Paraiso Imperfeito
21 Impossivel resistir
Notas iniciais
O capitulo saiu enorme O.O
"Sexo alivia as tensões.
Amor as causa."
(Woody Allen)
Hanabi Hyuuga se dirigia distraidamente em direção ao salão aonde comeria seu café da manhã. Vestia um kimono simples, coral, com uma faixa o prendendo frouxamente, seus cabelos estavam presos em um meio rabo de cavalo desleixado deixando algumas mechas rebeldes caindo por seu rosto levemente infantil.
Era raro vê-la tão pouco arrumada, mas fazia tempo que não tinha qualquer missão e com o termino de sua relação com konohamaru, ela mal saia do clã, isso acabou deixando-a um pouco despreocupada e relaxada. Ela não ligava muito para o termino da relação, mas ficar sem missão a frustrava profundamente, os treinos com ninjas do clã que tinham um nível muito mais baixo que o seu já não estava mais conseguindo aliviar suas energias acumuladas, o que muitas vezes a deixava muito alterada, inquieta e ironicamente hiperativa.
Ironicamente por que sempre reclamara do excesso de energia de Konohamaru e debochava constantemente do maior hiperativo da cidade, Naruto Uzumaki.
Nunca desejou tanto que o mundo ninja voltasse aos seus tempos mais sombrios com a Akatsuki e Uchiha Madara. Desde que a organização e o fundador do clã Uchiha haviam sido derrotados pelo uzumaki, a paz reinou completamente pelo mundo shinobi, diminuindo as missões para os vários ninjas que se formaram durante todo o tempo. E agora, a jounnin precoce não tinha nenhuma missão no seu nível.
Respirou fundo e brincou com uma das mechas teimosas do seu cabelo soprando o ar e a tirando do meio do seu rosto para aonde ela sempre teimosamente voltava.
Seu único passatempo agora era pensar em como separar Neji e Tenten, mas admitia não saber exatamente por onde começar. Apesar da grande inteligencia e potencial, a hyuuga tinha pouca experiencia em estragar relacionamentos e roubar o namorado de outras. Geralmente eles a largavam para ficar com ela, sem que a mesma precisasse fazer alguma coisa. Afinal, ela era bonita, ótima ninja, inteligente e rica, quem não iria querer ficar com ela?
Ah claro, Neji Hyuuga preferia a professora-pobretona-dos-coques.
De repente ela deixou um pequeno sorriso brotar em seu rosto se esforçando para manter-se normal e fingiu continuar distraída, olhando para o chão enquanto sabia que a pessoa que acabava de pensar, vinha em sua direção.
Apesar de não olhá-lo podia sentir sua tensão e a dureza com que pisava no chão de assoalho e enquanto aproximavam-se, ela sentia seu coração disparar de ansiedade e quase não conseguia esconder seu pequeno sorriso, mas controlava-se ao máximo para continuar parecendo alheia a presença do outro, contando os próprios passos.
Quando estavam próximos, os passos dele se intensificaram e então ela sentiu seus ombros serem forçados com força para trás e sua costa ser imprensada contra a parede de forma firme, mas sem qualquer agressividade.
O susto foi tão grande com tal atitude que ela se quer conseguiu controlar o olhar ofendido, só depois lembrando-se que tinha de fingir surpresa e inocência.
Hanabi: O que está fazendo, Neji?!
Apesar de não deixar transparecer, surpreendeu-se com o olhar furioso que o Hyuuga lhe dirigia tão próximo de si. Neji nunca havia lhe olhado daquela forma e apesar de tentar se policiar, ela ficou levemente assustada e receosa.
Neji: Nunca mais fique envenenando a cabeça da Tenten. Os meus deveres com o clã desrespeitam a mim e apenas a mim.
Apesar do choque, Hanabi conseguiu se recompor em seguida e aproveitou a proximidade entre eles para segurar a barra do kimono dele para que o mesmo não se afastasse e fosse embora como já estava prestes a fazer.
Hanabi: Bom, eu achei que ela tinha direito de saber que nunca vai deixar de ser apenas a sua amante.
Neji: Ela é muito mais do que isso. É minha namorada!
Hanabi: Pois sim, então por que não fala com o grande Hiashi Hyuuga sobre isso para ele lhe dar a sua aprovação? — ela desafiou e abriu um sorriso debochado quando ele ficou em silencio – você sabe que eu estou certa. Ele nunca aprovará e você nunca poderá ter nada além de um casinho sem importância com ela. Talvez tê-la como amante quando se casar, sabe, muitos hyuugas fazem isso – ela disse venenosa, mas calou-se quando seus braços foram apertados com mais força e suas costas se chocaram, dessa vez com agressividade, contra a parede.
Neji: Cale a boca! Cale a boca! Isso não desrespeita a você! — ele disse friamente, dessa vez suas feições voltaram a ser sérias e impassíveis como antes, apesar da força com que a segurava deixava claro sua fúria – Além do mais, quem é você para falar sobre isso? Alguém que fica se esfregando pelos muros do clã com aquele neto do sandaime, aprendiz do Uzumaki. — falou quase cuspindo as palavras e dessa vez uma súbita fúria pareceu subir por sua espinha dorsal quando se lembrou da cena do casal de adolescentes se beijando tão desavergonhadamente atrás de um porte.
Hanabi era esperta e na mesma hora percebeu a sombra negra que cobriu os olhos do primo ao lembrar do caso dela com Konohamaru. Sorriu ainda mais
Hanabi: E não é isso mesmo que vocês faz com a professorinha, Neji? Provavelmente coisa pior. — disse com malicia e agarrou-se com mais força no kimono dele certificando-se que o mesmo não escaparia. – Não nos muros do clã, lógico. — continuou, percebendo-o tão furioso que mal se dava conta da proximidade em que eles estavam, ela continuou a encará-lo nos olhos, mas aproximou-se ainda mais lentamente até seus rostos estarem a poucos centímetros de distancia – mas diga-me que você e ela nunca se esfregaram como dois cães naquele campo de treinamento. — ao concluir, ela controlou a própria gargalhada ao ver o olhar chocado e assustado dele, enquanto seu rosto pálido corava levemente.
Neji: Não deve falar esse tipo de coisas. E nem se meter na minha vida — ele gruniu
Hanabi rolou os olhos, entediada.
Hanabi: Ah tudo bem, então quer que eu acredite que é um namoro puro e casto em que mal vocês se beijam. — ela terminou com um biquinho malicioso, soltando um beijinho no ar.
Dessa vez ele percebeu a proximidade e tentou se afastar, mas ela não deixou e sorriu.
Hanabi: Aposto como vocês transaram naquele mesmo dia, na floresta, depois daquela ceninha patética de romance. — insinuou, rindo amargamente e Neji em um impulso nervoso acabou empurrando-a com mais força do que pretendia, fazendo com que ela se chocasse com ainda mais força na parede. Arrependeu-se na mesma hora e ofegou abalado, mas ela continuava sorrindo e não tentava se mexer – Aposto que gostou de saber que eu estava vendo vocês.
Neji: Cale a boca!! — ele disse entre os dentes, tentando se controlar para não gritar, para não bater naquela mulher em sua frente. Fechou os olhos com força, tentando se acalmar. Hanabi o tirava do sério de tal forma insana e isso já estava se tornando uma constante irritante. Ao abriuros olhos, percebeu o quanto estava próximos novamente e dessa vez havia sido ele quem se aproximara.
Eles se olharam por alguns instantes em silencio, ela não sorria mais, estava tão séria quanto ele e com o coração acelerado, ansiosa por uma proximidade maior. Quando o viu se aproximar mais, sentia que seu coração saia pela boca e fechou os olhos rapidamente esperando o beijo que não veio.
Neji: O que eu faço com ela ou deixo de fazer não desrespeita a uma criança como você. — ela abriu os olhos arregalando-os, espantada com o que ouviu. Ele estava realmente próximo, podia sentir sua respiração pesada, e a olhava fixamente – eu já avisei. Com todo o respeito que eu devoto a srta. E a sua família, eu quero que fique longe da minha namorada – ele frizzou bem o termo – e se possível não lhe dirija mais a palavra. — e por fim a soltou, se afastando em seguida como se nada tivesse acontecido.
