Paraiso Imperfeito
20 Choque de realidade
Notas iniciais
Obg pelos reviens gente. É muito importante e realmente incrivel ver o que vocês gostam na fic, o que acham dos personagens e como cada um tem seu casal favorito xD obg mesmo pelas opniões!
Obg Bruniinha, lu_cullen e miniKatyPery pelas recomendações *o* gente 20 recomendações. Tão feliz!
Boa leitura!
"Realidade ou desejo incerto, o amor é o elemento primitivo da atividade interior; é a causa, o fim e o resumo de todos os defeitos humanos."
(Alexandre Herculano)
Naquela manhã a hokage solicitou a presença do antigo time de Asuma para uma missão. Ino yamanaka foi a primeira a chegar, seguida de Shikamaru Nara que, apesar de estar junto com a loira quando receberam o chamado, ele preferiu ir em casa se trocar. Assim que Chouji Akimichi chegou alguns minutos depois, os três entraram na sala, aonde Tsunade já os esperava enquanto analisava alguns papeis em sua mesa.
Ino: Mandou nos chamar, Hokage-sama. — foi a primeira a se pronunciar chamando a atenção da loura mais velha que apenas levantou os olhinhos pequenos em direção a eles, e depois voltou-se para sua papelada.
Tsunade: Hai, hai. Quero que vocês entreguem um pergaminho.
Ino: Nani? Só isso? Isso é missão para gennin's. — retrucou, mas a hokage pareceu nem lhe dar ouvidos.
Tsunade: O pergaminho tem informações importantes e deve ser entregue nas mãos do próprio kage de lá.
Shikamaru: De lá aonde?
Tsunade suspirou, cansada, desistindo de tentar dar atenção aos pergaminhos e ao time em sua frente.
Tsunade: Suna. Vocês vão para Suna entregar um pergaminho para o próprio Kazekage. Nele contem informações valiosas sobre acordos que vemos fazendo a algum tempo e é crucial que continuem em sigilo.
A essa altura, nem a hokage e nem Chouji se davam conta, mas tanto Ino quanto Shikamaru haviam adquirido uma postura tensa de imediato ao ouvirem o nome da vila. Ino encarou Shikamaru no mesmo instante, descrente com tamanho azar aquela altura do quase-relacionamento deles. O Nara por outro lado, mantinha-se impassível, nem se quer mexia um músculo, mas sua cabeça já borbulhava com a nova missão e o provável encontro dele com a Sabaku.
Tsunade voltaria a falar, mas ele adiantou-se.
Shikamaru: Pensei que fosse para coisas assim que a irmã do kazekage vinha até aqui.
Ino manteve o olhar sobre o rapaz, se perguntando o que ele pensava, ou pior desejava. Ficava frustrada por não conseguir descobrir nada do Nara que estava tão impassível quanto frio.
Tsunade: Ela veio aqui a alguns dias, mas foi embora quase na mesma hora e como o documento ainda não estava pronto, pediu que nós o enviássemos por outro. — a loira pensou por alguns instantes – foi estranho. Ela sempre fazia questão de levar todos os documentos e ficava quantos dias fossem necessários, mas desta vez devia estar com pressa. Voltou no mesmo dia.
Dessa vez Shikamaru abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Chocado, ele não conseguiu refrear o gosto amargo da rejeição ao saber que Temari estivera lá e nem ao menos o procurara. Fechou a boca imediatamente, evitando o olhar da Yamanaka que estava descaradamente o fitando na espera de sua reação, e voltou a sua mascara de frieza, apesar de que por dentro o Nara pela primeira vez sentia-se sem rumo e verdadeiramente magoado.
Tsunade: Então, vão aceitar a missão?
Ino e Chouji se entreolharam, Shikamaru continuou imóvel fitando o nada em sua frente. Ela queria realmente recusar e sabia que o akimichi preferia ir a um restaurante comer um bom pedaço de filé, o que não sabia era o que Shikamaru queria, mas não precisou esperar muito tempo para descobrir pois o mesmo foi o primeiro a se manifestar.
Shikamaru: Sim, aceitamos. — seu tom não era de ansiedade, ou raiva, ou tristeza. Apenas seu habitual tom de tédio e desinteresse que não deixava margem para duvidas ou desconfianças, pelo menos para os outros, mas Ino não se enganava mais. Era obvio que ele sentia algo, só não sabia com que intensidade.
Tsunade: ótimo, estão dispensados para arrumarem suas coisas e partirem depois do almoço. — falou já voltando a fitar a papelada em sua mesa e os três se retiraram depois de uma breve reverencia.
Ino foi a última a sair e fechou a porta imediatamente voltando a olhar Shikamaru, mas o mesmo já estava alguns passos a frente. Com as mãos na bolsa e passos largos e despreocupados como sempre, ele apenas levantou a mão em um aceno breve sem nem olhar para os companheiros.
Shikamaru: Vejo vocês na entrada da vila. — foi o que disse antes de continuar seu caminho sem virar para trás uma só vez.
Ino viu o moreno se afastando e engoliu em seco, imprensando suas duas mãos contra o peito como se na tentativa de acalmar seu coração que batia freneticamente. Estava ansiosa e com o pressentimento que aquela missão não seria nada fácil, não por causa da missão em si, mas por causa do local para onde iam.
