMPONHA

— NAAAAANIIIII? M-MAS...

Era tarde demais. A princesa já havia trancado-se em seu banheiro privado e Ino olhou em pânico para a serva que ainda a observava com a porta aberta.

Respirando fundo, ela contou até dez, ajeitou o coque no topo da cabeça, rezou para que não estivesse tão malditamente pálida como quando se olhou mais cedo no espelho e por fim foi até o encontro do ruivo na outra sala.

Ao chegar demorou alguns segundos para ela se recompor do choque da imagem dele, altiva, vestindo vestes reais verde musgo, diferentes das suas roupas ninjas que ela estava acostumada. Dessa vez ele parecia realmente querer agradar sua noiva.

Ino pigarreou com a sensação ruim o que chamou a atenção do ruivo, e novamente ela precisou de um momento quando aqueles olhos verdes focaram-se nela.

— Kazekage...

— Yamanaka. – ele deu um aceno formal – Será que cheguei cedo demais para encontrar a princesa?

— Ela já vem, só precisa de um instante. – suspirou, andando em direção a ele – Olha, sobre o outro dia...

— Suponho que o que aconteceu no outro dia realmente não é da minha conta. – ele a cortou a surpreendendo com o tom de voz frio – Você passou mal e apesar de eu tê-la ajudado, eu não tenho nada a ver com a sua vida.

— S-sim...c-claro. – ela franziu o cenho, um pouco confusa e muito magoada apesar de não entender exatamente porque.

— Talvez seja melhor eu voltar outra hora.

— M-mas...

Nesse momento, entretanto, um ANBU apareceu ao lado deles e virou-se diretamente para o Kazekage.

— Hokage Tsunade pede a sua presença no prédio, Kazekage. É de extrema urgência.

— Eu irei imediatamente. – ele respondeu. – Alguma pista sobre o sequestro?

— Talvez.

— Certo. – o ruivo acenou quando o ANBU desapareceu e ele virou-se para a loira – Peço que envie minhas desculpas a minha noiva e diga que eu voltarei em breve.

O modo como ele falava, como ele a olhava como se ela fosse apenas...uma serva, a incomodou severamente e talvez fosse os hormônios, mas ela sentiu uma imensa vontade de chorar.

— Ok...- ela murmurou, engolindo o gosto estranho em sua boca. Ele passou por ela, e ela mordeu o lábio tentando reprimir o sentimento de tristeza imediato.

— Alias, Yamanaka. – ele chamou e ela virou apenas para vê-lo a observando com uma seriedade quase fria – Parabéns. – e dizendo isso ele se foi deixando para trás uma loira de olhos arregalados e o coração batendo tão forte que ela podia senti-lo contra o peito.

Ele sabia. Ela não tinha ideia como, ou melhor, sabia exatamente.

— Aquela princesa vadia. – resmungou, mas depois outra duvida rondou sua mente.

Gaara sabia quem era o pai. Porque ele a estava tratando daquela maneira? Não havia como ele saber que era dele.

O sonho veio novamente em sua mente e ela engoliu uma nova vontade de chorar, quando a porta novamente se abriu, mas dessa vez era apenas Kaori.

A mesma observou o local vazio e cruzou os braços.

— Onde está o meu noivo?

— A Hokage solicitou sua presença. Ele pediu desculpas e disse que voltava outra hora. – ela disse distraidamente, sem muita vontade de ouvir mais reclamações da princesa, mas foi surpreendida com o estalar de língua da mesma.

— Claro que volta. Aposto com mais uma linda joia. – apesar do sorriso, ela tinha um tom amargo. – Melhor pra mim que tenho mais tempo livre. – ela tentou sorrir, mas tudo o que Ino via era uma careta azeda.

— Você está bem?

— É obvio que sim serva. Você é a única adoentada aqui. – e dizendo isso, ela deu meia volta e voltou para seu quarto, onde ficaria o resto do dia. Sozinha.

****

Gaara olhou para a seringa quebrada e depois para a Hokage.

— Se isso for mesmo um inibidor de chacra, ele foi feito a partir de plantas raras de Suna.

— Será que você tem ideia de quem poderia ter feito isso?

