Para Te Encontrar
34 Capítulo 33 - When You Tell Me That You Love Me
Notas iniciais
O senhor Denali é o responsável pela separação dos meus pais...
Eu não posso acreditar!
Não posso acreditar que por ganância a vida da minha família foi destruída.
Meus pais se separaram.
Minha mãe abandonou toda sua vida, sua família, amigos e amor.
Eu cresci sem família, sem um pai por conta de uma pessoa egoísta!
Como pode ser?
Como pode existir alguém tão mesquinho assim?!
Mas isso não vai ficar assim!
Eu vou tirar essa história a limpo agora!
Levantei da cama num pulo, me troquei rapidamente e chamei um táxi, porém quando abri a porta do quarto dei de cara com Edward com a mão erguida provavelmente prestes a bater.
— Bella, eu...
— Agora eu não posso Edward. Estou de saída.
— De saída? Para onde? Está tarde, quer que vá com você?
— Não, não precisa. – Fiz menção de passar, porém ele me segurou.
— Hey, você está tremendo. O que está acontecendo Bella?
— É frio. Por conta do choque térmico entre o quarto e o corredor. – Menti descaradamente enquanto tento controlar meu corpo. – Agora eu realmente preciso ir.
— Não, não te deixarei sair desse jeito.
— Você não é meu dono para determinar o que posso ou não fazer.
Disparei e imediatamente ele me soltou.
— Eu jamais pensaria isso. – Respondeu bem baixinho, porém ainda sim fui capaz de ouvir. – Só estou preocupado, pois está na cara que você está nervosa.
— Não precisa se preocupar. – Afirmei. – Eu tenho apenas que ir a um lugar, só isso.
— Você não vai me falar do que se trata, não é? – Neguei. – E também não quer que vá com você? – Neguei novamente.
— Eu não vou demorar, mas agora preciso mesmo ir. – Desvencilhei-me.
— Bella...
Ouvi seu chamado, mas não virei, continuei caminhando até as escadas e quando deixei suas vistas disparei em direção à saída da pousada.
Por sorte assim que cheguei à rua o táxi chegou, dentro do carro passei o endereço da casa do senhor Denali, que por sorte anotei no dia que Edward tentou levar Irina até lá.
O trajeto demorou bastante, pois ele mora em um bairro mais afastado, uma região nobre, até então não visitada por mim.
Quando desci do carro temi por esse momento.
Temi pela possibilidade de ele não estar em casa e assim não conseguir tirar a história a limpo.
Porém temi mais ainda que ele esteja e finalmente encontre toda a verdade que tanto busquei.
Falei com o porteiro do condomínio me identificando e fiz questão de me apresentar como Isabella Cullen, pois a partir de hoje retomarei minha vida de volta, a vida que sempre deveria ter sido minha...
Fui autorizada a entrar e orientada de como chegar até a casa.
Não hesitei por um segundo até chegar à frente da construção, mas me surpreendi ao encontrar a porta aberta e o senhor Denali esperando junto à mesma.
— Srta. Swan, que surpresa vê-la aqui. – Falou indicando para entrar.
— É senhorita Cullen, senhor Denali.
Passei pelo vão da porta enquanto ele a fechou atrás de mim.
— Pois bem, me desculpe. Senhorita Cullen, a que devo a honra da visita inesperada?
— Eu gostaria de conversar com o senhor, seria possível?
— Mas é claro. Não posso imaginar o assunto, mas podemos conversar sim. A senhorita aceita alguma coisa para beber?
— Não, obrigada.
— Muito bem, queira se sentar.
— Estou bem assim.
Ele me olhou de modo estranho, mas permaneceu de pé também.
— Certo, nesse caso a senhorita pode falar o motivo que a trouxe até aqui.
— Eu sei o que o senhor fez. — Despejei sem rodeios.
— Perdão?
— Há vinte anos. O senhor armou para os meus pais se separarem.
— Senhorita Cullen, não sei de onde tirou essa conclusão, mas acredito que esteja enganada...
— Senhor Denali, eu não vim atrás de uma confirmação. Não seria tola ao ponto de vir confrontá-lo sem ter certeza do que estou falando. – Declarei.
É claro que não tenho total certeza de nada, mas não posso fraquejar em sua frente.
— Eu vim falar com o senhor apenas para entender os motivos, pois não entra na minha cabeça como alguém pode ter feito algo tão terrível assim somente por dinheiro.
— Bem se vê que você ainda não entendeu a importância do mesmo. E que apesar de estar ostentando o sobrenome Cullen, não tem ideia da sua importância.
— A única importância que esse sobrenome tem é por ser do meu pai. – Afirmei. – Um pai que o senhor impediu de conviver comigo por quase 20 anos.
— Tenho que confessar que estou impressionado senhorita Cullen. Como filha dos seus pais, você está se mostrando muito mais inteligente do que os dois.
— Não ouse falar mal deles!
— Oh não, não estou falando mal deles, estou elogiando você. Exemplificando que se talvez algum deles tivesse a sua sagacidade as coisas poderiam ter sido muito diferentes...
— O senhor não presta!
— Ora essa senhorita Cullen. Agora eu que estou sendo ofendido e ainda na minha própria casa. Vamos tentar manter o decoro, sim?
— Como o senhor pode ser desse jeito? Tratar uma questão dessas com pouco caso. Como pode ter destruído várias vidas como se não fossem nada?!
— Se sabe a verdade, sabe também que não fiz nada demais. Seus pais agiram por conta própria. Eu apenas mostrei como o caminho de ambos poderia ser complicado.
— O senhor os manipulou! Usou sua influência sobre meu pai para lhe encher a cabeça, ao mesmo tempo em que sabendo da fragilidade da minha mãe não hesitou em amedrontá-la com um monte de mentiras.
— Não. Eu não disse nenhuma mentira. – Desdenhou. – Seu pai poderia sim ter feito coisas que talvez ela não quisesse. Tudo isso apenas por conta do poder dos Cullen.
— Poder esse que o senhor não quis perder, não é mesmo?
— Exatamente. – Respondeu sem importar-se em negar.
— Como pode tratar isso dessa maneira? O senhor acabou com as nossas vidas. E tudo por quê? Por ganância? Para ser o único respaldo do meu pai? Aliás, respaldo não. Para ser o gerenciador, o controlador da vida do meu pai.
— Eu não teria alcançado meus objetivos se seu pai não fosse tão suscetível. – Fiz menção de responder, porém ele impediu. – A senhorita veio aqui alegando querer saber os meus motivos, pois lhe direi. – Afirmou. – Eu não nasci com dinheiro senhorita Cullen, tudo que conquistei foi através de muito esforço. Depois de concluir a faculdade, que só entrei após me matar para conseguir uma bolsa, conheci a família Cullen. Seus avós paternos eram muito generosos e gostavam de apoiar instituições de ensino, arte, hospitais e afins. Assim que os conheci vi a oportunidade perfeita de crescer e me tornar o que nasci para ser. Sendo muito generosos não hesitaram em me apoiar, ainda mais que minha inteligência e sagacidade sempre estiveram comigo, por isso cheguei aonde cheguei. Porque sempre soube agarrar as oportunidades da vida. – Professou com orgulho. – Desse modo eles apoiaram meus planos para ingressar na carreira política e não mediram esforços monetários e pessoais para me ajudar. A única burrada que cometi durante meu caminho foi ter engravidado a mãe da Carmen. Mas acho que esse é um erro comum aos jovens, não concorda? – Desdenhou. – Enfim, nem isso foi empecilho para a concretização dos meus planos. E conforme fui crescendo na carreira política, vi também Carlisle e Carmen crescerem. Não nego que pensei em uni-los, se já possuía benefícios sendo apenas amigo dos Cullen, aonde chegaria se de fato me tornasse da família? Porém infelizmente Carmen não herdou minha sagacidade, assim foi burra o suficiente para cometer o mesmo erro que a mãe, engravidar de alguém com uma posição social muito inferior.
