Paraiso Imperfeito
31 Espinho
Notas iniciais
“O coração de uma mulher, como muitos instrumentos, depende de quem o toca” (Saint Prosper)
– Hanabi...
A Hyuuga mais velha acariciou a face da mais nova que mantinha-se imovel, olhando apatica para o teto como fosse apenas uma casca vazia. Só restaram elas duas no quarto, desde que Hinata apareceu bem cedo e obrigou Neji a voltar ao clã para se recompor de uma noite sem dormir. Hanabi havia acordado alguns minutos depois, mas desde então manteve-se paralisada apenas olhando para o teto sem se mexer, a não ser no momeno do café da manhã, quando ao menos deixou que a irmã mais velha lhe desse o mingal na boca sem reclamar. Na verdade, sem fazer nada a não ser abrir a boca e engolir a refeição. Depois isso, voltou a deitar-se e olhar para o teto, em silêncio sepulcral, seus olhos prateados quase sem vida.
E isso estava matando Hinata também.
Depois de uma boa noite de sono ao lado de Naruto, ela acordou bem cedo e voltou ao hospital, mas não sem antes agradecer o amado e prometer que comeria e domiria nos horarios certos. O loiro a irritara, tratando-a como um bebê que não sabia se cuidar, mas ela admitia que no fundo gostara. Um pouco.
Voltando-se para a irmã, ela suspirou também sentindo-se culpada com o que havia acontecido. Por um instante, por menor que fosse, ela havia gostado da fuga de Hanabi quando soube que Neji havia escondido as fofocas dela. Kami-sama, ela não queria nem imaginar se essas fofocas caissem nos ouvidos de seu pai, ele a mataria sem duvida, mas por agora tudo o que conseguia se preocupar era com a irmã mais nova.
– Eu volto já oni-chan... — ela murmurou, dando um beijinho em sua testa fria — ...onegai fique bem...
Ela saiu lentamente do quarto, e fechou a porta atrás de si com cuidado para não perturbar Hanabi. Só pegaria um pouco de água e então voltaria novamente. Ela apenas não conseguia manter-se olhando para a irmã tão quebrada.
– Hinata.
A Hyuuga deu um sorriso forçado para a Sakura que a olhava com preocupação e carinho. Esta vestia suas roupas de medica impecaveis, e seus cabelos estavam presos perfeitamente em um coque alto clássico, estava linda, mas Hinata não perdeu as olheiras profundas abaixo dos olhos verdes cristalinos.
– Ohayo Sakura-chan.
– Será que Naruto lhe deu os calmamentes que eu passei? — a rosada perguntou baixo, mas com um olhar especulativo para a outra kunoichi que suspirou.
– Sim, ele escondeu na minha sopa ontem, e enfiou na minha boca hoje de manhã. — ela respondeu levemente emburrada, mas a rosada sorriu satisfeita.
– Que bom. Algumas também eram vitaminas, você estava precisando. Eu poderia ver uma anemia chegando de longe. — disse profissionalmente e Hinata desviou os olhos tão analisadores da médica. — Como Hanabi está?
Suspirando longamente, Hinata começou a andar com Sakura ao seu lado.
– Apatica. Ela não fala, mas pelo menos está comendo.
– Apesar de não parecer, é um ótimo e rápido progresso. — Sakura disse, séria. — Eu sei que isso é um caso delicado, mas Hanabi é forte e tenho certeza que passará por isso. Mas ela vai precisar de um tempo.
– Quanto tempo?
– Não há como precisar. — a rosada disse, pesarosa – O trauma que ela sofreu foi muito duro e cada pessoa tem um jeito de lhe dar com ele depois. As coisas vão voltando ao normal aos poucos, e ao mesmo tempo, nada realmente será como era antes. Nada pode apagar o que aconteceu. — Ela pensou por um instante antes de voltar a olhá-la com seriedade – É preciso que vocês entendam, Hinata. Há chances dela nunca se recuperar. — o golpe foi duro para a Hyuuga, mas Sakura se manteve firme – É possível também que ela aos poucos vá ganhando novamente sua força, mas as vezes, ela vai quebrar novamente e todos ao seu redor tem que estar preparados para fazer o que é certo. Ampará-la, ou apenas deixá-la sozinha consigo mesma. Ela vai precisar de todo o apoio e compreensão a partir de agora.
– Eu vou fazer o que for preciso. — Hinata garantiu e Sakura sorriu, sem parecer surpresa com a sua reação.
– Eu sei que vai. Amanhã, uma médica vai tentar falar com ela, é bom um profissional que ela não conheça para que possa tentar desabafar seus sentimentos. Ela vai se sentir melhor se conseguir.
– Isso é bom. — Hinata murmurou, pensando que o conceito disso era realmente bom. Quantas vezes, ela própria não quis alguém desconhecido para desabafar?
Elas voltaram a andar em direção a lanchonete.
– Então, Naruto estava muito preocupado com você ontem. Eu nunca o vi assim, a não ser na nossa ultima missão. — ela disse risonha e Hinata corou.
– Ele é exagerado. — a Hyuuga deu os ombros, mas Sakura cantarolou animada.
– Você faz bem pra ele, Hyuuga. Fazia tempo que eu não via Naruto preocupado com alguma coisa a não ser com ele próprio. — ela disse sinceramente surpreendendo a Hyuuga – Um faz bem para o outro pelo visto.
Hinata mordeu o lábio inferior, envergonhada.
– E como está o Sasuke? — ela perguntou tentando mudar de assunto, mas no segundo seguinte, arrependeu-se ao ver os olhos verdes da médica brilharem magoados – A-aconteceu alguma coisa?
– N-nada, é só que.... — ela pigarreou – Eu e ele terminamos.
Hinata arregalou os olhos, chocada. As brigas de Sasuke e Sakura eram de conhecimento público, mas eles nunca haviam terminado oficialmente. Algo em seu estomago embrulhou lembrando-se do beijo que vira entre ela e Naruto. Até agora ela nem havia se dado conta que Sasuke também estava lá.
– P-por causa do s-seu beijo com N-naruto? — ela perguntou sem conseguir se conter, e viu a rosada paralisar e olhá-la, chocada.
– C-como você...ohmeukami-sama...você também v-viu? H-hinata...e-eu nem sei o que dizer...eu...droga...e-eu sinto muito mesmo. E-eu não estava realmente em mim...e estava com raiva e...queria me vingar...então e-eu nem pensei e N-naruto...ele não...olha, ele não queria nada...eu e ele...
– Tudo bem, Sakura-chan, já passou. — ela suspirou tentando tranquilizá-la. No fundo sentiu-se orgulhosa de si mesmo por ter sinceramente superado o episodio. — Eu não estou mais brava.
Mas Sakura estava vermelha e mal conseguia olhar para a Hyuuga. Só agora via as proporções desastrosas que seu ato impensado e raivoso poderiam ter alcançado.
– Kami-sama, e fui tão estupida. Sinceramente, me perdoe, Hinata. Eu nunca iria querer ficar entre o Naruto e você.
Hinata desviou o olhar por um instante, reprimindo um sorriso ironico e em seguida voltou a olhar a médica com seriedade. Sakura sempre esteve entre ela e Naruto mesmo antes dela realmente usar o loiro para fazer ciumes do Uchiha, mas a rosada parecia nunca ter se dado conta ainda.
– Eu sei que você e Naruto nunca tiveram nada. — ela disse enfim, olhando cuidadosamente para a médica e escolhendo suas palavras – Mesmo que ele quisesse isso por um bom tempo. — completou e novamente viu a rosada abrir a boca para contradizê-la, mas a calou com um gesto suave de mão – Porque eu sei, todos sabem, que você é completamente apaixonada pelo Sasuke-kun. E eu acho que ele por você também, ou então não teria assumido um compromisso. Ele não parece muito de fazer algo contra sua vontade. Na verdade, eu lembro que Sasuke-kun nunca teve problema de dispensar as garotas que corriam atrás dele, mas só teve uma que ele assumiu como sua namorada para toda a vila.
Sakura olhou chocada para a Hyuuga que agora sorria satisfeita. Ela não sabia de onde havia surgido essa vontade de ajudar a médica, mas sentiu como se fosse um desabafo para ela própria.
– Eu não sei porque vocês resolveram se separar, e eu não sei se vocês ainda querem ficar juntos, mas eu achei que você gostaria de saber de uma pessoa de fora e completamente sem qualquer interesse no assunto, que você e Sasuke-kun formavam um bonito casal, e que era visivel o quanto um fazia bem para o outro. — ela fez uma pausa depois de utilizar as palavras da amiga de minutos antes.
– Eu nem sei mais se o que sentimos um pelo outro é mesmo amor ou só teimosia. — a rosada confessou cabisbaixa e Hinata pensou por alguns segundos.
– Minha avó sempre dizia que gostamos de uma pessoa pelas suas qualidades, mas a amamos pelos seus defeitos. — Hinata repetiu com melancolia e por fim deu tapinhas acolhedores nas costas da amiga. — Ter inseguranças é normal, Sakura, e eu sei bem do que estou falando, mas as vezes chega uma hora que devemos esquecê-las e confiar nos nossos sentimentos.
– Eu não sei se consigo.
– Você é a kunoichi mais forte que eu conheço, Sakura-chan. Está na hora de você mostrar isso. — e dizendo isso, ela pegou sua água e saiu de volta em direção ao quarto de Hanabi, mas antes ainda ouviu o chamado de Sakura.
– Hei Hinata... — quando a morena virou-se, ela sorriu – e você é sem duvida a kunoichi mais sábia que eu conheço.
Hinata agradeceu com um aceno calmo e voltou a andar, satisfeita consigo mesmo e silenciosamente desejando boa sorte para sua ex-rival no amor.
Sakura via a Hyuuga se afastar, enquanto se perguntava onde estava a garotinha timida e insegura de anos atrás que gaguejava e não tinha coragem sequer de olhar nos olhos dos outros. Hinata agora era uma mulher feita, era decidida e segura de si de uma forma que Sakura nunca foi. Os olhos prateados ainda eram doces, mas tinham uma maturidade e sabedoria que poderiam ser pesados demais para uma criatura tão delicada, mas Hinata mostrou a todos que não era mais a garotinha medrosa de antes, e Sakura se perguntou se já não estava na hora dela fazer o mesmo.
Era seu horario de almoço, e ela parara apenas para tomar um café, não tinha fome e nem animo e assim vinha definhando desde seu termino com Sasuke, uma enorme parte dela queria apenas voltar ao distrito Uchiha e implorar para Sasuke voltar a amá-la, enquanto uma pequena parte clamava para que ela parasse de sentir pena de si mesma e voltasse e que desse a volta por cima. Não por Sasuke, nem por qualquer outro, mas por ela mesma. Porque ela era um ser humano e merecia ser feliz e ser amada, mas antes ela deveria começar a amar a si própria.
E era isso que ela faria.
– Srta. Haruno? — uma voz atrás de si a tirou de seus pensamentos e ela virou-se para encontrar um homem alto, de cabelos castanhos espetados e barba por fazer. Ele estava ofegante e a roupa um pouco amassada.
– Sou eu.
– Desculpe, eu sou Hideo Masako, pai de Jin. Eu acabei de chegar e soube do que ocorreu! Ele está bem? — perguntou afoito e Sakura percebeu que ela ainda carregada sua mala de viagem.
Lembrou-se da chegada de Tenten no dia anterior com um garotinho de cabelos castanhos e olhos dourados que havia sido atingido por um golpe na cabeça não intencional de um outro colega de sala, causando seu desmaio instantaneo. Devido o local do trauma, e o fato de nenhum dos responsáveis estarem na vila, Sakura recomendou que o pequeno passasse a noite no hospital em observação.
– Ele está bem. O trauma foi leve, e a não ser por um dente quebrado, ele já está novinho em folha. — brincou levemente e viu o homem soltar um suspiro de alivio tão sincero que a comoveu. — Ele ficou aqui apenas por causa do local do trauma ele deveria ficar em observação pelas primeiras oito horas e como nenhum dos seus parentes foi achado... — ela dizia em tom profissional, enquanto guiava o homem em direção ao quarto.
– Ele ficou a semana sozinho. Quer dizer, eu o deixei com a minha irmã, mas ela foi convocada para uma missão há alguns dias. — ele explicou culpado
– E quanto a mãe? — ela perguntou distraida, apenas para manter a conversa, mas percebeu um silencio tenso ao seu lado e quando olhou-o de esguelha, percebeu o homem com os ombros um pouco curvados.
– Ela morreu a quatro anos atrás...na invasão. — ele murmurou e Sakura engoliu em seco penalisada.
– Eu sinto muito. Eu não queria...
– Tudo bem. Eu agradeço sua preocupação com meu filho. Jin já está acostumado a ficar sozinho. Como eu trabalho na diplomacia da vila, estou tendo que fazer muitas viagens.
Sakura escutou tudo com admiração. O sr. Masako era pai solteiro, tinha um trabalho duro, e parecia tão jovem apesar do obvio desgaste dos últimos anos.
