Malfoy Major, 2025.

Não havia muito a ser dito, Rose entendeu o que aconteceu, foi como as histórias contadas pela senhora Weasley, sua mãe, quando a menina era criança, um amor de verão, algo eterno enquanto durasse e extremamente curto. Abraxas Malfoy foi seu amor de verão, um muito estranho e repentino, o maior paradoxo da sua vida, entre está presente na sua alma e não ser possível na sua realidade.

A mansão estava toda enfeitada e, até os quadros foram movidos para o grande salão. Haviam flores brancas e arranjos por toda à área, moveis em tons de marrom e um grande espaço para bailar. Muito semelhante a um certo baile ocorrido em 1952. Bem como as vestes de Rose, elas consistiam em um vestido azul escuro, seu par também era o mesmo, seu bom e velha primo Alvo, mas, diferente daquele baile, esse tinha outro proposito, era um casamento.

Não, não tinha nada haver com a cerimonia ocorrida no final de 1953, entretanto ainda era uma cerimonia matrimonia e, outra vez, um herdeiro Malfoy se casava.

Ela bateu na porta.

—Pode entrar. -A voz soou.

Ela entrou e encontro-o ali, todo cheio de gel nos cabelos.

—Scorp, por que tanto gel?

Ele sorriu.

—Rose, por que tanta maquiagem?

Eles se olharam e disseram juntos:

—Faz parte.

Ambos riram e se abraçaram.

—Como você está, pequena rosa?

Rose sorriu, um tranquilo e calmo sorriso.

—Está tudo bem, Scorp. Estou feliz por você e Ambrosia.

—Meu avô...

Ela o interrompeu.

—Seu avô viveu a vida dele, foi uma boa vida, talvez não completa, mas ele viveu. É chegado o momento das minhas escolhas. E elas começam hoje.

Ele levantou uma das sobrancelhas.

—Hoje?

—Bom, um dos privilégios de ser filha da ministra da magia é ter oportunidade de se tornar medibruxa em qualquer lugar, até mesmo na Bulgária.

Ele se surpreendeu.

—Bulgária, mas... Rose, seu lugar é aqui! Você é uma Malfoy.

—Não, Scorp, eu deixei de ser uma Malfoy assim que sai daquele tempo, outra pessoa ocupou meu lugar e... -Tentou achar explicações, sentindo o coração doer. -Provavelmente aquele documento nem foi validado. -Seus olhos estavam cheios de lagrimas. -Droga, Scorpius! Eu estava bem! Eu... -Ela fungou. -Acabou, loiro, tudo aquilo se esvairio... Eu...

Ele não esperou um pedido, a abraçou, apertado. Aquele Malfoy nunca entenderia a sorte que teve em ter seu amor ali, uma sorte que sua amiga não teve. Mas, ele sentia a dor dela como se fosse sua.

O casamento ocorreu normalmente. Rose se divertiu bastante e, quando a festa estava chegando ao fim, desejou que Abraxas estivesse ali com eles, festejando a alegria de Scorpius.

Sentada na mesa de jantar, com Alvo ao seu lado, encontrou o olhar de um homem sobre si.

—Alvo, quem é aquele homem?

O desastrado Potter olhou ao redor, atento.

—Filho de Victor Krum.

—O que?

—Aquele que dançou com a tia Hermione, durante o baile de inverso em 1900 e alguma coisa.

O olhar dele chegou a incomodar Rose, que devolveu o mesmo olhar, assustando o homem.

O tempo foi passando, os ventos já não eram os mesmo e as estações foram responsáveis pela morte e vida de inúmeras rosas.

Quando deixou que suas pernas a levassem para longe daquela mansão prometeu deixar, junto a casa, sua "eu" quebrada e destruída. Então, começou a lutar por si. Sua primeira grande luta foi finalizar os estudos voltados a sua mais nova área. Rose seria médica, uma diferente, equiparando os termos bruxos aos trouxas, ela conseguiu forma-se com êxito e obter o diploma em ambos os mundos. Foram anos difíceis, não havia Alvo nem Scorpius, muito menos férias com a família, era Rose e Rose. Nada mais.

—Senhorita Granger, devo parabeniza-la! -Exclamou um velho homem.

Charles Valent era um neurologista com especialização em poções imperdoáveis, ele que tratou os falecidos pais de Neville Longbottom. E, com o passar dos semestre, tinha adquirido um carinho especial pela mulher, seja pela sua persistência ou concentração voltados para o curso que tanto amará.