Ela sabia que um passo em falso e todo o pequeno laço que ela conseguira criar com o Nara, poderia ser destruído com um sopro, ou melhor com um olhar.
OoOoOoOoOoOoOoOo
Os membros da Anbu sempre ficavam em segredo, apenas quem sabia quem estavam por trás daquelas mascaras eram quem os próprios ninjas queriam, os outros anbus mais próximos, e o chamado “tutor” que cada um recebia quando era incorporado no comando.
O apelido foi dado pelos próprios ninjas, já que o responsável pelo novato, iria monitorá-lo nos seus primeiros dias e ensinar as regras do local, e assim ele também acabaria se tornando uma especie de chefe aonde o seu comandado o obedeceria provavelmente até alcançar um posto mais alto, apesar de que ainda sim, a maioria ainda continuava a obedecer e respeitar seus “tutores”.
Todos os novatos tinham tutores, mas nem todos se tornavam um. Eles eram designados por sua capacidade, ou tato, mas também por castigo dos superiores. A maioria não gostavam muito de ser designados a servir de babá – como alguns também chamavam -, mas não tinham escolha. Ordens sempre seriam ordens.
E naquele dia, para total desgosto e fúria do ninja mais hiperativo e um dos mais fortes da Anbu, ele foi designado para ser o “tutor” de um novo membro que pedira para ser incorporado recentemente e foi aprovado com louvor.
Naruto: EU RECUSOO!!!!!! — ele berrou sem se importar em desrespeitar seu próprio tutor e o infeliz que fora escolhido para contar a novidade para o uzumaki, o capitão Yamato.
Yamato: Sabe que não pode recusar, Naruto – ele suspirou enfadado, já esperando a reação do loiro.
Naruto: NÃO! NEM MORTO QUE EU VOU FICAR COM UM NOVATO IRRITANTE GRUDADO NO MEU SAPATO! SEM CHANCES! POR QUE? É ALGUM CASTIGO??
Yamato: Pelo contrário – ele disse aborrecido – Você deveria sentir-se honrado pois foi escolhido por ser considerado completamente capaz de realizar essa missão. Dê uma chance, ele não é nenhum garotinho, na verdade tem a sua idade e é um ninja considerado com um futuro promissor.
Naruto: Pois eu preferia ser castigado!!
Yamato soltou um muxoxo.
Yamato: Pois eu sinto muito, Naruto, mas você não tem escolha. — concluiu.
….
Ninguém ousava passar pela frente de Naruto naquele momento. O loiro exalava uma aura maligna e suas feições furiosas nunca estiveram tão parecidas com as da Kyuube. Em passos duros, ele rumou em direção a área de treinamento aonde seu “pupilo” o esperava. Já havia decidido, seria um carrasco e faria o rapaz implorar para ter outro tutor. Ele, Naruto Uzumaki, sim era um ninja promissor e muito poderoso, a última coisa que precisava era ficar tomando conta de um novato e não o faria!
- Hei Naruto, seu filhinho já está te esperando.
Sai era o único que tinha a coragem de tirar uma com a cara do Uzumaki naquele momento, ou então não tinha a menor noção do perigo. Provavelmente a segunda coisa.
Naruto: NÃO ME ENCHE SEU DESGRAÇADO, ANTES QUE EU MATE VOCÊ.
Sai: Ui que meda.
Naruto virou a cabeça para os lados a procura de algum novato desgraçado que estava jurado de morte, mas percebeu Sai e Kiba se aproximando, o segundo mais atento ao perigo do que o primeiro, mas ainda sim estranhamente irritado.
Kiba: É aquele baka ali, Naruto. — ele disse aborrecido apontando para a direção da arena de luta.
Naruto se perguntou mais uma vez o por que do aborrecimento do Inuzuka, afinal era ele o azarado da vez, até seguir aonde ele lhe apontava e presenciar uma luta de treinamento entre Chitose, um anbu já experiente e um outro rapaz de cabelos negros e curtos e pele pálida, que estava de costas para ele.
O uzumaki revirou os olhos, sabendo que o novato queria mostrar o quanto era forte, mas rezou para que Chitose desse um jeito nele, apesar de também não ir muito com a cara do mais velho.
Entretanto para a surpresa de todos, o mais novo era rápido e cheio de destreza, e com bastante habilidade conseguiu desviar dos golpes de Chitose e aproveitando-se de um erro na defesa do adversário, ele conseguiu atingi-lo e derrubá-lo em um golpe rápido e simples.
Chitose caiu no chão e fitou furioso o rapaz, enquanto os outros anbus riam de sua cara, mas Naruto manteve seu olhar no novato, desconfiado. O mesmo não parecia vibrar ou ficar cheio de si, como era esperado e como qualquer novato faria, pelo contrário, ele apenas fez uma reverencia modesta e se afastou olhando para os lados como se procurasse alguém, sem saber que aquele que procurava o observava atentamente enquanto repassava na mente a rápida luta que acabara de ver.
Os golpes de taijutso eram precisos e Naruto os reconhecia de algum lugar, a pele pálida e os cabelos lisos também lhe eram familiares, mas foi quando o rapaz finalmente virou em sua direção, que o Uzumaki reconheceu, com horror, aqueles olhos.
Olhos brancos e vazios.
