Paraiso Imperfeito

18 Troca de posições


Notas iniciais
Demorei pra caramba né! Eu sei, mas é que eu tava sem idéias xp.
Obrigada pelas reviews *o* obrigada pela indicação Mitsumo *-*

Então ai vai mais um capitulo, espero que gostem ^^

Paixão é o amor que se desequilibra

Ciúmes é o amor que se desvaira

Sensualidade é o amor que envenena

Finalmente o ódio, que julgas ser a antitese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu.

Chico Chavier

___________

O dia amanheceu frio e nublado anunciando a chegada do inverno na vila da folha. Logo a neve cobriria a região, para a euforia das crianças – e até alguns adultos – que esperavam ansiosamente por essa estação do ano. Konoha era uma das únicas cidades do mundo shinobi que tinham neve no inverno, com exceção da própria vila da neve e outras pequenas cidades. E naquele ano, estava previsto um inverno bem rigoroso o que alegrava e ao mesmo tempo preocupava alguns habitantes que já se preparavam para não congelarem.

Hinata, assim como outros, amava aquela época e esperava ansiosamente pela sua chegada como uma criança a espera de um presente. Mas naquele ano, a princesa dos Hyuugas não estava muito animada com a chegada do inverno, e isso por que os dias de neve significavam que seu tempo estava acabando.

Iria se casar. Como ela própria já havia aceitado, se casaria com um renomado Hyuuga da souke que além disso, era um excelente ninja de nível jounnin, e o casamento estava marcado para depois do inverno, quando a neve seria substituída pelas lindas e exoticas flores, o cheiro de folhas e arbustos viçosos, o ambiente romântico e belo da primavera.

E logo depois, ela assumiria a liderança do clã e então seu destino estaria cumprido e ela teria a chance de mostrar suas habilidades e dedicação de liderar o clã. Apesar da ansiedade de se sair bem sucedida em sua tarefa, o receio e o medo daquele casamento ainda enchiam seu coração o deixando apertado. Não que tivesse medo do noivo, apesar de não conhecê-lo tão bem, sabia que era um ninja honrado e um homem de boa índole, mas ainda sim era impossível controlar a infelicidade de saber que não desejava aquele casamento, ou melhor, não desejava se casar com aquela pessoa que ela mal conhecia e ainda por cima não o amava.

Balançou a cabeça de repente tentando afastar aqueles pensamentos, não tinha tempo para ficar sentindo pena de si mesma, ela própria havia decidido assim.

Estava preparando-se para sair quando Neji passou por ela, e para sua surpresa – e até mesmo assombro – ele repuxou levemente os lábios como se estivesse..sorrindo.

Hinata: er...ohayoo Neji-nii-san.

Neji: Ohayoo Hinata-sama, vai sair?

Hinata: H-hai. — ela respondeu ainda um pouco atordoada com o visível bom humor do primo – e parece que você também.

Neji: Hai, vou treinar com Tenten. — dessa vez ele desviou o olhar por um milesimo de segundo, mas que não passou desapercebido por ela que imediatamente sorriu começando a entender toda aquela mudança.

Hinata: Está treinando bastante com ela esses dias, não é, nii-san?

Ele levantou uma das sobrancelhas demonstrando surpresa com o comentário dela e percebeu que a prima sorriu travessa. Pigarreou tentando passar neutralidade.

Neji: Hai, não estou tendo missões, então aproveito para...

Hinata: ficar perto dela... — completou o que causou uma careta quase cômica no primo e logo ela completou – para treinar nii-san – disse rapidamente e fez uma cara de inocente.

Neji ficou calado por alguns instantes parecendo hesitante em sair.

Hinata: Neji...você não vai?

Neji: Hai.

Hinata: Até mais.

Neji: Hinata-sama.

Hinata: hm?

Neji: Você está muito...engraçadinha. — seu tom sério e sem emoção fez a frase sair mais como uma gravação automática do que uma acusação o que fez Hinata sorrir inocente tentando segurar a gargalhada.

Quando o primo finalmente se foi, ela voltou em direção ao seu quarto para pegar sua bolsa um pouco mais disposta a sair. Não ficou animada, mas sem duvidas a conversa sem nexo com o primo tirou um pouco da tensão em que ela se encontrava com as compras que faria para aquele dia em especial.

Enquanto isso, assim que Neji saiu do clã Hyuuga não demorou para dar de cara com uma cena que ele se quer esperava. Konohamaru imprensava Hanabi em um dos muros, longe do clã, mas visível a qualquer um que passasse, e a beijava com intensidade sendo retribuído com a mesma intensidade. Para os mais modernos, era um casal de adolescentes normal com os hormônios a flor da pele, mas para os mais puritanos e sem duvidas para Neji era uma pouca vergonha sem tamanho que merecia uns bons tapas como castigo para aqueles dois.

Até mesmo ele, que já era um homem adulto e que sabia bem das perversidades do mundo ficava constrangido com o modo que o moleque segurava a cintura da pequena mulher, com a perna entre as dela, e o jeito com a caçula-nem-mais-tão-pura dos hyuugas oferecia sua boca para ele e puxava os cabelos castanhos aprofundando beijo com volúpia.

