Paradoxo

26 Lembranças


Notas iniciais
Penúltimo capitulo! Agradeceria muito se deixassem seus comentários, estamos terminando a estória e adoraria saber o que estão achando e o que acham que poderia acontecer a partir de agora. Fiquem com mais um:

"Está bem, doutor, faça o que quiser. Eu vou para minha sala."

Armando tentou segura-la, mas ela o ignorou. Decidiu chamar Mário por telefone.

"Calderón, venha para minha sala."

"Está bem!"

"O que foi Armando?" Mário disse ao entrar na sala.

"Betty disse que não poderei viajar porque os fornecedores e credores só querem fazer contratos se for comigo!"

"Mas e Palm Beach? E a Marcela, ela já soube?"

"Já, já, e acha que tudo é uma armação para que eu fique aqui com minha suposta amante."

"E a Betty?" o amigo murmurou.

"Não sei, ela só não está gostando nada de ter que me esconder."

"Eu acho que você precisa acalmar a Marcela, antes de resolver qualquer problema."

Armando decidiu falar de vez com Marcela. Sabia que a noiva sofria por ele e não era sua culpa ama-lo. Então saiu da sala, viu ela falando com Mariana na recepção. Sentiu o que viria pela frente com o simples olhar que ela lhe deu de raiva.

"Ora, ora, ora, se não é Armando Mendonça, o presidente da empresa Ecomoda. Que prazer te-lo por aqui."

"Pare com isso, Marcela". Armando tentou conte-la já que havia algumas pessoas ao redor

"Para com o que? Em falar alto?" ela falou gritando, estava com muita raiva, sentia-se enganada, como ele podia ter deixado ela sozinha para ficar com outra?

"Marcela pare com sua histeria! Precisamos conversar, meu amor."

"Ah, meu amor? Agora eu sou seu amor?"

"Marcela, porque não vamos até a sala para conversar? Ouvi que você está falando mentiras a meu respeito"

"Sobre sua amante?"

"Calma, Armando!" Patrícia sussurrava

"Calma o que?" ele respondeu com grosseria se virando para ela. Percebendo uma mulher ao lado da secretária e de Hugo Lombardi.

"Essa é Cecília Bolocco" caindo em si ele cumprimentou a modelo, um pouco envergonhado.

"Olá, Cecília, que prazer te-la aqui."

"Cecília, aqui ao meu lado está a parte espantosa, horrível e cabeluda desta empresa."

"Olá, Armando."

"Meu amor, por que não disse que Cecília viria?"
"Eu tentei falar, mas você não tinha chegado. Cecília esse é meu noivo, Armando." Cecília confirmou com a cabeça.

"Qualquer um diria que já estão casados."

"É, mas até lá estão bem treinadinhos." Hugo soltou seu veneno.

"Estávamos brigando por uma bobagem. Não podemos parar a produção. Eu entendo. E por isso eu viajo para Miami com Mário."

"É verdade?"

"Sim."

"E você não se incomoda?"

"Nada, nada. Mas depois conversamos." sendo irônica como sempre, e saiu pedindo licença para Cecília.

"E você, Hugo, porque não avisou que ela viria hoje à Ecomoda?"

"É, Huguinho, poderíamos ter feito uma oa recepção, mas ainda podemos fazer algo. Acho que seria uma boa ideia um convite para almoçar, o que acha Cecília?" Mário interrompeu.

"Ah é?" Hugo debochou "pois eu lamento informar que ela não veio ver vocês. Mas veio ver a mim e eu não vou dividi-la Então não pensem que uma mulher como Cecilia Bolocco viria para ver dois sujeitos como vocês"

Armando riu.

"É, para receber Cecília Bolocco tem que ser muito mais que um presidente de uma empresazinha." E saiu com a apresentadora ignorando qualquer tentativa de fala dos outros.

Todos os outros, Patty e Catalina que estavam vendo a cena saíram do local. Deixando apenas Mário e Armando.

"Não dá pra acreditar que ela veio

eu se fosse você ficaria muito bem acompanhado com Cecilia mas vai ficar nos graciosos braços da Betty."

"Menos, está bem, Mário?"

"Me diz como anda o bilhete para betty de hoje? Já que ultimamente vc mesmo faz isso."

"Não, não, hoje não fiz nada."

"Não pode descuidar disso."

"Eu sei."

"Mas não se preocupe, eu dou um jeito no seu itinerário."

"o que?"

"É, o que você deve fazer durante minha viagem."

Armando teve um djavú, sentia que algo estaria para dar errado, mas agora, mais ainda.

"Está se sentindo bem, Armando?"

