Para Te Encontrar
19 Capítulo 18 - Encontros Inesperados
Notas iniciais
Depois da noite de domingo, não tinha como minha semana começar de outra forma que não completamente feliz.
Não só pelo momento que Edward e eu compartilhamos em seu quarto, tudo bem isso conta bastante, mas não posso descartar também suas ações no Pub, a música que me dedicou, o pedido, o colar, simplesmente não consigo me desvincular dessas emoções. Com isso amanheci disposta, sorridente, pronta para encarar mais uma semana tranquilamente.
No Antiquário as coisas também colaboraram, apesar de estarmos com muito trabalho por conta da exposição, acabo entretendo-me mais com tudo, são peças a selecionar, clientes e servidores a contatar, fornecedores que precisamos fechar, em resumo não temos tempo para descansar, entretanto isso é o que me entusiasma, saber que estou participando de um projeto tão legal.
Com meus familiares tudo não podia estar melhor, Carlisle e eu temos conversado todos os dias, tive notícias dos meus avós ontem mesmo e na pousada não tem como ser mais paparicada por vovó e também por Alice.
E Edward...
Edward, tem como ser mais perfeito? Ele sabe como fascinar uma mulher, e eu? Estou mais que envolvida em seu feitiço de sedução...
Realmente é como dizem, quando uma porta abre, não tem como voltar atrás e tentar fechá-la novamente, depois daquela noite não tivemos mais oportunidade de repetir a dose, mas basta estarmos próximos um ao outro, sentir a presença, respiração. Os beijos então, são capazes de me tirar da órbita, não que antes já não fossem assim, mas agora tenho até medo de como será quando ficarmos juntos de maneira mais íntima outra vez.
Relembrando dos momentos comecei a sentir coisas que com certeza não combinam com o ambiente de trabalho, por isso tratei de mudar o rumo dos meus pensamentos e me concentrar no que estou fazendo.
— Os pensamentos estavam bons hein? – A voz de Rose me trouxe totalmente de volta.
— O que?
— O que estava pensando, devia ser algo muito bom, pois está até arrepiada. – Arregalei os olhos e corei. – Não se preocupe, não precisa se envergonhar. Se soubesse quantas vezes me pego pensando nos meus momentos com Emm durante o trabalho ou outro lugar, não falaria mais comigo. – Sorri com o comentário. – Com o tempo você aprende a disfarçar na frente das pessoas.
— Espero mesmo, porque minha timidez não permite que cometa essas indiscrições em público.
— Você vai conseguir. Mas me conta como estão as coisas entre vocês? Muito boas imagino.
— Tivemos um momento especial no domingo...
— Suspeitei de algo assim, você tem suspirado todos os dias e agora sei que não é atoa. Mas até eu fiquei inspirada depois daquela declaração, imagina você.
— Realmente o que Edward fez me tocou bastante.
— E pelo visto não foi só isso que ele tocou, não é? – Balancei a cabeça concordando. – Ah os tempos do namoro, os encontros escondidos, os amassos intensos, a sensação de querer, mas não poder totalmente. É claro que não troco a relação que tenho hoje, mas guardo com carinho todos os momentos do namoro, especialmente esses do início.
— Ai Rose, as coisas que senti. Se antes já achava bom, agora então... E nem fomos tão longe assim ainda, não posso nem imaginar como ficarei quando evoluirmos mais.
— Ficará simplesmente mais apaixonada do que está. Sentindo as mesmas coisas só que em proporções ainda maiores.
— Apaixonada?
— É claro, vocês ainda não se deram conta? Posso dizer até que se ainda não estão no estágio do amor, é questão de tempo para atingi-lo. Mas que estão apaixonados, isso é certeza. – Refleti.
É claro que sinto algo mais por Edward, posso dizer que quase desde o início. Mas até o momento não deixei o pensamento penetrar minha mente, de que estou sim apaixonada, completa e irrevogavelmente.
— Meu Deus, quem poderia imaginar? Não que Edward não seja o homem mais perfeito e merecedor do sentimento, é só que quando penso em como minha vida está correndo, em tudo que já vivi desde que cheguei parece simplesmente surreal.
— Essa é simplesmente a vida, imprevisível, surreal, mas incrível.— Sorrimos. – Agora vamos voltar ao trabalho, mas a qualquer novidade estou sempre disposta a ouvir.
— Obrigada Rose, por tudo, você é uma grande amiga.
— Não tem de que. – Voltamos o foco ao trabalho e assim a tarde terminou.