— Mas quando a Carmen engravidou meus pais já estavam juntos. – Comentei.
— Sim, mas se Carmen não tivesse afetado nosso destino, acha mesmo que um namoro juvenil teria me impedido de uni-los? – Rebateu. – De todo modo aconteceram reviravoltas que sinceramente não previ, sendo uma delas o falecimento dos seus avós. Então tive que começar a mudar os planos, pois apesar de conhecer e conviver com Carlisle, não éramos necessariamente próximos, porém quando ele ficou órfão deve ter enxergado em mim uma figura paterna perdida e por que não preencher essa necessidade que só traria benefícios a nós dois? Tudo estava indo bem, até que percebi que sua mãe poderia ser um empecilho no meu caminho. Já que Carlisle era excessivamente devotado a ela. Assim compreendi que precisava tomar uma atitude. – A passividade em sua voz me enjoou. – Quer que continue?
Lancei um olhar frio, que parece ter lhe incentivado a prosseguir.
— Muito bem, seus pais eram daqueles casais que compartilhavam tudo e logo percebi que minha presença, assim como meus privilégios, logo poderiam ser cortados. Tinha começado a pensar no que fazer quando o destino me deu a solução de bandeja, ao ouvir ocasionalmente sobre a gravidez da sua mãe. Você tem que ter uma coisa em mente, senhorita Cullen. Conhecimento é poder. E eu conhecia o seu pai, sabia o quão devotado ele era a sua mãe, mas, por algum motivo que jamais entenderei, também era inseguro quanto à relação dos dois. Um temor tolo sendo que ele era um Cullen, enquanto ela era apenas uma menina comum, mas já deixamos claro que seu pai não é o mais exímio das pessoas...
— Pare de falar dele dessa maneira! O senhor é a única pessoa baixa e sem caráter em toda essa situação!
— É claro, claro, mas continuando. Se eles já eram tão ligados, com a chegada de um filho nunca mais iriam se separar. A não ser que a separação viesse antes e fosse fatal. Desse modo foi fácil encher a cabeça do seu pai de desconfiança. Ele acabou jogando tudo sobre a sua mãe. Que para minha sorte, tenho que confessar, já que a reação dos seus avós contribuiu muito para tudo sair como planejado, a levou a partir carregando o segredo do bebê consigo. Desse modo indefinidamente acabei me tornando o único apoio de Carlisle e maior detentor dos seus contatos, notoriedade e fortuna.
— O senhor não presta! Nunca na minha vida conheci alguém tão vil. Vidas foram prejudicadas enquanto o senhor desfrutava de tudo sem um pingo de remorso?
— Remorso é para pessoas fracas. — Afirmou. – Os fortes apenas conhecem a glória e a satisfação que ela traz. Eu posso ter sido um ninguém no passado, mas isso foi há muitos anos. Pois hoje o nome Eleazar Denali é sinônimo de grandeza e prestígio.
— Mas isso está prestes a acabar, pois contarei tudo que o senhor fez ao meu pai! E como enfatizou tão bem e tantas vezes, um Cullen sempre conseguirá conquistar o que deseja e nós vamos acabar com o senhor! Com esse nome que alega ter conquistado, com a carreira que tanto almejou, com seu precioso dinheiro, com tudo!
— É mesmo Isabella? — Meu ímpeto foi interrompido pela entrada inesperada de Irina na sala. – E como você pretende fazer tudo isso?
— Eu contarei ao meu pai, contarei tudo que descobri e que seu avô não hesitou em confirmar. – Enfatizei. – Como ele manipulou minha família e que não merece continuar recebendo apoio algum.
— Ah sim, entendo. Mas acredito que esteja esquecendo pontos muito importantes para sua tomada de decisão.
Falou de modo despreocupado enquanto atravessa a sala e senta no sofá.
Perante sua presença, seu avô não hesitou em segui-la, já que esteve de pé como eu durante toda a conversa.
— Eu fiquei sabendo que sua mamãe está grávida de novo. Tratarei de dar os parabéns na próxima vez que a vir. Ou talvez não, já que ela e seu pai foram muito cretinos em ficar juntos enquanto ele ainda estava com a minha mãe!
— Isso não justifica nenhum pouco tudo que seu avô fez a eles. – Ponderei.
— Talvez não, mas eu tenho o direito de ficar chateada, não acha? Assim como o meu avô. Você está aqui o acusando e ameaçando por estar chateada com o que ele fez. Mas e se nós decidirmos fazer algo por conta dessa chateação? Algo que também possa prejudicar pessoas queridas a você?
— O que está querendo dizer?
— Que eu poderia muito bem voltar atrás e reabrir a queixa contra o Edward. – Soltou como quem não quer nada, enquanto imediatamente perdi o ar. – Eu poderia alegar até mais. Poderia dizer que você me manipulou para retirar a queixa.— Minhas mãos começaram a suar e tremer. – Quem sabe falar que talvez ele tenha tentado abusar de mim enquanto estávamos sozinhos. Pois o que todos sabem é que eu estava praticamente inconsciente naquela noite, uma total vulnerável, que poderia muito bem ter sofrido algo e apenas agora estar começando a recordar...
— Sua miserável! — Avancei sobre ela, mas seu avô conseguiu me impedir de alcançá-la. – Você não presta! Como pode ao menos pensar em dizer coisas assim sobre o Edward?! – Continuei tentando acertá-la e me soltar ao mesmo tempo. – Me solta, não me toque.
— Então fique calma, senhorita Cullen.
O infeliz falou próximo a mim e me esperneei mais.
— Solte-a vovô. Ainda temos muito que conversar e não seria prudente que Bella perdesse um segundo do nosso assunto.
Mesmo sentindo o ódio ferver em meu corpo, tentei me acalmar, com isso o senhor Denali me soltou, mas se manteve em frente à neta.
— Vocês não prestam! Como podem ser tão horríveis assim?
— Eu lhe falei que Carmen não nasceu a mim, mas para a minha sorte minha neta é meu total orgulho.
Falou realmente demonstrando muito orgulho pela neta ser tão inescrupulosa quanto ele.
— Obrigada vovô. – Ele voltou a se sentar, mas dessa vez ao seu lado. – Agora vamos continuar nossa conversa Bella. E seria bom se pudemos fazê-lo sem mais desses rompantes desnecessários. – Agitou a mão como se estivesse espantando um inseto ou algo assim.
— Você armou para o Edward, não é? — Acusei. – Não tenho ideia de como, pois minha mente não tem o teor manipulativo das de vocês. Mas você deu um jeito de adulterar o sangue dele para desse positivo no exame de ingestão de álcool. – Afirmei. – Na verdade isso quer dizer que você o drogou! E fez tudo de caso pensado já armando para nos separar!
— Vamos ver... Pode ser que sim, mas também pode ser que não. – Protelou. – Se não há provas, não há crime. E nesse caso as provas estão incriminado o Edward, por isso se fosse você ouviria o que tenho a dizer bem atentamente.
