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18 Capítulo 17 - So Beautiful


Notas iniciais
Boa noite meninas. Chegou mais uma segunda e com ela um novo capítulo de PTE. Estavam com saudades de músicas? Se sim, esse capítulo tem uma especial. E ao fim do mesmo, não se esqueçam de comentar. É muito importante que o façam, pois só assim posso ter a verdadeira dimensão do agrado ou não da história. Não deixem de passar também nas minhas outras Fanfics em Andamento, deixarei o link novamente aqui ;). Nosso Nós: https://fanfiction.com.br/historia/784686/Nosso_Nos/ Promises in the Dark: https://fanfiction.com.br/historia/783977/Promises_in_the_Dark/ Capítulo Postado Em: 13/01/20

Fiquei na expectativa da resposta e apreensiva sobre o que acontecerá agora que ambos já sabem a frente de quem estão.

O que devo fazer nessa situação? Pois imagino que nem meus avós ou Carlisle tenham uma impressão muito boa uns dos outros.

Deus. Um almoço que tinha tudo para ser tranquilo, pode nesse instante ter um desfecho totalmente diferente.

O que devo fazer?

No fim Carlisle foi o primeiro a se pronunciar.

— Sr. Swan, Sra. Swan, pensei tê-los reconhecido quando cheguei, mas não quis arriscar ser indelicado sem ter total certeza. Como tem passado?

— Bem Dr. Cullen, obrigada. Realmente faz muitos anos desde a última vez que nos vimos. Mas o senhor tornou-se um homem influente, médico, com isso posso concluir que tem passado bem? – Vovó Renée comentou.

— Certamente algumas circunstâncias me favoreceram, mas tenho certeza que estou melhor agora por estar tendo contato com minha filha. – Respondeu deixando-me surpresa com suas palavras.

— Realmente ter a presença de Isabella Marie transforma a vida de qualquer um, mas Dr. Cullen, não se sinta acanhado, sirva-se. E todos continuem desfrutando o almoço, teremos mais tempo para conversar depois. – Vovó Elizabeth falou descontraindo o clima.

— Exatamente. Não é de bom tom praticar conversas durante as refeições, mesmo quando a mesma sofre algum tipo de interrupção. – Vovô disse, fiquei com medo de Carlisle dar alguma resposta, mas o lado inglês formal deve ter falado mais alto, pois ele apenas seguiu as instruções de vovó Elizabeth, assim como os outros.

O resto do almoço não passou exatamente em um clima ruim, mas qualquer um podia notar que a situação não era das mais favoráveis, ainda mais para mim.

Algo que me intrigou foi pensar como à relação dos meus avós com Carlisle prosseguiu após a partida da minha mãe. Será que eles nem ao menos foram tomar satisfações com o rapaz que deixou sua filha sozinha e grávida? Ou a cordialidade britânica não permite ao menos sentir? Pois se estivesse no lugar de algum deles provavelmente não teria deixado essa questão de lado.

Com o término do almoço vovó Elizabeth serviu a sobremesa, acompanhada de saborosas xícaras de chá. Não sei se por aquela primeira ter tomado ao lado de Edward, ou apenas por ser algo realmente saboroso, mas desde que cheguei peguei gosto pela bebida da rainha.

O assunto pôde então continuar, vovó Renée está conversando com Rose querendo saber mais sobre o Antiquário, enquanto os outros ouvem e comentavam algo quando necessário. Nesse instante Carlisle pediu licença para conversar comigo em particular. O acompanhei de volta a antessala para ficarmos a sós.

— Primeiramente quero pedir desculpas por aparecer sem avisar, não era minha intenção estragar seu almoço.

— Não estragou. Confesso que estou surpresa por tê-los em volta da mesa e não rolar nenhuma discussão, mas de resto, está tudo bem.

— Isso jamais aconteceria. Caso seus avós e eu tivéssemos algo a discutir, não o faríamos em público, comprometendo a casa da dona Elizabeth, ou a qualquer um dos presentes.

— Não tenho dúvidas que manteriam a postura acima de tudo. – Falei mais como um pensamento furtivo, mas ele ouviu.

— O que quer dizer com isso?

— Nada. Só que durante o almoço refleti sobre há quanto tempo não se viam, se desde a partida da minha mãe, um pouco antes ou depois. Pensei se por acaso algum dos meus avós foi procurá-lo exigindo explicações por ter abandonado a namorada, ainda por cima grávida.

— Bella não terminei com sua mãe por ela estar grávida, longe disso. Aliás, se soubesse que ela estava te esperando, jamais a teria deixado partir, mesmo que não ficássemos juntos teria procurando mantê-la aqui para participar ativamente da sua vida.

— É isso que não entendo. Porque meus avós ficaram sabendo da gravidez, justamente por isso ela partiu após o término de vocês, já que não contou também com o apoio dos pais mamãe ficou sem escolhas. Existem muitas questões sem explicação nessa história. – Deixei a frase no ar procurando ver se Carlisle comenta algo, mas ele apenas encolheu os ombros e baixou a cabeça, sem demonstrar ação ou intenção de dizer algo, resolvi ser direta e perguntar. – Afinal, se não foi por descobrir que minha mãe estava grávida, porque o senhor terminou com ela?