Quando deu meu horário de saída me despedi da Rose e praticamente corri para encontrar Edward que já está a minha espera, o recepcionei com um baita beijo, que se visto por outras pessoas provavelmente as deixaria constrangidas.
— Olá. Não que esteja reclamando, mas existe algum motivo especial por trás desse cumprimento tão animado?
— Nada demais, estava com saudades e você merece hoje e sempre.
— Aprecio a preferência. Pronta? – Assenti e montei na bicicleta, aproveitando como sempre não só a companhia física de Edward, mas também as sensações vividas durante o trajeto.
Ao chegar seguimos cada qual para o quarto, na intenção de tomar banho e depois para descer e jantar. Durante o mesmo conversamos um pouco com vovó e Alice sobre as coisas do dia e depois decidimos ir para a sala ensaiar um pouco ao piano, Alice declinou do convite de acompanhar-nos, então ficamos a sós.
Mexendo em alguns papéis com músicas que tenho guardadas, para ver se Edward conhece, encontrei alguns rascunhos de letras que comecei a escrever, inclusive a última que iniciei depois que cheguei à Inglaterra e conheci Edward.
— O que houve? Encontrou algo interessante?
— Mais ou menos, achei alguns rascunhos de letras, inclusive aquela que comecei a escrever quando cheguei aqui e te conheci. – Mostrei-lhe as folhas.
— Me lembro dessa última, quis compor a melodia para ela, mas fui totalmente proibido.
— Desculpe, naquela época tentava esconder o que sentia por você de todas as formas, então não teria a mínima condição de compormos juntos, seria demais para aguentar.
— Essa letra está incrível, aliás, todas estão. Mas não tinha ideia que essa aqui você começou a escrever depois que me conheceu, posso achar que tenho alguma influência?
— Não deveria dizer, pois ficará se achando. Mas sim o que coloquei no papel tem inspiração nos sentimentos que me assolaram depois que o conheci. – Ele se inclinou para me roubar um selinho.
— Não ficarei convencido, apenas feliz. Agora oferecerei novamente, posso tentar compor uma melodia?
— Só para essa letra?
— Não sei, pode ser ou para todas que queira também, a decisão é sua.
— Pois se é assim, aceito a oferta. Nunca pensei em me unir a alguém para compor, sempre criei as letras sozinha e não imaginava levar isso adiante. Mas aqui com você, acho que pode ser uma boa ideia, quem sabe esse não é mais um passo da nossa trajetória ao caminho da música?
— Não tenho dúvidas de que seja. – Trocamos mais um beijinho. – Mas você terá que dar o tom para que passe as notas.
— Mas tem algumas que não pensei na melodia, mesmo que só na minha mente.
— Então podemos criar juntos, o que acha?
— Vou adorar. – Sorrindo começamos a analisar as letras.
As que já tenho prontas, que faltam terminar, que possuem uma base melódica em minha mente ou não. E conforme conversamos pontuamos o tipo de trabalho que faremos.
— Amei essa estrofe, tão intensa e triste ao mesmo tempo. – Edward mostrou o trecho referido.
“Vou te encontrar nos meus sonhos. E te buscar no meu coração. A sua falta dói aqui dentro. Já não sei mais se vou aguentar. Só o que sei, é que você sempre estará. No meu coração*”.
— Faz algum tempo que escrevi esse trecho, creio que possa ser um refrão, tenho mais ou menos uma melodia na cabeça para essa parte, falta somente o básico, o resto da letra. – Falei de forma irônica.
— Podemos trabalhar nela depois, sem problemas. Mas esse trecho está simplesmente sensacional.
— Também precisaremos finalizar a que comecei a escrever depois que te conheci, essa realmente só tenho a letra em mente. – Olhamos o trecho juntos.
“Você para mim, é quase como um sonho. Perco a razão, me basta ver o seu olhar. Te tenho em mim, por mais que eu não queira. Aqui você está, e já não da para disfarçar. Não vou me importar, com o que dizem ou o que vão pensar. Só vou deixar o meu coração me guiar!”
“Fico pensando, nesse sentimento. Que me faz bem, às vezes me faz até flutuar. Jamais pensei, em ficar tão encantado. Você me faz perder a razão e o juízo ao te ver. Não vou me importar, com o que dizem ou o que vão pensar. Só vou deixar o meu coração me guiar!*”
— Essa em compensação precisa de um refrão, porque tem duas estrofes de ligação prontas.
— Podemos pensar em algo, mas você notou que está escrevendo um dueto não é? Suas primeiras letras parecem mais solos, claro que podem ser adaptadas caso necessário, mas essa é todo um dueto. – Comentou.
