Paraiso Imperfeito
17 Ciúmes e Saudades
Notas iniciais
\"Quando novas informações surgem e as circunstâncias mudam já não é possível resolver os problemas com as soluções de ontem.\"
( Roger von Oech )
Nas próximas horas depois da batalha, o hospital central de Konoha ficou lotado de ninjas feridos e inconscientes, o que causou uma grande correria para os enfermeiros e médicos.
Tenten agradeceu kami-sama mentalmente por finalmente estar livre daquela correria. Apenas teve algumas escoriações leve, mas já estava novinha em folha e iria para casa tomar um bom banho e dormir bastante para no dia seguinte ir para mais um dia de trabalho.
Contudo, assim que passou pela portão de entrada e saída do hospital acabou esbarrando em alguém, e sentiu o ar faltar em seus pulmões tamanho o seu nervosismo.
Tenten: N-neji... — ela corou sem poder evitar e respirou fundo tentando manter o olhar sobre ele.
Neji: Tenten-san, acabo de saber do ocorrido. E Hinata-sama?
Tenten: E-ela está em observação, mas vai ficar bem. Mas como Você acabou de saber, por acaso não ouviu o alarme?
Neji: Iie. — dessa vez, ele quem desviou o olhar visivelmente constrangido e tenten controlou a euforia que sentiu ao ver as bochechas do Hyuuga se colorirem de vermelho. Foi inevitável para ela não rir. — E-eu estava treinando, muito concentrado, e... — a risada dela já havia se tornado uma gargalhada escandalosa, o que o deixava ainda mais nervoso – qual é a graça? — ele perguntou irritado.
Tenten: Treinando? Você andou dormindo novamente nos treinos de concentração com o seu tio, não é?!
Neji: Não faço idéia do que está falando. — ele disse polidamente, cruzando os braços e virando o rosto, apenas despertando uma gargalhada ainda mais sonora da kunoichi.
Tenten era a única que sabia, mas quando Hiashi chamava Neji para treinar concentração, no que consistia em ambos ficarem sentados, de olhos fechados, sem dizer nada, apenas refletindo, o Hyuuga mais novo não conseguia se segurar e acabava pegando no sono. A mitsashi o pegou um dia, mas Neji sempre alega estar tão concentrado que chegara a inconsciência. Por incrível que pareça, Hiashi acreditou, mas ela não.
Neji continuou sem encará-la, orgulhoso demais para admitir a situação, mas ao olhá-la de relance acabou se perdendo no sorriso dela tão gostoso e divertido que sempre o fazia ter vontade de sorrir. Aos poucos, ele a fitou completamente, admirando o riso pouco delicado daquela kunoichi de corpo tão feminino, mas alma tão travessa quanto a de um moleque.
Sem dúvidas, Tenten Mitsashi podia ser considerada um exemplo do que não atraia Neji. A adimirava, claro, Teten era forte, correta e não se deixava abater tão facilmente, mas por outro lado, era muito agitada, as vezes tão ou mais impulsiva que o baka do uzumaki, e sem qualquer pingo de responsabilidade. Ele ainda se perguntava como ela estava conseguindo cuidar de todos os fedelhos da academia, sendo ela tão impaciente e barulhenta quanto eles.
O Hyuuga continuava divagando e mal percebeu que a professora havia parado de rir e agora o olhava um tanto constrangida com o olhar dele tão fixo em si.
Tenten: O que foi, Neji?
Acordado bruscamente de seus devaneios, o Hyuuga sentiu-se um idiota...de novo. Mas antes que ele pudesse formular alguma resposta indiferente, alguém esbarrou levemente em seu braço e no próximo segundo, tudo o que Neji viu foi um corpo masculino, mas baixo que o seu e também mais magro cobrindo o corpo da kunoichi em um abraço surpreso.
Neji sentiu seu punho coçar. Sabia exatamente onde ataca-lo para fechar todos os seus tenketsos, e estavam bem perto. Seria fácil demais. E ainda mais idiota. Por que diabos estava se deixando descontrolar daquele jeito?
Enquanto isso, até a própria Mitsashi estava surpresa com a aparição repentina de seu colega de trabalho.
Tenten: Soichiro-san...? Soichiro: Mitsashi-chan, eu soube que Você havia se machucado. Tive que ficar na academia por isso não lutei. Fiquei preocupado, Você está bem?
Tenten: hã? — ela corou constrangida com a presença de Neji ali, testemunhando aquela cena – sim, sim, estou ótima. Foi apenas alguns arranhõezinhos sabe?! — ela riu, sem graça
Soichiro: Ainda sim, Você deve tirar o dia de folga.
Tenten: A seria ótimo. — ela sorriu, dessa vez, sonhadora. Definitivamente havia gostado daquela idéia.
Soichiro: E pudéssemos almoçar juntos talvez... — ele ficou um tanto corado o que levou o Hyuuga revirar os olhos.
Tenten: sim, seria...naniiiii? — ela completou surpresa, ao se dar conta do que ele havia dito. Percebeu o mesmo corado, e atrás dele, um Hyuuga altivo, sério, e absurdamente frio.
Neji sentiu seu estomago se revirar e algo em seu peito dificultar a entrada e saída de oxigênio. Sua mão ainda coçava e ele tinha que fazer força para não crispar o cenho e endurecer o maxilar em uma carranca de pura raiva. Mas quando seu olhar se cruzou com o de Tenten ele não conseguiu deixar de estreitar os olhos em um olhar acusador. Sempre foi muito protetor em relação a amiga, principalmente com os rapazes que se aproximavam demais dela, contudo sempre conseguiu disfarçar bem sua raiva daqueles pobres seres humanos que tentavam alguma coisa com ela. Só que dessa vez foi diferente.
A vontade de chutar aquele imbecil para longe chegava a sufocá-lo. Talvez fosse por que vira a Mitsashi corar com a presença dele, provavelmente ela devia gostar dele. Talvez fosse por que aquela droga de beijo não saia da mente dele, enquanto aparentemente pra ela não significou nada, já que estava obviamente flertando com aquele frangote bem na sua frente. De repente, lembrou-se do tal encontro misterioso que ela havia ido, dias atrás. Deveria ser ele o tal namorado secreto da Mitsashi. O detestou ainda mais.
Tenten: Eu... — ela ainda não sabia o que fazer. Sentia seu rosto esquentar de vergonha. Não por causa do convite, claro, Soichiro sempre a convidava pra sair, mas ela sempre recusava por saber o quanto o rapaz era sonhador e poderia acabar se iludindo em uma relação com ela. Por outro lado, a presença do Hyuuga vendo toda aquela palhaçada era quase humilhante pra ela.
Neji: Eu vou ver Hinata-sama.
Tenten: Espere, Neji...
Neji: Eu estou com pressa – ela disse friamente o que deixou a Mitsashi sem ação – e também não quero atrapalhar seu encontro. — ele disse um pouco mais baixo apenas para ela, quando passou e entrou no hospital.
Tenten ficou chocada, sem conseguir ter qualquer reação para impedi-lo. Quando sentiu a porta atrás de si, se fechar voltou a olhar para Soichiro que lhe sorria inocente. Ela teve vontade de socá-lo e suspirou arrependida por seus pensamentos tão cruéis.
Soichiro: então vamos? “Não bata nele. Não bata nele”, ela repetia como um mantra para conseguir se controlar.
No fim, arrumaria uma desculpa e daria o bolo no colega mais uma vez. A idéia da folga era boa, só queria voltar pra casa e dormir bastante pensando em como tinha a incrível capacidade de deixar o Hyuuga escapar.
OoOoOoOoOoOo
Ela estava parada ali há exatos seis minutos com a mão na maçaneta da porta branca daquela quarto de hospital. Se decidia se ia ou não entrar como queria fazer desde que acordara em um quarto bem próximo a esse. Xingou-se pela bilionésima vez e decidida a acabar com tamanha covardia sem sentido ela finalmente respirou fundo e rodou a maçaneta, ouvindo um baixo “tic” da fechadura sendo destrancada. A cada milimetro que a porta se abria, seu coração batia mais acelerado dando a impressão que subia por sua garganta e a impedia de respirar.