Seu punho se fechou imediatamente enquanto finalmente se dava conta de que seria o tutor de um membro do clã que ele mais odiava, um Hyuuga. Ele mal podia conter sua fúria, mal ele sabia que as surpresas e coincidências malignas estavam apenas começando.
Kiba: É. É um Hyuuga. — ele disse o obvio entre os dentes percebendo o aumento da tensão no uzumaki. Por um segundo, ele suspirou pesadamente e voltou a encarar o novato.
Naruto o ouvia ainda encarando o novato que agora também o encarava parecendo reconhecê-lo.
Sai: Ah pare de se descabelar, Inuzuka. Só está com ciuminho por que agora suas chances de dar uns pegas na Hyuuga-gracinha foram para o espaço.
Kiba: NÃO FALE ASSIM DELA.
Naruto: Foi trocado por um Hyuuga, Kiba? — ele debochou apenas para não perder a chance, um sorriso venenoso se formou no canto de sua boca, apesar de não olhá-lo.
Kiba: Ela não teve escolha! — rebateu raivoso e agora direcionando sua raiva para o Uzumaki que por um momento finalmente o olhou confuso. Kiba suspirou e voltou a encarar o novato com raiva – Ele é o noivo escolhido pelo clã Hyuuga para ser o marido de Hinata.
Dessa vez o Inuzuka ganhou a completa atenção do loiro que apenas não arregalou os olhos por uma questão de orgulho, mas fechou o punho com mais força e seus olhos se estreitaram de maneira perigosa, enquanto girava lentamente a cabeça para voltar a olhar seu mais novo pupilo, agora ainda mais odiado do que antes.
Quando o viu, o mesmo já caminhava em direção a eles alheio ao ódio que despertava nos dois ninjas, e principalmente no loiro a quem tinha a sua vida nas mãos. Ele era tão alto quanto o Inuzuka, perdendo por alguns centímetros para Naruto, ainda sim olhava a todos nos olhos, mas não parecia prepotente ou tinha o olhar superior com o resto do seu clã.
- Yo. Você deve ser Naruto Uzumaki. — ele disse sério. Se Naruto não estivesse o odiando tanto, ele ficaria surpreso por seu nome ter sido dito por um Hyuuga de uma maneira tão normal e até respeitosa. Mas naquele momento, nem isso o salvaria da fúria de um jiinchuriki. — Meu nome é Akihiko Hyuuga.
Naquele momento Naruto o odiou por nome e sobrenome.
OoOoOoOoOoO
Tenten se chutava mentalmente por sentir-se tão envergonhada de estar dentro do clã Hyuuga, esperando por Neji. Se os Hyuugas prestassem atenção perceberiam que havia algo muito errado com ela e até desconfiariam, afinal, a Mitsashi sempre agira de maneira despreocupada dentro do clã, falando com Hinata e Neji normalmente e até mesmo cumprimentando aqueles que nem conhecia mesmo que nunca recebesse resposta.
Era visível o constrangimento da professora e eles podiam até desconfiar que ela escondia algo. E realmente escondia.
Por que dessa vez ela não apenas esperava seu amigo e ex-colega de time para um dia tranquilo de treinamento. Esperava seu namorado secreto para darem uns amassos durante o treino.
E aquilo era tão estranho para ela que mal conseguia disfarçar o receio de estar dentro daquele clã. Parecia até uma adolescente histérica que namorava escondido dos pais.
Realmente era secreto, mas apenas por que ambos não queriam suas famílias em seus pés ou assumir publicamente um compromisso tão sério. Preferiam se conhecer aos poucos e ter certeza de que realmente daria certo, não tinha por que ela ficar tão envergonhada.
Quando viu Hanabi se aproximar, sorriu aliviada por ter alguém conhecido por perto, e adiantou-se em direção a menina.
Tenten: Yo, Hanabi-chan. Hinata está por aqui?
Hanabi a olhou com cara de poucos amigos e cruzou os braços, deixando a Mitsashi confusa.
Hanabi: Iie. Mas não é bem com ela que você quer falar, não é?! — a acusou severamente deixando Tenten confusa e constrangida.
Tenten: e-er...eu vim treinar com o Neji. — ela sorriu tentando disfarçar, mas ficou ainda mais nervosa vendo a adolescente lhe sorrir cínica e maliciosa.
Hanabi: Treinar? Sei. Só se for a língua de vocês.
Tenten: Mas do que você está falando????!!!! — perguntou alterada e levemente vermelha, enquanto olhava para os lados certificando-se de que ninguém havia ouvido.
Hanabi a fuzilou com o olhar e se aproximou parecendo também ter cautela para que ninguém as ouvisse.
Hanabi: Eu sei que você e ele estão de casinho, se esfregando pela área de treinamento – as palavras tão diretas da hyuuga chocou a mitsashi que mal conseguia falar – e eu sei que você está sonhando que vocês vão namorar e tudo mais, mas acho melhor você cair na real.
Apesar do choque, Tenten pareceu acordar com essas últimas palavras e recobrando sua postura firme, ela também encarou a Hyuuga com raiva.
Tenten: E eu acho que você tem que cuidar da sua vidinha e parar de se meter em assunto de gente grande.
Elas se encararam e quase poderia ser vistos raios saindo de seus olhos, até a Hyuuga parecer relaxar por um momento, e voltar a olhar para a Mitsashi séria.