Rapidamente também, Hanabi se recompos e encarou as costas do primo com raiva e ferocidade.
Hanabi: E eu só aviso que pense bem no que vai perder se continuar com esse casinho sem importância, Neji. — dessa vez ele parou de costas para ela, que seguiu em sua direção sem parar de falar — Sua promessa por seu pai, e também sua honra com seu clã, com o nosso clã. — ela frizzou passando por ele, dessa vez sem olhá-lo. Andou mais alguns passos, antes de sorrir novamente – ah Neji – ela virou-se e o fitou de forma travessa – e se quer saber, eu e Konohamaru não temos mais nada, ou melhor, nunca tivemos nada. — riu – afinal, a caçula do líder do clã Hyuuga não ficaria de amassos com um plebeu – provocou – cuidado para não levantar falso testemunho e depois se arrepender, querido priminho. — concluiu e se foi, vitoriosa, deixando para trás um Hyuuga imóvel e furioso.
Neji continuou a fitar a prima, enquanto a mesma continuava seu caminho até que sumisse de suas vistas. Sua pequena e travessa prima, estava se tornando um grande estorvo para ele e parecia disposta a atrapalhar seu relacionamento com tenten.
A questão era...ele deveria impedi-la?
OoOoOoOoOoO
No bairro Uchiha, Sasuke deixava de lado seus afazeres e suas obrigações, a primeira vez em muitas semanas, para um dia de folga calmo e relaxante que resolvera dar a si mesmo. Sem as constantes roupas ninjas, ele vestia um casaco grosso de frio azul escuro e uma calça preta, ainda com um cachecol escuro em seu pescoço, com as mãos nos bolsos, ele ia em direção a saída do clã disposto a andar por aí, e quem sabe comprar algum presente para Sakura a fim de acalmá-la quando ele fosse falar com ela.
Desde a discussão sobre Sayuri, a rosada não havia mais ido até lá e nem mesmo lhe dirigia a palavra quando se encontravam sem querer. Ele também não fora atrás dela, e não pretendia lhe pedir desculpas pelo o que havia dito. Havia sido sincero. Sabia que havia a magoado, mas se fizera isso foi para protegê-la e quem sabe impedi-la de tentar fazer algo insano como lutar com Sayuri. Esta, com certeza, só queria um motivo pequeno para atingi-lo e não hesitaria em matar Sakura caso ela a desafiasse.
Suspirou pesadamente ao lembrar de sayuri e os problemas que esta vinha lhe causando tanto em seu relacionamento, tanto em sua vida ninja que agora se resumia a trabalhar em casa já que não podia sair em missão por ter que ficar de olho nela. E ainda tinha que pagar os prejuízos que os treinos da mesma acabava por acarretar.
Balançou a cabeça uma ultima vez antes de cruzar finalmente os portões do bairro para em seguida parar e virar-se a tempo de ver um vulto surgir do nada, tomando a forma já conhecida e feminina de sua atual obrigação.
Sasuke: Não tente fugir. O bairro está cheio com um jutso de proteção e você está com uma tornozeleira de prisioneiros. Não tente descobrir o que acontecerá caso tente fugir. — ele disse parecendo entediado e voltou-se novamente para continuar seu caminho, sem esperar pela resposta.
Entretanto, ao invés dos gritos e pragas que ele tinha certeza que ouviria, surpreendeu-se ao ouvir uma voz mansa e calma, até mesmo hesitante.
Sayuri: Sasu-nii-chan. Deixa eu ir com você.
Sasuke pensou estar alucinando, mas ao virar-se para observar melhor sua ex-amiga de infância, percebeu a mesma estática, com o rosto sério e os olhos voltados para o chão como se ela estivesse sem graça.
Sayuri: Eu não vou fazer nada – ela disse novamente e bufou contrariada – não tem mesmo como eu tentar fugir. Eu só...não aguento mais ficar presa aqui – suspirou, deixando seus braços contraídos, caírem sobre seu corpo, cansados – vou enlouquecer – admitiu e novamente voltou a olhar para o uchiha que continuava em silencio.
Ele a observava com atenção. A mulher que chegara na vila com pose altiva parecia ser apenas uma mera sombra da que se encontrava em sua frente, naquele momento. Usava roupas ninjas antigas dele próprio, que ela rasgara para que pudessem caber resultando em um top azul de mangas três quartos que iam até o umbigo e um short acinzentado que acabava na metade de suas coxas, os longos cabelos negros continuavam soltos e esvoaçantes, mas agora com uma aparência menos sedosa. Ela também o encarava, mas o movimento frenético da sua perna direita denunciava seu nervosismo e sua impaciência.
Sayuri viu com desespero Sasuke virar as costas para ela e no mesmo momento já abria a boca para protestar quando o ouviu pela primeira vez.
Sasuke: Vá se vestir. Tem cinco minutos.
A morena deu um pequeno sorriso tentando não deixar transparecer toda a sua euforia, para em seguida franzir o cenho e cruzar os braços, fitando o uchiha em desafio.
Sayuri: Cinco minutos? Você ta me achando com cara de cachorro que só precisa pegar a coleira e voltar com o rabinho abanando para cá? Eu preciso de um banho e de roupas limpas, eu não faço nem idéia aonde você colocou as minhas. De fato, eu preciso mesmo são de roupas novas e também de...
Sasuke: Quatro minutos.
Ele a ouviu bufar e sorriu, virando-se novamente e sem se assustar por não vê-la mais ali. Sem pressa, caminhou em direção a uma estrutura de pedra ainda não terminada e sentou-se ali para esperá-la, perguntando-se por que havia aceitado aquela mulher como companhia. Afinal, não queria um descanso?
OoOoOoOoOoO
Enquanto caminhavam pelas ruas da cidade, Sasuke se arrependia cada vez mais por ter trazido aquela mulher consigo. Agora, todos os fofoqueiros da cidade não paravam de olhá-los e apontá-los. Sozinho, ele sempre fora um alvo grande para fofoca, mas agora noivo e andando de braços dados com uma morena misteriosa era um prato cheio. Sim, por que em alguma parte do caminho que ele não sabe dizer qual foi, a garota simplesmente enroscou seu braço no dele e caminhava olhando para todos os lados como se tentasse ver tudo ao mesmo tempo.
Lógico que ele tentou se soltar e até brigar com ela, por estar querendo colocá-lo em maus lençóis como sempre, mas ao perceber que a mesma não estava se quer lhe ouvindo, se deu conta de que provavelmente ela também não havia se dado conta de suas ações e continuava completamente hipnotizada pelo grande comércio da vila da folha, o que de certa forma surpreendeu o Uchiha.
Sayuri: Ai Kami-sama!! Quantas roupas lindas! — ela exclamava com os olhos negros brilhando de expectativa e agora era Sasuke quem entrelaçava firmemente seu braço no dela, com medo de que a mesma a qualquer momento pulasse para dentro de alguma loja.
Sasuke: Grande coisa. São apenas roupas. Outro dia encomendo algumas roupas ninjas pra você.
Sayuri: Para o inferno com suas ridículas roupas ninjas! — praguejou, mas seus olhos continuavam fixos nas lojas – Eu quero roupas de verdade. Eu preciso entrar em uma loja, eu tenho dinheiro, eu posso pagar.
Sasuke: Não tem não. Seu dinheiro foi confiscado para os cofres da cidade. — ele quase sorriu maldoso, mas logo fechou a cara ao perceber que ela continuava sorrindo.
Sayuri: Você tem noção o quanto essas lojas são incríveis? Não existem nenhuma outra em toda a nação do fogo ou qualquer outra nação, e eu sei do que eu estou dizendo – ela tagarelava completamente alheia ao que ele havia lhe dito, quando de repente, ela estancou no lugar com os olhos arregalados — Não creio!!! — exclamou com os olhos negros já quase saltando das orbitas e a boca tão aberta que Sasuke teve de sacudi-la para ter certeza de que ela não havia entrado em choque.