— Eu disse. Você já tinha tomado minha mente totalmente para si, até já nos imaginava cantando juntos e fazendo outras coisas...
— Outras coisas é? – Falou vindo com a mão ágil passar pela minha perna.
— Sim outras coisas, como o que estamos fazendo agora, compor. – Lhe dei um beijinho e tirei sua mão. – Agora foco moço. – Ele se conteve e voltamos a focar nas músicas.
Depois de dialogar sobre as composições e músicas para tocar no Pub, demos por encerrado nosso ensaio, arrumamos tudo e decidimos subir, mas ao passar pelo balcão resolvi checar meu e-mail e ver se mamãe me respondeu.
Edward foi para o quarto, dando-me privacidade parar ler a resposta da minha mãe, mas falou para passar lhe dar um beijo de boa noite quando subir.
Concordei e ele saiu. Liguei o computador, entrando rapidamente na caixa de e-mail encontrei a resposta da mamãe, então me dispus a lê-la.
De: Esme Swan (Esme.S@gmail.com)
Para: Bella Swan (Bella.Swan_94@gmail.com)
Calendário: 10 de Abril de 2014 13h03min
Assunto: Contente Pelas Conquistas
Oi querida, aqui está tudo bem, normal como sempre, com certeza nada comparada a sua vida ai. Alguns dias chego a me perguntar de maneira mais intensa se fiz certo em te deixar ficar, não ter feito pressão para que voltasse e ficasse de castigo pelo resto da sua vida jovem, porém ao observar suas experiências compreendo que no fundo você estava certa ao embarcar nessa aventura, pois aqui nunca viveu um terço disso.
Fico feliz que sua relação com seus avós esteja progredindo, eles são boas pessoas e me incomodava pensar que ambos passariam seus dias sozinhos enfurnados apenas naquela casa, mas agora com sua chegada eles têm a oportunidade de um respiro. Você realmente é um presente que só leva alegrias a todos, por isso às vezes a saudade bate um pouquinho mais forte, ainda mais ao ler o quanto tem construído e vivido, isso deixa um sentimento de perda por não poder acompanhar ao vivo todas essas emoções, mas fique tranquila que logo a sensação passa e volto apenas a ficar feliz por suas realizações.
Sobre seu pai não tenho nada a acrescentar, que bom que o resultado já chegou, realmente vai ajudar nas questões legais da paternidade, mas não deve interferir em mais nada, torço sempre por uma boa convivência entre vocês. E, por favor, filha pare de mexer em coisas que não tem mais sentido, seu pai e eu mais do que nunca somos dois estranhos, não importa o que houve ou o que deixou de existir, o foco total tem que ser a relação de vocês e nada além, aproveite isso sem pensar em mais nada, por mim, poderia fazer isso?
E não imagina como fiquei feliz ao saber que agora você e Edward são oficialmente namorados, é claro que já pensava em vocês assim, mas sei como é especial receber um pedido, ainda mais como esse. Pesquisei depois a música que você falou e fiquei encantada, confesso que meus olhos marejaram um pouco só de imaginar como foi à cena. Mas como disse, aproveite tudo filha, de atenção às coisas que realmente importam e deixe assuntos enterrados, exatamente onde estão.
Sinto sua falta, mas sei que ai é onde seu coração e sua felicidade se encontram, então continuarei mandando apenas boas energias e guardando todos meus abraços para a hora que voltarmos a nos ver. Mande lembranças a todos, especialmente a Edward que foi muito gentil me enviando aquele e-mail também, posso dizer que você realmente tirou a sorte grande filha, esse rapaz vale ouro. Cuide-se bem.
Beijos, Te Amo.
Mamãe.
Quando terminei de ler, sequei as lágrimas furtivas que escaparam durante a leitura, apesar de realmente me sentir feliz e completa aqui, a saudade da mamãe nunca sana.
Afinal foram 19 anos convivendo apenas com ela e agora essa distância não é algo fácil de lidar, mas também tenho guardado no coração a hora que nos reencontraremos para matar toda a saudade acumulada.
Depois de desligar o computador segui até o quarto pensando em alguns pontos que ela comentou. Pelo visto vovó ainda não entrou em contato, caso contrário mamãe teria comentado algo.
Todos estão errados também se pensam que desistirei de saber sobre o passado dos meus pais. Posso tentar ser um pouco mais sutil daqui para frente, mas não deixarei esse assunto de lado nem por um decreto.
Chegando ao quarto me troquei e só então percebi que tenho que ir ao quarto de Edward lhe dar boa noite, realmente preciso ir, ainda mais depois de saber que ele enviou um e-mail a minha mãe.