Neji estava prestes a ir lá separar aqueles dois com um juuken que deixaria o neto do sandaime sem chances de dar ao falecido avô bisnetos, mas estancou quando percebeu que Hanabi o olhava fixamente e até desafiadora.

Foi como uma sensação de deja vú, entretanto agora era ele o observador do beijo entre o casal e não gostou nada daquela posição. Ainda mais incomodado, percebeu que ela sorriu levemente entre o beijo como se o provocasse e sem perceber, ele já estava perdendo o controle e a paciência. Estava prestes a separá-los e além de deixar o moleque incapacitado, também trancaria a prima caçula em um quarto, mas sua ação foi totalmente anulada, quando por si só, Hanabi parou Konohamaru e pegou em sua mão.

O garoto quase tem uma sincope quando percebeu a presença amedrontadora do Hyuuga, mas a menina pareceu nem ligar e passou pelo primo como se nem o visse.

Hanabi: Vamos konohamaru, vamos para um lugar aonde não tenham tantos curiosos.

Neji: Você não vai a lugar nenhum com esse garoto!

Hanabi: Ah é?! E quem é que vai me impedir? Você? — ela desafiou sorrindo.

Konohamaru: H-hanabi... — disse em alerta, mas a moça nem o ouviu, apenas se aproximou mais do primo apoiando-se nos ombros do mesmo até chegar aos seus ouvidos, o que surpreendeu os dois rapazes.

Hanabi: Por que não tenta me impedir? Eu me dei a você, mas você me rejeitou, nii-san, preferiu aquela garota sem graça. Agora vai ter que se contentar em ficar só olhando – riu e já se afastaria, mas o primo segurou seu pulso com firmeza

Neji: Quero você longe dele.

Hanabi: Tente me impedir e eu conto a todos o seu romancezinho com a mitsashi.

Neji: Eu não tenho medo.

Hanabi: E nem eu! — ela desafiou e puxou o próprio braço, soltando-se dele – tchauzinho nii-san – ela sorriu e saiu puxando um konohamaru ainda confuso com a cena que vira, mas que não ouvira nada.

Neji ainda o fulminava com o olhar, mas como Hanabi própria disse, não fez nada para impedir e aquilo apenas fez com que o raro bom humor dele desaparecesse por completo.

Aquela garota endemoniada o tirava do sério!

OoOoOoOoOoOo

Quando Ino viu Hinata entrar na floricultura dos Yamanaka's abriu um grande sorriso de contentamento. O movimento estava bem parado aquele dia, quase inexistente e a loira não aguentava mais o tédio de continuar esses cinco longos minutos parada.

A Hyuuga lhe retribuiu com um sorriso tímido e hesitante e as duas se abraçaram quando se aproximaram o bastante.

Ino: Ohayoo Hinata-chan!! A que devo a honra? Veio me fazer uma visita?

Hinata: sim...mas também vim por outro motivo...Quero comprar algumas flores...

O sorriso de Ino logo deu lugar a uma expressão de desconfiança que constrangeu a morena.

Ino: Bom, acho que a última vez que Você veio comprar flores aqui foi no seu aniversário e antes só quando havia alguma comemoração mais séria no clã. Então posso supor que...

Hinata já estava bastante incomodada com as especulações da amiga e fingia que olhava algumas flores, quando na verdade tentava se manter calma e segura.

Ino: ...vai ter alguma coisa especial acontecendo por lá – ela continuou com suas especulações ansiosa por saber de alguma informação nova e de preferencia bombastica.

Hinata: é...algo assim... — disse evasiva – mas então Ino, e o Shikamaru? Digo...como está o relacionamento de vocês dois.

A pergunta pegou a Yamanaka de surpresa como Hinata previu e ficou satisfeita ao perceber que a loira sorriu timidamente provavelmente já esquecendo o outro assunto.

Ino: Ah aquilo de sempre. Saimos, bebemos alguma coisa e depois vamos pra cama... — ela sorri maliciosamente – literalmente.

Hinata: Ino-chan!! — ela riu corada – Então vocês estão bem?

Ino: Hai...quer dizer, ele sempre sai antes dos meus pais verem e não assumimos nada ainda, então tecnicamente ainda somos amantes...mas de amantes para namorados é um pulo não? — disse animada, mas Hinata desviou o olhar desconfortável.

Claramente não concordava nenhum pouco com a amiga.

Ino: O que foi? — ela perguntou percebendo que a hyuuga ficava séria.

Hinata: nada...é que... — hesitou. Não deveria dizer nada, afinal, o que ela saberia sobre isso? Na verdade, tudo. Ela era uma experiencia viva e de certo modo, falha, mas ninguém sabia disso — ...não quero te ver magoada, ino-chan. — a loira franziu a sobrancelha sem entender e a hyuuga desviou o olhar – sabe que também há grandes chances do shikamaru nunca... — mais uma vez ela hesitou, ciente de que poderia magoar a amiga tanto quanto ela própria se magoava com a verdade dos fatos. Mas para a yamanaka aquilo já bastava para ela entender o que queria dizer.

