Notas iniciais
Chegando com mais um capitulo fresquinho postando na madrugada porque 1º) A internet deixou; e 2º) Eu estava ansiosa para postar mais esse capitulo que já está pronto a dias!! Mais uma vez desculpem a demora, mas agora com a reta final da história, eu sinto que as ideias estão fluindo melhor. Espero que gostem de mais um capitulo enoorme da fic tanto quanto eu gostei de escrevê-lo.

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar."

William Shakespeare

– Ohayooo pombinhos apaixonados!!

– Oka-san!! Por kami-sama, que raios vocês pretendem invadindo nosso quarto dessa maneira! – Shikamaru rosnou em um misto de raiva e frustração com um toque de embaraço por estar nu com sua namorada igualmente nua, por baixo dos lençóis.

Sua mãe sorria insanamente enquanto seu pai segurava uma bandeja com café da manhã, não parecendo realmente tão animado quanto a esposa, mas resignado a cumprir suas ordens. Com um olhar de esguelha, Shikamaru viu que Temari tinha os olhos arregalados, mas os lábios levemente curvados em um principio de sorriso, enquanto segurava com força o lençol protegendo os seios desnudos.

– Que mimoso! Você ouviu, marido? “Nosso quarto” – ela repetiu batendo os cílios em um tom tão agudo que o cão da casa latiu lá de fora.

Shikamaru sentiu seu rosto corar e olhou para o seu pai em busca de explicações, mas o mesmo o ignorou categoricamente e obviamente de propósito. Igualmente resignado ele se voltou para sua mãe.

– Oka-san...

– Oh desculpe querido, apenas achei que vocês iriam querer o café da manhã na cama depois de terem ficado aqui no quarto a noite toda a portas trancadas. – ela tagarelava alheia ao embaraço do filho – E eu nem pude conhecer minha nora ainda! Kami sabe o quanto eu já estava perdendo as esperanças de que meu filho um dia se casaria, e qual não foi a minha surpresa ao saber que ele estava apaixonado não por qualquer garota, mas por uma princesa! Eu não sei como ele conseguiu fisgar uma garota tão bonita e...

– Oka-saaaan!!!!

Temari resolveu se manifestar pela primeira vez, parecendo já recomposta do choque inicial e bem mais a vontade que o namorado.

– É um prazer conhecê-la sra. Nara, Sr. Nara. Eu sou Sabaku no Temari.

– Sem dúvidas o prazer é todo nosso querida. Está com fome? É claro que sim, não é?! – ela riu, pegando a bandeja das mãos do marido e depositando sobre a cama. – Modestia parte, está tudo delicioso, se quiser que eu faça algo mais para você querida...Eu sinceramente não faço ideia do que a realeza de Suna possa gostar, mas...

– Na verdade, está tudo com uma cara ótima, obrigada.

– Tão linda e educada! Oh Shikamaru certamente tirou a sorte grande! Eu rezei tanto a Kami! Meu filhotinho finalmente vai se casar.

– Mas de onde raios a sra tirou essa história de casamento? E da onde a sra sabe tanto sobre a realeza de Suna? — ele balançou a cabeça, como se tentasse se livrar de tais indagações — Não me interessa! Apenas saia do nosso...meu...argh!!! Sai do quarto Oka-san!!

A sra Nara bufou finalmente parecendo perceber a irritação do filho.

– Em compensação, você é um mal educado! A mim você com certeza não puxou! Eu me mato aqui fazendo as coisas para você e seu pai e é assim que sou recompensada....

– Vamos mulher, os deixe comer em paz. – O Sr Nara foi finalmente levando a esposa e dando um sorriso ao filho que suspirou – Alias, é muito bom conhecê-la Srta Temari.

– Obrigada. Também é um grande prazer conhecê-lo.

– Tenha paciência com ele. Dizem que é um gênio, mas sempre foi bem lento para o que realmente é importante.

Shikamaru bufou, enquanto via os pais finalmente deixarem o quarto que caiu em um silêncio celestial, mas que logo foi quebrado pela risadinha de Temari, o fazendo revirar os olhos.

– Você está adorando não é?! – ele ironizou

– Cada segundo. Eu ainda não sei se o melhor foi você tentando cobrir suas partes da sua mãe, ou a sua cara quando ela invadiu o quarto. – ela gargalhou enquanto pegava algumas torradas com geleia da bandeja e levava a boca – Sua mãe tinha razão, eu estava faminta depois de ontem.

– Em meio ao seu ciúme maluco e suas ganas de cortar meu pau fora, você não teve tempo de comer...

– Eu me referia ao sexo, mas tiveram essas partes também. – ela deu de ombros como se falasse do tempo e ele voltou a revirar os olhos, recebendo um selinho da loira. – Ainda bem que eu não o cortei fora, eu admito que me faria muita falta.

– Imagina a mim. – o moreno suspirou, mas então voltou a olhar a namorada que parecia tão alheia mordiscando uma torrada que ele demorou um segundo para perceber que ela voltara a falar:

– Então você acredita na Yamanaka?

– Como assim?

– Sobre você não ser o pai do filho dela. A rosada parecia muito certa. – apesar de continuar comendo, ela o observava com atenção.

– Eu pensei sobre isso. – ele foi sincero – Sakura sabia sobre o nosso envolvimento e parece bem lógico pensar que eu era o pai, mas a gravidez de Ino parece no inicio ainda e...bem já fazia um pouco de tempo...você sabe!

Temari considerou a perspectiva e franziu o cenho parecendo ainda não convencida.

– Estávamos em Suna ainda! Você estava lá comigo. – ele apontou com uma ponta de desespero para que ela acreditasse nele.

– Não o tempo todo. – ela pontuou e ele bufou – De qualquer forma se você não é o pai, quem é?

– Isso não é exatamente da nossa conta.

Foi a vez de Temari bufar e depois se recostar nas almofadas, parecendo se dar por vencida. Então...

– Eu tenho inveja dela...

– O que? – Nunca. Nem em um bilhão de anos, Shikamaru se quer pensou na possibilidade de Temari, a princesa Sabaku, a toda poderosa ninja da areia, admitir inveja da Yamanaka que já era quase como sua maior inimiga. E o sentimento era mútuo.

– É! Não faça disso grande coisa ok?! É só que... – ela hesitou, olhando as próprias mãos e Shikamaru não precisava ser um gênio para entender qual era o problema.

– Ela está grávida.

– Por um segundo, eu pensei no quanto você ficaria feliz em ter um filho...

– Você é uma idiota.

– Como é que é? – ela o olhou furiosa.

– Se Ino estivesse realmente grávida de mim, eu ia amar essa criança é claro. Mas não deixaria você ou o Ichigo. O pirralho é falastrão, mas eu já o amo como se fosse meu filho e eu acho que nada mudaria isso. Vocês já são minha família.

Temari sorriu. Ela acreditou nele e seu coração ficou quente. Sem mais nenhuma palavra, ela se esticou e o abraçou bem forte e sentiu os braços dele ao seu redor a fazendo sentir-se protegida.

– Então eu acho melhor buscar Ichigo para conhecer a nova avó dele. Ele vai adorar, já que não conhece nenhuma.

– A velhota vai adorar também. E vai encher o saco para vocês virem morar aqui.

Temari sorriu.

– Eu acho que seria uma ótima ideia.

– Mas eu não! Eu consigo aguentar uma problemática de cada vez. Duas ao mesmo tempo é demais para mim!

Temari gargalhou e lhe deu um tapinha, mas então ele a abraçou e lhe deu um beijo que foi correspondido imediatamente com muita paixão.

***

Ela estava no chão novamente.

Sob os olhares de curiosos, sob os olhares do líder do clã, ela havia perdido novamente para um Hyuuga qualquer de casta dita inferior. O sentimento de frustração e raiva de si mesma a fizeram levantar golpe após golpe, não desistiria nunca, o cansaço não a atingia mais, contudo um sentimento novo se instalava em seu peito de forma opressora.

A dúvida.

Pela primeira vez, Hanabi sentia o gosto da falta de confiança em si mesma. E era muito amargo.

– Hanabi-san... – Seu adversário lhe estendia a mão.

Ignorando o gesto, ela voltou a atacá-lo com toda a força que poderia reunir. Podia sentir o formigamento do Jyuuken na ponta de seus dedos e a pressão em seus olhos, ao mesmo tempo que sua visão aguçava-se de modo a ter a imagem perfeita dos pontos fracos de seu oponente.

O alvo estava claro, a estratégia veio em sua mente instantaneamente da forma mais obvia, o sentimento de vitória fez seu corpo vibrar. Ela só precisava acertá-lo...só precisava esquivar-se do golpe a sua direita...E então...

Ela estava no chão outra vez.

– Já basta. – Ela ouviu a voz de seu pai, e não precisava vê-lo para saber que a decepção transbordava de seus olhos, assim como de seus lábios.

– Hanabi-sama...

Ela se perguntou se o baka de seu adversário realmente era tão estúpido para tentar ajudá-la a levantar novamente, ou apenas estaria gozando com a sua cara e ela percebeu que era muito pior do que isso, ao encontrar não um hyuuga qualquer, mas seu suposto noivo, Kotaro.

Este tinha um sorriso presunçoso no rosto, e uma mão estendida em sua direção que foi veementemente ignorada e mesmo assim o sorriso permaneceu em seus lábios.

– Eu pensei que poderíamos passear um pouco. Com a permissão de Hiashi-sama é claro. – ele disse olhando para o futuro sogro que tinha uma expressão impassível.

Imediatamente Neji estava ao seu lado prestes a opinar até ser calado por um gesto do tio.

– Talvez seja hora de vocês se conhecerem melhor.

– Eu não tenho tempo para isso. Preciso treinar. – Hanabi rosnou, virando-se para os outros Hyuugas que voltavam a treinar, até sentir sua mão ser segurada a fazendo fuzilar seu suposto noivo com o olhar – Solte-me agora, insolente maldito.

– Solte-a agora. – Neji disse baixo, mas seu tom perigoso não deixou qualquer duvida ao Hyuuga mais novo, que a soltou imediatamente colocando os braços atrás das costas.

– Eu apenas achei que como noivos, deveríamos começar a nos conhecer melhor. – soltou inocentemente — Além do mais, como minha esposa eu garanto que não precisará machucar-se em lutas sem propósito.

Hanabi gargalhou.

– Como se eu fosse depender de um franguinho como você para defender-me.

– Hanabi. – Hiashi alertou, mas Kotaro não pareceu se abalar com o desdém, pelo contrário seu sorriso apenas aumentou.

– Talvez comigo você não tivesse passado por uma situação tão terrível quanto a que sofrera recentemente. – Ele percebeu que havia feito a jogada certa quando viu a garota arregalar levemente os olhos e fechar as mãos em punhos trêmulos – Mas não se preocupe. Eu a protegerei sempre.

– Já chega! – Foi a vez de Neji rosnar, dando um passo em suas direções, mas a Hyuuga foi rápida e com os punhos ainda fechados projetou-os em direção a Kotaro com toda a força que conseguiu reunir.

O soco não o tocou por poucos milímetros que ele conseguiu desviar. Ela então o atacou com o jyuuken e ele a bloqueou sem muito esforço. Ele se divertia, enquanto ela tentava acertá-lo, e por um instante conseguiu rasgar um pedaço de sua túnica, mas sua vitória foi fraca quando no segundo seguinte, ele segurou seu antebraço e com um giro, o torceu em suas costas, com a mesma rapidez que lhe passou uma rasteira e a jogou no chão, imobilizado-a.

– SOLTE-ME! – ela gritou, o inicio de uma crise de pânico se instalando em seu corpo.

No segundo seguinte, ela estava livre, e Kotaro e Neji encaravam-se brutalmente em posição de ataque.

– Nunca mais encoste em Hanabi-sama!

– Isso será um pouco difícil, uma vez que logo nos casaremos. – o pirralho teve a coragem de brincar com escárnio, mas em seguida seu sorriso transformou-se em uma mascara fria de indiferença – Eu reconheço sua força e talento, assim como respeito sua fama, mas não tenho medo de você Neji Hyuuga. E ainda sou da souke enquanto você ainda é da bouke e, portanto me deve respeito e obediência.

– Neji é um guerreiro muito melhor que você e não lhe deve obediência nenhuma!!! – Hanabi praticamente gritou, tão furiosa, imediatamente se postando em defesa do primo de uma forma que não faria nem por si mesma.

– Hanabi tem razão. – Hiashi manifestou-se surpreendeu a todos – Neji, apesar do selo, é quase o meu herdeiro, assim ele não deve obediência a ninguém a não ser a mim. – Hanabi quase sorriu de alivio e emoção, até ouvir as próximas palavras do pai – No mais, eu o proíbo de voltar a lutar com Kotaro, uma vez que ele é o real pretendente de Hanabi.

– Oto-san...! O senhor...como pode? Eu...eu nunca...

– Não ouse voltar a lamentar-se por um assunto já decidido Hanabi. Não se humilhe ainda mais.