— Isso não lhe diz respeito Bella.

— Como não? É sobre a vida dos meus pais que quero saber. Isso mudou tudo. Ocasionou a partida da minha mãe, fez com que vivêssemos sem saber um do outro, se isso não me diz respeito, então não sei mais o que pode dizer.

— Bella, isso já aconteceu há muito tempo, está no passado e não devemos mais falar sobre. O que realmente importa é que estamos juntos agora, no presente. E é em referência a essa questão para que vim conversar.

— O que?

— O resultado do exame de DNA saiu ontem, vim entregar sua cópia. – Falou tirando um papel do bolso do terno e entregando-me.

— Você já abriu? – Falei assim que peguei o mesmo.

— Não, também recebi um resultado, mas quis esperar para ler com você. Como já disse, não que tenha qualquer dúvida, mas achei melhor estarmos juntos. – Assenti e sem mais delongas abri o envelope puxando seu conteúdo, diante de tantas informações procurei passar os olhos pela que mais importa.

100% de Paternidade.

De Carlisle Cullen, adulto, inglês. Para Isabella Marie Swan, adulta, americana.

Senti meus olhos encherem de água.

Não que realmente precise de um pedaço de papel para confirmar algo, mas sinto que de alguma forma isso realmente muda tudo. Agora quando necessário for, posso dizer que tenho um pai, que sei quem ele é, o que faz, onde mora, entra outras coisas. Se minha jornada se resumisse isso, poderia dizer que consegui, finalmente encontrei meu pai.

— Por favor, Bella, não chore.

— Ao mesmo tempo em que isso não muda nada, muda tudo também não é?

— Imagino que sim. Com esse papel poderei dar entrada nos papéis para o seu registro, também reforçaremos sua cidadania britânica e providenciarei mais algumas pendências.

— Carlisle já disse que não preciso de nada seu, especialmente em referência a questões financeiras.

— Não discutiremos isso agora, sou seu pai e creio saber o que é melhor para você. – Tentei contestar mais uma vez, porém fui impedida. – Por favor, vamos parar de discutir, gostaria de começar a aproveitar a parte boa da paternidade que tal?

— E o que propõe?

— Posso receber um abraço? Mais do que tudo sei que não é isso que a fará me chamar de pai, mas quero construir uma relação de verdade com você. – Sorrindo o abracei sem esperar mais nada.

— Desculpe, não é algo que possa controlar. Mas saiba que estou realmente feliz por saber que o senhor é meu pai. – Falei contra seu peito.

— Leve o tempo que precisar. E apesar das circunstâncias, creio que sua mãe e eu tivemos bons momentos e acima de tudo temos você, que é com certeza nossa melhor realização. – Falou quando nos soltamos ajudando a limpar minhas lágrimas.

— Não falarei mais nada por hora, mas saiba que esse assunto não está encerrado, ainda descobrirei o que realmente aconteceu. – Ele apenas balançou a cabeça, dando por entender que é perda de tempo.

— Agora já vou, tomei tempo do seu almoço e também tenho assuntos do hospital para tratar, mas continuaremos nos falando.

— Tudo bem. – Caminhamos de volta a sala apenas para que se despedisse de todos.

O acompanhei até a porta, mas ao voltar, meu amigos decidiram já ser a hora de ir também, agradeceram o almoço e a hospitalidade, nos despedimos sabendo que mais tarde já nos reencontraremos no Pub.

Alice decidiu ir dar uma volta também, deixando por fim apenas meus três avós, Edward e eu na sala, quando o silêncio se fez presente perguntei.

— Aconteceu alguma coisa?

— Nada querida, foi tudo bem com o Dr. Cullen?

— Sim vovó Renée, ele veio realmente só conversar comigo, o almoço o pegou de surpresa.

— E o que ele queria? Podemos saber? – Vovô questionou.

— Nós fizemos um exame de DNA, o resultado saiu e Carlisle veio trazer o mesmo.

— E deu tudo certo Isabella Marie?

— Sim vovó Elizabeth, a senhora sabe que o fizemos mais por formalidade, já sabíamos que Carlisle é meu pai. Esse papel auxiliará em alguns tramites judiciais, ele quer me registrar legalmente e agora poderemos fazê-lo.

— Que ótimo minha filha, é importante ter o respaldo paterno para muitas situações, jurídicas, financeiras, pessoais.

— Mas quanto a isso Bella também pode contar conosco, nunca a deixaremos desamparada, seja na questão que for, não é só o doutor que pode supri-la nisso.

— Vovô Charlie, por favor, já conversei sobre isso com Carlisle e agora falo com vocês também, não vim para cá em busca de apoio financeiro, quanto a isso fiquem tranquilos que tenho total controle sobre minha vida. – Falei já cansada desse tipo de comentário, vovó Renée levantou e veio para o meu lado.

— É claro que não querida, não quisemos ofendê-la ou interferir na sua vida de forma alguma, só estamos felizes por tê-la por perto. – Concordei com um aceno. Neste instante o telefone da pousada tocou e vovó Elizabeth prontificou-se a atender.