Porque será que não me disse? E o que terão falado? Com certeza não posso dormir sem tirar essas dúvidas da cabeça.
Não quis me trocar novamente, então apenas vesti um hobby por cima da camisola e sai, procurando não fazer barulho e correr o risco de ser pega entrando no quarto de Edward há essa hora.
Ao parar na frente do mesmo bati, mas não obtive resposta, resolvi abrir um pouco a porta e entrar, ele deve estar no banheiro, pois as luzes estão acessas e a porta do mesmo fechada.
Fechei a porta do quarto, ia me anunciar, quando a porta do banheiro abriu e Edward saiu em toda sua glória vestindo apenas uma calça do pijama, mostrando o peitoral definido capaz de tirar o raciocínio de qualquer pessoa, incluindo o meu.
O que vim fazer aqui mesmo? Não consigo mais nem raciocinar...
— Bella? O que houve? Está tudo bem? – Notei que Edward caminhou em minha direção, pois agora está a poucos centímetros de mim, dando-me uma visão ainda mais privilegiada de tudo... – Bella?
— Oi, sim, eu. Vim dar boa noite, era para vir, não era?
— É claro meu bem, estava mesmo te esperando.
— Assim? – Apontei para seu corpo semidesnudo.
— Não necessariamente, estava me trocando e não tive tempo de vestir a camiseta ainda, se quiser posso colocar agora.
— Não! Quer dizer, não precisa, é seu quarto, pode ficar a vontade.
— Você está estranha e engraçada. – Me deu um beijo na testa e fez um carinho no meu rosto. – Vem, vamos sentar. Leu o e-mail? Como está sua mãe? – Já sentados na cama lembrei o assunto que quero tratar.
— O e-mail, isso. Minha mãe está bem sim, ficou contente com as coisas que contei dos meus avós, meu pai e sobre nós. Nosso recente namoro a deixou exultante.
— Que bom, fico feliz em saber disso.
— Mas acho que já sabia dessa última parte, não é? – Fez uma expressão confusa. – Porque não falou que entrou em contato com a minha mãe?
— Ah ela comentou com você.
— Sim e queria saber por que você não disse nada.
— Você está chateada?
— Não, é claro que não. Mamãe não disse o que conversaram, apenas mandou lembranças e agradeceu sua gentileza no e-mail. Então, agora posso saber como foi?
— Vejo como é ligada a sua mãe, com isso não achei justo ter conversado com seu pai, seu avô e nunca ao menos ter falado com ela. Então enviei um e-mail me apresentado formalmente e contando que estamos namorando, basicamente falei o mesmo que aos outros, como me importo com você, que prometo cuidar e respeitá-la e que se ela quiser em algum momento conversar ou pedir algo, estou à disposição.
— Porque você é assim tão perfeito? Às vezes acho que não te mereço, porque não me vejo retribuindo um terço do que recebo.
— Não diga essas coisas, a forma como me faz feliz já é o suficiente. Mas não está mesmo chateada por ter feito isso sem te consultar?
— Não, só fiquei curiosa. Todos tem razão, é impossível não se apaixonar por você...
— O que? Você está...
— Apaixonada? É óbvio. Acho que desde a primeira vez que te vi, mas são gestos como esses que me fazem confiar com certeza no que sinto. Você é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida e não posso deixar de agradecer um único dia por isso.
— Bella, você é linda, doce, incrível. Me encantei desde a primeira vez que te vi e desde então o sentimento só cresce, também estou apaixonado por você, muito. E isso trás sentimentos e sensações que não sei como descrever.
— Talvez não com palavras, mas acho que sabemos outras formas de demonstrar o que sentimos. – Encerramos a conversa nos entregando aos braços do outro.
O beijo já começou intenso, afinal são muitos sentimentos borbulhando dentro de nossos corações e precisamos começar a expressá-los de alguma forma.
Logo no início Edward já puxou meu hobby e deixei que tirasse do meu corpo, em seguida nos deitou na cama e aprofundamos os toques, já estamos ficando experientes nos toques um no outro, sabendo onde tocar para agradar e também para enlouquecer.
Sentindo seu corpo quente sobre o meu me tirando do eixo. Suas mãos ágeis avançando por dentro da minha camisola, tomando meus gemidos como indicativos para prosseguir, enquanto seus lábios percorrem meu pescoço descendo em direção a minha clavícula.
Uma das alças da camisola caiu deixando um seio amostra, Edward me olhou nos olhos procurando consentimento, não tive reação. Assim mesmo sem encostar assoprou o mamilo arrepiando todo meu corpo, que respondeu instintivamente trazendo sua cabeça para perto e quando senti seus lábios envolvendo-me delirei.