—Senhor Valent! -Exclamou emocionada, aceitando o abraço. -Obrigada por todas as lições, principalmente aquelas voltadas para a alma. Muito do que sou hoje devo ao senhor.

—Oh, menina, não emocione esse pobre velho ranzinza, a honra e o mérito são todos seus.- Rose sorriu, feliz.- Acredito que aquela mulher cercada de aurores esteja esperando-a, senhorita.

Naquele mesmo verão, o posterior ao casamento de Scorpius, Rose correu contra sua própria vontade e se instalou em um lugar longe daquilo, longe do passado. E, uma das maiores surpresas, foi reencontrar o estranho homem que tanto a fitava no casamento de Scorpius e Ambrosia -a mulher já esperava o primeiro herdeiro, para a alegria do marido e de toda a família. Ele se chamava Alexandre, Alexandre Krum, único filho de Victor Krum e sua falecida esposa, Katerina. Diferente do pai, ele não se entregou aos esportes, por outro lado, essa foi a área escolhida para se especializar, Alexandre queria garantir que jogadores, como seu pai foi, fossem tratados com responsabilidade e ele faria isso.

—E você vai trabalhar com o time?

Alexandre achou graça.

—Talvez... Você sabe, ambos temos que honrar nossos legados. Já que você vai trabalhar diretamente com a equipe de aurores. -Disse irônico.

Rose arregalou os olhos.

—Me desculpe, eu...

A risada dele faz com que Rose começasse a corar, fortemente.

—Não precisa de desculpar, gafanhoto.

—Gafanhoto?

Ele sorriu.

—Sim, gafanhoto.

O que seria um desastroso encontro se transformou em uma bela amizade. Rose sentia que pudia dividir os pesadelos com ele e, Alexandre, sentia uma estranha sensação de liberdade. Com o passar dos anos, essa amizade foi progredindo. E naquele natal, R

As luzes que enfeitavam a confortável casa da família Weasley iluminavam toda a área de estar, não eram mais os filhos de Molly e Arthur que corriam pelo comodo, mas sim seus bisnetos. O casal de bruxos mal podia expressar a grande alegria- plenitude, que sentia todos os dias que tinha a grande sorte de acordar e contemplar a grande família que conseguiram construir, mesmo passando por momentos de escuridão. Primeiro houve a grande II guerra bruxa, com o temível Voldemort e seu exercito de comensais, eles sobreviveram, mesmo que essa guerra tenha levado bons amigos e os pais de quem, futuramente, seria como um filho, um genro. Depois, mesmo com a difícil situação financeira, conseguiram enviar todos os filhos para a escola, para alegria e tristeza de Molly. Mas, logo veio novos tormentos e seus filhos estavam no meio de furação, eis a III, e ultima (até aquele momento), guerra bruxa. Nela, Harry Potter conseguiu, ao lado de grandes e poderosos bruxos, deter o tal bruxa das trevas, que se auto intitulava Lorde.

Eles viram seus casarem, seus filhos morrerem, seus netos nascerem, seus netos morrerem e bisnetos nascerem. Observaram o quão cruel a vida poderia ser, sentiram até mesmo a dor da transformação lupina. Mas, sobreviveram, com algumas partes faltando, mas ali estavam. Molly e Arthur Weasley, sangue-puros, mas, antes de tudo, companheiros.

—VOVÓ WEASLEY! -Exclamou a pequena Alexia, filho de Scorpius Malfoy que, de tanto conviver com Alvo e Rose, foi acolhido como neto amada pelo coração da senhora.

A velha senhora riu.

—Minha pequena Alexia, como tem andado?

A menina, de 7 anos, a olhou com sabedoria, aquela mesmo que só poderíamos obter em dois momentos, na infância e na velhice.

—Não muito bem, mamãe tem me amolado com frequência.

Molly riu.

—É mesmo, minha querida?

Alexia assentiu em confirmação.

—O que posso fazer se não gosto de brócolis? A vovó Cissa dizia que devemos ser feliz enquanto podemos, como posso ser feliz comendo brócolis? Vovó Weasley, a senhora sabia que a vovó Cissa virou uma estrelinha no céu? O papai diz que, quando sentimos saudade dela, devemos olhar o céu, ela vai está lá. -Sem conseguir se controlar e lembrando-se da avó que tinha partido a cerca de dois anos, mas por causa do convívio diário, a menina sentia muita saudade dela, os olhos de Alexia se encheram de lagrimas, Molly cuidou em amparar a menina e lhe abraçar. -Sinto saudade da vovó Cissa, vovó Weasley. -Ela fungou.