— Há rumores de mercenários que sabem muito sobre alquimia e poções. Eles saqueiam vilas, sequestram pessoas, mas nunca fizeram nenhum mal a elas, estão sempre apenas atrás de dinheiro. Nunca ninguém conseguiu identificá-los ou rastreá-los devido a nunca acharem rastros de chacra.

*****

— Acorda baka!!! – Hidetaka deu um tapa no rosto de Hinata que tossiu e respirou fundo até perceber surpresa que não estava mais vendada.

Apesar do local escuro, ela podia ver que estava no que parecia uma cabana e na sua frente um homem alto e barbudo com um longo rabo de cavalo, olhos pequenos e boca grande agora aberta em um sorriso. Do outro lado, estava o outro de costas parecendo cozinhar algo em um fogão improvisado.

Hinata olhou desconfiada para os dois. Ela começava a sentir uma pequena queimação na ponta dos dedos, seja lá o que lhe deram já estava perdendo efeito e ela poderia usar seu chacra.

— Espero que a princesa esteja gostando dos seus aposentos. – Hidetaka riu até ver o outro, Toshi, se aproximar com uma tijela de alguma gororoba qualquer – Não sei porque temos que dividir nossa comida com ela.

— Por que o acordo é deixá-la viva e em bom estado.

— Qual é a graça disso afinal?

— O dinheiro que nos darão após o trabalho feito. Além do mais, não matamos ninguém.

— É por isso que nos tratam como inferiores. Não mostramos para eles do que realmente somos capazes.

Toshi, ao contrário do outro, era mais calmo, tinha cabelos curtos e mãos calejadas que estendiam uma colher de mingau para Hinata que apenas virou o rosto.

— Não vai adiantar nada ficar com fome.

— Quem mandou vocês me sequestrarem? E pra que se não vão me matar?

— Oh, não vamos te matar, mas você voltará tão danificada que preferirá estar morta. – Hidetaka gargalhou insanamente.

Toshi empurrou uma colher a força na boca da Hyuuga, mas a mesma cuspiu no chão.

— Vocês são patéticos!

— Ora sua vagabunda! NÃO ESTRAGUE A NOSSA COMIDA!! – Hidetaka empurrou Toshi pra longe e daria um tapa na Hyuuga, mas a mesma se impulsionou para frente acabando por dar uma cabeçada no estomago do homem que cambaleou para trás.

Hinata aproveitou as pernas livres e chutou Toshi para a direção de Hidetaka fazendo os dois trombarem um no outro. Ela bateu com a cadeira em uma das paredes a partindo o suficiente que ela conseguisse soltar seus braços e ainda ter pedaços de madeira a mão, que ela bateu com força no rosto de Toshi e no estomago de Hidetaka. Nesse momento, sabendo que era sua única chance de escapar ela tentou usar seu donjutso.

— Byakugan!

Primeiro ela ficou confusa e depois chocada ao perceber que nenhum dos dois tinha pontos de chacra. Infelizmente, isso custou um momento de distração que bastou para Toshi lhe acertar a cabeça e Hidetaka socar seu rosto sem piedade a fazendo cuspir sangue.

— V-vocês n-não são ninjas. – ela conseguiu dizer. – C-como?

— Como pudemos sequestrar uma ninja em sua própria vila e nunca sermos achados? Como eu disse, vocês ninjas se acham tão superiores e são egocêntricos demais para se quer cogitar a ideia que reles humanos poderiam lhe passar a perna. Mas eu e meu irmão, podemos não ter seu precioso chacra, mas sabemos preparar poções que podem fazer a mesma coisa que vocês. E quando eu acabar com você, princesa, você será tão sem chacra quanto nós e ai não poderá assumir o seu tão precioso clã. E nós ficaremos ricos. – Ele cantarolou, mas então tirou uma faca da cintura – Mas antes, você vai pagar pelo que fez conosco, sua vadiazinha abusada.

****

— Oee! Naruto!!!!!!! – Kiba gritou para o ninja que estava em cima de Gamabunta, mas estremeceu ao ver o brilho vermelho nos olhos antes azuis.