Ino: ...nunca ficar comigo, certo? — ela completou a frase da morena que a olhou um tanto constrangida, mas ainda sim viu a loira lhe sorrir compreensiva apesar de um pouco triste — eu sei. — suspirou, pesadamente – mas eu gosto dele, entende? E acho que se eu nem ao menos tentar conquistá-lo, mais tarde eu nunca me perdoarei. E se no futuro, ele ainda sim não me quiser, eu vou sofrer, sei disso! Mas vou saber que lutei e tenho certeza de que isso me confortará. — concluiu sorrindo

Hinata olhou a amiga, surpresa. Apesar de louca e impulsiva, as palavras de Ino mostraram que ela era madura e segura do que estava fazendo. Mais do que isso, elatinha consciência do que poderia acontecer e ainda sim, o faria. Um gesto de muita coragem.

Hinata: e-eu entendo, Ino-chan. — ela também sorriu para Ino que foi pulando em direção ao balcão para começar os arranjos de flores.

Hinata olhou a amiga com atenção internamente lhe desejando sorte e que a mesma não saísse magoada como ela própria. Por que apesar de Ino ter uma certa idéia do que sofrerá caso falhe, a verdade é que a loira não tinha idéia o quanto aquilo poderá destroça-la e na opnião de Hinata, nem mesmo o fato de ter tentado irá consolá-la.

Afinal, ela também fora corajosa. Mas o que ganhará com isso?

Dor. Sofrimento. Solidão.

E como se seus pensamentos se materializassem em sua frente, ela espantou-se ao ver parado na porta da loja o motivo de toda a sua tristeza. Não conseguiu encará-lo de imediato, mas reunindo o resto de dignidade que ainda lhe restava forçou-se a olhá-lo. Seu coração traidor saltou tão forte que ela teve medo de que ele o escutasse mesmo tão longe.

O mesmo continuava tão lindo quanto lembrava, vestindo a roupa ninja habitual e com os cabelos loiros bagunçados que brilhavam levemente, mas não tanto quanto os olhos azuis que parecia o céu mais lindo e infinito hipnotizando-a e despertando o desejo de perder-se dentro dele. Dono de um físico espetacular pelos anos de treinamento, ela era testemunha que a pele áspera e rígida era tão deliciosa quanto aparentava e a boca sensual poderia levar qualquer uma a loucura com os beijos quentes e cheios de desejos que conseguiam fazê-la beirar a insanidade.

Ele a olhava, provavelmente tão fixamente quanto ela própria o fitava sem perceber, e isso a fez enrijecer o próprio corpo sentindo os joelhos amolecerem na expectativa de tocá-lo ou ao menos tê-lo mais próximo.

De repente a presença de Ino ao seu lado a fez voltar ao mundo real aonde não existiam apenas ela e seu amor, ao contrário, percebeu também que além da Yamanaka, Sai estava lá, e para seu total desgosto, uma ruiva que ela não conhecia muito bem mas já detestava. Naruto no meio de ambos, mas ela podia ver que a kunoichi mantinha seus braços perto o suficiente para que roçasse no braço do loiro a qualquer chance que tivesse.

Aquilo a enfureceu de uma forma tão forte que até surpreendeu a si mesma. Quando voltou a encará-lo, ele ainda a fitava, mas ela agora vestia uma mascara fria e sem emoção. A ruiva parecia alheia a troca de olhares, assim como o outro casal.

Sai: Apenas vim te avisar que a Hokage está a sua espera.

Ino: Mas agora? Eu... — ela olhou para Hinata desconcertada e a hyuuga apenas balançou a cabeça.

Hinata: Tudo bem, Ino-chan. Não precisa se preocupar com isso. — disse tentando acalmar a amiga e também ao seu próprio coração ainda não recuperado pela presença do loiro.

Ino: Como não? Você queria as flores para a decoração de alguma festa que ia rolar lá no seu clã, não é? Sabe, as flores conseguem dar um ar incrível seja qual for a comemoração.

Hinata não queria continuar com aquele assunto, principalmente com as outras presenças no local e começava a tentar inventar uma desculpa para a amiga quando uma outra voz feminina se fez presente no local pela primeira vez.

- Oh, você é a Hyuuga que irá se casar não? — o tom eufórico e principalmente as palavras pegaram a Hyuuga tão desprevenida que ela mal conseguiu esconder o assombro ao descobrir que a ruiva era quem havia falado. Mais surpresa ainda ficou, quando percebeu que o loiro ao lado dela não pareceu nenhum pouco surpreso.

Ino primeiro pensou em enterrar a própria cabeça em um dos vasos de planta e quando a Hyuuga voltou a fitá-la ela a olhou em um silencioso pedido de desculpas que pela expressão da amiga ela não soube se foi perdoada ou não. Assim, fuzilou a kunoichi ruiva e fofoqueira que havia dado com a língua nos dentes, trincou os dentes e fechou o punho dessa vez em uma ameaça velada que pareceu ter sido imediatamente recebida pela outra que arregalou os olhos levemente e corou envergonhada.

Torh: G-gomen...eu... — ela não sabia o que fazer e percebendo isso, Hinata suspirou dando os ombros. Afinal, o que adiantaria esconder, logo todos saberiam.

E por mais que a situação não pudesse ser pior, ela conseguiu novamente refazer sua mascara fria.