Quando chegaram ao quarto, o garotinho de 11 anos tomava o café da manhã com gosto, mas parou assim que viu o pai e praticamente saltou da cama para seu colo.
– Oto-saaan!! Você voltou!!! — ele gritou, euforico fazendo o pai rir.
– O que você andou aprontando heim pirralho! Um dia ainda vai me matar de preocupação! — o mais velho disse risonho, mas abraçou o filho apertado e com carinho.
Sakura olhava a cena emocionada.
– Ele está bem e pode ir para casa quando quiser.
– Eu já quero!! — o garoto saltou dos braços do pai, indo como um furacão em direção ao banheiro provavelmente se trocar, fazendo os dois rirem.
– Ele vai ser um ninja realmente muito rápido. — ela brincou.
– Você precisa ver quando eu o mando tomar banho. A gente pode jurar que ele consegue fazer um jutso de teletransporte para km de distancia! — ele disse e ela não conteve o riso facil. Nesse momento, Jin já estava de volta — Foi um prazer conhecê-la, srta. Haruno. Obrigado mais uma vez.
– O prazer foi todo o meu, mas não há o que agradecer. — ela olhou para o garotinho em seguida – e quanto a você rapazinho, mantenha-se longe das linhas de fogo.
– Eu vou tentar, mas não prometo nada. Porque eu sou um ninja muito poderoso! — ele disse batendo com o dedo em direção a cabeça – Isso foi apenas um golpe de sorte do adversário.
– Você vê o que eu preciso aguentar? — Hideo brincou e depois puxou novamente o filho – Então grande ninja, que tal um sorvete?
– SIM! SIM!
– Então...Quem chegar por último paga! — e dizendo isso, o homem já saiu na frente, enquanto o menor olhava atordoado.
– NÃO! ASSIM NÃO VALEE, VELHOTEE! ME ESPERA! — ele gritou correndo em direção ao pai e ignorando os olhares recriminadores das médicas.
Sakura não pode deixar de rir, e suspirou sentindo-se muito mais leve. Ver o garoto e seu pai lembrou-a da sua paixão pela medicina e do sentimento entorpecente e maravilhoso quando vê uma cena como tal que só foi possível graças a seu trabalho bem feito. E isso a satisfaria por enquanto e a faria esquecer seus outros problemas.
– Srta. Haruno! Emergencia no quarto 503!
– Já estou indo! — ela disse logo tirando o sorriso do rosto e adquirindo o tom sério e profissional.
O café teria que esperar.
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Em Suna, todos estavam reunidos na mesa de café da manhã que estava mais animada do que nunca agora com o pequeno Ichigo que ainda estava encantado com sua nova vida na mansão. Temari e Shikamaru eram só sorrisos orgulhosos e cumplices um para o outro, do outro lado da mesa, a babá e Chouji sorriam um para o outro corados enquanto ela o servia o sétimo pedaço de bolo que ela mesma preparara, ao lado deles Kankurou e Matsuri fofocavam animados detalhes sobre a festa do dia anterior. Todos estavam exalando alegria e romance, a não ser por dois ninjas, sentados exatamente nas pontas da mesa e consequentemente um de frente para o outro.
O kazekage tomava seu café em silêncio enquanto olhava o relatório, mas já estava a mais de dois minutos na mesma linha sem conseguir se concentrar. Ainda custava-lhe acreditar o que havia acontecido na noite passada e o pior, era que as lembranças ainda viam em sua mente a toda hora o fazendo usar de todo o seu autocontrole supremo para não demonstrar sua inquietação.
Do outro lado, Ino mastigava a comida sem sentir seu gosto e fuzilava os casais felizes que só faltavam cantar poesias ao seu redor. Ela achava que a qualquer momento fosse vomitar, e tentava de todas as formas não olhar em direção ao ruivo do outro lado da mesa. Ao acordar aquela manhã, ela estremeceu com as cenas que vieram a sua cabeça da noite anterior, ela ainda podia sentir o gosto dos lábios dele e isso a deixou tão chocada quanto a quentura que se expalhou pelo seu corpo assim que o viu na mesa do café. Desde então ambos tentavam a todo o custo não se olharem e ela agradecia por ele estar tão absorto em seu pensamento, mesmo que logo o alivio se transformasse em uma pontinha de frustração por ele não parecer tão abalado quanto ela estava.
“Provavelmente ele deve atacar garotas inocentes por aí o tempo inteiro. Esse canalha! Só porque beija bem e tem esse corpo gostoso acha que pode se aproveitar da vulnerabilidade de jovens carentes e belas. Mas se ele pensa que vai me afetar está muito enganado! Eu ainda o detesto. Não importa o quão gostoso e excitante e bonito e forte ele seja....eu ainda não o suporto!!!”
– Ino!
– O que? — ela quase gritou irritada quando foi tirada de seus pensamentos tão bruscamente, até perceber que todos da mesa a olhavam intrigados, inclusive ele.
– Hm, alguém acordou do lado errado da cama hoje. — Temari provocou e Ino a fuzilou com o olhar.
Mas antes que a Yamanaka pudesse dar uma resposta muito mal criada, Shikamaru se colocou entre as duas.
– Vamos voltar para Konoha. — ele disse as palavras que ela quisera ouvir durante as últimas semanas inteiras, entretanto dessa vez algo dentro dela pareceu se colocar em protesto.
– Já? — ela sussurrou sem se conter e percebeu que novamente todos a olhavam confusos – Porque agora?
– O Kazekage já tem os documentos, que precisamos, prontos. Ele os entregou esta manhã.
Dessa vez o olhar da loira se cruzou com o do ruivo que novamente parecia impassivel e dessa vez ela sentiu o gosto amargo da decepção.
– Ótimo! — ela disse duramente, ainda olhando para o Kazekage – Já estava na hora. Quanto partimos?
– Na manhã depois do baile.
– Que baile? — ela perguntou atonita.
– Onde estava com a cabeça, Ino? — Chouji resmungou com a boca cheia fazendo a loira desviar o olhar para sua própria comida.
– Daremos um baile para aprensentar meu querido sobrinho e afilhado para Suna! — Kankurou disse hesitante, mas Temari bufou.
– Não será o padrinho dele, Kankurou, pela milionesima vez!
– Mas Temari...porquee??? — ele perguntou dramatico – Eu sou o tio legal!!
– Exato! O tio legal e cabeça oca que não sabe cuidar nem de si mesmo!
– Quanta injustiça com a minha pessoa! — ele bufou e Matsuri lhe deu tapinhas acolhedores.
– Tudo bem Kankurou-san. Ele pode escolhê-lo como mentor quando se tornar mais velho.
– Oooh será incriveeel! — Os olhos do mais velho se iluminaram.
– Só por cima do meu cadaver. — Temari o cortou de novo fazendo o ninja se encher de indignação.
– Tudo bem Temari isso está virando pessoal. Começo a achar que não confia em mim para tomar conta do meu sobrinho!!
Todos ao redor suspiraram e Temari decidiu não responder o obvio enquanto voltou sua atenção a Ino.
– O baile será amanhã. — informou.
– Eu irei mamãe? — o pequeno Ichigo perguntou ansioso e Temari riu.
– Claro querido, iremos todos. E você será o pequeno anfitrião.
Enquanto Temari explicava para o filho o que significava ser um “pequeno anfitrião”, Ino desistiu do café da manhã e pediu liscensa para voltar ao seu quarto, sem notar que fora constantemente seguida por olhos verdes cautelosos.
Estava começando a ter uma dor de cabeça com tantos pensamentos em sua cabeça, e todos voltados para aquele ruivo do inferno. Ela deveria estar feliz por voltar para Konoha, Kami-sama sabe como ela estava com saudades de Sakura e das outras garotas, entretanto por mais que não admitisse nem para si mesma, a noite com o Kazekage havia lhe afetado mais do que o permitido.
Fechando os olhos ela podia sentir o toque dos lábios dele em seu corpo, as mãos fortes apalpando e apertando, o corpo dele sobre o seu, o membro dele a possuindo e a enlouquecendo. Ela ofegou sentindo-se molhada e franziu o rosto em desgosto.
Isso tinha que parar. Já foi ruim o suficiente ela ficar obcecada por Shikamaru, agora apenas por causa de uma noite quente com o ruivo, ela ia enlouquecer de vez. Não! A sua carencia começava a atingir picos de insanidade e ela não podia deixar isso acontecer.
Novamente seus pensamentos são cortados por batidas fortes na porta, e antes mesmo que ela pudesse falar algo alguém entrou. Era Temari.
– Yamanaka, estou batendo a seculos na porta! Porque não respondeu?
– Eu apenas... — ela murmurou atordoada, já levantando-se da cama, enquanto via Hime rodear a perna de Temari com o rabinho balançando.
– Está mais avoada do que o normal, Yamanaka. — a princesa disse preocupada, mas Ino bufou irritada.
– A que devo a honra dessa visita, princesa de Suna? — ironizou e Temari sorriu arrogante como sempre.
– Vim exatamente lhe dar uma honraria sem tamanho, Yamanaka.
Agora era Ino quem estava preocupada e desconfiada.
– Qual é o plano Temari?
– Nenhum. — a princesa disse com sinceridade, e mais séria e humilde do que o normal – Eu e Shikamaru conversamos e por mais que me doa admiti, você ajudou muito o Ichigo quando ele precisou, além do que você é o que Shikamaru considera como melhor amiga. E por isso eu e ele decidimos que você seria a madrinha de Ichigo. — ela disse, direta.
– Decidiram? — Ino bufou, mas depois olhou para a outra loira em choque – Espera! Vocês querem que eu seja a madrinha do filho de vocês...eu nunca imaginei...eu... — ele gaguejou e Temari revirou os olhos.
– Eu não disse que você estava mais lerda do que o normal. — resmungou – Então a escolha é sua.
Ino hesitou, mas depois sorriu lembrando de Shikamaru e como também o considerava seu melhor amigo, além do pequeno Ichigo que era uma fofura e um garoto de ouro.
– Eu aceito! — ela disse sorrindo e Temari se deixou sorrir também, mas logo ambas se entreolharam sérias. — Isso quer dizer que vamos ter que nos dar bem? — ela perguntou temerosa e a princesa bufou enquanto se afastava.
– Isso está fora de questão!
– Graças a Kami-Sama! — Ino riu enquanto via Temari já na porta, mas a mesma voltou a olhá-la.
– A proposito. Não se atrase para o baile, colocamos você como par do padrinho de Ichigo.
– Oh...e quem é o padrinho?
Temari deu os ombros antes de dizer como se fosse a coisa mais obvia e normal do mundo: Gaara. — e dizendo isso, ela se foi, sem saber que deixara para trás uma loira atonita e paralisada pelo choque.
Os olhos azuis se arregalaram e a boca se abriu ao mesmo tempo que ela enterrava o rosto em um dos travesseiros assim reprimindo o som do seu grito de horror.
Kami-sama só podia estar querendo castigá-la por alguma vida passada!! Estava perdida!
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Neji treinava sozinho do campo de treinamento 4 desde cedo. Com Hinata tomando conta de Hanabi, ele decidiu ficar um tempo sozinho e longe do clã que apenas o fazia sentir-se mais culpado pelo que havia acontecido a herdeira caçula.
A cada golpe mais rápido e mais forte, ele imaginava-se matando o maldito que ousou ferir a prima e se não fosse por Konohamaru, teria conseguido. Este último fato era ainda mais vergonhoso. O pirralho que Neji tanto detestava foi o verdadeiro salvador de Hanabi, porque ele estava ocupado demais se preocupando com fofocas da vila. A dor da incapacidade era o pior dos sofrimentos.
Sentir-se tão fraco perante o desespero da prima, e quando a mesma pediu por sua ajuda naquele hospital, daquela forma tão insana e fora de controle ele ficou ainda mais desesperado do que todos ali, mas naquele momento decidiu que seria forte para sustentar a prima e faria qualquer coisa para vê-la bem novamente.
Em um golpe relativamente rápido, ele virou o corpo com o braço estendido apenas para parar com a mão alguns milimetros de distancia do rosto de ninguém menos que Tenten Mitarashi.
– O que está fazendo aqui? — ele perguntou um pouco mais rispido do que pretendia, e ela desviou o olhar desconcertada.
– Eu te procurei no clã e você não estava. Esse foi o primeiro lugar que eu pensei em te procurar. — ela explicou voltando a encará-lo mesmo que ele tivesse voltado a treinar sozinho. — Queria ver se você estava bem.
– Estou.
– Não está não. — ela rebateu em um fio de voz – E como está Hanabi?
Isso fez o Hyuuga parar novamente e olhá-la com seriedade.
– Faz alguma diferença para você?
Ela mereceu e sabia disso, ainda sim não deixava de ser doloroso.
– Eu nunca desejei que isso acontecesse. Eu nunca desejaria isso para ninguém, ainda mais para uma criança como Hanabi. — ela disse sem desviar os olhos do Hyuuga para que ele visse sua sinceridade.
– Ela está bem...fisicamente. — ele finalmente respondeu para alivio dela – Ainda sim, está traumatizada. Muito traumatizada.