— Edward... Oh...
— Tão doce, muito melhor do que na minha imaginação.
— Você?
— Te imaginei assim? Incontáveis vezes. – Não quero mais ouvir, morrerei com suas palavras ou carícias, mas da duas formas não aguentarei.
Ele mesmo tomou a decisão por mim e dirigiu-se ao outro seio, desnudando-o e dando igual atenção.
Que sensação incrível, não imaginava que seria tão sensível assim, só sei que não quero que Edward pare de forma alguma, entretanto querendo também desbravar e descobrir mais sobre esse homem que me enlouquece, impulsionei meu corpo sobre o seu e nos virei na cama sentando em seu colo.
Minha camisola tornou-se um leve tecido enrolado em minha barriga e entre nossas intimidades os pedaços de pano que existem não parecem muito capazes de nos deter também.
Voltei a beijá-lo na boca, mas não demorei por ali descendo logo para explorar também seu corpo, toquei seu peito, os braços, sua barriga, tudo que meus lábios tiveram acesso explorei. Quando cheguei ao cós da calça me espantei com o volume presente, sentir é uma coisa olhar e comprovar é outra.
Não estou preparada ainda para o próximo passo, mas sem querer dispensar toda a coragem, voltei o rosto para o seu e olhando em seus olhos comecei a passar a mão, mesmo que ainda por cima do tecido senti Edward retesar o corpo.
— Bella...
— Diga se fizer algo que não te agrade.
— Isso é impossível, tudo em você me alucina. – Continuei minha exploração começando a ultrapassar os tecidos até tocá-lo por completo.
Mas antes de chegar ao meu destino Edward começou a retribuir o toque infiltrando os dedos até tocar meu centro no mesmo instante que senti seu membro por inteiro.
Ao nos tocar começamos a balbuciar palavras incoerentes...
— Está tão duro.
— E você tão molhada.
— É quente e macio ao mesmo tempo.
— Você vai me deixar louco. – Edward me puxou para um beijo enquanto continuamos com as carícias, mesmo sem ter muita ideia do que fazer deixei meus instintos me guiarem e conforme era tocada tentava retribuir da mesma maneira.
Nossos corpos suando, as bocas perdendo-se uma na outra, enquanto buscamos atingir um extremo prazer...
Senti Edward se aproximar do ápice então aumentei a intensidade do toque procurando satisfazê-lo. Pensei que ele dispersaria o contato comigo, mas em nenhum momento sua mão parou até chegarmos ao limite.
— Caramba... Isso. Ai. Vou... Bella! – Enquanto ouvi suas palavras e senti seu líquido escorrer pela minha mão, contemplei, de forma silenciosa, mas tão prazerosa quanto, meu corpo absorvendo também o êxtase da sensação.
Após esse momento caímos cansados na cama, permaneci deitada em seu peito, ouvindo pouco a pouco sua respiração se normalizar.
— Bella?
— Hum?
— Isso foi incrível.
— Digo o mesmo, mas agora temos que nos arrumar e tenho que ir para o meu quarto.
— Sim e temos que fazer tudo de forma bem silenciosa.
— Agora o senhor pensa em fazer silêncio, não é?
— Não pude me conter. Mas apreciarei ainda mais quando chegar o momento em que você também não se controlará...
— Mal vejo a hora. – Trocamos um beijo e levantamos da cama percebendo o estado caótico em que ela se encontra.
— Pode ir que cuido de tudo. – Assenti sorrindo meio sem graça, ajeitei a camisola de volta ao lugar e vesti o hobby por cima.
Ele me acompanhou até a porta e com um último selinho nos despedimos, na ponta dos pés caminhei até meu quarto, ao chegar não tive alternativa se não tomar um novo banho, mesmo preocupada com o possível barulho, preciso acalmar os ânimos e dormir, ou tentar ao menos, pois meus pensamentos não se desligarão fáceis dos acontecimentos de hoje...
***
— Ótimo, obrigada. – Encerrei a ligação com um possível cliente e caminhei até onde Rose está revisando uma peça. – Rose marquei uma visita para ás 13h30min.
— Tudo bem Bella, caso ainda não tenha voltado do almoço pode deixar que vejo sem problemas.
— Obrigada, mas procurarei não me atrasar. Quando concordei em almoçar com meu pai informei que teria que ser algo rápido já que estou em horário de trabalho.
— Não se preocupe, você é sempre tão pontual que não tem problema ficar fora por um pouco mais de tempo. Ele vai passar para te pegar?