Hinata: Tudo bem... — falou mais para a Yamanaka que parecia culpada, do que para a ruiva, mas esta também ficou mais aliviada. — não iria adiantar esconder mesmo. — por mais que não quisesse foi impossível não olhá-lo e por um segundo percebeu o mesmo franzir o nariz e o cenho como se tentasse segurar o próprio nojo. Ainda sim, ela não se intimidou – Eu irei me casar na primavera. Nada muito grandioso, mas sem duvidas serão convidados. — terminou olhando para torh, que pareceu bastante feliz, e deu sorriso vencedor no rosto que foi direcionado única e exclusivamente para Ele.

Sai: Suponho então que o noivo seja um dos ninjas que chegará hoje de uma missão de meses. Muitos Hyuugas foram enviados... — ele não concluiu o próprio devaneio devido o sobressalto da loira que pareceu finalmente juntar as peças do quebra-cabeça.

Ino: Oh, Kami-sama! É para isso a comemoração, não é?! Hoje será o noivado! Por isso as flores!!! — disse vitoriosa consigo mesmo e Hinata sorriu, concordando. — Ah, mas se for assim, eu direi a minha mãe e ela me ajudará caso eu realmente seja mandada para uma missão. — Hinata retrucaria, mas a loir não deixou – Não se preocupe, Hyuuga-sama. Sua festa de noivado será a mais bonita e enfeitada de toda a konoha. Os arranjos chegarão lá antes das sete da noite.

Hinata pensou em cancelar, mas ver os olhos tão animados da amiga a fez silenciar-se. Afinal, sentia-se feliz por seu casamento parecer animar alguém.

O que ela não via era o olhar quase furioso de um ninja loiro que já tinha os nós dos dedos brancos devido a força com que fechava o punho na tentativa de controlar o grito de frustração que estava entalado em sua garganta.

Viu aquela mulher sorrir doce para a amiga e desejou bater nela até que a mesma parasse de fingir. Ela não estava feliz, ele tinha certeza, ou era apenas seu desejo possessivo sobre ela que falava mais alto?

Hinata: Bom, eu tenho que ir, Ino-chan.

Ino: Hai, eu fecharei a loja e logo irei até a Hokage para ver o que ela quer e depois preparar sua decoração!

Se aquela loira falasse novamente de enfeites para noivado, aquele loiro não se responsabilizaria pelo seus atos. Hinata despediu-se de todos do modo doce de sempre e quando chegou a sua vez, ela ainda sim sorria. Mas antes que ela o fizesse, Torh agarrou seu braço quicando de tanta empolgação.

Torh: Até logo, Hinata-sama. Espero que nos tornemos grandes amigas. — a ruiva ingenua desejou sem notar o o olhar de desgosto de Ino e o sorriso frio da Hyuuga que parecia querer desafiá-lo.

Torh não fazia idéia, mas aquela mulher tão doce era sua maior inimiga pelo coração do loiro e este agora estava tão concentrado na presença tão próxima da morena que não tentara impedir que a ursa da ambu cometesse o maior erro da sua vida. Mas afinal o que diria a ela?

Que ele apenas estava com ela por que não tinha mais Hinata? Ou que a trocaria pela sua mais nova amiga – ou pelo menos era o que ela achava – sem nem pensar?

Era melhor manter-se calado, vendo as duvidas voltarem a assolar sua cabeça enquanto via a sua ex-amante se afastar em meio a multidão.

Torh: Então vamos trabalhar, crianças? — perguntou animada.

Ino: Você é incrivelmente animada, querida. — seu elogio era venenoso, mas a ruiva não percebeu. Como sempre. Mas Sai sorriu friamente para a loira que retribuiu o sorriso diabólico.

Naruto não falou nada, não estava prestando atenção em se quer uma palavra.

Naruto: Vão na frente. Preciso resolver algo antes.

Torh: Nani? Quer que eu vá...

Naruto: Não. — ele controlava-se para não ser rude – podem ir que eu encontro vocês logo.

Torh não gostou nada de ser deixada, mas foi inteligente o suficiente para manter-se calada ao invés de dar um piti o que faria todos desconfiarem do romance dos dois e Naruto imediatamente deixá-la como sempre deixou bem claro que faria. Viu seu amado sumir na multidão e de repente a animação de ser amiga da futura Líder do clã Hyuuga já não era mais tão empolgante. Imaginou o que Hinata diria se falasse para ela que era amante de seu amigo de infância, provavelmente ela morreria de tanta vergonha, a hyuuga era conhecida por sua timidez excessiva e pudor. Provavelmente não fazia muito sucessos com homens, principalmente se eles fossem do tipos de Naruto.

O assunto a fez pensar em quem seria a outra amante de Naruto. A odiava e também a invejava. Fato.

Hinata seguiu pela cidade pensativa e continuou até sair da vila chegando a floresta. Queria ficar sozinha, pensar e provavelmente chorar sem medo de ser pega, mas assim que adentrou mais a floresta, percebeu que não estava mais sozinha e repudiou-se por ficar de guarda baixa. Era tão distraída que poderia ser facilmente capturada e morta por inimigos, mas o que viu a fez estremecer e desejar mesmo que fossem inimigos querendo matá-la.