Kotaru sorriu vencedor, e Neji teve ganas homicidas sobre aquele pirralho mimado, mas então o olhar ferido e devastado de Hanabi partiu seu coração e ele lembrou-se de sua própria promessa.

“- Me ajude Neji.

– Eu vou.”

Hiashi já retirava-se quando ouviu a voz do sobrinho ecoar por todo o dojo, e virou-se novamente com um olhar indagativo.

– Hiashi-sama, eu peço que o senhor me considere como pretendente de Hanabi-sama.

Um silêncio súbito se instalou por todo o local, enquanto Hiashi parecia surpreso, mas até um pouco satisfeito.

– Eu entendi bem suas intenções, Neji?

– Sim senhor. Eu quero me casar com Hanabi-sama.

– Neji... – Hanabi sentiu seus olhos se encherem de lágrimas e seu coração de prazer.

Enquanto isso, Kotaro olhava a tudo em choque e descrença, e tudo piorou com as próximas palavras de Hiashi.

– Eu ficaria muito satisfeito.

– O que? – Kotaro praticamente sibilou, a raiva sendo injetada diretamente em suas veias.

– Eu aceito me casar com Neji! – Hanabi imediatamente se pronunciou, olhando com superioridade para Kotaru, mas o mesmo não se deixou abater e deu um sorriso frio.

– Eu entendo vossa predileção por seu sobrinho, Hiashi-sama, contudo eu creio em sua justiça e até o senhor concordará que me descartar desta maneira é injusto e uma verdadeira quebra dos protocolos de dentro do clã.

Tradições.

Hanabi passou a odiá-las ainda mais do que Hinata. Ela, assim como Kotaru, sabiam que esse assunto era extremamente delicado ao líder do clã que prezava as malditas tradições a cima de qualquer coisa, até da felicidade de suas filhas.

– Você está certo.

– Não!!//Hiashi-sama!! – Hanabi e Neji disseram respectivamente em uníssono.

– Então o que eu proponho é um duelo. – todos olharam em choque para o líder que parecia satisfeito – Uma luta entre os dois pela mão de Hanabi.

– D-demo...Hiashi-sama...

– Kotaro-san, eu creio que será algo justo. O mais forte dos pretendentes desposar uma herdeira. Obviamente eu não posso obrigá-lo a lutar com um membro de casta inferior, assim eu considerarei sua desistência imediata de forma digna e justa.

Kotaro sabia o que estava acontecendo. Hiashi preferia que Hanabi casasse com Neji, no caso de Hinata não assumir, a liderança do clã não sairia de sua família. Seu pai já o havia alertado para coisas desse tipo, mas ele não era tolo como seu irmão que deixou uma herdeira escapar para um bastardo qualquer.

– Eu aceito.

Hiashi acenou e anunciou a luta dali a um mês, em seguida se foi. Kotaro também foi embora, dessa vez sem o sorriso de escárnio do rosto, restando apenas Hanabi e Neji.

– Você vai vencê-lo sem dúvida! – ela disse sorridente. – Obrigada Neji, eu sabia que você iria me salvar.

Ele passou os dedos em sua bochecha de forma carinhosa, a fazendo fechar os olhos em deleite, até abri-los e vê-lo lhe fitando com uma seriedade crua.

– Eu sempre vou protegê-la Hanabi. É o meu dever. – e dizendo isso, ele se foi a deixando para trás, sozinha.

*****

– Ten-chan!

Tenten revirou os olhos para o apelido, mas sorriu carinhosamente para o ex-colega de time que nas últimas semanas estava cada vez mais presente em seu dia a dia, se tornando um grande amigo.

– Quem é o sobrancelhudo? – um dos alunos da Mitsashi bufou, enciumado.

– É Rock Lee, tonto! Mestre em Tai Jutso e muito amigo de Naruto Uzumaki. – o amigo respondeu, olhando com curiosidade para o rapaz alto.

– Isso mesmo crianças! Naruto-kun é um grande amigo! – ele fez um grande sinal de Nice gun, mas especialmente aquele dia não parecia tão animado quanto normalmente e logo se voltou para a amiga – Teen-chaaaan! – ele choramingou – Eu procurei você por toda Konoha.

– Eu to ocupada agora, Lee. Os pirralhos estão aprendendo sobre Jutsos.

– Sensei, na verdade já está na hora do intervalo. – outro baixinho disse e Lee quase pulou de alegria.

– SUGOOOOOI! VAMOS – e dizendo isso, ele praticamente saiu puxando Tenten pelo pátio da escola..

– Será que ele é namorado da sensei? – Uma garota perguntou com os olhos brilhando – Eles formam um casal tão sugoooi.

– Nem pensar! A sensei nunca iria ficar com aquela taturana hiperativa! – um outro bufou, infantilmente.

– LEE! ESPERA! – Tenten finalmente conseguiu fazer o amigo parar de puxá-la quando chegaram ao jardim da escola, e ela o puxou para um banquinho de pedra.

Ela sentou-se calmamente enquanto ele praticamente jogou-se no banco e cruzou os braços, unindo os lábios em um bico incrivelmente infantil e adorável.

– Então agora já pode me contar o que está havendo.

– Bem, é que...tem aquela garota...a do restaurante sabe..

– Sei...

– É que ela...

– Ela...?

– Ela...dhuowefpuwhfds – ele resmungou muito rápido e arrastado a fazendo olhá-lo como se tivesse nascido uma terceira cabeça.

– O que?

– Ela...aiowusofihaohdoa

– Lee!! Fala direito!!

– ELA ME CONVIDOU PRA SAIR! AIMEUKAMI! EU TO PIRANDO! TA TUDO FICANDO ESCURO? PORQUE ESTÁ TÃO QUENTE? PORQUE TODAS AS PORTAS ESTÃO FECHADAS??? AIME... – ele foi bruscamente interrompido com um soco no meio da cara.

– CALA A BOCA SEU ANIMAL! NÓS ESTAMOS EM UM ESPAÇO ABERTO!!

– Tem-chaaan, porque está gritando comigo? – o ninja choramingou fazendo a amiga respirar fundo para não lhe dar um novo soco, até perceber o que estava acontecendo.

– Caramba, então quer dizer que você tem um encontro Leee!! Isso é...maravilhosooo!

– Eu não sei se estou pronto, Tenten... – ele suspirou e a moça o olhou com carinho quase materno.

– Ela parece uma garota muito legal, e pareceu gostar muito de você.

– Eu também gostei dela e achei ela muito bonita. Mais que a Sakura-chan!

Tenten riu.

– Não deixe Sakura ouvi-lo. Mas então Lee, se você gostou tanto dela do que está com medo?

– Ah você sabe, eu não sou muito bom com as mulheres.

– Mas você sempre falou comigo normalmente.

– Ah, porque você sempre pareceu mais um garoto do time. ITAAAAAAAAAAAAAAIIIIII!!! – ele gritou ao receber o segundo soco dado pela kunoichi.

– Alguém tinha que ter culhões já que você sempre foi cheio de donzelices!

– Que caluniiiaaaa!! – Ele disse indignado a fazendo respirar fundo novamente para acalmar-se.

– Vá a esse encontro Rock Lee ou eu juro que arranco suas bolas.

– Acha que ela vai gostar de mim? – ele perguntou baixinho voltando a olhar adorável e a sensei não resistiu.

– É claro que sim. – respondeu em um sorriso – Lee, você é um cara legal, romântico e sensível ao seu jeito, e decidido. Nunca deixaria de lutar pelo que quer por causa de coisas estúpidas como por exemplo...sei la...deveres de um clã!!! – ela praticamente rosnou, sem poder se conter e sem perceber foi a vez de Lee olhá-la com carinho.

Ficou assustada ao sentir o toque em seus ombros e olhou para o amigo que lhe sorria.

– Neji vai cair em si um dia, eu tenho certeza.

– O que? Do que está falando? – ela tentou rir, mas falhou miseravelmente ao perceber o olhar cético do amigo e suspirou dando-se por vencida – Ele já tem um destino e isso sempre vai ficar entre nós.

– Mas vocês se gostam!

– As vezes isso não é o suficiente. – ela murmurou um pouco desolada – Pelo menos não no nosso caso. Eu sei que ele gosta de mim do mesmo jeito que eu gosto dele, mas então tem o clã, e aquela peste. Eles nunca vão deixá-lo e ele sempre vai fazer o que mandam...eles sempre vão ser mais importante que... – ela hesitou ao sentir seus olhos começarem a coçar e fungou se recusando a chorar por motivo tão idiota. Ainda mais depois de já ter chorado o suficiente.

– Eu não acredito que você vai desistir Mitsashi!

– Ele quem desistiu primeiro!

– E você está desistindo agora e isso é inaceitável! Gai-sensei ficaria arrasado se soubesse! – ele fez cara de pânico fazendo a amiga fazer uma careta engraçada.

Eles ouviram sinos e Tenten aproveitou para fugir daquela conversa insana em que Rock Lee começava a fazer sentido.

– Bem essa é minha deixa.

– Obrigado Ten-chan, você sempre me acalma.

– Eu espero que você se divirta no seu encontro. – disse já se levantando.

– Eu espero que Ten-chan finalmente se resolva com Neji para que ele possa parar de me olhar de forma tão assustadora. – ele disse com fingido desinteresse, com as mãos atrás da cabeça começando a andar na frente da kunoichi que demorou alguns segundos para entender.

– Ele não...o que? – ela riu nervosamente – Não Lee, você obviamente está tendo um lapso de julgamento. Isso iria significar que ele estaria com... – ela bufou uma gargalhada seca – Não...isso é impossível. – ela finalizou em um fio de voz ao dar de cara com Lee que agora a olhava com seriedade.

– É obvio que aquele Hyuuga baka gosta de você, Tenten!

Pela primeira vez, a kunoichi se deixou ter um pouco de esperança.

– Você acha mesmo? – perguntou com um pequeno sorriso.

– Eu tenho certeza!! E é muito difícil eu estar errado......

Nesse instante, dois professores passaram conversando tão concentrados que nem os notaram.

– Você soube? Neji Hyuuga desafiou um membro da família primaria pela mão da prima!

– Hinata?

– Não! A mais nova! O mais forte vai casar com ela!

– Isso é tãão antigo.

– Sim, mas ainda é romântico.

– Mulheres!

O casal de professores continuou a conversa sem saber que no meio do corredor deixaram uma bomba prestes a explodir e seu nome era Tenten Mitsashi.

As coisas que ela ouviu, ela mal podia acreditar e ao mesmo tempo no fundo não a surpreenderam. Afinal Neji tinha finalmente escolhido.

– Bem...mas acontece... – Lee completou sem graça, mas logo se arrependeu ao ver-se alvo da fúria de olhos chocolates – TENTEEEEN-CHAAAAAN ME DESCULPEEEEEEEEE!!

Toda escola viu o mestre de Tai jutso fugindo de uma onda de armas de todos os tipos que vinham em sua direção, enquanto a mandante tinha uma aura demoníaca a sua volta.

– Eu acho que é melhor chamar Shikamaru de volta de sua folga. – Uma das professoras comentou para a outra.

– São namorados com certeza! – a aluna de Tenten reinterou para os amigos de classe que se recusaram a acreditar minutos antes.

***

– Que barulho foi esse? – Tsunade perguntou levantando a cabeça da pilha de papeis em que estava atolada em sua mesa.

– Nada que precise de sua atenção. – Shizune, sua babá ou tirana, não a deixou olhar pela janela, fazendo a hokage bufar contrariada.

– Uma pequena luta agora não seria nada mal, apenas pra eu me livrar de todas essas bobagens. – Ela resmungou claramente irritada e sóbria demais para aguentar mais um dia de estresse.

– Bem, logo você terá uma luta para entretê-la. – Uma voz quase ao seu lado, a fez praticamente pular da cadeira até dar de cara com Kakashi inclinado sobre a janela, olhando tudo lá fora com habitual descaso. – Mandou me chamar, Hokage?

– Droga Kakashi!!! Porque não entra pela porta como pessoas normais?

– Você disse que era urgente. – ele deu de ombros, e finalmente a olhou, afastando-se da janela e sentando do outro lado da mesa. – Olá Shizune-san.

– Olá Kakashi-san. Eu espero que não tenha trazido nenhuma garrafa de sake para distraí-la. – ela olhou para o ninja com real desconfiança, e Tsunade viu com desespero sua última esperança, colocar as mãos para cima em rendição.

– Você me pegou. – ele brincou, antes de tirar uma garrafinha do bolso e entregá-la a assistente da Hokage que sorria vitoriosa. – Ela está ficando boa nisso.

– Sim, melhor que os cães farejadores dos Inuzukas. – A Hokage resmungou esfregando as têmporas e ignorando o olhar ofendido da assistente.

– É melhor eu ir guardar isso em local seguro. Eu espero que o senhor não distraia a Hokage de seus afazeres. – Ela insinuou, vendo Kakashi fazer sua melhor cara de santo, enquanto a via sair da sala, deixando os dois a sós finalmente. – Por que eu sinto que ela não gosta de mim?

