Para sempre te pertencerei
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Capítulo 7
Dunscaith Castle
Escócia
1319
A mulher puxou as rédeas do seu cavalo branco, seus longos cabelos loiros cor de areia voavam com o vento que chicoteava, sem piedade, o auto do vale que dava vista para o castelo de pedra escura com camadas de neve em suas torres.
Ela abrigou-se em sua capa de pele branca e agradeceu mentalmente por ter posto aquele vestido verde de camurça. Quando ouviu o barulho de cascos parando ao seu lado, moveu seus olhos verde água em direção ao companheiro de viagem e de vida.
— Chegamos! — Disse, feliz.
O homem grande, que estava montado em um cavalo negro, a olhou com adoração e um sorriso nos lábios, seus olhos castanhos brilhavam, seus cabelos negros estavam soltos e batiam no fim do seu pescoço, voando junto ao vento, como o de sua esposa.
— Sim, chegamos... — Ele voltou seu rosto em direção ao castelo e o admirou por alguns segundos, sem perceber que ela admirava seu belo rosto coberto por uma fina camada de barba por fazer. — Mas parece que perdemos o festival.
— Estávamos fazendo algo muito melhor que isto. — Ela sorriu maliciosa e esticou a mão para ele, que riu e segurou seus dedos delicados protegidos por um par de luvas de couro, levou-os aos lábios e deu um beijo casto, erguendo os olhos para ela com um fogo lento os queimando. Porém, ela puxou sua mão de volta e agarrou as rédeas, cortando o contato e o que poderia seguir a ele. — Se chegares antes de mim, pode ser que tenhamos algo parecido esta noite.
Dito isto, ela incitou o cavalo a galopar.
— Sabes que meu cavalo é mais rápido... Mulher esperta. — Resmungou divertido, para logo incitar o próprio animal e correr atrás dela, sua capa de pele marrom voando as suas costas.
Dito e feito. Ele chegou antes dela por apenas dois segundos de diferença, saltou do próprio cavalo e foi até o dela.
— Vai me ajudar a descer, Shika? Depois de vencer-me desta forma? — Perguntou, sorrindo.
— Eu deitaria na lama e deixaria que passasse por cima de mim, se isso a protegeria de sujar seus pés, Temari. — Ele esticou as mãos e segurou sua cintura. Ela parecia encaixar tão bem em suas mãos... — E não precisas retrucar, sei que pode cuidar de si mesma sozinha. E muito bem.
Ela fechou a boca, que havia aberto para dizer que jamais precisaria que ele fizesse isso, e abriu um sorriso grande. Era incrível como aquele homem machista de antes, agora reconhecia o quão forte ela poderia ser.
Ele a desceu rente ao corpo, cada pedacinho tocando-a. E quando seus pés tocaram o chão, ele não se afastou. Seus olhos mantiveram-se unidos, seus rostos próximos... Ela ergueu uma mão e acariciou sua bochecha com carinho e amor, ficou na ponta dos pés e colou seus lábios aos dele.
Shikamaru apertou sua cintura com mais força e a abraçou ali, unindo seus corpos de tal forma que um não sabia mais onde o outro começava, ele a ergueu até que ela não precisasse mais ficar na ponta dos pés e ele, curvado. Pediu passagem com a ponta da língua e Temari o aceitou de bom grado, parecia que a cada vez que se beijavam, melhor ficava.
Mais conectados estavam.
E Temari, depois que descobriu os prazeres que acompanham o casamento, entendeu por que ele teve tanta pressa em fazer a cerimônia quando ela aceitou seu pedido e Gaara deixou de ser ciumento. Quando eles finalmente afastaram-se, a luz do sol já descia no horizonte, refletindo pela última vez na fina camada de neve que cobria o chão.
— Amo-te. — Ele sussurrou, apoiando sua testa na dela, os dois com os olhos fechados.
— Eu sei. — Ela sussurrou, sorrindo. — E eu te amo.
— Queria que um pintor estivesse aqui esta noite para registrar este momento lindo! — Uma voz masculina gritou do alto da muralha, eles olharam para cima e encontraram um par de olhos azuis risonhos os encarando. — Somente com o intuito de infernizar Gaara pro resto da vida dele!