– Ela vai ficar bem?
– Ela está se recuperando. — ele disse com orgulho cru e ela deu um pequeno sorriso.
– Eu fico feliz. — murmurou mais para si mesma do que para o outro. — Eu soube que o ninja que fez isso foi condenado a prisão perpetua.
– Aquele desgraçado merecia a morte!! — o Hyuuga rosnou finalmente soltando toda a raiva que estava dentro dele, mas dessa vez não assustou Tenten.
– Ele vai pagar pelo que fez.
– Ele nunca pagará o suficiente! Ele...arruinou a vida de Hanabi! E eu...eu não estava lá para matá-lo e torturá-lo até a morte por causa disso!! — ele mal conseguia expressar sua irritação tamanho era o ódio que ele sentia, enquanto golpeava o ar, mas então foi detido por uma mão delicada, mas firme, em seu ombro e percebeu apenas que tinha os olhos cheios de lágrimas quando viu a imagem borrada da garota a sua frente.
– Eu apenas posso imaginar a dor de Hanabi, mas eu espero que acredite em mim quando digo que eu rezo todos os dias para que ela supere e melhore e eu sei que ela vai porque eu sei o quanto aquela garota é forte e teimosa e ela não vai se deixar derrubar por um bastardo inescrupuloso e imundo como aquele. — ela também já tinha os olhos marejados e viu um momento raro em que Neji Hyuuga recostava sua cabeça na arvore e fechava os olhos com força enquanto lágrimas quentes manchavam o seu rosto.
– Eu não a protegi quando devia... — ele finalmente desabafou, finalmente falou em voz alta o que vinha lhe sufocando durante o última dia e Tenten comoveu-se ao sentir a dor do amado, tão destruido. — foi minha culpa
– Não foi sua culpa, Neji! Por favor, não foi sua culpa!! — ela disse desesperada, juntando todas as suas forças para puxar o homem e obrigá-lo a olhá-la, mas no fim tudo o que conseguiu foi recostar sua própria cabeça na costa dele que se contorcia com o choro reprimido – Se quiser culpar alguém, culpe a mim! Eu fui quem começou tudo isso! Mas não você. Você sempre esteve lá para ela do mesmo jeito que está agora e ela sabe disso, Neji! Todos sabemos disso! — ela sentiu um soluço subir por sua própria garganta e sem se conter, passou os braços pela cintura dele mesmo que continuasse de costas. — Eu não posso mudar o passado, mas você é meu melhor amigo Neji, e eu estou aqui para você se precisar. Para qualquer coisa! Eu juro!
Neji não disse nada, mas virou e abraçou a mulher e deixou ser abraçado e consolado por ela, enquanto pela primeira vez demonstrava toda a sua dor e vulnerabilidade, chorando em seu ombro, extravasando toda a dor que sentia, porque sabia que podia confiar na Kunoichi acima de qualquer pessoa.
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Em um outro campo de treinamento longe dali, dois ninjas testavam suas forças lutando entre si em um combate surpreendente, o que não queria dizer que os niveis dos lutadores era equivalente.
Konohamaru teve sua cara imprensada no chão pela quinta vez em um golpe que veio sabe-se lá de onde e sentiu-se irritado enquanto via o homem loiro o olhá-lo com deboche.
– Muito fraco.
Irritado, o mais novo saltou no ar e correu em direção ao oponente prestes a lhe dar um soco que foi parado sem surpresa pelo outro apenas com uma mão.
– Muito lento.
Dessa vez Konohamaru sumiu no ar, apenas para aparecer debaixo do loiro, mas o mesmo também sumiu apenas para aparecer atrás do jounnin com uma kunai pressionada entre suas costelas.
– Muito previsivel. — debochou ao pé do ouvido do garoto mais novo que já estava tão alto quanto ele. — Tudo bem, por hoje é só. Eu estou com fome.
– Mas já? Eu pensei que você me ajudaria a controlar o Shinigami! — o adolescente disse frustrado e Naruto gargalhou.
– Baka!! Acha que vai controlar a maldição em apenas um dia? Você é tão ingenuo, Konohamaru.
– Não sou ingenuo!! — o garoto aborreceu-se, mas logo soltou um muxoxo frustrado – Eu apenas não quero deixar a vila... — confessou e Naruto o olhou com compreensão.
– Você não tem que fazer o que não quer.
– Mas Iruka-sensei e a Godaime....
– Não interessa o que aqueles velhotes pensam. — o loiro o cortou – Você é o único que terá de enfrentar o Shinigami e o único que terá sua vida em risco, não eles. Então você tem que fazer o que você acha certo.
– O que você acha que eu devo fazer? — o garoto então perguntou e Naruto bufou dando um tapa em sua testa.
– Não interessa o que eu acho, pirralho. — Ele olhou sério para o mais novo — Você tem que decidir por si mesmo, garoto. Porque quando enfrentar o Shinigami, você estará sozinho.
– Tudo bem, mas...se fosse você...o que faria? — o garoto insistiu e Naruto suspirou ao olhá-lo.
– O mesmo que eu já fiz. — ele respondeu simplesmente e Konohamaru lembrou-se da viagem de treinamento do seu sensei e irmão postiço. Ainda sim, ainda levou anos a mais até que ele controla-se completamente a Kyuube no Yoko.
– Você conseguiu controlá-la, mas a Godaime disse que o Shinigami é ainda mais forte que a Kyuube... — ele murmurou temeroso
– Bom, mas você é bem mais forte do que eu era na época, então eu acho que vai se sair bem. — disse com uma confiança que aliviou um pouco a tensão de Konohamaru. — Vamos eu te pago um Ramem.
– Ooooohhhhh apenas um? Nós estamos aqui a horas, eu estou morrendo de fome Naruto-sensei.
– Problema seu, eu não vou gastar todo o meu dinheiro te alimentando!!
– Você é tãão mauuu Naruto-saaannn!! — o garoto choramingou, mas não comoveu o mais velho que apenas voltou a andar em direção a vila com Konohamaru em seu encalço.
A vida estava mudando novamente e muitas reviravoltas ainda aconteceriam na vida dos ninjas de Konoha.
Hinata suspirou enquanto velava o sono, pela primeira vez, tranquilo da irmã. Ela estava sob fortes sedativos, entretanto, e a mais velha temia que a partir de agora ela precisasse deles para dormir melhor.
Com cuidado, ela fez um carinho nos cabelos de Hanabi que suspirou em seu sono.
– Eu vou cuidar de você, oni-chan... — a mais velha sussurrou dando um beijo na testa dela.
Mas nesse momento, a porta foi aberta e o chefe do clã Hyuuga entrou com seu rosto frio de sempre, mas os olhos cheios de acusações quando olhou para a herdeira. Em seu encalço, entretanto, Akihiko lhe sorria tranquilo o que aliviou um pouco a tensão que Hiashi trouxera para o local.
– Boa tarde Hinata-chan.
– Boa tarde, Akihiko-san. Boa tarde meu pai.
Hiashi apenas deu um pequeno aceno de cabeça, enquanto aproximava-se da filha adormecida, olhando ao redor como se procurasse alguma falha da herdeira.
– Como está Hanabi? Quando ela poderá sair daqui e ser tratada no clã?
– Ainda não é aconsselhavel papai. Ela está muito fraca ainda, precisará de remedios constantes e alimentação saudavel. Sakura-chan acha melhor ela continuar aqui até que fique forte o suficiente...
– Minha filha é forte o suficiente. — Hiashi a cortou, rispidamente – Pelo menos uma delas é. — completou voltando o olhar para Hanabi enquanto Hinata controlava o engasgo violento com as palavras do pai.
– Ainda sim, ela precisa de um tempo. — continuou tentando se manter impassivel, mas Hiashi não parecia disposto a colaborar.
– Ela precisa voltar para o clã que é o lugar dele e onde ela será muito melhor cuidada.
– Meu pai, eu acho que...
– Você não acha nada, Hinata. Você não faz ideia do que ela precisa!
– Eu quero apenas proteger Hanabi! — ela rebateu, indignada, juntando todas as suas forças para não explodir em lágrimas.
– É tarde demais para isso, uma vez que o pior já aconteceu devido a sua incompetencia!
Hinata encheu-se de furia e indignação.
– Não pode me culpar por isso!
Nesse momento, Akihiko se envolveu para acalmar os animos.
– Eu acho melhor conversarem lá fora para não atrapalhar o sono de Hanabi-sama.
Hiashi não parecia disposto, mas por fim cedeu ao futuro genro e os acompanhou para uma sala mais reservada.
– Não há nada para conversamos. — o chefe do clã disse assim que chegaram lá – Eu dei um voto de confiança a você, e quando chego aqui encontro esse caos. Claramente não tem condições de comandar o clã sozinha.
Dessa vez, Hinata não controlou-se mais e explodiu.
– O senhor nunca me deu um voto de confiança!!! Queria apenas que eu falhasse! Mas eu não falhei!! Não com o clã! — ela prosseguiu sem ligar para o olhar rispido do pai. Ela finalmente diria o que estava engasgado em sua garganta durante toda a sua vida – Eu trabalhei duro nos últimos dias e fiz tudo o que o senhor mandou! Eu me esforcei ao máximo, mas isso nunca será o suficiente para o senhor!
– Não quando Hanabi foi quase violentada por ter sido deixada sozinha!
– Foi uma fatalidade!!! Nenhum de nós tem culpa!! Ela sempre sai sozinha, inclusive o senhor deu a autorização para ela ir treinar fora dos dominios do clã! Então não me venha jogar a culpa em mim!
– Então você ousa dizer que o culpado sou eu? — Hiashi cresceu em desaforo para cima da filha, mas ela não se abateu dessa vez.
– Eu digo que ninguém poderia prever o que houve, o verdadeiro culpado está preso e será condenado ao exilio! Agora nós devemos fazer de tudo para ajudá-la, e não é com o senhor rebaixando o hospital ou as pessoas que querem ajudá-la, que conseguiremos isso!! — concluiu e os olhos de Hiashi se fecharam em fendas.
– Por acaso fala do moleque neto do sandaime ou do garoto raposa insolente?
– Ambos! Eu falo de ambos e não apenas eles! Konohamaru não é um moleque! Se algo pior não aconteceu com Hanabi foi graças a ele, e o senhor deveria ter o minimo de respeito, ou será que salvar a sua filha não é tão grandioso pro senhor?
Dessa vez os olhos do líder dos Hyuugas triplicaram de tamanho e furia.
– Como ousa me desrespeitar dessa maneira?
– Do mesmo jeito que o senhor faz comigo! E eu estou cansada e não vou mais ser vitima dos seus caprichos e do seu controle obcessivo!! Eu não vou mais admitir que jogue suas frustrações em cima de mim! Nunca mais! — repetiu, fechando os olhos com força, sentindo a raiva explodir em seu corpo como um vulcão entrando em ebulição. Ao abri-los novamente, viu com satisfação o olhar chocado do pai – E tem mais uma coisa! Naruto é o salvador do mundo ninja!! Ele é o heroi que o senhor e nem ninguém do clã ou de qualquer parte do mundo, nunca foi!!
– Não ouse me comparar com aquela imundo!
– Não ouse falar assim dele!!! — ela rebateu alterada e percebeu que algumas pessoas começavam a prestar atenção na discurssão inedita entre os sempre tão reservados Hyuugas. — O senhor nunca será metade do homem que Naruto-kun é!
– E o quanto você realmente conhece do seu heroizinho raposa? — ele ironizou maldosamente, apenas para ficar chocado quando a sua filha mais velha lhe deu um sorriso sarcastico e malicioso, exatamentamente igual ao do rapaz que ele tanto abominava.
– Muito mais do que o senhor se quer imagina. — e dizendo isso, ela não esperou por mais nenhuma reação do pai e deu meia volta já se afastando.
– Volte aqui sua petulante!! Hinata!!! — Hiashi ordenou, mas sua filha sempre tão submissa o surpreendeu com sua rebeldia e sem nem ao menos olhar para trás, ela sumiu pelo hospital deixando para trás o pai humilhado e furioso.
– Eu aconsselho a se acalmar Hyuuga-sama. — Akihiko disse com diplomacia enquanto guiava o líder do clã de volta ao quarto de Hanabi.
Enquanto isso, burburinhos enchiam os corredores e logo todo o hospital soube da lição de moral que a Herdeira do clã Hyuuga dera em seu pai, o todo poderoso Hyuuga Hiashi.
Naruto estava exausto. Fora o treinamento de Konohamaru, tivera uma pequena missão e mais um exercicio de emergencia na ANBU que o fez chegar mais tarde em casa. Lamentou por não ter mais visto Hinata, entretanto não tinha forças e nem paciencia para enfrentar os arrogantes Hyuugas, assim resolveu que a veria na manhã seguinte bem cedo.