Sasuke: Oe, o que foi dessa vez? — perguntou entre os dentes, já nervoso e irritado, e totalmente arrependido de ter dado uma de bom samaritano para aquela maluca.
Sayuri: É a loja de Nita-sama! A loja mais incrível, mais maravilhosa e mais exclusiva de todo o mundo shinobi para kunoichi's incríveis como eu!! — mal acabou de dizer isso, ela deu um passo em direção a loja, entretanto mal daria o próximo e foi puxada com força de volta.
Sasuke: Tenho certeza que a tal da Nita vai ficar bem sem uma de suas clientes.
Sayuri: Nani? — ela abriu a boca chocada e Sasuke se perguntou aonde estava a ninja fria e cheia de planos de vingança do dia anterior – Sasu-nii-chan, sabe como é difícil encontrar as lojas dela? São poucas e não se instalam em qualquer lugar, é a primeira vez que vejo uma. Onegaaai!
Sasuke: primeiro. Pare de me chamar assim – disse entre os dentes, mas tinha certeza que ela não o ouvia – e segundo, eu to pouco me lixando para a loja ou o seu sonho de consumismo fútil! Vamos sair daqui logo.
Sayuri: Naniiii? — ela começaria a choramingar. Imploraria se fosse o caso. Seu orgulho era grande, mas a verdade era que aquela uchiha faria qualquer coisa para entrar naquela loja, até mesmo se sujeitar ao ridículo diante do seu pior inimigo.
Mas antes que qualquer um dos uchihas tivesse a chance de fazer algo, outra pessoa se aproximava cautelosamente do suposto casal.
Sasuke bufou olhando os olhos azuis sérios do Uzumaki que o encaravam com repreensão. Ótimo, agora até o baka do Naruto o repreendia.
Naruto: O que ela está fazendo aqui, zanzando pela rua como se fosse uma pessoa normal?
De repente a histeria da kunoichi deu lugar ao ar superior e debochado já conhecido pelos rapazes.
Sayuri: Ora, ora, Naruto Uzumaki, o potinho hospedeiro da kyuube no yoko. Se há alguém anormal aqui, não sou eu, meu bem. — ela sorriu e o loiro a fuzilou com o olhar, apenas não avançando pois imediatamente Sasuke se pôs entre os dois.
Naruto: Ela deveria estar trancada no bairro uchiha! — ele falou quase cuspindo as palavras, sem tirar os olhos da morena que o ignorava categoricamente. — o que está fazendo com ela aqui, Sasuke!? — dessa vez ele tirou os olhos dela para fitar o amigo e depois os braços entrelaçados de ambos.
Sayuri: Não parece obvio? — ela provocou e no mesmo instante Sasuke se desvencilhou dela, a fuzilando com o olhar de forma tão fria que a calou imediatamente.
Em seguida, olhou para o loiro que continuava esperando sua resposta. Respirou fundo, frustrado, sua idéia de descanso estava ficando cada vez mais distante.
Sasuke: Resolvi dar uma folga a mim mesmo e pelo visto você também. — ele murmurou sem expressão, fingindo analisar o uzumaki, mas na verdade apenas tentava ganhar tempo para não ter que explicar como fora burro em se compadecer por aquele monstrinho com alma consumista.
Naruto usava uma calça laranja e uma blusa preta regata por baixo de um casaco laranja aberto por onde se podia ver o cordão que Tsunade havia lhe dado contrastar com a regata preta.
Naruto: Hai. Tenho alguém para fazer meu trabalho hoje. — ele sorriu maldoso, com o nariz enrugado e Sasuke, apesar de não saber do que se tratava, sabia que alguém deveria estar sendo uma vitima de uma brincadeira terrível do uzumaki. — Soube que eu agora sou o tutor de um novato?
Sasuke deixou escapar um meio sorriso, sarcástico, compreendendo tudo.
Sasuke: Não sabia que podia deixar seu subordinado fazendo o seu trabalho. — ironizou.
Naruto: Só teria missões chatas e de baixo nível, tenho certeza que o meu pupilo não terá problemas em cumprir as missões dele e as minhas.
Sasuke: Espero que ele não conte para Tsunade ou Yamato, eles te matariam.
Naruto deu os ombros: Não, ele quer provar o quanto é forte – ele cuspiu as palavras ficando sério novamente – maldito. Ele se arrependerá de ter cruzado meu caminho – continuou, dando um sorriso feroz que fez Sasuke realmente ficar curioso e quase penalizado pela pessoa que virou o alvo do demônio loiro. Quase.
Já tinha seus próprios problemas para se preocupar, que por falar nisso...
Sasuke: garota endiabrada — resmungou irado, notando que Sayuri não estava mais ali – aonde ela foi? — perguntou mais para si mesmo do que para o loiro e antes de ter alguma resposta, começou a caminhar em direção a loja mais próxima.
A loja de luxo de Nita-sama.
Naruto: Teme, mas como você é burro – ele resmungou enquanto corria no encalço do amigo. Não perderia a chance de culpá-lo por ter deixado a prisioneira fugir, e também não deixaria que realmente ela fugisse.
Os dois entraram na loja a contra-gosto e não demoraram muito para avistar a fugitiva no meio de milhares de peças de roupas, em um dos cantos da loja. A medida que se aproximaram entretanto, ouviram as vozes femininas se intensificando e perceberam que uma aglomeração anormal se mantinha naquela lado.
Sasuke: Maldita, nunca mais fuja – ele disse, entre os dentes, conseguindo segurar o braço da mulher com força, mas a mesma nem o olhou e apenas puxou o braço de volta parecendo encantada com o que via.
O uchiha também percebeu que ela não era a única e várias mulheres fitavam algo em comum.
Naruto se aproximava com raiva e impaciente, passando pelo meio daquelas mulheres que estavam paradas como estatuas, dificultando seus movimentos. Ao fitar os uchihas, a algumas pessoas de distancia dele, percebeu que os mesmos também olhavam para algo, principalmente Sayuri, e Sasuke o olhou por um momento apontando algo para ele com os olhos onix. O loiro franziu o cenho sem entender, para logo depois seguir os olhares de todos e finalmente descobrir o que tanto os chamava a atenção.
Imediatamente, ele também sentiu-se levemente entorpecido como se houvesse levado um soco.
No meio de todos, em frente a um grande espelho, uma linda mulher de feições delicadas observava a si própria, vestida com um lindo kimono perolado, cheio de bordados e rendas perfeitamente talhados, e uma delicada fita lilas amarrada em sua cintura com um perfeito laço. O kimono parecia se abrir levemente nas pernas revelando um novo tecido de cor um pouco mais brilhante com alguns bordados com pedrinhas. As bordas da roupa tinham desenhos com fios de prata que brilhavam com a luz fraca e combinavam com os olhos prateados da hyuuga que o vestia.
Sim. Por que ali, na frente daquela espelho, no meio daquelas mulheres, era Hinata quem experimentava seu vestido de casamento para o completo choque do uzumaki.
Naruto não conseguia tirar os olhos dela, tentava, mas era em vão. Com os olhos azuis fixos na figura tão bela em sua frente, ele a olhava milimetricamente como se tentasse decorar cada parte sua. Sentia-se hipnotizado com a figura tão perfeita e doce. Mais parecia um anjo de tão bela e superior que ele chegava a duvidar que alguém tivesse a coragem de tocar aquela forma celestial. Pelo espelho, ele conseguia ver o reflexo daquele anjo, o corpo esguio moldado perfeitamente pelo tecido real, as curvas arredondadas na medida certa, o começo do vale entre os seios redondos podiam ser vistos devido a um decote inocente que poderia chamar a atenção do mais terrível pecador. O pescoço sensual tinha ao seu redor um enorme e pesado cordão de prata que ele achou desnecessário visto que maculava a imagem perfeita apenas por si só. O queixo empinado, a boca pequena e rosada era sua perdição e não conseguiu deixar de ficar alguns segundos a olhando, antes de subir o olhar pelo pequeno e delicado nariz, até finalmente fixar seus olhos naquelas duas luas-cheias que para sua total surpresa, também se mantinham cravadas sobre ele.