—Minha querida, sua avó está em um lugar muito bonito que, daqui a muitos e muitos anos, será o ponto de encontro de todos nós, lá você poderá abraça-la e ela irá pentear seus cabelos.

Alexia se encolheu no colo de Molly, sentindo o carinho que a bisavó lhe passava.

Na entrada da casa se encontravam Scorpius, Ambrosia e o James, os adultos carregavam sacolas com presentes e o menino tentava pegar um dos gnomos.

—James, largue o gnomo! -Exclamou Ambrosia.

—Mas, mamãe!

—Mamãe nada, James. Estou mandando, acaso você gostaria que ele passasse o natal longe da família dele?

James negou, rapidamente soltando o ser.

A risada de Harry Potter foi ouvida.

—Parece que o nome "James" carrega a herança dos marotos.

Scorpius sorriu.

—Tio Harry, por favor, não diga isso, não sabemos o que Ambrosia fará se ouvir isso.

Ele riu, junto a Gina Potter e a Jorge Weasley.

—Ainda acho que deveria ter colocado Georgia e Fred, nunca saberemos quando haverá outra leva de gêmeos na família.

Falar sobre Fred tinha se tornado algo o que Jorge fazia com leveza, afinal, ele tinha entendido que falar sobre sue irmão garantiria a presença dele ali e, por Merlin, não havia um dia que Jorge não pedisse que aquela morte tivesse sido um pesadelo e que Fred estivesse ali. Não estava, então, a melhor forma para não endoidar, era manter a memoria dele viva.

—Não se preocupe, soube que o Alvo e o Vitor estão muito perto de conseguir a guarda das crianças.

Todas as conversas paralelas pararam e todos se viraram para Scorpius.

—Você fala serio? -perguntou Gina Potter, com os olhos marejados.

—Sim, o Ministério mandou uma carta requerendo a presença de ambos no novo orfanato.

—Alvo se tornará pai? -perguntou Arthur, emocionado. -Por Merlim, que noticia maravilhosa!

Não era fácil conviver com o preconceito e os ideais arcaicos se prejudicavam a vida deles, mas Alvo e Vitor Potter sabiam que tinha ganhada na loteria, por dois motivos. O primeiro, e mais obvio, era que, dentre tantas pessoas, eles tinha se encontrado em uma missão de aurores. O segundo, era perceber que o mundo bruxo, mesmo que muito arcaico, não dava aos indivíduos o poder da religião. Não havia ninguém que lhe dissesse que iriam ao inferno por se amar, ou por qualquer ato publico. Não, o mundo bruxo não era assim. Logo, o governo também não era assim e, tanto o matrimonio quanto atos como a adoção, era bem visto pelo Ministério.

Também existia o grande privilegio de ser filho do salvar do mundo bruxo, o grande" Harry Potter.

—Onde está Rose?

—Acredita que aquela menina se trancou no quarto e até agora não desceu? -Perguntou Hermione, com um sorriso no rosto.

—Mamãe, nunca pensei que a senhora levantaria contra mim. -Disse Rose, descendo as escadas.

—Nunca, meu bem.

Mãe e filha se olharam e sorriram, não existia uma amizade mais verdadeira que aquela.

—O que anda aprontando?

—Apenas falando com Alexandre.

Hermione levantou uma sobrancelha.

—Você não lhe enviou uma carta hoje pela manhã?

Rose sorriu, sem perceber.

—Sim, mamãe, mas... Havia mais a ser dito, acredita que o pai dele caiu da vassoura? Ah, a proposito, Vitor Krum lhe mandou saudações. -Disse a ultima parte com malicia.

Hermione corou.

—Diga-lhe que lhe envio o mesmo e, por favor Rose, pare com isso. Vitor foi um bom amigo nos tempos de Hogwarts e...

—E, como ele, a senhora está livre para procurar reanimar essa amizade.

Hermione ficou ainda mais vermelha.

—Rose, o que anda dizendo a sua mãe? -Perguntou Draco, se aproximando.

—Tio Draco, apenas...

—Rose, cale-se, eu tio já tem motivos suficientes para me atazanar!

O loiro riu.