— Os senhores me dão licença, prometo voltar assim que possível.

— Tem toda dona Elizabeth. – Vovô respondeu. Ela saiu então vovó Renée falou comigo.

— Querida será que posso conhecer seu quarto? Estou curiosa para vê-lo.

— Claro que sim vovó, o senhor gostaria de ir também vovô?

— Não obrigado, ficarei por aqui mesmo aguardando sua avó.

— Pode subir tranquila Bella que farei companhia ao seu avô. – Edward respondeu, sem alternativa sussurrei um boa sorte a ele e subi com minha avó.

Chegando ao quarto vovó realmente pareceu interessada em olhar as coisas ao redor, comentar sobre a decoração do mesmo e também sobre alguns objetos pessoais dispostos, mas ao fim da inspeção sentou na ponta da cama e fiz o mesmo acompanhando-a.

— Desculpe o Charlie querida, ele não quis ofendê-la, mas verdadeiramente deixá-la ciente de que pode contar conosco para o que for.

— Eu entendo vovó, mas também quero que saibam que não preciso de mais do que recebo, a atenção e carinho de vocês já é o suficiente.

— Tudo bem, prometemos não faltar com os mesmos. – Sorrimos, mas de repente sua expressão mudou.

— Algum problema vovó?

— Não, é que gostaria de saber como sua mãe está, vocês conversam sempre?

— Sim, trocamos e-mails periodicamente, por quê?

— E você conversa com ela sobre nós? Que tem mantido contato com seu avô e eu?

— Sim, falamos sobre tudo, sempre.

— Entendo. E dentre essas conversas em algum momento ela demonstrou interesse em comunicar-se conosco também?

— Ah vovó isso é algo muito difícil de avaliar, como falei desde o início, ela nunca foi contra meu contato com meu pai, quanto mais com os senhores. Mas não posso dizer como ela se sente sobre tudo.

— Sim é claro. Esme sempre foi uma boa menina não deixaria seus sentimentos contrários expostos, ainda mais se isso fosse prejudicar alguém que ama. Creio que no fundo nada mudou e de todo já estou muito feliz por termos a oportunidade de conviver com você. – Falou enquanto apertou minhas mãos alisando-as afetuosamente.

— Ah vovó, se a senhora sente necessidade de conversar com minha mãe, porque não entra em contato? Sinto dizer isso, mas foram as pessoas daqui que a rejeitaram, que a fizeram partir, então que tal agora a senhora dar o primeiro passo para uma reaproximação?

— Você acredita que ela aceitaria um contato comigo?

— O que sei é que sem tentar nunca saberemos de nada por concreto, tome meu exemplo, veja o tanto arrisquei, mas também o tanto que tenho em troca. Conheci a senhora e o vovô, encontrei meu pai, ganhei amigos e outra avó de forma inesperada.

— Conheceu um companheiro... – Comentou.

— Como?

— Mesmo que não tenham dito com todas as letras, percebi logo no primeiro instante, que seu amigo Edward, é bem mais do que um amigo, estou errada?

— Não vovó, não está. Edward e eu realmente somos mais do que amigos, desculpe não ter comentando nada quando os apresentei, é que não temos um rótulo propriamente dito, estamos juntos e é mais do que especial, mas nunca parei para pensar se somos realmente namorados.

— Essa juventude de hoje. Na minha época a única maneira de estar com uma pessoa, era se possuíssemos um compromisso sério, com a aprovação dos pais e provavelmente com um papel de casamento a vista. – Sorri de sua fala. – Não que ache que as coisas ainda tem que ser assim hoje em dia, é apenas um comentário.

— Eu entendo vovó, como falei, sei que estamos juntos e isso basta por hora.

— O mais importante sempre é estar feliz, se ele a faz feliz, a forma como vocês se denominam não conta tanto assim. – Assenti em concordância, mas antes de dar o assunto por encerrado resolvi questionar algo.

— E quando minha mãe e meu pai estavam juntos, como eles foram apresentados?

— Na época da sua mãe as coisas já tinham evoluído também, quando nos contou sobre seu pai, eles já estavam juntos, mas o rapaz ainda fez questão de ir a nossa casa pedir o consentimento para o namoro. Eles formavam um bonito casal na época.

— É mesmo vovó? E eles ficaram juntos por muito tempo?

— Sim, foi um relacionamento consideravelmente longo, todos achavam que eles casariam. Como falei, as coisas também já eram diferentes, seus pais primeiro queriam cursar a faculdade antes de pensar em casamento, mas sua mãe engravidou e o resto você sabe como aconteceu.

— É isso que não entendo vovó, se aparentemente meus pais se gostavam, estavam juntos há um bom tempo, tinham planos, como tudo pôde terminar tão de repente?

— Isso não sei te responder querida, aqueles dias estão guardados envoltos a sentimentos muito tristes e conflitantes.

— Mas a senhora não sabe de nada que possa me ajudar a esclarecer?

— Vou lhe devolver o conselho, isso é algo que só descobrirá questionando sua mãe e seu pai.

— Eu já tentei, mas ambos fogem do assunto... – Suspirei.