"Sim, sim, eu acho que só preciso de um pouco de água"

E foi até sua sala, encontrou Beatriz perto de sua mesa, com uma xícara.

"Ah, doutor, o seu chazinho."

"Muito obrigada, Betty."

"Confirma as reuniões de hoje, eu não vou viajar."

"Então marco o almoço com a San remo?"

"Sim, sim."

E ela foi para sua sala, mas antes, Armando a chamou.

"Beatriz, eu não preparei nada em especial para você, mas queria lhe falar algumas coisas."

"Que isso, doutor, não se preocupe."

"Venha aqui?" ele se levantou e foi até a frente da mesa, e ela o acompanhou.

"Betty, eu quero que saiba" segurou em seus ombros e olhou ternamente para ela "Conhecer o seu passado, longe de me distanciar de você, me aproximou." ao ouvir as palavras dele, se derretia por dentro, sentia-se aquecida."eu quero que esqueça o seu passado, que tenha fé em si mesma. Na sua pele, na sua forma de amar."

"Doutor" ela falava tentando conter as lágrimas "obrigada, doutor, o senhor me devolve a vida. Obrigada, doutor."

"Não tem porque agradecer, de verdade." e o agarrou selando seus lábios.

Mas o momento foi interrompido por Marcela que abria a porta, mas que não olhou a tempo de ver a cena.

Rapidamente os dois se afastaram. E Betty saiu da presidência pedindo licença para Marcela.

Desconcertado ele falou para a noiva

"Meu amor" falou com um sorriso amarelo.

"Armando, não me venha com joguinhos. Só gostaria de dizer que estou indo almoçar e logo depois embarcarei para Miami. E queria perguntar onde você vai almoçar." ela disse séria.

"No Clube, com o pessoal da San remo."

"Então nos vemos quando eu voltar de viagem."

"Porque você não me liga quando chegar ao hotel?"

"Pra que?"

"Ah, é, você quer cancelar o casamento. Quer acabar com tudo."

"Não, eu só não sei o que vou encontrar quando eu voltar.

"Bom, eu vou estar te esperando. Boa viagem." e deu um beijo em seu rosto, em despedida.

Ele foi até a sala de Mário, encontrando Beatriz, que havia saído um tempo antes dele.

"Nos vemos mais tarde, Betty."

"Sim, doutor." falou tentando conter o sorrisinho

Entrou na sala do amigo e o viu colocando alguns papeis dentro de uma sacola de papel azul.

"O que isso?"

"Senhor presidente, eu vou deixar tudo pronto."

"O que você tá fazendo?" e Armando olhou fixamente para a sacola, aquilo não lhe parecia ser algo bom.

"São coisinhas para você e sua monstrinha."

"Mais respeito, seu idiota."

"Temos um almoço agora, não é?"

"Sim, sim."

"Vamos no seu carro?"

"Pode ser. Eu vou na frente, acabe logo com isso."

"Ah, senhor presidente?"

"Sim?

"Irei deixar isso aqui. Não deixe chegar nas mãos da sua... da sua, Beatriz Pizon Solano."

"Irônico você, ein, Calderón?"

E Armando saiu em direção a garagem, para pegar o carro e ir até o clube.

Enquanto tinha sua reunião com o grupo da San remo, as vezes se distraía, viajava por seus pensamentos no que poderia vir pela frente. Precisava fazer algo em relação à Betty.

No mesmo instante, do outro lado da cidade, Betty estava com Marcela em um restaurante de luxo. Marcela queria saber como reconquistar Armando.

"Como, dona Marcela?"

"É, eu quero que me diga como eu poderia ter Armando de volta."

"Mas dona Marcela..."

"Você conseguiu ganhar Armando em terrenos que eu não consegui chegar. Desde o momento que você chegou se tornou o braço direito do Armando."

"Sim, sim, eu sei que a senhora tem me criticado muito."

"Não estou criticando, estou aplaudindo. Creio que você se tornou tao importante e tem usado muitas armas, até mesmo contra mim." ela disse com raiva perceptível.

O garçom as interrompeu para fazer os pedidos, mesmo sem jeito, Betty fez seu pedido. Era raro entrar em um restaurante tão chique. Sentia-se um pouco deslocada.

"Dona Marcela, quero que saiba que não estou contra a senhora. Eu estou do lado do seu Armando, assim como se fosse sua secretária, estaria do seu lado."

"Claro."

"Acho normal termos esse tipo de rivalidade. Você como assistente e eu como noiva." Marcela seguiu com seu plano de falar com Betty para convence-la que arquitetar planos para encontros entre Armando e sua amante era errado. E que Marcela sofria muito por ter Armando tão distante, que sentia que o perdia pouco a pouco. Mas sem falar com todas as letras que Beatriz marcava os encontros.

