Para Sempre Carrossel
38 2° Temp Capitulo 15
Capitulo 15
— Acho que já é hora mesmo de conversarmos — Disse Daniel
— Até que enfim... — Disse Margarida com uma expressão de chateamento no rosto.
— Então? — Disse Daniel
— Vamos conversar em outro lugar.- Respondeu Margarida agora com um pequeno sorriso no rosto. O garoto apenas concordou e ambos começaram a andar.
— Pode me adiantar sobre a conversa? — Perguntou Daniel enquanto caminhavam. Margarida parou de repente fazendo com que os dois trombassem.
— Acho que posso te falar aqui mesmo. — Disse Margarida encarando o garoto.
— Sou todo ouvidos. — Disse Daniel sorrindo para a garota.
— Amanha eu volto pra Itália. Disse Margarida.
— Como assim, você acabou de chegar, não faz sentido. — Disse Daniel com a cara de confuso.
— Já estava acertado isso. Eu vim para o Brasil a passeio, pedi para a diretora Helena que deixasse eu participar das aulas esses dias.
— Mas...- Dizia Daniel quando a garota se aproximou rapidamente de seu rosto colocando o dedo indicador na sua boca.
— Só queria ver como você estava. — Disse Margarida olhando profundamente nos olhos de Daniel. O garoto estava paralisado, não queria que a amiga fosse embora. Não de novo.
—Eu quero que você saiba que nunca vou te esquecer. — Completou Margarida. — E que apesar de tudo, ainda me preocupo muito com você.
— Não acredito que você já vai voltar. Parece um flashback. — Disse Daniel, agora com uma expressão de desapontamento.
— Bobinho, da primeira vez nós namorávamos. — Disse Margarida sorrindo e chegando novamente perto do garoto.
— Só não se esqueça da nossa promessa — Disse ela pegando em seu colar e no do garoto.
— Então isso é um adeus? — Perguntou Daniel.
— Claro que não, isso é mais como um até logo. — Disse Margarida abraçando Daniel, um abraço longo e carinhoso.
*Beep beep* O som vinha do celular de Daniel fazendo com que o demorado abraço enfim acabasse.
— Bem vou nessa. — Disse Margarida.
— Espera ai, você só vai amanha não é? — Perguntou Daniel.
— Sim. — Respondeu Margarida.
— Então... — Pensou um pouco Daniel – Vamos sair hoje, tomar um sorvete. — Completou ele.
— Claro. — Respondeu Margarida enquanto dava as costa para o garoto acenando com a mão.
Daniel pegou seu celular e viu que tinha chegado uma mensagem.
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Pode me encontrar na quadra agora?
M . J.
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Daniel prontamente respondeu que sim, e se encaminhou para a quadra.
Enquanto isso Mario procurava por um dos pirralhos que havia lhe tacado os balões. Já tinha andado por boa parte do colégio e enfim tinha avistado um dos pestinhas. Foi devagarinho para que o menino não fugisse.
— Te peguei moleque. — Disse Mario segurando o garoto pela camisa.
— Me solta, me solta, socorro. — Berrava o garoto.
— Só depois de me dizer o por que de ter feito aquilo. — disse com uma cara amedrontadora. O garoto , aterrorizado não esperou Mario mandar duas vezes.
— Tá bom eu conto, mas me solta. — Respondeu o garoto.
Em casa Lana anda pensava em tudo que estava acontecendo. Ainda não acreditava no que estava sentindo.
— Tenho que me concentrar em outra coisa. — Disse a garota olhando o teto do quarto enquanto estava deitada.
Daniel chegava na quadra e lá estava sua amada Maria Joaquina lhe esperando.
— Por acaso a senhorita precisava falar comigo? — Perguntou o garoto sorrindo.
— Sim, precisava muito de dar um presente. — Disse ela sorrindo também. Os dois se aproximaram um do outro.
— E que presente seria esse? — Perguntou Daniel
— É segredo, você só ganha se fizer uma coisa por mim. — Disse a garota.
— Qual a missão? — Brincou ele.