Hanabi: Se quer continuar a se iludir, ótimo. Mas saiba que Neji, como provável líder da família secundaria e futuro membro do concelho dos Hyuugas, não poderá se casar com alguém que não seja do clã.
Tenten: I-isso é um absurdo!!!
Hanabi: É a lei dos Hyuugas. E caso ele não cumpri-las será punido severamente. — seu tom soou como ameaça, mas Tenten não se deixou abalar. Por fim, a mais nova sorriu debochada – Apesar de que não ache que devamos nos preocupar, afinal, Neji sempre cumpriu as ordens do meu pai e não será agora que isso mudará, não é mesmo?
E dizendo isso, ela se foi, vitoriosa, deixando para trás uma Tenten muito abalada e receosa. Apesar de que agora, ela já não gostava mais tanto de Hanabi quanto antes, a morena sabia que ela tinha razão. Neji sempre cumpriu as ordens do seu tio.
E foi pensando nisso que ela viu o Hyuuga se aproximar sério como de costume, mas a olhando fixamente e se perguntou quanto tempo demoraria para ele terminar com ela.
OoOoOoOoOoO
Naruto procurou seu mais novo pupilo, ansioso para mandá-lo fazer mais alguma coisa terrível, mas ficou desapontado e irritado por não achá-lo. Alguém havia lhe dito que o rapaz havia ido embora quando acabara de fazer quinhentos abdominais apoiando-se apenas com o mindinho e lavara o pátio usando uma escova de dentes. Já havia acabado o expediente, mas ainda sim na visão de Naruto, o almofadinha apenas poderia ir quando seu tutor ordenasse, e pensando nisso, ele arrumou suas próprias coisas enquanto pensava em formas de castigar o rapaz no dia seguinte.
Admitiu que realmente ficou surpreso pelo rapaz o obedecer sem reclamar – na maioria das vezes – e nem por um momento faltou com o respeito ou tentou lhe humilhar como o resto do seu clã. Além de que o hyuuga era realmente muito bom em lutas e bastante inteligente, por outro lado também não se vangloriava o tempo todo por isso o que era estranho, já que até Naruto se vangloriava, imagine os prepotentes Hyuugas.
Akihiko era diferente ou pelo menos fingia ser, mas Naruto não se enganaria com isso. Hyuuga era sempre hyuuga, todos eram iguais. Sem exceção.
Esquecendo os hyuugas por um instantes, deu-se conta de que Torh não o esperava como de costume, de fato, não a vira o dia inteiro, o que ele não achou nem um pouco ruim. Já bastava ter que aguentar aquele hyuuga, estava ocupado demais pensando em maneiras de tortura Akihiko para se preocupar com as investidas futeis e apaixonadas de uma ruiva que já não o atraia mais como antes.
Torh já havia perdido a graça para ele, como todas as mulheres que estivera em sua, já havia se cansado e a ruiva não era uma exceção. Era apenas mais uma.
Ele foi tirado violentamente de seus pensamentos assim que saiu da sede da anbu e deu de cara com uma cena que fez a kyuube se revirar na sela vendo uma oportunidade de conseguir sangue. Naruto não pode deixar de pensar que a única mulher que ele nunca se cansou de ter em sua cama, estava nesse momento conversando gentilmente com o seu pupilo, de mãos dadas, e sorrindo para ele daquela maneira doce que antes era direcionada apenas para ele.
E então as ideias de tortura novamente voltaram a cabeça do loiro.
Hinata sorriu inconsciente para Akihiko quando o mesmo beijou sua mão de forma cortês e nem percebeu que o mesmo não a soltara. O noivo era realmente muito gentil e um perfeito cavalheiro o que a surpreendera e agradara imensamente, além de ser muito bonito.
O hyuuga tinha a pele branca e os cabelos lisos como todos os hyuugas, era alto e com um corpo forte, mas sem músculos exagerados. O cabelo negro dava um belo contraste com a pele pálida, era um pouco curto e caia levemente sobre a face, lhe dando um ar juvenil, os olhos perolados eram gentis e não a analisavam ou a recriminavam, nunca, o nariz aristocrático como o de Neji, e a boca com lábios finos e bem desenhados. A roupa de treinamento deixava exposto o pescoço e o peitoral musculoso, resultado dos treinos árduos e das missões difíceis a que sempre fora convocado.
Akihiko era uma das promessas do clã, assim como Neji e Hanabi. Ele tinha a mesma idade que Hinata e quando crianças chegaram até a brincar juntos. Com o tempo, eles acabaram se separando, ele se formara um ano antes que ela e Neji devido sua grande habilidade e já era um jounnin muito requisitado. Não queria realmente ir para a anbu e sim para a policia de Konoha aonde poderia ficar sempre na vila depois do casamento, ao lado da esposa. Mas a Hokage o designou a ficar alguns meses na Anbu para que criasse mais experiencia.
O Hyuuga, diferente dos outros do seu clã, não fazia o tipo prepotente, pelo contrário. Era sempre gentil, disciplinado respeitava muito a todos, por isso acatou as ordens da Hokage sem discutir. Não que fosse submisso, lutava por aquilo que achava certo, mas não era do tipo agia por impulso ou desrespeitava os outros, mesmo que fosse visivelmente inferior a si. Uma coisa que a surpreendeu e ganhou a admiração de Hinata foi quando ela descobriu que seu noivo tinha um coração nobre e indiscutivelmente humilde.