Com passos hesitantes, ela finalmente entrou no quarto ainda olhando para o chão, até que finalmente levantou o olhar e contemplou aliviada um ninja adormecido na cama de lençóis brancos. Um ninja loiro e lindo diga-se de passagem. Um ninja loiro, lindo e por quem ela era completamente apaixonada, seu coração insistia em relembrá-la.
Um pouco mais confiante, ela se aproximou da cama com cuidado para não fazer qualquer barulho e contemplou o rosto sereno do shinobi adormecido. Sua respiração calma fazia o peito dele subir e descer lentamente, a boca levemente entreaberta deixava os lábios tentadores em evidencia. Lábios firmes e doces, que lhe viciaram por muito tempo, e que ainda fazia sua pulsação acelerar e sua mão tremer devido a abstinência daquela droga apaixonante.
Ela quis tocá-lo, quis beijá-lo, mas obrigou-se a continuar imóvel, contentando-se apenas em observá-lo dormir como um anjo sereno. Era tão irônico como aquele anjo podia destilar palavras tão venenosas e seu olhar tão bonito pudesse ser tão frio. Como ele tinha a capacidade de magoá-la e sabendo disso não hesitava em fazê-lo.
Suspirou pesadamente, tentando tirar aqueles pensamentos de sua cabeça e relembrando do por que havia ido até lá. Não fora para contemplá-lo, não fora para chorar por ele e nem lamentar por ambos. Ela estava ali para tomar uma atitude digna e apesar de provavelmente ele não testemunhar tal ato, ela deveria fazê-lo.
Enchendo-se de coragem e orgulho, ela fixou séria os olhos perolados na feição adormecida e bela.
Hinata: Eu sei que pode não estar me ouvindo, demo...arigatou. — agora que havia dito, sentiu-se imbecil e covarde. Que idiota agradeceria para alguém inconsciente? Aquela não era uma atitude nada digna ou corajosa, muito pelo contrario. Era completamente débil. — e-eu... — soltando um muxoxo aborrecido e frustrado, ela balançou a cabeça e virou-se de costas disposta a ir embora e parar com a palhaçada inútil.
Entretanto seus planos foram por água abaixo, quando ela ouviu uma voz atrás de si que a fez sentir seus pêlos da nuca arrepiarem-se e suas mãos tremerem.
Naruto: Já vai, Hinatinha? Pensei que iria continuar falando sozinha. — ele debochou e apesar dela estar de costas, sabia que ele tinha aquele sorrisinho sacana nos lábios que sempre a irritava e também a derretia.
Mais uma vez, ela encheu-se de coragem e depois de contar até três, voltou-se a virar dessa vez não hesitando em olhar diretamente nos olhos do rapaz. Por pouco não perdeu-se neles. Tão azuis, tão lindos, tão cruéis...
Mas dessa vez ela havia prometido a si mesma, não iria se perder.
Hinata: Eu apenas vim aqui para lhe agradecer por ter tentado me salvar. Foi uma atitude muito corajosa e eu estou muito grata. — ela falou tudo de uma vez, antes que perdesse a coragem. Tentou manter-se fria, mas foi inevitável corar quando ele continuou a sorrir e lhe olhou da cabeça aos pés maliciosamente.
Naruto: Você sabe como pode me agradecer, Hinatinha. — ele quase cantou aquela frase cheia de segundas intenções que fez o coração dela dar um pulo de ansiedade. Mas ele nunca saberia disso.
Hinata: Iie. Eu não sei. Se quiser algo mais que um agradecimento, posso lhe dar dinheiro, mas isso é tudo que posso lhe oferecer.
Dessa vez quem surpreendeu-se foi o anjo loiro, e a Hyuuga sentiu uma grande euforia dentro de si vendo o sorriso dele se tornar acido e o cenho dele franzir tornando seu olhar um misto de confusão e raiva.
Naruto: Eu quero que a srta engula o seu dinheiro, pois eu prefiro definhar a aceitar ienes do seu clã sujo.
Apesar do insulto, Hinata manteve-se imparcial e até ela surpreendeu-se com a a própria frieza.
Hinata: E eu aconselho o senhor a medir suas palavras ao falar do meu clã.
Fez-se silencio por alguns segundos, até que de repente Naruto gargalhou irônico, o que incrivelmente dissipou a tensão do lugar e até mesmo da Hyuuga.
Naruto: Você sempre me surpreende, Hinatinha. — ele frizzou bem o apelido, claramente para lhe desafiar, mas ela apenas sorriu sem humor.
Nesse momento os olhos de ambos se cruzavam sem hesitações. Perolas e safiras que antes se encontravam tão profundamente passando entre si um sentimento de puro erotismo, agora desafiavam-se e tentavam subjugar um ao outro, mas dessa vez nenhum cedia e nem cogitava tal possibilidade.
Hinata: Fico feliz que pense assim. Bom, agora que estamos esclarecidos, eu vou deixá-lo descansar.
Naruto: A vontade – ele imitou a fala polida dela mas com um “que” de deboche. — mas antes...quero apenas avisá-la para não criar falsas expectativas comigo pelo o que eu fiz.
Ela corou e ele deliciou-se com isso. Ponto para o Uzumaki.
Mas ela não deixaria assim.
Hinata: Não se preocupe, Uzumaki-san. Eu sei bem que o heroi de Konoha faria isso por qualquer um.
Naruto: Você não deveria confiar tanto assim em mim.
Hinata sorriu, dessa vez doce, o que fez o uzumaki ficar um pouco confuso.
Hinata: Ao contrário do que pensa, Naruto-kun, eu o conheço muito bem.
Dessa vez ele fechou a cara de imediato e ela o olhou vitoriosa.
Ponto pra Hyuuga.
O silêncio mais uma vez reinou na sala até ele mais uma quebrá-lo.
Naruto: Sobre aquele dia... — ele começou, mas ela o cortou.
Hinata: Não precisa falar nada, Uzumaki-san. O que aconteceu não importa mais e é melhor que seja esquecido.
Naruto ficou uns segundos sem ação, até voltar a sorrir do seu jeito malicioso e debochado de sempre.
Naruto: Eu sabia que ia cair na real.
Hinata: Hai. — ela disse firme – Foi fácil perceber que eu estava sendo idiota – ela o viu sorrir e continuou calmamente – que te amar é perda de tempo, por que você, Naruto uzumaki, não sabe o que é amor e nem quer saber. E amar uma pessoa assim é inútil e decepcionante.
Quando ela terminou, ele já não dizia mais nada, nem sorria, nem debochava. A viu lhe mandar um sorriso sem humor e depois de fazer uma reverencia educada, ela foi em direção a porta. Ele continuou imóvel, as palavras dela o deixaram sem reação, ou sem qualquer vontade de reagir. Não esperava que ela lhe dissesse aquilo, assim como também não esperava que isso o abalasse tanto.
Assim que Hinata abriu a porta, uma ruiva com uniforme da Anbu parecia estar prestes a entrar o que fez ambas se encontrarem cara a cara. A ruiva sorria inocente, Hinata a encarou friamente, tentando disfarçar a vontade de matá-la. Mais uma vez fez uma reverencia e se foi, fechando a porta atrás de si, deixando a nova visita sozinha com o loiro. Torh sorriu para Naruto, mas o mesmo parecia tão distante que mal notava sua presença.
Lá fora, a hyuuga recostava-se na porta ofegante, finalmente livrando-se da pose fria que tentou manter na frente do loiro. Por vezes teve vontade de chorar, de gritar, de matá-lo, de beijá-lo...mas conseguiu controlar-se, felizmente. Só que agora, sentia-se fraca e desamparada, enquanto o ciumes e a raiva daquela ruiva lá dentro lhe esmagava o coração. Com as mãos juntas sobre o peito, sentia as batidas do coração acelerado e teve de controlar as lágrimas que faziam seus olhos arder.