Temari revirou os olhos.
— Ora, primo, deixe de se meter na vida alheia! — Repreendeu-o.
Naruto agarrou o peito com uma careta de fingida dor.
— Assim fere meus sentimentos, prima!
— Vós mereceis mesmo... — Temari resmungou enquanto agarrava a rédea do próprio cavalo e entrava pelos portões que acabaram de ser abertos.
Shikamaru ficou para trás com o intuito de conversar com Naruto sobre tudo o que aconteceu durante sua falta.
A loira deixou seu cavalo nos estábulos e ia entrar no castelo, porém ouviu barulho de espadas chocando-se e resolveu investigar, vai que a deixam finalmente participar?
Quando chegou ao pátio lateral do castelo, viu uma cena que jamais esperou: duas mulheres vestindo vestidos marrons de empregadas lutavam ferozmente com espadas, enquanto outra observava tudo atentamente. Uma tinha o cabelo rosa, que voava e chicoteava o seu rosto a cada movimento brusco que fazia, a outra tinha cabelos negros e longos, que estavam presos em uma trança longa e pesada. As duas trocavam golpes potentes, potentes o suficiente para serem comparados aos dos homens.
Temari cruzou os braços e observou enquanto a rosada investia contra a morena sem medo de machuca-la, e a morena jogava o corpo para trás, permitindo que o golpe passasse acima do seu rosto, ela moveu-se para a posição normal quando a outra puxou a espada de volta e girou o corpo. Suas espadas se chocaram mais uma vez, fazendo o som reverberar pelo pátio.
Era muito bonito de se ver, isso ela jamais poderia negar.
— Vejo que conheceu nossas novas hospedes, Temari.
A loira não moveu nem mesmo os olhos da cena.
— E devo assumir que estou fascinada, Sasuke.
O Uchiha assentiu e continuou a observar a luta na mesma posição que a prima: braços cruzados e os olhos presos nelas.
A morena deu uma rasteira na rosada, que caiu ao chão, porém, antes que a outra pudesse atingi-la, ela rolou para o lado e ficou de pé com um movimento rápido do corpo, travando a espada alheia.
— Elas lutam como se fossem se matar! — Temari admirou-se.
— Ah... Se não fossem irmãs, eu também acharia isso, prima.
Temari desviou os olhos da cena no mesmo instante.
— Irmãs!? — Sasuke assentiu. — Mas como isso é possível?! Não se parecem em nada!
— Foi o que pensei.
Temari voltou os olhos para a cena, ficando cada vez mais interessada naquelas duas. Porém, ao invés de encontra-las lutando, encontrou-as paradas os encarando.
— Vejo que nos descobriram... — Sasuke sorriu de leve, fazendo a loira erguer uma sobrancelha. Sasuke nunca sorria muito na frente de estranhos, só entre os primos. — Vamos, irei apresenta-la. Creio que se tonarão grandes amigas.
Os dois seguiram em direção a elas. Sakura jogou o cabelo para trás, fora do rosto, e tentou não demonstrar o quanto aquele homem estava lindo. Seus cabelos negros e longos balançavam com o vento, ele usava uma calça de couro negra, botas da mesma cor, uma bata de linho branca e sua típica capa de pele negra.
Porém, a mulher ao lado dele era tão linda que nem ela, nem Hinata e muito menos Tenten, que era curiosa por natureza, conseguiram não estuda-la. Seu cabelo loiro areia estava solto e revolto. Eram ondulados e voavam por conta do vento, dando-lhe um ar selvagem, como uma druída. Seu rosto era delicado e bonito, com lábios cheios e olhos verde água expressivos, ela parecia frágil e forte ao mesmo tempo. A rosada não sabia se era pela ruga que parecia sempre estar entre suas sobrancelhas ou se era pelos olhos, que pareciam ter visto mais do que muitos outros.
Ela era alta e esbelta. O vestido verde realçando sua beleza e seu andar decidido revelava um pouco da sua personalidade.