— O que você quer agora?!
— Vejamos. O vovô realmente conquistou muito ao longo desses anos. Eu mesma nasci no luxo, nunca fui uma pobretona como você. Mas como bem pontuado, a importância da família Cullen é algo secular e mesmo que a certos aspectos meu avô seja muito mais influente do que seu pai, se ele se propusesse a nos prejudicar, realmente poderia conseguir alguma coisa. E meu avô e eu não temos porque lidar com transtorno nenhum, ainda mais um desnecessário como esse...
— Desnecessário?! — Praticamente rugi.
— Sim, desnecessário. Tudo que aconteceu foi há tanto tempo. E agora veja só, seus papais já estão até juntos de novo, esperando um novo filho. Todos estão vivendo a vida feliz que tanto sonharam. E você não quer que isso se perca novamente, não é?
Dessa vez meu corpo não aguentou e sucumbiu a pressão da ameaça velada.
Assim praticamente cai sobre uma poltrona que estava próxima a mim.
— Você está ameaçando meus pais? — Soltei a um fio de voz.
— Eu? Mas é claro que não. Como pode pensar algo do tipo sendo que estou apenas pontuando sobre tudo estar bem a sua família. E que se fosse eu não ia querer que algo estragasse isso de modo algum. Você não concorda? — Não sei se ela esperava que dissesse algo, mas diante do meu silêncio prosseguiu. – Porque se analisarmos a questão bem direitinho. Nada mais pode ser feito quanto ao que aconteceu no passado, mas no presente muita coisa ainda pode acontecer...
— O que... – Engoli o choro preso na garganta. – O que você pretende com tudo isso?
— Pensei em algo bem simples. Você não contará nada a ninguém sobre o que descobriu a respeito do meu avô. E em contraponto, sua família viverá feliz e tranquila seguindo com a vida do jeitinho que sonharam. E o Edward também é claro, ele continuará livre como um passarinho. E quando digo livre, quero dizer em todos os aspectos, pois é claro que nosso primeiro acordo continua de pé.
— Você fala isso como se fosse algo cabível. Como se pudesse confiar em vocês. – Desdenhei.
— Senhorita Cullen, assim você nos ofende. – O senhor Denali falou e revirei os olhos. – Que interesse teríamos em não cumprir com a nossa parte do acordo? Ouça, para sanar sua preocupação. Particularmente não preciso mais conviver com o seu pai, o fiz até hoje muito por conta do relacionamento dele com a Carmen, mas agora que acabou, ninguém estranhará meu afastamento. Sua família poderá viver tranquilamente sem qualquer interferência minha. Seguiremos em frente sem mágoas ou amarras do passado. — Pontuou. – Talvez você acabe convivendo um pouco com Irina, já que apesar de ter muito de mim, ainda puxou da mãe justamente o traço de querer envolver-se com alguém inferior.
— Vovô. – Ela fingiu repreendê-lo.
— Mas enfim, o que ela e o jovem senhor Masen vierem a ter não me diz respeito. Portanto, minha presença será completamente apagada. Desde que você concorde com o que estabelecermos aqui.
Apesar das palavras simples, o tom sombrio não deixou sua fala.
— Então Bella, aceita o acordo? Seu silêncio em troca da felicidade dos seus pais e do Edward?
Eu não posso aceitar...
Não posso continuar mentindo.
Não posso me sujeitar a algo tão baixo.
Desse modo não estarei me igualando a eles?
Mas...
Mas e se Irina conseguir prejudicar Edward ainda mais?
Se seu futuro for totalmente destruído por que não fui forte o suficiente para protegê-lo?
E meus pais?
E se algo pior do que uma separação acontecer dessa vez?
Não, não posso deixá-los sofrer novamente.
Não posso deixar meu irmão, que ainda nem nasceu, passar por tudo que passei.
Não posso tirar a chance de serem felizes novamente.
Se deixar o passado para trás é o que preciso fazer, então tenho que ser forte e conseguir.
Se abrir mão do meu amor por Edward é o que lhe garantirá a felicidade, preciso deixá-lo ir...
Rezei por uns segundos para conseguir ir em frente, tomei uma respiração profunda e respondi.
— Eu posso concordar em não contar a verdade aos meus pais e deixar essa história no passado para o bem-estar e segurança de todos. – Pontuei. – Mas em troca eles serão deixados em paz para sempre.
— De acordo. – O senhor Denali afirmou.
— Quanto ao Edward... – Minha voz tremeu, mas me esforcei para continuar. – Eu termino tudo com ele, efetivamente, o deixo livre e fora da minha vida. – Irina abriu um sorriso asqueroso. – Mas você terá que contar a verdade à polícia. Que armou tudo e que Edward é completamente inocente.
— O que?
— Isso mesmo que ouviu. Seu plano asqueroso está acabando com a vida do Edward e ele não merece isso. Portanto, terá que inocentá-lo de vez. Não me importa se contará a verdade ou se articulará um plano para a polícia. O que importa é que o nome do Edward fique limpo de vez. Sem qualquer rastro de acusação.
— E eu passo a ser responsabilizada?
— Você é a culpada de fato, então não será injusto que pague pelo que fez. – Enfatizei. – Mas você e seu avô não propagaram tanto que também são influentes e poderosos? Não tenho dúvidas que encontrarão um jeito de livrá-la de algo pior. Porém pouco me importa o que aconteça a você. Contanto que o Edward seja inocentado, temos um acordo. – Prometi.
Os dois trocaram olhares, mas logo deixaram o contato silencioso de lado.
— O que o senhor acha vovô?
— Você realmente quer arriscar seu nome por conta daquele rapaz?
— Eu o terei para mim vovô. — Me segurei muito para não avançar em sua direção novamente. – Mas para isso preciso que ele esteja livre. E se arriscar um processo é o preço que tenho que pagar, não hesitarei em fazê-lo. Posso contar com a sua ajuda?
— É claro querida. Farei o que estiver ao meu alcance para ajudá-la.
— Obrigada vovô. – O sorriso de satisfação preencheu seu rosto. – Então está decidido. – Se dirigiu a mim. – Por mim temos um acordo.
— Por mim também. — Sentenciei. – Desde que cumpram com a sua palavra, também cumprirei com a minha. – Afirmei levantando da poltrona.
— Muito bem senhorita Cullen. – O senhor Denali levantou também. – Estamos combinados. – Ele estendeu a mão para um possível cumprimento, mas é claro que não aceitei. – Pois bem, sua visita foi inesperada, mas no fim das contas tornou-se bastante proveitosa a ambos, não acha?
— Espero nunca mais ter o desprazer de vê-los novamente.
Respondi apenas seguindo em direção à saída.
Abri a porta deixando-a aberta caminhando rápido desejando deixar toda essa situação podre para trás o mais breve possível.
Quando cheguei à portaria central sai rapidamente para a rua e quis desabar aqui mesmo, mas me contive.
Usei minhas últimas energias para chamar um táxi e aguardei, quando chegou dei o endereço da pousada e dentro do veículo não consegui impedir as lágrimas de correrem livremente.
Percebi que o motorista ficou preocupado com meu estado, mas não me importei, já estou me segurando muito para não chorar de soluçar, assim deixar que minhas emoções fluam de modo contínuo é o mínimo que consigo fazer.
Ao chegar à pousada encontrei tudo escuro e vazio, é claro que todos já estão em seus quartos, mas sei que ainda não posso seguir para o meu, não no estado que estou correndo o risco de acordar minha mãe.
