Para Sempre Carrossel

39 2° Temp Capitulo 16


Capitulo 16

Cirilo não aguentou ficar ali parado. Soltou a mão do Jorge e saiu bufando feito um rinoceronte… não conseguia pensar em nada naquele momento a não ser na suposta traição do amigo. Por outro lado, Jorge apesar de estar com raiva, se sentia vitorioso . Achava que aquele acontecimento era o começo de algo grande. Pegou seu celular.

= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =

Se der vá lá em casa hoje.

Vamos bolar algo para desmascarar aquele nerd

na frente de todo mundo.

Jorge

= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =

Enquanto isso, a fofoca da briga entre Cirilo e Jorge percorria toda a escola.

— Vamos ver se agora aqueles dois crescem né. — Disse Marcelina a Bibi.

— Não sei não, aqueles dois são assim desde que nós os conhecemos, o Cirilo sempre gostou dela, e o Jorge já foi namorado dela. — Respondeu a ruivinha

—Mas não é possível que continuem depois do sermão que a Maria deu neles. — Argumentou Marcelina.

— É , vamos ver… E mudando de assunto, Por que será que a Lana foi embora? — Perguntou Bibi.

— Agora que você está falando, realmente foi muito esquisito ela ter saido assim. Deve ter passado mal. — Respondeu Marcelina ainda virando o rosto procurando outra pessoa. _ E o Daniel, foi pra onde?

— Deve estar por ai, ele é cheio de tarefas. — Respondeu Bibi.

Longe dali Daniel e Maria Joaquina ainda conversavam.

— Ah, eu queria te falar uma coisa, espero que não fique brava comigo. — Disse Daniel .

— É impossível ficar brava com você. — Disse ela sorrindo e dando uma piscadinha para o garoto.

— Eu disse para a Margarida que ia com ela na sorveteria hoje. — Soltou Daniel, fazendo com que sua linda namorada levantasse uma das sobrancelhas.

— E por que você faria isso? — Perguntou ela. Não que ela desconfiasse do garoto, longe disso, mas Maria sabia que para um relacionamento dar certo, a primeira coisa que tinham de fazer, era serem sinceros um com outro.

— Tá com ciuminho ? — Perguntou ele sorrindo enquanto se aproximava da garota.

—Eu? Nunca. — Respondeu ela sorrindo.

— Na verdade, ela vai voltar para a Itália amanha, então … — Disse ele

—Certo, mas vão só vocês dois? — Perguntou ela ainda brincando.

— Por que? Quer ir também? — Perguntou Daniel.

— Não seu bobo. Tenho que ir com meu pai na casa de um tio… Mas quero que me conte tudo depois. — Respondeu ela.

— Sim senhora . — Disse ele rindo.

— Estou de olho em você viu. Disse ela sorrindo junto e colocando os dedos nos olhos e mirando o garoto.

— Daniel, oh Daniel… ah você está ai… — Disse Jaime chegando ofegante. — Caramba, procurei por você na escola toda.

— Bem vou nessa – Disse Maria Joaquina saindo de perto dos garotos.

— Até mais – Respondeu Daniel fingindo ser o mais normal possível. — Mas iai Jaime, o que você precisa?

— Me confessei para a Carmem. — Disse de supetão.

— Até que enfim né, e o que ela disse? — Perguntou o amigo.

— Não sei, quer dizer, vamos nos encontrar na sorveteria hoje. — Respondeu ele.

— Também vou na sorveteria com hoje... com a Margarida. — Disse Daniel.

— Sei.. e… Você pode me ajudar? — Perguntou Jaime meio sem jeito.

— Como? — Perguntou Daniel.

— Não sei, estou come medo de fazer algo errado, não ter assunto.. não sei, tanta coisa pode dar errado, não quero estragar tudo . — Desabafou Jaime.

— Calma Jaime – Respondeu o amigo. — Acho que o melhor é você ser você, se ela gosta de você, então seja você mesmo.