Não sabia exatamente por quanto tempo, mas os dois se olhavam pelo reflexo do espelho, imoveis e fixamente como se apenas houvessem os dois ali. Ele então percebeu que ela ofegava levemente e os olhos perolados estavam arregalados, provavelmente de assombro por vê-lo ali. A pele branca aos poucos se tornava rosada, ao mesmo tempo que ele mal conseguia controlar as próprias mãos que coçavam e suavam com a vontade de tocar aquela pele macia.
Ele não teve tempo de fazer isso, pois a viu se afastar de repente, levando consigo todas as suas camareiras e arrancando suspiros decepcionados das mulheres que observavam a tudo encantadas. Ela sumiu por uma porta que ele não sabia para onde dava, e aos poucos as mulheres se dispersavam, deixando vazio o caminho que faltava para chegar até os uchihas, entretanto ele não se mexeu. Continuou a olhar fixamente para o espelho em sua frente, agora vendo seu próprio reflexo e depois o do uchiha que se aproximava, dessa vez sem se importar com a sua acompanhante.
Sasuke: Que cara de dobe, baka. — o moreno debochou sem um pingo de humor enquanto também virava-se em direção ao espelho, fitando o reflexo dos dois shinobi's com roupas comuns e caras de idiotas. O loiro por que já era sua expressão tipica, e ele por que novamente tentaria ajudar alguém, por mais que sua ultima tentativa agora estava em algum canto daquela loja provavelmente roubando algumas roupas. — Sakura um dia me disse que todas as lojas de roupas femininas tem um atelie em uma sala no andar de cima para que algumas clientes se sintam mais a vontade. Sabe, como por exemplo algumas noivas tímidas que não queiram ser o centro das atenções de um monte de mulheres enxeridas e histéricas. — comentou serenamente como se falasse sobre o tempo e viu os orbes azuis finalmente se fixando em si. Sorriu debochado – Pensei que já tinha perdido sua lerdeza, dobe. Será que me enganei?
Naruto: Eu só quero entender o que você está sempre tentando insinuar, teme desgraçado, com essas suas indiretas. — resmungou irritado e viu o uchiha revirar os olhos e depois o fitar, dessa vez bem mais sério.
Sasuke: O que estou dizendo é que você deveria parar de ficar correndo atrás das mulheres dos outros – deixou um sorriso debochado escapar quando o loiro lhe fuzilou com o olhar — ...e começar a correr atrás do que realmente é seu. — ao dizer isso, ele apontou com o queixo para uma portinhola por onde a hyuuga entrara minutos antes e por onde agora, as mulheres que a seguiram, estavam saindo. — quer que eu seja mais claro do que isso, dobe?
Naruto continuou a seguir pelo reflexo do espelho enquanto as mulheres se distanciavam ainda mais e deu uma breve olhada para o moreno.
Naruto: Eu acho que tenho que conversar com você algumas coisinhas sobre parar de se meter na vida dos outros, teme. — resmungou, mas ficou em silencio voltando a se focar nas senhoras que já haviam sumido pelos vários cabides de roupa – mas isso fica para uma outra hora. — continuou e sem se quer olhar para Sasuke, ele foi em direção a portinhola e entrou fechando-a em seguida.
Sasuke: cretino. — sorriu de lado e depois suspirou, percebendo as mulheres voltarem a se aproximar. Em poucos instantes avistara Sayuri, como previra, tentando roubar algumas roupas, mas parando imediatamente assim que o viu.
Sayuri: e-er...eu estava ajeitando para não amassar...
Sasuke: Não interessa. — ele disse, a surpreendendo com seu sorriso tão gentil. Tão “não-sasuke”.
Sayuri: o-o que está pensando sasuke?
Sasuke sorriu ainda mais.
Sasuke: compras. — uma palavra e ele viu os olhos onix tão parecidos com os seus novamente saírem de orbitas e ficou satisfeito – compro tudo o que você quiser, mas... — ele olhou em direção as mulheres que já se encaminhavam em direção a portinhola e ouviu a morena gargalhar.
Sayuri: Já entendi tudo. Você está muito bonzinho hoje, sasu-nii-chan – sorriu ainda mais ao vê-lo irritado com o apelido – acho que está amolecendo. — e sem esperar resposta, ela correu em direção as mulheres fingindo acidentalmente esbarrar nelas e prendê-las para si mesma, as obrigando a ajudar com suas próprias compras. As pobres mulheres ainda tentaram chamar outras, mas em alguns segundos Sayuri Uchiha conseguiu colocar a loja inteira de pernas para o ar, chamando a atenção de todos e principalmente desviando qualquer atenção para o que acontecia no andar de cima...
A portinhola de madeira era quase imperceptível nas grandes paredes cobertas por tecidos luxuosos da loja. Por ela, dava para uma escada de madeira em formato de caracol que não conseguia ver o fim, entretanto a largura mal cabia uma pessoa em cada degrau. Controlando-se para não fazer barulho e certificando-se de que realmente não haveria mais ninguém lá além dele próprio de intruso, ele continuou a subir a escada até o seu fim, aonde encontrou um pequeno corredor onde em poucos passos encontrava uma porta de madeira branca talhada com temas graciosos.
Pensou em bater, mas imediatamente percebeu a idéia estupida e colocou a mão sobre a maçaneta, hesitando por apenas um segundo antes de abrir a porta que deslizou suavemente e em silencio. Ele olhou lá dentro e imediatamente a viu, em frente a outro grande espelho, mas dessa vez não olhava o próprio reflexo, ao invés disso estava de olhos fechados, completamente imóvel.
A sala era surpreendentemente grande e o local do espelho era apenas um canto do lugar que se estendia ainda mais, decorado com algumas poltronas e mais tecidos jogados pelos moveis e paredes. Mas Naruto não percebia nada, ele apenas olhava para o anjo em sua frente.
Hinata abriu os olhos assim que ouviu a porta se fechar. Havia pedido para ficar sozinha e fechado os olhos tentando se acalmar e principalmente avaliar a própria sanidade que resolvera lhe pregar uma peça, fazendo-a ver Naruto Uzumaki no meio daquelas mulheres histéricas que adoravam seu kimono de casamento. Mas parece que elas haviam voltado e ela estava prestes a colocar mais um sorriso fingido em seu rosto, quando tudo pareceu desmoronar novamente diante de si.
Mais uma vez o reflexo do espelho foi revelador quando mostrou a figura alta e loira em frente a porta, a fitando com a mesma intensidade de instantes atrás. Ela imediatamente virou-se para certificar que não era outra ilusão, entretanto logo soube que era real quando seu coração, como prova, bateu em disparada apenas ao fixar seus olhos naquelas enormes e intensas safiras.
Hinata: O q-que está fazendo aqui? — ela teve que controlar sua voz que quase a abandona. Sentia seu coração quase sair pela boca a cada passo que ele dava em sua direção – Saia já daqui! — ela ordenou alterada, fechando os olhos com força, como se para não vê-lo e se perder nele novamente.
Infelizmente, ao abri-los novamente, ele continuava lá. Ainda mais perto, recostado a uma parede, com os braços cruzados sobre o peito e o sorrisinho de lado, malicioso e venenoso, os cabelos loiros caiam displicentemente sobre os olhos que a fitavam risonhos, debochados. Completamente lindo. No fim, ela admitiu para si mesma que não conseguia ignorá-lo, apenas ver aquele sorriso, seu coração acelerava, apenas olhava em seus olhos e perdia-se naquele mar azul.
Hinata bufou, derrotada, irritada consigo própria e saiu de frente do espelho, virando-se completamente para encará-lo e controlando-se para não transparecer seu completo nervosismo apenas com aquela proximidade.