-Hinata-sama?
A voz e a presença de Neji, a fizeram acordar de seus devaneios e montar sua postura educada novamente. Esfregou os olhos na tentativa de impedir as lágrimas e forçou-se a sorrir para o primo.
Neji: Você está bem?
Hinata: Hai. O que veio fazer aqui?
Neji: Vim lhe buscar.
Hinata: Que bom, então vamos?
Neji: Hai.
Eles foram andando em direção a saída do hospital cada um com seus pensamentos.
Neji: Está bem mesmo, Hinata-sama?
Hinata: hm...hai! Hai!
Ela mentia, ele sabia disso, mas preferiu não insistir.
Hinata: E você? — o pegou de surpresa e ela percebeu de imediato.
Neji: hai.
Ele estava hesitante, algo o preocupava, ela podia ver isso claramente.
Nem mesmo o byakugan poderia decifrar tão facilmente aqueles dois, como um ao outro, que se conheciam tão bem.
OoOoOoOoO
Depois de alguns instantes, finalmente Naruto percebeu a presença daquela bela ruiva em seu quarto e eles começaram a conversar amigavelmente como sempre faziam, até a entrada de uma médica de cabelos loiros e uma longa franja que ele conhecia muito bem.
Naruto: E ai, Ino, quando é que eu vou poder sair?
Ino: Quando quiser. Você já está bem, seus ferimentos já foram curados, obviamente – ela disse entediada e ele sorriu – apenas estávamos esperando você acordar para te expulsar do quarto.
Naruto: Nossa, obrigado pela parte que me toca. Com um tratamento tão bom assim, vou até vir mais vezes. — ele ironizou fazendo a loira rir.
Ino: Hei, Naruto, você viu a Hinata? Passei no quarto dela, mas ela não estava mais.
O sorriso do uzumaki perdeu um pouco o brilho.
Naruto: Hai, hai. Ela passou aqui, mas já foi embora. Estava com muita pressa para ir embora. — disse um pouco acido, sem conseguir se controlar, mas nenhuma das duas percebeu.
Ino: É...imagino que sim...ainda mais agora... — ela suspirou parecendo alheia aos dois ninjas presentes.
Naruto: O que quer dizer com isso?
Ino: Nani? — ela ficou nervosa ao perceber que falara alto demais – N-nada não, Naruto. Não seja fofoqueiro. — ela ralhou, rindo nervosamente.
Naruto: Vamos Ino-chan, o que você sabe? Vamos, me conta. Eu juro que não falo pra ninguém – ele disse com a voz manhosa e Torh concordou com a cabeça, também bastante curiosa. E o loiro sabia que o fofoqueiro ali não era ele...
A loira olhou de um lado para o outro, como se estivesse tomando uma séria decisão e depois suspirou em um misto de emoção e derrota.
Ino: Certo, mas vocês tem que me prometer que não vão falar nadinha, nem pras sombras de vocês.
Torh e Naruto: Hai.
Ino: Bom, é que...a Hinata...ela vai se casar!
Torh soltou um assovio de surpresa, mas Naruto continuou imóvel, ainda tentando assimilar as palavras daquela loira.
Por mais que as ouvisse, as mesmas pareciam não fazer sentido em sua cabeça, ao mesmo tempo em que algo nelas pareciam lhe incomodar.
Naruto: Como é que é? Como se casar? — suas palavras saíram incrivelmente baixas e controladas e Ino suspirou, impaciente.
Ino: Ora Naruto, casar! Você não sabe o que é casar?
Naruto: Lógico que sei, mas com quem??? — essa pergunta fez o incomodo continuar a crescer em seu estomago.
Ino: Bom, isso eu não sei, mas sem duvidas vai ser um Hyuuga.
Naruto continuou em silêncio, pensando nas palavras da loira, e percebendo o quanto elas eram surreais. Hinata? Hinata Hyuuga se casar? Não fazia qualquer sentido.
Torh: Bom, era de se esperar. É normal que em clãs antigos, as mulheres se casem ainda novas, principalmente no caso de Hinata-san que vai assumir como líder.
Naruto: Nani? Normal? Mas que tipo de besteira é essa? Isso é ridiculo! — ele resmungou incomodado com o peso no estomago que o deixava inquieto.
Torh: Eu concordo. — ela disse rapidamente — Hinata-san deveria ser um pouco mais corajosa e se opor a isso. Quer dizer, isso se ela não quiser mesmo se casar.
O comentário da ruiva não agradou muito aos ouvidos sensíveis da Yamanaka que a olhou gelidamente.
Ino: Iie, Hinata-chan não quer se casar, mas ela é uma pessoa muito boa e gentil. Por isso sempre pensa nos outros, antes de si mesma. Ela é muito corajosa sim!
Torh hesitou percebendo a alteração da enfermeira, e esta a olhava lhe desafiando a falar mais alguma coisa, o que não aconteceu.
Naruto: Ela é uma estupida, isso sim. — ele disse de repente surpreendendo as duas moças.
Ino: NAANI? NARUTO UZUMAKI! — ela o repreendeu, irritada, mas ele nem pareceu ouvi-la.
Na verdade, mal as olhava, fixava os olhos no próprio lençol branco parecendo perdido em pensamentos.
Naruto: Uma estupida sem vontade própria. — continuou e dessa vez, fechou o punho debaixo do lençol. O incomodo em seu estomago já o irritava e ele não estava mais com paciência para ouvir o que Ino dizia ou pensar sobre aquela insanidade de casamento.
Ino: ISSO NÃO É VERDADE! HINATA-CHAN É MUITO CORAJOSA!
Naruto: Ao contrário, ela é uma covarde, isso sim! — sabia que as palavra irritavam a loira, mas não conseguia evitá-las. Percebeu que xingar a Hyuuga fazia o incomodo em seu estomago diminuir. E não demorou muito para seus pensamentos estarem completamente tomados por insultos a Hinata. Ele estava com raiva, e nem sabia por que.
Ino: BAKA, QUAL É O SEU PROBLEMA HEIM NARUTO? — e dizendo isso, ela foi embora, furiosa, batendo a porta atrás de si, deixando Torh assustada, e Naruto em silêncio sem se quer se abalar.
Naruto: hunf...ridicula. Que especie de covarde se casa por pressão do clã? — ele continuava a falar.
Torh: Naruto, você está bem?
Naruto: Hai, hai, é só que me irrita essas pessoas que não tem coragem de assumir os seus atos e estão sempre tentando se fazer de boas pessoas quando na verdade não tem força e coragem para se impor e... — suas palavras foram cortadas por um beijo que o fez arregalar os olhos.
A ruiva sentiu-se nas nuvens, mas ao se dar conta do que fazia separou-se dele, assustada.
Torh: Gomenasai, Naruto. Gomen, eu...eu...não sei o que deu em mim...eu só... — ela parou de falar, quando ele tocou em sua mão e a puxou suavemente ao seu encontro.
Ele olhou fundo em seus olhos, a hipnotizando e a levou as nuvens quando mais uma vez lhe beijou, dessa vez com muito mais intensidade e fulgor.
Torh estava entregue ao momento, aproveitando o momento mais mágico de sua vida, sem saber que Naruto ainda tentava afastar o incomodo de seu estomago, e agora também de seu coração.
“Hyuuga imbecil. Covarde. Sem vontade própria. E ainda se acha digna de assumir um clã? Só mesmo um clã sujo como aquele seria capaz de aceitar tal coisa. Lógico, afinal, ela é um deles, e tão covarde e maldita quanto eles.”
Ele estava indignado e surpreso com aquela descoberta. Hinata era tão maldita e covarde quanto os outros Hyuugas.
OoOoOoOoOoOoOoOoO
Sakura entrou no quarto que menos queria entrar. O último quarto, do último andar, reservado especialmente para cretinos inimigos que precisavam de cuidados médicos. E naquele dia, havia uma grande cretina internada ali que a rosada desejava que morresse bem depressa, mas que infelizmente tinha o dever como médica de cuidar dela.