Qual não foi sua surpresa então, ao chegar no quarto e deparar-se exatamente com a kunoichi em questão deitada em sua cama, vestida apenas com uma de suas blusas que chegavam até o seu quadril cobrindo debilmente a sua intimidade. As pernas bem torneadas estavam flexicionadas e recostadas uma nas outras enquanto os peszinhos descalços tamborilavam no colchão. Os cabelos azuis estavam espalhados pelo lençol branco e os olhos prateados fitavam o teto dispersos com as mãos apoiadas atrás da cabeça displicentemente.
Então como se ela tivesse finalmente se dado conta da sua presença, ela finalmente desviou o olhar em sua direção, inocentemente, quase como senão o esperasse ali. Sem dizer nada, ela foi levantando devagarzinho e Naruto acompanhou cada movimento minimo das pernas se cruzando a medida que ela sentava-se, a gola da camisa grande demais caindo pelo ombro deixando a mostra parte da pele palida, a franja dos cabelo moldando a face feminina e bela, então a língua rosada que molhou os lábios carnudos quase como em uma provocação muda.
– A que devo a honra da visita da herdeira do clã Hyuuga? — ele provocou e por um segundo viu um brilho estranho nos olhos prateados, antes dela voltar a sua atitude displicente e relaxada.
– Eu cheguei, mas você não estava, então eu aproveitei para tomar um banho e peguei uma roupa sua. Espero que não se importe. — ela disse dando de ombros lentamente sem tirar os olhos dele em nenhum momento.
Mas Naruto podia ver algo diferente. Apesar das palavras tranquilas, tinha algo a mais no olhar da garota, algo selvagem e provocador que há muito tempo ele não via em sua hinatinha.
– Pensei que ficaria no hospital com sua irmã. — ele disse cruzando os braços enquanto se recostava na porta, esperando seja lá o que a sua pequena tentação queria. Ele podia ver as pernas esfregando uma nas outras discretamente e podia apostar que ela estava sem calcinha.
Hinata novamente deu de ombros, mas dessa vez levantou-se indo até ele lentamente, os quadris balançando a cada passo como se fosse um gato.
– Ela tomou um sedativo e só acordará de manhã então eu resolvi vir lhe fazer uma visita. Ou será que já tem outros planos? — ela levantou uma sobrancelha provocadora e ele riu baixinho.
– Nenhum. Só não esperava que você conseguisse fugir dos Hyuugas.
– Eu vim te agradecer pelo que fez ontem por mim. — ela sorriu parando bem em frente a ele.
– Ah é?! E como, eu posso saber? — foi a vez dele provocar.
– Não sei. — ela entrou no jogo, risonha – O que você quer que eu faça.
– Oh eu não sei. Eu estou cansado sabe, e com muita fome mesmo, talvez você pudesse cozinhar e depois quem sabe uma massagem e... — suas palavras foram bruscamente cortadas por um beijo surpresa dela que tomou seus lábios com volupia enquanto colava seu corpo no dele o obrigando a passar seus braços pela cintura dela e tomar tudo o que ela estava disposta a dar. Eles se separaram apenas quando o ar lhes faltou e ele já não estava mais nenhum pouco cansado – Bom, isso também é uma ideia. — brincou, mas não pode deixar de ficar surpreendido ao vê-la já tentando tirar seu colete e sua roupa com uma ansiedade anormal para a sempre tão calma Hyuuga. — Estamos ansiosos hoje heim?!
– Naruto-kun...
– Sim?
– Cala a boca. — ela ordenou e novamente pulou nos braços dele, o beijando afoita enquanto suas mãos desciam até as calças dele, tentando tirá-las com impaciencia.
– Hmmm – Naruto gemeu sem se conter quando as mãos dela desceram obcenamente até seu membro – E...s-será que você vai...me...dizer....qual o motivo...do seu apetite...sexual tão...hmmm...voraz?
– Você quer que eu pare? — ela gemeu no ouvido dele, lambendo o lobulo de sua orelha enquanto com a outra mão arranhava o peitoral descoberto.
– Longe de mim querer isso. Eu só estava me perguntando... — ele se calou, quando ela se afastou bruscamente e olhou um pouco revoltada.
– Vai continuar falando ou vamos transar?
– Opa mocinha! O que deu em você? — ele perguntou, chocado. Mas ao invés de responder sua pergunta, a kunoichi se afastou e tirou a camisa mostrando que era a única peça de roupa que vestia e deixando Naruto completamente sem folego enquanto ela voltava a sentar na cama e cruzar as pernas displicentemente.
– Então o que quer conversar? — ela teve a coragem de perguntar, mas tudo o que Naruto conseguia pensar era naquele corpo escultural, cheio de curvas bem distribuidas, a pele pálida imaculada, os seios cheios e redondos e empinados em sua direção.
– E-eu...eu q-queria...v-você... — ele bufou, se perguntando que diabos estava fazendo querendo conversar naquele momento – Quer saber, foda-se. Vem cá agora! — ordenou enquanto ele próprio ia em direção a cama e atacava a mulher que já o esperava com um sorriso vencedor nos lábios que imediatamente foram tomados em um beijo duro do loiro.
Logo as roupas dele também já haviam sumido e eles enrroscavam-se no colchão, entre beijos e gemidos, excitando-se mutuamente, de uma maneira que apenas os dois conseguiam por conhecerem seus parceiros melhor do que qualquer um. A ligação entre eles era inegavel, cada toque, cada beijo era voltado para satisfazer o outro e arrancar gemidos entrecortados do amante enlouquecido pelo momento proporcionado. Não havia hesitação, não havia medo, apenas o prazer e nada mais importava.
Hinata gemeu de olhos fechados, enquanto sentia os beijos de Naruto descendo por seu pescoço e chegando até seus mamilos rosados, os quais ele chupou e mordiscou antes de continuar o caminho de beijos chupados pela sua barriga reta, e dar uma mordidinha dolorosa na altura de seu quadril que apenas a fez abrir as pernas ainda mais, ansiosa e afoita por um toque, qualquer coisa que pudesse apaziguar a queimação em seu centro de prazer. Mas Naruto gostava de brincar e ignorou seu pedido mudo, baixando seus beijos para a parte inferior da cocha, deixando sua respiração soprar em direçao a feminilidade ensopada e inchada que esperava por ele, e fez Hinata bufar de impaciencia.
– N-naruto!!! — ela gritou irritada, rebolando impaciencia em direção a ele na tentativa de fazê-lo entender o que ela queria.
Sorrindo satisfeito ao vê-la tão enlouquecida, ele lambeu uma faixa de pele próxima a sua virilha a fazendo estremecer, mas ele foi rápido o suficiente para segurar seu quadril de modo a prendê-la em direção ao colchão.
– Eu q-quero v-você agora!! — ela continuava a balbulciar completamente tomada pelo tesão e ofegou abrindo os olhos de repente ao sentir a língua dele exatamente em seu ponto de prazer. — N-naruto! Aahhh! — ela gemeu longamente, contorcendo-se em prazer, rebolando enquanto ele a penetrava com a língua.
Ele manteve as ministrações por algum tempo, logo aproveitando para penetrar um dedo enquanto continuava a deliciar-se com o gosto da excitação de sua Hinatinha, enquanto ela gemia e debatia-se em extase. Mas então, ele foi surpreendido quando ela o puxou pelos cabelos e o empurrou de costas em seguida subindo em cima dele com leveza e já abaixando a cabeça em direção a seu membro.
– Minha vez. — ela sorriu travessa um segundo antes de abocanhar seu pau e fazê-lo literalmente uivar de extase.
Havia algo de completamente selvagem vê-la ali ajoelhada aos seus pés, chupando seu pau como se fosse um delicioso pirulito, enquanto o olhava com os grandes olhos prateados em sua direção, completamente provocativa e deliciosamente quente.
E ela sabia exatamente o que fazer, dando beijinhos na ponta e então colocando tudo na boca em um movimento rápido em seguida alternando entre chupões e lambidas que logo deixaram Naruto a ponto de gozar. E ela sabia disso, porque no exato momento que o loiro já sentia-se próximo ao orgasmo, ela maldosamente parou de chupá-lo e o olhou daquele jeito inocente que ele sabia que era completamente falso.
– Merda! — ele xingou alto e ela riu, engatinhando em cima dele como uma gatinha manhosa, enquanto distribuia beijinhos pelo abdomem definido e em seguida o peitoral forte, até chegar no pescoço. — Você quer me matar, garota... — ele rosnou sentindo-a esfregar seu corpo no dele, mas fazendo questão de não deixá-lo penetrá-la.
– E perder meu amante favorito? — ela provocou e ele rosnou já não aguentando mais e a prendendo em seu colo, enquanto sentava-se na cama. Dessa vez, ela não protestou, mas o surpreendeu com suas próximas palavras – Me possua Naruto. Me faça sua!
E foi tudo demais para o loiro que nunca havia visto a sua Hinatinha tão malditamente comivel como naquele momento, e ele a penetrou, fazendo-a calvalgar em seu membro, enquanto ele forçava o próprio qualdril para cima acertando assim seu ponto mais doce e fazendo a mulher gritar de prazer.
– Você já é minha, Hyuuga! — ele rosnou com as mãos na cintura dela, ditando o ritmo das estocadas e a fazendo subir e descer em seu pau, engolindo-o por inteiro sem qualquer cuidado.
E Hinata sentia-o dentro de si, completamente quente e duro a completando e a enlouquecendo, enquanto acertava um ponto doce que a fazia gritar a cada estocada. E ela fechou os olhos porque tudo estava se tornando demais e ela não conseguia pensar em mais nada além de ser possuida por aquele homem.
E eles continuaram sentindo o extase daquela posição, até que ambos estavam a beira do precipicio de um prazer avassalador, mas ela novamente não estava querendo facilitar as coisas para o loiro e quase o enlouqueceu quando apertou o pau dele em sua entrada de uma maneira completamente erotica e enlouquecedora que o fez jogar a cabeça para trás, sentindo seu corpo inteiro tremer com a tensão do orgasmo recusado.
– Hinata! — ele grunhiu para a morena que rebolava em seu pau enquanto o olhava com aqueles grandes olhos que tinham um brilho selvagem que ele nunca havia visto antes.
– Naruto... — ela murmurou enquanto se aproximava dele, lambendo uma faixa do seu pescoço, até morder seus lábios com força e em seguida se afastar com um sorriso no rosto – Você é meu. — ela disse enquanto voltou a subir o quadril e descê-lo, engolindo o pau do loiro que gemeu alto enquanto sentia sua semente finalmente se libertar em uma mistura de dor e prazer que nublou sua mente.
Hinata jogou sua cabeça para trás, sentindo-se ser preenchida pelo orgasmo de Naruto e também se deixou gozar, jogando-se do precipicio de prazer que a fez estremecer e gritar, antes de perder completamente suas forças e cair por cima do loiro.
O casal de amantes respirava com dificuldade pela boca, ainda na mesma posição uma vez que não conseguiam encontrar forças para se afastarem.
– Uau... — ele conseguiu exclamar um minuto depois e Hinata apenas conseguiu levantar minimamente a cabeça do peito dele até conseguir vê-lo. — Eu.... não sei o que...aconteceu, mas isso foi muito...bom!
Hinata não disse nada, mas concordou e se aconchegou no peito do amado mais um pouco, sentindo seus olhos ficarem pesados. Ela sentiu as mãos de Naruto em sua cabeça fazendo um cafune maravilhoso.
O cheiro de sexo e suor exalava por todo o quarto, a janela estava aberta e os dois completamente nús na mesma posição de antes, entretanto nenhum deles se importou e se deixou cair em sono profundo e confortavel.
Aquela manhã, Sakura tinha uma folga e decidiu fazer algumas compras. Fazia tempo que ela não conseguia um tempo apenas para ela entre o trabalho no hospital e os preparativos do casamento, e em seguida, a sua depressão pós-termino. Mas agora sem o último, ela decidira ir ao comercio se distrair.
Sentia falta de Ino, ela sem duvida seria sua companhia perfeita para um dia como aquele e a faria gastar um monte de ienes em roupas e sapatos. Depois elas comeriam alguma coisa enquanto a loira lhe contava alguma boa e maldosa fofoca da vila.
Sua atenção então foi voltada para a loja de roupas que era a sensação da cidade. A loja de confecções de Nita-Sama. Foi onde ela pegou Sasuke fazendo compras com aquela cascavel nojenta, mas logo ela tirou essas lembranças da cabeça. Ela não estava lá para lembrar de Sasuke, e sim lembrar dela mesma.
Assim ela entrou.
A loja era enorme e tinha uma variedade de roupas lindas que enfeitiçavam a kunoichi que mal sabia por onde começar.
– Posso ajudar, srta.? — uma atendente veio ao seu encontro, mas hesitou assustada quando a rosada virou-se para ela com um sorriso quase maniaco e um brilho nos olhos verdes enlouquecido.
Uma hora e meia depois, ela saiu de lá com as mãos completamente lotadas de compras, e a carteira completamente vazia. Ino ficaria orgulhosa.
Mas assim que deu o primeiro passo para fora da loja, algo se chocou contra ela fazendo boa parte das sacolas irem parar no chão. Ela bufou alto.