Diante de tudo que aconteceu até acabei esquecendo o jantar entre meus pais e avós, por isso peguei o celular vendo que mamãe só mandou mensagem quando chegou e não me encontrou, mas não parecia aflita ou triste, amanhã perguntarei como foi tudo...
Vi que Edward também mandou mensagem, mas ignorei, já que agora mais do que nunca nosso afastamento terá que se concretizar.
Caminhei no escuro mesmo até a sala onde fica o piano, sentei no banco em frente ao instrumento e irrompi as barreiras do choro sofrido.
O choro e a angústia se misturaram, já que estou lidando com as pressões do passado, presente e futuro.
Com escolhas que mudarão o curso de tudo novamente, para muitos em uma direção satisfatória, mas para mim...
— Bella...
Ergui a cabeça ao ouvir a voz de Edward sem acreditar que ele está realmente aqui.
— O que houve? Quando você chegou? Por que está chorando assim?
Suas perguntas vieram acompanhadas da sua aproximação e quando chegou perto o suficiente para me tocar, também do seu carinho.
Com isso o choro só aumentou.
— Por favor, me diz o que está acontecendo. O que eu posso fazer para te ajudar?
— Na... Nada.
— Bella, meu amor...
Ele me puxou para os seus braços e afundei a cabeça em seu peito.
— Não... — Gaguejei fungando em sua camiseta. — Não fala nada.
— Tudo bem, não farei mais perguntas. Vou apenas cuidar de você.
E por uma última vez, me deixei ser confortada.
Ele me pegou no colo e seguiu para o seu quarto sem dificuldade alguma, já no cômodo me despiu com cuidado e delicadeza, depois me vestiu com uma de suas camisetas e me deitou na cama.
A essa altura o choro se transformou em um soluçar contido, porém cumprindo sua promessa, não questionou mais o motivo do meu desadoro.
Fui embalada por sua mão acariciando meu cabelo e adormeci ouvindo sua voz sussurrar...
— Eu te amo...
De manhã quando acordei me permiti aproveitar um instante a companhia de Edward em seu sono, mas não demais para não arriscar.
O deixei dormir e aproveitar o resto de sono enquanto sutilmente sai do quarto em direção ao meu para me arrumar e ir trabalhar.
Durante toda a manhã fiquei pensando no que aconteceu ontem, ainda sem acreditar que certas coisas são reais, mas sabendo que jamais teria a capacidade de criar em minha mente algo tão obscuro...
Com a exposição tão próxima, ocorrendo já na semana que vem, tratei de focar minha mente em todos os preparativos para tal, assim ao menos durante o dia não fico remoendo tanto as decisões que me cercam.
Rose e eu acabamos de voltar do almoço e estamos conversando sobre uma das obras que será exposta, mas fomos interrompidas pela presença de Edward e Jasper ao entrarem no Antiquário.
— Meninos, oi. O que fazem aqui? – Rose perguntou.
— Não posso vir ver minha irmã e meu futuro sobrinho ou sobrinha?
Jas respondeu a cumprimentando e a mim em seguida.
— Pode, é claro que pode. Só é uma surpresa vê-los aqui.
— Na verdade nossa vinda tem um motivo distinto. – Edward falou. – Tudo bem Rose?
— Tudo e você?
— Não poderia estar melhor. — Respondeu olhando em minha direção.
— O que aconteceu? – Perguntei finalmente.
— O Dr. Pace acabou de me ligar. As queixas contra mim foram retiradas. – Professou.
Imediatamente perdi o ar.
— Como assim? Explica isso direito rapaz, pois uma mulher grávida não pode passar por fortes emoções.
— Então talvez não seja bom você ouvir o resto da história. – Jas comentou.
— De jeito nenhum. Eu quero saber de tudo. Anda Edward, fala.
— Então, pelo o que o advogado falou, fui inocentado porque Irina assumiu a autoria de tudo.
— Aquela desgraçada! — Rose exclamou.
— Ele... – Tomei uma respiração. – Ele falou como ela assumiu a culpa?
— Ele não me deu muitos detalhes, pois disse que quer conversar pessoalmente comigo e seu pai. Imagino que para encerrar o caso formalmente. Mas em resumo disse que ela confessou ter armado tudo, desde a ideia de parecer bêbada para ter minha ajuda em levá-la para casa, até o acidente e a incidência de álcool no meu sangue.
— E como ela pode ter feito tudo isso? Só alguém realmente mau-caráter para pensar em algo assim.
— Exatamente. – Jasper concordou com a irmã. – Já falei para o Edward, o que ele tem que fazer agora é reverter o jogo e processá-la.
— Pensarei nisso depois, conversarei com o advogado e verei o que ele sugere. Mas agora o importante é que estou livre. Sou um homem inocente de novo.
— Você sempre foi inocente. — Afirmei. – Agora apenas as pessoas que não acreditaram nisso vão finalmente entender.
— Sim. Essa é uma excelente notícia, nós temos que comemorar. – Rose falou.
— Hoje a noite no Pub. Celebraremos a conquista do Edward. – Jasper sugeriu.
— Perfeito. Parabéns Edward, você não merecia ter passado por nada disso, mas que bom que acabou.
— Obrigado Rose.
Edward desviou o olhar de volta a mim e vi pela visão periférica os irmãos se afastarem nos deixando um instante a sós.
— Eu também estou muito feliz por você. – Falei.
— Eu sei que você teve algo a ver com isso. – Rebateu.
— O que? Não. Como poderia ter algo a ver com a confissão da Irina?
— Porque se alguém tinha o poder de convencer aquela maluca a confessar, esse alguém é unicamente você.
— Edward, você está sendo bobo. – Desconversei. – Vamos apenas aproveitar o momento, sim? Agora sua vida poderá seguir normalmente. Logo o pessoal da RAM vai ficar sabendo da sua inocência e revogarão a decisão de não deixá-lo concorrer à bolsa. Entre tantas outras coisas maravilhosas que lhe acontecerão.
— A melhor de todas as coisas maravilhosas que tenho é você. – Pontuou. – Enquanto estivermos juntos, estarei completo.
Meu Deus, meu Deus, meu Deus, me ajuda.
— Eu... Eu queria agradecer pelo apoio na noite passada. – Desviei o assunto. – Foi realmente muito importante.
— Queria poder ter feito mais. – Acariciou meu rosto. – Você não vai mesmo me falar onde foi e por que voltou chorando daquele jeito?
— Depois conversamos sim? – Tirei sua mão do meu rosto entrelaçando-a na minha. – Jas e Rose têm razão. Hoje é um dia para comemorar, celebrar a você e é isso que faremos.
— Está certo, respeitarei seu tempo. E estarei pronto para ouvi-la, quando estiver pronta para falar.
Não resisti ao impulso e toquei seus lábios terna e rapidamente.
— Obrigada.
Tentei com essa palavra tão pequena expressar minha imensa gratidão, por absolutamente tudo que representou na minha vida, mas que em breve deixará de fazê-lo...
— Edward, podemos ir? – Jasper falou nos tirando da bolha. – Nosso horário de almoço já acabou.
— É claro, vamos. – Respondeu ao amigo, mas voltou a mim. – Nos vemos a noite?
— É claro. Temos um encontro marcado em cima de um palco. – Pisquei e por sorte o fiz rir.
— Nos vemos lá.
Os meninos se despediram e foram embora, Rose prosseguiu o assunto comigo, mas não consegui dar muita atenção, pois foquei na busca de forças para seguir em frente.
