Notas iniciais
Oi meninas! Tudo bem? Tive um branco de idéias hj que não sei se o capítulo ficou bom rsrs, mas agora elas voltaram rs a coisa vai começar a se enrolar com esses dois...aguardem!

Aquela fora, sem dúvidas, a melhor tarde que Dulce Maria tivera. Estava rodeada pelas pessoas que amava e com muitos ovos de chocolate para comer. O dia fora cheio de risadas, longas conversas e muitas brincadeiras por parte das crianças.

Já era nove da noite, e Rosana com seus filhos já haviam partido, junto com Gabriel, Silvestre e Franciele. Fátima, Vitor e Estefânia estavam na cozinha, planejando novidades para o foodtruck. Gustavo permanecia na sala, sentado no sofá, observando Dulce Maria dormindo, com a cabeça apoiada no colo de Cecilia, logo a frente. A ex-noviça acarinhava os cabelos claros da menina com delicadeza.

— Ela não parou o dia inteirinho...- disse Gustavo, sorrindo e quebrando o silêncio que predominava.

— É...- concordou Cecilia, segurando uma das mãozinhas de Dulce, carinhosa — Crianças são assim...cheias de energia! Quando gastam ela todinha, caem no sono...

— Você sempre gostou de crianças? Por que decidiu ser professora?

— Sempre...eu decidi ser noviça antes de pensar em ser professora. Todas no noviciado são incentivadas a estudar algo. E eu sempre achei que alfabetizar e despertar a curiosidade dos pequenos para o conhecimento é uma maneira prazeirosa de ajudar o mundo a ser melhor...- revelou Cecilia.

— É uma profissão muito bonita...- declarou Gustavo — Vai continuar? O que pensa em fazer agora?

— Não sei...Ainda não pensei nisso...- respondeu a jovem, olhando no relógio. Nossa já está tarde...

— Você tem razão! — concordou Gustavo, levantando-se — Estefânia, eu já vou indo...Você vem?

— Não primo...Vou ficar por aqui hoje, amanhã cedo eu passo lá em casa e levo a Dulce para o colégio...

— Nós também já vamos...- emendou Fátima — Estarei amanhã às dez em ponto no foodtruck chef! — disse animada — Vamos maninha?

— Sim...- disse Cecilia, ainda presa no sofá, pelo sono de Dulce. Gustavo se aproximou, ajoelhando diante do sofá.

— Filha...meu amor...acorde...- chamou. Dulce abriu os olhinhos devagar — Temos que ir filha...você precisa dormir na sua caminha para acordar cedo amanhã. A Madre não disse que o doutor André vai até lá dar aula de primeiros socorros para você e suas amiguinhas?

— Não...eu quero ficar mais um pouquinho com a Ceci...- disse a menina, manhosa de sono.

— Teremos todo o tempo do mundo para ficarmos juntinhas, minha pequena...- disse Cecilia — Obedeça o papai, vamos?

— Então dorme lá na minha casa Ceci...Você pode dormir na cama do papai, é bem grandona e cabe um montão de gente...- informou, inocente. Cecilia e Gustavo trocaram olhares.

— Não me anjo...isso eu não posso...- respondeu a ex-noviça, desviando o olhar sem graça.

— Promete que vai me ver no colégio? — pediu a menina.

— Prometo, eu vou assim que for possível...

— Amanhã é possilgo? — perguntou Dulce.

— Possível...- corrigiu Cecilia — É sim...eu tenho mesmo que ver a Madre...

— Então ta...- sussurrou a menina, caindo no sono novamente, no colo do pai.

...

Quando chegou na cobertura aquela noite, Gustavo colocou a filha para dormir e seguiu para o seu quarto. Precisava de uma ducha quente depois do dia longo.

Estava tão perdido em pensamentos, que quase esquecera de desligar o chuveiro ao sair. Vestiu um pijama de flanela e olhou para cama, lembrando das palavras de Dulce Maria "a cama do papai é bem grandona". Realmente, pensou. E se sentia muito sozinho ali desde que Tereza se fora.

Ajeitou os travesseiros, apagou as luzes e deitou-se, porém, não conseguia pregar os olhos, pois a imagem de Cecilia insistia em invadir seus pensamentos.

Ela era uma mulher como as outras agora, pensou. Como as outras não, corrigiu. Era muito linda, doce e integra. Uma combinação rara, que ele admirava. Sorriu. Virou-se na cama, inquieto. Chega! Ordenou para si mesmo. Fechando os olhos determinado a dormir.

...

Fátima observava a irmã quando chegaram em casa. Preparava um chá de hortelã, enquanto Cecilia, mexia com a colher uma xícara vazia.

— Cecilia...- chamou a mais velha — Acorda! — riu, fazendo a irmã sobressaltar. — Ficou feliz?

— Muito! Foi tão bom ver a Dulce de novo, ela me faz tão bem sabe...

— Só ela? — indagou Fátima.

— Fátima...não comece com essa história...- reclamou Cecilia.

— Vai me dizer que era na menina que pensava, ai com essa cara de boba, olhando para o nada? — ironizou — Não te julgo por se apaixonar pelo Gustavo...ele é um homão mesmo! — riu.

— É...- concordou a ex-noviça, suspirando — Mas não é para o meu bico...

— Maninha, nem quero brigar contigo hoje viu, por favor...difícil abrir seus olhos!

— Eu não sei muito o que fazer Fátima...Ele é o único homem que conseguiu me afastar completamente do meu caminho...

— Mana, não faça, deixe rolar! Não perca oportunidades, enfim...não tem segredo...Além disso, eu vi a maneira que ele ficou te secando a tarde todinha...

— Não fale bobagens Fati...Bom eu vou dormir, amanhã tenho que ir ao colégio ver a Madre, para pegar alguns documentos que ficaram por lá e começar a buscar emprego para te ajudar...

— Cecilia...pegue seu chá e vai dormir vai...- riu Fátima, balançando a cabeça — Só não erre o caminho! — brincou.