— Então talvez seja melhor deixar as coisas como estão meu bem. Você mesma falou que já conquistou tantas coisas. Deixe o que é do passado no passado, talvez seja o melhor para todos.

— Mas vovó preciso entender o que houve. Isso faz parte da minha história, não posso deixar que simplesmente fique assim sem solução. – Ela pareceu querer contestar novamente, mas a interrompi antes. – Mas não se preocupe, não a questionarei mais sobre esses assuntos, procurarei resolver isso diretamente com meus pais. Entretanto vamos focar em outras coisas, a senhora quer entrar em contato com a mamãe? Posso passar os telefones e e-mail.

— Não sei se terei coragem de falar, ou se ela ao menos vai responder, mas aceitarei sim. – Anotei os telefones e o e-mail entregando-os a ela.

— Essa é a escolha mais sábia vovó, vou torcer para que tudo dê certo.

— Obrigada querida, agora vamos descer já está na nossa hora e temo pelo que seu avô pode estar fazendo com seu Edward. – Mesmo não me incomodando com essa história de rótulos, gostei de ouvir vovó referindo-se ao Edward, como meu...

Continuamos a conversar enquanto voltamos à sala e para nossa total surpresa e espanto, encontramos Edward ao piano e vovô em pé ao seu lado, nenhum deles tocando, mas creio que algum tipo de interação tenha sido desenvolvida ali.

— Charlie, se quiser podemos ir. – Vovó manifestou-se primeiro.

— É claro Renée, já está mesmo na hora. Continuamos essa conversa outra hora rapaz. – Falou dirigindo-se a Edward.

— É claro que sim Sr. Swan.

— Pode me chamar de Charlie. – Certo alguma coisa realmente grave aconteceu na nossa ausência.

Resolvi questionar Edward mais tarde, por enquanto tratei de me despedir dos meus avós, vovó Elizabeth também voltou à sala para fazê-lo, mas após sua saída, novamente se ausentou para tratar de assuntos da pousada, Alice ainda não voltou, portanto Edward e eu ficamos a sós. Ele caminhou de volta ao piano e o acompanhei.

— O que houve entre você e meu avô? – Questionei de imediato.

— Nada, coisa de homens apenas.

— O que? Não, você só pode estar brincando, nem vem com esse papo porque não aceitarei.

— Calma moça curiosa, realmente não houve nada demais. Ele iniciou um assunto quando viu o piano, perguntou de quem era, respondi que hoje em dia é meu, mas que é uma herança do meu avô. Então perguntou se eu toco e entramos em alguns assuntos ligados a isso. Mas e com a sua avó, foi tudo bem?

— Sim, no final tivemos uma conversa bem esclarecedora, falamos sobre meus pais, minha mãe, sobre nós.

— Nós?

— Sim, ela também, como todo mundo, percebeu que existe algo a mais entre nós. Sendo assim comentei que estamos juntos.

— Realmente é algo que todos notam, pois seu avô também me perguntou sobre isso. – Edward falou como quem não quer nada, mas imediatamente paralisei.

— O que? O que ele perguntou? E o que você respondeu? – Enquanto falamos, ficou dedilhando o piano, mas nessa hora parou e focou seus olhos em mim.

— O que mais poderia responder? A verdade obviamente, que gosto de você, que você sente o mesmo por mim e que estamos juntos. Ele pediu apenas para que te trate bem e com o devido respeito, prometi fazê-lo, então ficamos bem. – Não resisti e o puxei para um beijo rápido, ao nos separar comentei.

— E você respondeu assim mesmo? Que gosta de mim e eu de você?

— É claro, não podia contar ao seu avô que a neta é completamente enlouquecida por mim.

— Há! Completamente enlouquecida é? – Trouxe seu rosto novamente para próximo do meu.

— Totalmente. – Respondeu passando o braço pela minha cintura.

— E você? Não é ao menos um pouquinho louco por mim? – Passei uma perna pelo meio das suas como se fosse sentar no seu colo, ele desceu os olhos para confirmar minha ação, mas em seguida grudou suas maravilhosas íris verdes novamente em meu rosto.

— Louco, enlouquecido, completamente maluco por você. Esses adjetivos são suficientes? – Batendo os cílios, fiz como se fosse beijá-lo, mas apenas puxei seu lábio inferior entre os dentes e respondi.

— Por hora sim.

— Sua provocadorazinha. – Creio que realmente provoquei demais, pois Edward grudou nossas bocas de forma voraz, correspondi o beijo com a mesma empolgação, infiltrando minhas mãos por seu cabelo e o puxando cada vez mais para perto.

Ele sentindo que não estamos próximos suficiente, me trouxe completamente para o seu colo onde me encaixei completamente sobre suas pernas, suas mãos fizeram pressão nas minhas cochas, alisando, subindo e descendo, provocando sem qualquer pudor ou medida.

Soltei por um instante nossos lábios, mas desci os beijos por seu maxilar e pescoço fazendo-o ofegar e se retrair totalmente. De repente de forma um pouco mais intensa infiltrou uma das mãos em meu cabelo e trouxe meu rosto de volta ao seu.