Hinata: O que você quer? — ela fuzilou a figura do homem em um dos galhos de uma árvore próxima a ela. — Por que está me seguindo? — tentava em vão controlar a ansiedade de seu próprio coração consciente de que estava sozinha com aquele homem agachado sobre um dos galhos mais altos e com um dos braços musculosos apoiados no tronco da árvore. Ele a olhava tão fixamente como uma águia prestes a capturar sua presa. — responda! — exigiu já irritada com o silêncio dele ainda que os olhos azuis não a deixassem um só momento.

Naruto: Você é tão desatenta quanto um gennin.

A acusação feriu seu orgulho, mas ela não demonstrou, recusava-se a dar esse gosto a ele.

Hinata: E como pode saber se eu não deixei que me seguisse? — ela disse, desafiadora.

A sobrancelha direita se ergueu e segundos mais tarde ele estava bem em frente a ela. Muito perto.

Naruto: Então você queria falar comigo? — ele pareceu satisfeito e ela sorriu, vitoriosa.

Hinata: Não. — ficou séria quando o sorriso dele desapareceu primeiro – queria apenas saber o que você queria, por que é obvio que quer algo ou então não me seguiria.

Naruto: Entendo.

Hinata: Então? O que quer? — ela ofegou quando ele sorriu diante da visível curiosidade dela.

Mas tão rápido seu sorriso sumiu assim como veio. Ele agora a encarava sério e andou mais um passo em sua direção a fazendo recuar ainda sim sem desviar o olhar do dele.

Naruto: Eu só quero saber até quando você vai levar essa historinha de casamento. — ele sibilou cada palavra com desprezo visível e ela se viu tentada a desafiá-lo.

Hinata: Não entendo. Meu casamento não é uma “historinha” — ela o viu revirar os olhos e fincou o pé no chão, cruzando os braços – mas se quer mesmo saber, pretendo levá-la até o fim, obviamente.

Naruto: Ah – ele soltou uma gargalhada seca e entrecortada para mais uma vez fuzilá-la com o olhar. — mas não vai mesmo – ele deu um novo passo em sua direção, só que dessa vez ela não recuou. — eu não vou deixar.

Hinata: Isso não desrespeito a você! Não se meta na minha vida.

Naruto: O que está tentando provar Hinata? — dessa vez ele começou a ficar um pouco mais alterado e visivelmente furioso – Por que esse casamento? Você não quer se casar com um hyuuga qualquer!

Hinata: Você não sabe o que eu quero!!

Mal ela havia acabado de pronunciar tais injurias, o uzumaki já havia agarrado seu braço em um aperto firme e puxado o corpo esguio dela de encontro ao seu causando um impacto brutal aonde viu as duas perolas se arregalarem surpresas e receosas. Ele não sorriu e estreitou os olhos analisando cada traço daquele rosto tão perto do seu, os olhos os fios de cabelos azulados caindo indisplicentemente sobre a testa, os traços delicados, o nariz pequeno e arrebitado, e a boca pequena, carnuda e pecaminosa.

Naruto: Está enganada – ele sussurrou segurando-a firme sem deixá-la se soltar – eu sei exatamente o que você quer.

E antes que ela pudesse abrir a boca para retrucar, ele já havia possuído sua boca com volúpia aprofundando um beijo selvagem e despertando os desejos mais primitivos escondidos no coração de ambos. Esmagando os lábios doces, ele teve a sensação instantânea de prazer, matando as saudades acumuladas da boca quente e macia que a tanto tempo começara a desejar de uma forma insana.

Hinata mal conseguia raciocinar agora com os lábios firmes sobre os seus, a língua dele dançando junto com a sua uma dança sensual, mas em um surto de racionalidade abriu os olhos ao mesmo tempo que finalmente afastava-se da sua maior tentação e ofegava vendo-o levar as mãos a cabeça em um gesto de impaciência e olhá-la em um misto de confusão e irritação.

Hinata: NUNCA MAIS FAÇA ISSO! — ela conseguiu berrar sentindo a garganta arranhar devido a força que fez para sua voz sair.

Naruto: Não me venha com falso pudor agora, Hinatinha. Você sabe que quer tanto quanto eu – ele disse malicioso, cafajeste, como sempre.

Hinata: O que foi? Cansou das suas amantes.

Naruto: Ainda não cansei de você – e provavelmente nunca cansaria, ele completou mentalmente.

Hinata: Pois eu tenho uma novidade pra você, uzumaki. Eu não sou mais uma de suas amantes.

Naruto: Ah não, agora você é a noivinha hyuuga fraca e burra que vai se casar por que não consegue se impor... — sua voz morreu quando sentiu o forte impacto em seu rosto e logo depois uma ardência incomum, resultado de um tapa direto em sua bochecha.

Hinata: Você é um demônio sem coração. — murmurou tremula e o viu avançar sobre ela em uma incrível velocidade pegando seu dois pulsos com força sem que ela tivesse tempo de se defender – me solte!! ME SOLTE AGORA!