—Rose, já lhe contei que tenho um grande amigo, chamado Córmaco McLaggen?

—DRACO!

—Não, tio Draco, me conte sobre ele.

Hermione estava a ponto de pular no pescoço de ambos.

—Permita-me, Malfoy. -Disse Harry Potter. -Rose, Córmaco McLaggen era um grande admirador da sua mãe nos tempos de Hogwarts, até mesmo chegou a segui-la durando toda uma reunião do clube de um professor. -Harry riu. -Sua mãe fugia dele como o ratos fogem de um hipogrifo.

—Mas, ao que tudo indica, ele continua nutrindo sentimentos por ela. Então, nossa amada Hermione aqui lhe chamou para sair.

Os olhos de Rose se arregalaram.

—O que? A mamãe chamou?

—Claro de que, Rossee. -Disse Fleur. -Sua mãer é uma mulher de atitudeer.

—Mamãe. -Disse abobada.

—O que foi?

—Você...

—Quer mesmo falar disse, Rose? Podemos falar também sobre um certo búlgaro.

—Oras, não há nada para se falar sobre o Alexandre, ele é um bom amigo, quase um irmão.

—Por favor, rosinha, se vocês fossem irmãos isso seria incesto. -Contribuiu Hugo.

Sem saber que, como aquele, nenhum natal mais seria, Ronald Weasley estava isolado do lado de fora da casa, com uma garrafa de bebida alcoólica e alguns gnomos aos seu lado. Não havia nenhuma emoção ali, apenas um homem deplorável que tinha perdido, não só a esposa, mas o respeito dos filhos e da família. Quando tentamos ser mais fortes por meio de ações que degradam, de alguma maneira, o outro, estamos destinados a solidão eterna e não há nenhuma tortura física pior que aquilo.

—Merlim os fará paga e me dará momentos de gloria. -Disse a si mesmo, como se isso fosse alterar algo.

Eles se juntaram e aproveitaram o jantar, até que deu meia noite e todos correram para os presentes, as crianças estavam dormindo, mas os adultos não conseguiam se controlar. Foi quando Rose percebeu um embrulho cinza, com um belo laço vermelho. Ela abriu e se deparou com um pano, o que julgou se um cachecol, mas ele enrolava algo. "Abra-me quando estiver sozinha", dizia o bilhete. Sem ninguém perceber, Rose subiu as escadas com o presente, deixando os outros ali, e se trancou no quarto.

Quando tirou o cachecol, abriu a boca abismada.

"Querida Rose,

Espero que tenha aberto o presente sozinha, se não, me considero proibido de conviver com sua familia.

Seu que parece um presente malicioso, de certa forma é, mas é apenas um lembrete de que, as vezes, o amor se encontra muito perto, quando o encontrar e sentir que é o certo, use-a. Queria lhe dá algo diferente, quando vi essa peça lembrei de você, uma Rosa.

Estou ansioso para saber o que me dará.

Feliz natal,

Alexandre Krum."

Rose ficou algum tempo olhando para aquela peça. Sentia um desejo de usa-la a possuir, mas sem saber com quem. Depois de esconder o tal presente, Rose desceu para abrir os demais. Eles ficaram acordados durante toda a noite, conversando e rindo. Todos juntos. Mas, depois das primeiras horas do dia, os pais foram dormir e, Draco, Astoria, Harry e Gina, ficaram com os netos.

Ela suspirou e o cenário mudou, o ambiente do quarto estava pesado, a luz parecia ter adquerido um tom vermelho. A lingerie estava esticada na cama, ao lado de dois saltos pretos de ponta fina. Ela logo ouviu a água do chuveiro ligada, uma estranha necessidade de ir para ali a tomou e, antes que percebesse, Rose tinha vestido a peça, calçado os sapatos e passado um batom vermelho. A porta do banheiro se abriu lentamente, como se quisesse provoca-la. O box do banheiro estava embaçado e havia um homem ali.

—Posso me juntar? -A boca de Rose ganhou vida própria.

E a porta do box se abriu.

Ela entrou.

Ele estava de costas, mas o cabelo molhado e as gotas de água caindo pelas suas costas pareciam enlouquecer ela.

—Acho que você gostaria de ver algo, antes de ligar esse chuveiro.

As mãos dela acariciavam as costas dele, quando ele se virou e seu rosto ficou embaçado, mas Rose viu ele sorrir e a puxar para si, não parecia haver lugar mais certo que aquele, nos braços dele.