— Digo que estou completamente louco e você procura me deixar ainda mais fora de mim?

— Creio que um pouquinho mais não fará mal a ninguém. – Ele não respondeu, apenas voltou a me beijar e prosseguimos com a sessão de amassos.

Sentindo-me ousada como a muito não, pensei em infiltrar minhas mãos por dentro da sua camisa, quando ouvimos o barulho da porta da frente anunciando a chegada de alguém.

Como se queimássemos em brasa, nos desgrudamos. Pulei do colo de Edward e fiquei em pé ao lado do piano tentando controlar minha respiração, enquanto o mesmo deu um jeito de disfarçar seu estado de animação crescente...

— Bella, Edward, o que está acontecendo? – Alice apareceu no nosso campo de visão.

— Nada Alice, não estamos fazendo nada. – Respondi.

— Seus avós já foram embora? – Assenti. – E a vovó?

— Não sei exatamente, mas por algum lugar da pousada. – Edward falou.

— Ok, vou subir então, tenho umas coisas da escola para organizar antes de irmos ao Pub, vejo vocês mais tarde. – Concordamos, mas antes de sair ainda falou. – Estranho...

— O que é estranho Alice? – Perguntei.

— As janelas estão fechadas, mas seus cabelos estão com aspecto de que passaram por uma ventania. A lareira não está acessa, mas estão corados como se tivessem perto do fogo. – Vi Edward engolir em seco, enquanto fiquei sem saber onde enfiar a cara. – Mas deve ser coisa da minha cabeça, porém penso que bom que cheguei fazendo barulho, ou poderiam ter sido visto pela vovó e tenho certeza que ela teria uma impressão diferente do que estava acontecendo aqui.

— Alice! – Exclamei.

— Alice creio que falou que ia subir, não é?

— É sim irmãozinho, já vou e vocês dois juízo, até mais tarde. – Ela saiu e imediatamente comecei a rir.

— Do que está rindo? – Edward perguntou.

— Não sei, de nervoso, da nossa sorte. Alice tem razão, temos que ficar felizes por ela ter chegado e termos tido tempo de nos ajeitar, ao invés de ser pegos por algum hóspede ou pela vovó.

— Por isso digo que temos que aproveitar melhor nossos quartos, duvido algo assim aconteceria lá.

— Edward!

— Fica para uma próxima. Mas agora que já fomos interrompidos e antes que sejamos realmente pegos, que tal ensaiar um pouco? – Falou dando uma batida no banco.

— Ensaiar música certo?

— Por hora, mais tarde podemos voltar às outras práticas. – Aceitei sentar e lhe dei um selinho.

— Você é doido.

— Isso já ficou claro, por você. – Me beijou, mas nos separamos rapidamente. – Mas por agora vamos usar nossas bocas para outra coisa.

— Exatamente, conversar e cantar. Mas assim de vez em quando, não podemos praticar um beijinho sequer? Pequenininho? – Fiz biquinho e ganhei um beijo no mesmo.

— Podemos revezar e ver o que acontece. – Sorrindo começamos nosso ensaio/namoro que perdurou pela tarde adentro.

Quando finalizamos o ensaio subimos para nossos quartos na intenção de nos cuidar para ir ao Pub. Tomei banho e me troquei, ao ficar pronta decidi ir ao quarto de Alice chamá-la para descer comigo, bati anunciando minha chegada e ela informou para entrar.

— Vim ver se já está pronta. – Comentei assim que passei.

— Estou terminando, se puder esperar. – Assenti. – Você está muito bonita.

— Obrigada, estou feliz, ai acho que me inspirei na produção. – Sentei em sua cama. – Você passou à tarde com Jasper?

— Sim. Ele foi um amor me fazendo companhia, quis dar um pouco de privacidade a você e seus avós, tudo bem que poderia apenas ter vindo para o quarto, mas passar esse tempo com ele foi muito melhor.

— Não tenho dúvida, mas e vocês Alice? Ainda sem mudanças? Nunca rolou ao menos um beijinho roubado, fingindo que foi sem querer?

— Não Bella, estou para enlouquecer, sabe há quanto tempo não fico com alguém? Minha aproximação com ele é boa por um lado, mas por outro continuar nessa expectativa só me tortura mais.

— Imagino que sim, antes de conhecer Edward estava há um bom tempo sem me relacionar também, até ai achava que estava bem. Mas depois da primeira vez que nos beijamos não conseguia pensar em outra coisa e agora não consigo imaginar como seria voltar ao que era antes.

— É, você e meu irmão que estão bem, não vi com meus próprios olhos, mas tive uma ideia da interação de vocês.

— Desculpe por aquilo, no fim você realmente nos fez um favor chegando, se não outra pessoa poderia ter aparecido e ai estaríamos em maus lençóis.

— Tudo bem, não queria atrapalhá-los, mas tão pouco desejo que fiquem em maus lençóis, só nos bons mesmo.

— Alice! Não existe outro tipo de lençol entre nós.

— Não?

— É claro que não, tudo parece muito intenso e talvez seja, mas Edward e eu nos conhecemos há pouco tempo, as coisas não funcionam assim, pelo menos comigo não.