Naruto: Sim, sou um demônio. — ele disse as palavras com o rosto bem próximo do dela, prendendo os braços dela atrás do corpo – mas também é esse demônio que faz a princesinha dos hyuugas gritar de prazer, é esse demônio que a possuiu do jeito que ela mais gosta. — ele dizia enquanto a via sacudir a cabeça com força, tentando negar mas sem conseguir convencer a si própria – Sabe Hinatinha, eu conheço você. — ele disse essas palavras com um prazer perverso de jogar na cara dela as mesmas palavras que ela jogou na sua – Eu sei que acima de qualquer vidinha miserável como líder do clã daqueles imprestáveis, independente de qualquer sonho, de qualquer amor que tenha, você gosta de viver o que nós temos juntos.

Hinata: Nós não temos nada juntos, Naruto. — e era exatamente esse o problema, como ele não percebia? — eu sou apenas seu brinquedinho!

Naruto: E eu sou o seu, não é?! — ele riu enquanto a via continuar a balançar a cabeça negando – Sim. No fim, você gosta de tudo isso, Hinata, não tente negar. Você ama o prazer do proibido, do secreto, do errado. Você adora sentir a adrenalina de viver duas vidas paralelas. Na frente de todos, a princesinha puritana, mas apenas comigo, a mulher sensual e segura que sabe sentir e dar prazer. — ele deliciou-se ao ver que ela não mais se mexia ou tentava se soltar, apenas o olhando com algumas lágrimas presas nos seus olhos sem permissão para sair. Assustada, surpresa, acusada e culpada. — Você quer tanto quanto eu tudo o que pode acontecer agora.

A mente de Hinata trabalhava a mil enquanto sentia a boca dele em seu pescoço e as mãos dele soltando seu pulso indo parar em sua cintura segurando-a com firmeza. A caricia dele fez seus joelhos estremecerem e ela cairia no chão se ele não a estivesse segurando. Suspirou profundamente quando a mão dele chegou a um de seus mamilos, e suas unhas se cravaram nas costas dele o fazendo sorrir satisfeito e beijar o pescoço alvo deixando uma marca borrada. Mas então a sanidade pareceu mais uma vez atingi-la como um raio e buscando forças sabe-se lá de onde, ela conseguiu empurrá-lo e olhar nos seus olhos azuis com a frieza necessária para não se deixar abater.

Hinata: Você pode ter razão, Naruto. Talvez realmente tenhamos nos usado mutuamente. Mas agora, acabou.

Naruto riu sem humor: Por que? Por causa do seu casamentozinho? — ele insinuou com deboche – ACORDA HINATA! ESSE CASAMENTO É RIDÍCULO!

Hinata: ISSO NÃO É DA SUA CONTA! — ela berrou com os olhos fechados e quando os abriu, encarou ofegante o loiro assustado em sua frente. Virou-se de costas para ele já começando a andar, forçando-se a prender as lágrimas que tentavam cair – O que quer que tínhamos, Naruto, terminou naquele dia. Você quis assim e agora eu também quero. — ela finalizou tentando ao máximo esconder a própria mágoa.

E agora era Naruto que via Hinata ir embora para longe de si, e sentia um incomodo quase doloroso em seu peito. Ela chorava a cada passo que se distanciava, lágrimas jorravam e ela tinha que se segurar para não cair sobre as próprias pernas, mas continuou um passo em frente ao outro até finalmente estar longe da vista dele e começar a correr em direção ao seu clã.

Naruto continuou ali parado sentindo a dor incomoda que lhe dava vontade de gritar. Com um soco devastador ele quebrou três árvores de uma só vez e ainda sim não foi o suficiente para extravasar toda a raiva e a dor que sentia em seu peito.

Doía. O sentimento ainda incompreendido já causava uma dor tamanha.

Quando ele chegou em seu apartamento, ainda estava atordoado e com uma dor nas temporas que apenas piorava ainda mais o seu humor. Quando surpreendeu uma certa ruiva dentro de sua casa não conseguiu disfarçar o desgosto de vê-la ali sem a sua permissão, usando a irritante mania dos Anbus de entrar pela janela.

Percebeu que a mesma ficou um pouco sem graça com sua recepção nada calorosa, mas ele não se importa. Nunca se importou e dessa vez não estava com paciência para se policiar e assim não ferir os sentimentos dela.

Torh: Você não apareceu na sede então eu pensei em...

Naruto: invadir meu apartamento. — ele terminou e a viu se encolher envergonhada e até mesmo suas bochechas corarem o fazendo lembrar novamente da hyuuga.

Torh: Eu não queria...

Naruto: Eu sei que não – ele suspirou tentando se controlar – mas não é uma boa hora. Não estou me sentindo bem.

Torh: Eu posso ficar aqui e cuidar de você... — ela se ofereceu esperançosa, mas novamente se encolheu ao ver o rosto retraído dele.

Naruto: Não. Torh, eu quero ficar sozinho.

Torh: mas...

Naruto: Por favor – ele disse pausadamente fazendo um esforço enorme para não gritar – me deixe sozinho.

Torh: Hai...me desculpe... — murmurou visivelmente arrasada e saiu dali rapidinho, mas antes deu uma ultima olhada para o loiro frio e solitário naquela sala. — Quando quiser...me procure. — ela disse por fim e se foi.

Ele nem ao menos a ouviu. Finalmente sozinho, ele jogou-se ali mesmo no sofá e tacou todas as fofas almofadas no chão. Se ajeitou de barriga para cima e fitou o teto.