—Nunca vou cansar de te ver usando ela. -Sussurrou no ouvido dela.

Rose acordou suada e com um incomodo na calcinha, amaldiçoando Alexandre até a quarta geração. Naquela mesma manhã ela lhe mandou uma carta, o xingando pelo presente e dizendo o quão irônico era ela ter lhe mandado um livro trouxa de posições sexuais. O Reveillon foi passado na casa dos Malfoys, Rose se sentia bem ali, diferente do que sentia quando deixou aquela casa no casamento de Ambrosia e Scorpius. Quando deixou Londres e voltou para sua casa, mal podia imaginar que não voltaria a ver a vovó Weasley, Molly morreria algumas semanas depois. Entretanto, os sonhos de Rose duraram bons meses.

Eles tinham acabado de sair de uma difícil cirurgia e se encontravam no apartamento dela, folheando o alum de formatura.

Rose logo tratou de passar a página, mas se arrependeu amargamente, era outra foto deles, nessa eles riam e acenavam junto a algum colega de turma.

Legenda: Doidos rindo, muitos segredos...

—Meu Deus! O que aconteceu nesse dia?

—Estamos rindo?- questionou o moreno, ainda encarando a foto e pensando em como o sorriso dela era lindo e cheio de vida. Naquele momento ele decidiu que queria fazê-la sorri daquela forma e não só uma vez, mas várias.

Alexandre não disse nada e passou a folha, dessa vez quem se arrependeu foi ele, era o exato momento que Rose lhe deu o soco no 1° período, a foto pegava bem a expressão no rosto do menino.

Rose foi a primeira a rir fazendo com que Alexandre ficar emburrado.

—Não tem graça!

—Eu... -Risadas. -Claro que tem! Mamãe fez o mesmo com o tio Draco, na época em que ambos estudaram em Hogwarts, lembro de noticiar a ela e a mesma gargalhar.

O comentário so serviu para a morena rir mais ainda, contagiado pelo riso da moça, logo eles estavam gargalhando.

Foram parando aos poucos, ofegantes, buscando o ar, Alexandre olhou para a mulher e pensou nunca ter visto algo tão atraente em toda a sua vida, ela estava vermelha, meio descabelada, so de robe... Tão... Sexy. Sem perceber ele foi se aproximando dela, como um animal selvagem ao ver sua presa.

Rose estava se sentindo da mesma forma, quente, e pensou nunca ter visto lábios tem convidativos quanto os do homem. Ele se aproximava ainda mais, eles ficaram cara a cara, se olharam no fundo dos olhos, e sem pedido ou palavra alguma, Alexandre atacou o lábio da menina que logo retribuiu, eles ficaram nessa briga por uns segundos, so que o ar faltou e eles se separaram. Olharam-se e, mesmo sem querer, um pequeno sorriso cresceu nos lábios dos dois. Rose se levantou e saiu sem dizer uma palavra deixando um Krum confuso para trás.

Quando chegou no quarto ela se deitou na cama fechou os olhos e pensou:

—O que acabou de acontecer?... Merlin, como eu quero que aconteça de novo.

No porão Krum pensava a mesma coisa, ele pegou o álbum o guardou no mesmo lugar onde estava e saiu do porão, o fechando, foi para seu quarto, mesmo sendo dia eles conseguiram dormir, só que dessa vez pensando um no outro!

Não havia mais como fugir, Merlim, eles conviviam diariamente e... Rose não queria fugir. Então, o tempo foi passando mais devagar. Eles foram se aproximando a cada dia, a chama aumentando.

Ela abriu aquele sorriso que acabava com o emocional dele toda vez que surgia.

—Então, senhor Krum, o que eu devo esperar do senhor?

As feições dele estavam serias, ele a olhava com uma admiração evidente, o homem se aproximou dela e fiou cara a cara.

—O que deve esperar?

Ela engoliu em seco ao sentir o hálito dele, uma mistura de menta e limão.

—Sim. -Disse em um suspiro, molhando os lábios secos, ele seguiu esse movimento, o qual parecia atrai-ló mais a ela.

—O que deseja, Rose?

Com uma coragem sobrenatural, ela respondeu com toda a sinceridade:

—Você.

Alexandre ficou olhando para ela, esperando uma resposta que parecesse mais real, até que percebeu que aquela resposta era real.

—O que?

