Paradoxo

18 Apenas o inicio


Notas iniciais
yeah yeah, eu voltei. Estou no prazo certo, repaparam? HAUEHAUHEAUEHA, segunda é o prazo máximo para postar novos capitulos para quem não sabe. Eu estipulei isso, enfim, mais um, mais um ( HAUEHAEHA peguei a mania do Armando em falar duas vezes a mesma frase)

Ao ouvir o nome da modelo, Betty lembrou-se do que escreveu no dia anterior em seu diário. De como tinha medo que Armando não resistisse às tentações. Novamente seus devaneios foram cortados quando Inesita encontrou o que necessitava e puxou Beatriz para a sala de reuniões.

A assistente deixou Inesita e foi até a presidência para avisar Armando e Mário. Ela já não sentia-se segura, para piorar ao adentrar na sala viu o chefe segurando uma fotografia de Adriana Arboleda. Sentiu-se nauseada ao ouvir declamar romanticamente:

"Adriana Árboleda., minha Adrianinha. Eu te amo, te amo."

Já havia dado para Beatriz. Aquilo apertava seu coração; Devia interromper e fazer o que devia.

"Doutor?"

Armando e o amigo pareceram atrapalhados ao guardar a foto da modelo. O presidente quase não a fitava nos olhos, parecia se sentir culpado, mas ela devia ignorar. Era como se fosse um espelho e ele tivesse sido trincado. Para doer menos, ela falou rapidamente, sem deixar eles falarem qualquer coisa e se dirigiu a sala de reuniões.

"Inesita está na sala de reuniões esperando os senhores. Com licença."

"Obrigado, Betty." Armando falou mas ela nem sequer o escutou, tamanha sua pressa.

"Olha, vai ter que tomar mais cuidado com suas relações platônicas."

Ouviu Mário falar e saiu com raiva dele mesmo. Pensava em como pode ter tido se levar deixar pela beleza da modelo e ainda deixar Betty ver.

Ela que entrou na salinha e ouviu os dois saírem, pode sentar-se na sua cadeira.

Estranhou ao ver um envelope, o abriu e leu, era mais uma carta de Armando, só ver aquela demonstração de amor já quase se esqueceu do risco que corria ao poder perder-lo para uma mulher mais a sua altura.

"Quando o coração escolhe uma mulher pra amar, ele não é guiado só pelo perfume dela ou pela sua pele, nem pelas sensações que transmite esse outro coração palpitante. O coração sabe escolher a companheira e a amiga que estão todas reunidas na mulher que ama. Contar com a sua solidariedade e sua compreensão me fazem o homem mais feliz da face da terra,

Armando."

Beatriz irradiava alegria, palavras tão amorosas vindo do seu amado lhe inspirava, lhe dava vontade de viver, viver para ele, para ama-lo. Sentia seu coração pulsar mais forte, as mesmas sensações que já havia sentido antes e que se repetia cada vez que ele lhe expressava seu amor. Sem dúvidas, o amava.

Ela guardou a preciosa carta em um lugar que só ela sabia que ficaria entre os arquivos e se dirigiu a sala de reuniões. Chegando lá ainda ouviu Inesita aconselhando a não trocarem novamente os materiais. Armando sentiu-se estranho, mais uma vez a sensação de djavu tomou conta de si, Mesmo assim observou claramente o quão alegre Betty chegava na sala, parecia outra, estava mais alegre, mais espontânea. Ele sorriu ao olhar para ela.

Mário percebeu a movimentação ao redor, Inesita apenas olhava o catálogo de materiais, escolhendo os que achava serem os melhores, enquanto isso, todos que ainda estavam na sala passaram a conversar com a idosa, que estava aparentando cansaço, ela quis desviar a conversa e voltou a atenção para o catalogo.

Começaram a fazer anotações e contas de quanto sairia com cada empresa que fizesse os materiais para a próxima coleção, quando o telefone tocou, prontamente Betty se ofereceu para atender, afinal ela era a assistente ainda.

"Alô"

"Coisa, me passe para o Armando."

E Armando sussurrou para que dissesse que estava muito ocupado.

"Eu não posso; Ele está muito ocupado neste momento."

"Escuta, isso não é problema seu nem problema meu, então, passe agora a ligação!" ele ordenou no outro lado da linha.

"O Seu Armando me deu ordens para que não o interrompe-se, que não pode falar com ninguém." dando enfase na palavra ninguém, para tentar fazer o estilista desistir.

"Eu não sou ninguém, eu sou HUGO LOMBARDI. Sou o estilista desta empresa, a luz, a flor, a estética da Ecomoda. Além disso eu não vou discutir com você, por que eu já me alterei." ele deu uma pausa, parecia cochichar com alguém, será que ele nunca deixaria de implicar com ela? Betty pensava quando Hugo resolveu voltar a falar "Escuta, menina, obedeça.Me passa agora o Armando por que você não tá aqui pra dar ordens e sim acatá-las"

"Eu estou acatando uma ordem do seu Armando.E não tem nenhuma ordem superior a essa" ela levantou a sua voz ao falar, já estava irritada com a insistência de Hugo, chamando a atenção de quem estava na sala. fazendo inclusive Armando perguntar o que estava acontecendo.

"É que seu Hugo insiste em falar com o senhor, eu já disse que não pode atender mas ele continua insistindo."

"Beatriz, precisamos terminar isto aqui. Eu não quero falar com ninguém muito menos com ele!"

"Seu Hugo, o senhor Armando mandou dizer que não pode atender ninguém. E muito menos o senhor!" disse com um sorrisinho nos lábios.

"Ah, ninguém? Nem sequer a Adriana Arboleda?"

O sorriso de Beatriz desaparece, foi substituído por uma expressão fechada, 'engoliu seco', seu pesadelo estava perto de se tornar realidade.

"Betty, o que foi?"

Ela continuava em seu transe, lembrava-se de como havia pegado há pouco, Armando se declarando para uma simples foto da modelo, imagina então o que poderia ser capaz de fazer com ela na sua presença, será que ele voltaria a ser como antes? Um incorrigível cafajeste? Ou será que ele nunca havia deixado de ser um? Essas perguntas ecoavam em sua mente quando sua atenção se voltou para Armando que gritava seu nome, logo a frente.

Hugo ainda continuava na linha dizia algo que ela não entendia direito de tão preocupada, perguntava se ele não queria a conhecer, mas que sabendo como ele se portava sem dúvida deixaria a reuniãozinha boba na mesma hora e iria correndo atrás dela. O que fazia Beatriz sentir-se pior.

"O que foi Betty?" Armando dixia preocupado

" O seu Hugo perguntou se pode atender Adriana Arboleda."

"Qu-em-quem?" ele gaguejava, Adriana Arboleda, seu sonho de consumo, embora gostasse de Betty, como homem a modelo lhe despertava desejos, era muito bela. Sentiu-se culpado por pensar aquilo, e cordialmente disse que iria atender sim, Que falasse ao Hugo para manda-la para a presidencia. Ela o fez, com muito pesar, seu pesadelo só estava começando.

Notas finais
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