— Sim, deve estar chegando a qualquer momento.
— Vocês tem se dado bem não é?
— Sim, ainda temos alguns receios um com o outro, mas no geral temos uma boa convivência, nos falamos sempre por telefone e hoje ele propôs esse almoço já que faz alguns dias que não nos vemos, no mais gosto muito da sua companhia.
— Isso é ótimo, com o tempo tudo entra no eixo devido. – Sorri em concordância e voltamos ao trabalho, mas não demorou até Carlisle entrar no Antiquário acompanhado de Carmen.
— Bella, tudo bem? – Me cumprimentou com um abraço.
— Oi, tudo sim e com o senhor?
— Bem, melhor agora que vamos almoçar. – Sorri e virei para cumprimentar Carmen.
— Oi Carmen, que surpresa vê-la aqui.
— Oi Bella querida, espero que não se importe de ir ao almoço também, seu pai falou que não tem problema que os acompanhe.
— Não, é claro que não. Só realmente não esperava vê-la, mas com certeza é bem vinda.
— Obrigada queria. Então é aqui que trabalha oficialmente?
— Sim, este é o Antiquário onde trabalho com a Rose.
— E ela é dona dele?
— Sim. É uma herança de família deixada a ela e o irmão, mas Jasper deixa a administração a Rose já que não tem aptidão para as artes.
— E agora você a ajuda, que ótima menina você é. – Assenti.
— Mas já podemos ir? É que não posso demorar pois tenho coisas a resolver após o almoço, perdão por não lhes mostrar tudo agora, se voltarem depois com mais tempo prometo fazer a apresentação completa.
— É claro que não Bella, outro dia voltaremos sim com mais tempo para conhecer tudo, mas vamos almoçar. – Carlisle respondeu e saímos em direção ao seu carro, ele e Carmen foram à frente, enquanto entrei atrás.
Achei que o restaurante seria longe, mas não rodamos três ruas até estacionar, ao descer comentei.
— Vocês realmente devem gostar de andar de carro, pois poderiam ter deixado o mesmo no Antiquário, daria para ter vindo a pé tranquilamente.
— A pé? Oh não Bella, isso está fora de cogitação, andar a pé é para os que não usufruem de um aconchegante automóvel para se locomover. – Carmen comentou.
— E para os que não pensam no planeta e em todas as emissões de gases que os automóveis emitem a cada instante rodado. A pousada não fica perto, então fazer o trajeto de lá até o centro a pé realmente seria um pouco cansativo, mas sabe o que Edward faz? Ele não vem de carro, moto, táxi ou qualquer tipo de veículo a motor, ao invés disso anda de bicicleta e todos os dias faz o percurso de ida e volta assim. Com isso ajuda não só o planeta, mas também a si mesmo e sua saúde. – Respondi e ela não teve palavras para rebater. Tomando a dianteira Carlisle falou.
— Edward tem realmente uma atitude louvável, infelizmente não são todos que pensam assim ou que podem abrir mão dos carros.
— Sei que não, mas se pensarmos um pouco mais e fizermos pequenas economias, como a que comentei, andar percursos curtos sem utilizá-los, as coisas seriam muito melhores.
— É claro que sim, mas vamos entrar. Independente de como viemos, o almoço nos espera. – Ele indicou para passarmos, depois falou com a recepcionista e a mesma nos levou até nossa mesa. Imediatamente um garçom veio anotar nossos pedidos e enquanto esperamos Carlisle prosseguiu o assunto. – E as apresentações de vocês no Pub como vão?
— Muito bem, o Pub cada vez recebe mais pessoas e todos parecem gostar de nós.
— É claro que sim, vocês são supertalentosos e isso é percebido por todos.
— Irina mesmo está louca para voltar, ela disse que irá em breve com alguns amigos. – Carmen falou.
— As portas estão sempre abertas. – Respondi. Os primeiros pratos chegaram e começamos a comer.
— Ela até queria vir a esse almoço, mas não pôde por questões da faculdade, além do que, já basta eu de penetra no almoço de pai e filha, não é?
— Não diga isso Carmen, você não é penetra de forma alguma. Bella e eu não nos importamos em tê-la conosco, não é Bella?
— Exatamente, você é sempre bem vinda e Irina também, em uma próxima se estiver disponível pode comparecer também. – Ela assentiu sorrindo. – Creio que nunca perguntei, mas o que ela cursa?
— Irina cursa Design de Moda, na Universidade de Londres, a melhor da cidade. É claro que foi aceita em outras Universidades também, mas não quisemos nos separar, portanto escolhemos a melhor de Londres e é onde ela está.