– Aaaaaaaarghhhh!!!!!! Tinha que ser mesmo!!!! — resmungou, enquanto se abaixava com dificuldade.
– Oh eu sinto muitissimo srta.. — uma voz grossa disse bem próxima e em seguida Sakura se viu frente a frente a um homem agachado ajudando a recolher as coisas – Eu fui um desastrado, sinto muito...eu...
Na última sacola, as mãos de ambos se chocaram e pela primeira vez se olharam, e Sakura reconheceu o diplomata viuvo que estava no hospital no dia anterior.
– Oh, srta. Haruno! — ele também lhe reconheceu enquanto dava um enorme sorriso de tirar o folego.
– Olá! Sr.... — ela hesitou, constrangida, mas ele apenas riu enquanto se levantavam.
– Masako. — ele disse entregando-a o resto das sacolas – Hideo Masako.
– Oh desculpe. É que eu sou pessima em decorar nomes. — ela riu, novamente tentando equilibrar suas compras.
– Está de folga hoje?
– Sim, e aproveitei para torrar todo o meu salário como pode ver. — ela brincou e ele riu – Como está o seu filho?
– Está bem. Já está na casa de um amigo segundo ele para treinarem – ironizou – Não me surpreenderá se ele aparecer pelo hospital hoje de novo.
– Essas crianças. — Sakura sorriu – E o senhor...?
– Ah por favor, senhor é meu pai. Me chame de você ou apenas Hideo...
– Tudo bem Hideo. Vejo que também está de folga. — ela disse percebendo que o mesmo usava roupas casuais diferente dos trajes formais do dia anterior.
– Sim. Como a srta, eu também resolvi tirar o dia de folga e fazer algumas compras. — ele disse mostrando uma singela sacola que deixou Sakura envergonhada.
– Isso não são compras. — ela bufou – Isso eu compro no meu dia a dia quando eu saiu para trabalhar.
Hideo gargalhou.
– Eu admito que não tenho muita paciencia para esse trabalho. Na verdade só estava dando um tempo até a hora do almoço.
Foi a vez de Sakura gargalhar.
– Homens! — revirou os olhos.
– Hei, a srta me acompanha para o almoço? — ele perguntou de surpresa a fazendo corar.
– Ah...e-eu não sei... — ela gaguejou, lembrando-se que não tinha mais muito dinheiro.
– Vamos, eu não gosto mesmo de almoçar sozinho.
O homem era gentil e divertido e Sakura decidiu que também não queria almoçar sozinha.
– Tudo bem. Mas então pare de me chamar de srta. Apenas Sakura.
– Ok Sakura. — ele sorriu feliz e ela sorriu de volta – Então, deixe-me ajudá-la com essas sacolas – e sem nem esperar por uma resposta, ele já foi tirando a maioria das sacolas das mãos dela – Uau, você deve ter deixado alguma loja muito feliz por ai. — brincou e Sakura revirou os olhos.
– Nem foram tantas assim.
– Sim, sim. É provavel que se desse para abrir uma pequena loja agora mesmo.
Sakura lhe deu um tapinha e eles foram aos risos em direção ao restaurante, como se já fossem velhos amigos.
Sayuri olhava as vitrines com prazer e calma, enquanto degustava um sorvete de baunilha. O ditador que se dizia seu chefe e tutor havia finalmente lhe dado uma folga e ela aproveitara para fazer algumas comprinhas com o pouco dinheiro que conseguiu dos dias de trabalho como assistente do Uchiha. Humilhante.
Pegou-se pensando o quando sua vida mudara desde que entrara em Konoha para matar o amigo de infancia. Antes seus dias cheios de matadora de aluguel se transformaram em uma vidinha pacata resumida ao seu trabalho para a policia e o resto do dia em companhia de Sasuke que era tão animado quanto uma tartaruga manca. Ainda mais depois que terminara o noivado.
Não que ele ficasse choramingando pelos cantos, por Kami! Ele era um Uchiha afinal de contas, mas Sayuri o via no telhado da mansão a noite, olhando para o céu, sozinho e pensativo, e sabia que ele pensava nela, a garota algodão doce.
“Surpreende-me que ela ainda não tenha vindo se rastejar para que eles voltem”, ela pensou terminando seu sorvete e limpando sua boca.
Realmente a Uchiha ficou chocada ao saber do termino do casal feliz, ainda sim tinha certeza que no outro dia a rosada voltaria choramingando e Sasuke voltaria atrás em sua decisão, como fraco ele era. Entretanto ela nunca veio e ele por sua vez, nunca foi atrás dela também.
Não que ela ligasse. Ela não dava a minima para a vida romantica de seu arquiinimigo e daquela patricinha histerica., entretanto admitia que era divertido irritá-la e em seguida vê-la irritando Sasuke. Agora sua única diversão era pegar alguns ladrões imbecis e competir com seu novo parceiro, Kiba Inuzuka. Como Sasuke tinha que supervisionar todo o batalhão, ele deixou que ela fizesse as rondas com o Inuzuka ainda que ela continuasse com o rastreador em seu tornozalo e um inibidor de chacra que não a deixava usar seu sharingan.
Kiba não era dos piores. Ele era divertido, impulsivo e um pouco cabeça oca, mas eles se divertiam juntos e bebiam escondidos no horario do expediente, e isso era bom.
Seus pensamentos foram bruscamente cortados quando viu saindo de um restaurando ninguém menos que Sakura Haruno, e o pior era que ela não estava sozinha. Sayuri podia jurar que seus olhos deveriam ter saído das orbitas do tanto que ela os arregalou, chocada ao ver a chiclete de tutti frutti rindo e saindo de braços dados com um rapaz que também sorria.
Kami-sama! A cabeça de lesma tinha arrumado outro! Que safada!
“Eu quase tenho respeito por ela...quase”, pensou revirando os olhos enquanto via os dois supostos amantes se despedindo com dois beijinhos no rosto e a rosada ria debilmente, em seguida saia carregando centenas de sacolas.
Sakura riu consigo mesma lembrando do almoço divertido que tivera com Hideo. Fazia tempo que não conversava assim como um rapaz leve e divertido, afinal os únicos rapazes que conversava era Naruto e Sasuke e ambos não eram mais um exemplo de divertimento e muito menos leveza.
Mas o pai de Jin era um homem realmente carismatico, além de educado, trabalhador e notava-se de longe o amor que ele tinha por seu filho.
– Você quer jantar comigo amanhã, Sakura? — ele perguntou e ela corou levemente – Oh, desculpe, não queria constrangê-la, apenas é que fazia tempo que eu não tinha uma conversa agradavel com um adulto! — ele sorriu sem graça o que o deixou ainda mais adoravel.
– Eu entendo perfeitamente. — ela apressou-se em responder – e adoraria jantar!
– Ótimo! — ele disse animado e ela não pode deixar de rir contagiada com seu bom humor.
Sim, um jantar e mais uma conversa produtiva com um homem bonito e gentil não faria nenhum mal. Ela suspirou decidida a voltar para casa. Por um instante pensou ter visto a Uchiha vaca, mas em seguida não a viu mais, e por fim decidiu que não se importava. Ela estava em seu passado, assim como Sasuke.
Pelo menos por aquele dia.
– Onde é que você estava? Estou te esperando a horas aqui!! — Kiba bufou, sentado em frente a policia, com Akamaru ao seu lado também visivelmente entediado. — Aquele Uchiha irritante está ainda mais mau humorado e nos fará cumprir hora extra!!! — ele choramingou, mas ela o calou com um aceno de mão displicente.
– Para de choramingar, vira-lata! Eu estava em minha folga!
– Era seu horario de almoço!! — ele rebateu irritado e ela deu de ombros.
– Que se dane! — ela continuou já entrando no centro policial deixando o Inuzuka irritado para trás.
– Essa maniaca irritante, prepotente, cobra uchiha!!! — ele resmungou e Akamaru latiu ao seu lado. — Não me irrita você também!!
– Onde você estava? — Sasuke resmungou, sem tirar os olhos dos papeis em sua mesa, assim que ela entrou na sala a fazendo revirar os olhos.
– Ah, vocês não trocam o disco? Eu estava em meu horario de folga!
– Eu já disse que o horario de almoço é apenas de uma hora! E é para você almoçar e não ir passear no comercio!
– Tanto faz! — ela voltou a dar os ombros, enquanto sentava-se na frente dele sorrindo – Eu vim aqui para dizer-lhe em primeira mão a noticia do seculo.
– Não me interessa.
– Mesmo que tenha a ver com sua queridinha Sakura – tutti frutti – Haruno?
O Uchiha finalmente a olhou apenas por alguns segundos antes de voltar a olhar os papeis, dessa vez em silencio e a morena sorriu satisfeita.
– Estava eu andando inocentemente pela vila quando dou de cara com sua ex-noiva rosadinha de braços dados com um rapaz que diga-se de passagem era realmente muito bonito, e eles estavam cheio de risinhos, sabe quando ela ri daquele jeito afetado como uma hiena manca quando está flertando. Era esse riso!! — apontou, esperando qualquer reação do Uchiha, mas nenhuma veio.
– Nós terminamos Sayuri. O que Sakura faz ou deixa de fazer não é da minha conta.
– Mas vocês terminaram a menos de uma semana pelo amor de Kami-sama, e ela que era tão apaixonada por você agora está em algum caso quente com aquele cara! — ela teimou e depois arregalou os olhos dramaticamente – E se eles já tivessem um caso bem antes de vocês terminarem. Uuhhh a rosada está subindo no meu conceito a cada dia mais.
Dessa vez Sasuke bateu na mesa com força.
– Você parece uma criança!! — acusou – Eu e Sakura terminamos e de qualquer maneira, nossa vida não é da sua conta. Agora dê o fora daqui e vá fazer a ronda com seu parceiro. — ele disse energico fazendo a morena se calar irritada.
–Bakaa! Você pensa que manda em mim porque eu ainda tenho esse inibidor de chacra, mas uma hora eu vou fugir daqui e acabar com você, Sasuke Uchiha! Não pense que eu esqueci minha vingança – ela bufou e foi embora batendo a porta – E eu espero mesmo que aquela chicletinho tenha te traido, porque ninguém pode realmente amar um traidor sem coração como você!
– Você amava Itachi. — ele resmungou e ela o olhou friamente.
– Você nunca será metado do homem que Itachi foi. — ela disse antes de finalmente bater a porta e sair deixando o moreno sozinho com seus pensamentos.
Automaticamente sua mão foi até a gaveta de sua mesa e a abriu e ali ele observou por alguns instantes a foto na moldura ornamentada.
Sakura sorria como uma criança enquanto abraçava Sasuke que estava sério, mas olhava para a mulher que ele havia acabado de pedir em noivado. Estava tão assustado aquele dia, como nunca ficara em nenhuma batalha, mas assim que viu os olhos verdes dobrarem de tamanho e se encherem de lágrimas enquanto os lábios rosados se repuxavam no sorriso mais lindo que ele já vira, o medo se foi e ele teve certeza que estava fazendo a coisa certa. Aquela mulher bipolar era a mulher da sua vida.
Ainda na gaveta havia uma caixinha de veludo vermelha, onde dentro havia duas alianças de ouro com uma fina e elegante listra onix no centro. Era as alianças de casamento dos seus pais e ele daria a Sakura no dia do casamento, que nunca aconteceu.
Ele fechou a caixinha com brusquidão e a guardou novamente na gaveta junto com a foto. Ele não estava com raiva, apesar de um incomodo sentimento se ciumes se debatia na boca de seu estomago desde que Sayuri lhe dissera sobre o suposto novo namorado de Sakura.
Ainda sim, ele se surpreendeu ao se pegar pensando que ele ficaria feliz se a rosada também estivesse feliz com quem quer que fosse.
Talvez ele amasse mais do que imaginava.
Mas isso não importava agora. Era tarde demais.
– Hei peste!! Oe! Espera esquentada!! — Kiba bufou vendo Sayuri sair da central como um furacão, a passos duros. Ele a seguiu como Akamaru, até ela parar e voltar-se para ele furiosa.
– Aquele desgraçado!!! — ela rosnou, em seguida focou os olhos no Inuzuka – Vem!! Vamos beber!
– O que? E-eu não sei se devemos.
– Cala a boca e vamos!! — e ela saiu puxando o rapaz sem dar-lhe tempo para recusas ou explicações.
Naruto acordou com os raios de sol já passando por sua janela e iluminando todo o quarto. Resmungando ainda de olhos fechados, ele tateou o lado da cama apenas para encontrá-lo vazio quando abriu os olhos.
Uau! A Hyuuga o descartara logo depois daquele sexo fantastico, sem nenhuma explicação para ambos.
Sentia-se usado.
Em seguida, sentia-se um idiota sentimental e afrescalhado.
– Que diabos eu estou pensando? — resmungou consigo mesmo já saindo da cama completamente nú e indo em direção ao banheiro.
Depois de um revigorando banho quente, onde ele repassou toda a noite que tivera com Hinata, ele saiu com a toalha amarrada na cintura apenas para encontrar Shino na sua janela.