— Boa tarde, senhoritas... — Sasuke curvou a cabeça de leve, recebendo mensuras das outras três, que agora estavam enfileiradas a sua frente. — Não tiveram a oportunidade de conhece-la por ela ter estado fora, contudo nunca é tarde para apresentações. — Ele indicou a mulher com um gesto amplo do braço, como se estivesse querendo irritá-la pelo cavalheirismo exagerado e incomum. — Esta é minha delicada e belíssima prima, Temari Nara.
A mulher revirou os olhos e fez uma mensura rápida para as outras.
— Agora que já me apresentou, Sasuke, pode retirar-se, quero conversar a sós com elas.
Agora foi a vez do Uchiha revirar os olhos e resmungar enquanto despedia-se delas.
— Delicada como uma rosa cheia de espinhos.
— Irei fingir que não escutei o que me disse, primo.
O Uchiha apenas continuou o seu caminho ainda resmungando coisas como “abusada” e “contar ao marido dela”.
— É casada? — Essa pergunta indelicada foi feita por Tenten, que olhava-a com entusiasmo.
Temari riu de leve e apontou um dedo para a Mitsashi.
— Gostei de vós. E sim, sou casada.
— Graças aos céus... — Sakura sussurrou, olhando-a feliz.
— Por que? — A Nara questionou, divertida.
— Por que assim não teremos que aturar mais uma mulher linda achando que estamos querendo conquistar os homens deste clã. — Hinata respondeu com sinceridade, fazendo Temari erguer uma sobrancelha.
— Temos outras além de vós?
— Sim, — Tenten começou, olhando para o castelo com uma careta irritada. — estão aqui os Campbell de Loudoun e suas filhas, Sara e Shion. — A morena aproximou-se da loira e sussurrou. — Insuportáveis, isso é o que são. Tentei conversar amigavelmente com elas depois do café, mas é só os líderes saírem que elas mostram as garras rapidamente. Acredita que ignoraram-me completamente? Mulheres mal-educadas!
Temari riu com gosto, sendo acompanhada por Hinata e Sakura. Tenten fechou a cara.
— Desculpe-me, senhorita...
— Tenten, chame-me somente de Tenten.
— ... Tenten, mas a forma como falou foi realmente engraçada.
A morena concordou, deixando a expressão raivosa se desfazer.
— Vós sois? — Apontou para as irmãs.
— Sou Hinata! — A de cabelos negros como a noite e olhos da cor da lua respondeu, sorrindo amigavelmente.
— E eu me chamo Sakura! — A de cabelos rosas e lindos olhos verdes respondeu, sorrindo mais abertamente, mostrando o seu contentamento para com Temari.
— Prazer em conhece-las, Tenten, Hinata e Sakura. Prevejo que seremos grandes amigas. — E então ela sorriu abertamente, fazendo aquela ruguinha entre as sobrancelhas desaparecer e os olhos adquirirem um brilho feliz. Temari realmente era uma linda mulher, e se tornava a mais linda quando sorria.
***
Naruto e Shikamaru entraram na sala particular de reuniões, pela primeira vez, desde o fim das festividades, Naruto assumiu uma expressão séria.
Gaara e Sasuke estavam sentados a mesa, um de frente para o outro, com um enorme mapa desenhado a mão de toda a Escócia e Inglaterra entre eles.
— Finalmente voltaste, Shikamaru. — Gaara sorriu e apertou a mão do cunhado.
— Sei que não conseguem fazer nada direito sem mim, Gaara.— Ele afastou-se rápido antes que Gaara pudesse atingi-lo com o punho, e foi apertar a mão de Sasuke.
— Vamos ao que interessa. — Sasuke pegou um pergaminho pequeno de seu bolso e abriu-o. — Temos uma mensagem de Bruce.
Shikamaru tomou seu lugar ao lado de Gaara e Naruto ao lado de Sasuke, seus semblantes estavam sérios e frios como o aço.
— O que diz?
Os olhos de Sasuke, negros como carvão, brilharam de cólera enquanto lia o recado.
— Diz que tentaram um ataque surpresa contra o exército inglês há algumas semanas e foram massacrado. — Ele ergueu os olhos para os outros.— Pede que nos preparemos até o fim do inverno, Bruce quer acabar com isso de uma vez por todas e expulsa-los de nossas terras.