Ainda era difícil para ele aceitar que perdera a hyuuga. No auge de sua teimosia, ele tentava dizer a si mesmo que apenas odiava perder seja lá o que fosse, mas no fundo sabia que aquela dor era muito mais do que orgulho ferido.

É incrível como algo tão irreal consegue nos influenciar tanto. Afinal, um conto de fadas não muda nossas vidas. Mas o amor, que consegue ser tão fantasioso quanto esse, consegue nos machucar mais do que uma ferida real em nosso corpo. Por que mais doloroso do que uma ferida em nossa carne....é uma ferida em nosso coração.

Ela já estava pronta. Vestia um kimono rosa com alguns desenhos de flores de sakura, seus cabelos estavam soltos, apenas com alguns enfeites discretos, estava linda, todos a elogiaram, mas ela não conseguia sorrir.

Sua dor ainda era muito forte e recente e por mais que tentasse, por mais que se esforçasse, ela não conseguia fazê-la parar de doer. Como se cura um coração partido? Uma pergunta tão clichê e ainda sim tão sem resposta.

Se forçou a esconder a própria tristeza vendo sua amiga, Ino, chegar com as encomendas que ela própria obrigara-se a fazer para o noivado.

Ino: Fiz tudinho, ficou lindo. Há flores para enfeitar cada canto do clã. — disse animada, enquanto alguns trabalhadores contratados carregavam as caixas para dentro do território dos hyuugas.

Hinata: Ino-chan, não precisava. Eu não queria te atrapalhar enquanto você tinha uma missão.

Ino: Oh...a missão...Tsunade-sama, apenas me deixou encarregada de alguns trabalhos extras lá no hospital. Nada sério. Você acha mesmo que eu deixaria de participar nem que fosse com a decoração no noivado da minha amiga?

Hinata: Você sabe que não é nada muito incrível... — ela tentou sorrir, mas a yamanaka percebeu sua tristeza.

Por outro lado, a dor que um sentimento pode causar, pode ser curado nem que seja parcialmente pela força e bondade de um novo sentimento. A amizade é conhecida como conselheira, companheira e sua dedicação sincera é a prova de que um bom sentimento pode vir de diversas formas...

Ino: Não importa. Hinata-chan, eu não sei o que você tem que passar, não sei quais são os seus problemas. Mas te digo que sei que você conseguirá vencê-los. Eu acredito em você e te desejo agora e sempre toda a felicidade do mundo, por que realmente merece.

Hinata sorriu emocionada e sem conseguir se conter, abraçou a amiga.

Hinata: Arigatou Ino-chan, eu também quero que você seja muito feliz.

Ino: Bom, agora deixa eu ir que o Shika tá me esperando – ela riu e deu uma piscada para Hinata que também riu e se despediu. — boa sorte.

Hinata: pra você também.

As vezes, nossos sentimentos são tão fortes que chegam a nos confundir. As vezes eles são tão confusos que chegam a nos cegar.

No dojo principal os hyuugas de cargos mais importantes estavam reunidos para prestigiar o noivado da herdeira do clã. Entre as pessoas, a filha mais nova de Hiashi bebia alguma coisa com álcool aproveitando que em uma das raras vezes não era ela o centro das atenções. Sorriu parabenizando a si mesma por ter conseguido batizar sua própria bebida sem ninguém perceber e sentiu com prazer o álcool passar queimando por sua garganta.

Mas então, seu olhar recaiu sobre o único par de olhos que a fitavam atentamente.

Neji a repreendia com o olhar e Hanabi descobriu que seu crime não fora tão perfeito quanto imaginou. Por outro lado, ela não ligava e sorriu com uma falsa inocência para ele levantando sua taça em oferenda. O viu se aproximar e apenas esperou. Sentiu a mão dele apertar seu delicado braço com força e sorriu fechando os olhos. Queria senti-lo apertá-la com mais força, queria tê-lo próximo o suficiente para lhe tocar e sentir a rigidez daqueles músculos.

Neji: O que pensa que está fazendo? — ele murmurou o mais discreto possível.

Hanabi: Me divertindo, afinal, isso não é uma festa?

Neji: Se controle...

Hanabi: Ou? — ela o desafiou e riu – você está fazendo muitas ameaças hoje, Neji.

Neji: Hanabi me escute...

Hanabi: Não. Quem tem que me escutar é você. — ela falou séria e ficou na frente dele. — Você sempre deixou claro que não pode haver nenhum tipo de relacionamento entre nós — ela se aproximou perigosamente e o hyuuga agradeceu por estarem em um canto mais discreto do dojo. Ele tentou se afastar, mas ela passou a mão em sua nuca direto no seu maior ponto fraco — então é isso mesmo que vai acontecer, Neji, mas aguente as consequências... — ela murmurou bem próximo da boca dele fazendo-o sentir seu halito quente já levemente alterado pelo cheiro forte do álcool.

Neji: O que quer dizer com isso?

Hanabi riu maliciosa: que você vai ter que aguentar me ver beijando o konohamaru por muitas vezes...ou até algo mais, quem sabe – e dizendo isso ela se afastou.