– HEI! NÃO SABE BATER NA PORTA?!! — ralhou irritado, mas como sempre o homem dos insetos não lhe deu bola.
– A hokage pede sua presença imediatamente na sala dela.
– Certo, certo. Agora deixe-me me trocar!! — ordenou, mas Shino já havia ido embora. — Não se tem privacidade nessa vila? — ele resmungou irritado em seguida pensando em como o ninja ficaria se tivesse pegado Hinata ainda aqui.
Riu maldoso com o pensamento do ninja desmaiar e cair da janela do prédio, mas em seguida aceitou que era mais fácil a kunoichi desmaiar enquanto Shino continuaria com sua expressão zumbi sem nem se abalar por eles estarem tendo sexo. Ele nem deveria saber o que era aquilo.
De repente o pensamento de Shino transando fez Naruto ter ansias de vomito.
– Qual o meu problema hoje??? — se perguntou irritado consigo mesmo enquanto ia para a cozinha fazer o café da manhã.
Foi surpreendido com a mesa de café da manhã lotada e um bilhete perto da xicara com um lírio branco.
Naruto, quando sai para comprar algumas coisa para o café da manhã encontrei com Neji que disse-me que Hanabi já está falando, por isso precisei ir para o hospital.
Desculpe não está aí quando você acordou, mas prometo compensar.
Com amor, sua namorada perfeita, Hinata.
Certo, agora ele se sentia realmente como uma donzela disvirginada.
Sorriu com o narcisismo da namorada e pensou que finalmente a convivencia com ele a estava afetando.
– Bom, depois de eu ter aparentemente me transformado em uma mocinha por causa dela, era o minimo que ela podia fazer. — disse consigo mesmo.
Então depois do café delicioso, ele foi de má vontade em direção ao escritório da Hokage. Ela o esperava bebendo o seu sake da manhã.
– Enchendo a cara a essa hora da manhã, velhota. Assim não vai conseguir completar seus 202 anos no ano que vem. — zombou e teve de desviar de uma cadeira voadora.
– CALA A BOCA, ANIMAL! Eu não chego nem perto dessa idade!!! — ela ralhou – E se disser para Shizune sobre isso, corto suas bolas!
– Okeeey! O que você quer afinal de contas?
Tsunade resmungou algo sobre a sua falta de respeito antes de voltar a sentar-se e olhar mais séria.
– Konohamaru apareceu em meu escritório bem mais cedo do que eu queria. — ela disse com as mãos entrelaçadas em frente ao rosto.
– E?
– E ele disse que tomou sua decisão e que sairá da vila para cumprir seu treinamento.
– Bom, vocês conseguiram o que queriam então. — o loiro disse dando os ombros e fazendo a Hokage bufar.
– Você sabe que não é assim! — ela resmungou – Assim, será que eu estou certa em pensar que você foi a causa dele aceitar?
– Não. Eu disse para ele mandar você e Iruka se danarem... — ele disse fazendo a Hokage rosnar alto de indignação – E fazer o que acha melhor para ele.
– De qualquer forma, fico feliz que ele tenha feito a escolha certa.
– É apenas isso? Eu já posso ir? — Naruto se levantou, enfadado – Eu tenho muitos relatórios na ANBU para tratar.
– Senta logo aí antes que eu realmente faça você ter relatórios para tratar. — ela o cortou e ele bufou, mas obedeceu – Iruka vai com Konohamaru, mas pensavamos que talvez fosse bom ir mais alguém. Alguém que soubesse que Konohamaru está passando...
– Outro monstro...? — ele provocou friamente e ela bufou.
– Alguém que ele confiasse! — ela rebateu – Ele respeita Iruka, mas não confia nele tanto quanto confia...em você. — completou cuidadosamente olhando todas as reações do loiro. — Onde eu quero chegar é: o que você diria se fosse recrutado para ajudar no treinamento de Konohamaru fora da vila. — ela reformulou a pergunta fazendo o ninja revirar os olhos.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!– Então você quer que eu saia da vila...
– ...como tutor de Konohamaru! — ela completou rapidamente e em seguida olhou para Naruto, sobriamente – Então Naruto, o que me diria?
Naruto a olhou por breves segundos, com os braços cruzados displicentente, antes de responder.
– Eu diria que não. — ele disse direto, satisfeito ao ver a mais velha bufar. — Não vai me manipular com esse joguinho sentimentalista, Tsunade-sama. — ele riu malicioso para a mulher chocada. — Pensei que já tivesse entendido que eu não sou mais aquele moleque sentimental, Hokage.
– De uma vez por todas eu não quero manipulá-lo, eu só achei que...
– Achou errado. Konohamaru tomou sua decisão e eu tomei a minha. — a cortou friamente.
– Certo. Pode ir. — ela disse finalmente e ele virou-se sem se despedir – Mas se mudar de ideia... — ela novamente tentou quando ele já estava na porta – Iruka e Konohamaru sairam amanhã de manhã bem cedo. O garoto está no hospital se despedindo de Hanabi Hyuuga. Talvez possa ao menos ir lá ver se Hiashi já não o devorou vivo. — finalizou e o loiro saiu da sala sem dizer uma palavra.
Ela suspirou e no segundo seguinte um ninja de cabelos prateados e uma mascara que cobria sua boca e um de seus olhos, surgiu ao seu lado.
– Você tinha razão. — ela disse vencida – Eu pensei que ele iria se fosse para ajudar Konohamaru, mas parece que ele continua o mesmo bastardo arrogante e egoista.
– Eu não acho que as razões dele sejam realmente tão egoistas como ele tenta mostrar... — o ninja disse despreocupado e Tsunade bufou inquieta em sua cadeira, o que não passou despercebido pelo ninja – Se me permite pergunta, o que quer realmente mandando Naruto para longe da vila, Godaime?
Hinata deu duas batidinhas na porta antes de entrar no quarto com um sorriso no rosto ao encontrar a irmã mais nova comendo sozinha. Apesar de ainda estar abatida, a caçula finalmente parecia estar se recuperando e voltou a falar naquela manhã, ordenando que as enfermeiras lhe providenciassem roupas melhores que as vestes do hospital. Ela não chorou mais, nem teve nenhuma crise, cumprimentou Neji e Hinata quase friamente e nem se abalou ao saber que o pai não viria visitá-la até mais tarde. Ela também não falou nada sobre o incidente e ninguém se atreveu a mencioná-lo.
– Oni-chan! Tem visitas! — a mais velha disse animada, enquanto a mais nova apenas revirou os olhos.
– Eu já disse que não quero visitas, Hinata. Mande quem quer que seja embora.
– M-mas Oni-chan! — Hinata rebateu, mas Hanabi a cortou.
– Hinata!!
– Hanabi? — a voz de Konohamaru encheu o quarto antes mesmo que ele passasse pela porta, sob o olhar cauteloso de Hinata, que olhava entre o ninja e a irmã mais nova. — Será que podiamos conversar?
– Certo.. — a jovem deu de ombros e Hinata sorriu para Konohamaru antes de sair e fechar a porta os deixando sozinhos.
O ninja olhou para o quarto por alguns instantes, enquanto Hanabi deu mais uma colherada em sua refeição.
– Nossa, eles estão te servindo pudim? Quando eu fico internado aqui tudo o que ganho é uma sopa de arroz horrivel! — ele tagarelou fazendo a garota bufar.
– Se veio aqui falar da comida, pode ir embora porque estou sem paciencia!
Konohamaru quis rir, quase se lembrando como arrogante e chata a amiga era, entretanto as cenas de horror ao vê-la nas mãos daquele bastardo ainda dominavam sua mente.
– Na verdade, eu vim ver como você está. — ele disse finalmente se aproximando e a garota deu de ombros sem olhá-lo.
– Estou bem.
– Também vim me despedir... — ele continuou e dessa vez ela o olhou em silencio – Amanhã eu vou partir para um treinamento especial...então é provavel que eu passe algum tempo fora. — suspirou – um longo tempo.
– Finalmente a Hokage ordenou que se livrasse de você? — ela perguntou maldosamente e dessa vez ele recuou, ferido.
– Acertou em cheio. — ele sorriu amargamente e foi a vez dela recuar, seu sorriso se desfazendo vendo que ele era quem não a olhava mais – Talvez eu nunca volte.
Ela bufou.
– Não seja dramatico.
– Você não viu o que eu fiz com o desgraçado. — ele se limitou a dizer, sem conseguir se conter, mas em seguida se arrependeu – Me desculpe, não devia falar sobre isso...eu sinto muito mesmo...
– Você o matou?
– O que? — ele perguntou chocado, mas percebeu o brilho feroz nos olhos antes tão desprovidos de emoção da Hyuuga.
– Você o matou? — ela repetiu sem pestanejar e ele negou rapidamente com a cabeça.
– Não cheguei a matá-lo. Mas foi por muito pouco. — finalizou olhando para as próprias mãos como se as mesmas fossem as culpadas. Naruto tinha razão, ele não queria o sangue daquele bastardo em suas mãos.
– Deveria tê-lo feito. — novamente a Hyuuga o surpreendeu e ele recuou horrorizado, enquanto ela voltava a olhar para sua sobremesa como se falasse sobre o tempo.
– O que quer dizer?
– O que você ouviu. — ela retrucou sem tirar os olhos da sobremesa – Deveria ter matado o maldito.
– Ele pagará pelo que fez.. — Konohamaru murmurou, mas recuou um passo quando se viu alvo de duas ferozes orbes prateadas rodeadas por veias.
– Nada do que ele faça o fará pagar o suficiente! — ela rosnou.
– Eu entendo...
– Não entende nada! — ela o cortou. — Se veio se despedir já fez isso. — ela virou o rosto voltando a sua pose impassivel, mas estremeceu ao sentir a mão quente dele sobre a sua. Ninguém ainda havia ousado tocá-la a não ser as enfermeiras e apenas por causa dos remedios.
Mas enquanto ele segurava suas mãos frias entre as dele, grandes e quentes, a olhava daquele jeito triste e inocente.
– Você está com raiva de mim? — a pergunta surpreendeu a Hyuuga que demorou alguns segundos inteiros para recuperar seu olhar de choque e tirar suas mãos entre as deles, perdendo seu calor.
– Não diga bobagens! Você fez o que deveria fazer! E cumpriu seu dever de ninja, salvando minha vida e minha dignidade no processo. — ela hesitou, antes de dar um pequeno aceno de cabeça – E eu o agradeço por isso.
Eles ficaram em silencio por alguns instantes, antes dele pigarrear e se afastar.
– Então...eu já vou. — ele disse já se afastando e ela acenou com a cabeça com elegancia. — Acho que isso é um adeus.. — ele resmugou e novamente a Hyuuga apenas concordou impaciente, mas nem ela esperava que ele em um rompante, se aproximasse novamente e surpreendendo até a si mesmo, ele a abraçasse, envolvendo os ombros palidos com os braços bronzeados e quentes. — Você nunca foi um dever para mim. — ele disse baixinho a beira do ouvido dela que ofegou surpresa demais enquanto ele finalmente se afastava sorrindo daquele jeito bobo e infantil que ela tanto detestava – Adeus Hanabi-chan.
– Adeus...
Ele deu um sorriso triste, antes de fechar a porta e novamente deixá-la sozinha com seus próprios pensamentos. Fechando os olhos, ela deixou uma única lágrima cair prometendo que esta seria a última.
Ela se levantaria novamente e aqueles que a derrubaram, pagariam muito caro.
Hinata suspirou admirando pela janela, o jardim do hospital, enquanto rezava para que Konohamaru fizesse bem a irmã. Não que ela não estivesse feliz que a mais nova houvesse voltado a falar e dormir melhor, ainda sim havia alguma coisa, um brilho – ou a falta dele – diferente nos olhos de Hanabi, e ela não gostava nada disso.
Seus pensamentos foram abruptamente cortados quando algo a puxou de surpresa e no segundo seguinte ela se viu presas contra um corpo forte e quente que ela conhecia muito bem. Sorriu olhando para cima, apenas para encontrar dois olhos azuis celestes a olhando com malicia e repreensão.
– Você anda com a guarda muito baixa, Hyuuga! — ele disse em tom duro, mas ela não conseguiu parar de sorrir – Assim acabará sendo alvo facil em missões!! E eu terei muito trabalho tendo que matar todos os bastardos... — finalizou revirando os olhos enfadados até receber um soquinho dela em seu peito.
– Primeiro que não estou em missão. Segundo que eu tenho uma defesa perfeita, quando eu quero. — disse com arrogancia que o fez ironizar – E terceiro... — ela lhe deu um selinho — ...estou feliz que esteja aqui. Por mais que não seja pra me proteger e sim por causa de Konohamaru – finalizou se afastando delicadamente.
– Bom, a vovó me mandou por causa dele, mas eu vim porque eu quis. — ele bateu o pé como uma criança birrenta a fazendo revirar os olhos – Então, Hanabi teve uma melhora. Isso é uma coisa boa...
– Sim! Mas...Sakura disse que ela ainda poderá ter recaidas e depressão e papai quer levá-la imediatamente para o clã...