O silêncio se abateu sobre a sala, as palavras de Sasuke caindo como lava sobre eles, aquecendo seus corpos ate se tornar insuportável.
—Por que ele tomou uma atitude sem nós? — Gaara foi o primeiro a se manifestar, sua voz rouca de indignação.
Shikamaru apoiou os cotovelos na mesa e pareceu pensar por alguns momentos, ate responder.
— Somos seus melhores guerreiros, penso que Bruce sabia que era uma batalha perdida, ele é experiente demais para ter acreditado no contrário. Por isso não quis correr o risco de nos perder.
Naruto concordou.
— E por ele ter nos avisado com tanta antecedência, ja que o inverno acabou de se iniciar, provavelmente deseja que preparemos uma estratégia longe de todos.
Uma luz pareceu brilhar na mente de Sasuke.
— Deve haver um traidor dentre os nossos.
Todos o olharam, enfim compreendendo.
— Então o último ataque foi para tirar a prova... — Shikamaru sussurrou. — Bruce queria comprovar se havia realmente um espião.
Naruto curvou-se para a frente e cruzou os dedos em cima da mesa.
— Falando em espiões, precisamos de sua opinião sobre algo, Shikamaru.
E então eles relataram tudo sobre as três novas hóspedes do castelo.
— Entendo...— Shikamaru apoiou o queixo na mão e perguntou, pensativo. — Se desconfiam que elas podem ser espiãs, porque permitiram que elas fossem embora?
Os três piscaram, confusos.
— Acho que... Foi uma forma de recompensá-las pela ajuda durante a invasão. — Naruto coçou a nuca, em claro sinal de nervosismo.
— Então, só porque elas ajudaram durante uma invasão, na qual se infiltraram sem permissão, acharam que poderiam pagar dando-lhes a liberdade? — Ele estreitou os olhos. — Ou foi simplesmente por serem mulheres e provavelmente serem bonitas e aparentarem delicadeza?
Todos desviaram o olhar e nada falaram.
— Precisam prestar mais atenção! — O Nara rosnou, fazendo-os se encolher.
Shikamaru era calmo, tranquilo, preguiçoso e extremamente inteligente, assim como um exímio estrategista, porém, dentre aquele quarteto de homens enormes, guerreiros e dominadores, ele era como o irmão mais velho que ainda conseguia fazê-los se encolher com um rugido bem dado e os trazia a razão com palavras duras ou com socos mais potentes ainda.
— Tudo bem, entendemos que erramos! Mas elas estão aqui de novo, sob nossa custódia. E só sairão quando soubermos para quem trabalham ou quando esta guerra chegar ao fim!— Naruto bateu com a mão na mesa, tentando demonstrar que era o Laird e que era ele quem mandava.
Porém parece que não deu muito certo, porque Shikamaru fez a mesma coisa e disse, com o rosto a centímetros do dele.
— Jamais subestime uma mulher, e muito mais quando são três!— Ele sentou-se novamente, bufando.— Pensei que haviam aprendido algo convivendo com Karin e Temari sob o mesmo lar a vida inteira!
Um silêncio incômodo caiu sobre a sala, ate que Sasuke lembrou-se de algo.
— Durante o Samhain, Tsunade esteve aqui.
— Tsunade? A velha do penhasco? — Shikamaru pareceu esquecer o que estavam discutindo anteriormente e ficou genuinamente curioso.— O que ela queria? Nunca sai de sua casa, sempre temos que ir até ela.
Naruto coçou o queixo.
— Ela disse algo como "Lembram o que lhes disse aquela noite? ", mas não lembramos de nada além do futuro do clã estar nas mãos de uma promessa que não faço ideia de qual seja.
Shikamaru ergueu uma sobrancelha.
— Esqueceram logo a parte em que ela diz que três mulheres pediriam ajuda e que precisavam ajudá-las?
Os outros três arregalaram os olhos.
— Não me diga... — Gaara falou, depois de muito tempo quieto.
— O que foi? — Shikamaru questionou.