Mas sua surpresa foi maior, quando ao entrar no quarto, deparou-se com um ninja ali, parado perto da janela, velando o sono da sua “ querida paciente”. E o pior era que conhecia muito bem aquele ninja e queria que ele estivesse bem longe dali.
Sakura: O que é que está fazendo aqui, Sasuke? — ela perguntou sem nem ao menos tentar esconder sua irritação. Mas como esperado, o uchiha nem se abalou e continuou a olhar para aquela mulher dormindo. — Não tem permissão pra estar aqui.
Sasuke: Acho que tenho, sendo o único parente dela. — ele rebateu a provocando.
Sakura: naaaniiii? — ela fechou os olhos sentindo a raiva lhe consumir, mas tudo se dissipou quando os abriu e percebeu que o uchiha lhe sorria. Um sorriso verdadeiro que chegava até os olhos escuros como uma noite sem estrelas. — hunf...apesar de ser parente dela... – ela fez uma careta, ainda tentando manter sua postura fria, apesar de não ter qualquer sucesso – não está em horário de visita e ela precisa descansar em paz, pra ficar boa logo, e poder ser presa e condenada a morte.
Sasuke revirou os olhos, mas o casal surpreendeu-se ao ouvir a risada baixa da paciente que deveria estar dormindo.
Sayuri: Definitivamente você não é nada profissional.
Sakura sorriu, acidamente.
Sakura: Me poupe. Você está presa na cama, não pode usar seu chacra e ainda está debilitada com a luta. Se eu não fosse profissional, poderia te aplicar um veneno que ninguém nunca ia descobrir que você foi assassinada.
Sayuri apenas deu os ombros não parecendo nem um pouco preocupada.
Sayuri: Você é burra e emotiva demais para fazer algo assim. Provavelmente sairia daqui chorando e contaria tudo a velhota.
Sakura ficou ainda mais furiosa, principalmente por que aquela maldita estava absolutamente certa.
Sasuke suspirou como se adivinhasse os pensamentos da noiva e encarou Sayuri com seu olhar frio.
Sasuke: Cale a boca e limite-se a ficar boa. Como Sakura já disse, há uma cela a sua espera.
Sayuri ficou em silêncio, e olhou superior para os dois como se visualizasse duas baratas.
Sakura: Eu a detesto. — ela murmurou enquanto preparava os remédios e Sasuke tocou em seu ombro.
Sasuke: Mantenha a calma.
Sakura: Eu não quero manter a calma, e você nem deveria estar aqui pra começo de conversa. O que pode querer com ela?
Sayuri riu mais uma vez chamando a atenção dos dois.
Sayuri: Ora, rosinha. Além da ligação obvia entre nós dois, Sasu-kun ainda não te contou? — A morena lhes lançou um olhar divertido e traquina ao mesmo tempo, e de imediato Sasuke percebeu que não vinha boa coisa. — Eu e ele eramos prometidos um ao outro e íamos nos casar quando crescêssemos. Bom, estamos grandes agora, não é Sasu-nii-chan?! — ela lançou um olhar cheio de malicia em direção ao uchiha que se manteve em silencio.
Ao ver que o mesmo não dizia nada, Sakura sentiu tudo rodar.
Era um pesadelo. Só podia ser um pesadelo!
OoOoOoOoOoOoOoOo
A noite escura e sem estrelas podia ser vista pela janela do quarto daquele apartamento pequeno. A luz apagada levava o comodo ao completo breu e escondia em sua escuridão dois corpos entrelaçados e suados, estendidos na cama e cobertos apenas por um fino lençol.
A mulher esguia recostava seu rosto amavelmente sobre o peito do seu amado que apenas podia ver a juba vermelha dos cabelos ruivos sedosos que minutos atras eram puxados sensualmente enquanto possuía aquele corpo feminino tão entregue. Agora, Torh dormia tranquilamente abraçada ao loiro, satisfeita e completa, sonhando com mais noites como aquela. Mas enquanto ela sonhava com um conto de fadas, seu príncipe encantado mantinha-se desperto, encarando seriamente o teto do seu apartamento.
Seus pensamentos estavam inquietos, seu corpo ainda mantinha-se tenso como se esperasse por algo, como se tivesse faltado alguma coisa. O sexo foi ótimo, aquela ruiva era incrivelmente gostosa e cheia de luxuria e o levou ao ápice sem dificuldades, mas agora, o tesão havia ido embora e a escuridão silenciosa lhe encheu de desconforto. A verdade era que o dia fora cheio de surpresas e provavelmente por isso ainda mantinha-se tenso e preocupado.
Pela janela, pode ver a lua, reinando solitária sobre o céu azul escuro e seus pensamentos foram imediatamente tomados pela figura daquela mulher de cabelos azulados como o anoitecer, e olhos perolados como duas enormes e cintilantes luas cheia. Hinata Hyuuga era assim, uma noite escura de lua cheia que qualquer um teria prazer em se perder.
Menos ele. Pelo contrario, Naruto Uzumaki não era seduzido por ela, e sim a seduzia, a possuía e a fazia se perder em seu próprio prazer. Mas tudo havia acabado e ele nunca mais sentiria o corpo dela, ou ouviria seu gemido quando ele violasse seu corpo e se derramasse dentro dele.
Não que se importasse. Não que se perdesse por ela.
Admitia que a conversa deles o abalou um pouco, mas também a conhecia e sabia que ela era capaz de ser tão fria quanto ele, e isso até o agradava, se ela não tivesse começado com aquelas ideias estupidas de amor, sem duvidas era ela quem estaria ao seu lado aquela noite.
Não que para ele fizesse diferença.
Fechou os olhos cansado de pensar sobre aquilo, mas surpreendeu-se quando em meio a escuridão, ele ainda via aquela figura pequena e macia, provocante e angelical, enquanto ouvia as palavras de Ino sobre o suposto casamento da Hyuuga e que ainda pareciam não fazer sentido em sua cabeça. Ou será que era ele que não queria que fizesse.
Abriu os olhos de repente, neles um brilho condensado de revolta.
“Para o inferno com Hinata Hyuuga.”
Por que diabos ainda perdia seu tempo pensando nela? Hinata era passado, para sempre.
Alguns dias se passaram e tudo parecia continua na mesma, completa ilusão. Tudo está em constante mudança, não importa o que, não importa como, tudo muda. E na vida de alguns ninjas daquela vila, muitas mudanças havia acontecido, só que poucas, ou talvez ninguém soubesse disso.
\"A ausência diminui as paixões pequenas e aumenta as grandes, porque o vento apaga velas e ventila um incêndio.\"
( François de La Rochefoucauld )
Era ridículo tentar trancá-la ali, mas uma vez ele a subestimara. Com um sorriso vencedor, ela já se encontrava com a mão na porta. Ao abri-la, porém, surpreendeu-se ao dar de cara com o rapaz alto e moreno a olhando com os braços cruzados na altura do peito.
Sasuke: Eu mandei você ficar no quarto.
Sayuri: Você não manda em mim! — ela riu superior e imediatamente desapareceu em uma explosão.
Um bushin.
Um vulto rápido pulou em direção ao telhado da casa ao lado. Com um sorriso vencedor, a Uchiha já preparava-se para deixar sua prisão e fugir daquela droga de vila. De repente, ela parou ao sentir a presença do inimigo.
Uma kunai veio em sua direção, ela esquivou sem dificuldades, assim como também se esquivou da outra, e da terceira e quarta...
Sayuri: Eu posso fazer isso o dia inteiro. — ela disse debochada, pegando uma kunai e em um giro conseguindo desviar todas as kunais que caíram no chão ao seu redor. Ela sorriu superior ao moreno que agora estava visível no telhado da casa ao lado.
Sasuke: Mas eu não tenho tempo pra isso.
E Sayuri deu um pulo de susto, quando as kunais se tornaram cobras que vieram em sua direção e prenderam seu corpo inteiro.
Sayuri: TEMEEE! ME SOLTAA!