Hinata: O que você quer aqui, Naruto? — ela perguntou indo em direção as suas próprias roupas, contudo, ele conseguiu interceptá-la no meio do caminho, segurando em seu antebraço. Imediatamente ela se afastou, não era seguro estar tão próxima dele. — Não deveria estar aqui! — repetiu já sem argumentos.
Naruto: Vim ver como ficava vestida de noiva – ele disse cinicamente e deu um passo em sua direção, sorrindo ao vê-la recuar – O vestido é realmente lindo – continuou andando vendo-a recuar – mas não ficou muito bom em você. – deu uma gargalhada seca diante do olhar ofendido dela que logo ficou assustada ao se ver encurralada entre a parede e o loiro. — Sabe, eu prefiro você sem nada – ele murmurou aproximando seu rosto do dela e recebendo um grande empurrão que o fez recuar alguns passos.
Hinata: Pois eu prefiro que mantenha distancia de mim e que pare de fazer esses comentários imundos, pois não temos mais intimidade para isso. — ela conseguiu dizer polidamente, apesar da dificuldade de respirar e o tremor evidente em suas pernas – não mais. — ela finalizou voltando a se olhar no espelho e fingir se observar no espelho – agora se me der licença, eu quero continuar esperando as costureiras, sozinha.
Ela o viu parado no mesmo lugar e abriu a boca para repetir as mesmas palavras, entretanto o discurso morreu quando abruptamente ele veio em sua direção, segurando seus braços com firmeza e puxando seu corpo contra o dele, fazendo com que ela sentisse o torso duro e musculoso. Ela ofegou de imediato, mas ele não se satisfez dessa vez.
Naruto: Não temos mais intimidades? A quem quer enganar, Hinatinha? – dessa vez ele sorriu e aproximou-se fungando levemente em seu pescoço e apertando sua cintura, puxando-a para mais perto de si. — Você é minha. — ele sussurrou, depositando um beijo no pescoço alvo e a ouvindo gemer baixinho pela primeira vez. O ponto fraco, ele sabia muito bem.
A hyuuga entretanto ainda tentava se salvar do pecado, mas a cada segundo tão próxima daquele homem, tudo o que conseguia pensar era em tê-lo, em prová-lo, em senti-lo. Desde seu último encontro, o desejo que ela reprimira por algum tempo voltara devastador destruindo sua barreira de indiferença por completo. E enquanto a mão dele continuasse a entrar por seu kimono, ela não conseguiria ficar indiferente.
Um gemido arrastado escapou por sua garganta quando ele a segurou com firmeza com os dois braços, em um abraço possessivo e encostou a testa na sua, obrigando-a a olhá-lo. Por um segundo, ela sentiu-se completa em tê-lo tão perto, mas logo a dura realidade voltava para assolá-la.
Naruto: Você é minha – ele voltou a repetir e ela sorriu por dentro, tamanha a ironia. Sempre fora dele, mas ele a desprezara. Agora, depois de tudo, tentava revogá-la novamente, era ilógico, até para ele.
Hinata: Eu não sou mais. — respondeu tentando usar o mesmo deboche que ele, mas sua voz saiu falha
Naruto: Você sempre será minha. — ele decretou e por um instante, Hinata não teve o que dizer, surpresa com o olhar tão profundo e determinado que ele lhe dera. Como se realmente acreditasse nisso. Como se realmente fosse verdade.
E como para provar suas palavras, ele finalmente a beijou, esmagando seus lábios contra os dela, cheio de volúpia, subindo seus braços até o pescoço dela e puxando seu cabelo, desfazendo o coque mal feito e deixando os fios azulados caírem por sua costas. Enquanto lhe devorava os lábios, suas mãos já tão hábeis e tão conhecedoras daquele corpo, o exploravam e o apertavam de todas as maneiras, ainda que fosse por cima do tecido rico e bem trabalhado. O excesso de pano o incomodava, mas ele não tinha pressa, ainda não, e desgrudou seus lábios dos dela, com selinhos curtos e molhados. Ela estava ofegante e seus lábios inchados pelo beijo, ele a admirou assim. Era assim que ele gostava de vê-la, marcada por seu desejo insano por aquele anjo tão tentador.
Hinata: Já falamos disse antes...não é...?! — ela dizia ainda tentando recuperar o ar. Tentava deixá-lo furioso e fazê-lo desistir daquela sedução antes que ela própria não conseguisse mais resistir. — É apenas desejo. Só isso.
Mas para sua surpresa, ele não se irritou dessa vez, pelo contrário. Ele sorriu, prendendo-a mais em seu abraço e puxando o rosto dela para mais perto do seu fazendo seus narizes se tocarem.
Naruto: ótimo. Que seja apenas desejo então. — ele murmurou antes de esmagar novamente seus lábios, descendo suas mãos pelas costas dela até chegar ao perfeito laço que prendia o kimono feminino.
OoOoOoOoOoO
Já deveria ser o 20° vestido que Sayuri experimentara, Sasuke não sabia, já havia perdido as contas, e na verdade nem ligava. Apenas continuava sentado enquanto a via experimentar tudo o que quisesse, o que acabava deixando todas as vendedoras loucas e ocupadas demais para subir até os atuais aposentos aonde a hyuuga se encontrava.
Quando ela novamente se pôs em sua frente, vestia um vestido de alsinhas coral que ia até os joelhos, sapatinhas azuis e os cabelos presos em um coque no alto da cabeça. Ela deu uma volta e o olhou na expectativa, e dessa vez se surpreendeu ao vê-lo sorrir, já que das outras vezes ele apenas acenava com a cabeça como se realmente estivesse aprovando, quando na verdade não estava nem prestando a atenção.
Sayuri: gostou de verdade? — ela perguntou quase quicando no chão, mas ficou quieta e confusa ao ouvi-lo gargalhar
Sasuke: Mas que roupas são essas? Você mais parece aquela garotinha doente de anos atrás. — disse debochado e viu com satisfação a morena perder a cabeça.
Sayuri: O QUE VOCÊ TA INSINUANDO, SEU RETARDADO?! PERDEU A NOÇÃO DO PERIGO!
Sasuke: Foi você que perdeu a noção do ridículo!
- E vocês dois perderam a noção de decência! — a terceira voz, fina e controlada demais assustou a todos que olharam imediatamente na direção em que ela vinha. Menos Sasuke, que apenas fechou os olhos sabendo muito bem quem era, e o quanto estava ferrado.
Sayuri: Ahh chiclete estragado. A quanto tempo. — ela não perdeu a chance, mas Sakura nem ao menos a olhou. Continuava fitando as costas do noivo que aos poucos virava-se para encará-lo.
Sakura: Fazendo boas compras, Sasuke-kun?
Sasuke: Sabe que detesto compras. — ele disse do jeito sério e inexpressivo de sempre, e a rosada deu uma gargalhada seca.
Sakura: Sério? Por que você pareceu muito a vontade enquanto essazinha aí ficava mostrando o vestidinho de vagabunda-sonsa para você!
Sayuri: Do que me chamou, algodão-doce sem cérebro? — ela falou com uma veia saltando em sua testa e um sorriso endiabrado nos lábios.
Sakura: Disso mesmo que você ouviu, sua oferecida maltrapilha.
Sayuri: NAAAAANIIIIIIII? SEU CHICLETE NOJENTO, EU VOU TE MOSTRAR QUEM É A MALTRAPILHA AQUI.
Sakura: AAAHHH TO MORRENDO DE MEDO, SUA....VAGABUNDAAAA!
Bom, se Sasuke realmente queria uma confusão para deixar todos mobilizados, ele havia conseguido. Entretanto, ele também havia conseguido uma briga nada agradável e que o deixava cada vez mais em apuros com aquelas duas kunoichi's loucas e poderosas, uma perigosa combinação.