— Elas pediram ajuda ontem... — Gaara trocou um olhar com todos. — E Tsunade sabia disso! Está acontecendo de verdade!
— Então... A profecia de anos atrás está se concretizando. — Naruto tinha os olhos levemente arregalados.
— Precisamos ficar de olho nelas. — Sasuke estava decidido, aquelas mulheres tinham mais relação com o destino do clã do que eles jamais teriam acreditado. — Designaremos um para vigiar de perto cada uma, depois revezaremos para que elas nao desconfiem. Comecarei com Sakura.
Todos acentiram e Gaara afirmou.
— Eu com Ino e Naruto com Hinata, não podem despregar os olhos delas!
Naruto concordou solenemente enquanto Shikamaru observava a interação dos três com diversão.
Era incrível a forma que eles agiam: como se não se importassem, mas por alguma razão ficara subentendido, antes de qualquer um se manifestar, quem vigiaria quem.
Shikamaru não via a hora de conversar com Temari sobre aquilo.
***
Inveraray Castle
Escócia
1319
Neji entrou pelas portas do Castelo retirando seu elmo e permitindo que seus longos cabelos negros se espalhassem por suas costas cobertas por uma capa de pele negra como a noite. Estava cansado e sujo, porém não pararia.
— Encontrou-as? — Perguntou a voz gentil e aflita que vinha do trono menor ao lado do trono do laird.
Neji olhou tristemente para a tia, uma mulher frágil, porém linda e determinada como somente uma Campbell poderia ser.
— Não tia...
— Ah meus deuses.. — Hitomi sentiu uma queimação se alastrar pelo seu peito, causada pela momentânea falta de ar que sentiu. Preciso me acalmar, preciso me acalmar... Pensou consigo mesma, respirando fundo para tentar. Porém isso só foi possível quando a mão grande e quente de seu marido tomou a sua, dando um aperto de segurança em seus dedos pequenos e gelados.
Ela olhou para Hiashi com todo o amor e a angústia de seu coração, porém o marido olhava para o sobrinho que ele tinha como a um filho do peito.
— Alguma ideia de onde elas podem ter ido? Se as sequestraram?
Neji olhou para o tio com um brilho determinado em seus belos olhos perolados.
— Soubemos que elas foram vistas saindo da cidade por uma das criadas da vizinha, estavam sozinhas e com seus cavalos.— Ele abriu um leve sorriso reconfortante. — São inteligentes e fortes, sei que estão bem. Soubemos também que um grupo de homens do clã dos Comyn esteve lá, mas não conseguiram encontra-las.
Hiashi meneou a cabeça e sussurrou para si mesmo.
— Bendita ideia de dar aquela herança as minhas meninas, agora são caçadas como gado por todo lugar...
Ele então ergueu os olhos para Neji e disse autoritariamente.
— Separe seus melhores homens, leve o que for preciso para garantir que estejam aquecidos o suficiente e traga-as de volta, Neji. Se vai herdar este clã, deve fazer o possível e o impossível para trazê-las de volta e se manter seguro! Os Campbell nunca desistem. — Neji assentiu solenemente. — Eles vão parar de procurar durante esse tempo de inverno, portanto use isto com sabedoria e tire vantagem!
— Irei trazê-las de volta para casa, tio e tia.
Hitomi ergueu-se do trono e desceu a pequena escada, caminhando pelo salão até chegar ao sobrinho. Ela segurou seu rosto com carinho e beijou-o na testa.
— Volte para mim com suas irmãs, filho.
Neji devolveu o gesto afetuoso, assentiu e saiu da sala dando ordens aos criados e convocando seus homens. Sairiam ao amanhecer. Ele iria encontrar suas primas. Suas irmãs do coração e da alma.
Hitomi retornou ao seu lugar e apertou a mão de Hiashi.
— Foi difícil... Mas os criamos tão bem, meu amor.
Hiashi sorriu para a mulher.
— Sim... Hizashi e Kizashi estariam orgulhosos deles. Assim como nós estamos. — Ele ergueu-se da cadeira e ajudou a mulher a fazer o mesmo. — Vamos, vamos ver como Hanabi está.
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