Akihiko: Hinata-chan não precisava vir aqui por minha causa.
Hinata: Não tem problema, akihiko-san, eu apenas estava ansiosa para saber como havia se saído no seu primeiro dia. Eu sei que a Anbu é muito puxada. — ela sorriu nervosa. Podia ser apenas um exagero de sua mente, mas quando soube que o noivo iria trabalhar no mesmo lugar que Naruto, quase teve uma sincope — Já ganhou sua mascara?
Akihiko: Iie. Naruto-san disse que eu precisaria conquistar sua confiança para isso.
Hinata arregalou os olhos, assombrada. Ela havia tido uma alucinação ou ele estava se referindo a Naruto? O seu Naruto.
“Estupida!! Ele não é mais meu!!”, ela se repreendeu mentalmente.
Hinata: M-mas o que ele tem haver com isso?
Akihiko: Ele é meio que o meu chefe. Os outros chamam de tutor. Ele vai me supervisionar nos primeiros dias e disse que apenas me daria uma mascara quando eu realmente fosse merecedor. — suspirou, dessa vez parecendo um pouco inconformado – Sabe Hinata-chan, eu não gosto de reclamar, mas ele não parece gostar muito de mim e me faz fazer coisas que eu não entendo. Quer dizer, pra que limpar o pátio com uma escova de dentes? Isso parece mais um castigo.
A hyuuga abriu a boca chocada com o que ouvira e se compadecera com o olhar cansado de Akihiko.
Hinata: M-mas q-quer absurdo!!!! Não pode deixar que ele faça isso!! — ela disse revoltada. Apesar do hyuuga ser seu noivo por obrigação e representar sua subordinação ao conselho, ela gostava dele e já o considerava como um amigo.
Akihiko: Eu sei o que ele está fazendo. Está apenas querendo que eu desista. Já haviam me dito que ele ficara furioso em ser designado como meu tutor. — explicou para a hyuuga com paciência, mas a mesma sabia que não era apenas isso. Sabia do ódio de Naruto pelo clã e que ele não perderia a chance de humilhá-lo. — Mas eu não vou desistir, Hinata-chan. Vou me esforçar e vou passar no teste e provar que eu sou capaz.
Hinata surpreendeu-se e ficou até sem palavras. Akihiko era incrivelmente diferente, nem parecia um hyuuga.
Encarando o chão, ela sentiu seu coração se apertar ao perceber que ironicamente Akihiko parecia muito com Naruto Uzumaki.
- Pois eu acho difícil você conseguir isso, se continuar se distraindo com mulheres ao invés de estar treinando.
A voz grossa e rouca ouvida de repente fez Hinata levantar a cabeça rapidamente enquanto seu coração falhava uma batida ao reconhecer o dono da voz sem nem ao menos precisar vê-lo. Podia senti-lo atrás de si e sua confirmação foi ver Akihiko olhar fixamente para um ponto sobre seus ombros.
Akihiko: Eu já acabei de fazer o que me foi mandado e como acabou o expediente eu pensei que podia sair, Uzumaki-san. Minha noiva veio aqui apenas para ver como eu estava. — ele explicou calmamente e sem se alterar. Não demonstrava medo, mas tão pouco, raiva. Ao contrário de Hinata que tinha vontade de gritar para que ele parasse de dar explicações ao Uzumaki.
Naruto, por sua vez, o fitava superior apesar de sentir um misto de frustração e ansiedade pela Hyuuga estar ali. Isso por que apesar dela estar ali, não viera por causa dela e sim por causa do noivo, como o mesmo gostou de frizzar.
Naruto: Você só sai quando eu permitir. E o seu expediente não acabou – ele dizia friamente – Vai ficar de guarda na porta de Konoha hoje. Renda os guardas e só saia de lá quando o ninjas do turno da manhã chegarem.
Akihiko: Nani? — ele arregalou os olhos e até Hinata não acreditou no que estava ouvindo.
Naruto: Todos os novatos fazem isso. E como você foi o único que entrou agora, vai ter que ficar a noite inteira. — mentiu. Mas ainda sim, sabia que Giro estaria de guarda naquele dia e ficaria muito contente e agradecido ao Uzumaki. Mentiu para si mesmo dizendo que apenas queria ajudar um amigo, infelizmente era esperto o bastante para não se enganar consigo mesmo.
Akihiko continuou o encarando por alguns instantes antes de suspirar derrotado e sorrir para Hinata, gentilmente, apertando levemente a mão da Hyuuga o que não passou despercebido por Naruto.
Akihiko: Bom, eu tenho que ir, Hinata-chan. Poderia avisar ao meu pai que não voltarei hoje? — ele perguntou e ela balançou a cabeça para logo depois corar quando ele voltou a beijar sua mão – Sayonará Hinata-chan e arigato por ter me dado a honra de sua visita. — e dizendo isso ele a soltou e voltou-se para o Uzumaki, o encarando firmemente sem qualquer hesitação – gomene por não tê-lo esperado, Naruto-san. Isso não voltara a acontecer. Se não tiver mais nada para falar comigo, eu vou me retirar para tomar meu posto na guarda dos portões da vila.