“É isso que dá tentar ajudar um amigo. Bem feito, Sasuke. Bem feito. Da próxima vez, continua com sua insensibilidade e falta de compaixão que você arruma menos dor de cabeça! Maldito dobe, acho bom ele estar aproveitando por que depois ele vai ficar me devendo por muito tempo”
OoOoOoOoOoO
Hinata sentia o pecado invadir seu corpo a cada toque cheio de fogo e malícia daquele homem. Quando os lábios dele tocavam os seus, sua cabeça girava e sua consciência se perdia. Quando as mãos dele percorriam seu corpo, gemidos subiam por sua garganta e escapavam por sua boca sem permissão.
Sempre fora assim, com apenas um olhar, ele podia fazê-la perder o ar, com um toque fazê-la perder a cabeça. Ela era fraca.
Incapaz de resistir.
E ali, naquele pequeno ateliê, ele mais uma vez provava seu poder sobre ela, e ela sua fraqueza por ele.
O enorme espelho, a única testemunha do pecado refletia aquele casal que ainda se beijava tão despudoradamente até que o homem se afastasse e virasse a moça de frente para o objeto, a obrigando a olhar a figura vergonhosa dos dois pecadores.
Ela, com o kimono frouxa devido o laço desfeito, já tinha o decote mais fundo podendo se ver o vale entre seus seios e descer por sua barriga lisa até seu umbigo. O tecido tão rico mostrava-se amarrotado, e a parte de baixo, também levemente aberto provocando um tipo de fenda que deixava sua perna esquerda toda a mostra. O rosto vermelho, os lábios inchados e entreabertos ainda ofegantes, os cabelos azuis desalinhados caindo sobre os ombros e o rosto. E no pescoço longo e delicado, uma grossa corrente com um pingente pesado e grande do simbolo do clã mais poderoso de Konoha, enfeitando o colo feminino agora tão desprotegido e nu.
Atrás dela, um rapaz loiro e alto, a abraçando pela cintura, com o rosto enterrado nos cabelos azuis, ainda sim olhando o reflexo dos dois com as orbes de safira brilhando cheio de malicia e satisfação, enquanto em seus lábios um sorriso despontava sexy. As mãos antes na cintura, agora acariciavam a barriga, enquanto os lábios subiam pelo pescoço pálido e mordiam o lóbulo macio da orelha dela a fazendo fechar os olhos e tentar controlar a própria respiração.
Naruto: Você é tão macia, Hinatinha... — murmurou, fungando em seu pescoço e depois passando a língua por toda a extensão até novamente o lóbulo da orelha, sorrindo ao senti-la se arrepiar.
Hinata: P-por que voltar, Naruto-kun? — ela perguntou, ainda de olhos fechados, tentando controlar os próprios desejos, os próprios impulsos de entregar-se aquele homem sem reservas.
Diante do silencio dele, ela abriu os olhos lentamente e mais uma vez pelo reflexo, se viu aprisionada pelos orbes azuis que a olhavam intensamente.
Naruto: Você não sabe? — ele sorriu a fazendo franzir o cenho e balançar a cabeça em negativa – Talvez um dia você descubra. — concluiu a surpreendendo.
Ela já ouvira essas mesmas palavras um dia, ou melhor, ela já falara aquelas mesmas palavras e surpreendeu-se por ele repeti-las agora. O que ainda não entendia era por que. O que ele queria.
Não teve muito tempo para pensar, ao perceber que ele tirava o colar de seu pescoço para em seguida, jogá-lo em um canto qualquer no meio dos tecidos.
Hinata: Esse colar é uma relíquia do clã! — ela protestou, mas não conseguiu se mexer devido ao abraço de urso em que ele lhe envolvia.
Naruto: Ele não combina com você. — disse beijando novamente seu pescoço, quando uma de suas mãos, subia pelo tecido do kimono e ia em direção ao decote aumentado dos seios, entretanto antes que chegasse sobre ele, sentiu duas mãos pequenas o impedirem.
Hinata: Já chega. — ela disse tentando se libertar e foi pega de surpresa, quando ele novamente virou-a para si e olhou-a nos olhos com ferocidade.
Naruto: Tem razão. Já chega!
E mais uma vez, ele tomou seus lábios para si. Ela tentou se soltar, se debater, se afastar, mas era em vão, as mãos dele, subiram para seus punhos e o seguraram firmes, a empurrando em direção a parede mais próxima, e prendendo-a ali, com uma das mãos segurando os dois pulsos frágeis acima da cabeça. Ela estremeceu, quando o corpo dele, se grudou contra o seu a imprensando contra a parede fria. De repente, a boca dele desceu por seu pescoço até chegar em seu colo, a fazendo soltar um gemido sem se conter. A mão livre, subiu por sua perna desnuda , apertando a carne nua e trazendo o joelho a altura de sua cintura, de modo que suas intimidades se chocaram com mais força.
Ela suspirou quando sentiu o membro dele contra si, implorando para devorá-la depois de tanto tempo e a hyuuga sentia-se arder e aflorar dentro de si o desejo e a ânsia de também tê-lo dentro de si e explodir de prazer com o contato de seus sexos e a fundição de seus corpos.
Aos poucos, ela já não mais tentava escapar, fugir ou resistir. Quando a boca dele, alcançou a sua novamente, ela se deu conta de que não conseguiria mais fugir. Que era impossível resistir aquele homem.
Hinata: a p-porta....a-alguem...p-pode e-entrar... — foi o que ela conseguiu dizer, tremula e completamente entregue a ele.
Vendo seu estado, ele apenas sorriu, dando uma pequena olhada em direção a porta e novamente voltando a encarar os olhos perolados, agora envoltos em um brilho de desejo que ele conhecia muito bem.
Naruto: quem chegar aqui, vai ver um grande show, não acha? — ele murmurou essas palavras, enquanto subia as mãos pela yukata e finalmente a abria por completo, revelando os seios desnudos e já empinados pelo tesão e pela expectativa.
Hinata: N-não... — ela tentava formar alguma palavra, mas sentia sua garganta se fechar, enquanto um rebuliço de sentimentos deixava sua pele sensível demais ao minimo contato. — a p-porta... — ela voltou a repetir, mas foi interrompida pelos lábios dele passando suavemente pelos seus, roçando-os sem aprofundá-los.
Naruto: Eu já te disse, Hinatinha...o perigo pode ser excitante... — ele disse, enquanto esfregava o mamilo rosado com seus dedos e via com prazer um gemido ficar preso na garganta dela.
Mas foi quando a boca dele, substituiu seus dedos, que Hinata sentiu-se finalmente cair em um precipício de prazer, e a pouca sanidade que restava finalmente se perder deixando apenas espaço para o desejo contido durante todos esse tempo que agora voltava arrebatador e infinitamente mais poderoso.
Não tinha mais volta.
Enquanto ele chupava um dos mamilos, uma das mãos esmagava e acariciava o outro seio fazendo Hinata mal conseguir respirar. A outra mão dele, já não mais a prendia, quando ela própria afundava seus dedos nos fios loiros daquele amante que tentava possui-la ali mesmo, naquele atelie aonde qualquer pessoa podia entrar a qualquer momento. Naruto tinha razão e ele já tinha lhe ensinado outras vezes: O perigo realmente deixava as coisas muito mais excitantes. Como prova disso, ela sentia-se úmida por dentro e com sua intimidade latejando em uma ardência incomoda que ela não conseguia suprimir.
Aos poucos, o corpo pequeno começava a se mexer por si só, e enquanto as mãos do loiro percorriam e apertavam sua pele, ela se esfregava contra ele, chocando suas intimidades com expectativa. Naruto sorriu, soltando o mamilo em que trabalhava deixando um caminho de saliva até o pescoço, novamente voltou a olhar a Hyuuga que mantinha-se de olhos fechados, enquanto se contorcia contra seu corpo. Satisfeito, ele lentamente empurrou o kimono por seus ombros, deixando a roupa finalmente cair no chão descobrindo completamente o corpo feminino e perfeito. Imediatamente, ele novamente colou seu corpo contra o dela, deliciando-se com o encaixe perfeito. Ela ofegou quando as mãos dele, desceram até a barra da calcinha e se jogou nos braços dele, quando um dos dedos chegou em sua intimidade sem qualquer proteção. Ela gemeu no ouvido dele, e ele também enlouqueceu, a penetrando com os dedos, enquanto com o polegar esfregava o botão de prazer da sua pequena amante.