— Comigo também não. Só não fazia ideia de como as coisas são com vocês, apesar de amigas, você nunca me fala sobre isso.

— Ah Alice, é que às vezes fico com vergonha de comentar com você, afinal de contas é do seu irmão que estaremos falando.

— E o que tem? Antes de ser minha cunhada, somos amigas e quero saber como as coisas acontecem. Além do que, você é mais velha, tem que me contar as experiências para quando chegar minha vez já estar mais preparada.

— Você não existe Alice, mas tudo bem prometo que conversaremos mais daqui para frente, porém receio não ser a pessoa mais informada do assunto para te ajudar, realmente não tenho muita experiência e Edward e eu estamos caminhando aos poucos, claro que todos os momentos juntos são ótimos, hoje lá na sala realmente estava bom, mas tentamos nos manter dentro dos limites.

— Mas seja como for, espero que curtam bastante e que um dia, não muito longe, possa aproveitar um pouquinho assim também.

— Você vai, nem que tenhamos que dar um empurrãozinho no Jasper para que desperte.

— Tomara. – Ela terminou de se arrumar e descemos para jantar.

Edward já nos aguardava acompanhando da vovó, a refeição foi tranquila e após a mesma só ficamos a espera de Jasper passar para irmos ao Pub, quando chegou sem mais delongas seguimos.

No Pub, percebi a tranquilidade geralmente característica dos domingos, cumprimentamos Rose e Emm, Edward assumiu seu lugar, enquanto fui sentar com Alice e Jasper.

Revezei-me entra a mesa e o balcão, pois não adianta mais usarmos os artifícios de deixá-los a sós, quando tiver que acontecer, acontecerá, com ou sem nossa ajuda.

Enquanto permaneci no balcão conversei com Rose e aproveitamos para comentar sobre alguns arranjos que serão feitos no Antiquário a partir dessa semana, já pensando no evento que teremos em breve.

O tempo passou e quando percebi Emm deu o sinal para subirmos ao palco. Edward e eu nos posicionamos e chegado o momento começamos a cantar nossas músicas.

Sempre conseguimos agradar com nossas escolhas, ouvimos após terminar comentários do tipo que as pessoas tinham uma música em mente para pedir, mas a tocamos de prévia já sanando a vontade da mesma.

Estamos finalizando a parte dos pedidos, ao terminar a canção encerraremos a noite. Quando encerramos a mesma, ouvimos os aplausos, então Edward falou.

— Obrigado a todos que estão aqui essa noite, espero que tenham gostado de todas as músicas tocadas até aqui. Essa seria nossa última, mas ainda tocarei mais uma para encerrar de forma especial. – O olhei confusa, já que não combinamos nada. – Creio que a maioria sabe que antes cantava sozinho, isso até a chegada da Bella, que veio para abrilhantar não só esse palco, como também minha vida. – Agora mesmo que não estou entendo nada. Aonde ele quer chegar? – Desde que ela chegou não tive mais vontade de cantar sozinho, mas hoje abrirei uma exceção. Espero que me deem licença para compartilhar esse momento e possam apreciá-lo também, mas espero excepcionalmente que você goste Bella. – Fiquei realmente sem reação e totalmente surpresa, o vi deixar o teclado e pegar o violão, tocando as primeiras notas iniciou a canção.

So Beautiful

Estou deitado aqui esta noite, pensando nos dias que tivemos
Imaginando se o mundo seria tão lindo
Se eu não tivesse olhado dentro dos seus olhos
Como você sabia que eu estive esperando?
Nunca soube que o mundo seria tão lindo

Estou passando todos os dias
Sonhando com as noites que tivemos
Eu nunca percebi que o amor seria um milagre, quando penso em
Todos os amores anteriores
Mas agora que encontrei você, estou voando
Eu nunca soube que o amor seria tão lindo para mim
Eu nunca soube que o amor seria tão lindo para mim

E então nós dançamos ao ritmo
Que está queimando como uma chama
E quando você me toca eu quase não consigo me mover
Você tira meu fôlego

Você me dá tudo que eu desejo sentir
Quando nós nos tornamos um
E então você me leva ao paraíso do seu coração.
Ninguém jamais te falou
Você é a melhor coisa que já existiu?

Meu Deus, não posso acreditar. Ele está cantando? Se declarando? Querendo que meu coração pare de tanta emoção?

Você é tão linda
Tão linda

Estou aqui parado esta noite, pensando nos momentos que teremos
Eu nunca soube que você seria tão linda
Desde o dia que você entrou na minha vida
Eu apenas quero dizer, você me faz feliz
Nunca soube que você seria tão linda para mim
Eu nunca soube que você seria tão linda para mim.

Tão linda para mim
Tão linda para mim
Tão linda para mim
Para mim

Aguardei os instantes finais da música com expectativa, meu coração batendo acelerado e minha mente calculando formas de um dia retribuir tudo que Edward está me proporcionando nesse momento.

Estou deitado aqui esta noite...
Estou sonhando aqui esta noite...
Eu danço com você esta noite...
Tão linda...