– Porque é muito estúpido para perceber que ela é claramente apaixonada por você. – Tsunade resmungou como se falasse do tempo, ignorando o imediato corar da parte visível do rosto do ninja. – Oh por favor, diga que tem mais uma garrafinha ai! – ela falou quase manhosa, se debruçando sobre a mesa de modo que seu rosto estava contra a mesa e sua voz saiu abafada.

Kakashi imediatamente suspirou e tirou uma nova garrafinha que fez novamente a Hokage quase pular da cadeira e pegar o liquido como se ele fosse um verdadeiro tesouro.

– Tão precioso. – Ela disse emocionada, e em seguida olhou para os lados como se alguém a perseguisse – Eu não vou deixar ninguém roubá-lo de mim, eu prometo! – ela dizia apertando o frasco contra os seios.

“Uma imagem que com certeza atiçaria a criatividade de Jiraya-sama.” – Kakashi pensava concentrado até demais na cena a sua frente, pelo menos parte dela – “Você faz grande falta a esse mundo. Sensei.” – complementou com pesar.

Tsunade finalmente tomou o primeiro gole do liquido e não demorou nada para sentir o começo do relaxamento tão esperado, suspirando fundo e voltando a sentar-se na cadeira e olhar para o ninja, com um olhar mais sério, o que o fez perceber que a conversa finalmente iria começar.

– A situação está muito caótica, Kakashi. Eu tenho um casamento real para preparar e Konoha ainda não está em condições de abrigar tantos convidados de dois grandes povos. E ontem fui informada que aquele maldito Uchiha está cego e obviamente terá que ser afastado do cargo de chefe da polícia. Tudo está desmoronado na minha cabeça. – Ela disse com uma pontada de aflição. – Sakura disse que pode conseguir reverter a cegueira, mas até lá a policia precisa de um chefe. E com a maioria dos Jounins com experiência em missão...

– Acaba de me chamar de desocupado? – ele levantou uma sobrancelha e Tsunade bufou.

– Ora vamos Kakashi, você é a melhor opção. Eles te respeitarão melhor do que se eu colocar qualquer jounnin inexperiente.

– Há escolhas melhores.

– Por exemplo...?

– Naruto.

– Aaaahh por favor!! Naruto nunca vai aceitar, ele nunca quis nem ao menos entrar na policia! E ele não sabe trabalhar em equipe e os outros ninjas não irão respeitá-lo.

– Então ele vai ter que aprender a lhe dar com tudo isso, como sempre fez. É um ótimo começo de treinamento para quando ele for Hokage.

– Quem disse que ele será? Ainda mais depois do que ele me disse...

– Mais um motivo para colocá-lo lá. – ele fez uma pausa dramática e então sorriu por trás da mascara, mas ainda sim tinha um brilho diabólico nos olhos – Vingança!

Tsunade sorriu.

– Bem, pensando por esse lado... – Mas seu sorriso dissipou e ela balançou a cabeça – Não dará certo. Ele não vai concordar e só será mais dor de cabeça para mim.

– É claro que ele vai. O manipule, assim como eu faço quando não quero mais trabalho...

Tsunade pensou novamente, olhando para as pilhas de papeis em sua mesa.

– Sim, você tem toda razão... – ela então se deu conta do que ele disse – Espere! O que? – Mas ao levantar o olhar, o jounnin já havia desaparecido. – MALDITOOO!!!! – ela então viu outra garrafinha de sake, cheinha em sua frente, e quase derreteu – Tudo bem, eu o perdoo. – Ela bufou, mas sorriu ao esconder a garrafinha um segundo antes de Shizune entrar no escritório.

– Oh, ele já foi?

– Já. Mas lhe mandou um beijo. – Ela disse com pouco caso e fingiu não ver a assistente corar como uma adolescente apaixonada – Agora pare de sonhar e mande chamar Naruto Uzumaki aqui.

****

Estava em casa.

Não precisava enxergar para reconhecer o local que construíra com as próprias mãos. Sabia onde estava cada coisa e ainda que não, negaria qualquer tipo de tentativa a tratamento especial como se ele fosse um...invalido inútil.

– Saia.

– Ótimo. Como se eu fosse querer ser babá de um idiota cego. – Sayuri ironizou acidamente, com um sorriso no rosto – Talvez eu aproveite para fugir dessa cidadezinha sem graça já que agora é bem obvio que eu não preciso mais matá-lo. Você já acabou consigo mesmo sozinho. – riu indo em direção a porta.

– Nós dois sabemos que ainda não páreo para mim. – Ela ouviu o Uchiha com uma voz de tédio que a fez parar com a mão na porta e esperar as próximas palavras que não demoraram muito a virem. – Seu ódio não é o suficiente. E talvez nunca seja.

Sem dizer uma palavra, ela apenas sorriu cinicamente e saiu batendo a porta com força, sem saber que o que ele disse não fora uma crítica.

Sozinho, Sasuke tomou um último gole de sua bebida de ervas, e então levantou-se lentamente. A escuridão não era mais tão assustadora e ele se viu imaginando cada parte da casa, enquanto caminhava até chegar à cozinha. Ele apenas não contava com a inegável desorganização de Sayuri que deixara uma cadeira bem em seu caminho, acabando por fazê-lo tropeçar bruscamente, e quase ir ao chão não fosse suas habilidades ninjas.

Infelizmente a cadeira teria de ter trocada.

Deixando a xícara na cozinha, ele deu meia volta, agora tendo o cuidado com outras possíveis armadilhas de Sayuri, mas felizmente não tendo nenhuma nova surpresa desagradável até finalmente chegar no dojo.

Ele então pegou sua espada, e o treinamento começou.

***

– Mandou me chamar, Hokage-sama? – As palavras lhe deram uma sensação de deja vu, mas o tom sarcástico a fez ter certeza que aquela não seria uma conversa tão fácil.

– Pode ir Shizune.

– Mas...

– Pode ir. – Ela repetiu com a voz mais firme, e o olhar fixo no ninja loiro de sorriso matreiro sentado tão displicentemente a sua frente.

A assistente saiu contrariada, deixando os dois sozinhos, e Naruto olhou para a Hokage com suspeita. Eles não haviam se falado desde a última discussão, as missões que tinha eram dadas a ele por recados de terceiros, ou pelo próprio chefe da ANBU. Mas aquele dia, ela foi muito especifica em seu recado de que o queria lá pessoalmente, em cinco minutos.

Ele ficara tentado a atrasar, mas aquele dia fora designado para treinar os novos anbus e viu uma incrível chance de se livrar daquele trabalho chato.

– Então já sabe da condição de Sasuke. – ela afirmou, indo direto ao ponto e ele deu de ombros.

– Sakura me contou que o teme abusou do uso daquela kekei genkai idiota de que ele tanto se gaba.

– Ele está cego.

– Sim. – Naruto riu surpreendendo a Hokage. – Mas o teme é orgulhoso, à uma hora dessas, eu aposto que está treinando.

– Isso não muda o fato de que ele está em uma condição muito delicada.

– Não muda o fato de que ele continua podendo derrotar a maioria dos idiotas dessa vila.

– Não estou querendo rebaixá-lo por sua condição. Sasuke ainda é um valoroso ninja.

– Então não me chamou aqui para que eu assuma seu lugar como chefe da policia? – Naruto novamente a surpreendeu com a ironia sagaz, e a Hokage abriu a boca, mas nenhum som conseguiu sair, o que fez o loiro rir sarcasticamente.

Tsunade pigarreou.

– Então você já sabe. Quando foi que ficou tão inteligente? – Ela revirou os olhos.

– Para ser sincero foi o próprio teme que me disse que aconteceria. O bastardo pode estar cego, mas ainda é esperto. Maldito – riu roucamente.

– Bom, então eu acho que eu não preciso prolongar essa conversa. É temporário.

– Até eu sei que a cegueira do mangekyo é irreversível.

– Não exatamente. Sasuke pode voltar a enxergar em menos tempo do que imaginamos. – Ela disse enigmática e vitoriosa ao ver a expressão confusa do loiro. – Na verdade, ele já deve estar prestes a ter a primeira sessão agora.

***

Ele empunhou a espada com destreza, sentindo a energia do raiton deslizando sobre a lamina. Como previra lutar com a espada o ajudaria enquanto estivesse com aquela condição. A espada combinada com o raio o ajudavam a ter muito mais noção do espaço ao seu redor, quase como se pudesse ver novamente, uma imagem feita com a energia das coisas a sua volta. E das pessoas.

– O que faz aqui? – ele perguntou, ocultando o raiton e guardando a espada, em seguida olhando em direção a entrada onde a rosada o observava recostada no batente.

Sakura demorou dois segundos para perceber que ele falava com ela. Era quase como se estivesse em transe, maravilhada ao vê-lo treinar com a espada, com movimentos precisos, alguns raios fazendo a lamina mudar de cor e as vezes se projetando para fora como se mapeasse tudo a sua volta, e apesar de ter acertado tudo ao seu redor, nunca chegou a tocá-la e agora ela sabia porque.

– A porta estava aberta. – ela apressou-se em responder, o vendo andar em sua direção, com normalidade, não fosse a bandana da folha tapando seus olhos.

Ele parou em sua frente e ela afastou-se, entendendo que ele queria passar.

– Não foi isso que eu perguntei. – ele disse, voltando a caminhar de volta para a sala.

– Eu vim ver se você estava bem.

– Eu estou. – ele respondeu rapidamente

– Eu vi a cadeira quebrada e... – ele a interrompeu:

– Eu estou bem. Isso foi culpa de Sayuri.

– Oh...certo. – Ela murmurou, o observando andar pela casa com facilidade, e sentindo-se uma boba por quase entrar em desespero por uma simples cadeira quebrada. Em seguida querendo se bater por voltar a agir como uma garotinha assustada e histérica como antes. Por Kami-sama, ela não havia mudado nada? Apenas por causa da presença dele, ela voltava a ser a mesma de antes? Recusava-se a isso. – Sasuke. – Ela chamou, orgulhosa de seu tom sério e moderado, principalmente por ele ter finalmente parado de andar para olhá-la – Precisamos conversar.

Ela sabia que ele levantava uma sobrancelha agora em questionamento e resolveu ir direto ao ponto.

– A verdadeira razão para eu vir aqui, foi para começar um tratamento que lhe devolva a visão ou pelo menos parte dela.

– Isso não é possível. – ele cuspiu, sinicamente, indo em direção as escadas, mas ela o seguiu.

– É um tratamento experimental, na verdade. Nunca foi testado, mas tem várias chances de ajudá-lo.

– Eu recuso a ser mais uma experiência.

Sakura engoliu em seco, mas não iria desistir, e antes que ele subisse o primeiro degrau, ela segurou seu braço e o olhou seriamente.

– Isso é uma ordem da Hokage e você não pode recusar, nenhum de nós dois pode. Eu estou aqui para começar seu tratamento e vou fazê-lo. – Ela foi direta, e falou com o máximo de segurança que tinha para ele entender que ela não iria fraquejar, e pela primeira vez, ele estava indo para obedecê-la.

***

– Sakura vem estudando esse método há alguns anos na verdade, e tem tido resultados promissores. Eu a ajudei no começo, mas há algum tempo ela o aprimora sozinha. O tratamento requer um nível de ninjutso médico muito alto, assim como um grande controle de chacra, não o seu próprio, mas o do paciente. E Sakura conseguiu tudo isso de maneira louvável. – Tsunade narrou com orgulho para o Uzumaki, não escondendo o sorriso. – Eu sabia que se alguém conseguiria resultados nessa área, seria ela. Além de que ninguém mais teria a sua motivação. – olhou com atenção para o loiro que pareceu entender.

– Ela sempre teve medo do teme abusar desse poder. Mas ele nunca realmente lhe dava atenção.

– Sakura sabia que as chances de isso acontecer eram grandes e se antecipou.

– Sakura-chan... – Naruto murmurou, percebendo a extensão do amor de Sakura por Sasuke, e ainda sim o teme não fazia nem ideia disso.

– Ela o ama de verdade, Naruto. – Tsunade disse, de repente, como se tentasse convencê-lo, provavelmente lembrando-se do amor não correspondido do loiro, mas foi surpreendida pela normalidade com que ele a olhou.

– Eu sei. Isso sempre foi bem obvio, não?

– Sim – eles sorriram e pela primeira vez o clima não foi tão tenso – Então, voltando a minha proposta. Como vê, é uma coisa temporária e você foi a primeira escolha...

– Depois de Kakashi?

A Hokage bufou, começando a ficar irritada pelo loiro parecer estar mais inteirado da situação do que o permitido.

– Ele quem lhe falou também? — Perguntou acida, mas o loiro balançou a cabeça.

– Eu imaginei que você tentaria colocar Kakashi que lhe daria menos dor de cabeça. E ele quem deve tê-la convencido a me chamar.

