- Desculpe-me, eu não consegui me conter — disse ele ofegante – você não devia fazer isso comigo...

— Isso o que? – disse com um sorriso.

— Me deixar louco a ponto de anular meu pensamentos e deixar os instintos me guiarem. Qualquer um sabe que meus instintos não são confiáveis...

— Eu não sabia. – disse inocentemente.

— Na verdade eles eram, mas tudo mudou quando eu te conheci. Foi difícil chegar em você. Eu te conheço e tinha medo de que você me olhasse apenas como amigo.

— Bom, aqui estamos nós. Não acho que isso foi um beijo de amigo.

Ele sorriu, e me olhou como se pedisse piedade. Dessa vez veio de mim. Não foi preciso pensar, de alguma maneira cada célula do meu corpo já sabia como reagir. Minhas mãos se uniram por detrás de seu pescoço, enquanto nossos lábios se uniam numa explosão de sentimentos e emoções. Não sabia como mas ele fazia com que nossos lábios se movimentassem de uma forma perfeita. Ele era gentil, não parecia um garoto de 15 anos, estava comportado demais.

Em certo momento, como se desejasse algo mais, ele tirou as mãos da minha cintura e colocou em minhas costas, me apertando contra o seu corpo perfeito, me fazendo arrepiar ao sentir suas curvas moldando-se às minhas.

Ao ver que o desejo estava vencendo, recuei. Não sabia se estava pronta para aquilo.

— Vamos com calma, por favor. – eu disse, enquanto recobrava a lucidez.

— Me desculpe. Prometo me comportar. * carinha angelical*

Isso me fez rir.

— É sério! Por que você não acredita em mim?

Isso me fez rir ainda mais. Depois de algum tempo, eu disse:

— Acredito em você. Mas foi engraçada a carinha que você fez.

— Valeu. Eu sei que você me ama.

— É lógico que amo.

E o beijei. Foi um beijo rápido, sem mais delongas. Mas macio e delicado.

— Vamos. Ou sua mãe não deixa mais você sair com o grupo. – ele disse, preocupado.

— O.K.

Andávamos juntos, envoltos pela escuridão e o silêncio frios da noite. Palavras não eram necessárias; olhares transmitiam perfeitamente o que queríamos dizer.

Chegando mais perto da minha casa vi minha mãe sentada na porta, chorando muito e ligando para alguém. Deixei o Arthur de lado e corri em direção a ela, sem me dar conta de que o pior estava por vir...

Notas finais
gnte so vo digitar o proximo cap. e vou postar... talvez hoje ainda!