Paradoxo - Entre Mundos
5 Capítulo 4 - Decisão
Notas iniciais
Continuei subindo e ao fim dela, me deparei com um jardim. Seria uma estufa? Olhei através das plantas e vi que o sol estava se pondo. A estufa era uma mistura de cores e plantas sem padrão. Era pacifico. Era lindo.
Raphael chegou e ficou apenas ali, calado e observando.
— O que é este lugar?
— A maioria destas plantas são do país natal dos Caçadores de Sombras, Idris. Cuidamos delas aqui e temos como lembranças do nosso lugar preferido no mundo.
Enquanto estava ali, senti um pouco de conforto. Em poucos dias o mundo estava mudando e eu não queria fazer parte daquilo. Mas a pessoa que eu mais amo no mundo estava em agonia lá embaixo e eu simplesmente não sabia o que fazer.
— Lisa...
— Ela está bem. Magnus Bane é um feiticeiro muito hábil...
— FEITICEIRO??? ELES NAO SÃO BOAS PESSOAS E...
— Ei — disse Raphael, segurando meus ombros e me virando de frente para ele — Relaxa. Não sei como são os feiticeiros do seu mundo, mas os nossos trabalham bem e são do bem.
Me abaixei e coloquei a cabeça entre os joelhos. Como vou lidar com tudo isso? A menina rejeitada pela deusa/mãe tem um pai caçador de sombras, de mundos diferentes. Como Athena se deixou levar assim? Ela se apaixonou e teve vergonha do fruto depois?
— Não sei o que minha mãe fez, Raphael. — disse, em voz baixa — Como minha mae pode se envolver com outro mundo desta forma? Não creio que Zeus deixará essa passar impune.
— Nós vamos descobrir sobre quem é você, eu prometo. — Raphael se abaixou e tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e colocou atrás da orelha. — Agora você precisa descer e cuidar da sua família.
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— Amy? É você?
Olhando Lisa, meu coração se apertou. Ela era tão pequena e quando a vi quase sem vida, achei que meu mundo quebraria para sempre (mas do que já estava). Era a única dos meus irmãos que realmente se importava comigo.
— Oi, gatinha. Você está melhor? Por que sabe, acho que devíamos ir comer umas coisas bem gostosas quando sairmos daqui.
— Ela está bem. — Falou uma voz atrás de mim. Vinha de um rapaz que parecia asiático, aparentando ter 20 anos e tinha olhos como de gato. — Sou Magnus Bane, Alto Feiticeiro do Brooklyn. E do Olimpo também, se precisarem de mim por lá — deu uma piscadela e saiu. Já gostei dele imediatamente.
A porta se abriu e todos os outros entraram. A menina chamada Isabelle estava com botas saltos altos e com um coque extremamente elegante. Me olhava como se quisesse falar comigo a sós, mas acho que foi só impressão.
— Então — disse Maryse — a menina é sua irmã?
— Sim. Por parte de mãe, é claro.
— Entendo — assentiu e olhou para fora. — O senhor chamado Quíron não quis entrar. Fui até ele e devo dizer, não foi nada simpático. Diga a ele para nos procurar, caso haja novamente algum ataque. — Como deixa, Raphael entrou com uma bolsa. — Aqui tem várias lâminas e uma lista com nomes de anjos para nomeá-las.
— Como você nomeou a lamina antes? — perguntou Jace com olhar indagador.
— Livros. Vi no parque vocês chamando nomes de anjos, e Sanvi foi o que me veio a cabeça. E funcionou.
Olhei para todos eles ali, como se esperando um ultimato meu. Eu tinha que tirar Lisa dali, para se recuperar no Acampamento. Quanto menos ela estivesse envolvida, mais segura ela ficaria. Pedi para Lisa calçar seus tênis e todos me acompanharam até a porta enquanto isso.
— Olha — disse baixo para Lisa não ouvir — Agradeço o que fizeram aqui hoje. Tenho muito para ponderar. Queria poder fingir que nada disso aconteceu e simplesmente voltar pro Acampamento. Mas outros demônios podem aparecer. E deve haver um belo motivo para ser este o momento das descobertas. Volto em uma semana, prometo. Vou arrumar minhas coisas no Acampamento e virei para cá.
— Amélia, não podemos a obrigar...
— Não, é necessário. Sempre fui deslocada no Acampamento. Agora sei o porque. A resposta sobre meu pai deve ser encontrada. Mas primeiro colocarei a casa em ordem e por um tempo viverei como uma de vocês. Estão de acordo?
Todos se entreolharam.
— Não informaremos aos nossos superiores imediatamente. Qualquer complicação, peça ao seu professor que converse conosco. Não devemos envolver a Clave em algo que não conhecemos.
— Amy, vamos? — Chegou Lisa, com um sorriso de cortar o coração. Ela já estava pronta pra farra.
A peguei no colo — Vamos linda, temos muito o que fazer.
Enquanto comprava vários doces para Lisa, andava com Quíron. Falei sobre minha decisão deixar o Acampamento. Ele apenas suspirou.
— Já sabia, criança. Você deve seguir seu caminho. Há uma linha que não pode ser cruzada, nem mesmo pelos deuses. Temo que sua mãe quebrou esta regra, e a punição sempre vai para os filhos. Creio que os deuses não te ajudarão nessa jornada.
Não sei bem o por que, mas havia uma excitação dentro de mim. Como se eu estivesse adormecida todo esteve tempo.
Essa sou eu.
A nova eu.
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