– Ok! Já chega de exibicionismo! O cargo vai ajudá-lo a mostrar que você tem liderança e responsabilidade, além de capacidade é claro...

Naruto imediatamente lembrou-se de Hiashi e se permitiu zombar do líder do clã, o qual ele mostraria que era digno de não apenas tornar-se Hokage, mas também ficar com Hinata.

– Se realmente não desistiu do seu sonho de se tornar Hokage. – Tsunade provocou, mas depois cruzou as mãos e o olhou com seriedade – Então vai aceitá-lo?

– Tudo bem vovó, eu aceito.

Tsunade sorriu em alivio, mas depois uma grande veia saltou em seu pescoço ao perceber o que ele havia dito. Mas então ele já tinha sumido.

– MALDITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO VOLTEE AQUI!!!!!

***

Hinata andava pela vila, apreciando os poucos minutos diários que tinha de liberdade, antes de ter que voltar para o clã, e continuar seu treinamento e estudos.

Ela segurava um buque de hortênsias azuis, e uma sacola com alguns doces que havia feito, os preferidos de Naruto. Entretanto o mesmo não se encontrava na sede da ANBU, o que frustrou um pouco a sua surpresa, mas ainda sim aproveitou para passear pela vila.

Então qual não foi a sua surpresa, quando alguns minutos mais tarde, ao sair de uma loja de roupas, ela da de cara com seu noivo. Inicialmente ela ficou realmente feliz com sua sorte, mas o sentimento não durou muito tempo quando ela percebeu que ele não estava sozinho, mas conversando com uma moça, e era difícil não notar a intimidade com que eles estavam próximos, e que riam juntos e que ele tocava o braço dela.

Ciúmes? Não. Aquilo era conhecimento de causa.

– Bem, parabéns pela promoção. – Kim deu tapinhas em seu braço, rindo da careta dele.

– Não é bem uma promoção. É apenas mais dor de cabeça.

– Não seja um bebê chorão! Você está conseguindo tudo o que quer, Naruto-san!

Naruto sorriu agradecido, com as mãos atrás da cabeça.

– Hei, por falar em bebê chorão, onde está o tampinha?

– No restaurante, ou fazendo alguma entrega. Ele está empolgado, nem foge mais das aulas. Acho que é graças a você. – ela finalizou rindo e Naruto suspirou cheio de si.

– Eu fico tímido quando me chamam de grande inspiração.

Kim gargalhou e lhe deu outro tapinha, até olhar curiosa para um ponto atrás de Naruto.

– O que? – ele franziu o cenho.

– Ela é bem bonita mesmo.

– Quem? – ele perguntou confuso, já se virando e dando de cara com ninguém menos que sua noiva se aproximando – HINATAA! – ele gritou em um misto de surpresa e tensão.

– Olá Naruto-kun. – A herdeira sorriu, educada, e olhou para a outra moça com simpatia fingida – Olá.

– Olá Hinata-sama. – Kim respondeu com respeito e diversão. Trabalhava em um local, onde conhecia bem o sentimento de ciúmes e falsidade.

– Hinata-chan! Essa é Kim, uma amiga. – ele ressaltou – Kim, essa é minha futura noiva.

– Futura? Pensei que já era oficial. – Hinata estreitou os olhos, e colocou o indicador sobre a boca com falsa inocência e Naruto não pode deixar de admirá-la tão adorável apesar do obvio ciúmes.

– E é. Mas eu ainda pretendo fazer uma grande festa pra anunciar que você é minha. – ele disse, com sinceridade, imediatamente a abraçando pela cintura e depositando um beijo em seus cabelos, aproveitando para sentir o cheiro suave.

– Possessivo. – as duas mulheres disseram juntas, e em seguida acabaram rindo, enquanto ele fingiu aborrecimento.

– Bem, foi um prazer conhecê-la Hinata-sama. Kami-sama sabe que a Srta deve ser uma santa para aceitar casar com um desmiolado desse.

– É verdade. – Hinata concordou.

– Heeei!!! – Naruto protestou, fazendo as duas rirem.

– Enfim, eu tenho que ir, ou me atraso.

– Vai trabalhar tão cedo?

– Hoje eu estou de folga. Sayonará.

– Sayonará. E mande lembranças ao pirralho.

Kim sorriu, acenou para Hinata e se foi a passos despreocupados. Naruto finalmente virou-se para a Hyuuga e chocou-se ao encontrá-la o olhando com visível desconfiança.

– O que? Ela é uma amiga. De verdade! – ele rapidamente justificou-se.

– E onde exatamente você a conheceu?

Naruto pensou por um segundo, escolhendo bem suas próximas palavras.

– Ela trabalha no bar. – Ele disse, cautelosamente, e então sorriu, voltando a abraçar a namorada por trás e colocar a cabeça em seus ombros. – Você fica realmente adorável com ciúmes. Mas garanto que eles são sem fundamento.

– Isso é o que veremos. – ela resmungou, mas relaxou e acabou rindo quando ele distribuiu beijos em seu pescoço, a fazendo sentir cócegas – Para Naruto-kun, estão todos olhando.

– Problema deles. Eu não estou fazendo nada demais, beijando minha noiva. – ele disse um pouco mais alto as últimas palavras, fazendo alguns aldeões os olharem com curiosidade – Isso mesmo, essa mulher aqui é minha noiva. Futura mulher do Futuro Hokage!

– Naruto-kun!!! Para! – Hinata gargalhava, corada de vergonha e diversão, tentando calar a boca dele. – Alias, você não deveria estar na ANBU?

– Sim, mas a vovó me chamou.

– Uma missão?

– Mais ou menos. – ele deu os ombros – Hei, isso são doces?

– Não. Só quando você me explicar o que ela disse.

– Desde quando é chantagista? – ele estreitou os olhos, e ela sorriu inocentemente.

– Aprendi com o melhor.

– Engraçadinha! – ele lhe deu um selinho, e aproveitou para puxar a sacolinha de comida, ignorando seus protestos – Mas você ainda tem muito que aprender. – Disse arrogante, enquanto pegava um doce e comia. Sempre muito bom.

– Ta bom, inteligência.superior-sama. – ela ironizou – Será que vai me dizer o que a Hokage queria?

Ele começou a mastigar, como se estivesse pensando, e ela bufou impaciente o fazendo se divertir. Com delicadeza, ele passou o braço por sua cintura, e eles voltaram a caminhar.

– Ela quer que eu substitua o Sasuke, agora que ele está cego.

– Definitivamente? – ela arregalou os olhos.

– Não. Parece que Sakura desenvolveu um tipo de cura para a cegueira, então segundo a vovó, é temporário. – ele suspirou.

– Então...?

– Então o que?

Ela bufou.

– Você aceitou ou não!!!!!!??? – ela quase gritou de frustração e ele riu mais ainda – Baka.

– Eu não tive muita escolha. – ele disse claramente aborrecido.

– Não é um trabalho tão ruim.

– É o pior de todos. É trabalho de Sasuke.

Hinata riu dessa vez.

– Bobo. É uma boa oportunidade.

– Eu sei...de provar que eu tenho capacidade. – ele revirou com tédio e aborrecimento, mas então ela segurou seu rosto com carinho, o fazendo olhá-la.

– Não. De mostrar porque você é merecedor como eu e a Hokage-sama sabemos que você é.

– Você acredita em mim, ‘né Hinata. – ele sussurrou, não era uma pergunta realmente e ela percebeu um brilho estranho nos olhos azuis enquanto ele acariciava seu rosto e a olhava tão fixamente.

– É claro. Sempre acreditei. – ela disse sinceramente, os olhos fixos no dele, sem saber que os mesmos lembravam ao ninja das palavras do líder do clã Hyuuga.

“- Você não tem o que Hinata precisará para apoiá-la quando for líder do clã.

– Pela última vez velho, sai da minha casa antes que eu o enxote daqui com mil chutes nesse seu traseiro da souke. E se você fizer qualquer coisa para afastar a Hinata de mim, eu juro... – ele respirou fundo, tentando reprimir a raiva que fazia a raposa remexer-se inquieta em sua jaula – ...Eu juro que você vai conhecer o verdadeiro demônio.

– Eu não precisarei fazer nada, Uzumaki. Você não sabe as responsabilidades de um clã, principalmente para um líder e perceberá por si só que não tem o que é preciso para fazer parte da vida de Hinata.

– SAI! AGORA!”

– Naruto? – Hinata perguntou docemente, com uma pontinha de preocupação, e ele sorriu saindo de seus pensamentos.

– Gomen. Ainda tonto com os últimos acontecimentos. – ele percebeu que começa o último bolinho e jogou o saco fora, voltando a pegar a mão de Hinata e recomeçando a andar. – E quando a você, não tem nenhum treinamento do clã hoje.

– Sim. Muitos. Todos atrasados uma hora dessas – ela riu, e ele a olhou preocupado.

– Não quero que atrase em seu trabalho por minha causa.

– O que? Não. Não é por sua causa. – ela atrapalhou-se um pouco chocada com a afirmação dele – Quer dizer, um pouco, mas é também por mim. Eu precisava sair um pouco, depois da última maluquisse de Oto-san.

Naruto ficou imediatamente tenso, mas ela não percebeu.

– Ele vem querendo obrigar Hanabi a se casar com o irmão de Akihiko, então Neji acabou se oferecendo para casar, e agora Oto-san organizou uma luta entre eles pela mão de Hanabi. – ela bufou descrente e irônica – E eu sei que Neji só fez isso porque ele tem essa obrigação doentia, posta por Oto-san em sua cabeça, de que ele tem o dever de nos proteger. E Hanabi está adorando pois sabe que Neji provavelmente vá ganhar, e os conselheiros acharam uma saída justa. É tão insano! E-eu...e-eu nem sei o que pensar.

– E você não pode impedir?

– Não. Eu ainda não assumi o cargo... – ela então sorriu com tristeza – D-desculpe ter jogado todos esses p-problemas em cima de você. N-não é sua preocupação....

– Passou a ser quando afetou você. Eu quero que compartilhe comigo suas preocupações. Eu provavelmente não vou ser capaz de ajudá-la, mas... – ele parou quando foi surpreendido por um abraço dela.

– Já ajudou. – ela sussurrou com a voz abafada por ter o rosto em seu peito, e ele não pode deixar de sorrir e abraçá-la mais forte.

Hiashi não podia estar mais errado.

Será?

***

– Hinata-sama quer mais chá?

– Não Hana, arigatou. – a morena bocejou diante do olhar preocupado da moça.

– A Srta está o dia inteiro, trancada aqui, e não almoçou.

– Já passou a hora do almoço? Acabei me distraindo com tantos papeis. – ela murmurou mais consigo mesma do que com Hana — Mas não se preocupe, antes do meu treinamento eu como alguma coisa.

– Hiashi-sama a espera no dojo principal.

– Ah que ótimo. – ela ironizou, fazendo Hana sorrir.

– Hana?

– Sim, Hinata-sama?

– Você e Akihiko...? – insinuou, e viu a moça corar para sua satisfação.

– Estamos muito bem. Na verdade, ontem eu almocei com sua família.

– Sério? Que maravilhoso, Hana.

– Mais ou menos. Sua mãe parece me aceitar, mas seu pai...

– É um velho horrível, eu sei.

Hana quis negar, mas acabou concordando com as faces coradas.

– Mas não se preocupe. Akihiko dará um jeito.

– Obrigada, Hinata-sama. – Ela disse baixinho e então saiu.

Hinata terminou de arrumar alguns pergaminhos e também foi ao encontro do pai que a esperava no dojo principal.

– Pronta?

– Hai.

Eles começam o treinamento.

– Você está evoluindo.

– Arigatou.

– Hoje marquei uma reunião com os conselhos. Precisa participar, pois falaremos de tratados com outros clãs.

– Hoje eu tinha um compromisso...Mas tudo bem, eu posso remarcar.

Hiashi concordou.

– Também a partir de hoje cuidará do treinamento de Hanabi. Neji precisa se preparar para sua própria luta.

***

– Mas que droga! Como o teme tem saco pra aguentar esses idiotas que chamam a policia para qualquer ação ridícula? É pra isso que temos gennin’s droga!

Naruto vestia o uniforme azul da policia Uchiha de Konoha, com o quepe de mesma cor que tinha o brasão em metálico no centro, que agora ele pegara o habito de mexer quando estava muito estressado ou irritado.

– Uuui o chefinho já tá estressado na primeira semana no novo cargo. – Sayuri zombou, sentando-se na cadeira e jogando as pernas sobre a mesa.

– O que você quer, animal! E tira os pés da minha mesa – ele bateu com alguns pergaminhos nas botas dela – Parece que foi criada pelo Akamaru.

– Não ofenda a criação do Akamaru. Ele é bem mais educado do que certas pessoas. – Kiba também entrou na sala.

– Epa, epa, mas o que? Virou bagunça agora? Vocês não tem nada melhor pra fazer do que me irritar? Vão fazer ronda, pegar algum ladrão de fruta, salvar algum ninja de ter as bolas cortadas pela namorada traída. Xô!