— Bom para ela.
— Mas e você? Realmente ainda não pensou em tentar nada? Não tem ideia de onde estudar ou que procura fazer? – Perguntou.
— Sinceramente achei que fosse sentir mais falta de estar estudando, mas desde que cheguei minha vida tem sido preenchida por tantas coisas interessantes que não tenho me preocupado muito com isso.
— Pois acho que devia, porque as coisas acontecem muito rápido e você pode precisar mais para frente de coisas que não correu atrás enquanto podia. – Me espantei com seu comentário.
— Não fale assim Carmen, Bella é nova e tem uma variante de oportunidades a sua frente, quando se decidir poderá fazer o que quiser. – Carlisle lhe respondeu, depois voltou-se a mim. – Saiba que conta com meu total apoio Bella, já lhe disse, caso queira estabelecer residência fixa aqui na Inglaterra podemos providenciar tudo, ou se decidir viajar e conhecer mais do mundo, estudar no próximo semestre ou daqui a alguns anos, o que desejar conte comigo.
— Obrigada Carlisle, agradeço muito seu apoio e prometo que não deixarei a vida passar sem aproveitá-la ao máximo, mas por enquanto estou satisfeita com o jeito que as coisas estão.
— É claro que sim querida, perdão se disse algo que a chateou, somente me preocupo com você da mesma forma que faria se fosse minha filha. Afinal de contas em breve quando seu pai e eu casarmos seremos da mesma família.
— Falando nisso vocês já tem planos, uma data definida? – Perguntei interessada, mas ao mesmo tempo estranhando um fato, pois Carmen fala tanto do casamento, mas não vejo um anel em seu dedo indicando o noivado. E ela sendo como é tenho certeza que não teria aceitado menos do que um brilhante enorme para mostrar ao mundo o sinal do compromisso.
— Então nós... – Carlisle começou a falar, mas foi interrompido pela chegada de uma pessoa.
— Carlisle, Carmen, que surpresa encontrá-los aqui. – O senhor os cumprimentou.
— Eleazar? Como vai? Posso dizer que a surpresa é nossa em vê-lo. – Carlisle levantou para cumprimentá-lo.
— Sim papai, não fui informada da sua volta à cidade. – Carmen disse.
Espera um instante, ela disse pai?
— Cheguei a pouco minha querida, mas já tinha na agenda uma visita programada a você. – Respondeu.
— Imagino que sim.
— Mas sente e almoce conosco. – Carlisle ofereceu.
— Não quero ser inconveniente, mas aceitarei. – Quando sentou o senhor finalmente notou minha presença. – Essa senhorita certamente não conheço.
— Que indelicadeza a minha. Bella, este é Eleazar Denali, pai da Carmen e Parlamentar do Distrito no nosso governo. E Eleazar, essa é Isabella Swan, minha filha.
— Espere você disse filha?
— Sim.
— É uma longa história papai. – Carmen comentou.
— Não tenho dúvidas de que seja, mas de qualquer forma é uma prazer conhecê-la senhorita.
— O prazer é meu senhor. Acho que nunca estive tão perto de um político na vida. – Eles sorriram do meu comentário.
— Você não é britânica, estou errado?
— Não senhor, sou americana. Vivia na América com minha mãe, mas a pouco cheguei à Inglaterra onde conheci meu pai.
— Interessante.
— Podemos prosseguir com o almoço? Bella não pode demorar. – Carmen disse e prosseguimos com o mesmo.
Imediatamente vieram servir Eleazar, e tão logo seu prato chegou engatamos em uma degustação mais silenciosa. Ao terminarmos de comer Carlisle pediu sobremesa e durante a mesma voltaram a conversar.
— E como estão as coisas na câmara?
— Como você sabe Carlisle, mas não precisa se preocupar, pois as coisas ocorrerão de forma a nos privilegiar.
— Não me preocupo sabendo que você está no meio deles tomando conta de tudo, desde novo confio na sua capacidade e as coisas não mudaram com o passar do tempo.
— Obrigado meu amigo. Contar com o apoio da sua família sempre foi muito importante, desde a época do seu pai e hoje com você.
— Perdão me intrometer, mas o senhor conheceu os pais do Carlisle? – Perguntei.
— Sim minha jovem, sou amigo da família Cullen há muitos anos. Eles me apoiaram desde cedo na carreira política e devo muito de quem sou a isso.
— Não tem o que agradecer Eleazar, você também fez muito por todos nós. Mas sim Bella, nos conhecemos desde quando era jovem. Eleazar esteve ao nosso lado em muitos momentos também, quando meus pais faleceram, quando entrei na Universidade, desde então não lembro um momento da vida que não fomos próximos.