Naruto: Você continua apertada, Hinatinha... — ele sussurrou também já perdendo a própria sanidade, enquanto a ouvia gemer baixinho em seu ouvido e puxar o seu cabelo com força.
Hinata: N-naruto-kun...n-naruto-kun... — ela gemia o nome dele, ofegante, apertando-se contra ele, já que suas pernas tremulas mal conseguia sustenta-la.
Ela já estava no ápice, ainda sim ele continuou, e quando sentiu o corpo tremer compulsivamente e depois quase desfalecer, ao mesmo tempo tão sentiu o liquido dela escorrer por seus dedos, melando a ambos.
Deliciado, ele fez questão de olhá-la. Sua Hinatinha havia gozado para ele.
A mesma mantinha-se os olhos fechados, e recusava-se a se afastar. Sabendo disso, ele a levantou pelas nádegas deixando-a cruzar as pernas em sua cintura e lentamente a deitou no chão frio do atelie.
Ela ofegava com força, em busca de ar, os cabelos azuis se espalharam pelo chão e ele pode ver com êxtase, a pele branca novamente cheia de marcas vermelhas. Suas marcas, a qual ele fez questão de beijar cada uma, demorando um pouco mais na barriga lisinha e no pescocinho fragil. Ao encará-la novamente, selou seus lábios nos dela para em seguida, passar apenas sua língua por toda aquela boquinha pequena e rosada que era sua maior tentação.
Naruto: Eu quero você, todinha — sussurrava, ainda deslizando seus lábios sobre os dela – quero ter você, te provar, te possuir , te ouvir gemer meu nome e sempre pedir por mais. Faz tempo que eu descobrir que é impossível resistir a você, Hinatinha. Você é meu maior pecado, meu vicio, toda minha. — concluiu novamente subindo suas mãos pelo corpo dela e apertando suas cochas e deixando-a sentir seu pau duro contra seu baixo ventre.
Surpreendeu-se quando ela também sorriu, ainda de olhos fechados a suas mãos começaram a ganhar vida, percorrendo seu corpo ainda coberto pelas roupas. Sem dizer nada, ela o puxou e também o beijou, puxando seus lábios, chupando sua língua, enquanto movia seu corpo em direção ao dele e tirava sua jaqueta. As mãos dele, voltaram aos seios redondos e fartos e as dela, foram para a barra da calça puxando para baixo com pressa.
Hinata: Tire. Tire logo – ela disse, sem paciência e ele sorriu ainda mais, ajudando-a a tirar sua roupa, e já sentindo seu pau latejar de expectativa.
A cada peça tirada, eles jogavam em algum lugar da sala e logo os dois estavam nus, enroscados no chão do atelie, suados e entregues um ao outro sem qualquer obstaculo. As unhas dela, arranharam seu abdome lhe causando um calafrio e ele investiu seu membro contra ela, sem realmente penetrá-la, apenas roçando arrancando gemidos altos dos dois que apenas não foram ouvidos lá embaixo, por estarem em um andar bem acima da loja. Os mamilos rosados, despontavam em direção a ele que os chupava deliciando-se ao ouvi-la gemer mais forte, mas quando as pequenas mãos tocaram em seu membro, foi a vez dele beijá-la com voracidade a fim de suprimir o urro de prazer entalado em sua garganta.
Ela mantinha movimentos fortes e tão lentos que chegavam a torturá-lo, sorrindo maliciosamente vendo o Uzumaki tão entregue a sua merce. Naquele momento, ela percebia o quanto gostava daquilo, o quanto também desejava aquele homem a ela. Ao perceber que ele chegava a seu ápice, ela parou instantaneamente ouvindo com prazer um suspiro frustrado e quase desesperado dele.
Naruto: Baka, n-não f f-aça isso... — ele sussurrou irritado, mas acalmou-se na mesma hora ao ouvir o risinho tão cristalino que veio dela – gosta de me enlouquecer, Hinatinha. — ele insinuou ao virar-se de barriga para cima e senti-la se sentar em seu abdome, para em seguida distribuir beijinhos por seu peitoral e arranhar propositalmente seus braços.
Hinata subiu os beijos até o ouvido dele e beijou sua bochecha.
Hinata: gosto. — ela confessou sorrindo e soltou um gemido arrastado e entrecortado sentindo o membro dele contra si.
Foi o suficiente para Naruto perder o controle, e novamente deitar-se sobre Hinata, e afastar suas pernas com ferocidade encaixando-se entre elas Passando o dedo levemente pela intimidade molhada dela, ele sorriu quando a hyuuga gemeu ainda mais alto, e afastando ainda suas pernas, como sempre sem aviso, ele a penetrou com força arrancando gemidos ainda mais altos dela enquanto ele a violava com rapidez. Sentia seu membro ser totalmente engolido e forçava até o mesmo entrar completamente, para em seguida recuar e novamente invadir aquele corpo pequeno com violência e fome. Entrava e saia com ferocidade, gemia e arrancava gemidos que eram como musica para seu ouvido. Ela se contorcia, ele a apertava ainda mais, ela o arranhava e suspirava, ele a penetrava com força e chupava seus lábios com voracidade enquanto sentia o choque de seus sexos com rapidez.
Para senti-lo ainda mais, Hinata cruzou as pernas na cintura dele e se insinuava contra o membro do loiro, enquanto com os braços o abraçava e o arranhava com força, na tentativa de conter os gritos de êxtase.
Ora mais lento, ora mais rápido, ele alternava seus movimentos, enquanto chupava seus mamilos, apertava suas cochas e sugava seus lábios. Entrava e saia, ele não conseguia parar, eles não queriam parar.
Gostoso, cheio de prazer, um pecado perigoso que era impossível resistir.
Naruto estava prestes a explodir, mas fazia questão de deixá-la cair primeiro. Vendo que Hinata já chegava ao seu limite, ele segurou os joelhos dela com firmeza, abrindo ainda mais as suas pernas e afundando ainda mais profundamente seu pau dentro dela.
Ela não aguentou e explodiu, quase que desfalecendo, sendo seguida por ele que deixou-se derramar dentro dela até a última gota daquele liquido de prazer e depois deitando-se sobre seu corpo ainda que não deixasse seu peso todo. Imediatamente afundou seu rosto nos cabelos azuis e respirou fundo. Sorriu satisfeito ao sentir o cheiro suave que ele tanto conhecia e ansiava em sentir novamente.
Finalmente era ela.
OoOoOoOoOoO
Sasuke: Sakura...
Sakura: POR QUE DEFENDE TANTO ELA? MAS QUE DROGA SASUKE, NÃO VÊ O QUE ELA ESTÁ FAZENDO?
Sayuri: É VOCÊ QUE NÃO SE TOCA QUE TA SOBRANDO AQUI MINHA FILHA!
Sasuke: Já chega! — dessa vez todos realmente se calaram. Por que agora, Sasuke Uchiha mantinha majestoso e furioso, seu mangekyo Sharingan ativado e uma onda de medo passou por todos, nem mesmo Sayuri foi capaz de falar alguma coisa. — Eu estou cansado de vocês duas. E também de todas essas mulheres histéricas. Vamos embora, agora!! “O naruto não vale tudo isso” — ele completou em pensamentos.
Sayuri: Ow, ow...também não precisa estressar ai...já estou indo... — se virou para uma das vendedoras – EMBRULHA TUDO AI, MINHA FILHA, E MANDA PRA CASA DESSE UCHIHA AQUI!
Sasuke: CALADA!
Sayuri: Hei, não se empolga não meu filho. Vai gritar com a chiclete que eu não te dou toda essa moral!
Sasuke revirou os olhos e depois olhou incrédulo para aquela garota. Quando ela começara a falar daquela maneira? Ou melhor? Aquela era a garota que se dizia sua grande inimiga? Ta certo que todo esse tempo que passaram juntos, se falaram muito pouco e provavelmente não a conhecia bem, mas aquilo já era degradante.