Naruto bufou.
– Mande o bode velho pastar!! Ele nunca se preocupou com vocês, porque agora se preocupa.
– Não é verdade. Ele sempre amou muito Hanabi. — ela o defendeu enfaticamente e Naruto suspirou.
– Como pode defender tanto um homem que você própria admite que não ama você.
– Eu não disse isso. — ela rebateu imediatamente, mas recuou diante do olhar duro do loiro – Bom, e de qualquer forma...o que é justo, é justo.
– Nem sempre a justiça está certa! — ele resmungou – Você é boa demais, Hinata, pro seu próprio bem.
– Hinata-chan? — a interrupção foi feita pela última pessoa que Naruto desejava ver. Akihiko parou na entrada da sala, assim que percebeu a presença de seu superior, mas não recuou – Bom dia Naruto-san.
Naruto não respondeu e Hinata sentiu a aura assassina do amante tornando o clima da sala cortante.
– Sim Akihiko-san?
– Interrompo?
– Sempre! — Naruto resmungou.
– Peço desculpas. Eu apenas estou de folga e... — mas ele novamente foi cortado pelo loiro enciumado.
– Eu posso dar um jeito nisso. — ameaçou, mas o Hyuuga o ignorou categoricamente fazendo-o mais irritado.
– ...vim ver se precisava de algo ou para Hanabi-san. Mas vou espará-la no corredor. Com liscensa. — ele disse já saindo depois de uma gentil reverencia a herdeira.
– Arigatou – ela agradeceu imitando seu gesto e vendo o rapaz se retirar. Ela então olhou para o loiro – Precisava tratá-lo assim?
– O que ele faz aqui?
– Ele veio ser prestativo!!
– Aahh por favor!! Ele está te cercando por todos os lados! Não desgruda do seu pé!! E eu sei que vocês saem juntos fingindo serem o casalzinho feliz da vila! — ironizou acido e a Hyuuga o olhou, irritada.
– É porque isso que somos já que estamos noivos!
Essa foi a gota d'agua para o Uzumaki que agarrou o pulso da morena a aproximando ainda mais de si.
– Bom, eu não gosto nada disso. — ele disse baixo e perigosamente.
– Problema seu! — ela rebateu – Eu disse que não ia deixá-lo e você aceitou!
– O que mais você quer mulher? — ele bufou – Estamos juntos e apenas o seu clã de babacas que não sabe disso! Você só está com medo do seu pai, como sempre! — acusou — Mas eu já não vou mais ver a minha mulher desfilando com o mauricinho baka!
– Eu não sou seu bichinho de estimação que você pode mandar e desmandar! Tinhamos um acordo e você aceitou!
– Não é o suficiente para mim! Não mais!!
Hinata engoliu em seco, mas se obrigou a manter-se firme.
– Então você está livre para sair a hora que quiser.
– Será que você não cansa de ser manipulada por todos, Hinata? — ele disse alterado a segurando com mais força, mas dessa vez ela puxou o próprio braço se afastando.
– Eu já cansei. E não vou mais ser manipulada por ninguém! Nem por meu pai e nem por você! E se você não pode aceitar isso Naruto, acho que não temos porque continuar com isso. — ela disse para o choque dele, antes de se afastar – Com liscença. — murmurou já saindo e o deixando ali, sozinho e ainda assombrado com as palavras dela.
Akihiko viu a noiva sair da sala de espera, e dobrar no corredor oposto ao seu sem vê-lo, mas não a chamou. Ele continuou parado, recostado na parede a sua espera, entretanto um minuto depois Naruto saiu da saleta e este olhou diretamente para ele, e veio em sua direção bufando como um touro bravo.
– A srta. Hinata não está mais aqui. — ele disse calmamente, antes de ser imprensado na parede com um braço esmagando seu pescoço.
– Seu Hyuuga maldito, você sabe que a sua noivinha é completamente apaixonada por mim, porque insiste em querer se meter no meu caminho? — o loiro rosnou ameaçadoramente e por mais que o Hyuuga tentasse não demonstrar, ele podia sentir a aura pesada e assassina de um monstro enjaulado.
– Eu considero muito a srta. Hinata e respeitarei a decisão que ela tomar sobre este noivado.
– Hinata é minha e se voltar a se aproximar dela, eu mato você!
– Eu me afastarei, mas só se ela quiser. — ele teve a coragem de ser petulante e sentiu seu pescoço ser ainda mais imprensado pelo braço forte antes de finalmente ser solto pelo loiro, e aproveitou para massagear o pescoço dolorido
– Você não me engana, seu bastardo. Eu sei que você é tão maldito quanto o resto do seu clã. O que você quer casando com uma mulher que nunca será sua? — provocou maldosamente, mas Akihiko manteve-se inabalavel.
– Ela não é uma propriedade, Naruto-san. Eu sei que ela ama o senhor, mas se quer saber, você deveria começar a demonstrar que ama de verdade, ao invés de apenas dar provas de que a vê apenas como sua posse.
– E você quer saber, maldito? Se voltar a se meter no meu caminho, eu mesmo vou te mandar para o inferno! — ameaçou e Akihiko pode ver o brilho vermelho em seus olhos azuis, antes que o loiro desse meia volta e sumisse pela multidão, deixando o Hyuuga parado no corredor se perguntando onde havia se metido.
Em Suna, o baile começou ao por-do-sol em ponto e em poucas horas o salão da grande mansão do Kazekage estava lotado pelos nobres do país do vento dançando e aproveitando a boa comida.
Em um dos quartos no andar de cima, uma loira olhava-se no espelho nervosamente, enquanto passava as mãos pelo amassado imaginario de sua Yukata. Esta era vermelha escura com flores brancas nas bordas e desenhos negros no decote generoso de onde poderia ver seu cordão com pingente de rubi que seu pai havia lhe dado e ela por sorte havia trazido, a faixa em sua cintura era negra também. Seus cabelos estavam presos em um coque desfiado chamoso com dois palitinhos negros, de modo que sua franja estava solta e com alguns fios loiros caindo por seu rosto. A maquiagem era fraca a não ser pelo batom vermelho forte.
Normalmente ela se sentiria ansiosa para que todos vissem sua beleza estonteante, entretanto naquele momento ela estava nervosa, insegura como uma pré-adolescente e isso estava a deixando irritada e consequentemente mais nervosa.
Finalmente alguém bateu na porta e uma criada anunciou que era hora dela ir.
Foi apenas um ensaio aquela manhã, onde ela mal olhou para seu par mesmo que senti-se o formigamente no braço que estava enlaçado por ele. Eles entrariam atrás de Temari, Shikamaru e o pequeno Ichigo. Obvio que Shikamaru tentou de todas as formas fugir daquele evento massante, mas por fim de render aos brilhantes olhos castanhos do pequeno euforico para que todos soubessem que ele era filho deles. Surpreendentemente Ichigo foi rápido em considerar que Shikamaru fosse seu pai e ninguém nunca o contradisse.
Enfim, depois da apresentação oficial, ela e gaara fariam os juramento dos padrinhos – e essa era parte mais dificil – suas mãos juntas sobre a cabeça de Ichigo, e então finalmente se encerraria e ela estaria livre para se afastar daquele ruivo infernal e beber algo bem forte.
– Estou indo. — ela finalmente disse e se virou para Hime que a olhava na expectativa – Dessa vez não garota, mas a mamãe volta logo – ela disse entregando um brinquedo para a cadelinha que latio indignada, mas em seguida foi brincar enquanto a loira aproveitava e fechava a porta.
Respirando fundo, ela foi em direção ao salão. Não esperava que todos a esperassem do lado de fora e ela fosse o centro das atenções assim que eles a vissem.
– Oooh Yamanaka-san, você está linda. — a babá disse emocionada enquanto Chouji a enlaçava pela cintura.
– Você está mais. — ele murmurou fazendo a moça se derreter, enquanto do outro lado, Temari acotovelava Shikamaru.
– Até o gorducho é mais gentil que você – ela resmungou e Shikamaru revirou os olhos.
– Eu já disse que você está linda, mulher, o que mais quer? — ele resmungou fazendo a princesa revirar os olhos.
Ino revirou os olhos.
Temari estava com uma yukata roxa com detalhes durados inclusive o laço em sua cintura, seus cabelos estavam estavam elegantemente soltos com os cachos de ouro mais soltos e definidos. Já a babá vestia uma yukata perolada com borboletas coloridas, os cabelos presos em uma trança para o lado. Já os vestiam as tradicionais yukatas sobrias, Shikamaru com uma verde escura, Chouji uma marrom, e Gaara uma negra, o que acentuou ainda mais sua pele pálida e seus cabelos vermelhos como Ino imediatamente reparou. Em seguida ela desviou o olhar para o pequeno Ichigo que se aproximava euforico.
– Você está fantastico, pequeno! — ela elogiou fazendo-o estufar o peito. Ele vestia um kimono azul marinho.
– Obrigado! A srta também está muito bonita! — ele disse corado a fazendo sorrir, até seu olhar se cruzar com olhos verdes que a fizeram imediatamente desviar, corada.
– Já estão prontos? — Kankurou apareceu trajando uma Yukata também negra. — Ok pessoal, a hora é essa! Nós treinamos muito, não me decepcionem!!! — ele disse emocionado.
– Cala a boca e acaba logo com isso! — Temari ralhou e o irmão acenou com a cabeça e voltou.
– Boa sorte a todos! — a babá se despediu e também se foi junto com Chouji deixando os cinco sozinhos.
Imediatamente Temari e Shikamaru tomaram suas posições com Ichigo atrás deles.
– O que estão esperando, convite formal? — a loira bufou para os padrinhos que a fuzilaram com o olhar antes de finalmente se olharem novamente.
Ino hesitou antes de aceitar o braço estendido por Gaara e reprimiu um estremecimento ao sentir o frio na espinha. Ela respirou fundo.
– Você está bonita, Yamanaka. — a voz grave então tirou toda a sua concentração e ela pigarreou.
– Eu sei. — ela murmurou ficando satisfeita ao ver um pequeno suspiro impaciente ao seu lado.
Então a porta se abriu e eles entraram sob a atenção de toda a alta sociedade do país do vento. A loira aproveitou cada atenção e sorriu até se virar para seu par que olhava para a frente sério.
– Por favor, você não está indo para um funeral! — ela resmungou entre dentes – ao menos pare de marchar e relaxe.
– Não tenho motivos para isso. — ele respondeu de volta sem nem olhá-la e ela bufou baixinho antes de voltar a ignorá-lo e sorrir aos convidados sem nem notar que novamente era alvo dos olhos verdes profundos.
Então no centro do salão, os pais apresentaram o filho e Ino estava emocionada com o amor com que Temari olhava para seu herdeiro. Então mais rápido do que ela imaginava era sua vez e ela se aproximou com Gaara até o pequeno colocando sua mão em sua cabeça, em seguida sentindo a mão quente do ruivo sobre a sua.
As palavras sairam de sua boca automaticamente, enquanto seus olhos foram atraídos para cima onde eles se cruzaram novamente com os dele. Ela sorriu sem se conter e sem saber exatamente porque, mas valeu a pena ao vê-lo corar levemente, e ela gostou da reação causada principalmente porque sentiu a mão dele se fechar sobre a sua com mais força.
Ao final, ela deu um beijinho no topo da cabeça de Ichigo que riu animado até que finalmente os votos terminaram e eles foram liberados. Ino e Gaara ainda se olhavam quase hipnotizados, até Matsuri aparecer entre eles.
– Oh foi incrivel! Eu podia ver a emoção em seus olhos, e olha que eu pensei que Gaara nem tinha emoções! — ela brincou antes que o ruivo se afastou.
– Eu preciso me reunir com alguns governantes. — ele disse baixinho antes de fazer uma pequena reverencia e sumir na multidão.
– Eu preciso beber. — Ino confessou e Matsuri riu.
– Eu vou com você.
A festa continuou animada, mas Ino manteve-se em sua mesa bebendo o que de mais forte encontrou. No começo conversou um pouco com Matsuri e a babá, mas logo não aguentou mais falar sobre as fofocas da festa. E olha que isso era novidade para ela.
– Hei garota, não acha que está bebendo demais? — Shikamaru surgiu sabe Kami-sama de onde tirando a taça de sua mão.
– Eu acho que não pedi a sua opinião. — ela revirou os olhos. — Porque não está com Ichigo e a princesa cadela?
– Porque eu não aguento mais ouvir sobre trabalho. — ele resmungou tomando no copo dela ignorando seus protestou.
– Bom, acostume-se. Quando ficar preso aquela ditadora, terá que aguentar os amiguinhos dela.
– Não estou pensando nisso agora. — ele deu os ombros – E você, preparada para ir embora amanhã?
– Preparadissima desde que nós chegamos. — ela ironizou revirando os olhos. Então uma música lenta começou. – Vai lá dar uns amassos com a princesa, Shikamaru. Eu vou ficar bem.
– Tem certeza?