Pois a felicidade e a segurança das pessoas que amo serão sempre o mais importante para mim...
A tarde passou voando, quando cheguei à pousada encontrei vovó e Alice inundadas de felicidade, o que não é para menos.
Sua felicidade e alívio são apenas mais combustíveis para seguir em frente.
Arrumei-me com esmero, como não fazia há alguns dias, quando Jasper veio nos buscar encontrou-nos com a energia contagiante e ao chegar ao Pub só aumentou.
Emm só faltou pegar Edward no colo e ver todos os meus amigos tão bem encheu meu coração.
— Eu quero fazer um brinde a um dos melhores caras que conheço...
— Pai?
Meu ressoar acabou interrompendo ao Emm.
— Hun, seu pai é um cara bem legal Bella, mas não era dele que estava falando.
— Não Emm, desculpe. Não quis interromper o brinde. É que vi meu pai ali na porta. – Indiquei em direção à entrada do Pub. – Com a minha mãe e meus avós?
Ok, o que está acontecendo aqui?
Sai de trás do balcão indo em direção a eles.
— Oi. Não esperava vê-los aqui.
— Viemos te ver cantar. – Vovó respondeu. – Você já nos convidou tantas vezes, hoje resolvemos aceitar.
— Fizemos mal?
— É claro que não vovô. Estou muito feliz que estejam aqui. – Respondi sincera.
Cumprimentei os dois, assim como o papai, já que ainda não o tinha visto hoje, em seguida os guiei até próximo ao pessoal.
— Vocês se lembram dos meus avós, não é mesmo? – Todos assentiram. – Vovô e vovó, os senhores também se lembram dos meus amigos?
— Sim. Você é a amiga com bem Bella trabalha, certo? – Vovó falou com a Rose.
— Sim senhora.
— Esme nos contou que você também está grávida. Parabéns.
— Obrigada. E parabéns aos dois por serem avós novamente.
— Agradecemos. – Vovô respondeu.
— Sim, é uma alegria saber que seremos avós outra vez. Acho que agora estamos bem na fase de ser avós mesmo.
— Apesar de que quase poderiam ser bisavós também. – Emm soltou.
— O que?!
O espanto veio de todos os lados, enquanto Rose, Edward e eu o fulminamos com o olhar.
— Quero dizer, se os senhores fossem nossos avós, já estariam se tornando bisavós também. Foi o que quis dizer. – Justificou e todos assentiram.
Meus avós cumprimentaram Jasper e Alice também, então chegaram a Edward.
— Meu rapaz, soubemos o que esteve acontecendo com você.
Vovô falou, com a vovó completando em seguida.
— Mas também já ficamos sabendo que sua inocência foi provada e não duvidamos um instante disso.
— Obrigado.
— Sua avó deve estar muito feliz.
— Está sim senhora. – Edward respondeu. – Mas ficará triste em saber que perdeu a oportunidade de vê-los.
— Precisamos marcar outro almoço em família.
— Marcaremos sim mamãe, muito em breve. – Minha mãe lhe respondeu.
— Perfeito.
— Vocês ficarão a noite toda, não é? – Perguntei e eles assentiram. – Ótimo, então os levarei até uma mesa.
Guiei meus pais e avós até a mesa costumeira para nossos amigos e família, os deixei acomodados prometendo que em breve alguém virá servi-los.
De volta ao balcão encontrei meus amigos a minha espera.
— Não finalizamos o brinde. – Alice explicou.
— É claro.
Peguei meu copo com água, assim como Edward e o erguemos ouvindo a finalização do discurso do Emm.
— Como dizia, essa é uma noite muito especial, para um cara muito maneiro. Que merece só coisas boas na vida. Um brinde ao Edward. Saúde.
— Saúde.
Enquanto confraternizei com meus amigos pensei nas palavras de Emmett e em como farei todo o possível para que elas se cumpram...
Após a confraternização focamos no trabalho, Jasper e Alice permaneceram um tempo no balcão, porém depois seguiram para a mesa com meus pais e avós.
Edward e Emm se encarregaram de servi-los, enquanto Rose e eu não paramos um minuto com o fluxo do Pub.
Observando de longe parece que meus avós estão gostando, apesar de não serem muito velhos, não costumam sair muito de casa, ainda mais para um programa assim tão fora de sua rotina, mas fico contente que tenham vindo e que estejam se agradando.
— Já pensou em como será engraçado para os fregueses não regulares em breve me verem barriguda atrás desse balcão?
Rose comentou trazendo minha atenção de volta a si.
— Será bem divertido mesmo. Ainda mais quando você estiver preparando centenas de bebidas.
— Talvez eu cause um furor se fingir beber algo em meio ao preparo, o que acha?
— Que você e Emm são realmente perfeitos um para o outro.
— Assim como você e Edward...
Imediatamente meus olhos o encontraram conversando com alguns clientes.
— São situações diferentes. Você e Emm são casados, estão esperando um filho...
— Mas não me referi a status de relacionamento e sim a sentimentos. E vocês os têm tanto quanto nós. Ou não?
— Não há nada no mundo que não faria por ele, pela sua felicidade. — Respondi apenas.
— E sabe o que o faz feliz? – Soltou a pergunta no ar. – Te ver feliz. Você esteve muito estranha nos últimos dias. Imagino que por conta de tudo que estava acontecendo, mas agora que acabou, espero que fique bem novamente.
— Eu estou bem Rose, não se preocupe. A partir de agora tudo ficará bem.
Nosso pequeno papo foi interrompido pela aproximação de novos fregueses e até o momento que deixei o balcão não conversamos mais sobre assuntos pessoais, apenas comentários sobre o trabalho.
— Está pronta? – Edward questionou quando nos encontramos prestes a subir no palco.
— Estou.
Entrelacei nossas mãos enquanto caminhamos começando a ouvir o anúncio de Emm.
— Vocês estão se divertindo essa noite? – Um grande coro de apreciação surgiu. – Muito bem. Muitos de vocês já conhecem o casal aqui presente, até por isso fazem questão de encher nosso Pub nos dias em que eles estão aqui e sei que é para vê-los cantar. Mas essa noite também temos clientes novos, o que é sempre muito bom para os negócios. Assim espero que gostem do show que a melhor dupla de Londres está prestes a oferecer. Com vocês Edward e Bella...
Um coro de aplausos brindou a saída de Emm e nossa entrada.
Como de costume Edward sentou ao teclado, enquanto me posicionei ao seu lado ajeitando o microfone e com tudo pronto falei.
— Boa noite a todos. É sempre difícil falar após o Emm, pois ele é um showman nato. – Risos me acompanharam. – É por isso que cantamos, pois através da música temos o poder de expressar sentimentos que talvez apenas em diálogos não conseguíssemos.— Troquei um olhar com Edward. – Enfim, hoje é uma noite muito especial por inúmeros motivos e esperamos que a noite de todos torne-se especial também. Por isso preparamos uma playlist a altura, espero que gostem.
Edward dedilhou o teclado e começou a primeira canção da noite...
Apesar dos dias conturbados conseguimos nos preparar para fazer uma boa apresentação, escolhemos canções que conhecemos bem para não haver preocupações desnecessárias.
Quando acabamos nossa seleção abrimos para os pedidos continuando a embalar a noite de todos os presentes.
Fiquei a espera de alguém da nossa mesa pedir algo, mas ninguém se manifestou, porém não deixaram de demonstrar animação um instante sequer.