– Acabou o nosso horário, baka!! Já estamos saída. – Kiba resmungou cruzando os braços.

– Uhnnn vocês andam muito juntos ultimamente. – O loiro provocou com uma cara pervertida, fazendo os dois policiais corarem imediatamente.

– Você só pode ter tomado sua própria urina pra insinuar tamanha idiotisse, raposa! – A morena riu acidamente.

– VOCÊ É UM BAKA UZUMAKI. – o outro moreno gritou, envergonhado.

– E você ficou todo nervosinho, Inuzuka. Cuidado com a bruxa ai viu...ela pode fazer seu pinto cair.

– BAKAAA!!

– Com licença.

– Ótimo...pra deixar meu dia melhor... – Naruto ironizou ao ver Akihiko parado em sua porta – Me diga que você veio para fazer parte do esquadrão.

– Não. Eu venho trazer um recado de Hinata-chan.

– “Sama” pra você, engomadinho.

– uuuhhhhh – Sayuri e Kiba zombaram. Akihiko suspirou.

– Eu só vim avisar que ela não poderá comparecer ao encontro de vocês.

– uuuuuaaahhhh

– O que? Porque?

– Reunião do conselho.

– Aahh que se dane. Eu tenho muito trabalho mesmo. – O Uzumaki resmungou.

– É complicado Uzumaki, o clã vai tomar muito tempo de Hinata-chan. Você vai ter que ser paciente e compreensível.

– Duas coisas que o cabeça oca não é. – Kiba riu.

– CALEM A BOCA, OS TRÊS! VÃO EMBORA!

Os três vão embora, reconhecendo a fúria da Kyuube no Yoko.

– Bakas! Droga! Outro furo da Hinata, assim não dá!! Que saco!

***

Dois dias depois, na casa dos Nara, um jantar privado estava acontecendo. Naquela noite, eles tinham como convidados mais que especiais, a princesa de Suna e seu herdeiro, além de Chouji e a babá.

A Sra. Nara não economizou na cozinha, e fez as mais diversas iguarias, e os mais diversos pratos que Shikamaru nem imaginava que ela sabia fazer. Para o Sr. Nara era como o Natal!

Ichigo se divertia com Chouji e a babá, e ficou encantado ao ser apresentado aos avós, e descobrir o significado deles, que segundo a sra Nara era muito mimo e amor.

Shikamaru pigarreou chamando a atenção de todos.

– Bem, o motivo desse jantar é na verdade meio problemático... – ele suspirou, olhando nervosamente para temari que franziu o cenho, confuso.

“Bem, é agora...”

E diante de todos, ele fez a coisa – em sua opnião – mais piegas, cafona, problemática e que ele jurou que nunca faria: Se ajoelhou na frente de Temari com uma caixinha aberta nas mãos.

A princesa tinha os olhos arregalados em um primeiro momento, mas ao ver o anel dentro da caixinha, seu coração parecia querer sair pela garganta quando as coisas finalmente fizeram sentido, antes mesmo das próximas palavras de Shikamaru.

– Temari, quer casar comigo?

O silêncio pairou, e ninguém parecia capaz de respirar durante tensos três segundos em que esperavam a resposta da princesa de Suna. E então...

– S-shika...v-você tem certeza? – ela perguntou tremula, como se não ousasse ter alguma esperança, e o moreno sorriu, notando seu nervosismo.

– No momento, é a única coisa que eu tenho certeza. Que eu quero casar com você mais que tudo no mundo.

– M-mesmo eu morando tão distante...

– Sim.

– E t-teriamos que viajar pelo menos semestralmente de uma cidade a outra...

– Eu sei...

– E sabe que ser casado com uma princesa é muito mais do que problemático e...

– Temari! Meu joelho ta doendo!

Temari bufou.

– Tão romântico. – ironizou, mas depois sorriu para a cara de tédio do namorado e praticamente se jogou em seus braços – É obvio que eu aceito, meu problemático sexy!

Então foi a vez de todos aplaudirem e parabenizarem o casal.

– OMEUKAMI ESTÁ ACONTECENDO MARIDO! – A Sra. Nara estava a beira de uma sincope – NOSSO FILHO FINALMENTE VAI SAIR DE CASA!

– Ow, não fale como se quisesse se livrar de mim!! Problemático!! – Shikamaru resmungou, até sentindo bracinhos envolvendo suas pernas e viu olhos grandes e um sorriso maior ainda de Ichigo.

– Oto-saaan, nesse casamento vai ter tanta comida quanto agora???? – o pequeno perguntou inocentemente.

– Ok, vamos ter mesmo que limitar a sua convivência com o banhudo. – Temari resmungou, fazendo Chouji ficar com fogo nos olhos.

– EU NÃO TENHO BANHAAAA!!!

E enquanto o jantar tranquilo se transformou uma grande algazarra, Shikamaru puxou Temari para a varanda, onde se podia ver uma linda lua no céu, e pegou sua mão delicadamente, finalmente colocando o anel em seu dedo e dando um beijo casto ali.

– Não é nenhum anel luxuoso que as princesas estão acostumadas. – ele riu um pouco sem graça, enquanto via a loira admirar a joia.

O aro era de bronze, com pequenos diamantes incrustados, e um rubi perfeitamente lapidado em forma de coração.

– É o mais lindo que eu já vi. – Temari disse com lágrimas nos olhos, e Shikamaru não se conteve e pegou em seu pescoço com delicadeza a puxando para um beijo que ele estava esperando desde o começo daquela noite.

Ela correspondeu com a mesma intensidade, e no final ambos se entreolharam, e ficaram abraçados admirando a lua. Não precisavam dizer mais nada, eles sabiam que era amor.

***

– Se concentre.

– Desde quando logo você tem qualquer moral para me treinar? – Hanabi cuspiu, irritada, tentando desestabilizar a irmã mais velha, sem sucesso.

– Há mais tempo do que imagina. – Hinata sorriu, uma pequena provocação velada, fazendo Hanabi tentar atacá-la com mais afinco.

A Herdeira se esquivava de seus golpes com maestria impressionantes, quase com enfado, o que apenas frustrava ainda mais a caçula, que tentava aumentar a quantidade de chacra em seus punhos, o que não adiantava muita coisa.

Em um chute alto, Hinata conseguiu pegar sua perna no ar e jogá-la contra uma árvore. Elas lutavam ao ar livre, diferente de Neji com quem treinava em um dojo, longe do olhar de todos.

Hanabi tentou levantar-se, enquanto Hinata ainda estava a certa distancia, mas ficou chocada ao ser lançada de novo contra a mesma arvore, por o que ela reconheceu como uma rajada de vácuo que chegou a ela, antes que se quer notasse que estava sendo atacada.

Arrasada, se deu conta de que não conseguia se levantar.

– Não pode usar jutsus! – ela disse com a voz esganiçada, quando Hinata estava próxima o suficiente para escutá-la – Por que está tentando me humilhar?

– Porque eu posso.

Hanabi ficou chocada com as palavras tão frias da irmã, e não pode deixar de sentir seus olhos arderem, mas nunca daria esse gosto a ela.

– Foi a técnica dos oito trigramas, palma de vácuo, mas com menos força. Não atingiu nenhum órgão vital. Você pode se levantar quando quiser.

– ENTÃO POR QUE EU NÃO ESTOU CONSEGUINDO?

– Porque é mimada! E ficou mal acostumada a se fazer de coitadinha para conseguir que os outros façam as coisas por você. – Apesar das palavras, Hinata não alterou seu tom de voz, e em nenhum momento deixou de olhar nos olhos da irmã que já estavam marejados, o que quase fez a herdeira fraquejar, mas sabia que não poderia para o bem de Hanabi – Levante-se. Vamos Hanabi, eu não tenho o dia todo.

Hanabi bufou. Sentia todos os seus músculos atrofiados, e seu coração batia em seus ouvidos como se a qualquer momento fosse explodir. Ainda sim, ela ignorou e tentou levantar-se. As pernas tremulas, quase não a obedeciam, e tomou todo seu auto controle, sua força de vontade, para mantê-las firmes sobre o chão, e tomar novamente a posição de ataque.

***

– Eu sei. Me desculpe, mas realmente hoje não vai dar. – Sakura disse com pesar para o namorado que a olhava descrente – O tratamento está muito no começo para deixá-lo sozinho.

– Você falou isso no começo da semana. – Hideo suspirou, frustrado

– Eu sei. Gomem. Mas eu sou a responsável por ele, e pelo tratamento em geral, e a verdade é que é tudo muito experimental.

– Sakura, eu sei que é seu trabalho, e Kami sabe que eu sou a última pessoa que pode cobrar disponibilidade para alguém, mas faz uma semana que mal nos vimos e eu não posso dizer que me sinto confortável com você morando com seu ex-noivo.

A rosada entendia o aborrecimento do namorado. Era totalmente compreensível, mas infelizmente naquele momento não podia deixar Sasuke sozinho, sem monitoramento. O tratamento era pesado, o deixando quase sempre enfraquecido e sonolento, além de dores de cabeça muito forte.

– Novamente, eu sinto muito, mas eu sou médica e Sasuke é meu paciente agora, e eu não posso...

– Deixa pra lá. – Hideo bufou, já se afastando, mas ela segurou seu braço e tentou falar algo, só que ele colocou o dedo em sua boca – Não se desculpe mais. Apenas...se cuide, sim? – e dizendo isso, ele lhe deu um beijo na testa e partiu para longe do bairro Uchiha.

Sakura suspirou, derrotada e voltou para dentro do bairro escuro, onde tinha apenas uma casa iluminada. A maior de todas, a mansão principal.

Ao passar pela porta, encontrou Sasuke sentado no chão da sala, em frente a mesinha de centro, como sempre impassível. Ela o tinha feito vestir roupas mais leves, entretanto ele recusou-se a tirar a bandana de Konoha sobre os olhos, a não ser durante as sessões.

– Hei princesa algodão doce, seu Principe azedinho ficou bem furioso.

– Agora você espiona as pessoas, ratazana intrometida? – Sakura retrucou, impaciente, voltando para a cozinha.

– Ih...ela ta mais frustrada que o normal. Assim fica DIFÍCIL A CONVIVÊNCIA!! — gritou as últimas partes, na intenção que a rosada escutasse, e riu ao ver a mesma voltando da cozinha com uma bandeja – Ooow vai dar a comidinha na boca também? Nossa, sopa! O Sasuke realmente ama sopa, né Sasuke? – zombou vendo o outro Uchiha quase bufar.

– Meu Kami! Será que você não tem nenhuma outra alma pra atormentar, demônia mal caráter? – Sakura bufou, colocando o prato fumegante em frente a um Uchiha claramente contrariado – E não venha com essa cara, pois está uma delicia! – ela disse uma nota mais aguda que o normal — E...eu não quero saber! Vai comer tudinho!

– Nuuooossa, depois dessa eu vou embora, antes que ela também me obrigue a comer essa gororoba.

Só então Sakura percebeu que a Uchiha vestia um vestido azul escuro, de um ombro só, que tinha um corte assimétrico deixando uma ponta mais longa que chegava até quase o joelho esquerdo, e botas negras de cano longo, e os cabelos negros presos em um rabo de cavalo alto. A rosada tinha que admitir que a maldita era bonita.

Por outro lado, nessa semana que passara lá, havia se dado conta de duas coisas. A primeira era que havia esquecido o quanto Sasuke Uchiha poderia ser uma criança birrenta e mimada. A segunda, é que havia uma possibilidade muito real de que Sasuke e Sayuri não tenham nenhum caso.

– Sakura.

Ela piscou, surpresa, ao perceber que havia se perdido em pensamentos outra vez.

– Sim?

– Você não vai comer?

Ela ainda se surpreendia com a boa percepção do moreno, apesar de sua nova condição. Poucas coisas o limitavam, no momento a maioria sendo devido o enfraquecimento e fadiga, efeitos colaterais do próprio tratamento.

Levando uma colherada de sopa a boca, ela fez uma careta ao sentir o gosto.

– Faltou o sal. — ela sentiu o rosto esquentar, e olhou de esguelha para o companheiro – Porque não me avisou?

– Para mim está bom – ele respondeu com sinceridade dando os ombros – Você melhorou seus dotes culinários.

A kunoichi não pode deixar de corar ainda mais, envergonhada, sentindo seu coração falhar uma batida.

– Obrigada. – ela sussurrou, não podendo conter o sorriso, antes de voltar a por outra colherada na boca e fazer uma nova careta.

– Está sem sal. – Sasuke avisou tardiamente, e a ouviu bufar.

– Argh!!

Ela foi em direção a cozinha, resmungando, perdendo assim o mínimo sorriso nos lábios do Uchiha.

***

– Poxa, se eu soubesse que você vinha tão arrumada, tinha colocado algo melhor. – Kiba zombou, olhando para o próprio uniforme ninja que ele nem teve tempo de trocar.

Havia aceitado trocar o turno da ronda com um amigo, e tinha acabado de sair e ido direto ao encontro da kunoichi que o esperava de braços cruzados.