Betty sentia-se suja, muito errada por estar fazendo aquilo, sendo a verdadeira amante de Armando. Entendia como Marcela sofria. E de uma vez por todas precisava acabar com aquilo.

Em um outro restaurante Armando lembrava-se pouco a pouco do que acontecia em seu suposto sonho.

"Sim, mas é claro!" Armando disse se levantando da cadeira, deixando Mário e os outros três homens boquiabertos.

"Se senta, Armando!" o amigo esbravejou para o presidente. Caindo em si, Armando pediu desculpas.

"Peço desculpas, é que eu... é que eu..."

"Está nervoso, Armando? Esqueceu alguma coisa no escritório?"

"Não... sim! Sim! É isso, eu esqueci. É algo muito importante para essa assinarmos o negócio. Eu vou atrás disso e Calderón pode ficar aqui com vocês."

"Posso?"

"Sim, sim, ele sabe tudo sobre a empresa. Vai saber negocioar de forma que ambas as partes fiquem bem. Bom, tenho mesmo que ir até a Ecomoda para resolver isso."

"Mas, Armando..."

"Com licença. Me desculpem mesmo, mas é algo necessário!"

"Está bem. Temos quase tudo certo, já." um dos representantes da San remo falou.

"Betty?" Sara chamou a amiga, já na recepção da presidência. "Na sala do meu chefe, Mário, eu achei uma sacola para o seu chefe."

"E não tem remetente?"

"Não."

Beatriz então pegou a sacola e foi para sua sala. Mas antes sendo parada pelas amigas, já que a noiva do chefe e presidente havia convidade Betty para almoçar. Todas estavam alvoraçadas e curiosas para saber a fofoca.

Depois de se esquivar delas, chegou, enfim, a sua sala. Atendendo logo o telefone que já havia tocado algumas vezes.

"Presidência da Ecomoda."

"Betty, sou eu, Armando."

"Ah, seu Armando, como vai?"

" Eu estou saindo agora do almoço do clube. Você sabe me dizer se Cecília Bolloco ainda está ai?"

"Sim, com seu Hugo no Ateliê."

"Queria me desculpar, ela viu todo aquele escandalo. Você pode chama-la para estar na presidência até eu chegar?

"Mas é claro!" ela falou sobressaltada.

"Você não está com ciúmes, né?"

"Eu, Não."

"Tem mais alguma coisa pra mim?"

"Tem sim, é uma... olha, é melhor o senhor vir pessoalmente ver. Está bem?"

"Está bem, Betty."

Quando ia por o telefone de volta no gancho. Ouviu o grito de Armando que logo foi amenizado.

"Oi, doutor, pode falar."

"Ér... é..., você sabe se alguém entrou na sala do Mário enquanto estávamos fora?"

"Não vi, mas..."

"Mas o que, Betty?"

"Sara encontrou na sala do Doutor Mário uma sacola."

"O QUE?!"

"Sim, uma sacola azul com seu nome. Ela achou estranho e me entregou."

Armando estava surpreso no outro lado da linha. Era aquilo o que ele temia. Se lembrou que a sacola tinha coisas que ela jamais poderia ver, assim como na primeira vez. Deu uma freada muito forte, quase bateu no carro da frente.

Pediu desculpas, colocando a cabeça pra fora, recebendo alguns xingamentos mas voltou a falar no celular.

"Está tudo bem, doutor?"

"Sim, sim, ótimo. Só te peço uma coisa, Betty. Você faz?"

"Sim, faço o que o senhor quiser."

"Por favor, de jeito nenhum abra essa sacola, está bem?"

"Sim, claro. Mas o que tem nela, doutor, o senhor parece muito nervoso."

"Pelo amor de Deus, Beatriz, você não pode ver o que tem nela!"

"Eu não posso ver?" ela perguntou surpresa

"Ér, sim, ninguém pode ver, principalmente você. Quer dizer..." ele pausou nervoso "Betty, me prometa, você não vai abrir essa sacola. Está bem?"

"Doutor, é só uma sacola, não é?"

"Não abra, por favor."

"Está bem, doutor, se acalme. Eu não abrirei."

"Estou indo para a empresa."

Ela desligou, tinha algo muito estranho acontecendo. O que será que tinha naquela sacola que ninguém podia ver, nem mesmo ela?

"Muito, muito estranho."

Notas finais
Seus comentários podem ser por review, facebook ( https://www.facebook.com/DanniNog ), whatsapp ( 91 8328 0437 ) ou por onde queiram, kkk, espero que gostem. Temos mais um capitulo juntos.