Como sempre, anunciamos o momento de terminar a apresentação antecipadamente, para marcar a noite com o pedido final.
Antes de começarmos a música Edward fez o anúncio, desse modo quando terminamos de cantar os aplausos prosseguiram por mais tempo, mas antes que Edward fizesse menção de levantar, toquei em seu braço indicando para esperar.
Quando o Pub ficou em silêncio me aproximei do microfone.
— Obrigada a todos. E como Edward informou, realmente à canção que terminamos de cantar encerraria a noite, porém como falei mais cedo, essa é uma noite muito especial. Por isso gostaria de brindá-los com uma nova última música. – Retirei do bolso da calça uma partitura colocando a folha no apoio em frente a Edward. – Como se fosse um pedido meu, o que acham?
— Sim.
— É claro.
— Isso é muito legal.
— Podem cantar.
As vozes se misturaram, mas deixaram a mensagem clara.
Então me dirigi a Edward.
— Você aceita cantar essa música comigo?
— Eu não poderia cantá-la com mais ninguém.
Toquei sua nuca fazendo carinho e indicando para ele começar.
When You Tell Me That You Love Me
Seus dedos ganharam vida ao tocar no teclado e assim as primeiras notas surgiram deixando o Pub em completo clima de apreciação...
Eu quero me sentir assim, por muito tempo.
Eu quero conhecer seus sonhos e torná-los meus.
Eu quero mudar o mundo, somente para você.
Todo o impossível, eu quero fazer...
Eu quero segurar você bem perto de mim, durante a chuva.
Eu quero beijar seu sorriso e sentir sua dor.
Eu sei o que é bonito, olhando para você.
Aqui neste mundo de mentiras, você é a verdade...
E amor...
Cada vez que você me toca.
Eu me transformo num herói.
Eu te darei segurança não importa onde você esteja.
E trarei qualquer coisa que você pedir.
Nada está acima de mim.
Estou brilhando como uma vela no escuro.
Quando você diz que me ama...
Nunca cantei de modo tão sincero e verdadeiro como agora.
Eu quero fazer você ver, exatamente quem eu era.
Mostrar a você a solidão e o que ela causa.
Você entrou na minha vida, para parar minhas lágrimas.
Tudo é fácil agora, que eu tenho você aqui.
E amor...
Cada vez que você me toca.
Eu me transformo num herói.
Eu te darei segurança não importa onde você esteja.
E trarei qualquer coisa que você pedir.
Nada está acima de mim.
Estou brilhando como uma vela no escuro.
Quando você diz que me ama...
Sinto no meu peito o redemoinho de emoções tomando conta de mim...
No mundo sem você.
Sem você.
Eu estaria sempre faminto.
Tudo que eu preciso é do seu amor.
Para me tornar forte!
Então simplesmente desabei!
Passei do meu banco ao de Edward, afundando meu rosto em seu pescoço.
— Bella...
Sussurrou em meu ouvido.
— Não para... — Solucei em seco. – Só continua...
Criando forças, sufoquei as lágrimas e afastei o rosto para olhar em seus olhos.
Ao sentir tudo com uma intensidade enorme, encostei nossas testas e deixei o sentimento fluir através da canção.
E assim a encerramos, dividindo o microfone, completamente unidos...
E amor...
Cada vez que você me toca.
Eu me transformo num herói.
Eu te darei segurança não importa onde você esteja.
E trarei qualquer coisa que você pedir.
Nada está acima de mim.
Estou brilhando como uma vela no escuro.
Quando você diz que me ama...
Quando você diz que me ama...
Quando você diz que me ama...
Quando você diz que me ama...
Os aplausos irromperam o espaço, assim como gritos, assovios e outros tipos de ovações.
Porém nada foi capaz de me tirar do momento de contemplação com Edward.
Levei um bom tempo para criar coragem de abrir os olhos e ao fazê-lo encontrei os maravilhosos orbes verdes me observando.
— Como você está?
— Bem. – Minha voz soou rouca. – Mais do que bem. – Completei.
— Quer levantar?
— Não podemos ficar aqui para sempre. – Brinquei.
— Então vamos.
Quando nos mexemos no banco por fim olhamos para as pessoas no Pub constatando que eles levantaram para nos aplaudir e não sei se foi à surpresa ou a emoção, mas fiquei muito tocada por saber que todos sentiram a música tão forte quanto eu.
Descemos do palco de mãos dadas, mas em silêncio. Até alcançarmos nossa mesa fomos cumprimentados por todos com quem cruzamos e pude notar algumas pessoas com olhos marejados, mas encontrei de fato pessoas com sinais claros de lágrimas quando alcançamos nossa família.
— Bella o que foi isso?
Alice foi a primeira a comentar.
— Você esqueceu que tem duas mulheres grávidas aqui? – Rose falou em seguida. – Não podemos sofrer fortes emoções.
— Sinto muito.
— Não sinta. Não se desculpe por fazer algo tão bonito.
— Obrigada papai.
— Vocês foram sublimes durante toda a apresentação, mas essa última música. Não tenho palavras para expressar o que senti.
— Fico feliz que tenha gostado vovó.
— Vocês são realmente muito bons juntos. Parabéns aos dois.
— Obrigado senhor Swan. – Edward agradeceu.
— Já disse que pode me chamar de Charlie.
Em meio aos parabéns mamãe me puxou para um abraço.
— Você está bem? – Sussurrou.
— Estou sim. – Nos afastei para olhar em seus olhos. – Melhor impossível. – Prometi.
Conversamos por mais um tempo, porém não demoramos a nos organizar para ir embora.
Meus pais foram levar meus avós em casa, enquanto Jasper nos trouxe a pousada.
Edward e eu nos despedimos do casal entrando primeiro e assim que pisamos na sala não hesitei em segurar sua mão e guiá-lo até os quartos.
Já no corredor passei direto pela porta do meu seguindo para o de Edward. Ao entrarmos e ele fechou a porta atrás de si.
Dei dois passos a sua frente e parei, logo o sentindo atrás de mim.
— Bella... — Seus braços acariciaram os meus virando-me para ele. – O que houve lá no palco?
— Eu senti a música demais e não pude me conter, perdão.
— Não, não se desculpe. – Alisou meu rosto. – Foi um gesto lindo. Eu me senti exatamente como você.
Respirei fundo encostando o rosto em seu peito.
— Eu estou muito feliz por você. Por tudo ter se ajeitado. Você não merecia passar por nada disso.
— Eu também estou aliviado. E grato a você.
— A mim? Por quê?
— Porque por mais que negue. Sei que de algum modo está por trás da confissão da Irina.
Ergui o rosto para olhá-lo.
— Edward, não. A única coisa que é minha responsabilidade foi trazê-la as nossas vidas, a sua vida. Mas agora com o rompimento do meu pai com a Carmen espero que não tenhamos que voltar a vê-la. A não ser que alguém queira...
— E quem seria louco de querer algo com ela? Aquela menina mimada poderia ter destruído minha vida.
— Sim, eu sei. Mas não temos mais que falar dela, não é? Ao menos não agora.
— Você tem razão. Hoje foi um dia especial, não devemos marcá-lo falando sobre coisas ruins.
— Exatamente. Aliás, acho que não precisamos falar mais nada. – Acariciei seu rosto descendo a mão até tocar seus lábios. – Como falei, sou melhor expressando minhas emoções cantando. E já disse tudo que era necessário.
— Eu te amo.