— Continuar sendo esse cara incrível que você é. — Respondeu ela. Daniel pegou a garota pela cintura e aproveitando que não havia ninguém por perto, lhe roubou um beijo. O beijo doce da garota de que gostava. Não havia nada melhor no mundo.
— Nossa como adivinhou? — Perguntou Maria Joaquina ainda sem folego?
— O que? — Perguntou Daniel sorrindo.
— Que esse era meu presente. — Respondeu a garota.
— Bem na verdade eu não sabia que esse era o presente, eu só senti muita vontade de te dar um beijo. — Respondeu Daniel.
— Seu bobo. — Disse Maria Joaquina.
— Então ainda vou ganhar meu presente? — Perguntou ele.
— Só se prometer nunca me deixar. — Disse Maria Joaquina estendendo o dedo mindinho para o garoto.
— Eu prometo. — Disse Daniel juntando seu dedo ao da linda jovem. Os dois se aproximaram novamente e se beijaram.
— Mas o que é isso? — Disse Jorge a si mesmo quando viu a cena. Daniel e Maria Joaquina estavam tão hipnotizados um pelo outro que não notaram que as vezes pessoas passavam por ali e infelizmente para os dois, Jorge estava os observando de longe.
— Não posso acreditar que aquele nerd está com a minha garota. — Continuou Jorge . — Acho que outra pessoa deveria saber disso. O Jovem pegou seu celular e logo começou a digitar.
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Vem pra quadra correndo. É urgente.
Jorge.
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— Quero ver agora esse nerd pagar de bonzinho. — Disse Jorge com o rosto enfurecido.
Nesse mesmo momento, Cirilo recebia uma mensagem,o garoto pegou seu celular e leu a mensagem.
— Que estranho, logo o Jorge me mandando mensagem.Não vou nem perder meu tempo com aquele otário. — Disse Cirilo.
Cirilo continuou andando e então escutou seu celular notificar a chegada de outra mensagem.
— Mas que chatice – Disse ele pegando novamente o celular só para ter certeza de quem era a mensagem. Quando o garoto viu o que tinha na tela ele simplesmente deixou o celular cair de choque. Cirilo correu e nem se incomodou em pegar do chão o celular que exibia uma foto de Daniel e Maria Joaquina se beijando.
— Então foi isso que aconteceu? — Perguntou Mario mais uma vez para o menino.
— Sim, eu prometo, foi o Paulo que pediu pra gente fazer isso. — Respondeu o menino.
— Então é assim que funciona. — Disse Mario com um sorriso maldoso no rosto. — Esse jogo é pra dois. — Completou ele.
Por coincidência Cirilo avistou aonde Jorge estava e correu em direção a ele. Com o barulho, que o garoto fez, Daniel e Maria Joaquina enfim paravam de se beijar e apenas conversavam.
— Demorou heim. — Disse Jorge para Cirilo.
— Aquilo... Aquilo é mentira não é? — Disse Cirilo ofegante.
— Claro que não seu idiota, o que eu ganharia inventando isso, olha lá os dois. — Disse Jorge. Cirilo olhou para Daniel e Maria Joaquina com os olhos marejados.
— Não é possível que o Daniel fez isso comigo. — Dizia Cirilo.
— Com você ? Eu que sou o namorado dela. — Respondeu Jorge.
Cirilo estava sem chão. Daniel era um se não o melhor amigo que já tivera. Sabia desde que eram crianças que Cirilo sempre gostou de Maria Joaquina.
— E então o que você vai fazer? — Perguntou Jorge.
— Nesse momento eu quero dar uma surra no Daniel. — Respondeu Cirilo com o rosto enfurecido.
—Acho que isso não vai adiantar muito. — Disse Jorge se acalmando.
— Então o que eu faço? — Perguntou Cirilo.
Jorge estendeu a mão para o garoto pela primeira vez na vida.
— Vamos nos aliar e acabar com essa bagunça. — Disse Jorge agora com um sorriso malicioso no rosto.
Cirilo olhou sua própria mão levantar lentamente e encontrar a mão de Jorge.
— Pode contar comigo.
[Continua]
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