Sasuke: E eu achando que não existia outro dobe como o Naruto. — ele deu os ombros – enganei-me.
Tanto Sasuke, quanto as cobras com o corpo da kunoichi sumiram em uma explosão, e Sayuri mais uma vez se viu em seu carcere, a mansão Uchiha.
Sayuri: NÃO VAI CONSEGUIR ME MANTER AQUI POR MUITO TEMPO! — ela chutou a porta do quarto aonde estava trancada a dias, e percebeu que agora o mesmo estava reforçado com chacra.
Do lado de fora, Sasuke mantinha uma cara cômica e bem pouco uchiha, de frustração.
Maldita hora em que concordou se responsabilizar por aquela criança estupida. Ainda lembrava-se das palavras de Tsunade...
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Tsunade: Se souberem que ela está aqui, vão querer que seja julgada pelos kages de todos os países. E a pena de morte é certa. Apesar de você se mostrar bem pouco interessado na garota, como ela é uma uchiha, eu achei por bem lhe informar.
Sasuke: Não há nada a fazer. — ele deu os ombros, despreocupado. Tsunade: Bom, na verdade...
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E foi ai que ela disse que Sayuri podia ser mantida em konoha por enquanto, até os rumores e o medo do shinigami passarem. Daí, ela seria incorporada a konoha. Mas pra isso, ela deveria ser mantida em segredo e se ficasse na prisão, todos saberiam. Sendo assim, só restava uma opção.
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Tsunade: fique com ela, por uns tempos. Seria até bom, tenho certeza que vocês tem o que conversar. Então Uchiha, aceita?
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Por que ele aceitaria aquela proposta tão insana?
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Sasuke: Hai. Eu ficarei de olho nela, por enquanto.
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Provavelmente ele era ainda mais insano.
Sasuke: não, não, o dobe aqui sou eu afinal. — ele suspirou irritado, enquanto ouvia os berros e reclamações daquela uchiha histérica.
Por que apesar de ser uma uchiha. Mulheres, eram sempre mulheres.
E em falar nisso. A mulher de cabelos róseos que era sua noiva ainda o esnobava desde o dia em que soube de sua mais nova hospede.
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Sakura: EU NÃO QUERO SABER. LIVRE-SE DELA!!!!
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Sasuke balançou a cabeça e sentou-se no chão exasperado. Por que? Será que já não havia pagado todos os seus crimes com os anos de prisão e serviço comunitário? Será que aquela era uma maldição que o clã uchiha lhe rogava por ainda não ter conseguido re-erguê-lo? Ele não sabia.
Mas quem quer que visse Uchiha Sasuke aquele dia, jogado no chão, com as mãos na cabeça e olhos esbugalhados chegaria a conclusão que até mesmo os frios uchihas não são imunes a grande pressão de duas mulheres histéricas e perigosas.
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Enquanto isso, no clã Hyuuga, o líder do clã treinava com o sobrinho gênio, mas era incrivelmente notável a falta de atenção do rapaz que foi derrubado diversas vezes por golpes estúpidos.
Quando foi ao chão mais uma vez, Neji bufou irritado consigo mesmo. O que estava havendo? Sentia-se desengonçado e disperso, algo parecia incomodá-lo e sempre que lembrava-se de Tenten e o tal “colega de trabalho”, sentia-se envergonhado e covarde. Queria apagar aquela cena de sua cabeça, mas não conseguia, ficava remoendo e remoendo até sentir-se sufocado.
De repente, se deu conta que ainda continuava no chão quando viu os pés de seu tio se aproximarem cautelosos e altivos como sempre. Este, parou em sua frente e pareceu analisá-lo por alguns instantes antes de dar sua sentença.
Hiashi: Está lento e desatento. — decretou sem hesitar, e Neji continuou a encará-lo sem sair do chão – O que houve?
Por um segundo, Neji quase pensou que o tio realmente se preocupava com ele. Quase chegou a desabafar o que estava sentindo e o que estava havendo. Quase mostrou a angustia que parecia aumentar em seu peito.
Quase.
Por que imediatamente ele lembrou-se quem era Hiashi Hyuuga. Com o que ele se importava. E o que ele realmente queria. O tio não se importava com ele, nem com ninguém, apenas com o clã, e se queria saber o que estava acontecendo, era por que não queria o gênio do clã inferior aos demais e qualquer que fosse o motivo, ele faria qualquer coisa para livrar-se dele.
E de repente, Neji se deu conta que a última coisa que queria era se livrar daquela estupida Mitsashi.
Neji: Gomenasai. Eu apenas dormi mal. — foi uma desculpa imbecil, mas ele não ligava. Voltou a se levantar e a tomar a posição de luta, mas percebeu que o tio já estava indo embora.
Hiashi: Não adianta nada treinarmos se você não está se esforçando. — ele disse, sem olhar para o sobrinho, com sua voz fria e indiferente. E se foi, deixando o gênio sozinho para trás. Ou pelo menos era o que ele achava.
Neji sentou-se no chão do dojo e refletiu sobre a forma como estava se comportando. Nunca havia feito isso, sempre fora frio e realista nas coisas que fazia ou pensava, a única coisa que se arrependeu em toda a sua vida foi destratar a prima, Hinata durante muito tempo. Então porque sentia-se um idiota em relação a Tenten?
Foi tirado de seus pensamentos, quando viu Hanabi se aproximar. Ele sabia que ela estava lá, vendo tudo, mas não preocupar-se com ela e agora ele via o engano que cometera em não ter ido embora logo. A filha mais nova dos Hyuugas aproximava-se lentamente, com uma leveza e suavidade característica de todos os familiares, mas o sorriso traquina se duvidas era uma característica pessoal de uma garota que não media esforços para conseguir o que quer.
Hanabi havia se tornado uma bela adolescente, com corpo desenvolvido e definido devido os treinos, os olhos perolados redondos e cheios de uma frieza intrigante poderia atiçar a curiosidade de qualquer homem. Apesar da pouca idade, aquela hyuuga sabia que tinha um grande potencial e o usava sem medo, principalmente quando seu alvo era o frio e inatingível Neji Hyuuga.
Hanabi: Parece tenso, Neji-kun. — ela sentou-se ao lado dele sorrindo e de surpresa, colocou a mão no ombro dele, levemente como se quisesse fazer uma massagem. — o que houve? — seu sorriso doce não transmitia nenhum pingo de inocência, ao contrário era cheio de malicia e dengo.
Neji: Nada. — por sua vez, ele lhe respondeu seco e sem em qualquer momento se mostrar aberto ao joguinho de sedução dela, o que sempre a frustrava, mas ao mesmo tempo também a incentivava a continuar e a ganhar o seu tão esperado premio. — com licença. — ele tentou se levantar, mas surpreendeu-se quando a mão dela segurou a sua com firmeza. Estava prestes a mandá-la parar, mas retraiu-se quando a viu de cabeça baixa, quieta e sem a arrogancia de sempre.
Hanabi: Por que Neji-kun, por que você me detesta tanto? — a pergunta feita em um frio de voz quase comoveu o Hyuuga se este não fosse o mestre do coração de gelo.
Neji: Não odeio você.
Hanabi: Então por que me trata assim?
Neji: Por que é assim que deve ser.
Fez-se silencio e dessa vez ele não tentou ir embora. Ficaram apenas sentados, um ao lado do outro, a mão dela ainda em cima da sua.
Hanabi: Não vou desistir de você – ela disse de repente o que alarmou o Hyuuga de imediato apesar dele não demonstrar.
Neji: Não insista no mesmo erro. — foi apenas o que ele disse, antes de se tentar se levantar, mas foi impedido, quando um corpo se jogou contra o seu – pare.
Hanabi: Iie. — disse decidida.
Ela havia sentado no colo dele, com uma perna lado da cintura dele e grudou seus corpos o segurando pela barra do kimono. Seus rostos estavam muito próximos, assim como seus corpos. Ela sorriu eufórica ao se dar conta que sem querer estava com ele tão perto de si, podia sentir sua respirar, e o corpo dele, principalmente entre suas pernas.