Ofusquei minha resposta o puxando para um beijo.
Que saudade estava de beijá-lo.
Desde que tudo aconteceu não ficamos mais juntos, porém preciso aproveitar com calma, venerando cada instante desse momento para guardá-lo para sempre...
Continuei alisando seu rosto, guardando os detalhes em minha memória. Apreciando seu gosto em minha língua e sorvendo o sabor dos seus lábios.
Suas mãos apertaram minha cintura e gemi em sua boca.
— Como eu senti sua falta meu amor...
Voltei a beijá-lo não querendo simplesmente parar, mas sabendo que essa é apenas a ponta do iceberg de prazeres que Edward é capaz de me proporcionar.
Quando o ar se fez necessário desci os beijos pelo seu maxilar a caminho do pescoço, passando a língua por sua pele, tocando-o sem medidas.
Passei os braços pelos seus puxando sua jaqueta e em um gesto mudo indiquei para que os erga, assim tirei também a camiseta desnudando seu torso para minha apreciação.
Subi os dedos delicadamente pelos músculos do abdômen, percebendo os pelinhos arrepiarem com o toque. Então toquei o lado esquerdo do peito sentindo as batidas do seu coração.
— Ele é seu. — Declarou.
Beijei o local e fiquei um bom tempo salpicando pequenos beijos sem querer me afastar.
— Ele é completamente seu. — Falou novamente, erguendo meu rosto para si. – Assim como eu, por inteiro.
O puxei para um novo beijo querendo demonstrar através do mesmo a magnitude dos meus sentimentos.
Edward aproveitou o momento para puxar minha blusa para fora do corpo, deixei que retirasse o tecido, mas não que assuma o controle, pois essa noite é para ele.
Tão logo fiquei apenas de sutiã voltei a tocar seu peito distribuindo beijos, mordidas, arranhões, marcando-o e marcando em mim as ações do momento.
— Baby...
Levei uma mão à calça sentindo sua excitação, rapidamente trabalhei no botão e zíper para livrá-lo da prisão desnecessária.
— Bella...
— Tão incrível. — Murmurei. – Você inteiro é perfeito.
— Eu não... Merda Bella.
O impropério veio quando o toquei diretamente, retirando o último tecido do caminho.
— Acho que ele sentiu minha falta.
— Você tem alguma dúvida?
— Algumas. – Brinquei. – Preciso fazer uns testes para ter certeza.
Falei ao começar a masturbá-lo.
— Você pode fazer o que quiser.
— Obrigada. – Pisquei.
Bem lentamente ajoelhei a sua frente ficando a altura do membro necessitado.
Continuei com os movimentos manuais, mas não demorei a começar a tocá-lo também com a boca.
A princípio salpiquei beijos por todo o cumprimento, depois o envolvi com a língua lambendo seu pau preparando-o para o toque completo.
— Bella. Baby. Assim...
— Você gosta?
— Eu amo.
— Então me diz o que quer. — O olhei diretamente nos olhos. – Diga e eu farei.
— Ahhh. Isso, ai mesmo. Envolve a cabeça do meu pau com essa língua gostosa.
Acatei seu pedido com imensa satisfação e sorri em meio ao ato quando sua mão envolveu meu cabelo ajudando a guiar os movimentos.
— Caramba Bella. Você é demais!
O gracejo veio quando o chupei profundamente, engolindo o máximo possível, enquanto cuido das bolas com a mão.
— Delícia, desse jeito. Não para. — O engoli um pouco mais o sentindo alcançar minha garganta. – Bella caramba!
Fiz a troca de cuidados movendo os lábios as suas bolas enquanto volto a masturbá-lo de modo voraz.
— Eu não vou...
— Aguentar? Vai sim.
— Você é boa demais! Boa não, você é maravilhosa.
— Porque estou com você. — Afirmei.
— Bella...
Sentindo como está duro e necessitado de alívio inverti o jogo novamente, envolvendo minha língua na cabeça inchada do seu pau, sorvendo o líquido pré-excitação à expectativa do que está por vir.
— Você vai gozar?
— Eu estou bem perto.
— Não se preocupe, o farei chegar lá. E então receberei todo seu prazer na minha boca.
— Porra Baby!
Voltei a chupá-lo com exímia intensidade, sentindo os espasmos de o seu corpo começarem a surgir.
Segurei firme em uma das suas coxas e deixei minha boca finalizar o trabalho.
Ele aumentou o aperto em meu cabelo, enquanto inclinou o corpo deixando todo seu prazer se derramar na minha boca.
— Cacete Bella. Isso.
Engoli até a última gota só o soltando quando ficou completamente limpo.
— Acho que ele realmente estava com saudades.
Comentei, após alguns segundos de silêncio.
— Eu disse que sim.
Respondeu um pouco rouco.
Fiz menção de levantar e Edward me ajudou, mas me pegando desprevenida ergueu meu corpo até parar no seu colo.
— Opa.
— Está na hora de matar a minha saudade.
— Mas essa noite é para você.
Mexi em seu cabelo.
— E por isso mereço senti-la por inteiro. Apreciar e amar cada pedacinho seu.
Ele me beijou e me entreguei.
Uma de suas mãos com muita habilidade abriu meu sutiã, o tecido deslizou pelo meu corpo e arrepiei ao sentir nossos dorsos nus se tocarem.
— Senti falta do seu gosto. — Lambeu meus lábios. – Do seu cheiro. — Passou o nariz pelo meu pescoço. – Da maciez da sua pele. — Passou a mão pelas minhas costas. – De você inteira.
— Então me tome. Faça-me sua.
— Sempre.
Trocamos mais alguns beijos até ele separar nossos lábios descendo as carícias pelo meu corpo, quando chegou ao colo indo aos seios impulsionei nossos corpos quase levando-nos ao chão.
— Precisamos fazer isso do jeito certo.
Falou caminhando até a cama e me depositando suavemente sobre a mesma.
Deitada bem na beirada o vi puxar os tecidos que estavam presos em suas pernas tirando-os junto com o calçado.
Então voltou a mim, tirou minha bota, as meias, chegando à calça, o ajudei a tirar a peça ficando apenas com a calcinha.
Parecendo estar satisfeito inclinou sobre mim roubando um beijo quente antes de seguir diretamente aos meus seios.
— Oh, Deus.
— Bom?
Assoprou um mamilo.
— Maravilhoso...
— São sim, os dois.
Sua língua ficou em uma brincadeira boa ao redor dos mamilos, lambendo, chupando, enchendo meu corpo de excitação e prazer.
— Edward... — Gemi.
— Isso Bella, geme meu nome.
— Edward... Ai. Ah...
Sua mão esquerda ficou acariciando um seio, enquanto a direita desceu direto para o meu centro pulsante ainda coberto, mas isso não foi impedimento, já que seus dedos sagazes acharam o caminho certo até o meu clitóris.
— Ah, nossa.
— Já tão molhada.
— Eu...
— Eu sei Baby, também estou louco para te sentir.
Ele não demorou a cumprir a promessa, levando sua boca até minha intimidade fazendo todo o caminho trilhado por beijos.
Mas diferente do que pensei não parou direto, ao invés disso continuou com os beijos pelas minhas pernas, percorreu uma toda, então fez o caminho inverso subindo pela outra.
— Edward, eu quero...
— Confie em mim Baby.
Trocamos olhares e ele puxou minha calcinha finalmente me deixando completamente nua. Depois ajoelhou no chão, ajeitou meu corpo para ficar na beirada da cama e passou minhas pernas por seus ombros deixando-me completamente aberta a sua mercê.