— Exatamente. E agora finalmente nos tornaremos uma família quando você e Carmen se casarem, não é mesmo? – Parecendo voltar à órbita Carmen respondeu.
— Sim papai, isso finalmente vai acontecer. – Sem me conter em saber mais, perguntei.
— Perdão novamente, mas preciso entender. Se todos se conhecem há tanto tempo, porque Carlisle e Carmen só estão juntos agora? Quer dizer, tendo convivido desde novos, seria natural haver algo entre eles mais cedo, não? Pois acreditava que a relação era mais madura, mas agora não compreendo.
— Bella as coisas acontecem quando devem acontecer. Quando jovens Carmen e eu traçamos caminhos diferentes.
— Mas o importante é que agora nos encontramos, não é querido? – Ela falou e Carlisle assentiu. – Eu tenho Irina, ele tem você. E agora ficaremos juntos sem mais percursos no caminho.
— Exatamente como deve ser. – Eleazar pontou.
— Entendo, vocês tem razão, perdão novamente pelo comentário inapropriado. Fico feliz que estejam juntos agora. Como Carmen falou, ela viveu uma vida e teve uma filha. Assim como o senhor e a mamãe tiveram sua história e dela eu nasci.
— Isso mesmo e todos estamos bem com o rumo que a vida seguiu.
— Espere um pouco, agora eu que preciso me orientar. Você disse que seu sobrenome é Swan, certo? – Eleazar perguntou e assenti. – Ele me parece familiar de alguma forma.
— Talvez o senhor conheça minha mãe, Esme Swan, se conhece meu pai há tantos anos, eles foram namorados por um bom tempo. – Ao ouvir o nome da minha mãe percebi seus olhos arregalarem e sua respiração mudar.
— Ah sim, a primeira namorada do Carlisle, agora me lembro. Então a jovem Swan teve realmente um filho? – Comentou.
— Uma filha papai, Bella. – Carmen pontuou. Mas não foi a isso que mais me atentei.
— O senhor sabia que minha mãe estava grávida?
— O que? Não, de forma alguma. Como poderia saber se estou lhe conhecendo e sabendo dessa história apenas agora?
— É claro, tive a impressão errada então. – Devolvi.
— Certamente minha jovem. Como disse, cheguei a conhecer sua mãe e agora estou sabendo que ela e nosso amigo Carlisle aqui tiveram um bebê, que reviravolta da vida, não? Mas e sua mãe como está? Veio com você à Inglaterra?
— Não, minha mãe continua nos Estados Unidos, ela sabe que estou aqui e que conheci meu pai, mas não creio que tenha planos de regressar.
— Entendo. Mas vejam só a hora, creio que devo partir, já atrapalhei o almoço de vocês e ainda tenho muitos assuntos a resolver agora que estou de volta.
— Imagina Eleazar foi uma honra tê-lo conosco, vamos marcar algo. – Carlisle respondeu.
— É claro Carlisle, manteremos contato. E você Carmen, como disse a visitarei em breve.
— Estarei aguardando papai.
— Bom, foi um prazer revê-los e conhecê-la senhorita Swan, até uma próxima. – Nos despedimos e ele saiu.
Observando que também está na minha hora, resolvi me despedir.
— Carlisle também já vou, obrigada pelo almoço, espero que possamos repetir mais vezes.
— É claro que sim Bella, vamos fazer disso um hábito, mas também já vamos, podemos deixá-la no Antiquário.
— Não precisa, prefiro caminhar um pouco, assim vocês já seguem seu caminho sem interrupções.
— Certo, se prefere assim. – Ele levantou para me abraça, ao nos separar, falei.
— Prefiro. Carmen, foi ótimo tê-la conosco também, mande lembranças a Irina e até uma próxima.
— Certamente Bella, até. – Dando tchau aos dois sai do restaurante voltando ao Antiquário.
Realmente tenho muito a pensar...
Quando aceitei o convite para o almoço pensei que seria apenas mais um encontro como os outros, mas para minha surpresa, estou voltando com a mente cheia de novas informações.
Pode ser que esteja equivocada e que no fim das contas essas divagações sejam apenas delírio da minha mente fantasiosa, mas se não forem, quero ver onde tudo me levará.
Pois como deixei bem claro, não desistirei de saber sobre o passado dos meus pais e o que os levou ao término.
Agora sinto que um novo caminho se abriu e independentemente do que descubra, estou disposta a ir até fim...
CONTINUA.
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