— A velhote exige sua presença na sala dela. – Sayuri cantarolou, e como previsto foi ignorada – Vamos jiinchuriki, você está sendo tão útil quanto um grande pedaço de bosta, pelo menos vá falar com a sua grande Hokage-sama...

Mas no segundo seguinte, os dois policiais ficaram atônitos quando Naruto praticamente se projetou na frente da Hyuuga e agora a agarrava pelo pescoço com força.

— Naruto! Solte-a! – Kiba exigiu

— Vão embora, agora e diga a Tsunade que eu não tenho tempo a perder.

— Baka. Fraco. Temos uma pista da sua namoradinha – Sayuri balbuciou, mas foi o suficiente para Naruto olhá-la atônico e ela conseguir prendê-lo em um de seus genjutsos.

Imediatamente ele a soltou e ela tossiu ao vê-lo espremendo a cabeça e caindo no chão como se sentisse muita dor.

— O que você fez? – Kiba perguntou irritado.

— Apenas um pequeno genjutso. Ele logo vai acordar, mas vai ser suficiente para nos levar até a Hokage.

Ela fez um selo com as mãos e os três sumiram em uma nuvem de fumaça.

****

Hanabi atacava e Neji conseguia se desviar com facilidade, mas vez ou outra era pego de surpresa, principalmente por estar pouco concentrado em sua luta e mais em sua adversária.

Quando ele voltou para o clã, ela já estava lá, mas não disse por onde esteve e nem quis conversar com ele sobre qualquer outro assunto. Neji insistiria, mas nesse momento souberam do sequestro de Hinata e ele se encontrou com Shikamaru para que juntos investigassem os membros do clã.

Não acharam nada. Todos estavam exatamente onde deveriam estar. Mas quando falaram com a prima, ela disse que estivera em seu quarto. Era mentira, mas de qualquer forma, ela nunca fora realmente uma suspeita de modo que ele não teve motivos de obrigá-la a lhe dizer a verdade.

Quando voltou ao clã, ela estava treinando duro e ele ofereceu-se para ajudá-la. Ela não disse nada, mas se posicionou a espera de que ele fizesse o mesmo.

Ela começou a atacar, havia uma fúria crua em suas ações que confundiam o Hyuuga. Obvio que parte daquilo era preocupação com a irmã, mas havia algo mais que Neji não conseguia descobrir o que.

Em um minuto, ela quase o atingiu, mas ele segurou seu braço os deixando muito próximos. Por um instante ele temeu que ela voltasse a tentar beijá-lo, ao invés disso ela o empurrou e aproveitou sua distração para lhe dar uma rasteira, o fazendo ir ao chão.

— Talvez devêssemos fazer uma pausa...

— Se você não quer lutar a sério, não deveria ter se oferecido. – as palavras duras dela o surpreenderam mais ainda.

— Eu entendo que esteja preocupada com Hinata, mas...

— Eu não posso fazer nada por ela agora, a não ser treinar e ficar forte para deixá-la orgulhosa. E se você não quer me ajudar com isso, então eu peço que me deixe sozinha.

— Hanabi-sama... – ele murmurou, mas ela apenas se posicionou novamente em silencio, os olhos ferozes mostrando a ele que as palavras dela eram sérias e não mudariam. Ele então voltou a se posicionar, mas dessa vez, pretendia lutar sério. – Está pronta?

Sua resposta foi um ataque direto e cheio de fúria.

***

— Será que mandou me chamar, Hyuuga-sama? – o velho Youchi entrou no escritório do líder do clã com a maior inocência em suas feições, apesar de por dentro estar rindo do modo desesperado que o grande Hiashi estava.

— Precisamos conversar.

Ele já estava preparado. Sabia que esse momento chegaria. Sabia que Hiashi era um fraco.

— Tudo está indo como planejado eu suponho.

— Não foi esse o combinado e você sabe disso! O Uzumaki foi logo inocentado! Tudo isso foi para nada! O melhor é trazer Hinata para cá em segurança e fazer parecer que nós a encontramos primeiro que o Jiinchuriki.

— É uma ideia idiota.

— Eu não me importo. O acordo era fazer com que Naruto fosse incriminado, mas você arrumou amadores!!

