Para Sempre: O Despertar De Uma Alma
2 Capitulo I
Notas iniciais
Espero que gostem.
Nesse capitulo vocês iram conhecer Lucy e seus fiéis escudeiros Hazel e Matt.
"“Nunca se esqueça: quando um capítulo termina, outro começa.”
– Caio F.
Estados Unidos da América.
Atualmente.
Ah cada dia que passa sinto como se algo importante estivesse perto de acontecer. Quando falei dessa sensação para a Hazel a única coisa que ela disse foi para parar de paranoia e se concentrasse na audição para a peça de A Bela e a fera que o Mr. Collins estava planejando. Segundo ela “para conseguir uma boa nota o importante não é saber tudo e sim pelo menos fingir prestar atenção no que o professor fala”; Fiquei me perguntando se ela sabia que a peça era um evento acadêmico que nada tinha a ver com as aulas de teatro. Mas resolvi deixar pra lá e ver até onde ela ia com sua nova carreira de atriz.
– Essa Bela deveria estar maluca – comentou Hazel foleando o Script – Não acredito que ela quis ficar com a Fera mesmo ele sendo...uma fera. – completou com os olhos arregalados.
– Isso se chama amor Hazel.
– Cafooona – cantarolou.
Revirei os olhos e voltei minha atenção ao meu próprio script. Hazel era cética quando o assunto era amor. Para ela amor era uma reação química e nada mais.
Eu acreditava no amor.
Mas não que um dia iria conhecê-lo.
Logo o sinal tocou e resolvemos voltar para a sala. O recreio durava no máximo 20 minutos sendo que praticamente 15 são gastos na fila do lanche. Dificilmente eu comia ali. Avia boatos que um dia um peixe tinha piscado para uma menina. Achei a história banal e totalmente mirabolante. Diferente é claro de Hazel que a partir desse dia resolveu que passaria o mais longe da cantina possível como se a qualquer momento um peixe pudesse saltar para fora do prato e começasse a lhe paquerar.
Mas hoje por obra do destino seriamos obrigadas a passar por lá. A aula não seria mais na sala. O Mr. Green –professor de história – resolveu fazer uma aula livre nos campos verdes de Shoreline. Um piquenique seria o nome correto a se dar a essa aula já que tínhamos ordens de passar pela cantina, pegar uma cesta de piquenique e nos encontrarmos com ele.
Hazel suava frio ao meu lado e ficava falando palavras soltas e totalmente desconexas, mas com uma palavra eu concordava.
– Errado – ela balbuciou
– É. Realmente. Alguma coisa está terrivelmente errada.
Aula livre? Piquenique? Estamos realmente falando do mesmo Green?
Hazel praticamente se pendurou no meu pescoço tentando me impedir de andar até a cantina, mas conseguir me livrar dela e correr até o local antes que ela conseguisse me parar.
Lá alguns estudantes estavam pegando a pequena cesta e com as expressões tão confusas como a minha deveria estar agora seguiam para os campos.
Adiantei-me a frente de um pequeno grupo que conversava animadamente e peguei uma cesta seguindo logo em seguida para aonde deveria estar o Mr. Green – ou o alienígena que tinha substituído seu corpo. Tanto faz.
Os campos verdes da Shoreline eram tão lindos quanto à própria escola. Nessa época de começo de primavera podia-se sentir o leve aroma das flores que eram milimétricamente colocadas lado a lado de uma pequena cabana onde ficavam as ferramentas de jardinagem.
As árvores pareciam que estavam se espreguiçando após um doloroso inverno, suas folhas agora nasciam mais verdes que nunca e seus caules se fortaleciam cada vez mais.
O gramado dos campos estavam recém-cortados lançando aquele cheiro gostoso no ar. Tornando a atmosfera do lugar – se possível- mais encantadora ainda.
Resumindo: Eu nunca em minha vida imaginaria no mínimo ver o Mr. Green naquele lugar que, para mim, parecia que havia sido roubado de um conto de fadas.
Sentado em uma toalha xadrez a uns bons 15m a minha frente o dito cujo professor estava sentado apreciando a companhia de uma mulher loira com um vestido frente única branco que estava esvoaçante no vento do local tornando a visão dela uma coisa digna de se admirar.
– O nome dela é Bridget. Parece que de agora em diante vamos ter dois professores de História.
– Outra pessoa para aturar? –resmunguei.
Matt soltou uma pequena risada e passou um dos braços pelos meus ombros me guiando a uma toalha florida que estava localizada em baixo de uma grande mangueira. Joguei-me ao lado de sua mochila e o observei se sentar ao meu lado já mexendo dentro de minha cesta e tirando de lá o que em sua opinião era comestível.
Matt era um dos poucos – senão o único- que me conhecia mais do que tudo. Era impossível nomear o que ele significava para mim. Ele era algo mais do que meu melhor amigo, mais do que meu irmão. Ele era praticamente minha alma gêmea, mas é claro sem a parte do romance.
– Onde está Hazel? –indagou antes de dar uma mordida na maça extremamente vermelha que deixava um grande contraste em suas mãos pálidas.
– Provavelmente se escondendo do peixe no banheiro. – respondi sorrindo de lado. Matt me lançou um olhar que era algo como “Você não tem jeito” que eu respondi com um dar de ombros básico voltando minha atenção em seguida para a mais nova professora da Shoreline.
Bridget exibia um sorriso e um corpo de dar inveja em qualquer Top Model. Não devia ter mais de 30 anos apesar de seus traços joviais lhe dessem a aparência de alguém com 25. Agora analisando melhor pude perceber um pequeno pedaço de papel preso em seu peito com seu nome.
– Bridget Campbell – sussurrei para mim mesma. Algo dentro de mim se agitou ao ouvir o nome da Mr. Campbell em alto e bom som. Algo que beirava a familiaridade...
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