Naruto o olhou irritado com o fato do rapaz não se incomodar com o que ele o mandava fazer e nem por um segundo perder o controle. Apesar do tom respeitoso nas palavras do Hyuuga, Naruto sentia-se desafiado como se o mesmo quisesse mostrar o quanto era mais disciplinado e forte do que o Uzumaki. Na verdade, tudo em Akihiko incomodava Naruto.
Naruto: Vai logo – disse entre os dentes vendo o rapaz ir embora rapidamente, mas sempre tão altivo e firme como em todas as suas ações.
Agora, o loiro aproveitava para olhar atentamente a mulher que continuava de costas para si. Sorriu maliciosamente pensando em uma maneira de atormentá-la também. Com um passo pequeno, ele chegou bem perto das costas dela conseguindo sentir o cheiro dos seus cabelos.
Naruto: Quem diria, um hyuuga obedecendo ordens minhas. — debochou sentindo-a tensa – Isso é realmente incrível. Mas confesso que estou um pouco desapontado com esse cara. Ele mais parece um cachorrinho sem vontade própria. Faz tudo o que todos mandem. Não parece muito digno de respeito.
Hinata: Está enganado. Akihiko-san é um grande ninja e um homem maravilhoso – ela disse com convicção o que não agradou o uzumaki – Ele é muito forte e não precisa ficar humilhando os outros para mostrar o quanto é forte.
Naruto: assim como o seu clã faz! — ele rebateu e ela finalmente virou-se para encará-lo, deixando os cabelos voarem com o vento e o olhando nos olhos fixamente.
Hinata: E como você, também. — respondeu séria. O cenho franzido e as mãos cruzadas sobre o peito, ela parecia aborrecida e encarava o uzumaki sem hesitação, enquanto ele fazia o mesmo.
Depois de algum tempo, safiras e perolas se confrontavam mais uma vez.
Naruto: você parece muito interessada em defender esse cara. — ele não conseguiu se conter e a viu sorrir ironicamente.
Hinata: Como sua esposa é meu dever defendê-lo.
Foi a vez de Naruto sorrir debochado;
Naruto: Não apresse as coisas, Hinatinha. Você ainda é apenas a noiva dele. — disse venenoso – E eu não sei se ele vai realmente continuar com esse noivado se souber que a noivinha dele já não é mais tão pura quanto aparenta.
Hinata sentiu-se realmente pequena com o que ouviu, mas forçou-se a revidar. Quando decidiu ser amante de Naruto decidiu que não seria mais tão puritana ou envergonhada e que aprenderia a jogar o mesmo jogo que ele. E ela aprendeu direitinho, e estava na hora dela reviver aquela garota que se tornara por muitos meses, só que dessa vez não era para agradar o uzumaki e sim para enfrentá-lo.
O loiro encarou fixamente os lábios rosados se repuxando até se tornarem um sorriso irônico. Os olhos prateados, agora o encaravam fixamente e de uma forma desafiadora e travessa.
Hinata: Eu não me preocuparia com isso. Por que vou deixá-lo tão louco que ele não vai nem notar. — ela mordeu os lábios inferiores maliciosamente.
Naruto: Isso se ele não souber antes do casamento. — desafiou, mas Hinata continuou sorrindo.
Hinata: E quem disse que eu preciso esperar depois do casamento. Afinal de contas, ele é realmente muito interessante.
Dessa vez, Naruto não sorria mais e a encarava sério e irritado.
Naruto: Você se tornou uma bela biscate, Hinata.
Hinata: Sim, você me ensinou muito bem a como me tornar uma – ela rebateu séria, mas depois voltou a sorrir- Sabe Naruto-kun, eu já estou até gostando dessa idéia de casamen- suas palavras morreram quando sua boca foi tomada por ele em um beijo furioso.
Ela nem tentou se soltar, suas pernas ficaram moles no mesmo momento e tudo o que ela conseguiu fazer foi segurar o colete dele com força e abrir sua boca dando passagem a sua língua faminta. Os braços musculosos envolveram sua cintura fina e uma das mãos subiram até o seu pescoço empurrando-a mais contra a boca dele. Seus corpos mantinham-se grudados e suas bocas se tocavam com volúpia e fúria, era como se brigasse e disputassem ao mesmo tempo que tentavam aprofundar o beijo cada vez mais.
Ele mordeu seu lábio, sensualmente, e a ouviu gemer baixinho. O calor aumentava com o contato de seus corpos e era como se fogo liquido queimasse em suas veias.
De repente, as mãos dele seguraram em seus pulsos e a empurraram levemente terminado o beijo com brusquidão. Ele sorriu vitorioso vendo-a vermelha e ofegante com os lábios inchados e os olhos cheios de luxúria, visivelmente tão necessitada do corpo dele quanto ele do dela.
Naruto: Você ainda me deseja como antes Hinatinha. — ele disse presunçoso – Nunca vai conseguir resistir, você ainda é minha. — disse com convicção, sorrindo diante do olhar acuado e feroz dela.
Outra vez de repente, foi a vez dele ser surpreendido com um beijo inesperado dela. Ela segurou em seu colete ainda mais firme, puxando de encontro a si e na ponta dos pés alcançando sua boca e sentindo-o retribuir na mesma hora. Subindo suas mãos para os ombros largos e passando-as para o pescoço, ela o arranhou na nuca e gemeu consciente do quanto aquilo o enlouquecia.