– Vai!! — ela rosnou e ele deu de ombros, indo em passos rápidos em direção a mulher e tirá-la de perto dos nobres com quem conversava para dançarem agarradinhos e quem sabe darem uns amassos.
Entediada, ela se preparava para voltar a companhia de Hime e ter uma boa noite de sono quando alguém tocou em seus ombros. Sobressaltada, ela virou-se lentamente até decepcionar-se ao ver um estranho de cabelos escuros longos e olhos castanhos.
– A dama me concede a honra dessa dança?
– Eu agradeço, mas eu não me sinto muito bem, já estou de saída.
– Eu insisto. — então de surpresa, o atrevido pegou em seu braço sorrindo malicioso, mas Ino não estava para brincadeiros.
– E eu declino novamente do convite! — disse impaciente tentando se soltar.
– Apenas uma dança!
Mas antes que Ino pudesse mandá-lo para um lugar nada saudavel, uma voz atrás dela chamou suas atenções.
– Ela disse que não.
Imediatamente Ino viu o rapaz moreno se tornar pálido e a soltar.
– Eu sinto muito, milady. Kazekage-sama, com sua liscença. — e sem esperar por resposta, ele saiu apressadamente.
Ino contou até dois para virar-se para o ruivo e prender a respiração ao perceber que ele estava tão perto.
– Eu agradeço, mas eu tinha tudo sobre controle. — ela disse petulante e ele a olhou friamente.
– Não era o que parecia Yamanaka.
– Ah claro, você sempre tirando conclusões precipitadas. — ela disse querendo andar, mas apenas conseguindo cambalear quando a bebida sumiu muito rapidamente para sua cabeça.
– Então seria precipitado dizer que você está muito bebada? — ele levantou a sobrancelha daquele jeito sexy.
– Completamente. — ela bufou – eu só preciso de um pouco de ar fresco.
– Vamos. Eu a levo para fora.
– O que? — ela se chocou – Porque?
– Algum problema Yamanaka?
Todos, mas ela não daria o braço a torcer.
– Nenhum! — ela disse novamente aceitando o braço estendido por ele e ambos saíram do salão discretamente, indo em direção aos fundos do salão.
Ino ficou maravilhada com o jardim.
– Oh é maravilhoso, acho que nunca estivesse nessa parte antes. Também nunca pensei que você cultivasse flores. — ela ironizou.
– Minha mãe gostava delas. — ele respondeu impassivel e ela engoliu em seco.
– Oh, eu não queria...
– Sei que não.
Eles ficaram em silencio caminhando pelo jardim, até que ela cansou-se.
– Então, por acaso está fugindo de ser o centro das atenções talvez? — ela provocou.
– Não diga besteiras. Eu sempre estou no centro das atenções como kage da vila.
– Não seja burro. — ela rebateu o fazendo olhá-la indignado – Eu digo atenções femininas. — ela riu quando ele desviou o olhar – eu vi aquela morena quase colocando os peitos em sua cara.
– Você é muito rude em sua fala, Yamanaka.
– Está dizendo que não me comporto como uma dama? — ela o desafiou, mas ele não respondeu e ela deu de ombros – Pois saiba que eu sou muito nobre e sei me comportar como elas princesinhas idiotas. Sei dançar, andar e até sorrir daquele jeito de falsas virgens!! — cuspiu o fazendo revirar os olhos. — Ohh kazekage, eu sou tão pura que queria que o sr. tocasse em meus seios e sentir meu coração batendo pelo sr. mas pode apalpá-los se quiser. — ela imitou com voz docemente enjoativa que o fez dar um pequeno sorriso contra sua vontade.
– Você é muito irritante, Yamanaka.
– Bom, se eu sou irritante porque está aqui comigo e não com as princesinhas puritanas lá dentro? Pode ir! Como se eu quisesse ficar na sua companhia de todas as pessoas!! — ela bufou e saiu andando mais rápido, entretanto acabou tropeçando na própria Yukata e se espatifaria de cara no chão, senão fosse salva pelo ruivo.
Ele a segurou em seus braços deixando seus rostos tão próximos agora que ela podia sentir o cheiro do perfume masculino.
– Acho que estou cuidando para que não acabe se machucando ou arrumando alguma confusão como sempre faz. — ele murmurou olhando fundo nos olhos dela.
– Agora eu te trago problemas? — ela ironizou ainda que estivesse consciente demais das mãos dele em sua cintura e a boca dele muito próxima.
– Sempre.
– Então porque simplesmente não se afasta de mim? — ela murmurou e mordeu o lábio inferior chamando a atenção dos olhos verdes – e porque continua me segurando?
Gaara não respondeu. Não com palavras pelo menos.
Ele cortou novamente a distancia entre eles e a beijou impulsivamente, sendo imediatamente acolhido pelos lábios dela que o esperavam ansiosos. Ele sentiu o corpo dela moldado ao seu, os braços subir por seu pescoço e arranhar sua nuca a medida que abria os lábios dando espaço para a língua dele trabalhar e explorar a cavidade quente de sua boca pequena e rebelde.
Ela suspirou entre o beijo, esquecendo-se imediatamente sua promessa de que não cairia naquela armadilha de novo, mas como poderia lembrar quando seu coração batia descompassado e ela sentia os joelhos tremulos apenas por estar sendo beijada tão fantasticamente por aquele ruivo irritante e sexy.
O que começou no impulso ia se tornando necessário e eles brigavam pelo dominio do beijo, se provocando enquanto tentavam de tudo para conseguir o que poderiam daquele beijo proibido.
Entretanto eles se separaram como se houvessem levado um choque quando ouviram vozes e arregalaram os olhos com a consciência de que a) eles se beijaram de novo, e b) estavam prestes a serem descobertos.
Ino estava em panico, olhando para todos os lados em busca de uma saída a medida que as vozes se aproximavam e sem pensar bem, ela saiu puxando o ruivo pelo outro lado e entrando na primeira porta que entrou.
– Yam... — Gaara ficou chocado ao ser calado pelas mãos pequenas da loira que fez sinal de silencio enquanto eles ouviram as vozes.
Eram criadas fofocando sobre algum nobre, até que finalmente eles não ouviram mais nada e Ino suspirou aliviada, para em seguida quase gritar só se ver frente a frente com um cavalo.
– Estamos no estabulo, Yamanka! — Gaara explicou entediado e a loira bufou.
– Bom vamos sair daqui então.
– Você foi a única que nos trancou aqui!
– Alguém tinha que agir já que estavamos prestes a sermos descobertos!! — ela rosnou.
– Ou poderiamos ficar ali e dizer que estavamos apenas conversando sobre sua missão. — ele rebateu calmamente e ela piscou, chocada com a lógica inegavel – Você é tão impulsiva.
– Rude, mal educada, impulsiva, mas alguma ofensa Kazekage-sama? — ela bufou alto e novamente voltou a tropeçar na Yukata caindo exatamente em um monte de feno.
– Desastrada... — Gaara teve a petulancia de falar antes de se aproximar para ajudá-la, mas a mesma bateu em sua mão.
– Me deixe em paz! Não preciso de sua ajuda!
– Pare de ser idiota, Yamanaka! Eu quero te ajudar.
– Mais um elogio! — ela ironizou – Pois se quer saber, você também é um imbecil, arrogante, desprovido de qualquer emoção, irritante, e eu...eu o detestooo!!!!!!! — ela disse alto ao mesmo tempo que ele finalmente a tirava dali e ela acabava cara a cara com ele, os rostos tão pertos que a deixou sem reação.
– Pois saiba que você também não é alguém do meu agrado!
– Você não reclamou aquela noite!! — ela finalmente disse quase gritando, em seguida corou, arrependida. — Isso é ridículo! Temos que sair daqui – ela se afastou, mas novamente foi segurada pelo ruivo que a olhava diretamente como se a despisse com o olhar.
– Eu lembro que você também não reclamou e nem relutou muito.
– Ahh agora está me chamando de fácil? — ela disse e ele bufou.
– Não foi isso que eu disse! Porque tem que ser tão cabeça dura!
– E porque você tem que ser um insensivel imbecil?
– Porque é assim que eu sou!
– Bom, é assim que eu sou também! E quer saber o que aconteceu entre nós foi um erro enorme e não vai mais acontecer! Nunca ma... — ela foi interrompida quando sua boca foi bruscamente tomada pela dele e sua cintura imediatamente enlaçada novamente juntando seus corpos.
Apenas depois de um segundo de choque ela o estava retribuindo novamente com toda a volupia que conseguia, subindo as mãos pelo seu pescoço e puxando os cabelos ruivos, sentindo o prazer de tê-lo novamente tateado seu corpo por cima da roupa.
E o que eles tanto temiam aconteceu de novo. O fogo do proibido queimou novamente em suas veias como fogo liquido tornando os toques despretenciosos em rastros quentes e ansiosos por mais daquele sentimento viciante de prazer.
Ino gemeu quando a boca dele deixou a sua e desceu para a parte sensível do seu pescoço, indo em seguida para seu colo onde o decote já se tornava obceno e ele tinha uma visão privilegiada de seus seios. Quando ele desamarrou a fita que prendia sua Yukata ela sentiu o tecido ceder completamente e ficar exposta aos olhos cobiçosos dele que imediatamente tocaram em seu corpo, enquanto a boca dele reinvidava novamente a sua.
Eles cairam sobre o feno sem se preocupar com mais nada, e ela abriu as pernas sentido-o encaixar-se em si, enquanto foi a vez dela desamarrar o kimono e deixar o torso musculoso a mostra. Ela traçou a linha do peitoral, mordendo o lábio inferior enquanto descia até o abdomem e ele apertava a cocha dele antes dos seus dedos chegarem ao pano fino de sua calcinha. Ela jogou a cabeça para trás e arranhou as costas musculosas ao sentir os lábios dele se fecharem em seu mamilo sugando-o e mordendo enquanto suas mãos voltaram a estimular seu sexo ainda que por cima da roupa intima.
Ele reprimiu um gemido quando ela subiu o próprio corpo e se esfregou nele como uma gata manhosa ronronando e gemendo em seu ouvido o deixado louco para sentir a pele de seda e ouvir seus gritos quando ele penetrá-la.
Impaciente, ela o empurrou para em seguida tirar todo o quimono dele, e uma vez que ela própria livrou-se de sua roupa intima – devagarzinho para provocá-lo — sentou no colo dele com as pernas abertas de modo que seus corpos ficassem completamente colados e suas intimidades se chocassem ansiosas. Ela reprimiu um gemido quando a boca dele mordeu seu pescoço provavelmente deixando uma marca ali.
– Bastardo... — ela engoliu em seco, enquanto suas mãos desciam para o membro duro e foi a vez dele praguejar sentindo a mão dela excitá-lo com movimentos lentos e torturantes. — Vai me pagar por me chamar de idiota.
– Yamanaka! — ele rosnou enquanto apertava mais as cochas dela e ela sorriu vendo-o vermelho do jeito que ela tanto gostava.
Ela então levantou-se e mortou nele, descendo em seu colo lentamente a medida que sentia o pau dele a penetrando com facilidade e sentindo-se enlouquecida ao ficar completamente preenchida. Eles gemeram juntos quando ela começou a cavalgar.
– Idiota! — ela disse.
– Inconsequente. — ele rebateu imediatamente.
– Insensivel!
– Desastradava!
Os movimentos aumentaram e eles já estavam cobertos por uma fina camada de suor, quando as mãos dele apertaram sua cintura fina controlando os movimentos e a fazendo senti-lo ainda mais fundo dentro dela.
– Bastardo!
– Vadia!
Ela jogou a cabeça para trás quando novamente ele tomou seus seios com a boca, estimulando-los gostosamente e a fazendo gemer enquanto subia e descia em seu pau, engolindo-o completamente e rebolando em seu colo criando um atrito maravilhoso do traseiro dela com suas bolas.
O extase e a luxuria os invadia e deixava o calor e o incomodo da liberação quase insuportavel enquanto continuavam a se entregar aquele fogo que não parava de queimá-los.
Entre gemidos e rosnados, seus olhos se reviravam de prazer, suas respirações cada vez mais excassas enquanto mantinham-se em movimento. Subindo e descendo, entrando e saindo, rebolando, enfiando, apertando e engolindo os gemidos de prazer entre um beijo ou outro cheio de língua e de dentes.
Não era suave, não era carinhoso, mas era intenso e forte.
E eles se xingavam e ainda sim se abraçaram e se beijaram intensamente para em seguida gemerem alto sem se preocupar se alguém os ouviria quando chegaram ao um orgasmo avassalador ao mesmo tempo.
Aos poucos enfim eles iam se acalmando, suas respirações voltando ao normal ainda que seus corações palpitasse fortemente em seus peitos.
Eles não tinham mais forças e nem muita consciência, e depois provavelmente eles culpariam o alcool por isso, mas naquele momento, tudo o que fizeram foram deixar seus corpos cairem sobre o feno e fecharem os olhos se entregando ao sono profundo.
E eles dormiram, sobre o feno, rodeados pelas baias dos cavalos, abraçados como se fossem amantes apaixonados e tranquilos como se...aquilo fosse certo.
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