— Você é espetacular. — Senti sua respiração próxima a minha coxa. – Completamente deliciosa.
— Oh, Edward...
Afundei a cabeça na cama quando senti sua língua tocar o ponto exato onde mais preciso.
— Delícia... Tão molhadinha e quente.
— Uhhh.
— Você também sentiu minha falta?
— Sim. Oh, sim.
— Eu deveria puni-la por ter nos feito esperar tanto. — Ergui a cabeça para olhá-lo. – Mas não vou, porque estou com muitas saudades de sentir seu gosto em minha boca.
— Minha nossa. Edward!
Ele parou de me tentar e começou a de fato me levar às alturas.
Agarrei os lençóis ao senti-lo me chupar magicamente, passando a língua pela minha entrada, envolvendo os lábios e finalizando no clitóris.
Em determinado momento percebi estar envolvendo seus ombros com pressão demais e tentei me segurar, mas ele também percebeu minha mudança.
— Não Baby, não se segure.
— Eu não quero te machucar.
— Com certeza você não vai.
Beijou minha coxa e mordeu a carne.
— Ah, isso.
Sorrindo passou a língua pela virilha até voltar à intimidade.
Seus dedos logo se juntaram ao pacote levando as sensações a outro nível. Enquanto sua boca explora minha entrada os dedos melados cuidam do meu clitóris. E quando trocou de posição, me penetrando ao mesmo tempo quase sucumbi.
— Edward, oh meu. Aí. Aí. Aí.
Senti a pressão começar a atingir todo meu corpo.
— Não para, não para, por favor.
— Se jogue Bella, que estarei aqui para pegar você.
Não hesitei em obedecê-lo.
— Edward...
Seu nome foi à única coisa que consegui pronunciar antes de ser levada ao ápice.
Meu corpo todo contraiu, minhas pernas pressionaram seu corpo, minhas unhas fincaram nos lençóis e minha cabeça perdeu os sentidos por um momento...
— Tão linda. — Senti nossos corpos se aproximarem enquanto ele guia beijos pelo meu corpo. – Você é uma visão e tanto quando goza, sabia? — Balancei a cabeça em negativa. – É sim.
Seus beijos alcançaram meu pescoço, porém logo conectei nossos lábios novamente.
Eu sei que nunca terei o bastante de Edward, em todos os sentidos, mas hoje mais do que nunca preciso absorver o máximo possível dele para guardar para sempre...
— Eu quero você. — Sussurrei.
— Sou eu.
— Quero você por completo. — Pedi. – Que nos tornemos um. — Acariciei seu rosto. – É o que mais preciso no mundo agora, mais do que respirar. Preciso de você.
— Bella...
Desci minha mão encontrando seu membro pronto outra vez e sem cerimônia o guiei para dentro de mim.
— Oh, meu.
— Tão bom.
— Sim... Muito...
— Relaxa Baby, sinta.
Aos poucos começamos a nos encaixar, fazendo a conexão, ligando nossos corpos como um.
Aproveitando que ainda está meio fora da cama, Edward agarrou minhas pernas envolvendo-as ao redor dos seus quadris e meteu fundo, acertando nosso ritmo cadenciado.
— Isso, continua, assim.
— Comigo Bella. Sempre comigo.
Levei as mãos as suas costas arranhando-o levemente, mas isso parece ter lhe dado ainda mais vigor, pois não parou um instante sequer de me render em seu corpo.
Passei a beijar seu pescoço, inalando seu cheiro, guardando-o comigo...
— Ah, Bella, caramba! Me aperta. Isso!
Ele impulsionou nossos corpos subindo totalmente na cama, então aproveitei o momento para mudar de posição sentando no seu colo.
— Baby, você é fantástica.
— Não para. Não...
Rebolei em seu colo, afundando as mãos em seu cabelo quando ele começou a chupar meus seios.
— Meu lugar favorito no mundo. — Lambeu o vão. – Você nos meus braços.
— Eu sei. É assim que...
Minha declaração foi engolida por um gemido profundo quando nossos movimentos se encontraram.
Meu cabelo caindo entre nós, nossos suores misturados ao ritmo dos corpos, realmente nada pode ser melhor do que isso.
Quando as mãos de Edward apertaram minha bunda, ajudando a rebolar em seu colo, não imaginei que logo ele fosse me virar novamente na cama, mas apesar de surpresa amei desde o primeiro instante quando o senti me penetrar novamente, agora por trás, deixando seu corpo totalmente colado ao meu.
— Muito bem Baby. Continua.
— Você... Ah. Assim.
— Eu?
— Você está tão dentro de mim. E isso é...
— Perfeito. — Completou. – Sim, desse jeito.
Apoiei bem os braços na cama e inclinei ao seu encontro querendo senti-lo atingir pontos inimagináveis dentro do meu corpo.
— Merda Bella, você está me apertando tanto.
— Eu só consigo te sentir. Em todas as partes. Só você.
Ele afastou meu cabelo passando a beijar meu pescoço enquanto uma de suas mãos foi direto para o meu clitóris.
— Desse jeito Bella, comigo.
— Estou tão perto.
— Eu também.
Mordeu o lóbulo da minha orelha.
— Eu quero.
— O que Baby?
— Você...
Contrai o corpo segurando-o em meio à pressão.
— Merda Bella. — Senti um aperto na cintura. – Desse jeito não vou aguentar muito tempo.
— Por isso quero estar com você. Por inteiro.
Entendendo o que pedi, nos desconectamos uma última vez antes de nos ligar profundamente com os olhos presos um ao outro.
Nossas mãos se entrelaçaram sobre o colchão, nossos corpos estão mais próximos do que nunca, podendo até sentir a batida do coração do outro.
Nos beijamos fechando os olhos apenas por esse instante e ao abri-los Edward me arrebatou.
— Eu te amo.
Segurei ao máximo o impulso de respondê-lo, mas por sorte encontrei outro modo de transmitir meus sentimentos.
— Quando você diz que me ama...
Ele não aguentou e eu tão pouco
Entregamo-nos juntos ao prazer máximo permitido aos nossos corpos.
Nossas uniões sempre foram especiais, mas essa ficará marcada de modo único para sempre...
Edward desabou sobre mim quando nossas energias se esvaíram e não poderia me importar menos em recebê-lo desse modo.
E assim, ainda conectados, voltei a cantarolar, embalando-nos até mundo dos sonhos...
— Estou brilhando como uma vela no escuro. Quando você diz que me ama...
— Bella? — Papai apareceu no topo da escada. – O que está fazendo aqui? E a essa hora da manhã?
Realmente ainda é muito cedo, pois assim que acordei não hesitei um instante em por em prática a decisão tomada para não correr o risco de fraquejar.
Deixando tudo organizado sai da pousada rumo à casa do meu pai. Desse modo pensei que poderia chegar sutilmente e só ter a presença notada bem mais tarde, mas pelo visto meu pai tem sono leve e me ouviu chegar.
— Desculpe, não queria acordá-lo. Eu usei a chave que o senhor me deu. – Justifiquei.
— Está tudo bem. – Se aproximou me abraçando de lado. – Lhe dei a chave para que use mesmo. Afinal de contas, essa é sua casa também.
— Muito obrigada papai. – Agradeci realmente aliviada. – Era o que eu precisava ouvir. Pois decidi que quero vir morar com o senhor...
CONTINUA.
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