Neji: Hanabi. — apesar de sua pose, era impossível para o homem não sentir-se levemente ouriçado com aquele contato tão intimo com aquele corpo tão pequeno e firme perto do seu.
Hanabi: Eu sei que você me quer. Sei que me deseja tanto quanto eu desejo você – os olhos perolados brilhavam intensamente quando se fixaram na imagem da boca fina e fria daquele Hyuuga.
O mesmo tentou separá-la, pegando-a pelos ombros, mas espantou-se quando sentiu seu corpo inteiro estremecer com o contato da mão dela em seu pescoço.
O ponto cego.
O seu maior e talvez único ponto fraco. O que ninguém sabia, era que também era o lugar mais sensível de seu corpo e por isso muito...excitante.
Hanabi não pode conter o sorriso ao senti-lo estremecer em seus braços e tal euforia fez se mexer inconscientemente com o quadril de encontro ao dele. Neji parou de respirar por alguns instantes, sentindo-se encurralado, perdido. E percebendo toda a sua hesitação, a adolescente aproveitou-se para aproximar mais os seus rostos e tocar o seu pescoço, enquanto a outra mão descia até o peitoral, por debaixo do kimono já entreaberto.
Neji: Hanabi-san, pare! — ele conseguiu interceptar a mão dela, antes que chegasse dentro do kimono
Hanabi: Você não quer que eu pare. — ela riu encantada com tal descoberta. Podia sentir cada celular daquele Hyuuga implorando por ela, pelo corpo dela e isso a estava deixando cada vez mais excitada. — Neji...
Ele a olhou. Maldito erro.
Seus lábios foram capturados com urgencia e sofreguidão pela boca macia e incrivelmente experiente da hyuuga mais nova. Ela o beijava com ânsia, mas principalmente com muita malicia, mordendo a chupando os lábios dele, provocando-o enquanto suas mãos ainda acariciavam o ponto de prazer no pescoço dele. Por um momento, Neji não resistiu e se entregou aquele beijo, por um instante o grande hyuuga perdeu o controle de suas ações por culpa daquele corpo pequeno e delicioso tão perto do seu, esfregando-se nele de tal modo que sua calça começava a ficar um pouco apertada.
Ao sentir o membro dele rígido de encontro a sua intimidade, Hanabi estremeceu por completo e apertou-se mais contra ele, soltando um gemido baixo e rouco sem se conter. E foi quando Neji despertou de seu transe sexual, separando-se bruscamente da prima caçula, o que a fez soltar um muxoxo irritado. Ela estava vermelha, ofegante, ambos estavam, mas o kimono dela estava frouxo e caia levemente deixando a mostra o ombro branco e delicado. Atordoado com a situação em que se encontravam, o Hyuuga praticamente empurrou a pequena de seu colo e levantou-se imediatamente passando a mão pela testa suada de desespero.
Hanabi: Neji...eu... — mas ele não estava mais lá, havia ido embora como um foguete para dentro do clã. Apesar do susto inicial, ela não se importou, descobriu que o desejo que ela sentia não era totalmente ignorado. Ele também sentia, e agora ela sabia seu ponto fraco.
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Já era tarde, e Naruto finalmente se viu dispensado para ir para casa. Ainda na frente da sede, ele não vestia mais as vestes da anbu e aproveitaria sua noite de folga para relaxar. Aqueles dias estavam sendo realmente estressantes para ele. Já começava a caminhar quando sentiu a presença de alguém perto de si.
Foi pego de surpresa por um beijo rápido de uma ruiva que havia rapidamente se livrado de sua mascara de urso.
Naruto: Não faça isso, alguém pode ver. — ele a repreendeu friamente, mas a mesma pareceu não ligar.
Torh havia acabado de chegar em uma missão e ao ver aquele loiro indo embora, ela deu um jeito de se livrar de seu parceiro e foi até ele.
Torh: Não se preocupe, querido, não tem ninguém vendo. — ela sorriu maliciosamente. — Já vai? Me espera, eu só vou pegar minhas coisas e vamos juntos. Eu estou morrendo de saudades – disse piscando provocante, mas ficou logo confusa ao ver o uzumaki balançar a cabeça negativamente.
Naruto: Iie. Eu vou sozinho hoje, estou cansado. — disse e rapidamente passou pela sua cabeça a idéia de na verdade estar cansado era daquela mulher.
Torh: demo...
Naruto: sayonara. — ele a cortou antes que ela começasse a se humilhar. Antes de virar o rosto, percebeu que ela abaixou a cabeça triste e suspirou pesadamente. Tocou de leve o queixo dela para que a mesma o olhasse, seu olhar tremeu quando de repente olhos prateados vieram em sua mente. Piscou algumas vezes e mais uma vez fitou os olhos da ruiva – Você foi ótima, ontem. — ele a beijou rapidamente, apenas um selinho e sorriu malicioso, fazendo-a abrir um longo sorriso de euforia.
Torh: Você também não foi nada mal. — brincou, mais animada, o que o deixou satisfeito. — então, até amanhã. Descanse bem. — ela completou quando ele já caminhava de costas para ela.
Naruto: Hai, hai. — ele respondeu acenando sem olhá-la. E então seu sorriso some com a mesma rapidez com que sorriu. As coisas não saíram como ele queria. Aquilo não estava dando certo.
Quando Torh aceitou ser sua amante, sabia as regras. Era apenas sexo, e apenas os dois saberiam disso, longe de tudo e de todos. Quando estivessem perto de conhecidos, e até mesmo desconhecidos, fingiriam que nada estava acontecendo, que eram apenas amigos. Mas a ruiva não tinha o sangue frio da Hyuuga e ele percebia que mais cedo ou mais tarde, ela exigiria por algo mais sério.
E então ele se livraria dela e a magoaria.
Torh era linda, sensual, mas aos seus olhos não enxergava mais nada do que isso. Obviamente, ela também era uma boa amiga, mas não se sentia apaixonado por ela, como por Sakura, e não a desejava intensamente...
...como desejava Hinata. A Hyuuga mais uma vez invadia sua mente com as lembranças do corpo dela, das palavras dela, e principalmente das loucuras que ambos faziam juntos.
Hinata sabia envolvê-lo, sabia provocá-lo, e tinha alguma coisa que o fazia nunca cansar dela. Sempre a desejando mais, sempre querendo tê-la, sempre querendo possui-la. Sentiu-se excitado e irritou-se em perceber que mais uma vez ficava pensando nela.
Naruto: Preciso relaxar, e é isso mesmo que eu vou fazer – ele murmurou entre os dentes, mudando de direção.
Em pouco tempo, ele já saia da parte nobre da cidade, e encontrava a enorme casa de divertimento de Konoha. Fazia tempo que não ia ali, mas já estava na hora de retomar a sua vida de sedutor.
“Pra que ficar com uma, se eu posso ter várias?” — ele se perguntou com um sorriso malicioso enquanto entrava na animada e devassa casa de divertimento, ou para os mais íntimos, prostíbulo.
O lugar estava cheio, várias mesas, palco para showzinhos eroticos, muita bebida alcoólica e principalmente as mais belas e faceis mulheres de konoha. Sem preocupações, e principalmente sem compromissos. Elas estava ali apenas para diverti-lo.
-Naruto Uzumaki. A quanto tempo, não te vejo aqui.
Cyzu era a dona da casa e já conhecia Naruto, desde que o mesmo viera ali com Jiraya, que também era um de seus melhores clientes. O loiro não disse nada, apenas sentou-se no bar e foi logo servido com muito sake.
Cyzu: Então, quer que eu chame Michyu?
Michyu era uma linda mulher, um pouco mais velha que ele, mas com cara de boneca, tinha um corpo incrivelmente belo e macio, mas o que realmente interessava o uzumaki eram seus longos cabelos róseos e seus olhos azuis quase esverdeados. Ou pelo menos interessava, mas não naquela noite.
Naruto: Iie, Cyzu. Hoje não.