Ao dedilhar a última nota os aplausos explodiram acompanhados de gritos e vivas, eu, no entanto, não conseguir expressar nenhuma dessas reações, senti meus olhos marejados e uma felicidade imensa, mas não soube o que fazer.

— Obrigado, espero que tenham gostado e agora sim encerramos por hoje. – Edward falou e me estendeu a mão para descermos do palco, ao ficarmos longe da vista de todos, perguntou. – Isso são lágrimas de alegria?

— Pode ter certeza de que tristeza não são. Mas não consigo descrever ainda tudo que estou sentindo. O que? Por quê?

— Calma, tudo tem uma explicação, vem. – De mãos dadas voltamos ao convívio social, novamente fomos parabenizados pelas pessoas que foram saindo e por fim quando ficamos apenas nós seis, nossos amigos também resolveram questionar.

— Edward quando fizer algo assim de novo nos avise antes, não estava preparada para chorar hoje. – Alice comentou primeiro.

— Sim até me assustei na hora, você não pode fazer coisas sem nos avisar, não posso ficar emotivo assim na frente dos clientes. – Emm completou.

— Vocês sempre se apresentam de forma incrível, mas o que fez hoje teve um algo a mais, Edward.

— Concordo com a Rose, afinal o que há por trás de tudo que não estamos sabendo? – Jas questionou.

— Na verdade... – Pegou minha mão e apertou fortemente com a sua, olhando em meus olhos prosseguiu. – Primeiro quis fazer algo especial para você, foi uma pequena forma de demonstrar o que sinto, mas também preparar terreno para a segunda parte. – Tirou de dentro do bolso uma caixinha, minha boca imediatamente abriu. – Sei que já conversamos que não precisamos de rótulos para o que sentimos, mas realmente quero fazer isso. Então Bella, você gostaria de ser minha namorada? – Quando abriu a caixinha vi que dentro da mesma tem um colar lindo, delicado e mais que especial, pois seus pingentes são duas notas musicais.

— É lindo. – Consegui sussurrar.

— Posso? – Indicou meu pescoço, apenas assenti tirando o cabelo da frente. Ele colocou o colar e vi como ficou perfeito. Virei novamente. – Então, o que me responde?

— Sim, é claro que sim. Mil vezes sim. – Me joguei em seus braços e o beijei, ouvindo a comemoração dos nossos amigos no fundo, mas não me importei, tudo que quero é demonstrar a Edward o quanto estou feliz, ao nos soltarmos não consegui parar de sorrir. – Obrigada. Eu amei tudo, a música, esse pedido, o presente, não imaginava.

— Tinha a ideia comigo há um tempo, então comprei o colar e decidi que hoje era um bom dia.

— Foi incrível, nunca vou esquecer.

— Podemos dar os parabéns? – Jas perguntou.

— E fazer ao menos um brinde para comemorar? – Emm sugeriu e concordamos.

Nossos amigos nos parabenizaram e depois Emm pegou algumas bebidas para brindarmos, Edward e eu nos mantivemos nas bebidas sem álcool, enquanto o pessoal ficou com a cerveja típica do Pub.

Fiquei em êxtase, simplesmente não consegui parar de sorrir. Depois disso encerramos a noite voltando para casa. Durante todo o caminho pensei em tudo que aconteceu hoje, como o dia começou e como está se encerrando.

Jasper nos deixou em casa, nos despedimos e subimos para os quartos, Alice logo deu tchau nos deixando a sós. Permanecemos no corredor sem saber querer nos separar.

— Não quero me despedir ainda, não consegui te agradecer como devia, mas simplesmente não encontro palavras para fazê-lo.

— Não tem o que agradecer, seu sim era tudo que queria, mas também ainda não quero te deixar. Você está muito cansada? – Balancei a cabeça negando. – Então quer ir um pouco comigo para o meu quarto? – Assenti.

De mãos dadas cruzamos os passos restantes até seu quarto, ao entrar Edward fechou a porta, passando a chave. Caminhamos juntos até sentar na sua cama. Realmente não encontrei palavras, então resolvi me expressar através dos gestos, puxando-o para um beijo.

O mesmo começou lento, procurei saborear seus lábios e apreciá-los com os meus, Edward pediu passagem com sua língua que prontamente concedi, ao nos encaixarmos uma descarga elétrica desceu por nossos corpos intensificando as coisas. Minhas mãos perderam-se em sua nuca e cabelo, enquanto as dele agarraram minha cintura puxando-me para mais perto.

Nossas bocas não pararam um instante sequer, ao soltar-se, trilharam caminhos perigosos por nossos pescoços, deixando-nos perdidos nas sensações.

Querendo sentir e aproveitar mais, sentei no colo de Edward dando continuidade aos toques. A partir dai nossas mãos tomaram ritmos desenfreados para com nossos corpos, senti as de Edward passar entre minhas cochas, no caminho do meu bumbum e entrando por dentro da minha blusa, enquanto procurei também explorar dentro da sua camisa.

De repente tomada por um súbito desejo, nos afastei e comecei a desabotoar a mesma, ao terminar Edward me ajudou a tirá-la e quando pude contemplar seu tórax exposto tive que tomar um tempo para apreciá-lo com se deve, passei as mãos sentindo seu calor, confirmando a maciez do seu peito e como ele realmente é sarado.