— Bem, o plano mudou.

— O que?

— Achou mesmo que eu iria ajudar nesse seu planozinho medíocre de se vingar daquele demônio e depois continuar líder do clã? Se quer sua preciosa filha novamente, faça de mim o novo líder. Renuncie Hiashi!

— Você só pode ter enlouquecido! – Hiashi esbravejou, esmurrando a mesa – Eu nunca farei isso! Sua tentativa foi patética e você será morto quando eu contar a todos que você sequestrou Hinata.

— E o que acontecerá quando eu disser que você compactuou comigo? E quis incriminar o jiinchuriki?

— Eles nunca acreditarão em você.

— Os consselheiros estão a par de tudo, Hiashi. Eu contei a eles, e eles também não estavam muito satisfeitos com as novas ideias da sua filhinha.

Hiashi o olhou horrorizado diante do olhar zombeteiro do outro Hyuuga.

— Se eu cair, você cai junto, líder. Mas faça de mim líder do clã, e eu devolvo sua primogênita, e até deixo meu filho casar com sua caçula para que ela não precise levar o selo. Eu acho um acordo bem satisfatório para ambos os lados.

— Eu acho que você pode ir se ferrar!!!!

— Isso não foi nada diplomático. E se eu fosse você repensaria. Alias... – ele tirou algo de suas vestes e jogou em sua mesa – Acabou de chegar uma encomenda especial para você.

Hiashi suspirou, tremulo ao reconhecer um grande maço de longos cabelos azulados que ele reconhecia muito bem.

— H-hinata...

— O tempo está correndo, Hiashi. A cada dia, você vai receber uma parte diferente. Quanto tempo será que vai demorar para você conseguir ter toda sua filha...em pedaços? – e com uma risada maligna, ele saiu fechando a porta e deixando um líder do clã, desesperado.

— O que foi que eu fiz?

****

Hinata sentiu o gosto de sangue e sua cabeça rodar. Ela estava deitada agora, mas sentia-se fraca demais se quer para mexer os olhos.

Hidetaka havia cortado seus cabelos e a espancado até que ela caísse na inconsciência.

Tudo estava silencio e ela não via ninguém, mas tão pouco conseguia se mexer. Estava novamente presa, agora na cama, mas havia algo diferente. Em seu pulso tinha uma grande agulha que parecia injetar algo nela que queimava em suas veias.

Ela tentou se soltar, mas não conseguiu e nesse momento a porta foi aberta e talvez por sorte, era Toshi.

— Hora do jantar. – ele murmurou – Espero que você não faça mais nenhuma tolice. Ao contrário do meu irmão, eu não gosto de bater em mulher.

— P-por q-que e-está fazendo isso c-comigo? – ela disse muito baixo, sem nem reconhecer sua voz, mas o outro a olhou seriamente por um momento antes de se aproximar novamente com a tijela de mingau na mão.

— Pela grana. Você deveria ficar mais irritada com quem nos contratou. Era alguém do seu clã, então você não deve ser muito querida por lá. – ele resmungou, dando um pouco de mingau para ela que aceitou dessa vez – Sabe, não pense que eu gosto disso. Você não parece como os outros.

— Q-que o-outros?

— Ninjas. Ninjas estúpidos que estão sempre lutando em busca de poder e acabam ferindo todos no processo. Meu clã foi extinto por causa de suas lutas estúpidas. Sobrou apenas meu irmão e eu e tudo o que vocês falam é que fazem isso para proteger pessoas como nós, mas a verdade é que nem se importam.

— E-existem n-ninjas m-maus...m-mas t-também existem b-bons...

— É verdade. Mas é injusto que apenas alguns tenham esse tipo de poder. Poder muda as pessoas. Quando você não é um ninja, eles te tratam como fracos.

— N-nem todos.

— Bem, você vai descobrir daqui a dois dias.

— Como a-a-assim?

— Essa poção que estamos dando a você vai se instalar por suas veias até chegar a sua base de chacra e envenená-la. Então você será como nós, e vai saber quem realmente gosta de você.

— N-não p-podem...n-não... – Hinata sentiu seus olhos se encherem de lágrimas, olhando em desespero para o veneno que queimava em suas veias – P-por f-favor.