A mulher mais velha, loira e de roupas extravagantes estranhou um pouco a atitude do cliente, mas não disse nada. Seu trabalho não era esse.
Naruto continuou a beber, como se a mulher nem estivesse ali. Aos poucos, sua cabeça ia ficando mais leve o que apenas ajudava seus pensamentos mais íntimos e que ele tentava esquecer emergirem com rapidez.
Pensou na droga de vida que continuava tendo. Pensou como sentia-se incapaz algumas vezes. De repente, lembrou-se da última vez que fora ali, no dia em que Sasuke e Sakura comemoravam o namoro e ele queria apenas esquecê-los, bebeu muito, mas não ficou com nenhuma mulher, nem Michyu estava lá, e foi nesse dia em que ele saiu de konoha, que ele descobriu um lindo lago na floresta, e encontrou uma incrível ninfa se banhando nele.
Fechou os olhos, lembrando-se de cada detalhe daquela pele branca, dos seios cheios e fartos, dos cabelos azuis e macios caindo sobre as costas, do traseiro arrebitado, da boca pequena e rosada, dos olhos grandes e expressivos, perolados como duas luas cheias que lhe despertava um ódio avassalador e ao mesmo tempo, uma excitação fenomenal. Hinata o enchia de luxuria, de prazer, e por mais que nunca admitisse, sabia que mesmo que a tivesse todos os dias em sua cama, nunca se cansaria dela.
Olhou para o copo vazio e lembrou-se de como ela corava toda a vez que estava excitada ou envergonhada, de como ela tremia sempre que ele lhe tocava e como ela reagia tão deliciosamente quando seus corpos estava juntos. O toque macio e provocante o fazia enlouquecer, a boca dela o fazia delirar, o gosto dela o fez se viciar.
E agora, ele percebeu finalmente, não conseguia mais desejar outra, senão aquela maldita Hyuuga em sua cama.
Aquela baka que o deixou. Aquela estupida e fraca que iria se casar por não ter forças para lutar pelos seus direitos.
Naruto: Maldita. — ela o enfeitiçou.
- quer mais, senhor? — a voz doce o fez olhar finalmente para quem lhe servia e arregalou os olhos o quanto seu estado alcoólico permitiu.
Em sua frente, uma mulher de pele branca, cabelos negros e olhos claros, mas que em sua mente distorcida pelo alcool, eram prateados como a lua. Ele reconhecia aquela estranha, como se estivesse em um sonho eróticos.
Naruto: Hinata. — ele sibilou, mas sua língua enrolada e áspera não deixou que sua fala saísse correta.
Aquela Hinata o olhou estranho, mas sorriu quando olhou atrás do loiro, sua chefe Cyzu lhe dando ordens expressas para tratar muito bem aquele cliente e satisfazê-lo de todas as formas que ele quisesse.
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Sasuke andava irritado pela grande mansão Uchiha. Já não aguentava mais ter que a toda hora ficar correndo atrás daquela pequena delinquente. A queria fora de sua casa e assim que a encontrasse, a entregaria novamente a Hokage.
Ela havia fugido mais uma vez, e dessa vez foi longe demais, explodindo o seu próprio quarto e o telhado o que acabou desencadeando goteiras por toda a mansão. Maldita!
Estava prestes a invocar Guren, o filho de Manda e tão grande quanto o rei das cobras, para encontrar e quem sabe devorar aquela peste, quando a avistou não muito longe dali. Levantou uma sobrancelha, estranhando a mesma continuar parada, sem tentar fugir. Devia estar armando alguma. Aproximou-se com cautela, prestando atenção no minimo sinal de perigo, até pensou em ativar o sharingan, mas...
Sayuri: Não se preocupe, isso não é um genjutso. — ela falou sem olhá-lo, e sem se mexer de onde estava. — eu parei aqui por um momento, não adianta tentar fugir mesmo.
Sasuke finalmente percebeu que a moça estava sentada em frente ao grande simbolo do clã Uchiha, moldado em uma das paredes como se estivesse embutido ali. Era aonde o simbolo sempre ficara e Sasuke fizera questão de fazer um igual.
Sayuri: Por quanto tempo eu vou ficar aqui? — ele não respondeu e ela sorriu – Você não mudou nada. Continua o mesmo baka prepotente. — ela disse, mas sorria melancólica. Ao voltar a fitar o simbolo, ela suspirou. — Tem saudade deles? Da vida que levava antes...de tudo e de todos...?
Sasuke ficou em silêncio e ela já nem acreditava que teria alguma resposta, quando finalmente o ouviu.
Sasuke: Não.
Ela fez um careta um tanto frustrada com a resposta dita com tanta segurança e certeza.
Sayuri: Você é um baka maldito mesmo. — ela resmungou e apertou sua mão uma na outra, mordendo a própria bochecha em sinal de nervosismo, mas no caso dela, também de raiva – Quando descobri que Você tinha matado ele, te odiei ainda mais. — Ela não precisou dizer quem, Sasuke sabia muito bem. E a viu retorcer ainda mais as mãos, e os olhos se fecharem com força como se tentasse segurar a própria dor. Ele sabia, já havia feito isso muitas vezes – Apesar de tudo o que ele fez, ele te amava, mas você nunca veria isso, por que esteve cego durante todos esses anos.
Sasuke: Você parece saber do que está falando. — ele disse indiferente, apesar disso, intrigado pelo modo tão confiante que ela falava. A ouvir dar uma gargalhada esganiçada e depois lhe olhar, a raiva transparente em seus olhos negros.
Sayuri: Você não imagina o quanto. E é por isso, Sasuke Uchiha, que eu vou te matar, e vou vingar itachi acabando com você nem que isso seja a última coisa que eu faça na minha vida. — ela concluiu voltando a abaixar a cabeça, tremula com a tentativa de conter as próprias lágrimas.
Sasuke ficou em silêncio por alguns instantes, apenas a observando tremer em silêncio, e depois se voltou para o simbolo uchiha que reinava majestoso e solitario no muro.
Sasuke: *Se você quer me matar...me odeie, me amaldiçoe, e fuja, fuja.... — ele disse, ainda fitando o simbolo e ela levantou a cabeça, com os olhos arregalados como se tivesse tomado um choque, enquanto apenas o ouvia – Viva uma vida miserável, correndo e se escondendo. Então, quando você tiver os mesmos olhos que eu, me procure. — finalizou, e depois virou-se de costas e saiu caminhando, deixando para trás aquela mais nova uchiha, olhando fixamente o simbolo daquele clã tão amaldiçoado e sentindo dentro de si, os malditos sentimentos que sempre se apossavam dos corações de todos os uchihas: o ódio e a vontade de vingança.
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Naquela noite, Neji decidiu treinar fora dos domínios do clã. Precisava sair de lá, precisava colocar as ideias em ordem. Como em tão pouco tempo, sua vida regrada e certinha, foi se tornar tão confusa?
Infelizmente, seus pensamentos foram totalmente cortados com a chegada de mais uma pessoa. Mais precisamente da última pessoa que ele queria ver.
Tenten olhou em um misto de surpresa e vergonha, o Hyuuga que nunca treinava ali, no campo aonde o antigo time deles treinava, ainda mais a essa hora.
Tenten: Eu nunca pensei te encontrar aqui... — ela confessou sorrindo, mas seu sorriso se desmanchou ao vê-lo parar o treino.
Neji: Não se preocupe, já estou indo.
Tenten: Nani? Por que? Espere. Não precisa ir. — ele a olhou e ela suspirou – e-eu queria falar com Você...
Neji: Não temos nada para falar. — ele rebateu friamente, mas foi impedido de ir embora pela professora que se pos em sua frente.
Tenten: Qual é a sua heim, Neji? Por que não está mais falando comigo? — ela estava furiosa, já não aguentava mais aquela situação e resolveu que era hora de encarar a realidade.
Neji: Não tenho tido tempo. — a resposta dada com tranquilidade, a pegou de surpresa e ela sorriu achando-se uma idiota por pensar outras coisas.
