Para Sempre: O Despertar De Uma Alma
1 Epílogo
Notas iniciais
Então se eu colocasse junto ia ficar meio confuso.
“Morte por que me persegues? Tens inveja de minha vida, ou queres salvar-me da ilusão?”
Século XV
Era inverno. O vento gelado que entrava no meu quarto e a neve que caia lá fora não era uns dos fatores mais convidativos para eu me levantar da cama. Mas eu não resisti aos meus impulsos... mais uma vez. Em algum momento da minha mini discussão matinal comigo mesma ouvi um barulho que despertou minha curiosidade; Alias esse é um dos meus grandes defeitos: A curiosidade.
Existe um velho ditado que diz que “A curiosidade matou o gato”. Bem, Philiph –meu gato- saiu ileso dessa. Mas não posso dizer o mesmo de mim. Tomada por esse sentimento me levanto da cama e sigo até a porta. Andando com as pontas dos pés para não revelar minha presença sigo para a escada que da direto na gigantesca sala de visitas. Conforme me aproximava os barulhos que antes não passavam de ruídos foram se tornando cada vez mais compreensíveis.
Eram passos.
Meus instintos gritavam para eu me afastar dali, para correr o mais rápido possível para o quarto de Paul e avisar que tinha alguém ali. Ideia estupida. Não iria adiantar. O mais provável era que pegassem não só a mim mas também a ele. E se isso acontecesse... eu não iria me perdoar. Ao longo dos anos, todos –sem exceção- que se aproximavam de mim obtiam um fim trágico.
Eu devia minha vida a Paul, ele era o único que acreditava em mim. Era o único que tinha enfrentado uma cidade inteira para me proteger. Era o único que não me achava uma bruxa. Eu não tinha como lhe agradecer por tudo o que ele tinha feito. Mas eu podia lhe dar pelo menos um dia de vida a mais. Eu sentia em cada nervo do meu corpo que minha hora avia chegado, que era ele que estava aqui. Era chegada a hora. A hora que vem se repetindo ao longo dos séculos e que adiavam o meu destino cada vez mais e mais.
Dei um passo mais a frente e logo pude vê-lo, seus olhos frios me encaravam e um sorriso zombeteiro apareceu em seu rosto:
– Ora,ora, ora; Nos encontramos outra vez – e parou derrepente, o sorriso que antes estava ali se transformou em uma expressão de ódio quando ele sussurrou as últimas palavras — ...Alice.
Eu recuei. Sabia o que iria acontecer agora. Quando ouvi ele disser aquele nome...Alice. Eu soube que estava acabada. As memorias vieram como uma avalanche em minha cabeça. Eu já havia ouvido esse nome antes. Tudo fazia sentido agora.
Mas...eu não era Alice.
Então um tiro foi disparado ao mesmo tempo em que a porta da frente se abria ferozmente. Eu cai de joelhos e levei minha mão para o meu peito. Eu podia sentir o sangue quente em minhas mãos que ficavam gélidas a cada segundo. Podia sentir a morte se aproximando, mas eu de certo modo estava feliz. Eu o vi atravessar aquela porta antes de partir, pude sentir o calor que sempre se acendia dentro de mim quando olhava dentro de seus olhos mais uma vez. Pude sussurrar um eu te amo antes de ser abraçada pela morte e entrar no sono que deveria ser eterno.
Deveria...
Notas finais
Deixem Reviews que logo eu posto o próximo.
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