Notas iniciais
Desculpa a demoraaa, mas eu estou de volta!! UHUUU, fiquem a vontade com este capitulo, aquele tipo de "capitulo ponte" , vem emoção pela frente!!! E já estou trabalhando no próximo capitulo! Tentarei postar ainda hoje, por que a previsão é de trabalhos, artigos, resenhas e afins em grande quantidade pela frente na faculdade e no curso, bj, fiquem com Beatriz Pizon Solano e Armando Mendonza

Armando chegava a empresa com Marcela, a noite anterior não foi nada boa. Teve que mentir à noiva, afinal deveria mante-la como sua aliada, não queria fazer esse joguinho com ela. Sentia por ela, mas era necessário,

"A bela Patricia Fernandes, com sua mini-mini-mini saia, chegando cedo a aula" sua ironia saiu automaticamente, como de costume, mas uma sensação de djavu tomou conta de si, estranhando aquilo, saiu deixando a secretária falar sozinha.

Indo para a presidência, encontrou o amigo, Mário Calderon, que logo perguntou se havia conseguido convencer Marcela de prosseguir com o noivado.

"aram"

"Só 'aram'?"

"é."

"O que foi Armando?"

"Nada, Mário, me deixa em paz."

"Não, não, amigo, até você me dizer como foi ontem a noite. E..."

"E, o que, Calderón?"

"Como elas reagiram?"

"Acredite, Calderón, não foi tão fácil convence-la de que eu tinha que me casar."

"Bom, com essa cara de felicidade que você fica quando menciona a palavra 'casamento'!"

"E o que você queria que eu fizesse?"

ENQUANTO ISSO...

Já estando em seu horário de funcionamento, Betty como sempre havia chegado na empresa na primeira hora. Queri adiantar suas atividades e muito trabalho havia por fazer que parecia nunca acabar.

Ouviu Armando e Mário Calderón conversando dentro da presidência. Só de pensar em te-lo tão próximo já lhe fazia bem.

Entrou na sala, deu um bom dia animado para o chefe, percebendo o amigo dele, voltou. Dando um singelo cumprimento e se dirigiu novamente para sa sala.

Mal pode sentar-se e Armando gritou seu nome, apenas responde

"Sim, doutor?"

"Já podemos começar a trabalhar nos custos da coleção?"

"Ah, é que a Inesita ainda não chegou. Ela ligou avisando que estava meio adoentada mas eu já vou ver se ela está por ai."

"É só isso, Betty. Obrigado."

"AAH, seu Armanda, não é nada."

Vendo o sorriso bobo que se formou no rosto de Betty, algo que Calderón achou horrível, tratou logo de mudar o assunto.

"Então vá logo, Betty. O quanto antes acabarmos com isso, é melhor, não acha?"

Ela então saiu e foi até o atelie. Viu Hugo trazendo um delicado tecido branco nas mãos, as modelos alvoraçadas perguntaram para que era o tecido.

"Para o vestido de noiva de Marci. Agora não toquem, seus abutres, deixa isso menina!" repreendeu uma das modelos que puxou o tecido para ver mais de perto.

Beatriz ouviu apenas a primeira parte 'vestido de noiva de dona Marcela' hesitava em seus pensamentos, chegava a lhe doer quase fisicamente a sensação de poder perder Armando para a real noiva. Seu coração apertava seu coração, Seus pensamentos foram cortados pelo mal trato de Hugo:

"O que você tá fazendo ai, coisinha? Tá espionando o vestido da Marci? Você vai secar ele só por ficar olhando." ela segurou-se para não responder. As vezes era tão difícil ter de suportar as pessoas a tratando mal.

"Seu Armando e Seu Mário querem reunir com Inesita na sala de reuniões."

"Ela está ocupada."

"Mas ela está fazendo uma atividade que qualquer outro pode fazer" respondeu ao ver Inesita apenas juntando alguns alfinetes.

"Mas eu sou o chefe dela. Não se meta aqui, coisinha." se dirigindo a Inesita, lhe diz "Inesita, pegue os alfinetes de cabeça larga e fio grosso."

"Sim, seu Hugo" a idosa responde

"Então ela não vai?"

"Não tá vendo, menina? Alguém tem que trabalhar aqui."

