Para sempre ao Seu Lado...
4 Capítulo 2. Desespero (part. I)
Capítulo 2- Desespero
— Não acredito! Não pode ser verdade! Por quê? Háááá! Tudo estava tão perfeito a 10 minutos; por que tem que acabar assim?
— O que aconteceu? – o Arthur disse, quando finalmente consegui me alcançar.
— Mortos...- eu disse, sem saber se tremia, chorava, coluçava ou falava – eles estão mortos!
— Quem está morto? – ele gritava e me sacudia.
Minha mãe nem ao menos levantou o olhar; não importava eu estava prestes a perder os sentidos e desmaiar.
[...]
— Hum... onde eu estou? – eu disse finalmente acordando.
— No hospital – uma voz conhecida respondeu.
Pensei emme sentar e olhar quem tinha falado, mas eu não tinha forças para isso. Ao invés disso, perguntei:
— Quem está aí?
— Arthur. Sua mãe foi em casa buscar seus materiais e depois vai passar na sua escola para avisar que você vai chegar um pouco atrasada.
— Quantas horas?
— São 7 horas.
— Há! Que saco! Me ajuda a sentar!
Ele se levantou, segurou meus braços, e me apoiou na cabeceira da cama. Eu estava um pouco tonta, sem noção de espaço, e prester a cair num tombo digno de filmagem, quando ele me segurou, e me deitou de novo.
— Você não tem juízo. – ele disse, sentando na beirada da cama, ao meu lado – E aí, ta melhor?
— Acho que sim. Mas ainda ta difícil de acreditar que eles ( meu pai e meus irmãos) morreram. É surreal.
— Saiba que estou do seu lado viu. Pro que der e vier.
— Obrigada.
Eu tinha vontade de chorar, muita vontade. Por mais que não quisesse chorar perto de ninguém, era inevitável. As lagrimas rolavam pelo meu rosto sem parar, e eu queria loucamente abraçar alguém; quando me dei por mim, já estava em seus braços, chorando todas as lágrimas que meu corpo permitia. Eu sabia que ainda tinha muito o que chorar, mas temia enxarcar sua camisa. Decidi pedir a ele que me segurasse:
— Me ajuda a sentar de novo.
— Você quer morrer ne?
— Você me segura! Por favor!
Ele me levantou e passou seu braço sob minha cintura, me firmando para que eu não caísse.
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