Naquele momento não importava com quem poderia ver a cena, eles apenas queriam continuar aquele beijo. Mais tarde, eles agradeceriam por ninguém estar passando por ali naquele momento.
Ela voltou a subir suas mãos e puxou os cabelos loiros enquanto grudava seu corpo o dele e mexia-se levemente esfregando-se nele. Ao sentir a mão dele descer para sua coxa e roçar em seu traseiro, ela gemeu novamente e o sentiu um pouco tenso. Sorriu entre o beijo sabendo que ele começava a se excitar e voltando a abaixar suas mãos até o peitoral dele, ela o empurrou afastando-se dele novamente, sorrindo ao vê-lo tão atordoado e confuso.
Passou a língua pelos próprios lábios e arrumou seus cabelos e suas roupas que estavam levemente fora do lugar.
Hinata: Como você disse, Naruto-kun, é apenas desejo. Mas eu não sou mais sua e nem de ninguém. — disse com desdém e virou-se começando a ir embora.
Naruto: Não se iluda, Hinata. Quando se casar você vai ser apenas um objeto que terá que satisfazer aquele almofadinha.
Hinata: E você será apenas um “nada”. — ela disse sem olhá-lo e continuando a andar.
Naruto: NANI?
Hinata: Você tinha razão antes, Naruto. O que tínhamos era apenas sexo e eu não sinto nada além de desejo por você. Sabe, eu queria apenas me divertir um pouco, me sentir mais solta, desafiando as regras do clã, mas já estava mesmo na hora de terminar a brincadeira.
Naruto não conseguia acreditar no que ouvia.
Naruto: Tá me falando que você me usou para acabar com o tédio? — ele perguntou ofendido e ela riu.
Hinata: Não me venha dar uma de ofendido, Naruto-kun. Você mesmo disse que nós nos usávamos mutuamente, lembra? Eramos o brinquedinho um do outro. Pois é, você tinha razão.
Naruto: Vai me pagar, Hinata.
Hinata: Nani? O que foi, Naruto-kun? — ela fez cara de inocente – Não é mais tão legal quando não é você quem diz isso?
Naruto: Você me enganou!! Bancava a santinha, mas no fundo...era uma vagabunda!
Hinata: E você gostava dessa vagabunda né, Naruto. — ela riu e Naruto sentia-se como se estivesse em um pesadelo surreal.
Aquelas palavras saindo da boca dela eram estranhamente bizarras. Olhar aqueles olhos tão inocentes e saber que eles o enganaram o tempo todo o fazia sentir-se vazio e ao mesmo tempo furioso. Uma enorme fúria nascia de dentro de si, queimando todos os poros de seu corpo e subindo até sua cabeça como um vulcão em erupção. Saber que Hinata não o amava era como algo inconcebível, e ao mesmo tempo que o irritava, também parecia torturá-lo.
Ver aquela Hinata lhe dizendo todas aquelas coisas o fez perceber que preferia a Hinata doce que antes ele pensava não gostar. Vê-la daquela forma o fez perceber que nunca realmente havia gostado da Hinata fria e inabalável que aceitara ser sua amante, apenas a via assim para não se sentir culpado. A Hinata calma e doce, que se preocupava com ele e se entregava de corpo e alma era a que ele realmente gostava, apenas não a enxergava direito.
Naruto: Você não é assim. — foi apenas o que ele conseguiu pronunciar, abalado demais com toda aquela conversa que borbulhava em sua cabeça.
Hinata deu os ombros séria e colocou as mãos nos bolsos o olhando fixamente, mas dessa vez seu olhar era vazio e sem o brilho intenso de antes.
Hinata: Isso não importa mais, importa? — e dizendo isso, ela finalmente se virou e se foi a passos lentos e despreocupados, com uma expressão vazia, como se não se preocupasse com nada, como se não interessasse por nada, como se não tivesse nada.
Naruto continuou no mesmo lugar, olhando-a partir sem conseguir se mexer ou se quer raciocinar direito. Sentia seus músculos como se estivessem anestesiados e um bolo parecia se formar em sua garganta.
Sem querer sentir mais nada, ele tomou um rumo diferente de casa, em direção ao próximo bar.
OoOoOoOoOoO
Apesar da tontura e do cheiro de álcool, nada o incomodava, ele apenas pensava em tomar aquele corpo pequeno e perfeito para si. Apenas queria ouvi-la gemendo como sempre gostou, apenas queria invadi-la e sentir seu pau dentro dela pulsando enquanto a levava a loucura e arrancava gritos de puro êxtase.
Apertou as pernas esguias que estavam entrelaças em sua cintura e chupou fortemente o pescoço alvo na tentativa de marcá-la como sua. Por que ela era sua e de mais ninguém, ele já havia se convencido. Dali continuou um caminho com a boca, deixando um rastro de saliva até chegar ao mamilo rosado e entumecido, lambeu-o e chupou com voracidade enquanto continuava as estocadas fortes e devagar para deixá-la ainda mais enlouquecida. Saia e entrava dentro dela arrancando gemidos e sentindo suas costas serem arranhadas enquanto a moça arqueava as costas e fechava os olhos com força tentando segurar o próprio prazer em vão.