– Bem, azar o seu. Mas se formos sinceros, não faria muita diferença. – ela provocou e começou a andar – Vamos.

– Pra onde?

– Hoje faremos algo um pouco diferente.

E ela não estava brincando. Eles estavam na casa de Madame Cyzu, conhecido como o prostíbulo da vila. Claro que também era conhecido por ter comida boa e musica dançante, mas não eram esses os principais atrativos do local.

Sayuri pegou duas taças, que mais pareciam jarros, de bebidas e o puxou para uma mesa ao fundo, quase escondida, e ao mesmo tempo que dava uma ótima visão para todo o local.

– Como conseguiu essa mesa?

– Eu tenho meus contatos – ela deu de ombros.

– Certo. Quem você subornou?

– A garota do bar. – respondeu normalmente, o fazendo rir. – Então vamos brindar!

– A que?

A morena pensou um pouco.

– A mim! – Ela estendeu o copo, mas Kiba desviou o próprio em obvia recusa.

– Melhor ainda. A mim! – ele repetiu o gesto e foi a vez dela imitá-lo e desviar o próprio copo.

– Como se você fosse digno de um brinde!

– Muito mais do que você! Vamos brindar a Konoha então!

– Ao zoio!

– Eu não vou brindar por um gato caolho morto. Então... – ele pensou por algum tempo e finalmente estendeu a própria taça – A nós?

Sayuri riu.

– Tudo bem. Nós. – e eles finalmente brindaram e então tomaram a bebida espumante que parecia estalar em suas línguas e descer doce por suas gargantas.

– Uau! Que bebida é essa?

– Uma mistura nova. – a morena deu de ombros – Muito boa. – ela disse virando o copo, enquanto Kiba fazia o mesmo.

– Maravilhosa. – ele então chamou uma atendente – Mais duas dessa coisinha doce e borbulhante, por favor!

E assim, uma hora depois...

– Nossa, isso é...totalmente incrível! – A morena disse ao dar o último gole de sua 11ª taça? Ela nem sabia. Havia deixado de contar depois da...11ª. Então percebeu que o Inuzuka a olhava fixamente – O que? O akamaru comeu sua língua? – riu da própria piada, mas depois bufou incomodada com o olhar – Tem alguma coisa no meu rosto, cachorro?

– Na verdade... Sim.

E antes que ela pudesse entender, ele já tinha a boca sobre a dela, sugando seus lábios e sua língua, como se tentasse saborear um pouco mais da bebida doce em sua boca. Ela também não hesitou em fazer o mesmo, passando as mãos pelos cabelos sedosos, e então os puxando mais de encontro a ela, enquanto sentia as mãos ásperas dele descerem por sua cintura e puxarem seu quadril com força, quase a fazendo sentar em cima dele.

Eles então ouviram um pigarreio e viram a moça do bar com mais uma rodada de bebidas, e um sorriso matreiro nos lábios.

– Devo levá-los a um quarto? – perguntou inocentemente. E então minutos depois... – Fiquem a vontade. – ela disse antes de fechar a porta do quarto, deixando os dois sozinhos, e mal havia fechado pode ouvir um baque surdo – Nossa, hoje a noite vai pegar fogo. – riu.

Eles nem lembravam como, mas só vestiam as roupas intimas agora. Kiba tinha a mulher em cima de si, o corpo firme e macio, esfregando-se contra o dele, arranhando-o com suas unhas longas e beijando-o com volúpia. Ela finalmente cortou o beijo, sentando-se sobre ele, propositalmente com a bunda posicionada estrategicamente sobre a protuberância em sua cueca. Ele estava muito duro, e ela muito quente.

– Tive uma ideia! – ela riu debilmente, se esticando sobre a cabeceira e pegando a garrafa de bebida de cortesia que havia ganhado da atendente muito simpática.

Ela então jogou um pouco da bebida na boca que Kiba, e o beijou sensualmente, saboreando o gosto borbulhante e mordendo os lábios dele, sem deixar de rebolar o quadril provocando o pau duro contra sua bunda. Em seguida, ela jogou a bebida sobre o corpo dele e foi lambendo e chupando cada local, desde o pescoço, passando pelo peitoral e indo até o abdome cheio de gominhos sensuais. A este ponto, ele já estava completamente tenso, as mãos sobre o cabelo dela, os puxando, ou melhor, tentando empurrar a cabeça dela mais para baixo. Homens!

Ela o satisfez. Abaixando a cueca, ela teve o vislumbre do membro duro e grosso de seu amante, que ela já conhecia muito bem.

Kiba abaixou o olhar e nesse momento quase urrou de prazer ao sentir a boca dela envolver seu pau com gula, chupando-o e lambendo-o com carinho e força, enquanto as mãos seguravam a base. E ela ainda o olhava com aqueles olhos negros maliciosos, como se quisesse engolir não apenas a sua porra, mas também seu desespero e suas ações de puro prazer. Sem mais se conter, ele segurou mais firme os cabelos dela e fodeu a boquinha suja que adorava depreciá-lo, naquele momento sem conseguir conter-se sentiu um prazer dominante que nunca havia sentido antes, e continuou a empurrar dentro daquela cavidade molhada e quentinha que o engolia sem nenhum problema. Mas então, quando ele sentiu que estava quase no limite, a puxou para cima mesmo que seu pau protestasse e ele gemesse com a perda.

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A olhou e a safadinha passava a língua pelos lábios como se aprecia-se o sabor como fazia com a bebida borbulhante, e ele riu da imagem pervertida que tinha da toda poderosa Uchiha.

– Minha vez. – ele sussurrou perigosamente, antes de pegá-la pela cintura e jogá-la na cama. Era sua vez de ficar por cima.

Ela sorriu, maliciosa, as mãozinhas preparando-se para tocá-la, quando foram interceptadas e ele as prendeu com seu cinto na cabeceira da cama.

– Essa é nova. – Ela murmurou tentando se soltar, e percebendo que o cinto foi reforçado com chacra. Foi a vez dele rir malicioso, antes de descer os lábios pelo pescoço dela, distribuindo beijos e mordidinhas em pontos sensíveis que a fizeram estremecer.

Com os dentes, ele conseguiu baixar o top sem alças, desnudando assim os seios médios e arrebitados que já tinham os mamilos duros de tesão. Ele os olhos maravilhado, antes de tocá-los com delicadeza, circulando os bicos e em seguida os beliscando, vendo com fascinação a mulher embaixo de si se contorcer em antecipação.

– Kibaa... – ela gemeu e então arfou, estremecendo ao sentir os lábios dele se fecharem no mamilo, sugando e lambendo, a fazendo arquejar sem poder mexer as mãos.

Ele continuou suas ministrações, descendo a boca pela barriga lisa, lambendo o umbigo e continuando o caminho até chegar a barra da calcinha preta minúscula que cobria apenas o necessário.

– Você é uma vadia mesmo. – ele provocou e antes que ela pudesse xingá-lo, lambeu sua intimidade por cima da calcinha já molhada e ouviu o grito agudo ao mesmo tempo que sentia as pernas se abrirem ainda mais, tremulas.

– B-bakaa. – foi o máximo que ela conseguia dizer, entre os gemidos que subiam por sua garganta a cada vez que sentia seu o tecido da calcinha roçar em seu ponto de prazer a cada lambida e chupada daquele cachorro vira-lata.

Ele parou por um momento apenas para admirá-la ofegante e descabelada na cama, e ele não pode deixar de achá-la ainda mais linda. Mas não havia tempo ou interesse em romantismo naquele momento – de ambas as partes – e não tardou para que o Inuzuka voltasse as suas ministrações, mas dessa vez, ele puxou a calcinha pro lado de modo que finalmente poderia sentir o gosto real daquela Uchiha devassa e desbocada. E foi quando ele viu os olhos dela, o olhando em um misto de tesão e loucura, vermelha e ofegante, os cabelos embaraçados e caído pelos ombros pálidos cobrindo debilmente os seios de mamilos eretos e endurecidos. E ele pensou que explodiria de tesão, e assim pensou ela quando sentiu a língua dele diretamente em seu ponto de prazer, dando pequenas mordidas, chupando e lambendo e fodendo-a com a língua, e fazendo-a sentir como se nunca tivesse tido tanto prazer em sua vida.

Ela estava tão perto, podia sentir seu baixo ventre queimando e se revirando, como se fosse um vulcão e erupção, algo dentro dela estava prestes a explodir. E então ele parou.

– B-bastardo! – ela gritou esganiçada, tentando levantar-se sem sucesso devido suas mãos presas, e ele apenas lhe sorria preguiçosamente.

E imitando o gesto dela de momentos atrás, ele esticou o corpo por cima dela e pegou a garrafa que ainda tinha um pouco da bebida doce que eles compartilharam, e abrindo a tampa, tomou um gole e em seguida a beijou, aproveitando para finalmente soltá-la e imediatamente sentir as mãos dela em seus cabelos, agressivamente.

Poderia ser a bebida dos deuses, mas eles podiam sentir suas bocas borbulharem e seus corpos implorarem um pelo outro, tão quentes e necessitados, que ao se separarem ambos se olharam como se fossem a salvação um do outro. E então o que estava por vir foi inevitável.

Colando seus corpos ainda mais, ele segurou as coxas firmes e erguias e separou-as o quanto pode, em seguida se enfiando dentre delas, penetrando com seu pau a cavidade molhada que o esperava quente e úmida. E ambos gemeram em alivio, para em seguida grunhir em desespero.

Eles precisavam de mais. De muito mais. E ela enganchou a perna em sua cintura e o abraçou colando seu corpo ainda mais ao dele que começou movimentos muito rápidos e cada vez mais fundos como se realmente tentassem se fundir. E a cama rangia indo de encontro a parede com a força que ambos se movimentavam, juntos, com força, mais rápido, mais rápido, mais forte, mais fundo. Ela o segurava como uma tabua de salvação, as unhas afiadas quase furando a pele do ombro moreno, enquanto ele mantinha as mãos em seu traseiro e sua cocha, prometendo deixar marcas na pele clara.

E então ele sentiu que tudo era demais, e não duraria muito mais ao mesmo tempo em que decidiu que ainda queria que durasse. E então em um gesto brusco, ele a soltou e a girou, a colocando de quatro antes mesmo que ela percebesse quem estava no comando.

E como o animal, que ela achava que ele era, Kiba segurou sua cintura com força e a penetrou, afundando-se nela com força e a ouvindo gritar de prazer, enquanto ele entrava e saia de dentro dela puxando seus cabelos, e a dominando de tal forma que nunca ninguém havia feito.

– Mais! Mais! Continua! – ela pedia, enlouquecida pelo prazer inexplorável.

– Você gosta disso né, cadela.

– Você que é um cachorro!! – Ela gritou, arregalando seus olhos em surpresa e extase arrebatador ao sentir o corpo dele sobre o seu, e os dentes dele sobre seu pescoço.

Ele a mordeu, com força, sem parar de se mover, e então tudo foi demais para os dois que atingiram o ápice quase ao mesmo tempo, sentindo o torpor e a sensação quase viciante de satisfação. Ela caiu, não sentindo mais nada que a dormência de seu corpo exausto. Ele praticamente se jogou para o lado, tentando não machucá-la.

Ambos ofegantes, exaustos e completamente satisfeitos.

– Isso foi... – ele começou, mas foi interrompido por ela.

– Cala a boca. – ela disse o mais alto que pode, já sentindo seus olhos se fechando de sono.

– Vadia.

– Cachorro.

***

Neji estava no dojo mais afastado, meditando. Fazia tempo que ele não fazia aquilo, deixar sua mente vagar longe do presente e do passado, dos seus problemas e de suas duvidas. Ele já estava ali a pouco mais de duas horas, e frequentemente via-se incomodado pelas coisas mais bobas, distraindo-o e não permitindo assim que ele se concentra o suficiente para limpar sua mente. E isso já o irritava.

Não importava o tamanho de seus problemas, suas dúvidas ou o peso de seu presente, ele nunca teve problemas em concentrar-se, em manter-se distante, frio o suficiente para encarar tais situações com indiferença o suficiente para esquecê-la. E então agora, tudo o que conseguia fazer era repassar a sequencia de eventos que o fizeram aceitar um desafio com um pirralho da souke pela mão em casamento de sua prima pirralha, a qual deveria proteger.

Não estava arrependido realmente. Não podia aceitar Hanabi casada contra sua vontade com um pirralho arrogante, faria o mesmo por Hinata se a mesma o pedisse. Não importava realmente.

Cansado de ficar remoendo seus problemas – ironicamente o inverso do que ele deveria fazer -, decidiu parar de fingir e aceitar que não estava conseguindo soltar sua mente, e assim finalmente abriu os olhos e olhou ao redor do dojo vazio. Calçando suas sandálias, ele levantou-se e vagou em direção a casa principal, em seu intimo rezando para não encontrar Hanabi, seu tio, ou pior, Kotaro.