Rose sorriu, achando graça da cara de surpresa do homem. Ele estava tão perdido em pensamentos e emoções que foi fácil quando o corpo dela empurrou o dele em direção da parede e o prensou ali. Ele acordou. .

—Eu quero você, Alexandre. -As mãos dela acariciaram a barba dele e desceram para os ombros, para o peito em seguida. -Eu quero seu corpo, ser sua carnalmente. — Ela suspirou, sentindo o tesão no ar. Suas mãos voltaram para cima e pararam no peito dele, próximo ao coração. -Mas, também quero sua alma, ser parte dela.

—Rose...

Ela fez sinal para ele se calar.

—Eu sei que sou toda estranha e cheia de mistérios, no entanto, dentre todos os mistérios, está você e... Por Merlin! Não consigo parar de pensar em você, nessa barba maldita, nos seus lábios... Em você! Claro que existem histórias a serem contadas...

—Rose... -Ele tentou novamente.

Ela levou seu dedo aos lábios dele, pedindo silencio.

—Minha família é complicada, meus amigos pior ainda, meu passado nem se fala, entretanto eu preciso está com você, assim. Sentindo meu coração gritar no meu peito, sentindo todos os pelos do meu corpo... Eu... -Involuntariamente ela mordeu os lábios, os olhos dele seguiram aquele movimento.

Não demorou um segundo a mais, ele a segurou pela cintura e lhe tascou um beijo arrebatador, daqueles que nem quando acontece conosco parece real, finalmente, calando-a. As mãos dela foram em direção aos pescoço dele, ela sentia os pelos da barba em seu rosto, aquele atrito gostoso que, outrora, nunca imaginara gostar. Ela gostava de sentir ele respondendo-a.

Rose gostava de imaginar que seus entes querido estariam ali com ela. Sua mãe tinha se vestido elegantemente, não diferente do cotidiano, mas ali ela usava um longe vermelho. Até mesmo Ronald Weasley estava ali. A cerimonia ocorreu semelhantemente ao casamento de Fleur e Gui, na terraço na Toca. Ele estava lá e, nada mais importava. Quando o cerimonialista do ministério enfim fez aquela bendita pergunta, Rose já tinha a resposta a muitos anos. Sim. Ela queria aquilo, desejava com todo o seu ser passar a vida ao lado daquele homem.

—Meu bem, meus parabéns. -Disse Hermione, emocionada, abraçando a filha.

Córmato estava com ela, parado atrás da mulher que amava a tanto tempo, sorridente. Rose estava feliz pela mãe e não sentia nenhum remorso por isso. Quando foi a vez de Ronald Wasley, Rose trocou um rápido olhar com Alexandre.

—Desejo um casamento melhor que o meu. -Disse ironico.

—Será, senhor Weasley. -Disse Alexandre.

—ROSE! -Gritaram Scorpius e Alvo, abraçando a mulher ferozmente.

Ela riu.

—Acalmem-se. -Disse entre risos.

Durante a dança dos noivos, Rose pôde admirar o belo rosto do seu, agora, esposo.

—Eu te amo.

Ele sorrindo, sentindo-se inteiro e feliz.

—Não mais que eu, meu gafanhoto.

Ela deitou a cabeça no peito dele.

—Sim, seu gafanhoto.

Os pais da noiva e do noivo logo foram para a pista também, Hermione nunca sentiu uma sensação de nostalgia maior que a que sentiu ao dançar novamente com o Krum pai.

—Juntos novamente. -Disse Vitor.

Ela sorriu, eles haviam se tornado bons amigos.

—Sempre estarei aqui para o que precisar.

Ele sorriu, assentindo.

Ronald observava tudo com ciúmes ao longe, ele observou a mulher que jurou amar e proteger sorrir para o búlgaro e, em seguida, aceitar a mão do novo marido, um homem que a muito tentava conquista-la. E, por um momento, Ronald se perdeu na imensidão que era o sorriso de Hermione quando ela estava verdadeiramente feliz. Logo lembrou que não estava feliz com ele.

Ronald não durou muito tempo, o álcool somado ao descuido com a saúde e higiene, foram fatores determinantes para o seu falecimento. Rose e Alexandre retornaram para Londres e participaram do enterro, mas, no final, apenas Harry e Hermione ficaram ao lado da cova, o trio de ouro, mórbido, mas não havia outra forma.

—Adeus, Rony. -Disse Hermione entre lagrimas.

Notas finais
E então? Preparados para o final? Comentem!