— Você disse que existem ninjas bons. Você colocará sua convicção a prova. – Toshi disse com calma, enquanto colava mais uma colher de mingau na boca da garota que dessa vez não conseguiu engolir mais nada – Você será como nós daqui a poucos dias.

***

Naruto saiu irritado do prédio da Hokage. Havia acordado lá quando finalmente a maldita Uchiha o tirou de seu genjutso. A pista que eles tinham não os levava a lugar nenhum, apenas deixava todos mais sem esperança. Mas ele não iria desistir. Nunca.

Decidiu ir ao seu apartamento, tomar um banho, comer alguma coisa e voltar a procurar Hinata. Havia algo em seu peito que gritava que tinha algo muito errado e ele precisava achá-la rápido.

Ao abrir a porta, entretanto, ficou imediatamente mais irritado ao perceber que não estava sozinho.

— Que raios você está fazendo aqui? Se veio me acusar de algo, eu vou matá-lo. – ele rosnou para o líder do clã, mas imediatamente percebeu que o mesmo não tinha a postura fria de sempre.

— Você precisa achá-la, Uzumaki.

O fato dele tê-lo chamado pelo sobrenome apenas fez o loiro ficar ainda mais consciente de que algo muito estranho estava acontecendo e cada célula do seu corpo dizia que iria piorar.

— Eu vou.

— Você não entende. Não há tempo. – e dizendo isso, ele estendeu um saco para Naruto que ao rasgá-lo logo reconheceu em choque os cabelos azuis de sua Hinata.

Seu corpo inteiro tremeu, com a fúria contida.

— Onde você encontrou isso?

— Eles me enviaram. A cada dia que passar sem o que ele quer, vão me mandar uma nova parte dela. – o desespero do líder do clã era paupavel, mas a fúria de Naruto era latente.

— O que eles querem?

— Um dos conselheiros quer que eu o nomeie líder. Ele me enganou, eu não queria que isso acontecesse... – ele se calou ao perceber que havia falado demais, e suas pernas tremeram de medo ao se ver frente a frente com aqueles olhos já vermelhos, o olhando furiosos – Eu não...

— VOCÊ TEM ALGO HAVER COM ESSE SEQUESTRO.

— N-NÃO...E-EU...e-eu...

— DIGA A VERDADE!!!!!!!

Toda a vila estremeceu ao sentir o chacra negro que a muito tempo eles temiam e foi quando uma explosão no prédio de Naruto aconteceu e o corpo de Hiashi caiu no meio da rua para o horror de todos. E no segundo seguinte o próprio Naruto apareceu e o juntou pelo pescoço apenas com uma mão o levantando do chão.

— ONDE ELA ESTÁ, SEU VELHO MALDITO!!

— E-eu n-não s-sei... – Hiashi tentava falar , começando a ficar sem ar.

— Eu vou te matar. – a voz não era mais de Naruto, Hiashi reconheceu com horror a voz da raposa.

Nesse momento, o que todos mais temiam estava prestes a acontecer...

Tsunade levantou-se de sua cadeira em sobressalto.

— Não pode ser... – murmurou, chocada.

***

— Mas o que....?!! – Sasuke sentiu o chacra amaldiçoado o fazendo ofegar e Sakura se aproximou preocupada.

— Sasuke!

— Esse chacra...

— Eu também estou sentindo. Parece...

— A Kyuube.

****

...A fúria de Naruto finalmente explodiu destruindo tudo o que estava por perto e fazendo todos fugirem em pânico.

— Livre outra vez. – a voz do demônio reverberou por toda a vila junto com seu poder amaldiçoado.

Notas finais
Então? O que acharam? Deixem suas opiniões e sugestões. Eu sei que os fãs dos outros casais provavelmente ficaram desapontados porque não teve muita ação nos relacionamentos, mas eu prometo que no próximo vai ter muito mais de todos os casais. Novamente, desculpem a demora. Eu estou realmente tendo pouco tempo para escrever e principalmente pouca imaginação. Mas fico muito grato pelos reviews e também pelas recomendações, só elas me fazem continuar. Beijos! Até a próxima!!