Mas então, quando ele já estava quase chegando a porta, ele viu próxima aos portões do clã, uma figura que ele reconhecia muito bem.

Hinata estava sentada em um banquinho, próximo a uma árvore. Ela vestia roupas confortáveis, bem diferente da túnica que ela usava enquanto estava trabalhando dentro do clã, um vestido verde soltinho e uma sandália de tiras.

– Pretende sair?

Ela, que fazia uma trança frouxa em seus cabelos azulados, apenas bufou uma risadinha sem levantar o olhar.

– Pretendia. – resmungou demonstrando toda a sua má vontade – Mas aparentemente meu noivo está ocupado demais para mim.

– E por acaso seu pai já sabe que existe um noivo e que este seria seu pior inimigo?

A moça hesitou, em seguida finalmente levantou os olhos em sua direção e deu um meio sorriso. Ela tinha olhos cansados, que ele notou, muito parecidos com os seus atualmente.

– Naruto não é o pior inimigo de Oto-san.

– Ainda.

– Ainda. – Ela repetiu divertida, mas depois franziu o cenho, levando as mãos até uma correntinha de prata onde colocava o anel de safira que Naruto lhe dera. Não podia usar no clã, ainda. – Isso se ele tiver algum tempo para casar-se.

– É a primeira vez que eu a vejo aborrecida por causa de um bolo.

Hinata mordeu o lábio inferior, sabendo que estava sendo infantil, e pior, mesquinha, mas não conseguiu se controlar.

– Faz mais de uma semana que mal nos falamos. – ela resmungou, mas depois soltou um longo suspiro – Não é só culpa dele. – Admitiu a contra gosto – Eu também tive minha cota de furos. É só que... – ela esperou o primo sentar ao seu lado e o virou-se para ele — ...As vezes eu penso como nós faremos...quer dizer, se agora em que mal alcançamos nossos objetivos já não estamos conseguindo manter essa relação, então como será quando eu me tornar líder do clã e ele Hokage.

– Primeiro...não sabemos se um dia ele conseguirá isso – Neji brincou e sorriu ao ver o olhar indignado da prima – Segundo...você está se preocupando cedo demais por algo que nem aconteceu.

– Já está acontecendo.

– É apenas o começo. Tanto desse relacionamento, quanto das suas novas posições, eu tenho certeza que logo vocês se esforçaram e encontraram um meio de não deixar que isso impeça de vocês se verem. Naruto sempre consegue o que quer, e você também, se parar de ser tão pessimista e não acreditar em si própria. Achei que já tinha passado dessa fase.

Hinata sorriu com a cabeça baixa.

– As vezes volta, sem que eu perceba.

– Bom, então é melhor retomar a confiança novamente.

– Você está certo. – ela respirou parecendo ter tirado um peso do coração – Sabe, você parece muito sábio. Pena que quando se aplica a sua própria vida fique tão burro.

– Desculpe? – ele quase engasgou com o xingamento direto e inesperado, logo vindo de sua prima.

– O que pensou que estava fazendo aceitando um duelo pela mão de Hanabi?

– Acha que eu perderia?

– Quem dera fosse. – ela bufou novamente o surpreendendo – Mas então quando ganhar, vai realmente casar com Hanabi?

Neji já havia se feito essa mesma pergunta tantas vezes, e nunca achara uma resposta que o satisfizesse.

– E quanto a Tenten?

– Você não sabe? Ela e Lee vivem juntos agora – ele resmungou, para no segundo seguinte se arrepender e corar diante da risadinha de Hinata.

– Está com ciúmes dela e então decide se casar com Hanabi?

– Eu não estou com ciúmes de ninguém. E não tem nada haver com o duelo ou o casamento, mas eu não poderia deixar sua irmã casar com aquele baka, ainda mais depois do que aconteceu com ela. E agora sendo subestimada por todos, até pela própria irmã – ele cuspiu a olhando de esguelha, mas a mesma não parecia nenhum pouco surpresa ou arrependida.

– Então você viu.

– Vi! Assim como qualquer um que passasse, poderia ver.

– Não poderiam não. – ela respondeu descontraída, o deixando confuso – Eu coloquei jutsos bloqueadores naquela área. Os únicos que poderiam ultrapassar eram você, Hana e Oto-san. Hanabi não sabe e é bom que continue sem saber.

Neji piscou surpreso, e quase chocado.

– O que você disse a ela...

– Era verdade. – ela o cortou, novamente sem alterar a voz, mas olhando para a frente com seriedade. – Hanabi tem que começar a andar com as próprias pernas.

– O que ela passou...você não tem ideia. – ele murmurou. Hinata sabia que a culpa o assolava mais do que a qualquer um.

– Não tenho, nenhum de nós tem. Mas eu sei o que é não confiar em si mesma e eu conheço Hanabi. Ela está usando isso para conseguir o que quer e está conseguindo – ela o olhou acusadora e manteve os olhos fixos nos do primo, que engoliu em seco – Ela precisa de alguém que a faça acordar, sem ficar passando a mão na cabeça dela.

– E essa pessoa é você. – ele não estava zombando, apenas concluindo e ela sorriu.

– Irônico não?

– Você está sorrindo como ele.

– Hun?

– Sorrindo abertamente como uma idiota.

– Eu gosto do sorriso dele.

– Então o que ainda está fazendo aqui?

Foi a vez de Hinata olhá-lo chocada.

– Sabe Hinata, fazia muito tempo que eu não via o Naruto sorrindo abertamente como um idiota, até aquele dia em que ele anunciou a todos que vocês estavam juntos.

Ela lembrava-se daquele dia. Ele disse a todos que estavam namorando em segredo, depois Sakura o beijou e em seguida ela confessou que tinha perdido a virgindade com ele, e foi a primeira vez que fizeram amor sem os joguinhos habituais. Foi um dia turbulento, mas muito bom e depois muitas coisas aconteceram até aquele dia, mas ali talvez tenha sido um ponto crucial na mudança de seu relacionamento com o Uzumaki.

– E desde então ele voltou a sorrir como um idiota. – Neji continuou já levantando-se então a olhou – Boa noite.

– Boa noite, Neji, e obrigada.

***

Sasuke desceu as escadas, um pouco incomodado com a dor e acabou tropeçando o último degrau, acordando Sakura que já cochilava no sofá. Em um segundo ela estava ao seu lado, sem tocá-lo, conhecendo muito bem seu orgulho.

– Você está bem? Sabe que tem que ficar em repouso.

– E você sabe que tem um quarto e não precisa dormir no sofá. – ele resmungou, se recompondo.

– Eu não conseguia dormir. – ela confessou baixinho e ele deu um meio sorriso.

– Você nunca perdeu seu medo daqui.

Ela bufou, corada.

– Não é medo. – disse contrariada, cruzando os braços – Simplesmente eu fico desconfortável na casa dos outros.

– Não é como se eu fosse um estranho.

Um silêncio constrangedor se passou, enquanto Sakura olhava para seu ex- noivo, tão próximo e ainda tão longe de si. O que sentia por ele ainda continuava no mesmo lugar, latente em seu peito, contudo trancafiados no fundo de seu coração.

– Você quer chocolate quente? Está um pouco frio e agora fiquei com uma vontade! – ela tagarelou de repente, tentando quebrar o clima tenso que se instalou, ao mesmo tempo em que ele andava em direção a sala.

– Pode ser. – ele murmurou.

****

Naruto suspirou, levando a mão até a testa prevendo uma dor de cabeça. Já passava da meia noite e não havia mais ninguém ali além de dele e um zilhão de papeladas que ele nem ao menos entendia porque estavam ali, em cima de sua mesa.

Sasuke ainda tentava recrutar mais ninjas para seu esquadrão, e estender suas obrigações a missões de investigação, dentro da vila e nas vilas não ninjas. Agora vilas sob a proteção de Konoha, mandavam vários arquivos diariamente ao departamento solicitando força policial.

Kami-sama o que não dava por uma grande garrafa de sake agora? Já podia entender melhor Tsunade.

Melhor ainda, o que não daria para estar com Hinata agora e...

– MAS QUE MERD....!!!!! – ele mal conseguiu terminar a frase, levantando-se de sua mesa em um rompante, causando o desabamento de pilhas de folhas. – Eu esqueci de Hinata!!!! – ele choramingou arrancando o chapéu de chefe da policia.

O dia havia sido tão estressante, que ele havia esquecido completamente seu compromisso com Hinata há horas atrás. Ela deveria estar tãão furiosa com ele! E com razão! Eles mal tiveram tempo de se verem a semana inteira.

Por outro lado, ela lhe deu o bolo da última vez, algo sobre estar muito cansada dos treinos.

A esta hora ele já estava quase chegando a porta a saída, quando congelou no lugar, sentindo a presença de alguém no prédio e imediatamente dando meia volta no corredor. A cada passo, ele podia sentir a presença aumentar até que ele estivesse há alguns passos de sua sala novamente. Então, ele parou novamente ao se dar conta que reconhecia aquele chacra.

Confuso e desconfiado, ele finalmente entrou em sua sala apenas para ficar chocado ao encontrar uma figura inesperada sentada na cadeira que estivera minutos antes.

O local escuro lhe dava pouca visibilidade, entretanto devido a grande janela, a luz lá de fora iluminava fracamente sua mesa que continuava a mesma bagunça que havia deixado, entretanto agora sentada em sua cadeira estava nada menos que Hinata.

– Surpresa Naruto-kun. – ela murmurou de maneira sensual, mexendo no quepe que ele mesmo havia esquecido na sala e agora estava na cabeça que o mexia propositalmente distraída, enquanto sentava-se displicentemente na cadeira do chefe. – Sabe...eu vim aqui registrar uma queixa. – concluiu sorrindo satisfeita ao perceber que o mesmo tinha a boca aberta em choque.

Naruto estava hipnotizado olhando para Hinata. Ela vestia um kimono negro com borda branca, fazendo um incrível contraste com a pele alva, que tinha suas mangas caídas pelos ombros deixando-os expostos e consequentemente fazendo um obseno decote que pouco cobria os seios volumosos dela. Ele podia ver uma faixa branca amarrada frouxamente em sua cintura fina. Os cabelos azulados estavam amarrados em um coque frouxo que ele aprendera a gostar, com alguns fios caindo pelo rosto e a franja longa quase cobrindo seus olhos, e então o quepe posto em cima de sua cabeça lhe deixava ainda mais sensual, enquanto o mexia com falsa inocência e sorria com a boca pintada de carmim evidenciando os lábios grossos.

– Está me ouvindo Naruto-kun? – ela provocou, enfim levantando-se da mesa e andando para o lado, deixando Naruto ver que o Kimono tinha uma grande fenda que deixava quase toda a perna a mostra e ele perguntava-se de onde diabos Hinata havia arrumado aquele Kimono tão obseno.

– Nenhuma palavra. – ele resmungou, a vendo andar em sua direção descalça, mas ele foi mais rápido e em dois passos e pegou nos braços a empurrando em direção a mesa – Mas você pode falar, enquanto eu arranco esse kimono indecente de você! – ele quase rosnou enquanto a sentava com brutalidade em cima da mesa de madeira, arrancando uma risadinha dela. – Droga Hinata, você está muito gostosa! – ele murmurou quando foi empurrado bruscamente para longe do contato daquela pele macia.

– Achei que assim meu noivo perceberia o que esta perdendo quando me dá o bolo.

– Estou arrependido. – ele disse afoito, já tentando voltar a tocá-la, mas foi repelido imediatamente. – O que?

– Eu estou no comando policial. – ela disse baixinho, mas sua voz mansa era cheia de provocações e seus olhos promessas de prazer. – Tire sua jaqueta.

Naruto deu um meio sorriso, enquanto tirava a jaqueta azul escura lentamente, sem tirar os olhos da devassa ainda sentada em sua mesa com as pernas desnudas cruzadas.

– O que mais?

– Vem aqui e me dá um beijo.

– Com prazer. – ele murmurou já indo em direção dela e a pegando com força, colando seus lábios em um beijo duro e sem qualquer romantismo, que ela retribuiu a altura, levando suas mãos aos cabelos dele e os puxando com força, e abrindo as pernas permitindo que ele ficasse entre elas, colando ainda mais seus corpos e assim podendo sentir a dureza dele contra sua intimidade já molhada.

Tanto quanto ela adorava fazer amor com Naruto da maneira mais romântica que existia, ela amava senti-lo ríspido e selvagem contra ela, e transarem da maneira mais animalesca, agindo como se suas ações fossem meramente instintivas.

– Tire sua blusa. – ela disse quando finalmente separaram-se e ele não hesitou nenhum segundo em obedecê-la, tirando a regata presa mostrando seu peitoral desnudo e forte levemente musculoso que ela tocou cada linha definida quase com uma curiosidade infantil enquanto ele a olhava com admiração e tesão ao vê-la morder os lábios vermelhos e estremecer levemente. – Desamarre minha faixa – ela murmurou, sem tirar os olhos do abdomem dele, e suas mãos que traçavam suavemente as linhas dos músculos até chegarem a barra da calça. – Um momento... – ela murmurou quando ele estava prestes a se mexer e então o chocou quando com uma brutalidade que apenas ele tinha, ela puxou a calça com força arrancando seu botão fazendo a mesma cair deixando a mostra a cueca preta. – Assim está muito melhor. – ela riu da cara de espanto dele, mas então o loiro também sorriu e voltou a aproximar, as mãos indo até o nó da faixa branca da cintura.