Tenten: Ah é por isso? Bom, eu senti sua falta ontem. — ela riu sem graça – choveu e não tinha ninguém pra me dar seu guarda chuva.
Neji: Eu achava que Você tem namorado pra esse tipo de coisa.
Tenten: Nani? — ela arregalou os olhos com aquela resposta e começa a se irritar o vendo ir embora – espere um pouco! Não me de as costas, Neji! Eu estou falando com Você!!! — ela correu até ele – Eu estou falando com... — sem medir sua força, o puxou com brutalidade e acabou batendo seu próprio corpo no dele e quase caia, se o mesmo não a segurasse. — ...você. — corou assustada, percebendo-se a uma distancia perigosa da boca do hyuuga.
Neji: O que estava dizendo? — ele murmurou como se quisesse provocá-la e na mente dos dois, ambos se xingavam por aquelas atitudes tão estranhas e segundo eles, insana. Mas o Hyuuga a muito tempo já não agia normalmente e naquele momento, apenas tinha consciência de que o cheiro de chocolate dos cabelos dela era incrivelmente delicioso.
Tenten: Q-eu vov-cê... — ela estava hipnotizada com ele tão perto. Os braços fortes em torno de sua cintura a deixava com as pernas tremulas, e o olhar profundo dele sobre si, a deixava zonza — ..você é um b-baka, Neji Hyuuga. — e enchendo-se de coragem sabe-se lá da onde, ela destruiu a pouca distancia entre eles, e o beijou com força.
No começo, ele arregalou os olhos já traumatizado com essas mulheres impulsivas, mas no outro segundo, foi impossível para ele controlar os próprios impulsos de retribuir aquele beijo. Sentia o corpo firme da kunoichi se derreter em seus braços, e os lábios macios dela eram gostosos e incrivelmente macios. As mãos tremulas dela, agarraram-se no kimono dele tentando mantê-lo ainda mais perto, enquanto as mãos dele, tomaram o pescoço e as costas dela de forma possessiva. De repente, eles pareciam euforicos e ao mesmo tempo calmos, sentiam-se desesperados por continuar com o ato, e ao mesmo tempo tentados a se separar apenas para começar um novo beijo.
Seus corações batiam forte, ouso a dizer que até no mesmo ritmo, aquela sensação pulsando de querer mais, sempre mais.
Apenas se separaram quando não tiveram mais oxigênio, mas ainda sim, não se desgrudaram e recuperaram o folego com as testas coladas, sem desviar os olhos um do outro.
O chocolate se derretia sobre as perolas.
E a mulher se derretia e sabia que se entregaria aquele homem sem nem pensar duas vezes.
Por que ela amava aquele Hyuuga frio e sem coração e faria qualquer coisa por ele. Não existia mais ninguém além dele. Nunca existiu.
Tenten: Baka...não tem namorado nenhum... — ela confessou ofegante, e sorriu vendo-o também tentando normalizar a própria respiração, mas sem tirar os olhos dela. — Neji...
Neji: hm...?
Tenten: Não se afaste mais de mim, ta bom?
Neji: Hai. — ele respondeu e a viu sorrir feliz.
E então, ela o beijou novamente, e dessa vez ele o correspondeu de imediato. O que a Mitsashi não sabia era que não estavam tão sozinhos quanto pensavam.
Em um momento, Neji abriu os olhos e imediatamente sua visão se fixou em um ponto entre as arvores, aonde podia ver uma pequena mulher, olhando-os.
Hanabi não se incomodou nenhum pouco de ter sido pega, e continuou a encarar o Hyuuga sem se abater. Seus olhos foram tomados por grossas lágrimas que transbordaram por seu rosto, mas ainda sim, ela continuou a observá-lo. Lembrou-se do beijo de horas atrás, da maneira como ele a tocou, como ele a correspondeu. Irritada com as próprias lágrimas, ela jurou a si mesma que não seria tão fraca e dando meia volta, ela voltou em direção ao clã.
Neji viu quando a prima finalmente desapareceu por entre a floresta e finalmente fechou os olhos, aproveitando o gosto daquele beijo de chocolate.
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De repente, ele abriu os olhos devagar e lentamente, sentindo sua cabeça pesada e sua boca amarga. Sem duvidas havia bebido demais, entretanto não se importava.
Tentou se mover, mas não conseguiu, havia algo em seu peito. Sorriu abertamente ao ver aqueles cabelos negros e lisos, e percebeu que a mesma se mexeu levemente provavelmente havia acordado.
Seu sorriso morreu por completo, quando a bela moça voltou a olhá-lo e no lugar dos olhos perolados que ele esperava encontrar, apenas olhos verdes claro. Não era uma Hyuuga. Não era Hinata.
- Yo Naruto-san, já acordou? Se quiser, posso te fazer uma massagem – a mulher sorriu doce, mas não do jeito inocente e espontâneo que ele queria.
Naruto: Não é preciso. — foi impossível conseguir mascarar sua frustração e sentiu a mulher estremecer
— Fiz algo errado, Naruto-san?
Naruto olhou naqueles olhos assustados e suspirou. Não, o único errado ali era ele. Como sempre. Só que dessa vez, não conseguiu se satisfazer.
Naruto: Iie, Você foi ótima – se forçou a sorrir – mas e-eu estou com dor de cabeça e preferia ficar sozinho. Tem dinheiro dentro daquela bolsa, pegue o quanto quiser e vá embora, sim? Não me leve mal, apenas quero ficar sozinho.
A mulher sorriu enquanto se levantava. — Não se preocupe, Naruto-san, isso é normal. — ela diz, compreensiva, enquanto pega suas roupas e algum dinheiro dentro da bolsa – arigatou. Vou me arrumar em outro comodo para não atrapalhá-lo.
Ela saiu e o deixou sozinho novamente em seu quarto escuro. Os olhos azuis fixaram-se em um ponto no teto e constatou pensativo que sentia-se estranhamente sozinho.
E pela primeira vez em muito tempo incomodou-se verdadeiramente com isso.
Se lembrou do que pensava momentos antes de chamar aquela mulher para sua casa. Hinata. Que também foi o motivo de chamar aquela mulher em especial. Elas eram parecidas e o Uzumaki tinha o péssimo habito de se deitar com as cópias versão prostituta das mulheres que ele se interessava.
Mas o verdadeiro motivo para suas divagações era: Ele se interessava pela Hyuuga?
Apesar de jurar que não, no fundo o loiro sabia que sentia falta dela. E mais do que isso, não suportava a idéia de que ela se casaria por que sabia que isso significava que nunca mais a teria para si. De repente sentiu-se um asno por estar pensando nela. Por não conseguir parar de pensar nela. Tentava esquecer, mas não conseguia e isso apenas o fez a odiar mais.
Naruto: Hinata...maldita... — ele a xingou baixinho, mais irritado consigo mesmo do que com ela.
Por que ele nunca deveria ter começado aquele caso com ela. Por que haviam regras e ela as quebrou primeiro, confundindo-o com essa historia de amor. Por que ele havia prometido que não se apaixonaria por mais ninguém.
Mas estava começando a perder o controle e a quebrar também aquela promessa...
Notas finais
Ahhhhh esse capitulo saiu tão grande que eu ia dividir. Um ia ser ciúmes, o outro saudades. Mas pra num enrrolar mais, eu resolvi postar logo tudo. xD
Naruto está finalmente indo pelo caminho certo *O*
E a hinata pelo errado ¬¬
Será que o Neji tá querendo pegar a Hanabi e a Tenten ao mesmo tempo? O.O safadienhu xD
Oooww, Sayuri era prometida do Sasuke, mas quer matá-lo. O que essa maluca esconde? Bom, eu ainda não sei o que vai acontecer nos próximos capitulos, mas pra vcs saberem, fiquem ligados para a próxima atualização.
Vocês já sabem aonde né?!
(BAT-CANAL DO NYAH!!!)
bjs!
ps: comentarios deixam a autora feliz *O*
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