Neji: Você não se atreveria...

Ela deu os ombros e se foi ansiosa. Neji não perdia por esperar. Hanabi não era alguém que desistia fácil de seus propósitos ou que tinha algum medo de jogar sujo para ganhar.

Do lado de fora, já longe dos portões do clã, Shikamaru e Ino aproveitavam a noite em uma pracinha que a essa hora não tinha ninguém.

Ino: Tenho saudades dos nossos tempos de time. — confessou sorrindo. — apesar de não aguentar ver o chouji comendo de cinco em cinco minutos, era divertido ter vocês dois sempre por perto.

Shikamaru: eita problemática, você era a que mais reclamava, ou melhor a única que reclamava de sermos um time.

Ino: Ah era só pra chamar a atenção. — disse como se fosse algo banal o que arrancou uma risada do Nara – então, consegui? — ela sorriu parando na frente dele e o mesmo a olhou confuso.

Shikamaru: conseguiu o que?

Ino: chamar sua atenção? — ela disse maliciosa aproximando o corpo do dele, enquanto o mesmo a encarava com um pequeno sorriso nos lábios.

Shikamaru: Hai, hai. Sempre. — ele disse sinceramente e viu os olhos azuis brilharem devido a luz que refletia nos mesmos aquela noite em especial. — por que queria chamar a minha atenção?

Ino: Eita problemático – ela o imitou causando mais risada nele e ela sorriu também aproximando ainda mais seu rosto e roçando seus lábios nos dele – não é obvio? Por que eu quero a sua atenção em mim, completamente.

Shikamaru fechou os olhos sentindo os lábios dela, descerem pelo seu pescoço e sentiu-se imediatamente rígido quando a mão dela entrou em sua camisa e arranhou sua barriga.

Shikamaru: Ino...

Ino: hm...? — ela gemeu quando os braços fortes envolveram seu corpo em um abraço possessivo.

Shikamaru: Você está conseguindo.

Ela sorriu vitoriosa, mas não entendeu quando ele se afastou e a puxou para fora da pracinha.

Ino: pra onde vamos?

Shikamaru: meus pais estão em missão – ele esclareceu despreocupado enquanto a puxava pela mão.

Ino olhou a figura das mãos deles entrelaçadas e quase chorou de emoção. Era a primeira vez que eles iam para a casa dele. Talvez no fundo, ela realmente estivesse conseguindo não apenas chamar a atenção dele, mas também conquistando seu coração.

Por muitas vezes a nossa completa ignorância sobre nossos sentimentos nos levam ao descontrole que por sua vez nos levam a fazer coisas sem pensar e mais tarde podemos vir a nos arrepender...

Era hora do aviso oficial e Hinata sorria envergonhada para o noivo que nunca chegara nem a ter uma conversa descente. Ainda sim, ele era bonito, ela tinha que admitir, e não parecia ser perigoso ou arrogante quanto o resto do clã. Ele a olhava maravilhado, provavelmente em êxtase por ser o futuro marido da futura líder do clã, mas ela não se importava.

O Hyuuga tomou sua mão e a beijou com delicadeza e cavalheirismo enquanto fazia a pergunta que tinha a capacidade de mudar o destino de Hinata para sempre.

- Aceita se casar comigo?

E ela preferiu não pensar muito antes de dar a resposta que selaria um compromisso que ela talvez não estivesse preparada para ter, colocando a própria felicidade em risco.

- Aceito.

Mas afinal, o que a felicidade dela tinha a ver? Ela já havia perdido mesmo. Só lhe restava agora o sentimento de orgulho e era esse sentimento que ela queria conquistar de todos ao seu redor dentro daquele clã.

E a felicidade...bem...era apenas um sentimento que ela tentaria conquistar de outra forma...

...mas as vezes pode ser tarde demais para nos arrepender. Pode ser tarde demais para voltar atrás. As vezes sentimentos são difíceis de se compreender, por que diferente dos humanos, eles não são feitos de carne e osso, imutáveis em sua origem, eles são feitos de alguma coisa inexplicável que vem de dentro das nossas almas.

A imagem de Hinata não saia de sua mente, era como se estivesse grudada em sua retina e ele apenas sentia-se mais perdido com o descontrole de sentimentos que o assolavam. Raiva. Carinho. Compreensão. Insegurança. Tristeza. Irritação. Tudo misturado causando um embate entre dois polos.

...Não se pode tocá-los ou compreendê-los. Apenas senti-los.

Afinal o que ele sentia pela Hyuuga? Amor ou Ódio? Ele já não sabia.

Notas finais
Ow foi tenso escrever esse capitulo, principalmente a parte da briga NaruHina. =x
Tsc Tsc a HInatinha aceitou o casamento de vez, e agora? Será que o Naruto vai deixar ela casar?
E enquanto o nosso casal favorito tá em pé de guerra o que vai rolar com os outros casais?

Eu sinceramente ainda não sei, mas com certeza o negocio vai ser beeeeeem dramatico xD Tenso³³³³³
Bom espero que tenham gostado e que continuem acompanhando a fic aqui no bat canal! Próxima atualização...tcham tcham tcham...eu não sei..u.u mas vou tentar não demorar certo? xD
beijinhus minna!