– Hinatinha você está deliciosamente promiscua hoje. – ele quase ronronou no ouvido dela, arranhando o rosto macio com sua barba por fazer, e no fim dando um beijinho no ombro desnudo quando finalmente a faixa foi solta e o kimono já obsceno se abriu ainda mais.

Deuses, sua Hinatinha estava nua por baixo daquilo. Ele mal conseguiu deixar de tocá-la e agradeceu mentalmente que ela não mandou se afastar, pois por Kami-sama não conseguiria. Seus lábios voltaram a beijar seu pescoço e então subiram até os lábios dela entreabertos.

– O que você quer que eu faça? – ele sussurrou contra a boca dela que fechou os olhos, suspirando tremula.

– Toque-me.

Ela mal havia falado e as mãos dele estavam em seu corpo. Apalparam a carne firme de suas cochas e roçaram os seios fartos e deliciosos, hipnotizado com as reações de sua Hyuuga que contorcia-se e gemia baixinho com os olhos serrados, e o rosto afogueado de vergonha e desejo. Ele voltou a beijá-la, reunindo-a em seus braços como se tentasse tocá-la de todas as formas ao mesmo tempo, como se fosse morrer se não a tivesse contra si. Ela soltou um gritinho assustado quando ele a levantou da mesa, e o abraçou com mais força enquanto ele segurava em suas coxas e a girava pela sala fazendo seu kimono esvoaçar, ate chegar a cadeira do chefe novamente e sentar com ela em seu colo.

– Está com tanta roupa ainda. – ele grunhiu finalmente livrando-se do kimono e o jogando no chão, finalmente tendo-a sobre si, completamente nua. Mas quando ela tiraria o chapéu, ele a deteve com um sorriso malicioso – Isso deixa.

– Pervertido. – ela provocou sorrindo, em seguida gemendo quando ele tomou os seios dela em sua boca e começou a chupar, mordendo o mamilo a fazendo jogar a cabeça para trás em êxtase.

Foi a vez dele grunhir ao senti-la rebolando em seu colo, esfregando-se nele sem nenhum pudor e mordendo o lábio de prazer. Devagar, ela ia subindo e desceu seu corpo, fazendo-o sentir sua intimidade molhada ainda através da cueca e então virou-se de costa para ele e recomeçou os movimentos. O ninja então colocou seu peito as costas dela, enquanto uma de suas mãos voltou a excitar seu seio, a outra desceu entre suas pernas a fazendo contorcer-se ao sentir o toque frio deles em seu centro de prazer. Ele dedilhou ali apenas de leve, sem parar a outra mão em seu seio, em seguida enfiou seus dedos entre os grandes lábios encontrando ali o ponto de carne de prazer que fez sua menina imediatamente arquear e revirar os olhos, abrindo os lábios em um grito mudo, levantando os braços até que suas mãos agarrassem o cabelo do loiro que tinha a cabeça em seu ombro, mordendo seu pescoço e dando beijinhos, enquanto suas mãos continuavam a enlouquecê-la, apertando onde pudesse alcançar, e esfregando e estimulando o ponto de carne que fazia sua Hinatinha gemer e rebolar em seu pau. Ele podia sentir seus dedos molhados pela excitação daquela mulher e riu em seu ouvido, em seguida, mordendo o pedaço de pele entre o ombro e o pescoço.

– O que você quer mais meu amor?

– Eu quero... – ela suspirou, estremecendo – Eu quero... – ela lamentou, em um choramingo, mordendo os lábios tentando reprimir o gemido com as pontadas de prazer que invadiram seu baixo ventre.

– Eu sei o que você quer, Hinatinha, eu sempre sei. – ele disse rouco, enfim enfiando dois dedos dentro dela, remexendo-os lá até encontrar o que procurava. O ponto mais doce dela que a fez imediatamente gritar e estremecer chegando muito perto de desfazer-se.

Ele continuou a meter-lhe os dedos até que a mesma fosse nada mais que uma gosma tremula em seus braços, então a empurrou de encontro a mesa a fazendo apoiar as mãos ali e aproveitar para finalmente livrar-se da cueca. Em seguida, voltou a colar o tórax nas costas dela, e colocou as mãos sobre as suas, cruzando os dedos e beijando seu pescoço.

– Eu vou fazer o que eu to esperando a mais de uma semana.

– N-naruto-kun!! – ela gritou ao ser invadida devagar demais para o seu tamanho desespero, sentindo cada milímetro do pau dele encaixar-se perfeitamente dentro dela lhe proporcionando a sensação satisfatória de estar preenchida e extasiada com os golpes certeiros que vieram a seguir. – M-mais rápido! M-mais!

– Não. Eu quero aproveitar cada segundo dessa vez. – ele murmurou roucamente em seu ouvido, seu nariz franzido devido o esforço de não enfiar-se nela com toda força.

E então lentamente, ele entrava e saia dela, ouvindo seus gemidos, sentindo o corpo dela estremecendo contra o seu, e seu pau sendo estrangulado pela entrada apertada e quente dela. Seu próprio corpo estava pegando fogo, como sempre acontecia quando estava com ela. Sua menina, sua mulher, sua deusa, seu amor. Hinata.

Por isso depois de alguns minutos...

– N-naruto!! – ela gritou, empurrando contra ele – Mais rápido! Agora!

– Você que manda! – ele respondeu já feliz em atendê-la, e virando-a de frente, ele se enfiou novamente dentro dela. – Satisfeita? – ele provocou.

Imediatamente teve seu corpo abraçado pelos braços e pernas dela que o puxavam contra o corpo quente e macio dela.

– Muito. – ela respondeu com um meio sorriso matreiro que ele reconhecia muito bem como seu próprio.

Assim eles voltaram a se beijar, e Naruto voltou a carregar Hinata em seu colo até encostá-la na parede e transar com ela ali mesmo, segurando uma perna dela no ar, lhe dando uma posição confortável para entrar e sair dela a enlouquecendo e fazendo-a gritar.

Ele alternava a velocidade entre rápido e devagar a fazendo arranhá-lo de frustração a cada vez que estivera tão perto de se jogar do precipício de prazer. Disposta a conseguir o que queria aquela noite, ela segurou seu rosto e o olhou com profundidade, enquanto sentia ser invadida e o beijou. O beijou da forma mais desesperadora e provocativa que jamais fez um dia, sugando sua língua e mordendo os lábios firmes, gemendo alto de prazer e explorando sua boca com volúpia.

E Naruto então não conseguiu mais segurar-se. Que homem conseguiria com aquela mulher tão quente rebolando em seu pau e o beijando daquela forma mais promiscua? Ele acelerou seus movimentos cada vez mais irregulares até que ambos estavam uma bagunça e tão perto da conclusão que tinham suas mentes enevoadas pelo prazer certeiro que tomava conta de seus corpos.

E então tudo se tornou demais e eles atingiram o ápice juntos, arrebatador e cru que os fez perder a força e então caírem no chão, abraçados e exaustos.

– Sasuke vai com certeza me matar se souber.

– N-naruto-kun! Não vai contar a ele! – Hinata disse alarmada e então Naruto sorriu para ela e ajeitou o quepe que incrivelmente ainda mantinha-se em sua cabeça.

– Isso é uma ordem, capitã?

Ele a viu corar e não resistiu a beijá-la. Não importava quantas outras responsabilidades eles tinham agora, quantas fantasias ou quantas diferenças. Hinata sempre seria Hinata. E ele a amaria. Porque ele sempre seria Naruto.

***

– Isso não é justo! Como eu saberia que ele era cego de verdade.

– O maldito nem deve saber porque ficou inconsciente no hospital por uma semana. – Sasuke provocou tomando seu chocolate quente e rindo do olhar emburrado da médica.

– Nenhuma dama deixaria que tocassem seus seios de tal maneira sem revidar. – ela se defendeu por fim, bufando e dando mais um gole de sua bebida. Seu olhar entretanto se concentrou no sorriso tão expontaneo do ex-noivo. Era muito raro vê-lo sorrir, até mesmo ela.

– O idiota do Naruto passou a próxima semana fingindo-se de cego para tentar a mesma coisa.

– Porque era um tarado maldito e ele sim ficou inconsciente no hospital por um bom motivo!

– Ele sempre foi apaixonado por você. – O Uchiha disse, de repente, sério, mas a rosada apenas deu os ombros.

– Ainda bem que ele finalmente descobriu gostar mesmo da Hinata. Eles formam um casal tão lindo.

– E diferentes.

– As diferenças nem sempre são uma coisa ruim, quando se completam. – ela rebateu dando um último gole de seu chocolate e então levantando-se, pegando as xícaras e levando-as para lavar na cozinha.

– Pode deixar isso aí. – ele gritou lá da sala

– Eu gosto de fazer. – ela retrucou, calmamente já enxugando os copos e os guardando, em seguida voltando a sala onde Sasuke continuava na mesma posição – Acho que já está na hora de você descansar.

– Estou bem.

– Seus olhos estão coçando com frequência, é um efeito colateral já esperado e bom pra dizer a verdade.

– Mas eu não... – ele hesitou. Havia se policiado para não deixar que ela notasse.

– Você está esfregando as mãos. Faz isso quando está ansioso. – ela riu ao notar o cenho franzido dele. O tão frio Sasuke Uchiha tinha fraquezas que nem ele sabia então – Oh Uchiha, eu te conheço melhor que ninguém eu acho. – Finalizou em um murmúrio, piscando um pouco corada por se dar conta de suas palavras.

Novamente o silêncio reinou entre ambos e logo Sakura estava prestes a tagarelar novamente, quando Sasuke foi mais rápido.

– Está tarde. Vá descansar. – ele disse já levantando-se e indo em direção as escadas.

– Boa noite Sasuke.

– Boa noite Sakura. Pode deixar a luz do seu quarto acesa se quiser e sentir mais tranquila a noite. – ele disse a surpreendendo.

Poucos sabiam, mas Sakura nunca sentiu-se confortável no escuro. Aparentemente Sasuke também a conhecia como ninguém.

***

A manhã seguinte veio nublada e preguiçosa, por isso Ino Yamanka não estava nada feliz em ser acordada por um ANBU a convocando a comparecer no escritório de Tsunade tão cedo.

Ela resmungava durante todo o caminho, sabendo que deveria estar com uma cara péssima, depois de mais uma noite de insônia e enjoos.

– Mandou me chamar Hokage-sama.

– Eu tenho uma miss...Que diabos aconteceu com você menina? Parece que foi atropelada por uma manada de cavalos selvagens.

– Obrigada. – a loira mais nova ironizou, emburrada, passando as mãos nos cabelos presos em um coque no alto da cabeça, desleixado com alguns fios caindo por seus olhos. – Eu ainda estou me recuperando de uma gripe. – mentiu. Já estava tão acostumada com aquela mentira que achava que realmente estava gripada.

– Eu soube. É por isso que sua missão será bem leve e você deve até gostar.

Ino duvidou um pouco, mas balançou a cabeça automaticamente.

– Você será dama de companhia de uma princesa do país do fogo.

– O que? Que princesa.

– Ela passará um tempo aqui em Konoha. Está prometida e queria conhecer o local antes do casamento.

O coração de Ino começou a acelerar, as palavras da Hokage lhe remetendo a lembranças que fizeram sua mão suar. Princesa. Casamento em Konoha.

– Ela está prometida a...

– Com licença – Shizune colocou a cabeça para dentro do escritório – O Kazekage-sama acaba de chegar.

E Ino pensou que teria um ataque cardíaco ao ouvir aquele nome e nem ao menos teve coragem de virar-se quando a porta fora aberta completamente e uma nova presença entrou no cômodo que para ela começava a se tornar cada minuto mais claustrofóbico.

– Chegou em ótima hora. Como pediu, eu acabava de incubir uma ninja para cuidar de sua noiva até o casamento. Acho que ainda lembra de Ino Yamanaka.

Quando olhos verdes e azuis se encontraram o reconhecimento foi obvio e imediatamente o pensamento de ambos se conectou em lembranças quentes.

Beijos. Brigas. Roupas rasgadas. Feno. Estabulo. Sexo ardente.

– Como vai Yamanaka?

Notas finais
Gente, eu acho que foi um dos capítulos que mais gostei de escrever, e espero que tenham gostado também. Eu confesso que os próximos capitulos terão emoções fortes kkkk afinal está chegando a reta final que se Deus quiser será nesse ano ainda. kkkk Obrigado pelos reviews e por não terem desistido da fic! Bem vindos aos novos leitores! Até o próximo capitulo no mesmo bat canal Kissus ;***