"Tudo bem, então seu Armando, Mário e eu iremos fazer os custos e propor os materiais." disse virando em direção a porta, se deu por vencida quando rapidamente o estilista respondeu:

"Segura ela. Segura ela." e puxando Inesita para olha-la nos olhos disse, " olha Inesita, eu quero que você se responsabilize pra que essa gente não troque os materiais, entendeu?"

"SIm, sim."

"Eu quero só ver como você defende esse atelie."

"Não se preocupe."

Inesita foi fazer o que Hugo havia lhe pedido, todos se voltaram para o tecido, Hugo empolgado jogava o tecido de um lado para o outro, observado a delicadeza e a leveza. Betty apenas olhava, como gostaria que fosse sua festa de noivado, seu casamento, só tinha certeza que era o Armado seu.

Inesita veio até ela com os materiais necessários para a reunião e foram até a sala de reuniões. Onde já se encontravam Mário e Armando.

Na sala de reuniões, Mário estava entretido com alguns papeis enquanto Armando estava encostado na parede, pensava em como os últimos dias foram difíceis, Ainda não se lembrava com certeza o que havia acontecido, como tinha tanta certeza que não veria mais Beatriz, nem como reagir frente a sua família após descobrirem sobre Terramoda e o plano todo para enrolar os bancos e empresas que deviam. Felizmente, parecia ter sido apenas um sonho e nada havia acontecido, ainda tinha a empresa em suas mãos, tinha sua Betty, e uma grande dúvida. Como ficaria com Beatriz tendo que ainda se relacionar oficialmente com Marcela.

"Sabe, Calderón. Está difícil manter isto com Marcela. Não me lembro bem antes, mas eu tenho certeza de que não a amo, não quero nada com ela. Embora sinto que lhe faria muito mal se terminasse, ela vive por mim. E com essa história de casamento... ela jura haver outra mulher.

"Essa história de outra mulher é pura suposição."

"Sim e não, olha Calderón, devo lhe dizer que desde que fiz amor com Betty, eu não consegui fazer amor com a Marcela." viu Mário ficar boquiaberto, totalmente pasmo com a notícia. Mas prosseguiu dizendo que aquilo era mais que indicio para Marcela desconfiar que algo estava acontecendo.

"Armando, e ontem a noite, também ... não?"

"Não. Acontece que eu estava com Betty dentro da carro, eu a beijei."

"Sem a foto da Adriana Arboleda?"

"Foto dela?"

"Sim, eu te dei há uma semana, você deixou no seu paletó. Todo esse tempo e você não usou a foto?" ele dizia mais surpreso, não reconhecia mais o amigo, como ele, Armando Mendonça que tinha tanto bom gosto para mulheres estava se deixando levar por este sentimento que Mário achava ser dó de Beatriz e deixando a sua namorada linda de lado? Ainda mais falhar na sua relação, nem nos casos anteriores

"Mas antes, você dava umas beijocas na Betty e ia a noite pra cama com a Marcela sem problema algum."

"É, mas antes eu não tinha feito amor com a Betty, e sinto que não conseguiria nem beijar Marcela direito há algum tempo. Apenas não sinto mais vontade."

"Você dá beijos na feiosa sem inspirador, diz que a ama, e não consegue tocar na Marcela. O que que está acontecendo?"

"Eu não sei."

Após um tempo Mário falou "Já sei o que está acontecendo!"

"O que?'

"Você está usando drogas?"

"Aah, Calderón!"

"Falando sério, o que está acontecendo?"

"Eu não sei, eu não sei, sinto muita culpa por estar fazendo isto com Marcela, e remorso por enganar Betty. Mas o que está me acontecendo realmente, eu não sei."

–-

"Betty, minha filha, terei que voltar ao atelie, esqueci do catálogo de materiais."

"Ai, Inesita! Tudo bem."

As duas voltaram ao Atelie, Betty aguardava perto da porta enquanto Inesita entrava no lugar e pegava um grande fichário. O telefone de Hugo começou a tocar, como o chefe estava ocupado, ela mesma atendeu.

"Alô, atelie do seu Hugo Lombardi." a idosa ouvia atentamente "um momentinho." logo disse a Hugo "Querem falar com o senhor."

"Que que é? Você não tá vendo que estou muito ocupado?!"

"Alo, seria possível me dizer da parte de quem?" ouviu o que diziam na outra linha e sorriu "aah," virou-se para o estilista e disse "Seu Hugo, é Adriana Arboleda!"

Notas finais
Postarei, não desistam de nossos Armando e Betty!