De repente ela estremeceu e foi pega por um orgasmo arrebatador que a amoleceu por completo. Ele ainda estocou por mais algumas vezes antes de se deixar derramar dentro dela e afundar sua cabeça em seus cabelos.
Apesar do cheiro de suor, álcool e sexo exalar por todo o local, ao aspirar mais profundamente conseguiu sentir o cheiro cítrico que ele não reconhecia e suspirou derrotado, apesar do álcool em seu sangue, sua consciência voltou arrebatadora destruindo toda sua sensação de prazer.
Naruto: Você não é ela. — ele disse convicto e desapontado, ainda com o rosto encaixado na curva do pescoço da mulher, sem querer saber quem era a desconhecida que ele levara para sua cama dessa vez.
- Não. Não sou. Mas você já me chamou pelo nome dela tantas vezes que eu to começando a acreditar que sou. — a mulher disse docemente e até um pouco risonha.
Naruto: Pois esqueça esse nome. — ele murmurou finalmente se afastando e saindo de dentro dela, deitando-se ao seu lado. — Você é uma das meninas do bordel, a que me serviu uma bebida. — ele disse como se tentasse esquecer o sentimento incomodo que se instalava em seu peito
- Sim, e também a que tem dormido com você desde então.
Naruto sorriu sem humor.
Naruto: Não se gabe, você não é a única.
- Acho que já fico satisfeita em saber que sou a única lá do bordel. — ela disse sorrindo. — Se você quiser saber, meu nome é Kin.
Naruto: o meu é Naruto, mas você já sabe disso. — ele a ouviu rir e depois se levantar juntando suas roupas no chão sem se preocupar com a própria nudez.
Enquanto a via se arrumar voltou a pensar em Hinata e seu coração se apertou mais uma vez. Um coração que ele pensou que já não tivesse mais e se perguntou quando havia acontecido.
Kin sentou-se na cama para calçar os sapatos, apesar de ainda estar só de lingerie.
Kin: Ela deve significar muito pra você.
Naruto: Quem?
Kin: A garota que é parecida comigo ou pelo menos que eu faço você se lembrar.
Naruto ficou em silencio fitando o teto, enquanto a morena se levantava e vestia o próprio kimono.
Naruto: Eu simplesmente odeio. — ele disse finalmente e a olhou . Ela também o olhou ao mesmo tempo que prendia os cabelos em um coque.
Kin riu e se inclinou sobre ele encostando suas testas.
Kin: Sim. E também a ama completamente. — e dizendo isso ela se afastou sorrindo do olhar assustado dele. — Não se preocupe seu segredo está a salvo comigo. — ela piscou cúmplice.
Ao chegar na porta, ele a chamou novamente.
Naruto: Hei – ela se virou e o viu com alguns ienes na mão
Kin: Sabe que não sou prostituta. Eu apenas aceitei a primeira vez por que queria me aproveitar.
Naruto: É só um dinheiro para uma bebida. — ele disse e ela aceitou mesmo sabendo que tinha muito mais ali do que apenas para uma bebida. Ao pegar o dinheiro, entretanto, ele se aproximou e desamarrou seu coque com destreza a fazendo soltar um muxoxo. Ele riu – Tem razão. Se parece um pouco com ela.
Kin sorriu: espero que alguém como você me ame também. — ela disse e se foi o deixando sozinho, no quarto escuro com um sorriso nos lábios.
Naruto: Não queira isso, Kin. Meu amor é muito possessivo e egoísta. — ele disse para si mesmo enquanto voltava-se a jogar em sua cama.
Então voltou a pensar e a se perguntar quando havia acontecido.
Quando havia se apaixonado por Hinata?
Soltou um muxoxo e franziu o cenho. Agora não importava mais. E sim o que ele faria para tê-la novamente e faria qualquer coisa para consegui-la.
Sorriu.
Por que infelizmente seu amor era muito possessivo e egoísta.
Notas finais
Pra quem não entendeu a parte que ele ficou comparando a Hinata doce com a cinica é por que em capitulos anteriores, toda a vez que a Hinata agia do jeito meigo dela, ele dizia não gostar por que isso o fazia se sentir culpado, mas agora ele percebeu que era disso que ele gostava. Do carinho e não da hinata depravada.
Espero que os sentimentos dele tenham ficado claros. Foi dificil escrever essa parte ...
E o akihiko? Gostaram dele? Finalmente o cara apareceu de verdade!!
Naruto finalmente pareceu acordar e descobrir que ama a Hinata, mas pode ser tarde demais.
Nos próximos capitulos...
Naruto está disposto a ter Hinata novamente e dessa vez as coisas vão esquentar. Até que ponto a hyuuga conseguirá resistir aquele ninja sexy e canalha?
Sasuke decide fazer sua boa ação do dia e ajudar o amigo e até mesmo sua inimiga, mas quem o ajudará a enfrentar a fúria de sua namorada?
Hanabi está apenas colocando as manguinhas para fora. O que Neji fará? O que Tenten fará?
E Ino? O que acontecerá nessa missão até Suna? Temari volta a aparecer. Qual será a reação do Nara?
As respostas para essas perguntas, discursões e mais um super hentai no próximo capitulo e provavelmente o primeiro de 2011!
NÃO PERCAM!!!!
NÃO PERCAM!!!!
FELIZ NATAL!!!
FELIZ 2011!!!!
Beijinhus ;*
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