— Lindo... – Sussurrei abismada. Ele segurou minha nuca erguendo meu rosto.

— Você que é linda, perfeita, única. Como disse na música.

— Obrigada, nada do que disser vai ser capaz de manifestar o quão feliz estou por tudo que fez hoje. A música, meu colar, o pedido, tudo. Adorei e adoro você, demais.

— Não tem o que agradecer. Pois te adoro muito mais. – Voltamos a nos beijar e envolver os braços pelos corpos um do outro.

Agora com mais acesso ao de Edward aproveitei sem medida, passando as mãos, apertando, arranhando... E ao praticar esses feitos, o senti arrepiar e suspirar, seja entre beijos ou ao meu ouvido.

Empolgando-nos em meio ao amassos Edward nos deitou na cama ficando por cima, seus beijos percorrendo o caminho do meu pescoço chegando à clavícula e sua mão caminhando por dentro da minha blusa, até tocar um dos meus seios, mesmo por cima do sutiã, senti coisas nunca antes imaginadas, sussurrei.

Tira.— Ele pareceu tomar um susto ao ouvir minha voz.

— Ah desculpe, eu... – O calei com um beijo.

— Não sua mão, tira minha blusa. – Seus olhos piscaram e suas íris ficaram mais escuras, mas ele não falou nada, apenas puxou o tecido até tirá-lo fora do meu corpo.

Ofeguei em expectativa por sua próxima ação, mas imediatamente comecei a ofegar por outras razões. Sua mão voltou a tocar meu corpo agora mais livremente, porém ele me derrubou quando desceu com a boca. Começou com beijos na minha barriga e foi subindo pelo tronco, em volta dos meus seios até chegar ao meu colar.

— Ele ficou ótimo aqui, lindo e próximo ao coração.

— Onde você também está. – Ele inclinou se aproximando do meu ouvido.

— Aguardarei pelo dia de vê-la apenas com ele. – Todo meu corpo tremeu.

Ele voltou a me beijar e puxou minha perna para encaixar melhor no meio das suas, senti seu membro animado tocando meu centro que também se encontra bem desejoso e quis me perder.

Nossos corpos parecem dançar perdidos um no outro, procuramos, se possível, ficar ainda mais próximos. Edward com sua mão mágica tocando meus seios, intercalando entre os mesmos, me fazendo delirar.

Esse é um daqueles momentos que penso, porque não fiz isso antes, ao mesmo tempo em que concluo que precisamos parar.

Assim fui acalmando meu corpo e indicando com beijos a finalização do momento. Edward compreendendo os sinais entrou no meu ritmo até finalizarmos com um selinho. E ele saiu de cima, deitando-se ao meu lado.

Aos poucos tranquilizamos nossas respirações até estarmos mais ou menos estabilizados de novo, não me atrevi a olhar para o meio de suas pernas, procurando a confirmação se já se estabilizou ou não. Apenas me despedi.

— Tenho que ir para o meu quarto.

— Sim.

— Precisamos descansar, pois amanhã começa tudo de novo.

— Sim.

— Você só consegue dizer, sim?

— Sim. – Rimos cúmplices, virei lhe dando um último beijo e levantei. – Quer que te leve até sua porta?

— Não precisa, pode ficar aqui, nos vemos de manhã, boa noite.

— Boa noite, sonhe comigo.

— Sempre. – Peguei minha blusinha para vestir, mas pensando melhor passei os braços pela camisa de Edward e caminhei até a porta.

— Você realmente tem o dom de me enlouquecer. – Falou.

— Você ainda não viu nada. – Abri a porta e sai sem lhe dar chance de responder.

Caminhei sorrindo até o quarto, mais do que feliz, em êxtase, pensando em como nosso, agora oficial, namoro, seguirá daqui para frente...

CONTINUA.

Notas finais
Música do Capítulo: So Beautiful (Chris de Burgh) N/A: Quem também quer um boy que dedique música e te peça em namoro? õ/. Então meninas, não houve um grande impasse entre o Carlisle e os Swans, a etiqueta britânica não deixou. Mas a Bella está obstinada a esclarecer as coisas do passado dos pais. Quanto ao exame deu tudo certo e vocês tem alguma ideia de quando a Bella se sentirá conectada para chamar o Carlisle de pai? E entre outros momentos fofos chegamos a Beward no Pub e o pedido de namoro, gostaram? Espero que sim. E nosso casal também tem se deixado levar bem mais, primeiro quase foram pegos pela Alice na sala e então curtiram na privacidade do quarto, onde será que eles vão parar? Agora é com vocês. Por favor, comentem. Se chegaram até aqui, deixem uma review, é importantíssimo receber esse feedback, tanto para saber se estão gostando, se estou no caminho certo, quanto para melhorar o que for necessário. Uma palavra já consegue expressar muito, então comentem, recomendem, me sigam no twitter: @KaahNannda. Espero vê-las nos comentários e segunda que vem com mais um capítulo. ~Kiss K Nanda.