— E se ela não gostar? — Perguntou Jaime aflito. Daniel olhou o amigo sorrindo e os dois continuaram conversando.

— Já está melhor Davizinho? — Perguntou Valeria fazendo um carinho no cabelo do garoto.

— Com você aqui, me sinto sempre melhor. — Disse ele ainda sentindo um pouco de dor.

— Ma você… deveria fazer algum tipo de arte marcial – Sugeriu a namorada.

— Você acha? — Perguntou o garoto pensativo.

— Claro – Disse ela.

— É , vou pensar no assunto. — Respondeu ele.

Enquanto isso, Lana ainda estava em sua cama. Pensava em mil e uma coisas e ao mesmo tempo não pensava nada. Só queria se livrar daquele aperto no peito que estava sentindo recentemente. Aquilo era um sentimento novo e a garota estava odiando passar por aquilo. Pegou seu celular.

= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =

Quero conversar com você depois.

Tem como?

Lana

= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =

— Deu certo o plano? — Perguntou Kokimoto enquanto o alarme tocava sinalizando o fim da aula.

— O que você acha? — O Mario esta no outro lado da sala mas estou sentindo o fedor aqui. — Disse ele rindo enquanto olhavam para o garoto que arrumava sua coisas para ir embora.

— Eu só acho que isso vai virar uma bola de neve, pois tenho certeza que ele não vai deixar por isso não – Respondeu o japonês.

— Não estou nem ai. — Disse Paulo pegando sua mochila.

Cirilo pegou seus objetos e guardou com rispidez. O garoto mal conseguiu assistir as ultimas aulas. A foto que ele tinha visto não saia de sua cabeça. Desde quando o amigo estava traindo ele? Será que ria de sua cara pelas costas? O garoto não sabia as respostas, mas estava louco para saber.

Andou furioso quando estava para sair da escola sentiu alguém o chamar.

— Cirilo… espera ai – Disse Daniel que chegou correndo. O garoto não acreditou, não estava com a mínima vontade de falar com o colega… ou ex-colega, ainda não sabia. Como não sabia como agir, continuou andando sem falar nada.

— Você se machucou hoje? — Perguntou Daniel.

— Sim, muito .– Respondeu Cirilo, não tinha machucado seu corpo mas sim seu coração. — Olha Daniel, não quero conversar. — Completou ele andando mais rápido e deixando Daniel para trás.

— O que será que deu nele? — Se perguntou Daniel. Será que ele tinha descoberto sobre ele e Maria? Ou estava assim pelo sermão que levara mais cedo? Sem o que fazer o garoto seguiu seu caminho.

Cirilo continuou caminhando, estava com tanta raiva que não via mais nada. De repente sentiu uma mão segurar seu braço.

— Não se esquece de passar lá em casa – Disse Jorge segurando o garoto.

— Não preciso que me diga o que fazer. — Respondeu Cirilo se desvencilhando da mão.

— Olha eu estou tão chateado quanto você. Eu fui namorado dela, e nem sei desde quando que estão tendo um caso. — Instigou Jorge.

— Eu também já pensei nisso, aposto que riram da minha cara. — Respondeu Cirilo

— Não só de você, mas de mim também, olha lá o certinho conversando com a Maria como se não estivessem de rolo. — Disse Jorge quando Daniel foi alcançado pela garota já praticamente na rua — Se diz o garoto exemplar mas não pensou duas vezes em furar seus olhos.

Cirilo não precisava que dissessem isso a ele. Estava morto de raiva e acabou não se aguentando. Correu com todas suas forças para o rumo de Daniel.

— Cirilo não vai fazer merda – Ainda disse Jorge em vão quando Cirilo empurrou com todas as forças Daniel pelas costas que não teve tempo de reação. O garoto caiu com tudo no meio da rua quando um motoqueiro passava a uma velocidade razoável.

— Danieeeeeelllll – Gritou Maria Joaquina…

[Continua ]