Sakura ainda fuzilava os dois Uchihas com o olhar e Sasuke suspirou, enfadado. Definitivamente, não teria seu tão pretendido descanso.
Quando o trio escândalo finalmente se foi, a loja de Nita-sama finalmente voltou a normalidade e as vendedoras que antes estavam tão atordoadas com Sayuri, lembraram-se de uma certa noiva, muito importante.
Com pressa elas seguiram em direção ao atelie. Ficaram surpresas ao encontrar a porta entre a berta e subiram a escada com pressa e temor que a cliente houvesse ido embora, mas foi quando abriram a porta que realmente tiveram uma grande surpresa.
- H-hinata-sama! — uma delas exclamou.
- Hinata-sama, por que tirou o vestido? — falou a outra em seguida em quanto todas as costureiras e vendedoras olhavam decepcionadas para a hyuuga que vestia seu kimono normal em quanto a roupa do casamento estava jogado sobre uma poltrona – peço que desculpe nosso atraso, mas não desista do vestido onegai – a mulher disse horrorizada, mas a hyuuga deu um sorriso calmo.
Hinata: Não se preocupem, eu apenas tenho um compromisso e preciso ir, mas outro dia voltarei para ajeitarmos a roupa para ficar perfeita para o meu casamento. — finalizou com enfase, deixando todas as mulheres com sorrisos contentes e eufóricos – Mas se me derem licença, eu preciso terminar de me vestir.
- Oh claro, Hinata-sama. Esperamos lá embaixo.
Hinata: Arigatou. — ela sorria, mas assim que as mulheres finalmente saíram, seu sorriso se perdeu a voltou a se concentrar na trança que fazia em seus cabelos de modo a esconder uma marca avermelhada em seu pescoço – droga baka – reclamou e no mesmo momento, um vulto surgiu ao seu lado, sem surpreendê-la.
Naruto já estava vestido a não ser pelo casaco que ele deixava em seu ombro que estava a mostra devido a blusa regata assim como seus músculos.
Naruto: nunca reclamou de ter que esconder as marcas que eu deixava em você. — resmungou revirando os olhos.
Hinata: Mas agora eu tenho um noivo e a última coisa que preciso é que ele cancele o casamento por um motivo estupido.
Chocado com as palavras dela, ele a olhou irritado e trincou os dentes, ainda a olhando pelo reflexo do espelho, ainda que a mesma parecia calma e concentrada no próprio cabelo.
Naruto: Ainda não desistiu dessa idéia estupida? — ele disse cuspindo as palavras e foi a vez dela sorrir.
Hinata: Nani? Pensou que só por que você veio aqui e nós.... — ela hesitou
Naruto: transamos! — ele acusou e ela deu de ombros
Hinata: Que seja. Não vai ser isso que vai me fazer desistir do meu casamento.
Naruto: Você enlouqueceu? — ele sibilou a puxando pelo braço com força, a obrigando a olhá-lo.
Hinata: Não! Você que deve ter enlouquecido se acha que pode chegar aqui e pensar que tudo vai voltar a ser como era antes por que você está frustrado sexualmente, agindo como um garoto que tem medo de perder seu brinquedo para outra criança!
Naruto: Não vou perder você para aquele hyuuga almofadinha! — enfatizou irritado.
Hinata: Não, não vai. — ela puxou o próprio braço e se afastou ainda que continuasse o fitando – Por que eu não sou mais sua. E nem de ninguém, eu já disse isso! Agora se me der licença... — ele a interrompeu com um beijo e novamente voltou a olhá-la profundamente.
Naruto: Não se despeça agora, Hinatinha. Por que isso não acabou, só está começando. — e dizendo isso, ele desapareceu deixando uma Hinata finalmente caída em seus próprios choques e assombros.
Ofegante, ela colocou a mão sobre o peito e se perguntou o que estava acontecendo. O que ele queria dizer com isso? O que ela estava fazendo, afinal de contas, traindo Akihiko como Naruto?
Fechou os olhos tentando acalmar as sensações maravilhosas que vivera minutos atrás enquanto as palavras de Naruto voltavam a ecoar em sua cabeça.
“...isso não acabou...”
Será que ela teria coragem de repetir o que fizeram?
Ela não tinha mais certeza de nada. Só o que sabia, era que não se deixaria mais trair por seus sentimentos e não voltaria a ser usada pelo Uzumaki.
Mas será que ela seria capaz de resistir uma outra vez?
OoOoOoOoOoO
A viagem até Suna havia sido mais rápida do que o esperado, para total desgosto de Ino que agora se via, junto com seu time, frente a sala do kazekage. Haviam sido escoltado desde os portões da vila até lá, por ninjas da areia, e para alivio e ao mesmo tempo nervosismo de Ino, a princesa de Suna ainda não havia aparecido.
Quando anunciados, o time finalmente entrou na grande sala do kazekage e a primeira coisa que viram foi a berrante cabeleira do antigo jiinchuriki, Gaara.
Gaara: Esperávamos vocês, só daqui a um ou dois dias. — o ruivo falou inexpressivo como sempre, ainda que parecesse analisar cada um dos membros do time.
Shikamaru: A viagem aconteceu mais rápida e sem nenhum imprevisto o que deve ter sido bom, afinal, pelo que foi passado o que trazemos é de máxima importância. — apesar das palavras diretas, ele não parecia muito a vontade.
Gaara: Hai. Tem razão. — disse enquanto pegava o pergaminho das mãos do jounnin e por uma fração de segundos os dois se entreolharam e o moreno pode perceber uma certa frieza no olhar do kazekage, mas deixou passar. — podem se retirar. Devem ficar por alguns dias até que possam levar daqui uma resposta para konoha.
Ino: Ué, e por que vocês não levam até nós? — falou pela primeira vez, já não suportando a idéia de ficar mais um segundo ali. Percebeu que todos a olharam surpresos, mas fingiu não ligar até encarar o próprio kazekage que a olhava tão friamente que quase a fez se encolher. Quase. Ela tinha orgulho demais para isso.
Gaara: Parece não estar muito a vontade aqui, Yamanaka-san. Algum problema com a vila da areia?
Ino tinha uma resposta mal criada na ponta da língua, mas resolveu se conter. Ainda sim, antes que ela pudesse falar algo, a porta se abriu em um roupante e uma nova presença deu o ar de sua graça.
Temari: Oh, eu não sabia que os ninjas da folha tinham chegados. — a kunoichi disse enquanto se encaminhava em direção a mesa do irmão – trouxe os relatórios que pediu – falou séria para depois se voltar para os ninjas de konoha. — Sejam bem vindos a Suna. — ela disse, olhando cada um nos olhos, finalizando em Shikamaru que não tirou os olhos da kunoichi uma só vez desde que ela entrou na sala.
Ela sorriu, mas o preguiçoso fitou os olhos verdes com atenção e os percebeu sérios e distantes.
Enquanto isso, Ino olhou para os dois, deixando os punhos se fecharem levemente e o coração bater tão acelerado que ela tinha medo de que alguém os escutasse.
Estava para começar uma batalha pelo o coração de Shikamaru, mas ela temia que isso acabasse por matar o seu próprio coração.
Notas finais
Gaara apareceu para o animo dos seus fãs...
Mas o que aguarda Ino e Shikamaru em Suna, agora que eles encontraram com a Temari?
E quanto a Naruto e Hinata, como eles vão ficar a partir de agora?
Bom, se querem saber disso e muito mais, não percam os próximos capitulos!!!
Ah, obg pelas reviews que tem mandado, eu to meio sem tempo então não estou podendo respondê-las, mas eu leio a todas e vcs não tem idéia de como eu fico feliz com seus elogios e principalmente com suas opniões. Sabe, ainda mais agora que a imaginação ta meio em baixa. Então não deixem de comentar. Muitissimo obg
E até o próximo capitulo!!
beijos!=*
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